DÉBITO

O Malfoy é realmente um babaca. Ginny estava furiosa, mais de dez haviam passado e Draco Malfoy ainda não havia respondido sua carta. Ele deve se achar realmente muito importante. Mas ele que não pense que eu desisti. Não desisti mesmo. Era dia de entrevista coletiva e ela estava disposta a não esperar nem mais um dia sequer, uma vez que na próxima segunda ela começaria a trabalhar oficialmente e precisava dessa entrevista exclusiva. Ele vai ter uma reunião comigo hoje, querendo ou não.

Pensando em como por seu plano de falar com o Subsecretário Sênior em prática, arrumou-se para ir ao Ministério. Vestiu sua roupa mais adequada para ocasião: uma saia lápis grafite e uma blusa de manga curta preta. Desde que seu pai foi promovido no Ministério e ela passou a trabalhar, os Weasley passaram a viver melhor e, por isso, ela tinha condições de se vestir bem. Prendeu os cabelos num coque firme, deixando solto apenas a franja caindo sobre o rosto. Ela sabia que, em se tratando de Draco Malfoy, era preciso ter boa aparência e, por isso, não economizou também na maquiagem.

Quando chegou ao Átrio do Ministério se dirigiu aos fundos, para a sala onde normalmente ocorriam as entrevistas coletivas. Muitos jornalistas já se acomodavam nas cadeiras da imensa sala e preparavam suas penas e pergaminhos. Ginny acomodou-se em uma das cadeiras ao fundo da sala e também tratou de organizar seu material para a entrevista. Pacientemente esperou até que Draco Malfoy finalmente entrasse na sala acompanhado de uma bruxa morena. Os dois sentaram-se à mesa a frente da sala enquanto conversavam baixo.

"Boa tarde" – Falou a morena levantando-se. – "Como vocês devem saber me chamo Elizabeth Thompson e sou assistente do Subsecretário Sênior Draco Malfoy. O senhor Subsecretário Sênior Draco Malfoy vai conceder hoje trinta minutos para a entrevista. Escolham bem suas perguntas."

Mal Thompson acabou de falar e mãos já estavam no ar aguardando a vez para perguntar.

"Sr. Lewis, Today Britain." – Falou Malfoy.

O jovem bruxo sorriu. – "Senhor Subsecretário Sênior, quais as medidas vão ser tomadas quanto ao falso dinheiro que estão dando para os trouxas? Agora mesmo no caminho para o Ministério ouvi uma senhora dizendo que tinha certeza de que tinha saído de casa com o dinheiro e, na hora de pagar a conta do restaurante, o mesmo havia desaparecido."

Ginny ouviu atenciosamente cada pergunta feita e cada resposta dada por Draco Malfoy sem se importar em participar efetivamente da entrevista. Ela precisava primeiramente conhecer onde estava, saber como as coisas funcionavam. Ficou claro que Draco Malfoy tinha seus jornalistas preferidos e lhes dava prioridade quando achava necessário. Isso a fez pensar que provavelmente não faria parte do clube de ouro do Malfoy.

"Senhor Subsecretário Sênior, por favor, uma última pergunta!" – Falou o rapaz louro que estava sentado ao lado dela. Malfoy virou seus olhos para Ginny antes de fitá-lo. – "Como o Ministro considera a atuação do Professor Flitwick como novo diretor de Hogwarts?"

"Bem, o Professor Flitwick tem anos de serviços prestados à Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Mas não só a experiência conta, sua sabedoria e lealdade ao mundo mágico também foi muito importante na hora de escolhê-lo para o cargo. O Ministro acredita ter sido a escolha certa." – Malfoy terminou de falar e sua assistente já estava de pé, indicando assim o fim da entrevista.

"Bom senhoras e senhores, está encerrada nossa sessão por hoje. Boa noite a todos." – Thompson enrolou o pergaminho onde também anotava a entrevista e guardou em uma pasta preta de couro.

