N/A: Desculpem a demora. Fiquei sem word e me comprometi com mais litroz de fanfics. Porém, aqui está mais um capítulooo! Yey! Música desse capítulo é Kissin' You da Miranda Cosgrove.
Bom saber: As aulas começam geralmente na primeira semana de setembro nos E.U.A. e o dia de Ação de Graças cai sempre na quarta quinta-feira de novembro.
Bom saber²: The Exorcism of Emily Rose lançou dia 9 (nove) de setembro de 2005 (ano que lançou Supernatural e, bom, ano em que os meninos estão s2).
Dedico este capítulo à PsychO, porque hoje é aniversário dela e eu estou com preguiça/falta de inspiração para escrever o que eu tinha em mente. Mãs, PsychO, saiba que assim que eu voltar do anime friends (ou seja, segunda), eu escrevo e dedico melhorzin, ok? Te amo.
Fearless
Capítulo Três
.I've never felt nothin' like this
You're making me open up.
Depois de deixar o loiro em casa, Sam foi para o campus com um sorriso imenso no rosto. No começo ele estava meio indeciso sobre flertar com Dean, mas ele notou que havia muitos homossexuais – e bissexuais – ali, e ninguém tinha preconceito com isso. Era assim em New York também. Conhecera vários gays, mas antes de Dean, Sam nunca se sentira atraído por nenhum homem.
E fazia muito tempo que ele não ficava com alguém. Desde que Jessica, sua ex, havia falecido, não tivera coragem ou vontade de ficar com mais ninguém. Sam sentia-se responsável por sua morte, então sentia como se fosse trair a garota caso ficasse com alguém. Mas quase um ano depois do acidente, Sam conheceu Dean. E ele havia se esquecido de Jess e do acidente. Então Sam considerou isso como algo positivo. Encontrar alguém que fazia suas tristezas e infelicidades desaparecerem simplesmente por estar junto dele era algo raro, então não desistiria de Dean.
Mas Sam realmente não sabia de onde viera toda aquela coragem de flertar tão descaradamente com o loiro, ou de colocar a mão na coxa dele – tudo bem que tinha que admitir que a coxa de Dean era simplesmente maravilhosa.
Chegando ao campus, tirou os sapatos antes de entrar no quarto que dividia com Brady e entrou sem fazer barulho. O companheiro de quarto estava dormindo profundamente, então Sam retirou suas roupas e colocou uma bermuda velha antes de deitar e dormir.
Já eram duas da tarde quando acordou. Tomou um banho rápido e se apressou para comer no caminho em algum restaurante – sabendo que não teria mais almoço a essa hora no campus. Quando finalmente estava pronto, já eram três da tarde e ele se dirigia rapidamente para a casa de Dean. E quando chegou lá respirou fundo antes de tocar a campainha. Poucos segundos depois a porta foi aberta por um Dean ansioso. O loiro usava uma regata branca e uma calça jeans larga – e Sam realmente gostou da visão que teve.
"Entre." O loiro falou, abrindo um sorriso e saindo da frente para que o maior entrasse.
"Com licença." O moreno entrou, olhando tudo em volta e observando a casa. A porta de entrada dava para a sala que era grande e aconchegante. Havia uma televisão grande num móvel encostado a uma das paredes. O móvel era de uma madeira clara, assim como o resto da casa. Havia um sofá de quatro lugares postado em frente da televisão e outro de dois lugares ao lado.
Dean então andou até o móvel da televisão, se agachando a frente da mesma e abrindo o armário que tinha ali, olhando concentrado. Sam se aproximou e ficou olhando para o loiro. Logo notou que ele estava procurando algo entre os DVD's que tinha ali.
"Tem algum filme em especial que gostaria de ver?" O loiro perguntou sem desviar os olhos dos filmes. O moreno se agachou ao lado do loiro e ficou encarando os filmes por algum tempo.
"Na verdade, não faz nenhuma diferença para mim." E se Dean estivesse olhando para Sam, ele veria o sorriso malicioso que o moreno tinha nos lábios e o loiro entenderia o verdadeiro significado por trás daquelas palavras.
"Hm... Então vamos ver The Fast and the Furious. É o melhor filme deles até agora." E o loiro pegou o filme, abrindo um sorriso e ligando o DVD.
Sam, por outro lado, foi sentar-se no grande sofá, esperando o loiro – e a posição em que Dean estava no momento era privilegiada, pois ele estava de pé, mas inclinado para poder mexer no DVD. Ou seja, o moreno ficou olhando seu traseiro com um olhar predador. E quando Dean terminou, ele notou o olhar de Sam e sentiu-se um pouco envergonhado, dando um sorriso sem graça.
