Olá! Estamos de volta com outro capítulo!

Demorou pouco hein? Estou me redimindo do hiato que fiz vocês aguentarem.

Como foi classificada como M, aviso que tem SEXO, portanto children, não leiam, não quero ser presa!

I OWN NOTHING, o Universo Batman não é meu, eu só "roteirizo" uma história, a minha história para ele.

Leiam, comentem, me façam feliz!


DON'T EVER LOOK BACK

4

Harley acendeu um cigarro e olhou Gordon deitado, parecia saciado e tranquilo. Era para isso que servia: resolver os problemas sexuais dos outros.

Pensou em Bruce. O que estaria fazendo agora? Comendo alguma modelo, atriz, filha de um deputado? Não sabia, mas de certo modo doía, não porque gostasse dele, mas a ideia de ser trocada simplesmente por ser nada mais que uma ex-interna do Arkham que se prostituía para sobreviver, era difícil.

O policial foi acordando lentamente, e ela continuou a fumar seu cigarro de menta.

- Que horas são?

- As mesmas de ontem e anteontem. – ela esboçou um sorriso. – Você dormiu demais tenente, mas ainda não amanheceu. Pelo tempo, terei de cobrar os 10 mil para não levar bronca do chefe!

- O quê? – ele ergueu o tronco e a puxou pela perna. – Nem pense em me explorar!

Do modo como ele falou, pareceu a ela que esta era apenas uma brincadeira, não ameaça. Ela apagou o cigarro no peito dele, que gritou em dor. Por via das dúvidas, tinha que se impor.

- Porque diabos fez isso?

- Não me ameace!

- Não te ameacei, eu estava...

Ela o beijou e ele esqueceu de tudo e outra vez se rendeu às carícias dela. Tinha idade para ser sua filha, mas nada disso importava.

Quando ele começou a dominá-la, ela permitiu. Não custava nada deixá-lo fazer o que quisesse com ela naquele momento.

Ele beijou-lhe os seios, mas logo foi descendo cada vez mais em seu corpo, chegando ao local que havia desejado há tempos.

A língua dele a deixou elétrica, logo estava tremendo a cada toque, cada beijo que ele dava em seu sexo. Era bom sentir isso com outro homem. Geralmente fingia prazer no sexo oral com seus clientes, não gostava da ideia de ser lambida por aqueles homens asquerosos. Não gostava de fazer sexo com eles de nenhuma forma, não sentia nada a não ser repulsa deles e de si própria.

Mas com Bruce era diferente. Com o Joker era... especial. Com o Batman era simplesmente criminoso e surreal, mas divino.