Draco Malfoy levantou-se sem dizer mais nada e dirigiu-se ao saguão ao lado de Elizabeth Thompson. Decidida, guardou as anotações em sua bols. Mas, quando ia em direção ao saguão do átrio atrás do Subsecretário Sênior, o loiro que estava ao seu lado se aproximou.

"Potter, certo?" – Falou o loiro sorrindo e oferecendo a mão em cumprimento. – "Me chamo Josh Darcy d'O Leitor."

Sem graça, Ginny sorriu em resposta e juntou sua mão a dele. – "Ginevra Potter, Profeta Diário. Prazer em conhecê-lo, Darcy."

"É nova aqui. Não é?" – Josh Darcy pegou sua maleta e segurou firme em sua mão.

"Como sabe?" – Preocupada e sem dar muita importância ao colega, Ginny correu seus olhos em direção ao saguão, na esperança de avistar o sonserino.

"Os novatos nunca fazem muitas perguntas. Chega a ser meio assustador no primeiro dia, não é? Muitos aqui parecem leões famintos que se irritam quando outro se aproxima de sua presa." – Darcy fez um gesto para que eles andassem.

"Eu não poderia descrever melhor." – Disse Ginny rindo e seguindo em direção à porta.

"Foi um prazer conhecê-lo, Darcy." - Falou Ginny quando chegaram ao saguão do átrio.

"Igualmente, Potter. Fique calma na próxima, não é tão ruim assim no final das contas."

Sorriu em despedida e foi em direção aos elevadores. Ela não sabia o que exatamente diria para Draco Malfoy quando o visse, mas sabia que no momento ia falar as palavras certas para convencê-lo. Draco Malfoy não é também nenhum bicho de sete cabeças, tenho certeza que posso fazer isso. Quando a voz feminina do elevador anunciou que estavam no nível um, saiu do elevador e seguiu a placa onde dizia Gabinete Pessoal do Subsecretário Sênior Draco Malfoy.

Chegando lá viu a mesa que parecia pertencer a Elizabeth Thompson vazia e ouvia risadas vindas de dentro da sala do Malfoy. Típico, pensou Ginny. Bateu à porta suavemente e aguardou que viessem atender, mas ninguém veio. É inacreditável, Ginny não estava disposta a desistir e bateu novamente à porta com mais força. As risadas cessaram e finalmente Thompson abre a porta, sai da sala e fecha a porta atrás de si.

"Posso ajudá-la?" – disse de maneira seca.

Só era o que me faltava ter que me explicar para a secretária de Draco Malfoy. – "Tenho um assunto a tratar com o Subsecretário Sênior."

"Tem uma hora marcada, Senhora...?" – Disse indo até a mesa a abrindo uma agenda.

"Potter." – Disse Ginny. – "Não, não tenho hora marcada, mas não acredito que será um problema." – Tem Subsecretário se achando Ministro, precisa de tudo isso para falar com Draco Malfoy?

"Eu não acredito que será possível, Senhora Potter." – Disse fechando a agenda e indo em direção a porta da sala do Malfoy.

"Senhorita Thompson, você poderia perguntá-lo? É muito importante."

"O Senhor Subsecretário Sênior tem muitos afazeres, Senhora Potter. Se gostaria de ter uma reunião com ele peço que, por favor, marque antecipadamente." – Elizabeth Thompson começou a abrir a porta da sala do Malfoy

"Vocês não pareciam ocupados na hora que bati à porta." – Ginny a olhou furiosa. Qual era o problema afinal? Thompson a olhou raivosa e voltou a fechar a porta da sala.

"Senhora Potter peço que não insista mais, caso contrário..."

"Caso contrário o quê? Vai chamar os seguranças? Faça-me o favor! Quem ele pensa que é? Faz mais de dez dias que espero uma resposta para marcar uma reunião e agora chego aqui e tenho que passar por isso?"

