Jensen apenas assistiu boquiaberto a uma das melhores interpretações de Jared. Era inacreditável como, quando queria, Jared atuava maravilhosamente bem. Quando chegara ao estúdio pela manhã, Jensen havia se surpreendido por encontrar Jared ali. O ator tinha o péssimo hábito de se atrasar, mas naquele dia chegara antes mesmo que a maior parte da equipe técnica. Até Chad se surpreendeu ao vê-lo esperando por ele. Ao fim das gravações das primeiras cenas de Jared e Chad, Jensen decidiu encerrar o trabalho e liberar o pessoal para o almoço. Jared havia sido simplesmente perfeito.

Durante toda a manhã, Jensen havia evitado ficar a sós com Jared. Não entendia que tipo de brincadeira o ator estava fazendo. Aquela história do beijo... Mas fosse o que fosse, Jared ultrapassara o limite. É claro que Jensen poderia simplesmente ignorar o ocorrido, mas não conseguia. Durante toda a noite ficara rolando na cama se perguntando que tipo de brincadeira estúpida Jared estava fazendo com ele. Sabia que cedo ou tarde teria que se aproximar dele e o assunto surgiria. Era inevitável, mas Jensen queria adiar o momento o máximo possível.

– O Jared foi ótimo. – Misha comentou. – Acho que você devia ir lá e elogiá-lo. Um pouco de incentivo sempre faz bem...

– É. – Jensen concordou meio sem jeito. – Eu vou...

Na verdade não queria ir. Ainda não. Mas Misha tinha razão. Quando Jared estava se atrapalhando todo, Jensen ia lhe puxar a orelha o tempo todo. Agora que ele havia feito um excelente trabalho, o mínimo que Jensen tinha que fazer era ir até lá e elogiá-lo.

Com um pesado suspiro, Jensen se dirigiu até o camarim de Jared, bateu na porta e esperou. Quando a porta se abriu, Jensen ficou de boca aberta ao ver Jared seminu na sua frente. Uma toalha em torno da cintura era tudo o que Jared vestia. Seu peito escultural, seus braços fortes e suas pernas longas e bem definidas estavam totalmente á mostra. Ao vê-lo parado na porta com cara de bobo, Jared sorriu de um jeito que o deixava com cara de moleque travesso; os dentes brancos entre os lábios finos, as covinhas enfeitando a face bem barbeada, os olhos brilhando de um jeito que lhe ressaltava a beleza. Até Jensen se pegou rindo contagiado pelo sorriso de Jared.

– A que devo a honra da visita? – Jared brincou.

– Eu... – Jensen precisou de um tempo para voltar a se situar. – Eu só queria te dizer que você fez um excelente trabalho hoje.

– Mas é claro. – Jared adotou um tom mais sério. – Não foi isso que combinamos ontem?

– Ontem...? – Jensen não queria entrar naquele assunto perigoso. Ainda não.

– Eu disse que se você fosse tomar uma bebida comigo, as coisas ficariam mais fáceis, lembra?

– Ah, isso... – Jensen sorriu. Jared não estava falando do beijo.

– E ficaram, não foi? – Jared disse diminuindo o espaço entre eles e deixando Jensen meio desconfortável.

– É. – Jensen recuou um pouco, mas estava no último degrau do trailer, se recuasse mais cairia ou teria que descer um degrau. – Espero que continuem assim...

– Depende de você. – Jared disse diminuindo ainda mais a distância entre eles.

– De mim? – Jensen franziu as sobrancelhas. – O que quer dizer com...

Num impulso de se afastar de Jared que vinha se aproximando cada vez mais, Jensen havia recuado e não viu que o degrau acabara. Estava caindo para trás quando sentiu os braços fortes de Jared o envolverem pela cintura o levando de encontro ao seu corpo seminu. Sem ter como reagir, Jensen apenas se deixou ser acolhido por aqueles braços fortes. O corpo de Jared ainda estava molhado e de sua pele se desprendia um agradável perfume de sabonete.

