Recadinho Básico: InuYasha não me pertence, ele é da Rumiko-sensei [soquinho no ar]
Este Fanfic é dedicado a todos os leitores que me acompanham em mais uma saga de InuYasha e Kagome. Agradeço a Diinda que me aconselhou a por as traduções dos títulos de fics e capítulos.
Boa leitura.
Shin Seikatsu
(Uma Nova Vida)
Capítulo IV: Nigeru (Fugir).
Sinopse: O casamento de Kagome está se deteriorando, maltratada pelo marido, Naraku, tenta permanecer o maior tempo possível fora de casa com sua filha. Numa situação embaraçosa conhece InuYasha, um galante e simpático investidor da bolsa de valores que, aos poucos, conquista seu coração. Mas o que será que acontecerá à mulher quando seu marido descobrir o que está havendo?
- Você é um cretino, InuYasha. – o homem disse relaxando as costas na cadeira.
- Não tenho culpa se você desviou para o lado errado. – retrucou InuYasha fechando os olhos, enquanto bebericava o suco.
- Isso não é desculpa. – uma veia saltou na testa do outro que se inclinou para o lado de InuYasha – Você viu o que fez? – ele disse entre dentes apontando para o olho esquerdo, inchado e roxo.
- Pare de reclamar, Bankotsu.
O homem de cabelos prateados deu de ombros e ficou olhando através da parede de vidro da confeitaria. Não havia sido proposital ter acertado o amigo no treinamento, mas por um erro de reflexo, Bankotsu não conseguiu bloquear o golpe e InuYasha acabou lhe acertando em cheio no olho.
- Vou descontar na próxima. – o outro reclamou de novo bebendo de uma única vez o café.
O silêncio entre eles ficou por alguns segundos, InuYasha olhou mais uma vez para a rua pela parede de vidro observando uma senhora e uma pequena menina caminharem pela calçada. Notou que a menina olhou na direção que ele estava, quando o reconheceu a criança não deixou de sorrir, algo que InuYasha também fez.
Depois de cutucar a avó, pedindo que a deixasse entrar na confeitaria, a menina saíra correndo entrando no local e indo até InuYasha.
- InuYasha-sama. – falou e o abraçou.
- Tudo bem Kikyou? – perguntou InuYasha, não sabia o porque, mas estava feliz de ver a menina.
- Hai, hai. – confirmou balançando-se nos pés.
- Kikyou, deveria ter me esperado. – a senhora Higurashi se pronunciou logo atrás da menina.
- Desculpa vovó. – Kikyou olhou para a mulher sem graça.
- Prazer em conhecê-la senhora... – InuYasha levantou-se estendendo a mão na direção da mais velha.
- Higurashi Asami. – a mãe de Kagome respondeu cumprimentando InuYasha.
- Sou Taishou InuYasha. – o homem de olhos dourados se pronunciou.
- Prazer em conhecê-lo, InuYasha-san. – a mulher sorriu, mas virou o rosto para a neta – Temos que ir, senão a loja ai fechar.
- Ah, mas Kikyou queria conversar com InuYasha-sama. – a menina fez biquinho ao abaixar a cabeça.
Bankotsu observava calmamente a cena, enquanto esperava o seu pedido chegar. Ao seu ver InuYasha estava sorridente demais, havia algum tempo que o amigo não se animava com algo.
- Porque Kikyou não fica conosco, tomando um sorvete? – perguntou Bankotsu do nada, quando viu que Asami o olhou ele prontamente se levantou e estendeu a mão dando aquele sorriso encantador – Saito Bankotsu. Desculpe-me a falta de modos.
- Prazer em conhecê-lo Bankotsu-san. – a mulher sorriu.
Embora estivesse com o olho roxo e temporariamente deformado, Bankotsu possuía um porte nobre. De ombros largos e corpo definido os longos negros, amarrados em um rabo de cavalo, encaixavam-se em seu perfil perfeitamente.