"Já chega!" – Disse uma voz masculina. Ginny olhou para o lado e viu, enfim, o intocável Draco Malfoy. – "Elizabeth, por favor, permita que a Senhora Potter entre. Não é necessário chamar os seguranças, eu mesmo lido com ela."

Elizabeth Thompson deu licença para que ela passasse, mas não sem olhá-la com raiva. Sem se importar, andou firmemente até a sala. Draco fechou a porta atrás dela e fez um gesto para que sentasse. Educadamente e arrumando sua saia com cuidado, Ginny sentou-se em silêncio em uma das duas poltronas à frente da mesa do Subsecretário..

A sala do loiro não era tão grande quanto se esperava para um Malfoy, mas era elegantemente decorada. As paredes tinham cor verde escura; os móveis eram feitos de madeira escura, finamente trabalhados. No canto direita da sala podia-se ver uma pequena mesa com várias garrafas de bebida; e no esquerdo, uma pequena biblioteca. Draco Malfoy sempre foi um menino muito inteligente, o que a fez pensar que em suas horas vagas, caso não estivesse conversando com sua estúpida secretária, estaria lendo algum de seus muitos livros.

Sem falar nenhuma palavra até então, Draco foi até a mesinha do canto direito e serviu-se de uísque de fogo. Fez menção de servi-la também, mas ela recusou com um gesto.

"Não ache, Potter, que você pode vir até minha sala e agir dessa forma com minha assistente."- Disse quebrando o gelo e sentando-se numa grande cadeira preta acolchoada. Sabia que talvez tivesse passado um pouco dos limites, mas não se importava.

"Você poderia ter facilitado as coisas, Malfoy. Eu espero por uma resposta há dias." – Disse desafiante.

"Você ainda esperava uma resposta? Eu deixei bem claro que nem eu nem o Ministro nunca mais concederíamos ao Profeta Diário nenhuma entrevista exclusiva. Você deveria ter aproveitado sua chance de me fazer perguntas na coletiva, Potter."

"Como você deve ter percebido, o Profeta Diário está diferente agora. E, se você me permitir, posso mostrar isso."

"Isso não faz diferença pra mim, Potter. Já está decidido. Se você não tem mais nenhum assunto a tratar comigo, faça o favor de se retirar de minha sala."

"É assim que você trata a imprensa, então? Não é de surpreender que Harris tenha escrito o que escreveu sobre você."

"Não ponha a culpa da incompetência dele em mim. Você deve saber da vergonha que ele trouxe para o Profeta Diário, Potter." – Draco se servia de mais outro copo de uísque.

"Ainda sim o Profeta Diário é o jornal de maior influência na Inglaterra e você não pode dizer o contrário, Malfoy. Há anos existe uma parceria entre o Profeta Diário e o Ministro e não cabe a você agora simplesmente quebrá-la."

"Como Subsecretário Sênior do Ministro posso dizer que posso sim quebrar qualquer parceria que prejudique a imagem dele ou a minha." – Malfoy pôs a mão sobre a mesa e cruzou os dedos.

"Você sabe que muitos feitos do Ministro só foram realmente reconhecidos com a ajuda do Profeta Diário. O Profeta Diário é o jornal mais lido da Grã-Bretanha." – Ginny falava sem ao menos piscar. – "Repito, o Profeta Diário está diferente agora. Eu não sou o tipo de jornalista sensacionalista. Não respeito quem faz da profissão de jornalista um meio para apenas ganhar dinheiro, meu objetivo é unicamente a informação. É importante a parceria entre o Ministro e o Profeta. Peço então que, por favor, reconsidere o caso."

Draco Malfoy ficou calado por alguns segundos e pareceu hesitar. – "Um belo discurso, Potter. Mas como eu já disse, minha decisão está tomada. E se você não está satisfeita, boa sorte ao tentar convencer o Ministro." – Draco se levantou e quis acompanhá-la até a porta, mas ao se levantar, Ginny não se moveu. Como ele poderia ser tão difícil de conquistar a confiança?

