Twilight e seus personagens não me pertencem. Todos os créditos a Stephenie Meyer. No entanto, o enredo aqui narrado é 100% de minha autoria. Respeite isso! Recuse plágio!


Capítulo III


Bella Swan

Eu me aconcheguei aos braços de Edward e felizmente ele permitiu que eu me mantivesse em seu calor por quanto tempo fosse necessário. Eventualmente meus soluços chegaram ao fim e os tremores começaram a diminuir.

Durante um bom tempo, Edward sussurrou palavras de encorajamento em meu ouvido enquanto seus braços continuavam a me embalar.

– Venha... você precisa se alimentar. - Ele disse após se certificar que minhas lágrimas já não rolavam.

Alcancei minha pequena mala e retirei um vestido fresco. A voz de Edward chegou aos meus ouvidos, paralisando meus movimentos.

– Me daria muito prazer vê-la vestindo alguma das coisas que eu lhe dei.

Um sorriso tímido deixou meus lábios enquanto eu vasculhava pelas sacolas.

– Que tal esse? - Ele estendeu a mão em minha direção, entregando-me um vestido branco.

Eu o vesti, evitando que meu olhar encontrasse o de Edward. Eu, obviamente, estava mais do que consciente de que ele já havia visto todo o meu corpo e o tocado de diversas formas, mas ainda me sentia envergonha em estar nua em sua frente, principalmente por não me sentir segura com relação a minha aparência.

Descemos as escadas lado a lado, em um silencio confortável.

Sentei-me numa mesa que havia no canto da cozinha enquanto Edward preparava omeletes para nosso café. Quem observasse aquela imagem não imaginaria que aquele homem que cozinhava tão calmamente era um Dom, dos mais conceituados no meio BDSM. Parecia estranho, diria até absurdo para mim vê-lo realizando essas atividades corriqueiras, ainda mais quando era para oferecer algo para mim, afinal Jacob nunca ofereceu nada, nem carinho como ele fazia ou segurança com uma safeword.

Edward serviu as omeletes incrivelmente fofinhas que pareceriam deliciosas em outro momento. Mas naquele momento tudo o que eu fazia era remexer inquieta em meu prato, sem nenhuma vontade de continuar a comer. Todos os meus pensamentos estavam presos a ele, ao que ele havia me dito assim que despertei. Eu queria agradá-lo, mas não sabia como e eu tinha receios, receios de não saber me comportar como ele queria, de não conseguir dizer tudo o que ele esperava que eu dissesse.

Edward parecia entender meus temores quando largou o garfo no prato e voltou sua atenção para mim

– O que se passa em sua cabeça? O que está te tirando a fome?

– Eu só não... - tentei expor minhas preocupações. - Não sei como posso agradá-lo.

– No momento, Isabella, tudo o que você precisa fazer para me agradar é ser o mais sincera possível. É tudo o que eu desejo de você, nesse momento.

Sua voz era segura e firme. Eu apenas assenti e voltei a remexer em meu prato.

– Talvez seu apetite volte depois de passarmos por isso... - ele se pôs de pé e me deixou por um momento sozinha. Eu tentei imaginar aonde ele poderia ter ido e o que ele realmente quis dizer em suas ultimas palavras, mas antes que eu chegasse a qualquer conclusão, ele já estava de volta.

– Você já preencheu um checklist antes? - ele perguntou colocando algumas folhas e uma caneta a minha frente, depois de afastar o meu prato.

Neguei em um movimento de cabeça.

– Não é tão complicado quanto você possa estar imaginando... basta responder sinceramente. - Ele afagou meus cabelos e deu alguns passos para longe de mim. - Todas a coisas que eu desejo fazer com você... tudo o que eu pretendo que você experimente, absolutamente tudo, Isabella, terá o seu consentimento e para isso eu preciso te conhecer... eu preciso que você me diga o que está disposta ou não a tentar. Eu preciso que me deixe conhecer os seus limites e eu preciso que você confie em mim. Esse é o seu primeiro ato de confiança, responda com honestidade. Não existem respostas certas ou erradas, tudo o que eu espero ao ler suas respostas e saber como lhe dar prazer.