- Mas não quero que Kikyou os incomode. – a mulher respondeu receosa à proposta do moreno.
- Kikyou não incomodaria. – dessa vez InuYasha se pronunciou, colocando Kikyou sentada em uma cadeira de sua mesa.
Asami olhara os três, pelo que Kikyou contara o homem de cabelos prateados era quem a havia salvado do seqüestrador, a neta estaria em boas mãos e voltaria rapidamente.
- Está bem. – suspirou finalmente aprovando – Mas não irei demorar, voltarei o mais rápido possível.
- Estaremos aqui, senhora Higurashi. – InuYasha sorriu.
Os três olharam Asami se afastar até não poder ser mais vista. Pediram sorvete para Kikyou que por fim também os fez tomarem um de mesmo sabor. Quando deram a primeira colherada, de uma única vez, InuYasha, Bankotsu e Kikyou trincaram os dentes e fizeram quase a mesma careta.
- Gelado! – os três pronunciaram juntos.
- Mas que absurdo Sango. – Miroku se pronunciou para a mulher que lhe olhava feio – Isso é uma agressão grave. A polícia deveria ser avisada.
- Esperamos Kagome acordar e veremos o que fazer. – Sango disse em defesa da amiga.
- Acordar? Você viu o estado das costas dela? – ele apontou para Kagome, ainda desacordada, no sofá.
- É uma decisão dela. – Sango suavizou a expressão e foi até a amiga, a médica Midoriko estava demorando.
- Isso é loucura. – Miroku olhou abismado para a cena, lembrando o estado das feridas da mulher.
- Conversarei com ela está bem? – pediu Sango passando um pano úmido na testa da amiga que escorria em suor.
- Que seja. – Miroku disse indo na direção da porta – Esperarei a médica lá fora.
Quando ficou sozinha com Kagome, Sango tocou-lhe os cabelos de forma suave, não queria machucar mais a amiga. Sabia o que Miroku sentia sobre o que havia acontecido, mas também sabia o que a amiga passava com as constantes ameaças, queria acima de tudo que a decisão certa fosse tomada por Kagome e não por terceiros.
- Não. – Sango olhou para a amiga, o rosto de Kagome se contorcia em dor – Não faça isso Naraku.
- Kagome. Acorde. – pediu Sango, mas não foi ouvida.
Ouviu baterem, Sango levantou-se rapidamente secando as lágrimas e Miroku entrou furtivamente com outra mulher na sala.
- Midoriko. – Sango nunca esqueceria o rosto de detalhes simples, mas belos e a expressão séria que normalmente trazia no rosto, talvez pela grande carga de trabalho.
- Sango, é bom revê-la. – a mulher falou calmamente e deu uma olhada para a mulher inconsciente no sofá – Mesmo que seja nestas condições.
- Sim. Por favor, ajude-a. – Sango pediu abrindo caminho para a mulher passar.
Sem mais palavras Midoriko andou até o sofá, agachou-se levantando a camiseta de Kagome. Por alguns instantes esboçou nojo em sua face, não pelas feridas com sangue seco, mas pelo homem que fez aquilo.
- Aquele homem de novo? – perguntou relembrando que uma vez recomendou uma pomada para Kagome que diminuía o inchaço, provavelmente por ter levado algum golpe forte em local visível, contudo a mulher relutou em dizer que havia se machucado ao cair.
Nem teve coragem de responder, Sango apenas balançou a cabeça afirmativamente. Midoriko ficou novamente em silêncio, era uma médica e não deveria se meter na vida pessoal de seus pacientes, porém havia algo que deveria alertar.
- Sango, como uma profissional ética não posso declarar opiniões, mas, ainda assim, como profissional eu sou obrigada a denunciar violência doméstica. – Midoriko falou, enquanto tirava alguns medicamentos e instrumentos de sua maleta.