E com Crane? Também tinha Jonathan Crane.

~~~~~~~~~~~~Flashback~~~~~~~~~~~~~~

Ela estava quase terminando sua faculdade.

Quando Harleen Quinzel chegou àquela cidade cinza, não esperava que sua vida fosse mudar tão drasticamente.

Semana passada ela descobriu o que o professor Jonathan Crane sentia por ela. E foi bom.


Há meses ele ministrava aula de medicina legal e ela, como sempre, usava seus mais provocantes decotes para quebrar o gelo de uma aula tão paranóica. Chupava pirulitos nas aulas, mesmo dentro do necrotério, dava gritinhos de felicidade quando ele narrava algum caso do Arkham. Às vezes, Crane parecia surtar ao falar de assassinos em série e de um tal Índice da Maldade, criado por um renomado doutor em psicologia forense.

Ela vibrava com as aulas, e ele com seu decote. Ela sempre se sentava nos últimos lugares, no topo daquilo que ela chamava de anfiteatro dos loucos.

Não podia negar, ele parecia frio como uma estátua de gelo com todos os alunos. Mas tinha uma atenção especial com ela. Sempre respondia suas perguntas, chegando até a sorrir e olhá-la insistentemente com aqueles olhos azul caribe. Tanto que durante uma das aulas sobre as histórias mais bizarras do Asilo Arkham ela disse:

- O Arkham abriu vagas de trabalho? – todos a olharam espantados. O Arkham era o último lugar que alguém naquela turma iria querer trabalhar.

- Senhorita Quinzel? – ele falou, como se tivesse dúvida do nome da moça de cabelo desbotado e decote generoso no fundo da classe.

- Eu disse que... – ela continuou.

- Eu sei o que você disse. E não acredito que alguém nesta classe de jovens e promissores médicos e psiquiatras queira se arriscar por lá.

- Deus me livre! – disse uma jovem loira na frente da classe.

Outros comentaram o mesmo.

- A Harls é louca por gente louca! Por isso está aqui! Imagine só professor, ela saiu da Flórida e veio pra Gotham! Só pode ser muito doida! – riu Jeff, um amigo de Harleen. Ela lhe mostrou a língua.

O clima na aula ficou descontraído e ninguém levou a sério o comentário dela.

Pelo menos assim pareceu.


Na saída da sala, Harleen foi abordada por Crane.

- Quero conversar com você, moça. Às 17h no gabinete do reitor, pode ser? – ele falou sério.

- O que vamos conversar professor? – ela fingiu desentendimento.

- Sua ida para o Arkham. – ele sorriu desta vez.

- É? – ela disse de olhos bem abertos. Quando ele assentiu com a cabeça, a moça completou sorrindo. – Tá ok!

Eles se olharam longamente até que ele lhe tocou o ombro num afago discreto e completou.

- Não se atrase.

Uma grande massa de estudantes passou por eles e os separou.

Um gostoso frio se apossou da barriga dela. Ou era por conta da beleza do professor ou era apenas alegria pela possibilidade de trabalhar no Arkham. Ou os dois.

"- Depois do encontro eu decido o que é!" – ela riu e se dirigiu ao laboratório de ciências botânicas. Iria almoçar com Pamela.


- O que diabos ele quer com você? – Pamela não controlou o riso ao saber que o sisudo Crane tinha marcado um encontro a portas fechadas com sua colega maluquinha.

- Acho que ele vai me ajudar a trabalhar no Arkham. Só isso. – Harleen disfarçou.

- Harls, olhe pra mim! – elas riram. – Sabemos que ele não te chamou só pra isso. Algum homem já te chamou simplesmente pra "conversar"? – Harleen riu e a outra continuou. - Agora me admira muito sua coragem de ir pro Arkham.

- Eu sempre quis!

- Você "sempre quis" desde que chegou aqui pra estudar psiquiatria porque era fascinada pela loucura. – disse dando ênfase as aspas com as mãos.

- É o que importa! Além do mais, abandonei o time de ginástica artística mesmo.

- É, realmente! Não vejo mu ita semelhança entre ginástica e psiquiatria, a não ser a loucura e obsessão pela perfeição daqueles treinadores pervertidos.

- Ah, nem todos são pervertidos!

- Até te encontrarem. – Pamela adorava jogar na cara de Harleen que ela provocava os homens mesmo sem querer.