– Ops! – Jared sorriu ainda o estreitando entre os braços.

– Obrigado... – Jensen tentou da maneira mais gentil possível se libertar dos braços que o envolviam, mas Jared o abraçava fortemente. – Acho que eu não corro mais o risco de cair...

– Tem certeza? – Jared sorriu recuando para dentro do trailer trazendo consigo Jensen. Sem esperar por isso, Jensen apenas se deixou levar e quando se deu conta, Jared havia fechado a porta atrás dele e ainda o envolvia em seus braços. – Eu acho que você está com cara de quem vai desmaiar a qualquer momento...

– Impressão sua. – Jensen disse sem graça. Mais uma vez ele tentou se libertar, mas dessa vez Jared amoleceu os braços e permitiu que ele se afastasse.

Meio sem graça, Jensen passou as mãos pelos cabelos curtos e repicados. Havia algo errado ali. Jensen ainda não sabia o quê, mas havia. Seria o fato de Jared estar seminu tão perto dele? Ou talvez o modo como o ator o olhava, como se estivesse desvendando seus segredos? Jensen não sabia o porquê, mas estava se sentindo incomodado por estar ali a sós com Jared.

– Então... – Jensen queria quebrar aquele clima incomodo entre eles. Só não sabia como fazer isso. – O que quis dizer com depende de mim para as coisas ficarem mais fáceis?

– Simples. – Jared disse retornando ao tom sério. – Saía comigo mais vezes. – Jensen franziu as sobrancelhas. Como assim? – Para tornar as coisas mais íntimas. Assim fica mais fácil para eu atuar sob o sua direção.

– Ah... – Jensen sorriu aliviado. Era só isso. – Mas... Você e o Morgan saiam muito?

– No princípio sim. – Jared respondeu parecendo pouco à vontade com o assunto. – Depois... As coisas mudaram...

– Mudaram como? – Jensen percebeu claramente que o assunto deixava o ator desconfortável, mas estava curioso demais para deixar passar aquela oportunidade.

Jared baixou a cabeça e ficou um tempo em silêncio, apenas fitando os próprios pés. Quando Jensen achou que ele não iria responder, Jared ergueu a cabeça e lhe encarou com um sorriso meio petulante, como se o desafiasse.

– As coisas ficaram meio sérias entre nós. – Ele disse.

– Sérias...? – Jensen de repente se deu conta. – Ah... Eu não sabia que você... Mas você e Gennevieve não são...?

Jensen estava confuso. Jared era gay? E Jeffrey Dean Morgan? Ele também era gay? Mas Jared não namorava Gennevieve? E Morgan? Morgan tinha uma namorada também, não tinha?

– Eu e a Genn temos uma relação aberta. – Jared disse cruzando os braços sobre o peito escultural.

– Ah... – Jensen simplesmente não sabia o que dizer.

– Isso o incomoda? – Jared perguntou no mesmo tom sério.

– Realmente... – Jensen ponderou. – Não.

– Ótimo! – Jared abriu um enorme sorriso. – Então vamos nos dar muito bem.

Jensen sorriu de volta. Não era a primeira vez que trabalhava com gays ou bi's. As pessoas podiam dizer que isso era difícil, mas não era. Não realmente. Tudo o que tinha que fazer era respeitar a opção e o espaço da pessoa em questão e tudo ficaria bem.

– Com certeza. – Jensen afirmou cheio de confiança.

– Então podemos sair de novo?

– Ah... – Jensen vacilou. Uma coisa era respeitar a opção sexual de Jared. Outra bem diferente era sair com ele sabendo de sua opção. Nada contra as preferências do ator, mas depois que soubera de suas preferências, Jensen se sentia meio retraído ao pensar no beijo. E se Jared confundisse as coisas? – Melhor não... – Jensen acabou dizendo.

– Resposta errada. – Jared disse num tom firme.

– Como assim? – Jensen estava confuso, de novo. Parecia que Jared tinha o estranho dom de lhe confundir a mente.