"Eu me casei com Harry Potter, Malfoy." – Ginny disse essas palavras e Draco arqueou as sobrancelhas.

"Desculpe-me se não mandei o presente de casamento desejando felicidades ao belo casal, foi realmente rude de minha parte." – Disse irônico.

"Você me deve isso." – Disse desafiando-o.

"Desculpe-me?" – Draco tinha uma ideia de onde ela queria chegar com aquilo, mas esperou ouvir da boca dela.

"Ele salvou sua vida, Malfoy. Você está em débito com ele e eu sou sua esposa."

Ginny arrependeu-se em seguida do que falou, não cabia a ela o débito do Malfoy com Harry. Se Harry soubesse do que ela fez, talvez não a perdoasse facilmente, ou melhor, talvez nunca a perdoasse. Draco Malfoy ficou sem reação e, pela maneira que ele a olhava, tinha certeza de que ele a insultava mentalmente.

"Malfoy, desculpe-me..." – Ela ficou pálida e não sabia o que fazer para concertar o que havia acabado de fazer. Ainda sem respondê-la, ele a olhava como se nunca a tivesse odiado tanto.

"Minha sala após toda coletiva, Potter." – Disse abrindo a porta, decidido a finalmente dar um fim na conversa.

Ginny saiu da sala sem saber o que pensar.

"E quanto ao ministro?" - Perguntou.

"Você deve saber que ele está ocupado demais no momento devido à Copa. Então, até lá seremos eu e você, Potter."

A porta fechou com força e ela fechou os olhos com o barulho, segurando a bolsa contra seu peito. Harry não pode saber disso nunca. Mesmo sabendo que tinha feito através dos meios errados, seu consolo era que tinha conseguido a entrevista. Pelo menos Sr. Brown vai ficar feliz com a notícia.


Quando chegou ao Profeta Diário, Barrick Brown estava aparentemente nervoso conversando com o novato da redação Vine Froits e enxugava a careca com um lenço. Ginny ficou feliz ao ver que ele havia desistido do horroroso bigode que possuía na última vez que o viu.

"Como assim talvez você tenha conjurado o Currente Calamo* errado? Como um jornalista pode conjurar um Currente Calamo errado? Conte-me novamente como você entrou aqui?" -Barrick Brown ficava mais vermelho à medida que pronunciava cada palavra. Se ele não tivesse ordenado estritamente que ela voltasse ao Profeta após a reunião, esperaria o dia seguinte para contá-lo.

"Eu..." - Gaguejava Froits. - "Eu não saberia explicar...".

"Você nem ao menos se deu ao trabalho de ler? Sinceramente, como se diz jornalista?"

"Senhor Brown" - Tentou sem sucesso chamá-lo.

Vine Froits estava visivelmente constrangido e não conseguia olhar para outro lugar senão o chão.

"Saia da minha frente agora e conserte a porcaria que você fez." - Brown enxugava a careca mais uma vez.

"Senhor Brown..." - tentou chamar sua atenção novamente, mas obtendo sucesso dessa vez.

"Potter, até que enfim! Achei que passaria o dia inteiro fora. Aquele Malfoy é um prepotente mesmo, toda vez que tentamos marcar uma reunião com ele nos faz esperar o dia inteiro. Ainda não acredito que foi nomeado Subsecretário Sênior." – Disse seguindo para sua sala e fazendo um gesto para que o acompanhasse.

"Querendo ou não, mesmo depois da guerra a família Malfoy ainda tem grande influência na comunidade bruxa, era inevitável tendo Poe Goswick como ministro." – Disse sentando-se na cadeira na sala de Brown.

"Infelizmente." - Lamentou-se Brown. - "Diga-me se pelo menos você tem alguma boa notícia hoje."

"Bem, eu consegui conversar com Malfoy hoje."

"E então?"

"Ele foi impassível durante toda reunião, por mais que argumentasse da melhor forma possível."