Passaram a tarde comentando as últimas fofocas do campus, quem estava dormindo com quem, coisas de estudantes normais.

- Agora tenho que terminar um relatório para o meu belo professor barrigudo! Já você, vai encontrar aquela coisinha linda, com os lábios rosados e macio0! Até à noite Harls!

- Até! E não fique pensando besteira hein? – Harleen disse se referindo ao que a amiga poderia pensar sobre o que iria acontecer no encontro com Dr. Crane.

- Vou tentar! – Pamela riu.

Estava esfriando e o céu estava cinza.

- Maldita cidade escura! – Harleen xingou, e foi ao encontro de seu mestre.


Na reitoria, tudo vazio.

Quando entrou na sala, apenas um abajour iluminava precariamente o local e Crane estava na janela. Ele imediatamente se virou para ela:

- Sente-se. – disse num tom amistoso e, porque não dizer, excitado.

Então ela se sentou e esperou que ele falasse novamente. Mas percebeu que ele foi para trás da poltrona onde ela estava e sussurrou.

- Tenho te observado há muito tempo.

Sem titubear ou mesmo demonstrar o nervosismo que se apossava de si, ela respondeu.

- Sou boa o suficiente para acompanhar seu trabalho no Arkham, Dr. Crane? – ela o olhou.

Erguendo as sobrancelhas em tom admirado, ele assentiu com a cabeça. Pousando as mãos nos ombros dela, ele completou:

- Você é perfeita para o Arkham. Obsessiva, corajosa, realista, criativa e doentia. Eu vi você treinando no ginásio. Parecia incansável. – ele dizia enquanto massageava os ombros dela, que por sua vez estava com os olhos cada vez mais arregalados.

- Você é perfeita para o trabalho. – ele disse.

Harleen sorriu largamente e não pôde conter um gemido de alegria. Levantando-se, ela o abraçou rapidamente. Mas notou a surpresa dele e logo procurou sua mão para um aperto amigável.

Mas ele não ofereceu uma mão só, ele usou as duas para empurrá-la contra a mesa da sala, derrubando o abajour e os deixando quase em total escuridão. A única luz vinha da janela.

- Professor, não era bem esse tipo de serviço que eu imaginava prestar a você. – ela disse num misto de espanto e divertimento. Ora, ele era interessante e incrivelmente gato.

- Você me excita. – ele sussurrou.

- Hã? – ela fingiu não entender.

- Com sua paixão pela loucura. – ele disse roçando os lábios na orelha dela e se encaixando sensualmente entre suas pernas, que se abriam voluntariamente.

- Mas, professor o que é isso? – ela tentou empurrá-lo.

- Não finja que não quer! Por favor, sei que você não me é indiferente.

- Não. Não sou, mas...

- Deixe-me mostrar o quanto você me encanta com seu jeito!

- Meu jeito te encanta? Só isso?

- Não. Tem mais motivos. – ele a olhou sério e engoliu em seco.

- É?

Ele assentiu com a cabeça.

- E o que você vai fazer a respeito? – ela sussurrou e deixou o corpo pender para trás.

- Você quer que eu te diga primeiro ou apenas mostre? – ele a puxou para si, segurando a cintura dela firme perto da sua.

- A porta não está trancada. – ela afirmou com um sorriso. Este era o sinal verde.

Ele correu, passou a chave na porta e voltou para a mesa, mas não a encontrou onde a deixou.

- Senhorita Quinzell, eu sei que parece errado, mas... você é de maior, não vou te machucar e... – ele respirava com dificuldade. – Sei que você também quer, portanto... não seja comigo!

De algum ponto no escuro ela respondeu:

- Não sou má. Sou só brincalhona. E quem disse que eu também quero?

Ele riu e balançou a cabeça. Que loucura ele estava prestes a cometer! Aquilo teria que ser um segredo de Estado. Se alguém descobrisse, seria o fim de sua reputação imaculada com a sociedade acadêmica. Mas ela parecia um diabinho, forçando-o a pecar e a categoria do proibido sempre o seduziu.

Antes que ele completasse o raciocínio, ela o agarrou e o empurrou contra um divã próximo à janela.

- Me diga, enquanto me mostra. – ela disse se sentando nos quadris dele, fazendo-o gemer.

Crane logo inverteu as posições, indo para cima dela e finalmente roçando seus lábios no rosto dela, procurando sua boca.

