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X.X.X.X. AMOR NAS TERRAS ALTAS X.X.X.X

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Avisos: Isso é uma adaptação de livro, sem créditos ou fins lucrativos.

O nome do livro e de quem o escreveu será revelado ao final da postagem do livro.

Nomes foram editados

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CAPÍTULO 3

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Fedor. Ele disse que ela cheirava mal! Kagome deslizou mais ainda na banheira até que a água lambeu suas orelhas. Elas ainda queimavam com a vergonha que passou, e ainda podia ouvir o riso dos homens a suas costas, quando correu para o castelo.

Ele a humilhou. Não apenas com palavras, mas com ações. Havia provado sua pouca habilidade e Kagome ainda havia cometido o pecado de distrair-se.

Kagome sabia de tudo isso. Não era nenhuma idiota. Sabia que podia defender-se com sua própria espada, mas a partir do momento que tomou consciência da presença dele, toda a concentração tinha evaporado de sua mente.

Havia se tornado nada além de uma tola desastrada brincando de ser homem. Seu desgosto não conhecia limites.

Uma batida soou na porta. Ela franziu a testa e afundou tanto na banheira que apenas o nariz e os olhos ficaram fora da água. Um momento depois, a porta se abriu e Maddie enfiou a cabeça para dentro

—Ah, aí está você, moça. Inuyasha achou que poderia estar precisando de ajuda. Ele quer que você desça para o desjejum em meia hora.

—Oh ele quer, não é?— Kagome murmurou.

—Deixe-me ajudá-la a lavar o cabelo. Não sei como vamos deixá-lo seco em tão pouco tempo. Você tem belos cabelos, longos e espessos. Tão belo como um pôr de sol sobre o lago.

O elogio da mulher animou o espírito de Kagome. Ela sabia que não era bonita. Sango era linda. Kagome ... Bem, em parte era sua culpa. Poderia ter tentado ser mais feminina quando era mais jovem.

Agora o corpo dela tinha perdido algumas curvas e tinha músculos que nenhuma mulher deveria ter. Seus braços eram firmes. Sua cintura delgada. Suas pernas eram torneadas com músculos, e não havia muita carne em seus quadris. Na verdade, ela era muito magra.

O único lugar onde via-se que era uma mulher eram seus seios, e ela desesperava-se com eles. Simplesmente não combinavam com o resto de seu corpo.

Por isso os mantinha bem amarrados. Eles simplesmente haviam surgido e a aborreciam muito.

Houve ocasiões em que seu pai insistiu para que ela se vestisse como uma mulher, nas poucas vezes em que Higurashi hospedou convidados . Vestidos de sua mãe tinham sido alterados, mas o corpete ainda ficava muito apertado. Seus seios tinham esticado as costuras do corpete, e o resultado foi os homens murmurando entre si e lançando olhares lascivos a seus seios.

Homens eram ridículos. Mostre-lhes uma teta e ficavam babando, como loucos.

E ele era um homem tolo, acima de todos os outros e este era o que mais temia. Enquanto parecesse com um garoto, não precisava se preocupar em chamar sua atenção indesejada.

—Bem, moça? Você vai ficar aí o dia todo enquanto a água esfria ou vai me deixar lavar o seu cabelo para que possa descer?

Kagome afastou seus pensamentos e balançou a cabeça. Maddie rapidamente foi buscar um balde de madeira e, em seguida, fez sinal para que ela se voltasse. Quando Kagome sentou-se, os olhos de Maddie arregalaram-se.

—Bem, agora me diga, onde você estava escondendo tudo isso?

Kagome olhou para baixo e percebeu que Maddie estava olhando fixamente para os seios expostos. Eles balançavam na água e Kagome cruzou os braços sobre o peito para empurrá-los para baixo.

—Eu estou amaldiçoada— Kagome murmurou.

—Oh, querida, você não está amaldiçoada. Muitas moças matariam para ter estas formas. O seu marido sabe que os tem?

Kagome fez uma careta.

Maddie deixou escapar uma risada.

—Vou tomar isso como um não. Oh meu Deus, ele vai ter uma surpresa.

—Ele não vai vê-los, por um bom tempo, se eu puder evitar.