"Hmm, vou preparar alguns sanduíches para nós." E Dean entrou por uma porta que tinha ali perto. Sam ficou um tempo encarando a porta, sem saber se ia atrás ou esperava. Mas a vontade de ficar perto do loiro era tanta que ele levantou-se e entrou pela mesma porta que o outro havia entrado. Logo ele notou a mesa cheia de porcarias – que provavelmente Dean pretendia colocar dentro dos sanduíches.
"Não acha que é um pouco demais?" O moreno falou se aproximando do loiro que já tinha separado inúmeros pães.
"Esses eram só os meus." Dean estava sério e olhou para o moreno que ergueu uma sobrancelha. "Que foi? Eu gosto de comer." Sam acabou rindo com o comentário, jogando a cabeça levemente para trás. "Quantos você vai comer?"
"Acho que não vou comer... Almocei agora a pouco." O maior se explicou, dando um sorriso amarelo.
"Ah, qual é, Sammy. Eu também almocei faz pouco tempo." O moreno voltou a rir, pois havia realmente muita coisa em cima da mesa e ele mal podia acreditar que ele já havia almoçado. Sam acabou ajudando Dean a preparar os sanduíches enquanto conversavam sobre trivialidades.
Assim que voltaram para a sala, Dean sentou-se com o prato de sanduíches no colo e Sam sentou-se ao seu lado. Antes que o loiro ligasse o filme, o mais novo falou.
"E o seu pai?" Por mais que Sam realmente quisesse beijar o outro, ele não faria nada caso o pai dele estivesse lá. Sem contar que eles ainda não tinham nada e, por essa razão, não queria conhecer o pai dele ainda.
"Ah, nós fomos almoçar na Ellen – coisa que fazemos todos os finais de semana há alguns anos já – e eu pedi para Jo para mantê-lo ocupado pelo resto da tarde." O loiro não havia olhado nos olhos de Sam para dizer isso, e o moreno podia ter certeza que sua face corara levemente e dava uma imensa mordida em um dos sanduíches.
Dean então ligou o filme e continuou a comer seus preciosos sanduíches. Lá pela metade do filme, o loiro pausou o filme para levar o prato – já vazio – para a cozinha e quando voltou, ligou novamente o filme. No entanto, poucos minutos depois Sam puxou seu rosto e colou seus lábios nos dele. Eles ficaram assim, apenas com os lábios grudados por algum tempo, até que o mais novo passou a língua levemente por sobre os lábios o loiro – e que lábios! – fazendo com que ele desse passagem para a língua do moreno invadir sua boca.
Sam acabou inclinando-se na direção de Dean que se deixou ser deitado no sofá com o moreno por cima. Isso fez com que o loiro levasse as mãos para o pescoço do maior e aprofundasse o beijo, resultando em um gemido pela parte do moreno. Um explorava a boca do outro com entusiasmo – suas línguas batalhando por dominação. Sam passava a mão pela lateral do corpo do menor, sentindo seus músculos e os arrepios que proporcionava a ele.
E Sam nunca havia nem ao menos cogitado a ideia de ficar com outro homem, mas ficar com Dean era simplesmente sensacional. Parecia que a boca do loiro havia sido feita para encaixar perfeitamente na sua, assim como seus corpos se encaixavam perfeitamente – afinal, eles estavam deitados em um sofá, e mesmo assim era extremamente confortável a posição em que estavam.
Sam não podia negar que era diferente beijar um homem. Ainda mais Dean que tinha firmeza nas mãos e apertava suas costas com força, que era levemente musculoso – não era nem um pouco um corpo afeminado e o moreno estava adorando isso. A sensação de ter aquele corpo abaixo do seu era maravilhosa. Sem contar que o loiro sabia beijar muito bem e não hesitava enquanto passeava com as mãos por suas costas, apertando e o pressionando mais para baixo.
O filme continuava rodando na televisão, mas nenhum dos dois dava qualquer importância para ele. Eles estavam entretidos demais um com o outro. E quando Dean ergueu levemente o quadril, fazendo com que ele se esfregasse no quadril do maior. Eles soltaram dos lábios um do outro e gemeram ao sentir a ereção um do outro. Sam copiou o movimento do loiro, friccionando o quadril com o do menor, fazendo Dean soltar um alto gemido.