- Midoriko, já tentei de todas as formas fazer com que ela o denunciasse, mas há alguma coisa que a impede de fazer isso. Kagome tem todo o apoio necessário para isso, quero que ela o faça ou que pelo menos dê alguma explicação para isso. – Sango argumentou.
A médica mediu a pulsação de Kagome, a temperatura e começou a cuidar das feridas. Inicialmente as limpou, retirando o sangue seco, depois passou um remédio para não haver infecção. Midoriko examinou eram profundas, mas não o suficiente para colocar pontos.
- Não há muito que fazer. – Midoriko levantou-se observando Sango apoiada na mesa – Já limpei a ferida, coloquei remédio para que não infeccione e que também ajuda na cicatrização. – notou que a mulher a sua frente suspirou aliviada – Receitarei um antibiótico para não haver complicações, junto a um analgésico, já que ela sentirá dor. – completou indo até a mesa e retirando um bloco para começar a escrever.
Após alguns minutos em que só se ouvia o riscar da caneta no papel Midoriko tampou a elegante caneta grafada com seu nome.
- Receitei, também, a mesma pomada que passei nela agora. – a mulher começou a arrumar sua maleta – Minhas recomendações como médica é usar roupas largas para que o ferimento não fique abafado e gases para que o tecido não retire a pomada e fique na ferida. – ela andou até a porta e parou com a mão sobre a maçaneta virando-se para Sango – Não irei fazer a denúncia desta vez, mas, como mulher, recomendo que Kagome se afaste o mais rápido possível daquele homem. – abriu a porta e começou a sair – Até mais Sango.
- Obrigada Midoriko.
Viram a mulher fechar a porta atrás de si e suspiraram, Miroku e Sango se olharam por alguns segundos desviando os olhos para qualquer outro lugar.
- Que médica estranha. – Miroku comentou sentando-se numa das cadeiras que estavam na frente da mesa de Sango.
- É o jeito dela, mas Midoriko é uma boa pessoa. – a mulher disse massageando as têmporas ao se sentar na sua própria poltrona.
- Deveria descansar mais. – Miroku falou se levantando e indo atrás de Sango. Suavemente colocou as mãos sobre os ombros da mulher e começou a mexê-las calmamente – Está muito tensa Sango-chan. – ele falou pressionando um pouco mais forte os dedos no ombro da mulher.
- Havia tempo que não me chamava assim. – ela disse com os olhos fechados e dando um sorriso inconsciente.
- Porque só agora eu pude reencontrá-la Sango-chan. – sussurrou em sua orelha e notou que a pele dela arrepiou-se quando o hálito quente tocou.
- Melhor parar por aí Miro...
- Sango. – ouviu o murmurar fraco de Kagome vindo do sofá.
Num único movimento Sango levantou-se e foi até a amiga que começava acordar. Kagome mexeu-se mudando sua expressão às vezes de tranqüilidade para dor.
- K-chan. – agachou-se para que a amiga visse que estava ali.
- Até que não dói muito. – ela resmungou fazendo uma careta quando tentou se levantar, porém foi impedida por Sango.
- Não dói muito, porque Midoriko ajudou. – Sango disse emburrada para a amiga – Agora fique deitadinha aí. Pedirei a um dos funcionários para comprar os medicamentos receitados por ela. – completou indo até a mesa, pegando o dinheiro que havia em sua bolsa e entregando para Miroku – Compre o que tiver que comprar. – falou aos sussurros para que Kagome não o visse ali.
Concordando com o que a chefe havia pedido, saiu cauteloso para que Kagome não o visse. Quando Sango ia falar com a amiga viu que a outra estava se sentando, correu rapidamente até o sofá para fazê-la deitar-se, mas foi impedida.
- Agradeço por tudo Sango-chan. – Kagome sorriu para a amiga.
- K-chan você tem que dar um fim nisso amiga. – Sango pediu a amiga.
- Eu sei. – suspirou cansada – Mas tenho medo de perder Kikyou.