Maddie riu novamente e então derramou um balde de água sobre a cabeça de Kagome.

—Certamente você não vai poder escondê-los para sempre.

—Não. Não para sempre.

—Você acha que ele não vai querer dar uma olhada em seus tesouros quando estiverem na cama?

Kagome franziu o cenho.

—Como você sabe ...

Maddie emitiu um som baixinho.

—Ora vamos, moça. Você estava tão bêbada quanto um velho guerreiro no final de uma celebração e não havia manchas de sangue nos lençóis. A menos que vá me dizer que não era virgem.

Outra onda de rubor varreu o rosto de Kagome. Maddie era tão extrovertida, e Kagome não estava acostumada a ouvir conselhos de outras mulheres. Isso a deixou claramente desconfortável.

—Haverá muito tempo para aquecer a cama de seu marido— Maddie aconselhou. —Até então você precisa mostrar-lhe o que está perdendo. A língua do rapaz cairá de sua boca se você mostrar-lhe estes seios.

Kagome balançou a cabeça.

—Não é com a reação do meu marido que eu estou preocupada.

—Pensa que Inuyasha permitiria que outro homem chegasse perto de sua esposa? Vamos, mocinha. Você pode ter tido que se preocupar sobre os avanços indesejáveis no passado, mas se uma mulher não pode apresentar-se em toda a plenitude em sua própria festa de casamento, então, quando poderá? Qualquer homem seria tolo aproximando-se de você com seu novo marido ao seu lado.

—O que tem em mente?— Kagome perguntou, com cautela.

Maddie lançou-lhe um sorriso de satisfação quando começou a enxaguar seu cabelo, tirando todo o sabão.

—Deixe isso comigo. Sei o que fazer.

Inuyasha foi ficando cada vez mais irritado, conforme os minutos passavam. O rei já estava comendo e ainda aguardavam Kagome. Mesmo Rin, que ainda estava fraca com o parto, estava sentada ao lado de seu marido, esperando a refeição.

Ele estava prestes a subir e arrastá-la escada abaixo, quando um silêncio caiu sobre o salão. Na verdade, o silêncio era tão pronunciado que arrepiou seus cabelos da sua nuca.

Quando ele viu toda a atenção focada na entrada do salão, virou-se para acompanhar os olhares. Sua primeira reação foi de fúria, uma vez que ela os fez esperar tanto tempo. Mas então reparou em sua aparência, e ficou intrigado. Algo nela estava diferente.

Ele foi mais lento do que os homens ao redor, talvez porque estivesse mais focado no fato de que estava atrasada. Mas a revelação, quando percebeu, fez a sua boca abrir-se completamente. Ele fechou-a rapidamente e olhou ao redor para certificar-se que ninguém tinha notado sua reação.

Então, olhou novamente para sua esposa.

Nunca teve dúvidas que era uma bela mulher. Kagome tinha olhos de um tom incomum. Âmbar e dourado. Muito parecido com seu cabelo. Não vermelho ou castanho, mas não exatamente loiro. Dependendo de como o sol refletia neles, os reflexos iam do ouro, às vezes ao castanho-avermelhado. Uma mistura fascinante como o céu ao entardecer.

Sim, ela poderia até ser considerada bonita, se não estivesse sempre vestida como um homem, com a sujeira em seu rosto e mãos.

Mas agora ...

Jesus! A mulher tinha seios. Como saberia? Ele engoliu em seco novamente, sentindo um nó em sua garganta. Não se esperava que tivesse tal reação. Afinal de contas, ele deveria ter descoberto este detalhe tão interessante na noite passada. Quando deveria ter levado para a cama sua esposa.

Onde diabos, ela tinha escondido aquela recompensa?

E, além disso, por quê?

Ela usava um vestido fino, que parecia familiar. Inuyasha olhou na direção de Rin, percebendo que era dela. Em Rin tinha ficado muito bonito, mas em Kagome estava espetacular.

Kagome olhou-o ... Deliciosa. Nenhuma outra palavra lhe veio a mente. Frágil e feminina. Seu cabelo estava solto, e as mechas desciam por seu pescoço como pequenos raios de sol.