No entanto, antes que pudessem fazer isso mais uma vez, o telefone começou a tocar. Eles pararam no lugar em que estavam para ver se tocaria novamente, e quando tocou, Sam levantou-se, um pouco envergonhado. Dean, por outro lado, suspirou e levantou, indo até o telefone.
"Alô." Falou com voz de poucos amigos, irritado por terem interrompido bem na melhor hora.
"Dean Winchester!" A voz de Jo era tão alta que o moreno escutou do outro lado da sala. "Seu idiota! Você me pede para ligar quando seu pai saísse daqui e você não atende o celular!"
"Ah..." Dean colocou a mão dentro da calça da jeans, retirando o celular e vendo que tinha cinco chamadas não atendidas. "Estava no vibra call, desculpe."
"E você estava fazendo o que para não senti-lo?" Jo perguntou ainda nervosa.
"Você realmente não quer saber..." O loiro corou levemente, brincando com o celular que estava na mão.
"Não me importo! Só saiba que seu pai já saiu daqui há quase dez minutos!" E a loira desligou o telefone na cara do outro.
"Quem era?" Sam perguntou ao ver o loiro desligando o telefone.
"Minha babá." Dean fez uma careta e o moreno riu. "Desculpe, Sammy, mas é melhor você ir embora. Meu pai deve estar chegando a qualquer momento e eu preciso mesmo de um banho frio antes dele chegar." Sam corou, dando um meio sorriso.
"Ah, está bem." O menor foi até a porta, abrindo-a para o maior sair. "Hm... Você quer sair comigo na sexta à noite?" O loiro abriu um sorriso malicioso.
"O que tem em mente?"
"Ir ao cinema... Comer fora, talvez." Isso fez com que o loiro parasse de sorrir e olhasse fundo nos olhos claros do maior.
"Isso é um encontro?" Sam levou uma mão até a nuca, sem graça.
"Pode-se dizer que sim..." Dean abriu a boca para falar, mas a fechou em seguida. Olhou em volta, envergonhado.
"Nunca ninguém me chamou para um encontro." Dean falou por fim, dando uma risada sem graça. "Mas parece ser divertido. Por que não?"
Sam então abriu um enorme sorriso, vendo como o loiro havia ficado corado com a pergunta. Dando um selinho no loiro, o mais novo se despediu e foi embora. Ao caminho para o campus, Sam ficou lembrando-se da seção de amassos que tiveram naquela tarde. Ele tinha um sorriso bobo nos lábios, e assim que chegou a seu quarto, Brady começou a interrogá-lo sobre o sorriso e sobre a noite anterior.
O maior respondia sem dar muitos detalhes, ele contara que ficara até seis horas da manhã com Dean no bar, e que estava na casa do mesmo até pouco tempo atrás. Ele falou que estavam vendo filme, mas não contou que haviam se beijado. Também contou que eles sairiam na sexta em um encontro, e isso fez o outro garoto ficar boquiaberto.
"Espera..." Sam parou de falar, olhando o amigo. "Ele aceitou mesmo ir a um encontro com você?" Sam assentiu. "Nossa. Acho que em todos os anos que Dean paquerou, ele nunca foi a um encontro com ninguém." E Brady riu, fazendo Sam abrir um pequeno sorriso.
"É, ele me falou que nunca haviam o chamado para um encontro."
"Como ele também nunca convidou ninguém." Brady ainda ria das novidades. "Ele deve estar muito gamado em você, Sam. Nunca pensei que fosse ver o dia em que Dean Winchester seria conquistado. Parabéns, amigo." E ele deu uns tapinhas de leve no ombro de Sam, que aumentou seu sorriso.
No resto daquele domingo Sam estudou. Passar seu tempo com Dean era como recarregar as energias e o deixava muito disposto para estudar. Era quase como se ele quisesse ser o melhor aluno da Universidade apenas para que Dean tivesse orgulho dele – era algo que ele não conseguia explicar. E Sam nunca pensara que estar com alguém fosse lhe incentivar a estudar. Geralmente pensava que se tivesse um relacionamento durante a faculdade, deixaria os estudos de lado e começaria a viver apenas para a pessoa.
Durante aquela semana sua mãe ligou para saber como ele estava e quando ele iria visitá-la. Ele acabou concordando que iria no feriado de dia de Ação de Graças, para passar o feriado com ela – o que deixou Mary extremamente feliz. E talvez, se tudo desse certo com Dean, ainda poderia convidá-lo para ir com ele para Kansas e assim conhecer sua mãe. Ainda teriam dois meses para o dia de Ação de Graças.
