Notas da Historia:
Obs. Os personagens pertencem à tia Steph, mas se fossem meus, há as possibilidades...
Obs. 100% Beward
Obs.Pov. Bella
Obs. Historia para maiores de 18 anos
Obs. Essa fic conterá Demônios, Anjos, gente chata e o que mais eu achar adequado a historia.
Segundo Capítulo
Eu achei que tinha acabado, mas parece que só esta começando.
Fiquei olhando pra ele por algum tempo. Ainda agachada, ainda tremendo, ainda assustada.
Ainda confusa...
- O que faz aqui?
- Só passando. E você?
Olhei para os meus joelhos, confusa. Será que ele só estava passando mesmo?
O olhei desconfiada e ele riu.
- Algo errado?
- Você… você viu o que aconteceu? - ele suspirou e me estendeu a mão.
- Eu te avisei, amor. Devia tomar cuidado com quem você brinca.
Olhei para a sua mão e hesitei por um minuto… ele tragou o seu cigarro enquanto sorria.
- Você nunca disse isso pra mim. - agarrei a sua mão, usando-a para me levantar, assim que estava em pé, tentei me soltar, mas ele agarrou a minha mão firmemente.
- Uh, então foi mal.
- Que seja. Vou pra casa.
- Ok. Eu te levo.
Espera, o quê?
- Como é?
- Vamos, a minha moto está por ali.
Sem soltar a minha mão, ele passou a andar praticamente me arrastando com ele.
- Então doçura, você mora longe? Porque se for, vai ter que pagar a gasolina.
- O quê?
- A gasolina está cara, amor. Eu não sou rico, sabia?
- Então não precisa me levar. - resmunguei, mais uma vez tentando soltar a minha mão, mas ele somente riu.
- Só estava brincando, amor. Você pode me pagar de outras formas. - piscou e parei fazendo-o derrubar o seu cigarro.
- Me solta agora? Eu já estou farta das suas piadas e gracinhas. Chega!
Ele soltou a minha mão se afastando um pouco, só pra em seguida me abraçar pelos ombros, enquanto voltava a me puxar em direção a moto, acho.
- Isso aí amor, é assim que tem que falar com esses pervertidos da vida.
Ainda estava meio chocada e ele aproveitou a deixa para me levar até a bendita moto. Como eu não entendia nada de motos e carros, vamos dizer que era bonita do tipo grande com um grande guidão toda preta, mas com alguns detalhes de labaredas em um vermelho bem vivo.
Ou seja, meio assustadora.
- Quer que eu suba nisso?
- Vamos amor! Vai ser a viagem da sua vida. - tentei me afastar, mas ele não me soltou só me puxou para mais perto da sua moto.
Olhei para a moto e para o meu uniforme de garçonete, e mais uma vez, tentei me afastar só pra ser mais uma vez puxada de volta.
- Com medo?
- Não exatamente.
- Qual o problema então?
- Uh, estou de vestido.
- Eu não vejo problema algum nisso. - sorriu olhando para as minhas pernas e bufei estalando meus dedos na frente do seu rosto.
- Meus olhos estão aqui, sabia?
- Não tenho culpa se a parte de baixo é mais interessante.
Rolei os olhos. Homens eram todos iguais.
- Achei que eu não servia pra namorar.
- Acredite amor, namoro nem passou pela minha mente.
- Quer saber, eu vou de ônibus.
Desvencilhei-me dele e já estava começando a me afastar quando o ouvi suspirar.
- Que seja. Mas cuidado com as ruas escuras.
Parei imediatamente.
Uh? Seth ainda podia estar por aí? Ou pior, o que tenha pegado Seth.
Voltei correndo para o lado de Edward.
- Ok, aceito a carona.
- Bom. suba aí! - ele montou na moto, esperou.
- Capacete? - pedi olhando em volta e não vendo nenhum sinal de proteção.
Ele bufou uma risada.
- Não se preocupe doçura, não precisamos disso.
- Eu acho que precisamos.
- Eu não preciso, vamos suba.
Ele não precisava, claro, que com aquela sua cabeça dura, se caísse só ia rachar o chão, já eu...
Ainda um pouco hesitante, subi, a saia subiu deixando as minhas coxas muitos visíveis, corei terrivelmente enquanto tentava abaixar mais a saia, e claro, o Sr. Demônio sorria apreciando a minha desgraça ou apreciando as minhas pernas, em se tratando daquele idiota, as duas opções eram possíveis.
