Capítulo III
Bella olhou para a mãe.
Era tudo mentira, acusou-a silenciosamente, com o olhar. Ele não queria me ver. Ele não me quer aqui. Você mentiu para mim!
Rennee reconheceu a culpa, mas o fato serviu de fraco consolo para Bella.
Mágoa e desilusão envolviam seu coração como cimento fresco. Só havia duas pessoas no mundo em quem sentia que podia confiar sem restrições... a mãe e tia Carmem. Agora, a mãe lhe mentira. Enganara-a.
Oh, céus, como fora tola. Nunca deveria ter voltado. E· pensar que ficara tão exultante ao acreditar que o pai finalmente a receberia de volta. Idiota! Idiota! Idiota! Quando aprenderia?
- Eu lhe fiz uma pergunta. O que faz aqui? . Escondendo a mágoa e a decepção, Bella sorriu insolentee provocou:
- Bem, papai, sabe o que dizem sobre uma moeda ruim. Ela sempre volta.
Charlie comprimiu os lábios.
- Devia esperar mesmo essa declaração impertinente de você. Não mudou nada. Continua a desbocada que sempre foi.
Bella deu de ombros e sorriu novamente. - Para mim, dá certo.
Por dentro, estava arrasada e lutando para manter-se composta. Só poderia fazer isso agindo de forma blasé. Também se incomodava com a própria reação instintiva, mas não pelo mesmo motivo que irritava o pai.
Por que a rejeição dele importava tanto? Por que permitia que importasse?
Raios! Era uma mulher adulta. Uma profissional competente, inteligente e bem-sucedida, com atitude e confiança para se manter em qualquer sociedade. Já se misturara a todo tipo de celebridade, de estrelas de cinema a políticos e investidores poderosos. Era uma celebridade por si mesma, céus!
Entretanto, uma palavra áspera do pai, e transformava-se na criança magoada que fora um dia.
E, a exemplo daquela criança magoada, sua defesa instintiva à rejeição paterna e à dor que esta trazia era a mesma de que lançara mão na adolescência ... humor irreverente e provocação.
Atitude infantil e inútil, mas era isso ou chorar. E jamais permitiria que o pai soubesse o quanto desejava sua aprovação.
Charlie contraiu os lábios. Embora fraco e doente, a animosidade era tão forte que chegava a ser palpável. Emanava dele como centenas de pequenos dardos envenenados espetando sua pele, fazendo seu estômago se contorcer. Despedaçando seu coração.
- Deixei claro quando partiu que não era mais bem-vinda aqui, Isabella.
- Charlie!
Ele ignorou a reação chocada da esposa. Bella mal ouviu a mãe tampouco. Estava concentrada no pai.
- Oh, sim. Você com certeza fez isso.
Era certo que ele a chamaria de Isabella, pensou Bella. Por insistência da mãe, como primogênita, herdara o nome da matriarca da família, sua bisavó, Isabella Marie Swan, apelidada Bella. Entretanto, desde o seu nascimento, Charlie insistira teimosamente em chamá-la de Isabella. Ele nunca se explicara, mas Bella desconfiava de que o pai odiara a idéia de lhe conceder o nome da avó dele.
Rennee mordiscou o lábio e remexeu as mãos, olhando-os preocupada.
- Sabendo disso, é muita audácia aparecer aqui. Achou que eu estaria doente demais para bani-Ia de novo?
- Charlie, por favor... - Rennee estava pálida de angústia.
- Se vai ficar zangado com alguém, que seja comigo. Eu pedi a Bella que viesse. Eu disse a ela que você queria vê-la.
- O quê! Raios, Rennee, não devia ter feito isso! Sabe... A porta se abriu e um homem de trinta e poucos anos entrou.
- Boa tarde, sr. Swan. Como está se sentindo? Melhor, espero.
Mesmo que ele não estivesse de jaleco branco com estetoscópio guardado no bolso, Bella saberia que se tratava do médico. O homem tinha uma aparência limpa, anti-séptica.
Ele estacou e prendeu a respiração ao ver Bella. Acostumada à reação atônita, principalmente dos homens, ela fingiu não notar e até forçou um sorriso.
