Capítulo Três
Edward saiu de trás do bar no momento que a marcha nupcial começou a tocar e uma linda garotinha loira entrava pelo corredor jogando pétalas de flores no ar.
Encantados, a multidão ria e admirava a filha da namorada de Emmett. Marcus e Kate vieram em seguida, o mais velho Swan e a mais jovem. Kate tomou seu lugar como uma das madrinhas e Marcus se moveu para o centro, em preparação para oficiar a cerimônia.
Mais uma vez, Edward mal podia acreditar que esse dia tinha chegado.
Havia algumas coisas que ele sempre foi capaz de contar na vida: Cerveja era sempre melhor quando tirada diretamente do barril; Seu pai nunca tinha sido nada além de um bêbado deplorável; E os garotos Swan não se casariam tão cedo.
Ellen o avistou e acenou para ele tomar seu lugar ao lado da madrinha que ele tinha que acompanhar. Ele não a conhecia ainda, mas ele esperava que Alice tivesse bom gosto para as amigas. A esta altura, a única maneira de tirar Bella de seus pensamentos após um longo dia juntos no casamento, era garantir que ele terminasse na cama com uma mulher linda que era seu oposto.
Ele estava quase junto da madrinha, quando seu coração e os seus pés pararam.
-Que diabos aconteceu com Isabella?
Edward piscou para tentar corrigir a sua visão quando Bella e Ben davam a volta em uma fileira de videiras e continuavam andando pelo corredor. Quando ele continuou a ter visões minutos depois - visões loucas e insanas - ele passou a mão sobre os olhos.
Mas nada mudou o fato de que Bella estava sensual andando com um sedoso vestido rosa e sapatos de salto alto. Ela com certeza não estava usando aquele sueter e uma saia que ele tinha feito um comentário tão grosseiro antes. Mas o vestido não era a única coisa diferente sobre ela.
O que ela tinha feito no seu cabelo?
E por que os olhos pareciam tão grandes e sua boca tão vermelha?
Seu corpo reagiu à imagem chocante sensual dela antes que ele pudesse detê-lo e todo o sangue que deveria alimentar seu cérebro para nunca olhar para Isabella Swan assim, especialmente na frente de todos os seis irmãos dela, correu para baixo.
A mão de Ellen em seu cotovelo sacodiu ele.
-É quase a sua vez de ir para o corredor,Edward.
Ele ouviu o que ela disse, sabia que ele precisava se juntar ao resto do grupo, mas mesmo quando ele estendeu o braço para amiga de Alice - cujo nome não lembrava mais e não se preocupou em perguntar-lhe novamente - ele não conseguia tirar os olhos de Bella.
A visão da parte de trás não ajudava seu problema atual.
Caramba, Isabella Swan tinha uma bunda perfeita! E então ela estava mostrando para 300 pessoas que o vestido que escorregava edeslizava sobre suas curvas tão bem que sabia que ela não poderia estar usando nada por baixo.
Uma vontade de arrastá-la para longe do casamento, longe de todos os homens com fome nos olhos e que tivessem a admirando, para obriga-la a mudar de volta para suas roupas normais - roupas essas que a cobrissem da forma como ela devia ser coberta!- veio tão rápido, que Edward foi duramente pressionado para ignorá-la. Ele não suportava que dezenas de rapazes na platéia estavam babando agora, mesmo os que estavam casados e não tinham nada que pensar esse tipo de coisa sobre Bella.
De qualquer forma, ela não parecia exatamente jovem e inocente, não parecia tão intocável assim, parecia?
Ellen disse seu nome novamente e ele tomou-a como sua deixa para começar a andar. Emmett e Rosalie, que estavam andando pelo corredor em frente a ele, impediam a sua visão de Bella por alguns segundos e ele teve que esticar o pescoço para ficar de olho nela enquanto ela tomava seu lugar ao lado de Kate sob o arco coberto de rosas.
Um momento depois, Bella olhou para cima e o pegou olhando para ela. Edward tentou desviar o olhar. E falhou.