- Se alguém descobre, você está fodido! – ela esboçou um sorriso malvado.

- É mesmo? – ele gemeu com sua boca na bochecha dela.

- Eu te acusaria de assédio sexual. – ela provocou enquanto puxava o cinto dele.

- E eu mandaria a máfia de Gotham apagar você. – ele sussurrou rouco e a beijou intensamente. Sua língua quente a invadiu e ela retribuiu na mesma intensidade.

Soava estranho ela estar naquela situação com o Dr. Crane, mas era bom. Pelo menos naquele momento parecia bom.

Levantando os braços dela, ele continuou beijando e pressionando seu corpo no dela. Harleen gemia enquanto tentava se desvencilhar dele. Não iria transar ali. Não agora.

Percebendo a agonia na qual ele se encontrava, ela tratou de deixá-lo à sua mercê.

Num movimento rápido, ela soltou seus dois braços e puxou a calça dele, para sentir como estava sua dignidade.

Ela riu, ele não tinha nenhuma.

Estava transtornado e visivelmente excitado. Demoraria muito para a ereção passar.

- Você ainda não disse o que quer fazer a respeito da excitação que sente por mim. – ela o torturou enquanto passava furtivamente sua mão esquerda na calça dele e com a direita puxava o cabelo daquele homem lindo, fazendo com que sua cabeça fosse deliciosamente para longe da dela.

Ele rodou os olhos. A voz dela o derretia.

- Que loucura meu Deus! – foi a única coisa que ele conseguiu gemer, enquanto ela o provocava do jeito que mulher nenhuma nunca o fez. Ele estava acostumado com prostitutas frias e ex-colegas de doutorado. Todas frigidas, quase robóticas.

- Diga Crane! Diga! – ela o apertou em seu lugar mais sensível naquele momento.

Ele fechou os olhos e gemeu, num misto de dor e prazer.

- Quero fazer amor com você agora. Tirar toda sua roupa de estudante séria e...

- E...?

- Me chame de Jonathan.

- Jonathan! – ela riu e o apertou mais. – Continue Jon!

- E me perder dentro de você. Sou seu professor Harleen, mas eu te quero e... quero te dar todo o prazer quiser. Onde você quiser.

Ela riu e ele continuou tonto.

- Você parece tão dona de si, tão independente, tão experiente sobre tudo, que encanta qualquer HOMEM! – ele gritou a última palavra, pois ela o estava enlouquecendo com suas carícias malvadas. – ... como eu e...

- Só? – ela mordeu seu lábio inferior.

"O que diabos ela queria mais?", ele pensou confuso.

- Se você, ah! – ele parou a mão dela. – Se você me deixasse te mostrar, ao invés de fazer isso comigo.

- E você não está gostando? – ela fingiu inocência e fez bico.

- É claro que estou menina, mas...

- Não me chame de menina! – ela disse num súbito acesso de raiva. Aquela era sua chance de escapar ilesa. Porque se ele resolvesse mostrar realmente o que queria fazer com ela, aquilo sairia de seu controle.

Deixando-o no divã, com as calças abaixadas e totalmente fora de si, ela riu. Ajeitou a blusa, passou as mãos na calça e disse calmamente:

- Mando meu currículo para seu email acadêmico?

Tentando a enxergar no meio de toda aquela escuridão, ele não respondeu de imediato. Sua vista estava turva.

- Dr. Crane? Você está se sentindo bem?

- Não precisa de currículo. Me encontre na... – ele tomou um fôlego profundo. – Me encontre na sexta, às 19h no estacionamento F. E leve roupas, você vai conhecer o Arkham durante o final de semana. – ele concluiu com dificuldade.

Ela riu.

- Ok. - e o deixou lá. Fazendo o que quer que ele tivesse que fazer.

~~~~~~~~~~~~~FimDoFlashback~~~~~~~~~~~~~~~

Harley voltou a si no momento em que atingiu o orgasmo, soltando um gemido alto. Ela mal se recuperou quando percebeu que Gordon a penetrava novamente. Logo estavam se movendo como se estivessem competindo para ver quem era mais forte e mais dominador.

Aos poucos sua mente foi se perdendo em devaneios. O passado lhe pareceu doce, não tinha que transar com quem pagava e sim com quem gostava ou que podia lhe proporcionar algo de que precisava, não importava se fosse conhecimento, experiência, vantagem ou puro prazer.

Continua...