- Pronta, amor?
- Nenhum pouco...
- Assim que é divertido. - ele riu ligando a moto, o barulho do motor me assustando. Sem me conter me agarrei a ele, o abraçando com força, com medo de cair. Antes de a moto começar a andar, pude ouvir sua risada irritante, logo em seguida, nós estávamos em movimento e o abracei mais apertado fechando os olhos com força.
Ele gritou por cima do barulho, perguntando onde eu morava e assim que o informei, ele pareceu ir mais rápido, com certeza, eu estava esmagando as suas costelas com o meu aperto de morte.
O passeio foi rápido, se eu não estivesse com tanto medo, e de olhos fechados o tempo todo, eu diria até que foi meio emocionante.
A rapidez, o vento no cabelo, a emoção.
Quando chegamos, saí da moto com um pouco de dificuldade sentindo as minhas pernas bambas, quase caindo até ter a sua mão em minha cintura me firmando.
- Calma, amor.
- Idiota! - grunhi batendo nele com a minha bolsa para me afastar.
Ele somente riu.
- Não seja assim amor, devia era me dar um beijo de agradecimento e não me batendo, tsci, tsci, tsci, já falamos sobre isso. Devia ser mais gentil, doçura.
- Você me irrita. - ele sorriu como se isso fosse maravilhoso.
Idiota.
- Você é tão adorável, doçura.
Queria muito mandá-lo se fuder. Mas não iria, afinal ele me deu uma carona depois de tudo.
- Agora preciso ir, querida. Até logo, nos vemos amanhã.
Assim que as palavras saíram da sua boca, tudo voltou.
Não tinha até amanhã pra mim.
- Uh, na verdade, eu não vou trabalhar amanhã.
- Então depois…
- Não, sem depois, eu vou embora.
- Pra onde?
- Isso importa?
Ele inclinou a cabeça para um lado e riu.
- Tem razão. Nenhum pouco. Foi divertido, doçura.
Eu não achei. Mas só acenei e fui embora.
Assim que entrei em casa, desabei.
Que inferno!
Eu teria que me mudar de novo.
Olhei para as minhas poucas coisas e contive a vontade de chorar. Afinal, eu já havia chorado muito ao longo dos anos. Era à hora de mais uma vez recomeçar.
Soltei um longo suspiro e comecei a fazer as malas.
[...]
Entreguei a mala para o motorista do ônibus, ele me deu um adesivo e colei na passagem, já o agradecendo enquanto subia para o ônibus, achei meu banco no fundo.
Guardei a minha bagagem de mão em cima e peguei o meu livro de minha bolsa, folheie distraidamente as páginas pensando no tempo que passei ali.
Confesso que foi um dos lugares que mais gostei, sorri para mim mesma com pesar, queria ter ficado mais amiga das garotas, ter arrumado um namorado, ter um emprego melhor…
Bufei... pra que? Só pra sofrer mais depois? As coisas tinham que ficar como estavam mesmo.
O ônibus finalmente entrou em movimento e peguei o meu celular colocando os fones e ligando em uma música aleatória. Fechei os olhos relaxando, felizmente não tinha ninguém ao meu lado, o ônibus estava até meio vazio, na verdade.
Não demorou muito para eu adormecer, assim como para eu acordar com o barulho alto de um estouro, seguido de uma freada brusca. Olhei em volta meio perdida com o que estava acontecendo.
As poucas pessoas a minha volta estavam tão perdidas quanto eu, olhei para fora e parecíamos estar no meio do nada.
- Perdoem-me todos, parece que o pneu estourou.
Todos começaram a resmungar já se levantando.
- Já pedi ajuda no rádio e em breve uma van vira buscá-los para levar a todos até o próximo terminal.
Alguns resmungavam enquanto pegavam as suas malas, sem ter o que fazer os imitei.
Ao sairmos do ônibus, o motorista olhava o pneu estourado com desânimo, alguns dos homens presentes o acompanharam dando opiniões e palpites.
Recostei-me no ônibus sem ter o que fazer. Talvez eu devesse começar a fumar, seria bom ter uma distração uma hora dessas.