A mulher em seu braço teve que puxá-lo para manter seus pés se movendo na direção certa. A última coisa que Edward viu antes de tomar seu lugar ao lado de Emmett foi a boca macia de Bella transformando em um sorriso sensual, totalmente feminina.
Isabella sempre adorou casamentos e, apesar de estar nervosa, não teve como não se envolver no clima romântico. Naturalmente, o vinhedo dos Swan foi muito possivelmente o local mais glorioso para casamentos que ela já tinha visto. As folhas de que brotavam nas videiras, as flores de mostarda desabrochando em cada pedaço livre de terra, as colinas, o céu azul brilhante acima, as massas de flores em vasos exibidos no final de cada fila de assentos, eles eram todos os acréscimos de tirar o fôlego para o amor entre Jasper e Alice.
Marcus estava fazendo um trabalho tão belo de oficiar o casamento. Bella podia dizer que ele estava tão emocionado quanto o resto deles, mas sua voz era firme e sólida quando ele perguntou a Jasper e Alice se eles iriam amar, honrar e confortar um ao outro.
Bella tinha que alcançar a mão de Kate e mantê-la apertada enquanto esperava pelo momento perfeito em que seu irmão declarava seu amor para sua noiva. Era como se o mundo inteiro ficasse parado quando Jasper virou-se para Alice e sorriu para ela. O Peito de Bella apertou no amor eterno que irradiava de seu irmão para sua noiva.
Bella perguntou-se, qual seria a sensação de ter um homem olhando assim para ela?
Como se ela fosse absolutamente tudo para ele?
Jasper disse: - Eu vou te amar para sempre,Alice, e um leve suspiro deixou os lábios de Bella quando uma lágrima escorregou por sua bochecha. Alguns momentos mais tarde, quando Alice fez o mesmo voto para Jasper, mais lágrimas caíram pelo rosto de Bella, uma após a outra. E quando Marcus os declarou marido e mulher, todos aplaudiram, mas nenhum mais alto do que a silenciosa Isabella Swan.
Edward nunca tinha se importado com casamentos. Até onde ele sabia, tomavam tempo demais de um fim de semana perfeito e eram um desperdício de dinheiro.
Especialmente dado que pelo menos metade dos casamentos terminavam em divórcio.
Por alguma razão, no entanto, este casamento foi diferente. Ele tinha passado tempo suficiente com Jasper e Alice a pensar que realmente tinha uma chance de fazer a coisa funcionar. Com aquela criança em sua barriga, com certeza ele esperava que fosse.
Na verdade, não que ele estivesse prestando muita atenção ao casamento que estava acontecendo ...pois não conseguia tirar os olhos da irmã do noivo.
Quando Bella caminhou até o corredor, ele foi atingido de uma forma estúpida pela forma como ela estava sexy nesse vestido. Ele quase não a reconheceu como a doce menininha sempre grudada em seus calcanhares quando eles eram crianças. Mas, então, como ele observou, durante a cerimônia, ela tinha se transformado novamente.
Ainda ridiculamente sexy, mas doce, seus olhos grandes quando ela ouviu os votos, inclinando-se em direção a noiva e o noivo como se ela quisesse se tornar uma parte de sua felicidade. E nesse momento, quando ela estendeu a mão para agarrar a mão de Kate, ele teve uma fração de segundo de desejo que tivesse sido a mão dele que ela estivesse agarrando. E que ele poderia ser o único a abraçá-la.
Edward sentiu como se alguém tivesse alcançado um punho em seu peito e agarrado seu coração, espremendo até que virasse nada mais do que uma pilha confusa de sangue e veias. Ele nunca seria capaz de apagar da memória a esperança e o desejo n os olhos de Bella, enquanto ela assistia Jasper e Alice jurarem amor uns aos outros.
Antes que ele percebesse, Bella estava tomando o braço de Ben e andando pelo corredor, seu traseiro perfeito balançando um pouco no ritmo da música clássica baixa que tocava.