Ela também parecia extremamente insegura.

Inuyasha arqueou uma sobrancelha para o seu pequeno guerreiro, que parecia ter o medo expresso nos olhos. Pensou que Kagome cortaria a própria garganta antes de permitir que alguém visse seu receio.

Mas agora, duas vezes em menos de um dia, ele tinha visto medo e vulnerabilidade no olhar de sua noiva e isso o fez enlouquecer.

Como iria deitar-se ao seu lado, durante as noites, sem assustá-la ainda mais, era o que se perguntava.

Inuyasha quase bufou. De todas as coisas estúpidas, esta era, provavelmente a mais estúpida. Se seus homens soubessem da paciência que estava tendo com ela, ririam dele por todo o castelo.

Era por isso que tinha que fingir que ele já tinha visto toda aquela carne que sua esposa estava exibindo agora.

Ele fez uma careta para os homens e deu um passo à frente para auxiliar sua esposa a sentar-se em seu lugar. Kagome ainda estava irritada quando o cumprimentou, e provavelmente por isso apareciam linhas finas ao redor dos olhos e da boca.

Ele queria dizer que via com bons olhos e aprovava a mudança. O que saiu, no entanto, não foi o que planejou.

—Por que não se vestiu corretamente? Isso está indecente!

Kagome puxou o braço de sua mão, fixou-o com um brilho furioso nos olhos, e depois sentou-se elegantemente, fazendo-o sentir-se o pior tipo de tirano.

Olhou de novo para os seus homens, enquanto estes continuavam observando Kagome, como cães babando, como se nunca tivesse visto uma mulher.

—Você está linda, Kagome— disse Rin do outro lado da mesa.

A culpa assolou Inuyasha. Devia ter sido ele a reconhecer que sim, ela estava linda, era linda. Não devia ter deixado que outros a elogiassem, para abrandar seus comentários insensíveis.

E ainda assim ele não conseguia abrir a boca para corrigir seu erro.

—Eu nunca vi uma noiva mais bela— disse o rei com um largo sorriso.

Inuyasha fez uma careta para o rei, ignorando o olhar de reprovação de Sesshomaru.

David apenas riu e continuou a comer.

—Este casamento foi uma coisa boa que fizemos, Sesshomaru— David disse, calorosamente, enquanto limpava a boca com a manga de sua túnica.

Inuyasha desejava ter tanta certeza de que essa aliança fosse necessária. Ainda assim, seu irmão parecia mais à vontade do que tinha estado em meses, quando estava sempre preocupado com Rin, Isabel e Onigumo Naraku. E Miroku ... Miroku foi atormentado por muito tempo por uma escolha impossível. A mulher que amava ou sua lealdade a seu clã. Tendo escolhido mal antes, Inuyasha não se sentia qualificado para decidir aquelas questões.

Com todos tão felizes em torno dele, era difícil pensar que não tinha feito a coisa certa. O único problema era que ele e Kagome pareciam ser os únicos que não estavam felizes.

Sesshomaru lançou um olhar na direção de Inuyasha, antes de voltar-se para o rei.

—Sim, nós fizemos uma coisa boa.

—Assim que o bebê estiver forte o suficiente para aguentar a jornada, você deve apressar-se e reivindicar Neamh Alainn. Esta fortaleza é muito importante para cimentar nossa força.

O rei voltou-se para Inuyasha.

—Na verdade, uma tempestade está chegando, mas é muito importante também que você siga, sem demora, ao castelo de Higurashi. A aliança foi feita, mas eu não confio que o ex-laird não tente incitar uma rebelião. É sua tarefa levar Higurashi sob rédeas curtas, e fazer o seu povo honrar a aliança com os Taishos.

Kagome enrijeceu-se com o insulto, e sua cabeça sacudiu-se, quando ela lançou um olhar furioso para o rei. Inuyasha tomou sua mão e apertou-a, como um aviso.

—Esqueceu que eu sou um Taisho? Acha que eu iria trair meus parentes? Meu irmão? —Ele lutou para manter sua própria raiva sob controle. Ele e Kagome estavam sacrificando muito para o bem de seus clãs. Não deixaria aquele insulto passar em branco. —E também, só porque o laird Higurashi é um homem sem honra, não significa que seu povo não a tenha.