Quando sexta-feira chegou, Sam mandou uma mensagem no celular de Dean falando que iria buscá-lo às sete da noite. No entanto, o loiro respondeu a mensagem com um simples 'Nem pensar. Irei com a minha menina.' e isso fez com que o mais novo desse risada. Eles combinaram de se encontrarem então às sete e meia no cinema para poderem assistir The exorcism of Emily Rose – não era algo romântico, mas ambos eram homens no final das contas, e aquele filme atraíra os dois.
Dean comprou uma pipoca grande, refrigerante e alguns doces, e Sam ficara realmente abismado de ver o outro realmente comendo tudo – claro que o loiro dividira com o outro, mas a quantidade que o mais velho comia era grande demais. Sam se perguntava como Dean mantinha aquele corpo – maravilhoso, por sinal – magro e musculoso daquele jeito.
Passado quase metade do filme, Sam passou um braço pelos ombros de Dean, que o encarara com uma sobrancelha erguida enquanto colocava um doce na boca. O moreno apenas sorriu. Ele não seguraria a mão do loiro no meio do cinema, pois seria muita apelação, mas ele gostava de sentir o mais velho, de tocá-lo. E Dean não reclamou, apenas se aproximou mais do corpo do maior e continuou a comer seus doces enquanto assistia ao filme. Não que depois disso eles realmente tenham prestado atenção no filme.
Afinal, Sam estava perdido demais em pensamentos, sentindo o cheiro masculino de Dean misturado com seu perfume, e o moreno não conseguia acreditar em como aquilo era gostoso. Na verdade ele não se lembrava de ninguém que tivesse um cheiro tão viciante quanto o do loiro. Ao final do filme, eles saíram conversando sobre exorcismos e coisas do tipo, e como seria interessante se existissem de verdade.
Após o filme, Sam insistira em irem a um restaurante, mas Dean dizia que era muito melhor irem ao McDonald's. Eles discutiram por alguns minutos onde eles jantariam até que Sam percebeu que não conseguiria argumentar com o loiro – e aquilo ficou na sua cabeça, pois se ele queria ser um bom advogado, ele teria que argumentar com todos e sempre se sobressair. Mas com Dean era diferente, sem contar que ele podia comer uma salada no McDonald's.
Ao chegar ao McDonald's o mais velho pediu o maior sanduíche com batata grande e refrigerante grande e Sam teve que finalmente perguntar.
"Sério, cara, para onde vai toda essa comida?" Dean deu um sorriso malicioso e se aproximou mais do maior e sussurrou para que apenas ele ouvisse.
"Vão para a minha bunda. E para a minha coxa. E também para o meu..." Mas ele foi interrompido pela mulher que estava no caixa e perguntava o que Sam queria comer. Este, por sua vez, estava corado, pois entendera perfeitamente bem o final da frase do menor – que apenas sorria descaradamente.
Depois de pagarem e pegarem seus lanches, os dois foram procurar um local para sentarem. No entanto, por ser uma sexta feira a noite, o local estava cheio com pessoas de todas as idades. Eles acharam uma mesa para apenas duas pessoas e sentaram-se, sorrindo um para o outro pelo local estar cheio. Eles começaram a comer conversando sobe diversas coisas, até que uma coisa levou a outra e Dean começou a falar sobre sua vida sexual.
"Quer dizer, se eu não tivesse dormido com a Anna no Impala, tenho certeza que o motor da minha menina continuasse bem." Ele disse, entre uma mordida e outra, fazendo Sam corar. O moreno não se sentia muito a vontade falando sobre esses assuntos, mas não podia simplesmente pedir para Dean parar de falar. "Mas e você, Sammy? Já transou em algum lugar público?"
"Hm..." O mais novo começou a brincar com sua salada, não olhando diretamente para o loiro, e quando voltou a falar, sua voz não passava de um sussurro. "Não, na verdade. Só em camas, em quartos bem trancados." Dean arregalou os olhos, descrente.
"Nunca teve nem uma aventura? Nem umazinha?" O menor perguntou, inclinando-se mais na mesa.
"Bom... Não." Sam estava envergonhado, o que fez com que ele levasse uma mão até a nuca, evitando ao máximo não olhar para Dean.
"Se depender de mim, isso vai mudar logo, logo." O moreno arregalou os olhos, não acreditando no que acabara de ouvir, mas percebera que o loiro estava mais falando consigo mesmo do que dirigindo a palavra a ele.