- E porque perderia? – perguntou a outra franzindo a testa.
- Naraku ameaçou tirar Kikyou de mim. Não poderia correr esse risco. – confessou a outra – Não posso mesmo.
Ele olhava fixamente o tabuleiro da praça, o queixo estava apoiado na mão e uma gota de suor escorregou por seu rosto.
- Meu Deus, InuYasha. – Bankotsu, que até o momento estava esparramado no banquinho da mesa olhando o amigo a meia hora ali parado pensar, exaltou-se e levantou – Quando é que você vai mexer a porcaria da peça?
- Calma! Eu 'tô' pensando. – rebateu InuYasha, sem ainda retirar os olhos do tabuleiro.
- É uma criança. – Bankotsu apontou para Kikyou no lado oposto ao de InuYasha – Como pode perder para uma criança de que? Cinco anos?
Depois de bufar uma última vez, InuYasha confiantemente moveu seu cavalo em 'L' retirando a torre de Kikyou de jogo.
- Cheque. – ele disse orgulhoso para a menina, que não havia se abalado.
Kikyou ficou em pé no banquinho, olhando de cima o tabuleiro, e astutamente moveu seu bispo em diagonal até retirar o rei de seu oponente de jogo.
- Xeque mate. – a menina finalizou sentando-se novamente e rindo da cara de bobo que InuYasha estava fazendo.
Caindo na gargalhada Bankotsu teve que se afastar para controlar a risada, não entendia como o amigo perdera para uma criança, embora admitisse que a menina possuía uma boa estratégia.
- Foi trapaça. – InuYasha se levantou inconformado – Eu iria ganhar. Você! – ele apontou para Bankotsu – Você ajudou ela.
- Não, você que é burro mesmo. – Bankotsu continuou rindo.
Voltando a sentar, InuYasha cruzou os braços frente ao peito, tentando lembrar aonde havia errado, mas seu pensamento foi interrompido com a chegada de Asami.
- Oh. Parece que Kikyou os convenceu de jogar. – falou analisando as peças que ainda estavam no tabuleiro.
- Kikyou venceu, vovó. – a menina ergueu os braços em comemoração.
- Estou vendo. – a mulher sorriu e olhou para InuYasha – Obrigada por me avisar que viriam aqui.
- Não precisa agradecer. – InuYasha disse coçando a nuca.
- Foi ótimo vê-lo perder para Kikyou. – Bankotsu se aproximou, limpava as lágrimas que haviam escorrido de tanto rir.
- Se você tivesse colocado este peão uma casa a frente. – ela começou a explicar apontando cada peça que comentava – Ela iria se empolgar pensando que seu rei estaria desprotegido e utilizaria o bispo dela, mas seria o momento apropriado para você usar sua torre e 'xeque mate'. – ela finalizou, piscando um dos olhos para o rapaz.
- Agora sabemos com quem Kikyou aprendeu. – Bankotsu completou, a mulher analisou todo o jogo, apenas olhando o tabuleiro.
- Está na hora de irmor, Kikyou. – Asami estendeu uma mão para a neta.
- Hai hai. – Kikyou disse segurando a mão da avó – Obrigada InuYasha-sama e Bankotsu-sama.
Despediram-se e viram as duas se afastarem. Os dois amigos se olharam e Bankotsu não agüentou, começando a rir mais uma vez.
- Vou te dar outro olho roxo se não parar. – InuYasha disse com uma veia saltada na testa, enquanto ia andando pela calçada.
- Não tenho culpa. – Bankotsu disse se apressando para acompanhar o outro – Mas você é um bom perdedor. – ele completou dando um tapa nas costas de InuYasha, que finalizou com um "Féh".
Máquinas de porte médio transportavam cuidadosamente grandes pacotes, embrulhados perfeitamente de um lado a outro de encontro aos caminhões 'baús'. Homens vigiavam, estando altamente armados, rondando o local.