– Leve o tempo que precisar. - Foi a ultima coisa que Edward disse antes de se retirar e me deixar a sós com as folhas a minha frente.

Eu as encarei temerosa e gastei um tempo até entender como deveria ser feito o preenchimento.

Um suspiro impaciente deixou meus lábios ao perceber que provavelmente gastaria um bom tempo nessa tarefa, já que existiam mais folhas do que eu imaginei inicialmente. Não existiam instruções de como eu deveria responder, mas depois de uma olhada atenta eu entendi que eu deveria assinalar aquilo que eu desejasse responder.

Em uma coluna eu lia a atividade proposta e na seguinte eu deveria assinalar se já a tinha praticado ou não e nas seguintes minha intenção de praticá-la, tanto para receber quanto para dar. Nas duas ultimas colunas eu ainda poderia classificar as atividades como limites suaves ou pesados. Isso me passou um pouco de segurança. Afinal, se eu respondesse que não estava disposta a praticar determinada atividade ou a assinalasse como um limite pesado, Edward o respeitaria, certo?

A primeira atividade proposta envolvia brincadeiras anais... foi impossível reprimir um arrepio ao me lembrar da noite em que Edward interrompeu a cena que me obrigaria a assinalar o "sim" como resposta.

Até aí, tudo fácil, mas a terceira coluna exigiu um pouco mais de concentração. Eu queria isso? Se eu ainda estivesse envolvida com Jacob, certamente minha resposta seria não, mas e com Edward?

Eu decidi que não havia o que temer, afinal, ele garantiu que visaria meu prazer e sendo bem sincera, de alguma forma, eu gostaria que Edward me tivesse completamente.

Com as bochechas coradas, assinalei a opção em que me dizia curiosa e disposta a tentar, mas por garantia também a classifiquei como limite suave.

A coluna seguinte perguntava se eu estaria disposta a fazer isso por alguém. A julgar pelo o que Edward explicou logo cedo, não existia compartilhamento, então eu entendia que tudo o que eu responderia nessa coluna seria relacionado a ele e eu certamente não me imaginava fazendo algo assim por ele... será que ele gostaria de receber isso?

Eu não gastei muito tempo pensando sobre isso e apenas o classifiquei como limite pesado. Não era algo que eu estivesse disposta, de qualquer forma.

Os próximos itens incluíam espancamentos, de diversos tipos, obviamente minha resposta era sim para a maioria, exceto um em que se lia "espancamento suave", isso era definitivamente algo que eu não havia experimento, mas estava realmente curiosa sobre como funcionaria.

Conforme meus olhos deslizavam pelos diversos tipos de instrumentos que poderiam ser usados em uma cena de espancamento, mais e mais lembranças me invadiam. Eu balançava minha cabeça tentando me livrar dos flashes, mas era simplesmente impossível deixar de temer que tudo aquilo voltasse a se repetir. Eu podia sentir as lágrimas correrem por meu rosto, como que por vontade própria.

Meus braços e pernas estavam dormentes e eu podia sentir minha coluna arder pela posição em que estava a mais tempo do que era possível contabilizar. O pouco movimento que eu podia fazer, para minimizar a dormência em minha mão, consistia em deslizar meus dedos pela grade que sustentava a minha cama, todo o peso do meu corpo estava sustentado por minhas pernas dobradas e eu praticamente não as sentia. Mas, ainda assim, eu me sentia agradecida. Afinal eu estava sozinha. Mas, meu alivio não durou muito, já que algum tempo depois eu ouvi a portar ser batida atrás de mim e eu soube que Jacob estava se preparando para me ferir de alguma forma.

– Eu tenho um novo brinquedo... – Ele disse deslizando sua mão por minhas costas, fazendo-me estremecer. – E eu resolvi que vou castigá-la com ele.

– Eu não fiz nada de errado... – tentei inutilmente. – não tem por que me castigar.

Sua risada ecoou pelo quarto e eu involuntariamente me encolhi.

– E desde quando eu preciso de um motivo para fazer o que quiser com você?