-Terra chamando Edward - Emmett disse - acotovelando-o um pouco antes de ele se dirigir para Rosalie e levá-la de volta para o corredor e para junto dos convidados que já estavam em volta de Jasper e Alice.
-Acabou. Hora de ir.
...
Havia apenas uma cura certa para o ataque súbito de insanidade de Edward. Ele ficaria no bar, e então encontraria uma mulher disposta que não tivesse nada a ver com a família Swan. Assim se afastaria completamente de Bella pelo o resto do casamento. Longe das suas curvas suaves e aqueles lábios macios vermelhos o ajudariam a manter a cabeça na linha reta.
-Eu cuido disso aqui - ele disse a Sam, um de seus melhores bartenders no Cullen original da cidade - Você pode circular com as bandejas.
Felizmente, os convidados do casamento estavam com sede, claramente precisando de um pouco de vinho ou de cerveja para lavar o gosto dos adocicados votos de amor de suas línguas.
Servir bebidas para estranhos era tão natural quanto respirar para Edward, e ele imediatamente entrou em um ritmo no meio do vinhedo quando a refeição foi servida e os convidados iam e vinham até o bar entre um prato e outro. Ele não conseguia se lembrar de uma vez que ele não tivesse secado copos limpos e rearranjando garrafas.
Quando criança, seu pai tomava conta dos barris de cerveja e Edward ficava na parte de trás enchendo e esvaziando a máquina de lavar louça por alguns dólares extras enquanto os cozinheiros em qualquer um dos pubs que eles estivessem, preparavam pratos de peixe, fritas e purê de batata com repolho.
Quando as convidadas flertavam com ele no bar, ele flertava de volta. Que importava se nenhuma delas era nem metade tão bonita como Bella? Os Swans estavam se casando, uns após os outros como se tivessem sido infectados pelo mesmo vírus do amor, mas Edward estava vacinado. O amor não o pegaria.
Ele sabia que era melhor não pensar que o amor significaria alguma coisa quando a situação ficasse difícil e fosse mais fácil separar. Seu futuro seria sem esposa, sem filhos, muitas mulheres bonitas, mas sem anéis. Ele adoraria brincar com todas as crianças do clã Swan que viessem ao mundo e seria o tio Ed, mas ele não cometeria o erro de pensar em ser um bom marido ou pai. Os Cullens não vinham com esses genes.
- Você não comeu nada ainda.
A voz ligeiramente rouca feminina tomou conta dele numa fração de segundos antes de olhar diretamente nos olhos de Bella. Sua sensualidade suave naquele vestido rosa, o doce cheiro de seu perfume, foram um soco direto para o seu estômago que ainda não tinha se recuperado de ver lágrimas deslizarem pelo seu rosto, ou o sorriso radiante que tinha seguido.
Sem esperar por um convite, ela colocou um prato cheio na mesa e mudou-se em torno do bar para ficar ao lado dele.
- Chegue para lá. Eu tomo conta disso enquanto você come.
- Ela bateu o quadril no dele, levando-o a ficar rígido em um instante, seu corpo não dando a mínima que ela estava fora do seu alcance.
Como seus irmãos deixaram ela sair desse jeito? O que eles estavam pensando?
Não se importavam nem um pouco com o bem estar de sua irmã?
Enquanto ele estava ali perdendo a cabeça, Bella tomou os pedidos de bebidas e habilmente derramou nos copos de vinho e drinques para os convidados do casamento. Ela era uma bibliotecária, não uma bartender. Ela não devia ser tão boa em servir bebidas. E nenhuma bibliotecária deveria ser sempre tão quente, pensou Edward quando ele cerrou a mandíbula com tanta força que seu templo começou a latejar. Ele a deixaria ajudar por cinco minutos e então a mandaria de volta para sua mesa para comemorar com o resto de sua família e ter certeza que ela ficaria lá para o resto da recepção.