- Que merda hein? - alguém murmurou ao meu lado e vi um cara de boa aparência sorrindo pra mim, forcei um sorriso assentindo e agarrei o meu celular fingindo mexer, quem sabe ele não se tocasse que eu não queria companhia.
- Sou Demetri e você? - me voltei pra ele com um suspiro.
- Beka. - ele sorriu abertamente.
- Bonito nome, combina com você.
Sorri e voltei a mexer no celular, estava a ponto de por uma música quando ele falou de novo.
- Então Beka, pra onde está indo?
- Huh?
- Eu vou para Boston.
- Legal. Ótima Cidade.
- Tenho família lá.
- Bom. Escuta eu…
- Ah sim, um dos caras falou que tem uma loja de conveniência aqui perto, quer ir lá comigo?
- Ah… - como dizer não sem parecer bem grossa.
- Vamos? Até agora só vai eu e aquele casal. - apontou para um casal não muito longe de nós e assenti.
Ah, agora era diferente.
- Parece bom. - Afinal eu realmente precisava ir ao banheiro.
Eu nunca aprendia, resmunguei para mim mesma enquanto eu e Demetri andávamos pela estrada escura. Mal havíamos andado dez minutos e nossos companheiros desistiram. Agora éramos somente nós dois naquela estrada vazia que se estendia por vários quilômetros sem nada a vista e já estava com um péssimo pressentimento. Também estava a ponto de desistir de achar aquela loja de conveniência e fazer xixi no mato mesmo.
- Demetri eu…
- Ah, aqui está bom.
- Uh? Ainda não vejo a loja...
- Amor você é mesmo tão ingênua assim?
- O... o que quer dizer?
Ele olhou mais uma vez em volta e sorriu, engoli em seco dando alguns passos pra longe dele, mas não o suficiente para não o ver mudando.
O rapaz bonito de antes mudou, mesmo na estrada escura era visível os seus olhos vermelhos e feições antes bonita, ficando cruel e assustadora.
Merda de novo, ele me encontrou.
Virei-me em direção ao campo, ao lado da estrada, claro que mal dei dois passos e caí, antes que pudesse me mover ele já estava em cima de mim.
- Não… por favor… - chorei e ele riu.
- É sempre divertido quando vocês imploram.
- Pare… Saia…
- Calma, amor! Vai ser bom no começo, depois vai doer como o inferno. - ele riu e gritei tentando empurrá-lo, isso pareceu diverti-lo ainda mais.
- Sai… me solta…
Senti as suas mãos em meu corpo e a sua língua na minha garganta, estava desesperada já sabendo que era o meu fim com certeza, mas quando os seus dentes encostaram-se a minha garganta, comecei a rezar só para sentir o seu peso saindo de mim, além de um grito agonizante vindo em seguida.
Abri os olhos respirando com dificuldade, fiquei olhando para o céu cheio de estrelas e ele estava bonito e limpo, com certeza era até possível ver constelações e eu quase morri quando estava uma noite tão bonita.
- Nós temos que parar de nos encontrar assim, amor. - me sentei só para vê-lo fumando um cigarro enquanto me olhava com aquele meio sorriso dele.
- Edward? - sussurrei ainda sem crer e ele riu.
- Olá, doçura.
Ele esticou a mão e dessa vez sem hesitação, eu a agarrei, me sentindo tão aliviada por ele estar ali.
Não sabia como, nem o porquê, mas ele estava ali.
- Edward. – chorei, ele me puxou para os seus braços e naquele momento eu me senti mais segura do que em qualquer momento da minha vida inteira.
Claro que o momento passou quando a sua mão começou a ir em direção a minha bunda, o empurrei dando um soco em seu peito.
- Hey! - ele riu levantando as mãos em rendição.
- Desculpa amor, eu não resisti, com você me agarrando, foi difícil.
- Eu não estava te agarrando seu tarado.
- Isso são detalhes.
Nojento, pervertido, idiota…
- Estava só brincando amor, então como você está?
O olhei desconfiada.
- Bem…
Olhei em volta me abraçando, mais uma vez não havia sinal da… daquela coisa.
- Amor?
- Não me chame assim? É Bella.
- Que seja. Então vamos?
- Onde?
Ele olhou em volta, não havia nada nem ninguém, a estrada parecia ainda mais escura e fria do que antes, me abracei sentindo frio e um pouco de medo.