Para seu crédito, o médico recuperou a compostura rapidamente e avançou, estendendo a mão.
- Olá. Sou o dr. Rilley Biers. O novo sócio do dr. Newton. Diga-me, você não é...
- Esta é nossa filha Bella - adiantou-se Rennee, ansiosa por dispersar a tensão no ambiente. - Bella é modelo, Rilley. Você provavelmente já a viu em alguma foto.
- Sim. Claro. Como não me lembrei? O seu rosto está na capa de metade das revistas das salas de espera. Os olhos do dr. Biers brilharam. - É um prazer, Srta. Swan.
Bella apertou a mão estendida e murmurou algo em resposta. Nem sabia o quê. Precisava concentrar-se para manter a expressão indiferente.
- Bella acaba de chegar. Veio direto da Grécia.
- Entendo. Bem, não queria interromper a sua visita. Que tal se eu voltar mais tarde?
- Não está interrompendo nada. - Charlie olhou para Bella. - Ela já estava de saída.
Bella forçou uma risada e olhou para o médico.
- Ele não é nada sutil, não é? É a forma de papai me dizer para cair fora daqui, para que o senhor o examine. - Com uma piscadela, sussurrou através da mão em concha, porém alto o bastante para todos ouvirem. - Acho que ele tem medo de que a camisola de hospital seja reveladora demais para minha sensibilidade delicada.
O dr. Biers parecia consternado. - Oh, não, por favor. Não vá por minha causa. Eu posso muito bem voltar no final da ronda.
Bella riu novamente e deu um tapinha no braço dele. - Estou brincando, doutor. Papai só está sendo atencioso: Dormi muito pouco nos últimos quatro dias, dentro de aviões. A diferença de horário está cobrando seu preço. Se não for para a cama logo, vou cair em qualquer lugar. Só passei para avisar ao pessoal que cheguei.
- Oh, entendo. Bem, nesse caso, foi um prazer conhecê-la. Talvez nos encontremos novamente antes que vá embora.
- Talvez - concordou Bella, com um sorriso de flerte, e teve o prazer de ver o homem enrubescer até a raiz dos cabelos.
Pela primeira vez na vida, Bella estava furiosa com a mãe, mas, em consideração ao dr. Biers, abraçou Rennee rapidamente.
- A gente se vê em casa, mais tarde.
Inclinando-se, deu um beijo na testa do pai, ignorando sua reação tensa ao contato. Com outra piscadela, aconselhou:
- Papai, nada de correr atrás das enfermeiras bonitas, ouviu?
Bella fingiu não ver Charlie franzir o lábio, e foi à porta de cabeça erguida, como se não tivesse preocupação alguma na vida.
A pose indiferente desmoronou no corredor, assim que a porta se fechou. Recostou-se na parede e levou a mão à boca. Oh, céus. Oh, céus. Oh, céus.
A pressão no peito era insuportável. Um soluço escapou e, embora se esforçasse para controlar as lágrimas, já tinha a visão embaçada.
Era impossível disfarçar o sofrimento. Com os ombros curvados para a frente, começou a tremer. Buscava controle, mas não havia consolo para a tristeza insuportável. Com outro soluço forte, entregou-se ao choro, voltou-se para a parede com acabamento de vinil e deixou as lágrimas rolarem.
Foi assim que Edward Cullen a encontrou, minutos depois. Avistando a assim que saiu do elevador, ele estacou, atônito. A última coisa que esperava ver era a audaciosa e confiante filha de Charlie totalmente entregue à miséria.
Olhou rapidamente ao redor. As três enfermeiras no balcão estavam ocupadas e não haviam reparado nela ainda. A mais jovem ergueu o olhar e sorriu, mas ele meramente assentiu e foi ao encontro de Bella, cuidando para ocultá-la da visão das enfermeiras. Não por ela. Não gostava dela em especial Mas tratava-se da filha de Charlie, e qualquer comentário provavelmente preocuparia o homem enfermo.
Não havia ninguém no mundo que ele respeitasse ou admirasse tanto quanto Charlie Swan. Devia-lhe muito. Outras pessoas o menosprezavam por ter saído do lado pobre da cidade, mas não Charlie. Ele lhe dera uma chance que mais ninguém daria. Faria o que fosse preciso para proteger o benfeitor.