Mesmo se ele tivesse de amarrá-la no seu lugar.
Uma garrafa de cerveja quase escorregou de sua mão quando Edward foi atingido com uma cristalina visão de Bella amarrada à sua cama, nua e implorando para ele tocar, beijar, para...
- Ouvi dizer que você é uma bibliotecária. Lendo bons livros ultimamente?
Edward emergiu de seu sonho proibido bem a tempo de observar um convidado inclinando-se sobre o balcão e olhando o decote do vestido de Bella.
Ela parecia não notar quando sorriu de volta para o rapaz. Ela era muito inocente para perceber quando um cara como este estava querendo uma única coisa: entrar em sua calcinha. Calcinhas que Edward estava quase certo de que ela não estava mesmo vestindo.
-Mmm - disse ela - com aquela voz sedutora, ainda um pouco rouca de lágrimas, causando a Edward outra visão maluca dela nua deitada debaixo dele, gritando seu nome até que ficasse sem voz.
- Eu estou sempre fazendo leituras de grandeslivros. O que você gosta de ler?
O cara deu de ombros, parecendo não se importar que houvesse uma enorme fila de sedentas
pessoas atrás dele. - Eu sou um Médico...
- O que você vai beber? -Edward interrompeu. O cara atirou-lhe um olhar que dizia, você não pode ver que estou prestes a pontuar aqui?
- Corona - disse para Edward antes de voltar a olhar para seios fenomenais de Bella.
- Como eu estava dizendo, eu sou um médico, então não tenho muito tempo para ler. Mas quando eu faço, eu costumo ler livros de ação. Que envolvam medicina, para ser mais específico.
Edward não podia acreditar quando Bella se inclinou sobre o balcão e disse:
- Oh, que emocionante. Livros de ação sempre me deixam sem fôlego.
Será que ela não percebia que esse perdedor estava no seu caminho? Ela devia estar jogando uma bebida em seu rosto, não lhe dando uma visão melhor de seu corpo perfeito quando ela se inclinava para pegar uma garrafa de cerveja.
O Dr. Babaca achava que tinha ganhado o jogo e estava contando os minutos até que ele poderia tirar o vestido de sua pele bronzeada e descobrir se ela era tão boa como ela cheirava.
No inferno. Edward iria matá-lo primeiro. Ele pegou a garrafa da mão dela.
- Aqui está a sua cerveja. Hora de deixar todo mundo ter mais um drinque. Ele podia sentir Bella franzindo a testa para ele quando derrotou o cara com o seu olhar mortal. Se ela não sabia diferenciar o bem do mal, ele ia ter que salvá-la. Se ela quisesse ou não, era irrelevante. Embora o cara tenha se encolhido com a promessa silenciosa de violência de Edward, não o impediu de dizer:
- Não se esqueça de guardar uma dança para mim, linda - antes que ele se afastasse.
Edward manteve o controle por um fio muito fino. Nada poderia ser melhor agora do que saltar por cima do balcão e enfrentar o cara para ensinar-lhe o que acontecia quando ele flertava com a garota errada.
Uma menina que era muito doce, muito bonita, muito malditamente perfeita para ele nunca sequer pensar em tocar um fio de cabelo na cabeça dela.
- Você não vai dançar com ele - rosnou. – Nem hoje e nem nunca.
- Eu sou uma menina grande, Ed. Eu vou dançar com quem eu quiser.
Servir os convidados que sempre fora a prioridade, ficou fora de cogitação. Dando as costas para a multidão ainda na fila, ele deslizou entre Bella e o bar e em seguida colocou as mãos sobre os ombros dela e segurou-a com força.
- Não. Você não vai. Ele não é bom o suficiente para você.
- É tão doce você dizer isso, Edward - ela disse em uma voz suave - Mas eu posso cuidar de mim mesma sozinha.
- Seus irmãos me matariam se algo acontecesse com você. - Inferno, eles o matariam se suspeitassem do jeito que ele pensava nela.
