N/A: Olá! Como vão? Eu sei, eu demorei para postar. Provas e mais provas e ainda bloqueios... Ah! Sem contar a preguiça! Mas finalmente eu consegui terminar esse capítulo! Espero que gostem, pois deu trabalho, viu?
Quero reviews! (emburra)
Boas férias pra vocês!
Beijos!
Satiko!
P.S: Ignorem o nome do capítulo!
Uma entrevista, por favor.
Capítulo II: Encontros I
Aquela manhã estava nublada, talvez como o humor de Sesshoumaru, mas nada iria abalar o radiante sorriso que a jovem repórter
Aquela manhã estava nublada, talvez como o humor de Sesshoumaru, mas nada iria abalar o radiante sorriso que a jovem repórter possuía em seus lábios. Não tinha motivos para estar tão sorridente, deveria estar emburrada! Afinal, sonhara a noite toda com o seu empresário! Não que isso fosse ruim, muito pelo contrário, foi maravilhoso, muito maravilhoso. Mas quando acordara... Estava sozinha! Sem o seu Deus greco-nipônico!
Isso fez com que ela fechasse a cara por alguns segundos, mas, ao lembrar-se do que viveu com ele, um sorrisinho, acompanhado por uma vermelhidão em suas bochechas, apareceu. Afinal, era prima de Miroku...
Naquele exato momento, Rin desfrutava do magnífico café da manhã do hotel (que mais parecia um banquete, diga-se de passagem). Sua mesa estava repleta de doces, tudo muito "saudável". Segurava, em cada mão, uma rosca, enquanto seu olhar perdia-se naquele recinto...
Tinha que achar uma maneira segura de aproximar-se do seu empresário e convencê-lo a lhe dar uma entrevista! Bom... Poderia aparecer no meio do jantar e... Não, não... Ela iria acabar sendo expulsa sob uma chuva de documentos e pastas... Teria que pensar muito...
- O que faz aqui? – Uma voz fria, que lhe causava um arrepio na espinha, soou em suas costas.
- Oh... Ohayoo, Inokuma-sama! – Cumprimentou-o, sem deixar de analisá-lo. – Sente-se comigo, onegai. – Apontou a cadeira à sua frente com o que restara da rosca.
- O que faz aqui? – Repetiu, ignorando o que ela dissera.
- Uhn... Comendo... – Olhou, como se aquilo fosse óbvio (o que de fato era), e engoliu o pedaço que segurava. – Sente-se, onegai.
Sesshoumaru ignorou-a novamente e foi servir-se, sentindo que era observado pela repórter, voltou e acomodou-se na mesa ao lado. Segundos depois, viu Rin sentada à sua frente, na sua mesa, comendo um pão doce.
- Você vai comer isso? – Indagou, apontando para o prato do empresário como se ali tivesse um bicho.
- Sim. – Olhou para a peça de porcelana que continha algumas frutas, ao lado um copo de suco natural.
- Urgh... – Fez uma careta, fazendo o homem à sua frente arquear a sobrancelha. – Isso tá tão... "Saudável"... Tão... Fresco... Parece coisa de...
- De Pessoas que não querem ter problemas cardíacos nem diabetes. – Completou por ela, com os olhos estreitos. – Agora suma da minha frente.
- Iie. – enfatizou sua resposta com a cabeça. – Não sumo antes de me dizer quando poderei entrevistá-lo... Você pode hoje?
- Não.
- Amanhã?
- Não.
- Depois de amanhã?
- Não.
- Então quando? – Cruzou os braços, emburrada. Que empresáriozinho chato!
- No dia que um mais um for igual a três... – Disse, terminado de tomar o seu suco e levantou-se para ir embora, aquela garota já estava lhe dando dor de cabeça.
-... – Rin suspirou, desistindo por um momento. As coisas iam ser mais difíceis do que ela imaginava... – Fitou-o distanciar-se. – Ele consegue ficar mais lindo ainda de jeans... – Soltou outro suspiro.