Bella estava tão transtornada que não notou a aproximação. Seus soluços eram quase inaudíveis, graças a seu esforço para controlá-los. Contudo, sentia-se sufocada, e a força da emoção a deixava trêmula.
Edward arrepiou-se. O que acontecera, afinal? Hesitou e, então, tocou-a no ombro. - Você está bem?
Bella sobressaltou-se como um gato escaldado. Afastou-se da parede e empertigou-se, fingindo afofar os cabelos e retirar fiapos da blusinha de tricô.
- Claro que estou bem.
- Então, porque está chorando?
- Eu não estou chorando - negou ela, veemente, mesmo enxugando o rosto úmido com as mãos.
Edward suspirou. Tinha uma irmã e sabia reconhecer uma mulher desesperada em prantos quando via uma.
Bella deu uma fungadela e lançou-lhe um olhar matador de soslaio. Antes que respondesse, porém, ele fitou a porta do quarto de Charlie e franziu o cenho.
- Charlie piorou?
- Não, meu pai está em ótima forma, eu lhe asseguro.
- Então, por que está tão perturbada?
- Eu não estou perturbada. Já disse que não estava chorando. Não que seja da sua conta.
- Então, por que os seus olhos estão vermelhos e os cílios colados com lágrimas?
- Se quer saber, entrou um cisco no meu olho e foi um custo removê-lo.
- Sei. - Ele a fitou sem esconder o ceticismo. Cisco no olho, pois sim. Já vira muito choro, de raiva, frustração, mágoa, tristeza. Por experiência, sabia que as mulheres não choravam tanto assim por algo trivial como um cisco no olho.
Bella suportou o escrutínio em silêncio enquanto pode. Então, ergueu o queixo num ângulo arrogante.
- Se me dá licença, estava de saída.
Ele a cercara, mas ela o afastou com força surpreendente e se encaminhou ao elevador com aquele andar de modelo, gingando os quadris sedutoramente.
Edward enganchou os polegares nos bolsos traseiros e a acompanhou com o olhar. - Que maluca - murmurou.
Primeiro, chegava com confiança e atrevimento. Depois, chorava feito criança perdida. E então tinha a audácia de ficar zangada quando ele tentava ajudar!
Ficou olhando-a até as portas do elevador se fecharem e então fitou a porta do quarto. Se Charlie estava bem, por que todo aquele choro?
Assim que o dr Biers deixou o quarto, Rennee fitou o marido com um olhar triste.
- Oh, Charlie, como pôde? Bella veio até aqui, esperando fazer as pazes com você. Como pôde tratá-la daquela forma?
- Rennee, já falamos sobre isso. Chega.
- Não, não chega. - A voz saía trêmula, mas ela se forçou a continuar - Deixei passar muitas vezes no passado. E isso me torna culpada, em parte.
- A culpa é de Isabella, não sua nem minha.
- Importa realmente? Oh, Charlie, precisa fazer as pazes com ela enquanto ainda pode. Com certeza sabe disso. Se não por si mesmo, por Bella.
Ele fechou os olhos e suspirou cansado.
- Rennee, por favor. Simplesmente não estou disposto a isso agora.
Rennee assustou-se e tomou-lhe a mão.
- O que foi? Está sentindo dor? Está com dificuldade para respirar? - Sentiu-lhe a temperatura na testa.
- Só estou cansado - repetiu o marido, fraco. - Muito cansado. Ver Isabella foi um choque.
Rennee avaliou o semblante do marido. Ele fingia cansaço para encerrar a discussão? Charlie sempre usava táticas diversivas com ela para evitar dissabores. Não que ele normalmente evitasse confrontos. Embora quase nunca houvesse descarregado nela, Charlie tinha um temperamento formidável. Podia berrar e se zangar por nada. Entretanto, evitava discussões entre ambos, pois sabia o quanto ela se incomodava com a desarmonia.
E ela sempre agira como covarde, permitindo que fosse tudo ao modo dele.
Charlie parecia pálido e cansado, se bem que ultimamente esse era seu aspecto comum. Rennee mordiscou o lábio. Precisavam mesmo conversar.