- Na verdade - ela disse quando ela olhou por cima do ombro:
- Eu acho que os convidados do meu irmão podem matar todos nós se não continuarmos servindo-lhes bebidas.
Muito relutante, Edward mudou de volta para a posição. Mas mesmo que ele não derramasse uma gota e os dedos não vacilassem nas garrafas, sua atenção estava totalmente focada em Bella. E era por isso que ele a viu disparar um olhar para o cara que tinha flertado com ela pouco antes de dizer:
- Eu acho que ele parece perfeitamente inofensivo. Na verdade ...
Edward jogou uma garrafa vazia para o lixo debaixo do bar com um estrondo.
-Na verdade o que?
- Já que você não quer me ajudar com o meu plano para fazer ciúmes no meu ex, talvez eu devesse usar esse cara no lugar e...
- Sam! - Ele gritou do outro lado da área de recepção, fazendo sinal para o seu empregado assumir o bar novamente. Ele não esperou por Sam retornar para o balcão antes de envolver a sua mão em torno do pulso de Bella e puxá-la para sair de trás do bar. Ele não parou de caminhar até que eles estivessem escondidos atrás de um galpão de armazenamento à beira da área de recepção.
- Não.
Ela olhou para a mão onde ainda estava presa em seu pulso.
- Há milhares de outras palavras no idioma Inglês, você sabe.
Ele ignorou seu sarcasmo e disse a ela:
- Você não vai chegar perto de uma centena de metros daquele cara de novo.
A raiva brilhou em seus olhos. Olhos que tinham ficado cheios de lágrimas felizes, cheios de pura alegria, apenas há pouco tempo.
- Você não pode me dizer o que fazer.
-Até parece que não.
Ela puxou o braço do seu e começou a se afastar, mas ele não podia deixá-la ir.
Não quando ela estava prestes a fazer algo estúpido, como beijar um médico babaca. E talvez até mesmo oferecer-lhe o corpo, as curvas doces escorregando e deslizando por baixo dele se ela ficasse com ele.
Furioso com a imagem de alguém tocando Bella assim, em vez de apenas agarrar-lhe o pulso ou os ombros, Edward passou os braços em toda a volta dela e puxou-a para ele. Ele segurou-a com força, empurrando seu peito em seus braços, sua altura correspondente a fim de que seus quadris se encaixassem perfeitamente entre as pernas abertas, seus quadris macios Pressionando sua virilha.
- Deixe-me ir.
- Não.
Sua nova palavra favorita foi abafada pelo seu cabelo, tão suave, tão sedoso contra seu queixo e lábios. E a verdade era que ele não poderia deixá-la ir para o mundo. Não apenas porque ele não queria que outro cara a tocasse, mas porque ele nunca quis segurar ninguém mais do que Bella.
Quanto tempo ele tinha sonhado segurando ela? Muitos anos para manter a contagem.
E no entanto, ele nunca teve uma pista quão incrivelmente boa que ela iria se moldar em seus braços, as curvas perigosas pressionando para ele, seu peito subindo e descendo contra o dele.
- Eu não vou deixar você ir até você me prometer que vai ficar longe dele.
Agora era a sua vez de dizer:
- Não.
Ele mudou de mão o suficiente para colocar um dedo sob o queixo e virar o rosto para que ele pudesse olhar em seus olhos.
- Prometa-me, Bella. É para o seu próprio bem.
Bella puxou o rosto de sua mão, em seguida, todo o seu corpo, e quando ela virou-se para encará-lode frente, seus olhos estavam piscando.
- Eu não posso acreditar que você acabou de dizer isso! - Especialmente desde que você de todas as pessoas não tem idéia do que seja bom para mim.
- Quer apostar?
Sua boca estava sobre a dela, antes que pudesse colocar os freios em seu desejo. Ele estava com muita raiva, muito frustrado consigo mesmo por querê-la muito e sua irritante teimosia para que fosse gentil. Lábios não eram suficientes. Ele precisava de línguas. Necessitava deslizar uma mão em seu cabelo para inclinar a cabeça no ângulo direito de tomar o que ela estava prestes a oferecer a algum outro cara inútil. Necessitava segurar a curva deliciosa de seus quadris com a outra mão para arrastá-la mais perto.