– Você tem de dizer: "Claro, Jared. Por que não?" – Jared disse fazendo uma imitação tosca do tom de voz de Jensen. – É assim que funciona...

– Funciona o quê? – Jensen o olhou desconfiado.

– As coisas entre nós. – Jared voltou a se aproximar de Jensen que recuou um pouco. – Eu faço aquela coisa de ator e você faz aquela coisa de diretor. A gente sai de vez em quando, bebe, conversa e tudo e tal... Aí as gravações saem do jeitinho que você quer e todo mundo fica feliz.

– Jared, isso está me parecendo chantagem... – Jensen disse tentando parecer estar brincando. Aquele jeito de falar de Jared o assustava um pouco.

– Não é chantagem. – Jared disse com um sorriso petulante. – É só como as coisas funcionam comigo. E se funcionam comigo desse jeito, então, elas tem que funcionar assim com você também.

– Será que a gente não pode simplesmente... Deixar as coisas fluírem naturalmente? – Jensen detestava se sentir pressionado.

– Jensen, isso aqui é show business. Nada é natural...

– Jay, você não vai comer?! – Chad entrara de uma só vez no trailer. – Ah!

O ator pareceu confuso ao ver Jensen ali com cara de bobo diante de um Jared seminu e com um estranho olhar predatório. Mesmo por que, nem por um segundo, Jared desviou os olhos do rosto assustado de Jensen.

– Eu vou depois, Chad. – Jared disse sem olhar para o amigo.

– Não... – Jensen recuou. – Não se incomode por mim. Eu ainda tenho umas coisas para discutir com o Misha, então... – Jensen foi até a porta. – A gente se vê mais tarde.

Dizendo isso Jensen escapuliu rapidamente do trailer. Parecia estar sendo perseguido pelas pragas do Egito. Os olhos de Jared o seguiram e, depois que ele sumiu pela porta, ainda continuaram na mesma direção como se pudessem ver os rastros que o diretor possivelmente deixara para trás.

– Jay, o quê está acontecendo? – Chad perguntou.

Jared não respondeu. Apenas continuou encarando a porta como se ainda houvesse algo de Jensen ali.

– Jay, não me diga que... – Havia certo terror nos olhos de Chad. – Não. De novo não, cara. – Chad balançou a cabeça de forma negativa.

– Chad, você não entende? – Jared voltou seu olhar para o amigo. Havia um tom de súplica em sua voz. – É ele...

– Ele? Ele quem, cara? – Chad o olhou como se o amigo estivesse falando em outra língua. Mas logo a compreensão se espalhou por seus olhos cristalinos. – É ele?– Seu assombro era nítido. – Oh, Meu Deus!

– Chad, eu espertei por isso praticamente a minha vida toda. – Jared disse todo empolgado.

– Esperou tanto e faz isso? – Chad, incrédulo, perguntou.

– Isso o quê?

– Não se faça de bobo. – Chad cruzou os braços e o olhou de forma incisiva. – Está fazendo com ele o mesmo que fez com o Jeffrey.

– Não. Não estou. – Jared disse com firmeza.

– Ah, está sim. – Chad disse e Jared lhe deu as costas indo em direção ao banheiro. – An, an... Não vai fugir de mim. – Chad o segurou pelo braço. – Eu vi o que você fez com o Jeffrey e vi o estado em que ele ficou. Jensen parece ser um cara legal, além disso, ele é "o cara", não é? Não vou ficar quieto vendo você fazer a mesma coisa com ele. Sério, cara... Você vai destruí-lo e vai se destruir também. E de quebra vai destruir a Gen e até a mulher do cara... Não. Eu não vou ficar quieto se você começar de novo...

– Chad, o que te faz pensar que...? – Jared começou a perguntar, mas foi interrompido.

– Eu te conheço! – A expressão divertida e gentil que sempre enfeitava a face de Chad tinha dado lugar a uma expressão firme e levemente ameaçadora. – Você pode fazer a Gen de boba, mas a mim você não faz.

