NENHUM personagem é minha propriedade, todos são da Stephanie.

Cap. 3: Ajuda do Destino?

POV Jacob:

Esse foi o melhor que eu pude dizer? "A gente se vê né?". Só um completo idiota faz uma pergunta dessas, é claro que a gente vai se ver. Porque eu não disse nada do tipo "Prazer, sou Jacob, qual seu nome?". Ai eu poderia rezar pra ter aquela garota perfeita ao meu lado, mas é claro que o imbecil não pergunta o nome dela, ele é muito covarde pra isso não é senhor Jacob Black?

- Você ta maluco Jake? Agora deu de falar sozinho é?

Pra variar Embry me acordou de meus devaneios e percebi que todos estavam olhando para mim, eu realmente estava falando comigo mesmo, porém, acabei falando um pouco alto de mais.

- Senhor Black acho que o senhor não está muito bem não é?

- Que nada professor, eu estou ótimo.

- Que bom, então fique ótimo fora da minha sala. Agora.

Ele apontou para a porta e ficou me olhando com uma cara muito irritada (pra não dizer outra coisa, não sou de ficar falando baixarias).

- Mas professor.

- Nada de "mas" moleque. Saia agora.

Agora foi a gota d'água, me chamar de moleque. Quem ele pensa que é? Quem ele pensa que eu sou? Não sou um menino qualquer, sou muito mais que isso. Sou alguém importante lá em La Push, mas aqui parece que eu não sou ninguém. Na escola da reserva nenhum professor se atreveria a me expulsar de sala.

Estava muito puto pra continuar ali, então eu resolvi me levantar e fazer o que o Sr. Grinth tinha mandado. Não sou o tipo de pessoa que obedece a ordens, mas dessa vez eu obedeci. Não gostaria de matar ninguém.

Passei por ele e escutei um "Acho bom.". Esse cara ta realmente passando dos limites. Ele ta pedindo pra morrer e eu estou quase estourando. Virei-me para encará-lo e percebi um leve sorrisinho se formando em sua boca. Ele tinha achado graça nisso tudo. Agora era pessoal, eu não estava afim de causar confusão, mas meu sangue estava borbulhando dentro de mim e minha cabeça martelando, quase como se eu pudesse ouvir alguém me falando "Ataque ele e mostre quem é o moleque aqui". Eu realmente pensei em fazer isso, pular em cima dele e arrancar-lhe a cabeça, mas não foi isso que eu fiz. Só não o fiz porque uma figura familiar apareceu na porta, olhando para mim.

- Senhor Grinth, a diretora pediu pra lhe entregar isso.

Aquela menina perfeita estendeu os braços em direção aquela aberração em forma de professor. Ele sorriu e pegou o diário da turma das mãos dela. Agora eu saberia o nome dela ou pelo menos o sobrenome, pelo menos eu pensei que sim, mas não aconteceu. O idiota simplesmente falou "Obrigado Senhorita".

- Senhor Black, porque ainda não se retirou?

- Talvez porque ela esteja aqui na porta ainda.

Ótimo, agora ela é a sua desculpa para não ter saído. A cada hora que passa você fica mais inteligente Jacob Black. Fico surpreso com a sua capacidade de tornar as coisas mais impossíveis de acontecer do que elas já são. Olhei para a face da menina, ela estava calma e serena, tinha algo nela que me fazia enlouquecer, perder completamente a noção de tempo e espaço e viajar até seu encontro. Sai de meus devaneios quando escutei a voz do Senhor Grinth falando comigo.

- Então pode ir, ela já está de saída.

- Claro professor.

Ela foi andando e eu fui a seguindo. Apesar de não ser a melhor coisa a se fazer eu a fiz. Ela parou no meio do pátio e se virou para me encarar, aqueles olhos castanhos brilharam quando encontraram os meus e um lindo sorriso se formou em seus lábios. Aqueles cabelos bronze moldavam perfeitamente o seu rosto, fazendo com que a sua pela brilhasse. Ela se aproximou de mim e me abraçou, não sei por que ela fez aquilo e nem por que eu correspondi na mesma hora, só sei que foi assim.