Em algum lugar de seu cérebro, ele sabia que estava se movendo muito rápido para que ela possivelmente desfrutasse do beijo, muito menos ficar com ele. Mas mesmo que ela tivesse que lutar contra ele, seus braços entrelaçaram ao redor de seu pescoço e ela gemia baixinho contra sua boca enquanto sua língua para fora pressionava e deslizava contra a sua.
Doce Deus, Bella era tudo o que ele sempre quis em uma mulher. Seu cheiro, seu gosto, a sensação dela. Ele não conseguia parar de rastejar a mão acima de seus quadris pela cintura, para o fundo de sua caixa torácica e depois, santo inferno, ele sentiu bem a curva de um seio na sua palma.
Ela ofegou em sua boca, tremendo de prazer quando seu polegar roçou o bico excitado, e Edward sabia que ele estava apenas a um fôlego de abaixá-la para a grama e levantar o vestido com suas longas pernas, até que ele pudesse tocar e lamber e...
O que diabos ele estava fazendo?
Sabendo que Bella não tinha a menor chance de lutar contra um cara quando ele se pôs a tocar nos seus pontos sensíveis, suas entranhas agitaram com auto-ódio quando ele abruptamente parou, tão rapidamente que ela cambaleou para trás em seus calcanhares. Mesmo que ele soubesse que era melhor nunca mais tocá-la de novo, não podia deixá-la cair. Assim que ele viu que ela estava firme nos seus pés, ele forçou-se a deixa-la, a necessidade de puxá-la de volta em seus braços tão forte que parecia que estava arranhando suas entranhas.
A Boca de Bella estava inchada de seu beijo áspero, suas bochechas estavam em chamas, e seus olhos brilhavam com o que ele assumiu que eram lágrimas brotando. Ele esperava que ela o esbofeteasse, ou no mínimo, que virasse e corresse para os seus irmãos para dizer-lhes o que tinha acabado de acontecer. Para que eles pudessem matá-lo.
Isso era exatamente o que ele merecia por se atrever a beijar aqueles lábios demasiado doces.
Mas ela não correu. E ela não estava chorando. Em vez disso, ela ficou na frente dele olhando mais bonita do que nunca tinha sido antes. Uma parte vulnerável, a outra parte atordoada.
- Ninguém nunca me beijou desse jeito - disse ela com uma voz ofegante - como se você não pudesse obter o suficiente, como se você não pudesse parar-se e eu estava te deixando louco. Todos esses anos, eu nunca pensei que seria assim.
Jesus, ele ficou quente quando ela repetiu o beijo, transformando-o em palavras. Mas seu peito torceu pelo jeito que ela estava agindo - como se ele não tivesse atacado ela, como se ele não tivesse a segundos de distância de rasgar o vestido e tirado algo de que ela deveria nunca, jamais, dar a um cara como ele. Ela era bastante romântica para tomá-lo para ser outra coisa que não o cafajeste que ele realmente foi por todos estes anos.
Edward sabia a verdade. Ele vinha de uma longa linha de cafajestes.
- Bella - ele disse em voz baixa, com remorso - Eu nunca deveria ter te beijado. Ainda mais desse jeito.
Ele tinha sido um homem enlouquecido, sem qualquer auto-controle naquilo. Mais alguns segundos e ele a tomaria na grama, seu vestido levantado em torno de seus quadris e puxado para baixo sob os seios. Se ele tivesse feito isso com ela, se ele tivesse deixado a luxúria fora de controle, ele não teria esperado por seus irmãos para matá-lo. Ele teria feito o trabalho em si mesmo, com prazer.