– Chad... – Jared tentou argumentar.

– Não, cara. – Chad o cortou. – Não quero ouvir mais nenhuma palavra. Para o seu bem, deixe o Ackles em paz.

Ao dizer isso, Chad saiu do trailer deixando Jared sozinho e contrariado. Chad era seu melhor amigo. Ele supostamente deveria lhe entender, mas não entendia. Ele achava mesmo que Jared seria capaz de fazer mal a Jensen? Justo Jensen que era quem ele mais admirava e respeitava? E que história era aquela de culpá-lo pelo que aconteceu com Jeffrey? No fim quem foi feito de palhaço foi ele, Jared. Quem mais se machucou foi ele. Quem chorou lágrimas de sangue foi ele. Quem teve que juntar os cacos do próprio coração e tentar colá-los foi ele. Ele era a vítima. Não Jeffrey. Será que Chad não via isso?

Estava se sentindo tão injustiçado e maltratado pelas circunstâncias que quase chegou a dizer em voz alta a Deus que aquilo era sofrimento demais para uma pessoa só. Como podia ser responsabilizado por aquilo? Como? Era pecado amar? Era pecado amar demais? Ele havia sido um pouco sem escrúpulos? Talvez. Havia passado dos limites? Quem sabe...? Mas uma coisa era certa. Foi tudo por amor.

Seus olhos castanhos esverdeado miraram a água que corria vagarosamente sob a ponte da qual ele se inclinara sobre a borda de pedra. Suas dúvidas e ressentimentos pareciam se misturar às águas escuras do riacho. Estava tudo tão confuso. Como as coisas tinham ficado daquela forma? Como, de repente, ele era o vilão da história? Não conseguia entender. Como seu amor, tão verdadeiro e profundo amor, se transformara naquilo?

Levou a mão ao peito onde havia uma pequena ferida provocada pela ponta da adaga de waterman que Madson usara para tentar matá-lo. Nick recuperara a adaga, era verdade, mas isso não significava que estava fora de perigo. Madson havia sido uma grande waterman. Uma das melhores. Não demoraria muito até ela por as mãos em outra adaga e partir para acima dele de novo em busca de vingança.

– Problemas no paraíso?

Nick se virou e se deparou com uma mulher morena que o olhava fixamente.

– O que você quer? – Nick estava desconfiado. Nunca, desde que se tornara waterman, alguém se aproximou dele sem segundas intenções.

– O quê eu quero...? – A mulher riu e foi se inclinar na beirada da ponte. Seu olhar perdido nas águas do riacho. – Você não deveria perguntar primeiro quem eu sou?

– Quem você é irá se revelar quando eu descobrir seu objetivo ao se aproximar de mim.

– Que homem desconfiado... – A mulher deu de ombros – Me chamo Gina. Slater Gina. E sou uma ex-waterman, como você.

– E o que você quer? – Nick insistiu na pergunta.

– Quero ajuda. – Ela voltou a olhar para Nick. – Assim como você, estou com problemas com a The Riverside Society.

– É mesmo...? – Nick foi sarcástico.

– Você pode ficar aqui se lamentando pelo que aconteceu com a Madson e esperar os outros watermans vir te pegar ou pode se juntar a mim e garantir sair vivo de toda essa bagunça.

– E suponho que você tenha uma fórmula mágica para despistar os nossos inimigos ou um ritual macabro de magia negra para dizimá-los...

– Nada tão radical. – Gina olhou em seus olhos. – Nick, você não faz idéia do porquê Madson te escolheu para ser um waterman ao lado dela...

– Por que me amava. – Nick disse ressentido.

– Ela podia até te amar, Nick, mas não foi por isso que ela te escolheu... Não só isso. Pense bem, Nick, por que razão a The Riverside Society está tão interessada na sua cabeça? Você não é o primeiro waterman a desertar... Mas por que logo você é tão importante para eles? – Gina sorriu de um modo que deixava claro que ela sabia de algo que ele não sabia. – Você pode continuar aqui se lamentando ou pode ir comigo atrás de algumas respostas e de um modo de sair vivo dessa.