- Desculpe, eu não deveria ter feito isso.

Ela se afastou de mim, com as duas mãos em meu peito, me empurrando levemente na direção oposta a que ela seguia. Após me afastar completamente ela se virou e começou a caminhar em direção a sua sala. Eu tinha que fazer algo, impedir que ela continuasse caminhando.

- Hey, não vá.

Foi a única coisa que saiu de minha boca no momento: "Não vá". Não sei se adiantaria, mas não pude fazer mais nada, meu corpo não se movia e meu cérebro não pensava mais. Graças a Deus adiantou, ela parou de se movimentar e virou, me olhando séria, mas sempre com uma expressão calma e doce.

- Fique aqui comigo.

Ela sorriu e veio correndo em minha direção. Ao chegar perto de mim ela pulou em meu colo e eu a segurei, como se nós dois não tivéssemos nos visto há muito tempo e estivéssemos morrendo de saudades. Foi o que eu senti, eu senti como se aquela garota fosse a pessoa mais importante da minha vida, por um minuto me esqueci de tudo e somente o que aparecia em meus pensamentos era a imagem de um bebê e depois a imagem dela. O que isso significava?

POV Renesmee:

Não sei por que, mas eu necessitava daquele menino ao meu lado. Sinto como se já conhecesse ele há muito tempo, mas não me lembro dele em nenhuma parte da minha vida. Talvez minha mãe o conheça, tenho que perguntar o seu nome e depois falar para minha mãe. Ela conhece muitas pessoas aqui em Forks.

- Qual é o seu nome?

Fui forte e confiante, ele teria que me dizer o seu nome. Quem sabe assim eu lembro o porquê de já sentir que conheço esse menino.

- Jacob, Jacob Black. E você?

Pude sentir o meu coração bater mais forte, esse nome mexia comigo de alguma maneira. Tenho a pequena impressão de já ter escutado esse nome em minha casa, várias e várias vezes, só não me lembro quem falava. Talvez minha mãe ou meu pai. Não consigo me lembrar exatamente.

- Meu nome é Renesmee.

Ele parou de respirar, arregalou os olhos e ficou estático. Seu coração acelerou e ele caiu sentado no chão. Realmente não sabia o que estava acontecendo, talvez ele realmente me conhecesse, talvez nós dois tenhamos algo, talvez...

- Re... Re... Nesmee?

Ele gaguejou ao falar meu nome. O que estava acontecendo ali? Abaixei-me para poder olhar em seus olhos, ele estava confuso e incrédulo. Segurei sua mão e respirei fundo.

- Sim Renesmee. Por quê?

- Por nada... É que eu... Quer dizer... Nada não.

Sorri meio sem graça, porque ele não dizia logo o que estava acontecendo? Seria tão mais fácil se ele falasse de uma vez por todas. Será que nos conhecíamos mesmo, assim como eu achava? Parece que sim, ele estava me admirando como se eu fosse uma escultura ou até mesmo uma pintura muito valiosa. Como se eu fosse feita de ouro. Estava começando a me sentir estranha, sem graça e, principalmente, atraída. Estava sendo atraída por ele, pelo seu olhar e pelo seu cheiro. Segurei-me, eu era uma vampira e não poderia ficar com humanos, apesar de algo dentro de mim me falar que ele não era humano.

- Lembra-se de mim?

A voz dele ecoou no pátio da escola. Meu corpo estremeceu, não de frio, pois eu não o sinto, mas por causa de uma sensação que eu não sei explicar. No fundo do meu ser eu sabia que conhecia aquele menino de algum lugar, apesar de não saber de onde. Tinha medo de falar isso e dele ficar decepcionado, talvez a minha resposta mudasse muitas coisas. Pensei três vezes antes de responder.