"Maldito Malfoy..." – A veia no pescoço dele pulsava, era visível como a notícia havia deixado-o irritado. - "Preciso que você tente novamente, Potter. E que assim seja até que ele ceda."

"Não será necessário, senhor Brown. Já consegui." - Quando Ginny pronunciou essas ultimas palavras Brown deu um largo sorriso.

"Excelente. Sabia que não me decepcionaria com você, Potter. Você vai ser recompensada por isso."

Vendo como seu chefe tinha ficado satisfeito com sua conquista, não conseguiu não ficar feliz consigo mesma, mesmo que ao pensar em Harry seu coração apertasse um pouco. Era um bom sinal no final das contas, não? Ela traria nova cara ao Profeta Diário e obteria um status ainda melhor no Mundo Mágico.


Voltou para casa a fim de ficar um pouco ao lado de Harry, que estaria viajando para a França no dia seguinte e que voltaria apenas depois do término da Copa. Desde que houve o incidente na Inglaterra quando ela tinha 13 anos os países participantes concordaram em colaborar na segurança do evento, uma vez que o quadribol era uma grande febre mundial e os organizadores temiam qualquer fato que pudesse tornar o evento em um desastre.

"Como foi a reunião com Malfoy?" – Disse Harry à mesa de jantar servindo-se de batatas.

"Foi um pouco difícil no começo, mas no final eu pude convencê-lo. Ele não tinha motivos para me dizer não." – Estava decidida a não contar a Harry o modo que ela tinha convencido o loiro. Ela não teve a intenção de fazê-lo, apenas o fez. Harry não tinha como saber, tinha? Afinal, os únicos que sabiam era Malfoy e ela. Harry e Draco mal se falavam, o que tornava improvável que Harry soubesse por ele; e da parte dela Harry jamais saberia.

"Bom, não é de se surpreender, é? Eu acredito que ele tenha verdadeiramente se arrependido de ter se tornado um Comensal da Morte e que talvez esteja menos preconceituoso com os nascidos trouxas, mas a rixa entre a sua família e a dele talvez ele não tenha esquecido tão fácil." – Harry bebia uma taça de vinho tinto.

"Não esperava outro comportamento dele."

"De qualquer forma, fico orgulhoso que você tenha conseguido, não podia esperar outra coisa vindo de você. É teimosa como todo Weasley deve ser." – Disse rindo e acariciando o rosto da esposa com seu dedo indicador.

Ginny riu nervosa, não queria prolongar aquela conversa, sentia-se incomodada. Decidiu não mais tocar no assunto 'Draco Malfoy' com Harry. -"Você realmente não pode vir pelo menos passar os fins de semana em casa?"

"Você sabe que eu gostaria de estar todos os fins de semana aqui com você, mas é realmente necessária a minha presença em tempo integral. Mas você pode me visitar sempre que quiser."

Ginny fez uma careta de desgosto e em troca recebeu um beijo do marido. Ela sabia que fazia parte do trabalho dele, mas não gostava quando ele tinha que viajar, pois ela se sentia muito sozinha.

"Prometo que vai ser rápido, logo mais estaremos juntos novamente."

"Eu vou cobrar essa promessa." – Disse dando um sorriso triste.

Terminaram de jantar e logo subiram ao quarto para aproveitar a última noite juntos antes da viajem. Harry se deitou na cama e puxou a esposa pela mão para que ela o acompanhasse. Ginny deitou-se na cama ao lado do marido e encostou a cabeça em seu ombro.

"Vou sentir falta de você na cama comigo." – Disse Harry abraçando a esposa forte.

"Eu também."

Harry girou para a cima da esposa e beijou-lhe o pescoço, subindo vagarosamente para seus lábios. Ginny laçou seus braços em torno do pescoço do marido e beijou-lhe enquanto Harry passeava as mãos pelo corpo formoso da esposa. Era claro que mesmo depois de 6 anos de casamento o amor entre os dois ainda existia de forma intensa. Os dois passaram a noite juntos e dormiram abraçados, mal sabiam que aquele seria um dos últimos bons momentos que passariam juntos.