Agitou-se, dividida entre deixá-lo descansar e fazer o que sabia ser o certo. O que devia ter feito havia muito tempo.
A decisão saiu de suas mãos quando a porta se abriu e Edward entrou.
Bella estava tão perturbada e zangada que não teve dificuldade em manter-se acordada ao volante na estrada, de volta a Ruby Falls. Até reduziu o tempo da jornada em dois minutos.
Diante de casa, aliviou-se ao ver o pátio deserto. Só lhe faltava deparar com James de novo. Esgotara sua reserva de civilidade com o médico, naqueles poucos minutos no quarto de hospital.
Estacionou o automóvel esportivo na área circular da entrada.
Cansada até os ossos e emocionalmente em frangalhos, só queria chegar a seu antigo quarto, aninhar-se na cama e puxar o cobertor até a cabeça. Não obstante, após desligar o motor, não se mexeu. Simplesmente ficou ali, segurando o volante e fitando a casa de sua infância. Recordando.
Agarrou o volante com mais força. Não. Não tome esse caminho, aconselhou-se. Não importa mais. Lembra-se? Você construiu outra vida para si mesma - uma boa vida cheia de sucesso, fama e mais riqueza do que jamais imaginara. Remexer o passado só traria mais sofrimento.
Tarde demais. A reunião com o pai reabrira velhas feridas, e as lembranças começaram a fluir, frescas e dolorosas, como sempre.
Por quê? Bella sentiu um nó na garganta, um aperto no coração. Por que o pai não a amava? O que havia nela de tão terrível? Tão repulsivo? Tão indigno de amor?
Desde que se lembrava, sabia, ou pelo menos sentia, que Charlie apenas a tolerava. Não que a repelisse ostensiva ou dramaticamente. Nunca fora mau ou abusivo, e nem mesmo rígido demais. Apenas... distante.
Ele lhe proporcionara um bom lar, educação e todas as coisas materiais de que precisara, assim como fizera com Bree e Alice.
Só que às outras Charlie dera também amor e afeto. Ele adorava as duas filhas mais novas, demonstrando isso com amor e atenção, mas, durante toda a vida de Bella, mostrara-se distante e severo com a primogênita.
E Bella não sabia por quê. Nunca soubera.
Quando garotinha, pensava que Charlie a ignorava porque ela não tinha a beleza delicada de Bree ou a graciosidade de Alice.
Sorriu inconformada com a ironia.
Hoje, podia ser uma das cinco top models mais famosas do mundo, mas, naquela época, quando se olhava no espelho, via uma garota magricela; alta demais, sardenta, de cabelos ruivos horríveis e boca que parecia carnuda demais num rosto magro.
Quando já estava absolutamente convencida de que não podia ser mais feia, cresceu até atingir um metro e oitenta e três, tão desajeitada que parecia ser só braços, pernas, joelhos e cotovelos.
Sentiu um aperto no coração ao lembrar-se daqueles dias e dos extremos a que chegara para compensar suas deficiências.
Convencera-se de que talvez, se fosse realmente boa, Charlie ficaria orgulhoso dela e então a amaria.
Fora uma busca idiota e infantil desde o começo. Em retrospecto, duvidava de que Charlie sequer notara.
Na adolescência, finalmente entendeu que nunca teria o afeto de Charlie e mandara tudo para os ares, quebrando todas as regras que lhe apareciam na frente, enfrentando não apenas o pai, mas toda a gentinha preconceituosa de Ruby Falls.
Não se fizera nenhum favor, claro, mas, após anos de emoções contidas, céus, era bom se soltar e deixar acontecer.
Mesmo metendo-se em seguidas encrencas naquela fase rebelde, gostava demais da escola para negligenciar os estudos. Aos dezesseis anos, formou-se no ensino médio na escola de Ruby Falls com média nove.
O pai não se impressionou com o feito, nem quando lhe granjeou uma vaga em Harvard. O primeiro semestre lá, a distância e a maturidade encerraram os anos turbulentos. Felizmente.
Estudou com afinco e, em apenas quatro anos, antes de completar vinte, graduou-se com honra e voltou para casa com título de bacharel e mestre em administração, entusiasmada com o sucesso e cheia de sonhos.