A primeira chicotada atingiu minhas nadegas com bastante força e tudo o que pude fazer foi gemer em resposta e tentar me afastar de Jacob.

– Não fuja do meu chicote, Isabella. Ou eu vou machucá-la ainda mais.

Eu me obriguei a permanecer imóvel na esperança que a tortura logo terminasse, mas suas chicotadas simplesmente pareciam não ter fim e enquanto mais lagrimas escorriam de meu rosto e gritos de dor escapavam por meus lábios, tudo o que Jacob fazia era me dizer o quanto me ver implorar por piedade o excitava.

Quando ele finalmente decidiu que bastava, eu podia sentir o liquido quente e espesso escorrer por minhas pernas e o cheiro de ferrugem preencher meu olfato. Eu apenas notei que minhas pernas não me sustentavam mais quando ele me obrigou a voltar a ficar de quatro e em um único movimento estava dentro de mim, com seus dedos apertando fortemente minhas nadegas machucadas.

Meus dedos tremiam e minha respiração estava pesada enquanto eu me obrigava a prosseguir com o preenchimento do checklist e me perguntava se Edward continuaria a insistir que eu lhe contasse como cada uma das minhas muitas cicatrizes foram adquiridas. Eu esperava que não.

Após a listagem dos diversos tipos de espancamento havia uma parte dedicada abondage. Admito que tinha verdadeiro pavor em ser novamente amarrada, em ficar a disposição de alguém como fiquei uma vez, mas Edward me dava segurança suficiente para não marcar aquilo como um limite rígido... me dava vontade de descobrir como era realmente ser provada pelo meu Mestre e ficar a sua disposição. De uma forma louca, tinha vontade de passar por aquilo com ele.

Sem pensar duas vezes, marquei que tinha experiência e assinalei "Curioso" nochecklist.

Havia um tópico sob roupas e eu passei por ele rapidamente. Aquilo realmente não fazia grande diferença para mim, principalmente depois das palavras de Edward, pois como ele disse, não seria sua submissa o tempo todo, e ele não gostava de compartilhar, portanto ninguém veria o que eu estaria usando alem dele.

Em meio à lista, um tópico fez meu corpo tremer. Exibicionismo. Jacob desejaria que fosse voluntário, mas ele sempre precisou me obrigar a me expor.

Eu me sentia entorpecida, levemente desorientada, mas absurdamente consciente das mãos que deslizavam por meu corpo. Meu corpo estava escorado ao de Jacob, que me prendia firmemente pelos cabelos, enquanto negociava com alguns homens que eu nunca tinha visto em minha vida.

Estávamos em uma espécie de bar, mas eu o classificaria como prostibulo, já que tudo o que eu via era mulheres seminuas se insinuando aos homens que bebericavam de seus copos enquanto sussurravam em seus ouvidos.

– Ela não se parece muito com as meninas daqui, quem me garante que ela fará tudo o que eu quiser? - um dos homens perguntou enquanto seus dedos entravam por debaixo da saia minúscula que eu usava.

– Ela fará tudo o que o sortudo que a comprar quiser... se vai ser você, depende do quanto está disposto a gastar. - Jacob respondeu.

– Qualquer uma das putas daqui fará o que eu quiser, porque eu pagaria mais por essa? –o Homem replicou com um leve toque de desdém em sua voz, o suficiente para fazer com que Jacob estremecesse atrás de mim.

– Simplesmente porque essa aqui é minha cadelinha de estimação... ainda está apertadinha. - Algumas risadas ecoaram com as palavras de Jacob e senti meu corpo todo se contrair ao ouvi-lo - Prove!

O homem a minha frente fez com que seus dedos subissem por minhas pernas até chegar ao meu sexo, forçando seus dedos em meu interior - Realmente... ainda é apertada!

O homem retirou seus dedos da minha intimidade e os levou até a minha boca, instintivamente eu virei meu rosto para o lado. Jacob puxou meus cabelos com ainda mais força antes de dizer:

– Abra a boca sua vadia!

Eu sabia que seria castigada por isso, mas ainda assim mantive meu rosto virado para longe dos homens a minha frente.