- Ou pretende ficar aqui? - ele arqueou uma sobrancelha.
- Claro que não.
- Então vamos. - falou começando a andar e corri para segui-lo
- Para onde?
- Bem, eu vou pra casa, mas te dou uma carona para a sua.
- Uh, eu não tenho mais casa. - ele parou de andar.
- Hmmm isso é um problema.
- Só me acompanhe até o ônibus, eles vão me levar de volta para a rodoviária para pegarmos outro.
- Tem certeza?
- Como?
- Você tem certeza que quer ficar sozinha? - ele arqueou uma sobrancelha e me abracei mais a mim mesma.
- Mas eu sou sozinha. - ele suspirou e veio até mim.
- Eu sei amor, mas essa noite não estará.
- Essa noite? - ele sorriu maliciosamente enquanto olhava para o meu corpo e grunhi.
- Eu passo, seu nojento. - ele riu me abraçando pelos ombros e me puxando para andar com ele.
- Ah, aí está a minha garota. O papel de chorona não combina com você, amor.
- Idiota. - resmunguei baixo e ele riu.
- Agora falando sério amor, vou cuidar de você esta noite.
- De que modo? - perguntei desconfiada e ele suspirou.
- Amor, você sempre foi desconfiada assim?
- Sim.
- Bom. Não confie tanto. Principalmente em homens, somos terríveis. - acabei por sorrir o que lhe fez rir.
- Agora sim, parece a minha doçura.
Rolei os olhos, mas deixei ele me levar até a sua moto, felizmente eu estava de calças dessa vez.
Ao chegarmos até a sua moto que não estava muito longe de onde eu estava, além de estar caída… estranho.
- O que houve?
- Eu estava com presa. - resmungo sem dar mais detalhes.
Suspirando, ele foi até ela se levantando enquanto a rodeava, imagino que pra ver se estava tudo bem, por fim, ele a montou e esperou por mim. Subi e o abracei bem apertado como da outra vez.
- Vamos embora…
- Espere.
- O quê?
- Minhas coisas. A mala está no ônibus ainda.
Ele grunhiu.
- Tudo bem.
Virando a moto na direção do ônibus, ele pilotou enquanto eu me agarrava a ele com um aperto de morte. Ainda era assustador estar em uma moto. Emocionante? Sim, mas de um jeito que me apavorava muito.
Conforme nos aproximávamos do ônibus, ele foi desacelerando. Encostei o meu queixo em suas costas com um suspiro triste.
Estava tão cansada de fugir.
A moto finalmente parou e antes que eu pudesse descer, ele gritou pelo motorista. O homem correu até nós, parecendo bem aliviado, percebi que havia bem menos pessoas que antes.
- Srta. que bom que voltou… Huh e o rapaz que estava com você? Esse é outro…
Ia começar a falar quando Edward bufou.
- Olá amigo, eu sou o namorado dessa belezura, aqui. Ela me ligou quando o rapaz a abandonou na estrada dizendo que ela era muito lerda. - ele bufou e o motorista me deu um olhar preocupado.
- Está bem senhorita?
- Ah sim o meu… huh namorado, veio rapidamente, ele meio que já estava a caminho, então ele me encontrou na estrada. - murmurei debilmente.
Mas pareceu ser o suficiente para o motorista que assentiu.
- Isso é bom, moça.
- Que seja. Você pode guardar a mala dela no terminal? Eu buscarei amanhã.
- Ah claro. Vou deixar no terminal, há um lugar onde as bagagens ficam até 24h, depois elas vão para os achados e perdidos.
- Tudo bem, eu pego de manhã, só quero tirar a minha menina do frio.
- Claro, claro. Vão em frente.
Edward piscou para o cara e ligou à moto. O motor tremendo sob mim me fez me agarrar mais a ele.
- Segure com vontade, doçura.
O apertei mais forte enterrando o meu rosto em suas costas, enquanto fechava os meus olhos bem apertados.
Não sabia se estava tomando a decisão certa ao ir com ele, mas no momento, eu estava onde eu mais me sentia segura.
Eu não era idiota, eu sabia que de algum modo Edward estava envolvido no sumiço tanto de Seth quanto de Demetri. Ele não era normal, mas ainda assim, eu preferia estar com ele.
Ele podia ser irritante pra caralho, mas ele nunca havia tentado me machucar.