- Sei que te conheço de algum lugar. Mas de onde?

Ele sorriu aliviado, não sei por que, mas sorriu. Eu não havia dito que lembrava dele, só disse que o conhecia de algum lugar. Ele estava feliz e, por isso, eu também estava feliz. Não conseguia desfazer o sorriso que se fazia em meus lábios.

- Bem, você me conhece há bastante tempo.

Ele me abraçou e me apertou bem forte. Pude sentir o cheiro dele adentrando minhas narinas. Que cheiro era aquele? Não era cheiro de humano, isso eu tenho certeza. Mas era cheiro de que então? Não sabia responder, nunca havia sentido este cheiro antes. Nunca não, só senti este cheiro quando eu era muito pequena ainda. Deveria ter uns 4 ou 5 anos de idade. Espera ai. Será que eu o conheço daí? Eu o conheci quando tinha 5 anos de idade? Respirei fundo e perguntei.

- Como assim?

- Nessie, tente se lembrar de mim.

Ele me chamou de Nessie. Somente os meus pais e meus tios me chamam assim. Se ele também me chama assim é porque ele conheceu meus pais, é porque a gente realmente se conheceu. Eu nunca soube quem me chamou de Nessie pela primeira vez, talvez se eu perguntar ele me responda.

- Jacob, você sabe quem me chamou de Nessie pela primeira vez?

Ele me puxou para perto de um banco e me fez sentar, segurou minhas mão e olhou em meus olhos. Meu corpo estremeceu mais uma vez e minha respiração falhou.

- Fui eu.

Após ele pronunciar essas palavras um choque percorreu todo o meu corpo, me fazendo quase desmaiar. Ele é aquele alguém que nunca me falam quem é. Que eu conheci quando era pequena. Então, ele realmente não é humano, ou será que é?

- Nessie eu...

Ele tentou falar algo, mas o sinal da escola soou, indicando que as aulas tinham chegado ao fim. No mesmo instante o pátio, antes vazio, foi preenchido por vários corpos que se dirigiam para o estacionamento. Encarei-o, como se dissesse "Pode falar", mas alguém apareceu atrás dele e o chamou.

- Hey, vamos?

Um menino alto e com características semelhantes à dele apareceu. Eles possuíam até o mesmo cheiro, um cheiro diferente que eu não sabia explicar o que era.

- Já estou indo Embry, espere um instante.

Ele respondeu ao colega e se virou pra mim. Quando abriu sua boca novamente para falar algo uma pessoa apareceu atrás de mim. Eu iria virar e mandar esta pessoa ir para o inferno. Porque diabos ela tinha que atrapalhar? Já não basta um?

- Rê, nós vamos ou não? Seu pai já chegou.

Quando minha prima disse que meu pai estava ai o coração de Jacob acelerou, eu pude sentir que ele estava nervoso. Infelizmente eu não podia ficar enrolando ali, meu pai estava muito furioso comigo porque quis vir para escola. Olhei para Jacob, a sua expressão era de tristeza e ao mesmo tempo um pouquinho de felicidade.

- Tenho que ir Jake.

O chamei de Jake na maior naturalidade, como se aquilo fosse natural e como se fossemos amigos há séculos. Ele havia gostado do modo que eu havia o chamado, agora ele estava sorrindo, um sorriso radiante.

- Esta bem Nessie.

Ele se aproximou de mim, tocou minha face e colocou seu rosto ao lado do meu. Podia sentir a sua respiração um tanto quanto ofegante, sorri com a situação, apesar de estar sentindo aqueles arrepios novamente. Ele abriu a boca e falou sussurrando em meu ouvido "Tente se lembrar". Meu sorriso se desfez e eu o encarei. Ele piscou pra mim, me deu a mão para que eu pudesse me levantar e abraçou-me. Eu correspondi ao abraço e depois me dirigi para o estacionamento, onde meu pai me esperava.