Kagome encostou-se em sua cadeira, com os ombros rígidos. Quando voltou seu olhar dourado em direção a Inuyasha, viu gratidão por sua defesa. E um respeito relutante.

—Eu não quis insultá-lo— disse David. —A verdade é que você não terá uma vida fácil. Higurashi não vai aceitá-lo facilmente como seu laird. Vai ter que estar alerta o tempo todo. Onigumo Naraku usará todos os meios para enfraquecer nossa aliança. É uma víbora que deve ser eliminada.

—Não tenho dúvida de que meu irmão fará tudo o que for necessário para tornar o clã Higurashi uma força de combate formidável— Sesshomaru disse. —Ele é responsável pela invencibilidade dos Taishos. Na verdade, estou muito decepcionado por perdê-lo, mesmo que ao fazê-lo, esteja ganhando um forte aliado.

— Você não vai me perder, irmão— Inuyasha disse com um sorriso. —Vamos ser vizinhos agora.

Miroku, que esteve em silêncio até então, franziu a testa e olhou seus dois irmãos.

—O que vai fazer, Sesshomaru? Não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Neamh Alainn terá que ser bem defendido e Rin e Isabel devem ser protegidas de qualquer forma. Mas também não podemos negligenciar o nosso povo. Nosso clã.

Sesshomaru sorriu e trocou olhares conspiratórios com o rei.

—Não, Miroku. É verdade o que diz. Você é o único Taisho sem terras e sem fortaleza para chamar de sua. Acho apropriado que, a partir de agora, defenda a fortaleza dos Taisho, quando Rin e eu passarmos a residir em Neamh Alainn.

Miroku pareceu atordoado. Olhou para seus irmãos e balançou a cabeça.

—Eu não estou entendo.

—Eu não posso ser o laird daqui por mais tempo— Sesshomaru murmurou. Virou-se para Rin, os olhos cheios de amor. —Certamente, você percebeu isso. Após o nascimento de Isabel, o meu destino, o nosso destino, mudou quando ela deu seu primeiro suspiro. Agora, o meu dever é proteger o legado de minha filha. Eu não posso dividir meus deveres entre meu clã e minha esposa e filha, e ser justo com ambos. É por isso que Miroku vai se tornar laird. Não posso pensar em um homem melhor que ele para isso.

Miroku passou a mão pelos cabelos e olhou para Sesshomaru, com descrença.

—Eu nem sei o que dizer, Sesshomaru. Você é o laird. Desde que nosso pai morreu. É como são as coisa. Nunca pensei em tomar seu lugar.

O rei arqueou uma sobrancelha.

—Está dizendo que ainda tem que pensar sobre isso?

—Claro que não. Farei o que for necessário para garantir a segurança e o futuro do meu clã.

—Menos se casar comigo, aparentemente— Kagome murmurou, baixinho.

Mas Inuyasha ouviu e olhou atentamente para a esposa. Não havia pensado que talvez, ela nutrisse sentimentos por Miroku. Certamente eles não estavam juntos há tempo suficiente para isso. Mas quem poderia explicar como funcionava a mente de uma mulher?

Miroku não era tão frio quanto Inuyasha, que podia ser implacável. Duro mesmo. Miroku era simpático as mulheres. Elas o adoravam. Achavam-no galante.

Kagome estaria irritada com o fato de ter que se casar com o Taisho errado? Era algo que Inuyasha não tinha levado em consideração, e agora que pensava, não gostou nada da idéia.

—Está resolvido então— o rei anunciou quando largou a taça.—Vamos reunir os lairds e Sesshomaru pode nomear seu irmão, como o novo laird do clã Taisho.

—O que será de nossos homens?— Miroku perguntou a Sesshomaru.

Inuyasha inclinou-se para frente, pois queria saber disso também. Os Taishos tinham uma força de combate impressionante, mas esta teria que ser dividida, o que não beneficiaria nenhum deles.

Sesshomaru fez uma careta.