– Ela pode ser um pouco rebelde às vezes, mas nada que um pouco de força não resolva... - A voz de Jacob voltou a ecoar. – Experimente!

Um pequeno gemido de frustração escapou por meus lábios quando eu percebi que não consegui controlar a forma como as memórias me dominavam. Se eu continuasse nesse ritmo nunca terminaria o preenchimento do checklist e muito provavelmente me permitira ser sugada para um imenso limbo de depressão.

Eu continuei com minha tarefa, vagamente concentrada, tentando evitar assim, pensar em tudo o que eu já havia experimentado antes. Eu apenas assinalava sim ou não quando necessário e ao primeiro sinal de lembranças eu simplesmente balançava minha cabeça e usava a forma com que meu coração se comprimia em meu peito para classificá-las como limites rígidos ou não.

Um último item chamou minha atenção e foi impossível não tocar algumas das marca que ainda havia em mim de alguma das vezes em que Jacob achou que deveria servi-lo como cinzeiro dele.

Estava de quatro, totalmente despida na sala que parecia um caos, enquanto ele assistia a um jogo de futebol americano sentado confortavelmente em sua poltrona favorita.

Meus joelhos doíam e meus pulsos estavam machucados, mas sabia que não podia me mover. Em minhas costas estava um copo gelado de cerveja, assim como uma garrafa e sentia o ardor das diversas queimaduras que ele havia feito com seu cigarro em minha pele.

...

Eu me sentia um pouco melhor ao final do preenchimento do checklist. Eu tinha passado por isso e não tinha sido tão ruim quanto eu cheguei a imaginar inicialmente. Certamente meu rosto nesse momento não era dos melhores e eu não me sentia confortável com Edward presenciando meu estado lastimável, então eu decidi que gastaria um tempo limpando a louça do nosso café praticamente intocado antes de procurá-lo.

Após me certificar que havia feito tudo o que era possível para adiar meu reencontro com Edward, eu respirei fundo e segurando as folhas próximas ao meu corpo me dirigi até o seu escritório. Eu estava grata pela Sra. Marie não estar presente hoje o que certamente me pouparia explicações.

Eu bati levemente em sua porta e aguardei por alguns segundos até que sua voz se fez ouvir me permitindo entrar.

Eu mantive minha cabeça abaixada enquanto adentrava seu escritório e me obriguei a permanecer próximo a porta até que eu tivesse certeza absoluta que deveria me aproximar, por mais que eu, naquele momento, desejasse mais que tudo, apenas correr para seus braços.

Edward parecia entender meu conflito e se aproximou, saindo da cadeira onde estava e caminhando a passos lentos em minha direção.

– Olhe para mim... - ele disse suavemente, tocando meu queixo e fazendo-me olhá-lo. Eu tive a ligeira impressão de que ele era capaz de ver em minha alma nesse momento. - Tudo bem com você? - Ele sorriu de leve e pegou os papeis que estavam em minhas mãos trêmulas, envolvendo meu corpo num abraço como tanto desejava.

Algum tempo se passou enquanto Edward me acalmava com seu abraço. Podia sentir através dele sua força e seu conforto que iam muito além de seu porte físico definitivamente mais forte que o meu. Era algo que vinha de dentro, um poder inato que gerava em mim uma série de sentimentos conflitantes, pois, ao mesmo tempo que me sentia mais vulnerável, feminina e delicada; um conforto... uma confiança profunda surgia em mim. Era estranho pensar que depois de Jacob estaria assim com um homem, que dirá com um Dominador, mas Edward fazia com que sentisse que poderia, ou melhor deveria confiar nele.

Podia ouvir sua voz suave, confortadora murmurando palavras de conforto e me dizendo que tudo ficaria bem... e que o pesadelo havia acabado. O tom de sua voz era baixo e reconfortante e tinha o poder de me acalmar gradativamente.

Pude perceber que Edward abandonava os papeis numa mesinha ainda me mantendo em seus braços, até que eventualmente relaxei, ignorando a tensão; apenas aproveitando o contato com ele.

Ele nos guiou até um sofá e sem pensar muito sobre o que estava fazendo, me aconcheguei em seu colo, permitindo que minha cabeça tombasse em seu peito enquanto meus dedos brincavam com os fios de seu cabelo.