Perto do horário do almoço, seguiu uma das faxineiras, que limpava os quartos enquanto os hóspedes comiam, conseguira a informação de que quarto "seu" empresário estava... Logicamente, era um dos mais caros, nos últimos andares...
Esperou a mulher terminar de arrumar a cama e ir para o banheiro. Entrou rapidamente, vasculhando o local com os olhos... Parou no meio do quarto sem saber o que fazer... Aliás... Por que estava ali mesmo? Escutou a faxineira falar algo e começar a sair do banheiro de costas, parecendo envergonhada... Um barulho de água caindo podia ser ouvido...
Sesshoumaru ainda estava lá! E Tomando banho! Sem saber o que fazer, escondeu-se na cortina... O quarto era enorme e ela escolhe a cortina! Santa inteligência...
Quando percebeu que a mulher tinha ido embora, saiu de seu "esconderijo", olhando com muito interesse a porta do banheiro. Parecia que alguém lhe sussurrava no ouvido esquerdo...
- Vamos, Rin... Uma olhadinha não custa nada! Você está curiosa para vê-lo 'assim'... Dê uma olhadinha Rin! Honre seu primo Miroku! O que custa?!
Outra voz sussurrava-lhe no ouvido direito:
- Não Rin! Não seja pervertida! A curiosidade matou o gato! Vamos, saia antes que ele te veja! Você nem deveria estar aqui! Miroku é um pervertido! Saia daqui!
Rin não era pervertida, não, não era! Ser prima do Miroku não significava nada! Rin era apenas curiosa! Muito curiosa, mas apenas isso!
- Uma olhadinha só... – Quando se deu conta, já abria a porta lentamente para não fazer barulho.
Não dava para ver muita coisa... Aliás, quase nada! Sesshoumaru colocara o chuveiro no quente e já devia estar ali há algum tempo pela quantidade de vapor... Mas isso não lhe interessava! Olhava quase que hipnotizada para o Box aberto. Da onde estava só dava para ver (infelizmente?) os cabelos prateados grudados nas costas. Mesmo assim era uma visão...
Um barulho tirou-a de seu transe, porém "seu" empresário também ouviu e desligava o chuveiro. Depois de alguns milésimos de segundos parada no lugar, sem saber o que fazer, afastou-se olhando ao redor até achar um celular tocando no criado-mudo.
Como ela podia ser tão... Besta? Correra até o celular ao invés da porta!
Enquanto divagava sobre o que fazer com si e com o aparelho, Sesshoumaru procurava um robe, mas não encontrou nenhum... O som de seu celular ficava mais alto. Praguejou alto e saiu com apenas uma toalha.
Agora ela estava em apuros! Foi até a porta quase que literalmente voando! Mas ao tocar a maçaneta ouviu aquela voz tão fria e...
- O que faz aqui? – Perguntou um pouco surpreso, sabia que aquela repórter era louca, mas nem tanto. Um som chamou a sua atenção. – Por que está com o meu celular?
Ela estava congelada... Com a mão ainda segurando a maçaneta. Kami-sama! Talvez isso fosse pior que estar de biquíni em Sapporo... Sentiu-o aproximar-se e tremeu... Iria morrer sem conseguir a entrevista!
- Responda. – Disse, sem ao menos alterar o tom de voz, se gritasse, o sangue poderia voltar a circular nela... O celular parou de tocar.
Rin teria que enfrentá-lo! Respirou fundo, tentando, inutilmente acalmar seu coração e virou-se quase tendo um infarto...
Sesshoumaru estava... Kami! Seus olhos percorreram aquele corpo diversas vezes... Quanto mais olhava, mais achava que a perfeição estava materializada à sua frente! Fitou uma gota de água cair da franja entre os olhos dourados, deslizando sobre o nariz e sumir nos finos lábios. Que inveja! Seu olhar desceu até encontrar outra gota caminhando tranqüilamente pelo tórax, até perder-se na toalha branca que ele tinha circundando a cintura.