- Nós dois tivemos parte no que aconteceu - Sua voz era suave, mas surpreendentemente firme. Seus olhos estavam claros e firmes quando ela surpreendeu o inferno fora dele, mais uma vez, colocando uma verdade, ao dizer as palavras:
- Eu queria que você me beijasse por um longo tempo. Um longo e longo tempo .
Quando ela tomou mais uma daquelas respirações profundas que quase rasgou seu vestido, Edward sabia que esse era o universo lhe pagando de volta para cada coisa ruim que ele já tinha feito. Ele se sentiu como se seu colarinho estivesse muito apertado, mesmo que ele estivesse desabotoado e elenão estivesse vestindo a gravata mais.
Ela se aproximou. Muito perto. Mas ele não podia fazer-se de volta para longe dela. Não quando cada célula do seu corpo queria apagar a distância e voltar para aquele lugar onde ela estivesse finalmente em seus braços.
- Meus irmãos ficaram perdidos antes do casamento, quando me viram.
Edward não poderia deixar de ficar impressionado com a sua coragem quando ela fez um gesto para seu vestido, seu cabelo, sua face.
- Eles ficavam me perguntando o que estava acontecendo e eu disse a eles que não era nada. Eu disse que tudo que eu queria era me divertir com a cabeleireira e maquiadora. Mas eu estava mentindo para eles. E para mim mesma.
Ela o olhou diretamente nos olhos. - Eu fiz isso para você, Edward. Para ver se eu poderia finalmente levá-lo a perceber que eu estava viva. Para ver que eu não sou uma garotinha com uma queda boba por você. Que eu sou uma mulher.
Edward não tinha nenhuma experiência com esse tipo de honestidade, que abria seu coração para ele como ela fez e colocava a seus pés. Ele podia comandar um negócio que valia milhões. Ele poderia pilotar um iate de 70 pés através de águas turbulentas após três insones noites. Mas ele não podia manter-se com a bela garota em pé na frente dele.
Ele sabia seus limites, sabia que, apesar do sucesso que ele teve com seus pubs irlandeses, ele ainda continuava a ser filho de um simples bartender. Bella merecia coisa melhor, pertencer a um rapaz que tivesse diplomas universitários como ela. Um dia, Edward sabia, ele estaria aqui no casamento dela, observando-a caminhar pelo corredor, embora a visão de Bella nos braços de outro homem, na cama de outro homem, fazia o enxergar vermelho.
Mas será que não sabia que era melhor não ficar muito perto dela?
- O vestido e a maquiagem estão ótimos, Boazinha -Ele propositalmente usou seu apelido, querendo que ela se lembrasse de quem ele era para ela.
– Mas isso não muda o fato que você ainda terá muitas quedas por muitos caras até encontrar o que é o certo para você. Algo brilhou em seus olhos, um olhar que ele tinha visto em flashes há poucos meses.
- Você realmente acha isso? Ela passou a língua sobre seu lábio inferior cheio e sua pressão arterial disparou mais dez pontos. Ele poderia jurar que ela fez propositadamente quando ela se inclinou um pouco mais perto e disse:
- Você realmente acha que eu vou me sentir assim novamente com outro cara?
Será que ela não percebia que não há nada que ela poderia ter dito que teria mexido mais com ele?
Ele não poderia tê-la, mas porra, não havia outro homem vivo que fosse bom o suficiente para ela,também. O pensamento de alguém beijando- a da maneira como ele tinha feito, o pensamento dela ativamente indo procurar esse tipo de tratamento, fez querer trancá-la em uma torre.
Não havia nenhuma maneira que ela pudesse ainda ser virgem aos 25, mas Edward ainda se sentia como se ele tivesse tomado algo dela com aquele beijo áspero. Que ele sujou sua inocência empurrando sua língua em sua boca e colocando as mãos sobre ela.
- Você merece coisa melhor.
Bella inclinou a cabeça para o lado e franziu a testa para ele no momento que Kate avançava pelo canto do galpão.
- Aí está você, Bells! Eu tenho te procurado por todo o lado - Kate derrapou até parar quando ela percebeu que sua gêmea não estava sozinha.