Nick ficou parado onde estava. Podia simplesmente ignorar a tal Gina, afinal, Madson nunca lhe dera razões para duvidar de que o transformara para salvá-lo, mas... A Madson que ele conhecia e amava e a Madson que desejava matá-lo eram as mesmas pessoas. Será que desde aquela época Madson já era uma pessoa diferente do que ele supunha?

Gina se virou e começou a andar. Nick ficou parado um pouco mais, porém decidiu ir atrás dela. Gina tinha respostas. Respostas para perguntas que ele nunca fizera antes, mas que agora estavam ali. Nick a seguiu.

– Corta! – Jensen gritou já descendo de seu banco alto de diretor. – Excelente!

Rachel Minne sorriu para Jensen. Finalmente sua personagem da oitava temporada de Otherside tinha um nome e um propósito. Ela estava radiante pelo mistério que a envolvia. Tinha certeza de que, agora que Madson se tornara a vilã, sua personagem seria a nova mocinha da série.

Jensen foi até ela para cumprimentá-la pela primeira cena na série. Ela estava toda sorriso. Os dois ficaram um tempo apenas conversando, trocando idéias sobre a melhor forma de interpretar Gina Slater. Estavam tão entretidos que nem perceberam que Jared os observava atentamente e com uma expressão quase assassina.

Ao fim das gravações, Jensen ainda ficou um tempo no estúdio para discutir a edição das cenas com o restante da equipe. Já passavam das dez quando ele finalmente se dirigiu ao estacionamento. Para sua total surpresa, Jared estava ali encostado no seu carro de novo.

– Jared? – Jensen franziu as sobrancelhas. – Pensei que você já tinha ido para casa...

– Eu precisava dar uma palavrinha com você. – O seu tom de voz era sério e sua expressão fechada.

– E não podia esperar até amanhã?

– Não. – Jared estava tão sério que Jensen se perguntou se havia acontecido algo grave com ele.

– Tudo bem. Fale então...

– Você e Minne... Não quero que fique muito perto dela.

– O quê? – Jensen estava surpreso. Escutara direito? Jared dissera mesmo aquilo?

– Você me escutou muito bem. – Jared disse se desencostando do carro e se aproximando de Jensen. – Fique longe da Minne. Já não basta a sua mulher?

– Você está...? – Jensen entendera direito? Aquilo era ciúme? Mas Jared não tinha a Gennevieve? – Você está com ciúme da Minne?

– Não. – Jared disse simplesmente eliminando completamente a distância entre eles. – Eu estou com ciúme de você.

Ao dizer isso Jared puxou Jensen pela cintura fazendo seus corpos se chocarem. Enquanto Jensen, totalmente surpreso, abriu a boca para perguntar o que era aquilo, Jared se aproveitou e o beijou colocando a língua dentro de sua boca. Jensen gelou. O que era aquilo? Jared o beijava cheio de fome fazendo-o ofegar e sentir as pernas meio bambas, por que, por mais que não admitisse, o ator beijava bem à beça. Suas mãos apertavam com força sua cintura mantendo-o colado contra seu corpo forte. Quando Jensen, de olhos fechados e completamente entregue ao beijo, desistiu de se perguntar o que diabos estava acontecendo, Jared interrompeu o beijo.

Os braços de Jared ainda envolviam com força sua cintura mantendo seus corpos colados. Os braços de Jensen ainda estavam em torno do pescoço dele. Como e quando havia ido parar ali, ele não fazia ideia. Quando Jensen se forçou a abrir os olhos, encontrou o rosto sério de Jared a centímetros do seu. Seus olhos estavam escuros de desejo e algo mais que Jensen não sabia definir.

– Fique longe da Minne, ok? – Jared repetiu antes de se afastar deixando Jensen perplexo com suas ações.

– Porra! – Ele xingou passando as mãos pelos cabelos. – Que diabos!