Como um empresário que não tem tempo para nada pode estar tão em forma? Tão... Gos...
- Responda e suma daqui. – Uma pitada de irritação era visível na voz. Rin voltou seus olhos castanhos para o rosto dele, vendo-o com uma sobrancelha arqueada.
- E-Eu... Gomenasai, Inokuma-sama! – Abaixou a cabeça, estendendo o celular, que foi pego instantaneamente. – Eu preciso tanto que o senhor deixe-me entrevistá-lo! Meu emprego depende disso! – olhou-o suplicante.
- Isso não responde a minha pergunta. – Parecia que ele estava olhando para um inseto. Oh! "Seu" empresário nunca seria seu de fato! – Suma. – Ordenou e no instante seguinte ela, realmente, sumira!
Sesshoumaru mexeu em seu celular e vira quem tinha ligado, era Izayoi... Vendo por esse lado, foi ate bom ser impedido de atender... Pois se ele visse que era sua madrasta e não atendesse por livre vontade, Izayoi saberia... No mesmo instante... Mulheres e essas coisas estranhas... Nunca iria entender, aliás, nem queria...
Jogou o aparelho na cama e caminhou até o guarda-roupa, massageando as têmporas. Como aquela menina lhe dava dor de cabeça! Qual era o nome dela mesmo? Não importa! Arrumou-se e saiu, desejando que não visse a repórter tão cedo...
Rin somente parou de correr quando tropeçara num degrau de uma escada... Sentou-se no degrau respirando fortemente. Seu coração batia tão rápido que chegava a doer! O vermelho de seu rosto contrastava com seus cabelos, nunca se sentira tão... Kami-sama! Que calor era aquele? Que homem era aquele?
Tentou controlar sua respiração, acalmando-se. Ela não podia pensar nessas coisas agora. Tinha que arranjar outra forma de conseguir a entrevista! Mas nada vinha a sua mente, então, depois de vários minutos tentando varrer de sua mente aquela imagem, levantou-se e desceu mais um par de escadas até encontrar a porta do andar e pegar o elevador.
Ao entrar em seu quarto, ela mal se lembrava de que Sesshoumaru não iria gostar nenhum pouco de vê-la três vezes no mesmo dia. Arrumou-se tranqüilamente, e pediu para a recepção chamar um táxi para ela. O que ela iria fazer? Simples! Insistir! Não deixaria "seu" empresário em paz até entrevistá-lo! E quem sabe... Conseguir algo mais?
O almoço transcorria perfeitamente para Sesshoumaru, conseguira juntar os representantes de fornecedores... Isso lhe pouparia um jantar mal aproveitado e possíveis encontros com aquela repórter da CNH... Aqueles homens de negócios deram-se tão bem que acordos já estavam sendo assinados no meio do almoço.
Tudo resolvido, começaram a falar de família, baseball... Logicamente, Sesshoumaru não participava dessa conversa. Não gostava de falar sobre coisas pessoais para pessoas que não conhecia, mesmo que o sucesso de sua empresa dependesse delas... Talvez por isso, há quase dez anos, quando assinou um acordo com Bill (tornando-se 'amigos', no ponto de vista do americano) ficando conhecido em todo o Japão, e virando alvo de mulheres interesseiras, e, principalmente, de repórteres, ele começara a ser... Digamos, anti-social... Mais do que ele já costumava ser...
Admirava a profissão daqueles que arriscavam a vida para dar uma notícia ou então quando denunciavam pessoas poderosas... Mas odiava aqueles que, em época de grandes reuniões, viviam perseguindo-o pelas ruas, pulando na frente de seu carro... Quando surgia alguma denuncia que falasse de robôs então...! Chovia repórter em frente ao seu condomínio...
Tais divagações, levaram-no a pensar naquela repórter, que, sinceramente, ele não lembrava o seu nome nem mesmo seu rosto. Mesmo fazendo duas horas que a viu... Com certeza, ela era a pessoa mais louca que conhecia! Invadir o quarto dele, roubar seu celular e ainda olhá-lo como uma maníaca tarada! E ainda, deixava-o com muita dor de cabeça!
