I Like Hating Him:
Indo Longe Demais
"Ora, ora. Essas fotos estão adoráveis." Ayame soltou uma risadinha segurando uma cópia da revista Drag Queens.
"Olhe, Kyou, você e o Haa-chan estão na capa." Shigure estava sentado na cama ao lado de Aya. Tohru e Yuki estavam de pé atrás deles, e Kyou estava sentado em uma cadeira num canto qualquer.
"Eu não quero ver isso," Kyou respondeu.
Ele se lembrava do vestido de Haru. Havia sido um escandaloso e curto uniforme de empregada francesa, com direito a avental preto e espanador. Até mesmo Kyou vira o quanto ele ficara bonito, e pelo olhar na face de Yuki ele havia notado isso também, o que por alguma razão tirou Kyou do sério.
Os fotógrafos haviam pedido para que ele e Haru ficassem lado a lado e olhassem de forma sensual para a câmera. Kyou estava curioso para saber como havia ficado a foto, mas não admitiria isso.
"Você e Haru poderiam facilmente se passar por lésbicas.", Shigure acrescentou olhando para ele, fazendo com que Kyou revira-se os olhos. "O que você acha Tohru?"
"Hum, claro, eles estão muito fofos," ela respondeu.
"Eu acho que nós todos estamos ridículos," Yuki disse enquanto Shigure voltava a prestar atenção no artigo da loja de Ayame.
"Meu irmãozinho é tão lindo!" Ayame disse de forma arrebatada. Já faria três semanas que ele enfrentara Akito e ele vinha se recuperando muito bem. Ele ainda passava grande parte do tempo na cama de Hatori, o que para Kyou somente indicava que ele estava fingindo para todos que ainda não melhorara.
"Seu irmãozinho é um idiota com atestado de insanidade," Kyou murmurou do lugar onde estava, fazendo com que Yuki cruzasse os braços e lhe desse um longo e frio olhar, para que depois tornasse a prestar atenção na revista.
Os olhos do rato se alargaram. "O que eles fizeram com Honda-san?"
Shigure e Ayame caíram na gargalhada. Tohru olhou para a figura em questão. Seu queixo despencou alguns centímetros e ela também começou a rir enquanto Yuki continuava fitando a figura com uma expressão divertida.
Kyou pulou do lugar onde estava e roubou a revista de Shigure que continuava gargalhando. Ele procurou pela figura em questão. Na página aberta havia Yuki em seu vestido cor de lavanda. Kyou ignorou o frio em sua barriga e olhou para a foto na página oposta. O corpo pertencia a Tohru mais a cabeça definitivamente não.
Kyou riu. "Este é um corpo masculino bem avantajado."
Ayame piscou seus olhos. "Yeah, tenho certeza que homens de todos os lugares irão querer saber quais foram as cirurgias plásticas necessárias para chegar até este estado."
"Eu acho que ele é um homem bem apessoado," Tohru disse sorrindo. "Sua cabeça me parece muito mais bonita nesse vestido do que a minha."
Yuki e Kyou fizeram contato visual e sorriram pelo comentário de Tohru, e depois tornaram a se encararem só para desviarem os olhos em seguida.
"Porque eles não poderiam ter feito isso com todos nós?" Kyou gemeu. "Qualquer um serviria..."
"Oh, não seja idiota, seu gato estúpido," Yuki deu ao primo um olhar enfadado. "Eu duvido muito que alguém da nossa escola possa admitir que lê uma revista dessas."
Nesse instante Momiji surgiu na porta do quarto seguido por Hatori. "Vocês ficaram tão fofos.", ele exclamou pulando na direção de Tohru, se transformando em um coelho.
"Esqueça o que eu disse." Yuki balançou a cabeça.
Kyou e Yuki caminhavam em silêncio. Eles não haviam ficado sozinhos desde a noite em que tinham retornando juntos da loja de Ayame, e eles não haviam trocado nenhuma palavra entre si desde o momento em que deixaram Tohru no trabalho. A tensão entre eles naqueles dias estava atingindo graus insuportáveis e havia se tornado uma especialidade de ambos provocar um ao outro na frente de Tohru e Shigure.
"Eu acho que ele melhorou." Yuki quebrou o silêncio. "Você não acha?"
Kyou encolheu os ombros, surpreso com o tom civilizado do primo e sua tentativa de iniciar uma pequena conversa. "Eu acho que ele está bem e que poderia muito bem parar de fingir que ainda precisa de ajuda para fazer tudo. É nojenta a forma com que ele usa a desculpa do acidente para ter Shigure e Hatori fazendo tudo o que ele deseja."
"Oh, verdade? Porque nós não tentamos descobrir como você se sentiria após ser espancado com uma barra de ferro, gato estúpido?" os olhos de Yuki se estreitaram.
"Eu espero que você não esteja me desafiando." Kyou o olhou de volta. Eles haviam parado de andar e começaram a se encarar. Yuki deu um passo na direção de Kyou. Não intimidado com isso Kyou o imitou. Os lábios deles estavam apenas a alguns centímetros de distância um do outro. O coração de Kyou começou a bater mais rápido quando ele sentiu a respiração de Yuki em sua face. O rato raproximou o rosto ainda mais para depois empurrar o primo se afastando. "Não vale a pena gastar meu tempo com você.", Yuki disse de forma desapaixonada.
"Eu te odeio," Kyou respondeu cerrando os punhos.
"Ótimo," Yuki retrucou. "Isso significa que você deveria me deixar em paz.", ele girou se afastando.