- Edward? O que você está fazendo com...
A Irmã de Bella não terminou a pergunta quando ela franziu a testa, olhando para os dois.
Os meninos Swan teriam o destruido com suas próprias mãos por isso. Mas Kate? Sua punição seria ainda pior para fazê-lo pagar por beijar sua irmã gêmea.
- Os discursos estão prestes a começar. Todo mundo está se perguntando onde você está, Bells, especialmente Ellen. Ela deu a Edward um olhar tão afiado que poderia ter cortado ele ao meio.
- E você, também.
- Ok, Bella disse em uma voz excessivamente brilhante - Obrigada por nos avisar. Nós vamos estar lá em apenas um minuto.
Mas, em vez de deixá-los sozinhos, Kate parou na frente de Bella.
-Você não pode voltar lá com essa aparência - Ela passou as mãos pelos cabelos de Bella, arrumando a bagunça que Edward tinha feito quando ele a apalpou. Ela limpou uma mancha de batom no canto da boca de sua irmã, e arrumou no vestido uma polegada para a direita.
– Assim está melhor - É sério, você deve voltar para lá antes que Ellen tenha um ataque cardíaco ao pensar que algum convidado estúpido tenha sido bastante idiota para levar você para dentro do vinhedo .
Bella ficou em silêncio por um momento.
- Você está certa. Eu não quero que nada atrapalhe hoje. Não seria justo com Jasper e Alice.
- Nós estaremos lá em um segundo - disse Kate - Eu preciso falar com Edward sobre alguma coisa.
- Ele me beijou – disse Bella à irmã , sua expressão teimosa quando ela a enfrentou.
- Agora você não tem que falar sobre isso. - Vamos - Kate agarrou a mão de sua irmã e se certificou de que elas caminhassem juntas até a recepção.
Mais uma vez, Edward estava impressionado com Bella. Kate tinha uma vontade forte o suficiente para empurrar a maioria das pessoas ao redor. Ele sempre assumiu que Bella era a beta para alfa de sua irmã.
Se ele tivesse pensado errado todos estes anos? Se ele tivesse cometido o erro de subestimar Bella só porque ela não sentia a necessidade de ser o centro das atenções como o resto deles?
- Oh não! - Bella exclamou - Aquele menino está prestes a derrubar a Torre Eiffel de chocolate! Ela se moveu rapidamente em direção à mesa de doces e o menino com fome, e Edward foi deixado sozinho com a sargento Katherine. Ele era um homem morto.
- O que diabos estava acontecendo ali? - Ela estreitou os olhos e rosnou.
- O que você estava fazendo com a minha irmã?
Edward queria saber. Em um momento ele estava tentando proteger Bella de alguns convidados inúteis do casamento que só a queriam em sua cama, e no momento seguinte, ela tinha sido tomada em seus braços e ele estava beijando-a como se sua vida dependesse disso.
Kate deu um passo mais perto e ele teve que lutar contra a vontade de dar um passo para trás em retirada.
- Se você magoar ela, eu vou te caçar e vou ter um grande prazer em te machucar também.
- Ela sorriu para ele, a expressão que prometia uma grande futura dor se ele pisasse na bola com Bella.
- E é melhor você acreditar que eu vou mantê-lo vivo apenas para que eu possa enviar meus irmãos para acabar com você.
Ela mudou a expressão de assassinato antes de dizer:
- Agora me acompanhe de volta à minha mesa e finja que você e eu estávamos tendo umas de nossas brigas de costume.
Ela deslizou a mão na dobra do seu braço e o beliscou com força, no caso de ele precisar de um lembrete de que se enroscar com Bella era um problema.
Problemas bem maiores do que qualquer um cafajeste como ele nunca tinha estado antes.
Posto o próximo ainda hoje se eu conseguir pelo menos 5 reviews. O que acham?
Estão gostando? Odiando? Deixe-me saber!
Nat Krauss ;)