Suspirou irritado, chamando, por alguns segundos, a atenção dos outros empresários. Só de pensar nela, sua cabeça já...
- "Isso só pode ser uma... Praga!" – Pensou, comprimindo os lábios fortemente...
Aquela repórter estava no bar do restaurante, bebendo, flertando e sendo flertada pelo barman. Como se sentisse, ela virou-se para ele, sorrindo e acenou. Logicamente Sesshoumaru não acenou de volta, pelo contrário, despediu-se dos homens na mesa e caminhou rapidamente para a garagem. A conta seria paga pela empresa, não tinha que preocupar-se com isso, mas com o fato de estar sendo seguido...
- Inokuma-sama! – Essa vozinha alegre, estava o irritando tanto... Ele desativou o alarme e quando estava preste a entrar, eis que ela "surge" na sua frente.
- Pare com isso. – Disse, e Rin pareceu petrificar-se. – E suma da minha frente de uma vez por todas!
- Mas... O senhor acabou de dizer pra eu ficar parada... Ou eu fico parada ou eu sumo! – Sesshoumaru fechou os olhos, ele não tinha ouvido aquilo, tinha?
- Pare de seguir por aí, pare de pedir uma entrevista! – Passou a mão pelo cabelo, mania que tinha sempre que começava a ficar nervoso, mas aquilo foi extremamente charmoso para Rin. – Por Kami, eu nunca te darei uma entrevista! Custa entender isso e desaparecer de uma vez?
- Demo... Agora eu só ia pedir uma carona! – Cruzou os braços, sentindo-se indignada.
- Chame um táxi... Não sabe fazer isso? Ou então peça para o barman te levar! – Pegou no fino braço da repórter e a empurrou para o lado, a fim de poder entrar em seu carro.
A mão de Sesshoumaru estava fria, fazendo com que a corrente elétrica que passou pelo corpo de Rin também fosse fria... Arrepiando-a por inteiro. Porém, a sensação durou pouco, já que ela acordou ouvindo o som do motor ser ligado.
"Seu" empresário iria abandoná-la mesmo... Deixá-la desamparada num estacionamento frio e vazio, numa cidade desconhecida... Com pessoas desconhecidas... "Seu" empresário era tão... Mau!
Sesshoumaru não sabia o que diabos o fez olhar pelo retrovisor e fitar a expressão desolada (?) daquela garota! Revirou os olhos, novamente passando a mão pelos cabelos. Praguejou, duas, três vezes antes de sair, dar a volta e abrir a porta do passageiro, esperando a repórter entrar.
- Não queria carona? – Fitou a confusão estampada no rosto dela. – Entre! – Rin sorriu, praticamente correndo até ele e entrando no carro agradecendo.
O empresário só queria que ela ficasse calada no caminho, pelo contrário, ela falou muito! Ele não prestava a mínima atenção no que ela falava, fazia sons com a garganta que lembravam vagamente um "hum". Sesshoumaru só ouviu de fato, quando Rin saiu do carro, já na garagem do hotel.
- Então... Até às oito! – Sorriu, aproximando-se dele.
- Que...? – Sua pergunta foi interrompida por um beijo em sua bochecha. – Que...?
- Obrigada pela carona, Inokuma-sama! – Agradeceu, ainda com uma mão apoiada no ombro dele. Afinal, ele era bem alto (ou seria ela bem baixa?) e para conseguir beijá-lo precisou ficar na ponta dos pés e ter um apoio... -... Er... Então... Até de noite! – Virou-se e saiu rapidamente depois de ficar alguns segundos inalando o perfume de "seu" empresário.
- Chocolate... – Murmurou, travando o carro e seguindo o mesmo caminho que ela. Aquela repórter destrambelhada usava um perfume com cheiro de chocolate...