No centro do depósito vários homens ficaram em um círculo, pareciam discutir alguma coisa, entre eles Naraku se destacou calando-os de imediato.
- Byakuya. – chamou Naraku com sua voz grave e rapidamente o homem de longos cabelos negros se pôs a frente – Conte-me.
- O carregamento seguia seu trajeto, como normalmente é feito. O problema é que na rodovia do kilometro cento e sete o caminhão foi abordado e a mercadoria roubada. – explicou firmemente sem deixar de encarar Naraku.
- E os homens? – perguntou Naraku, que tinha as mãos fechadas em punho.
- Foram mortos. – Byakuya respondeu como se fosse o ato mais simples do mundo.
- Quem foram os culpados? – fechou os olhos tentando manter a paciência.
- Há informações de que a mercadoria tenha ido para 'eles'. – Byakuya frisou bem a última palavra e Naraku entendeu perfeitamente.
- Precisamos trocar a rota. – ordenou.
- E de chefe também. – um dos homens sussurrou para o outro, pensando que ninguém além do colega iria ouvir.
Todos ficaram em silêncio, apenas os barulhos das máquinas foram escutados durante alguns segundos, até Naraku sacar uma arma das costas e atirar a queima-roupa, sem hesito algum, na cabeça do homem. O tiro da arma foi abafado pelo som das máquinas e quando o corpo, já sem vida, ficou estirado no chão alguns homens se adiantaram e retiraram o corpo dali.
- Mais alguém quer expressar sua opinião? – perguntou Naraku olhando para cada homem e mulher que estivesse ali – Ótimo. – guardou a arma e dispensou Byakuya, que voltou ao seu antigo lugar no círculo para observar – Quem estava vigiando Suikotsu?
- Eu. – alguns homens abriram caminho e dele surgiu um belo homem de olhos lilases que se prostrou frente a Naraku. Notava-se que o homem era um pouco mais alto que o chefe e o cabelo era de um tom prateado.
- Hakudoushi. – Naraku deu um meio sorriso ao avistar o "filho de criação" – O que houve com ele?
- Desde que constantes ameaças vieram da Shichinin-Tai, comandada por Jakotsu, venho seguindo Suikotsu, um dos membros da máfia. – começou a explicar, dando os detalhes que Naraku sempre gostava – Possuí uma personalidade volátil, se assim dizer, era médico que sofreu constantes baixas na carreira e que, por fim, deixou-se dominar pela segunda personalidade. Recentemente havia sido preso por tentar seqüestrar Onigumo Kikyou. – aguardou um momento para ver se Naraku falaria alguma coisa, viu que o chefe não interromperia, então continuou – Não ficou muito tempo na delegacia, foi redirecionado ao sanatório da cidade.
- Interessante. – Naraku falou, ainda mantendo a mesma pose – Continue.
- Na mesma noite houve uma chacina no sanatório. Seguranças, enfermeiros, qualquer pessoa que estivesse a sua frente foi morta. No dia seguinte o único 'paciente' que faltava era Suikotsu. – terminou Hakudoushi.
- Deve ter voltado para o exército 'deles'. – Naraku pensou alto.
- Senhor, devo designar homens para proteção de sua família? – perguntou Hakudoushi.
- Acha realmente que me importo? – perguntou Naraku voltando a olhá-lo, inicialmente Hakudoushi acreditou ser uma pergunte retórica, mas viu que seu chefe queria uma resposta.
- Não, senhor. – respondeu sério.
- Continue assim meu caro. – Naraku disse virando as costas e começando a andar – Está na hora de fazermos uma cobrança. – e assim se ouviu uma baixa risada vinda daquele homem, fazendo com que os outros o seguissem.
Entrando na sala, Miroku se deparou com uma estranha cena. Sango e Kagome, já um pouco melhor, estavam paradas olhando fixamente o telefone encima da mesa. O rapaz coçou a cabeça e andou o mais silenciosamente possível até elas.