—Vou levar um grande contingente comigo para a proteção de Rin e Isabel. Uma vez que cheguemos a Neamh Alainn, posso me dar ao luxo de mandar alguns de volta, desde que esteja satisfeito com a guarda do rei que estiver lá.

Ele olhou para Inuyasha.

—Pensei em deixar Kohaku aqui, já que está recém-casado e será mais difícil para ele mudar-se para o castelo Higurashi com uma nova esposa. Não posso deixar muitos homens com você, mas posso enviar Kouga para ajudar no treinamento dos soldados Higurashi. Inuyasha observou seu irmão, com surpresa.

—Mas Kouga é homem de sua maior confiança. Ele protegerá, fielmente, você, sua esposa e filha.

—É por isso que iria mandá-lo com você— Sesshomaru disse calmamente. —Vai precisar de um aliado, alguém em quem possa confiar — Olhou para Kagome, como se desculpando, enquanto falava.

Kagome observava, passando o olhar dos homens para as tapeçarias penduradas sobre a lareira. Seu rosto parecia feito de pedra. Nenhum sinal de emoção. Seus olhos estavam fixos, não deixando transparecer nenhum de seus pensamentos.

Então ela virou-se, como dignando-se a reconhecer os homens sentados a sua volta. Ela soltou um delicado e feminino suspiro, mas de alguma forma Inuyasha sentiu que controlou-se para não deixar escapar um grunhido, decididamente masculino.

—É uma maravilha que meu marido se permita conviver com pessoas como os Higurashi. Por que se preocupar com uma aliança quando somos tão claramente inferiores e indignos de confiança? —Kagome disse.

Inuyasha quase esmagou a mão dela na sua. As narinas inflaram e teria castigado Kagome por falar com o rei e seu irmão daquela forma, mas algo em seu olhar o deteve. Não foi tanto a raiva, mas o traço de dor em seus olhos, quando antes não havia deixado transparecer nada.

Aquele vislumbre se foi tão rápido que Inuyasha perguntou-se se não havia imaginado.

O rei riu, enquanto Sesshomaru fez uma careta e resmungou:

—Sei que isso não é fácil de ouvir, Kagome. Peço perdão. Eu não mandaria meu irmão para um ambiente hostil, sem apoio.

—Ele estará mais protegido por ser meu marido do que estará por seu homem— ressaltou. —Talvez devesse se preocupar mais em não me insultar.

Os olhos de Sesshomaru se estreitaram. Ele estava furioso com a ameaça implícita naquelas palavras. Inuyasha parecia estar se divertindo.

—Ah, Kagome. Agora, ele vai ficar preocupado que corte minha garganta, enquanto durmo — Inuyasha disse, com voz arrastada.

Ele inclinou-se, puxou-a pela nuca, e fez o que estava morrendo de vontade de fazer desde que ela entrou no salão. Os seus lábios colaram-se aos dela. Não era um beijo de sedução, acompanhado por gestos e palavras doces.

Era uma ordem para calar-se. Ceder a sua autoridade. Foi um lembrete para Kagome saber a quem pertencia.

A mocinha mordeu seu lábio. Inuyasha provou o gosto do próprio sangue, mas também provou sua doçura. Ele não afastou-se, como Kagome provavelmente esperava. Ao invés disso, aprofundou o beijo até que ela sentisse o gosto de seu sangue. Quando Kagome tentou afastar-se, ele puxou-a contra si, até que estivesse colada a seu peito, os seios fartos forçando o corpete.

Somente quando ela parou de debater-se, Inuyasha permitiu que escapasse. Ele limpou a boca com as costas da mão, o tempo todo olhando em seus olhos.

—Veja, Sesshomaru, a mocinha é completamente inofensiva. Apenas tem que se saber como lidar com ela.

Kagome pulou para trás, seus olhos piscando furiosamente.

—Você é o pior asno que já conheci!

Inuyasha ocultou um sorriso, quando ela virou-se e saiu dramaticamente do salão, uma profusão de babados agitando-se ao redor de seu corpo. Kagome sentiria-se insultada se soubesse que seu tipo, muito masculinizado, havia sido completamente arruinado pelo vestido que ondulava ao redor dela. Ela parecia uma menina mimada.

E aquilo, sem dúvida, iria enfurecê-la.