Eu me sentia confortável e acima de tudo, segura, dessa forma e por mais que minha razão gritasse para que eu parasse de agir como uma garotinha assustada, não existia nenhum outro lugar onde eu gostaria de estar, naquele momento.

Edward foi paciente o suficiente para me permitir permanecer em seus braços por tanto tempo quanto eu julgasse necessário e por mais que eu desejasse continuar ali para sempre, decidi que já havia abusado demais de sua bondade. Lentamente me afastei, sentando ao seu lado.

Eu não o olhei diretamente nos olhos, e naquele momento esse ato nada tinha a ver com submissão, eu apenas não gostaria de enxergar pena em seu olhar.

– Eh, me desculpe por isso... - gesticulei para mim, buscando um pouco de controle. - Geralmente não sou tão... emotiva assim, mas... tudo aconteceu tão rápido, que admito que me assustou.

– Compreendo, e não me importo com o fato de você ser emotiva. Quero que confie em mim pra falar seus medos, suas dúvidas, principalmente se me quer como seu Mestre. Uma relação D/s muito mais que sexo é uma relação de confiança; da confiança da submissa em seu Mestre.

Assenti confirmando e senti seu toque leve em minha bochecha.

Passada a euforia da noite passada e a enxurrada de sentimentos durante o preenchimento do checklist, eu começava a me sentir apreensiva. Estaria mentindo se dissesse que não estava, até mesmo, um pouco assustada, com a possibilidade de voltar a ter um Mestre.

É claro que confiava em Edward e isso era ainda mais estranho que tudo, afinal eu o conhecia há tão pouco tempo... Mas, era impossível evitar o medo.

– Quem guia a relação, não é o Dom, e sim a submissa, porque são os seus limites que me dizem o que fazer e o que te dá prazer. Isso é que poucas pessoas entendem... o prazer do Mestre não está em amordaçar, prender ou punir a submissa, mas em ver a confiança que ela deposita em seu Mestre como fonte de prazer. É essa confiança que me excita tanto.

Um pequeno sorriso se formou em meus lábios com suas palavras. Tudo teria sido tão diferente se eu tivesse encontrado Edward antes... de qualquer forma, eu o havia encontrado agora e algo nele me fazia acreditar que todo o resto não importaria mais.

– Relaxe um pouco, tome um banho, se arrume... quero levar você para jantar hoje. Lá conversaremos sobre todas as regras que você precisa saber para começarmos nossa relação - Ele fez um carinho suave em meu rosto e levantou - Espero você as 8 na sala, tudo bem?

Assenti, e assim, sai do escritório para me preparar para o encontro desta noite.

De uma forma estranha, sentia-me nervosa, como nos primeiros encontros na época de escola. Era como se o capitão do time de futebol tivesse me chamado para sair.

Escolhi um vestido confortável e bonito e demorei um tempo com um gostoso banho, a maquiagem e a arrumação de meus cabelos, ficando algumas horas isolada em meu quarto, recompondo-me e preparando-me.

Depois de algumas horas, poucos minutos antes da 8, me encaminhei até a sala, encontrando Edward sentado numa poltrona com um copo de whisky na mão. Assim que me viu, se levantou e ofereceu seu braço como apoio, como um cavalheiro a moda antiga.

– Você está linda Bella! Absolutamente linda!

Edward me guiou até a garagem do prédio, onde seu carro estava estacionado, e em poucos minutos estávamos em um restaurante japonês, isolados do mundo por biombos decorados.

Depois de algum tempo que os pratos foram servidos e uma conversa amena sobre nossos gostos em diversos assuntos como livros, musicas e filmes, e pude perceber que estranhamente temos muita coisa em comum. Descobri que Romeu e Julieta também é um de seus livros favoritos e que ele também gostava de ouvir alguns clássicos do rock comoGuns and Roses, mas num determinando momento, fomos ao foco daquele encontro.