Estava próximo e elas nem haviam notado a presença dele ali. Inflou todo o corpo, inspirando todo ar que podia e arqueou os braços.
- Senhoritas! – ele disse fazendo ambas saltarem, assustadas.
- Você está louco Miroku? – perguntou Sango, que havia saltado para o lado quase esbarrando na parede.
- O que as 'ladys' fazem tão concentradas no telefone? – perguntou curioso, observando Kagome com a mão no coração tentando acalmar as violentas batidas, causadas pelo susto.
Precisavam ligar para Naraku, dizer que a esposa não ficaria em casa durante alguns dias, pois era esta a forma que seguiam. Quando a situação era grave Kagome ia para o templo e ficava lá até se curar por completo, porém desta vez a mulher estava com medo.
- Na realidade estamos hesitantes em algo. – Sango disse, piscando para Kagome.
- Ah é? E eu poderia ajudá-las? – perguntou Miroku cavalheiro.
- Claro. – ambas responderam.
Nunca mais diria que faria algo, não acreditava naquilo. Não acreditava mesmo. Ouviu o telefone chamar depois de ter discado os números que lhe haviam sido entregues. Miroku olhava estreitamente para as duas mulheres que estavam sentadas no sofá rindo da cara dele.
- Sim? – perguntaram do outro lado da linha.
- Onigumo-sama, por favor. – Miroku pediu cordialmente.
- O que deseja? – perguntou novamente sem afirmar a identificação.
- Apenas gostaria de informar ao senhor que a senhora Onigumo encontra-se adoentada. – explicou cinicamente se a situação dependesse dele Naraku já estaria na cadeia – E que infelizmente terá que ficar em repouso por alguns dias, por isso não estará em casa durante alguns dias.
- Seu recado será passado. – finalizou desligando sem nem ao menos agradecer.
Ficou olhando por alguns segundos o telefone na mão, agora estava com vontade de enfiar aquilo "sabe-se lá onde" do Naraku por ser tão mal-educado. Por fim ele colocou o aparelho de volta no lugar e virou-se dizendo que já havia dado o recado e se retirando.
- Pronto. – Sango sorriu se levantando – Livre por alguns dias pelo menos.
Quando Sango começou a andar sua mão foi segurada pela amiga, a mulher virou-se e viu a expressão de contenção de Kagome.
- Que foi K-chan? – perguntou virando-se por completo para a amiga.
- Eu vou fugir, Sango-chan. – a amiga respondeu dando um sorriso travesso a outra que estava boquiaberta.
- Você só pode estar brincando.
... Continua...
Aeeeeeeeeeew cá estou, trazendo mais um capítulo de Shin Seikatsu.
O que acharam? Hein? Hein? XDDDDD
Tudo começa a se desenrolar *-*
E as coisas vão começar a ficar realmente perigosas [uiui]
Estou fazendo as coisas se desenrolarem bem tranquilamente. Não quero atropelar e apressar, por isso não me matem por ainda Inu e Kag não terem virado um super casal i.i~~
O que esperam para o próximo capítulo hein? Possuem alguma opinião do que vai acontecer? Alguma dúvida? Algum conselho?
É só me mandarem reviewn que estarei respondendo a todos e principalmente suas opiniões, pois estarei esperando-as.
Desculpem-me por não poder responder devidamente aos reviewns, mas é que tenho aula daqui a pouco e ainda nem me arrumei.
Agradecimentos a:
Ayame Gawaine: Obrigada pelo reviewn, moça. Espero mesmo que o desenrolar fique cada vez mais atrativo. Logo logo teremos mais Inu e Kag, por isso não me bata i.i
Beijos.
BChibi: Ui gelei com o "horrível" que tinhas escrito, mas depois aliviou XD
Desculpa não poder responder decentemente, mas eu realmente fiquei feliz com o comentário.
Obrigada, moça.
Beijos.
Até a próxima gente.
Beijos.