Kyou ferveu de raiva. Ser ignorado era muito pior do que ser odiado. Ele estava cansado de ver Yuki agindo como se fosse superior a ele. Ele não seria ignorado. Kyou pulou na direção de Yuki que gritou com surpresa. Kyou o atacou com tudo o que ele tinha: toda a raiva para com o rato do zodíaco, toda sua insatisfação pela indiferença de Yuki, e com toda a frustração e confusão que o beijo entre eles lhe causara. Mas ainda assim Kyou seu viu prensado em baixo de Yuki.
"Você nunca se cansa disso?" Um pequeno sorrisinho brincou nos lábios de Yuki. "Porque você simplesmente não desiste?"
Kyou estava mortificado por sentir lágrimas quentes de raiva em seus olhos. Kyou não chorava, nunca. Desistir? De sua única oportunidade de liberdade? Yuki só poderia estar louco. Mas é claro, ele se lembrou, Yuki não sabe de nada. Então ele fez a única coisa que poderia fazer nesta posição, ele ergueu a cabeça e o beijou. Os olhos de Yuki arregalaram-se de surpresa, mas não demorou muito para que ele começasse a corresponder. Desta vez a boca de ambos estavam com muito mais urgência, seus lábios e línguas colidiam-se famintos.
Yuki se deslocou um pouco para que assim pudesse ficar entre as pernas de Kyou, tendo liberdade para friccionar seu corpo contra o do primo. Kyou começou a respirar de forma pesada quando Yuki o provocou esfregando-se nele, e o rapaz de cabelos acinzentados soltou um gemido suave dentro da boca do primo. O corpo de Kyou queria continuar, mas sua mente já havia tomado uma decisão, fazendo-o colocar as envolventes sensações de lado, para logo em seguida morder o lábio inferior de Yuki da forma mais forte que conseguiu. Ele provou o gosto de sangue enquanto o primo choramingava e se afastava completamente dele. "O que diabos foi isso?", Yuki perguntou cobrindo a boca com a mão enquanto o sangue escorria por seu queixo.
A mistura de provocação com raiva impossibilitou que Kyou pensasse de forma inteligente para poder responder algo convincente. Ele não tinha certeza do porque de ter feito aquilo. Sua situação com Akito não mudaria se Yuki continuasse sempre a vencê-lo. Ele sentira a frustração corroendo-o por dentro e ele tivera vontade ferir Yuki - fazê-lo sentir alguma coisa diferente quando o visse. "Você é tão bicha!" a voz de Kyou soou extremamente fria. "Você fica excitado só de me ver. Deve ser por isso que você gosta tanto das nossas lutas."
Yuki o olhou amparando o lábio ferido, seus olhos perdidos e frios. Ele não tentou se defender, o que enfureceu Kyou.
Então Kyou sorriu de forma maldosa ao dizer as palavras que ele sabia que provocariam a reação que ele desejava. "E o que diabos você estava tentando fazer comigo? Algo que Akito te ensinou?"
Quando Kyou acordou ele não sabia onde estava, quem ele era, ou o que havia acontecido. Tudo o que ele sabia era que cada centímetro de seu corpo doía e que alguém estava segurando sua mão. Ele piscou um par de vezes na direção da garota adormecida na cadeira ao lado dele. A face dela estava manchada de lágrimas. Atrás dela, acordado, havia um garoto tão bonito que poderia se passar por alguém do sexo oposto. Ele também parecia ter estado chorando. Kyou apertou a própria mão antes de ficar inconsciente novamente.
Ele ouviu vozes, mas seus olhos se recusavam a abrir. Ele conseguiu pegar partes da conversa das pessoas ao seu lado.
"A condição de Kyou é péssima… seu trauma principal foi na cabeça... Yuki, você não tem nenhuma idéia de quem..."
"Não." Veio a resposta, "…ele já estava assim quando eu o encontrei."
Meu nome é Kyou, ele se lembrou caindo logo em seguida numa bem-vinda ilusão.
Ele estivera sonhando sobre ele quando ouviu passos suaves. Ele estava quase que esperando ouvir a voz de uma garota, mas instantaneamente foi uma voz suave e masculina que ressoou em seus ouvidos.
"Você poderia simplesmente acordar, seu gato estúpido? Por favor, eu faria qualquer coisa para voltar atrás."
Yuki, Kyou lembrou-se repentinamente, Yuki fizera aquilo.
"Eu não sei como confortá-la," Yuki continuou.
Tohru. Eu amo ela. A dor começou a sobrepor suas memórias, mas Kyou a ignorou.
"Eu odeio a mim mesmo porque eu simplesmente gosto dele.", o rapaz continuou passando a conversar consigo mesmo.
Quem? Kyou se perguntou. "Cale a boca, seu rato maldito, você está fazendo minha cabeça doer." Kyou disse fracamente.
Yuki deixou o quarto indo atrás de Hatori.
N/T: Aha! É agora que a coisa fica feia. O Yuki anda meio violento, não acham? Eu diria que isso é frustração sexual já que o Kyou não anda colaborando muito! Hehehe! De qualquer forma espero que tenham gostado do capítulo, os próximos serão mais movimentados ainda. Hum... quanto ao vestido da nosa querida "vaquinha", hauahauahua, empregada! Imaginem Haru de empregada... hehehe! Essa ficará para a história, principalmente com ele fazendo poses sexys ao lado de Kyou. Eu nem consego imaginar esses dois assim... com batom, sapato de salto-alto... hehehe!
Ah, e obrigada pelas reviews, estou contente por vocês estarem gostando da fanfic.
Continuem lendo e comentando! Prometo atualizar o mais rápido possível!
Kissus