Ginny acordou um calor em seu rosto, Harry beijava-lhe a face como um sinal de despedida. Cobrindo-se com o lençol deu um sorriso fraco para o marido, que já estava de malas prontas para viajar.

"Você realmente precisa sair tão cedo, amor?" – Disse sentando-se na cama.

"Você sabe que sim, os outros aurores também já devem estar a caminho da chave portal."

"Promete que vai me escrever sempre."

"Sempre" – Disse Harry se sentando ao lado da mulher na cama. – "Cuide-se, Ginny. Não deixe que Malfoy subestime você, ok? Eu sei que você vai se sair excelente."

"Não vou deixar, estou confiante que tudo vai dar certo." – Ginny teve a impressão que talvez o assunto 'Malfoy' não fosse ser deixado de lado como ela gostaria, mas ela tinha que parar de se sentir culpada por isso.

"Amo você." – Disse Ginny.

"Também amo você, Ginny" – Disse encostando seus lábios aos da esposa.

Harry levantou-se e seguiu para fora do quarto, acenando na porta antes de descer as escadas e finalmente sair pela porta. Ginny afundou-se na cama e esfregou os olhos. Por mais que ela parecesse otimista ao falar do seu relacionamento com Draco Malfoy, sabia que não seria fácil e isso a preocupava de certa forma, mas Harry não precisava saber disso também.


N/A:

*Current Calamo é o feitiço para escrever o que alguém está falando, o mesmo que Rita Skeeter usou no armário de vassouras ao entrevistar Harry para o torneio Tribruxo!

Olá leitorinhas dos meu coração! Tudo jóia com vocês? Nem demorei muito para postar, então sejam boazinhas comigo! Mais uma vez gostaria de vos lembrar que tentei corrigir todos os errinhos, mas sempre tem uns que passam despercebidos, então tenham pena de mim, ok?

Gostaria de ressaltar que este é meu capítulo favorito, pois foi a partir desse contexto de Draco e Ginny estarem trabalhando juntos e ela o chantageando foi que surgiu a fic, depois disso as outras coisas foram simplesmente aparecendo! Espero do fundo do meu coração que vocês tenham gostado!

Gostaria de agradecer as reviews:

Thai: Ai, muito obrigado pelo "gente boa", fico muito felizzz! Esse ship tb é muito amado por mim (L). Sou muito das antigas, hahaha. Frequentava o ff em 2003 até 2006, mais ou menos! É, dei uma reviravolta na vida, desisti de 2 cursos pra seguir o meu sonho! Não pretendo de modo algum abandonar, eu VOU terminar mesmo que todo mundo deixe de ler/gostar. Posso passar por umas crises de criatividade, mas desistir NÃO, fique tranquila!

Vc tem conta no ff? Podemos fazer uma parceria sim, eu ainda quero fazer umas modificações nos capítulos que já estão prontos e posso te mandar aos poucos!

Muito obrigada pela sua review, foi muito importante pra mim, beijao!

Ludi A: Oiiiii Que bom que ainda não te decepcionei, sempre fico na expectativa para sua review! Estou te devendo uma resposta PM, eu sei, não esqueci! É pq o ENEM se aproximou eu fiquei muito sem tempo!

Jennifer Malfoy Weasley: Oie!Aiii, fico feliz com cada comentário, cada follow, favorite, enfim, com cada tudo! Fico feliz que tenha gostado e espero que continue gostando, vou adorar sempre receber suas reviews!

Obrigada Jennifer Malfoy Weasley por me favoritar, e ClaudiaF por me dar follow!

Galera da geral que ainda não mandou review, tenham pena desta pobre autora!

MUITO OBRIGADA GENTEM!

BEIJO E ATÉ O CAPÍTULO 4