Eles mudaram de assunto, terminando de comer. E assim que terminaram, Dean deu a brilhante ideia deles andarem na menina dele - já que o loiro queria dirigi-la e compartilhar a emoção com o moreno seria maravilhoso. Dean entrou no carro, sendo seguido por Sam que apenas o olhava animado, vendo toda a alegria do loiro. Eles deram algumas voltas, Sam notando os CDs que Dean tinha e não acreditando naquela seleção musical. Algum tempo depois, o loiro os levou para um lugar um tanto isolado, e desligou o carro.
"Venha aqui." Dean disse, saindo do carro e sendo seguido por Sam. O mais velho se sentou no capô do Impala e Sam apenas se recostou, ao lado dele. E ali, naquele lugar excluído que Dean havia parado o carro, o moreno ficou encantado de perceber como o céu era lindo visto dali. As estrelas brilhavam, e naquele momento o mais novo não precisava de palavras para conversar com o loiro. Só aquela visão e a companhia de Dean eram perfeitas.
"Quantas pessoas você já trouxe aqui?" Sam perguntou, num sussurro. Não havia necessidade de falar alto. E sua voz era calma, mesmo estando curioso e sentindo um pouco de medo de descobrir que o loiro levara alguém ali antes de dele.
"Ninguém." Dean respondeu no mesmo tom de voz, sem desviar o olhar do céu. "Quer dizer... Eu vinha bastante aqui quando era criança, junto de Jo e Castiel... Aqui era o nosso lugar especial, era um lugar nosso." Sam sentiu algo dentro do peito doer, mas não parou de olhar as estrelas. "Mas eu queria compartilhar este lugar com você." A voz do loiro era muito mais baixa que um sussurro, e aquilo fez com que o moreno se virasse para encará-lo.
Dean agora olhava para as próprias mãos, enquanto as mexia nervosamente. Sam não entendera aquela atitude, mas só sabia de uma coisa: Aquelas palavras de Dean haviam sido tão verdadeiras e tão belas, que naquele momento ele prometera a si mesmo que nunca deixaria o mais velho escapar. Sam sentia que eles deviam ficar juntos - para sempre, se não fosse pedir muito.
E com tudo isso em mente, Sam abriu um sorriso e se desencostou do carro, indo até onde Dean estava e parando em sua frente. Os olhos do loiro se encontraram com o do maior e Dean não conseguiu evitar abrir um sorriso tão feliz quanto o que Sam tinha nos lábios. O moreno levou ambas as mãos até o rosto de Dean, o segurando carinhosamente, enquanto o loiro colocou uma mão em cima da de Sam. Eles ficaram se encarando por um bom tempo, até o mais novo começar a falar.
"Eu sei que é cedo..." Dean o olhava nos olhos, ouvindo atentamente ao que o moreno dizia. "Mas você gostaria de namorar comigo?" Sam estava um pouco nervoso - não era todo dia que ele pedia um homem em namoro - e por isso ele evitou olhar nos olhos do loiro, e, enquanto isso, ficou admirando as sardas que Dean tinha espalhado pelo rosto. Elas eram lindas e caiam perfeitamente bem no mais velho.
"Sammy, Sammy... Você é das antigas, não é?" Sam franziu o cenho, não entendo, mas Dean apenas riu, puxando o moreno para um beijo - apenas um colar de lábios. "Isso é um 'sim'." Sam abriu o maior sorriso que podia, com suas covinhas sendo ressaltadas.
Depois disso, Sam puxou mais o menor para perto, colando seus lábios novamente. Porém, dessa vez, pouco tempo depois o loiro abrira a boca para que a língua do mais novo a invadisse, e assim eles começassem um beijo possessivo e cheio de desejo. Sam não sabia explicar, mas ele simplesmente tinha certeza que o lugar dele era ao lado de Dean.
E depois de uma sessão de amassos em cima do capô do Impala, eles decidiram ir cada um para sua casa - no caso de Sam, para o Campus. Afinal, Dean teria que trabalhar no dia seguinte de manhã, e Sam tinha muito o que estudar - em breve suas provas começariam e ele tinha que mostrar a si mesmo que ele era capaz, sem contar que queria deixar Dean orgulhoso. No dia seguinte a noite eles ainda poderiam se encontrar no bar RoadHouse, e, quem sabe, namorar um pouco. E foi com esses pensamentos em mente que Sam dormiu naquela noite.
.You're all that it takes
My doubts fade away
When I'm kissin' you.
Continua...!