– Li seu checklist hoje. Primeiro, devo dizer que aprecio a confiança que você depositou em mim ao preenchê-lo, e no futuro trabalharemos em seus limites, porque um limite rígido hoje pode ser, por exemplo um limite suave daqui há algum tempo, ou até mesmo algo que você goste. Quanto as regras... eu não tenho muitas. Não vou controlar seu sono, suas roupas ou sua alimentação. Acredito que cada sub sabe o que é melhor para seu corpo, e as vezes o que o Dom impõe não é o melhor para ela. Minhas regras são bem simples. Nossos jogos serão durante os finais de semana, a contar do sábado de manhã até a hora de dormir no domingo. Sempre que você quiser jogar fora do fim de semana, coloque sua coleira e então decidirei se iremos ou não jogar.

Sem que eu conseguisse evitar um pequeno sorriso brotou em meus lábios, o que não passou despercebido a Edward. Ela arqueou a sobrancelha em minha direção e eu mordi meu lábio inferior.

– Me agrada ter a possibilidade de tê-lo mais vezes...

Para minha surpresa ele sorriu com vontade.

– Querida, não estou certo que você pense assim depois que passar o primeiro fim de semana... eu a deixarei exausta.

Eu podia sentir minhas bochechas esquentarem e abaixei o olhar.

Sua mão deslizou por cima da mesa até encontrar a minha e apertá-la. Ele fez pequenos círculos e eu podia sentir a corrente elétrica percorrendo todo o meu corpo com aquele toque tão singelo e ainda assim, tão significante.

– Venha até aqui... – pediu com a voz rouca.

Lentamente me encaminhei em sai direção e me acomodei em seu colo. Ele levou a mão ao bolso e retirou uma caixinha de veludo.

– Isabella... – ele começou, seus olhos presos aos meus, enquanto uma de suas mãos abriam a caixa. – você me daria a honra de usar a minha coleira?

Assenti com um sorriso sincero. Seu olhar era brilhante e absurdamente hipnotizante. Tanto a ponto de me prender tempo o suficiente para que não visse o momento em que ele prendeu uma bela pulseira prateada em meu pulso.

Eu o olhei interrogativamente e ele sorriu torto.

– Uma coleira não precisa necessariamente ser uma coleira...

Desviei meu olhar até meu pulso direito e uma exclamação deixou meus lábios no momento em que encontrei a pulseira repleta de pingentes que adornava meu pulso de forma graciosa.

Deslizei um de meus dedos pelos primeiros pingentes brilhantes, duas letras, lado a lado e foi impossível evitar que meu coração acelerasse.

– Edward... – sussurrei contornando o E. – Bella? – continuei a sussurrar de forma divertida.

– Isabella é um belo nome! – Ele respondeu indiferente. – mas, pensei em deixá-la a vontade.

– Eu estou confusa quanto ao significado dos outros pingentes...

– Toda essa pulseira simboliza a confiança que você depositou em mim... – seus dedos traçaram todo o contorno prateado em meu pulso.

– Isso... – ele apontou para um dos pingentes, uma coleira. – simboliza a sua submissão a mim. – Isso... – seus dedos tocaram levemente duas cerejas unidas. – o desejo que você é capaz de despertar. – Seus olhos procuraram pelo os meus e eu me senti estremecer com a intensidade do seu olhar. – As chaves servem para lembrá-la que você é livre para fazer suas próprias escolhas... Inclusive deixar-me. – Fechei meus olhos com força, em um pedido secreto de que isso nunca acontecesse. – e o laço... – Seus dedos deixaram os pingentes e subiram lentamente por meu braço, pescoço e face, até encontrar o contorno de meus lábios... – Eu a beijaria agora Isabella... mas você está usando a minha coleira e... E eu não vou beijá-la enquanto você a tiver... Guardaremos isso para os dias da semana. – Um muxoxo escapou de minha garganta.

– E o laço? – pedi com a voz baixa tentando não pensar muito sobre a falta que sentiria dos seus lábios nos meus.

– O laço é para dizer-lhe que você é um presente... – meus olhos se iluminaram e se prenderam em seu belo rosto. – um presente que não estou certo que sou merecedor.


Se você chegou até aqui, por favor, me deixe saber o que achou.

xoxo