Ao recordar, Bella desdenhou. Grande bem a ilusão lhe fizera.
Suas conquistas não significavam nada para o pai... não naquela época, nem agora.
Após aquela reunião agradável no hospital, era óbvio que, não importava o que fizesse ou o quanto fosse bem sucedida, Charlie sempre manteria o coração fechado para a filha mais velha.
- Encare, Bella. Para ele, e provavelmente para a maioria das pessoas em Ruby Falls, você sempre será a adolescente selvagem e encrenqueira, a filha mais velha imprestável de Charlie e Rennee Swan.
Apertou um botão, e a capota do conversível se ergueu.
Quando o acessório se encaixou perfeitamente na carroceria, lançou as longas pernas para fora, pegou a frasqueira de couro e passou à calçada. Nem sequer levaria as malas para dentro. Na manhã seguinte, assim que conversasse com a mãe, iria embora.
De pé, Bella sentiu a fadiga da viagem e do estresse.
Estava tão cansada que as pernas fraquejavam.
Gostaria de conversar com a mãe naquela mesma noite, mas não havia chance disso. Rennee ficaria ao lado de Charlie enquanto as enfermeiras permitissem, e depois voltaria para casa dirigindo, ou seja, levaria uma hora para chegar em casa. Mesmo que conseguisse permanecer acordada até tão tarde, estaria perturbada demais para raciocinar, quanto mais discutir com a mãe.
Era começo de noite, mas Bella só pensava em se atirar na cama mais próxima e dormir até não mais poder. Não sabia nem se teria forças para se despir e vestir a camisola.
As portas e janelas da casa ainda estavam abertas e a porta de tela, destrancada. Qualquer um podia entrar. Pelo que sabia, as fechaduras nunca tinham sido usadas. Duvidava de que alguém soubesse onde estavam as,chaves. Nunca refletira a respeito enquanto se criava em Ruby Falls, onde quase ninguém trancava a casa, mas, após cinco anos em Nova York, cultivara o senso saudável da cautela.
Meneou a cabeça e entrou. Seus amigos do Leste morreriam de rir, se lhes contasse. Os nova-iorquinos tendiam a se trancar em domicílio, protegidos por portas de aço com múltiplas trancas, fechaduras e correntes.
Ao tomar o corredor central, percebeu luz e sons vindos da saleta de estar nos fundos.
Alice.
Bella franziu o cenho. Provavelmente, devia cumprimentar,a irmãzinha, mas estava zangada, magoada e cansada demais para mais alguns assaltos de luta verbal com a adolescente cheia de atitude.
Ajeitou a alça da frasqueira no ombro, atravessou o vestíbulo e dirigiu-se à escada.
- Oh, é você... Achei que era Siobhan , voltando do bingo.
Bella deteve-se no quarto degrau. Olhou para Alice e esforçou-se para sorrir.
- Sou só eu. - Indicou o, segundo pavimento. - Meu quarto ainda está disponível? Se mamãe o transformou em outra coisa, posso ficar num dos quartos de hóspedes.
- Está igual. Como um templo maluco. - A adolescente cruzou os braços e adotou um olhar sombrio. - Não me diga que vai mesmo ficar aqui conosco, os peões?
- Esta é a minha casa. Claro que tenho de ficar aqui.
- Por aquela noite, ao menos. Ainda que tivesse energia para voltar a Dallas, duvidava de que houvesse vôos, a não ser para o dia seguinte.
- Bem, não temos sorte? A princesa vai nos honrar com sua presença - entoou Alice. - Estou emocionada.
Bella suspirou e retomou a subida da escada.
- Agora não,maninha. Não durmo direito há quatro dias. Não estou em condições de me irritar com você, ainda.
- Tem certeza de que as acomodações atendem ao seu padrão? Não temos lençóis de seda, sabe... - provocou Alice.
Bella continuou subindo.
- E eu não sou maninha!
N/A Então gente... eu fiquei devendo o capitulo de sexta feira neh? mas pra alegrar a segundona de todo mundo o capitulo está ai, e se chegarmos a 15 reviews eu posto o capitulo 4 ainda hoje...
Bjusss e boa semana pra vcs
Sophie Moore
