Can't Be Tamed (by Mistress Alice)
4. Satyriasis
Assim que Gregory fechou a porta, saí para o meu quarto. Hoje eu acredito que permaneceria em casa, de repente ele precisava de mim novamente, estaria aqui se ele quisesse jogar conversa fora. Destrancava a porta do meu quarto, quando percebi alguém passar por mim. E novamente, não me dei conta.
-Seu pega-pega com o bebê vai fundo, não é? – Apesar de ter reconhecido a voz, me virei, notando um Flégias sério, de braços cruzados.
-Eu já disse que ele não é uma criança. E já disse que você é da mesma idade que ele. – Entrei no meu quarto, deixando de olhá-lo. – Aliás, você não deveria estar aqui.
-O bebê não deixa você ver o seu amante? – Ele fechou a porta por mim, depois de ter entrado também.
-Flégias, não me faça perder a paciência com essa sua ironia. E eu falei, porque escutei o Miles berrando com você. – O olhei, e acho que ele ficou sem-graça.
-Não sei que ciúme idiota é aquele.
-Não gosto dele, mas não fale assim do Miles, ele pelo visto, gosta muito de você. Deveria se preocupar mais com ele do que comigo.
-Mas não namoro com ele, e também posso viver a minha vida.
-E o que eu tenho a ver com isso?
-Você faz parte dela, oras.
-Obrigado pela consideração de amigo.
-Não falei como "amigo". – O olhei novamente e ele sorria malicioso. Então, Flégias se aproximava de mim, e notei que assim que me tocou, queria tirar a minha roupa.
-Não. – Toquei nas mãos dele, as afastei de mim, e dei uns passos para trás, bravo.
-Beija o Gregory e agora põe cinto de castidade?
-Gregory me respeita! – Notei que meu tom de voz foi um pouco além do que eu queria.
-Respeita o caralho, Fiodor! Vocês só estão se falando há três dias. A hora que ele souber que você quer comê-lo, quero ver se ele vai continuar santo para cima de você! Não haja com ele como se namorasse há muitos meses, você está parecendo criança.
-E você me respeita, Flégias? Hoje de manhã você saiu daqui, me largando na cama daquele jeito, só faltava jogar algum dinheiro que fosse, depois de ter me usado como se eu fosse um garoto de programa! – Meu tom estava quase irado, incrédulo com aquela conversa. – Agora fica jogando o Miles fora, até quando ele te der um pé na bunda! E não vai demorar. – Senti Flégias me empurrar, irado.
-É por isso que está sozinho! Se não fosse tão trouxa, poderia ter quem quisesse aos seus pés, eu só abri o seu caminho!
-A única coisa que você fez recentemente foi abrir as suas pernas para mim, isso sim!
-Seu grosso! – Vi ele me olhar de outra forma, contrária as suas reações. Acho que ele tinha se ofendido com o que eu disse, e me arrependi um pouco. – Também quero que o seu relacionamento com o Gregory vá para o inferno! Ele é um idiota.
-Se o conhecesse, não falaria isso, ele é um homem muito doce. Isso sim. – Baixei o tom de voz.
-E se ele conhecesse você, saberia que esta caindo em um buraco sem fundo! – Ele disparou, alto e eu fiquei atônito.
-Como é? Como fala isso de mim? Por que está me tratando desse jeito? Se você me quer e tem o Miles também, eu também quero opções. Porque eu esperaria você pelo resto da minha vida? Você fala exatamente como todo mundo fala de mim, fala como se não me conhecesse! – Estava aborrecido.
-Eu achava que conhecia. Me arrependo de ter transado com você. – Ele me olhou com nojo, e eu me irritei, peguei no braço dele.
-Flégias! – Gritei. – Por que essa atitude tão ridícula? Você nunca foi assim!
-Você é tão idiota que não percebe mais nada. Agora que fixou seu pênis no Gregory, não enxerga mais nada! – O tom de voz dele era mais baixo, sarcástico e com um toque de tristeza.
O que ele está querendo dizer?
-Me solta, Fiodor. – Ele quis se soltar, puxando os braço a todo o instante.
-Não antes de querer saber o que leva você à essa atitude... Gosto de ser seu amigo, mas você me trata tão mal... Está fazendo isso desde o dia da balada... Se já não bastasse o quanto me sinto solitário, ser usado da forma como você fez... Me senti humilhado.
Os olhos dele pareciam estar úmidos.
-Me solta, porra. – Disse ele entre dentes.
-Me fala por favor... – Meu tom era quase em um sussurro.
Vi que ele ia falar, mas estava hesitante.
-Eu fiz alguma coisa então...? – Ele deixou de me olhar.
-Estou apaixonado por você, Fiodor.
O olhei, em choque. Tanto que qualquer força que eu tinha sumiu, e ele se soltou de mim em uma facilidade anormal.
-Flégias...
-Só que não se preocupe com isso mais, pois no momento, estou odiando você. – Ele disse frio e saiu do meu quarto, batendo a porta.
Eu precisava sentar. Precisava engolir aquela briga e algumas das palavras dele. Estava completamente chocado, eu nunca poderia calcular algo do gênero. Eu só achava que eu não passava de uma trepada qualquer para ele.
-Apaixonado por mim? Como? – Sentei na minha cama, colocando o rosto entre as mãos, chocado, estressado, arrependido e me sentindo muito mal pela situação.
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-Que cara é essa, meu anjo? – Ouvir a voz do Wimber me acalmou um pouco, enquanto eu cutucava um potinho de sorvete de chocolate que achei no congelador.
-Flégias e eu discutimos ontem. – Suspirei forte.
-Sobre? – Ele sentou na mesa mesmo, do lado do meu pote.
-Ele está apaixonado por mim, Wimber. – Olhei para ele, suplicante de culpa.
-Eu sabia. – Ele tocou nos meus cabelos e o olhei em choque.
-E nunca mencionou?
-Não deveria ser eu a pessoa para falar sobre isso. Ele me contou, e eu o alertei que seria um terreno perigoso.
-Por quê?
-Ele anda saindo com o Miles, e você com o Gregory. Acho que já é mais responsabilidade para vocês.
-Não queria ter brigado com ele, mas Flégias também foi tão maldoso comigo.
-Flégias é particular, como eu, acha que tudo começa com sexo. E ele tentou conquistar você com isso. Eu já falei para ele que você não se importa com sexo... Ele achou que poderia tentar mudar.
-Eu não notei isso...
-Você não tinha obrigação, não se culpe. E falando em Gregory, como vão vocês dois?
-Saí com ele no almoço. – Sorri leve, apesar da alegria e ao mesmo tempo, a tristeza. – Queria que fosse algo informal, mas nós dois acabamos transformando em um almoço formal.
-Como ele está agindo diante disso?
-Sabe, mano, desde o primeiro beijo com ele, senti que eu e o Gregory já fomos um do outro. Quando mencionei isso para ele, ele concordou.
-Uau, não sabia que estava assim para você. – O olhei de relance, e a expressão dele era de alegria.
-Nós não transamos ainda. Disse que se for para acontecer, que fosse ao menos no próximo encontro. Sinto que ele quer caminhar comigo nessa porta que abri para nós dois.
-Fiodor, quero que dê certo. Sei o quanto significa um relacionamento assim para você, até porque tenho medo de que machuquem você. Vou estar de olho nele. – Wimber riu.
Depois de olhar o meu irmão, notei que Flégias entrou na cozinha. Aliás, nós dois notamos, até porque ele fungava. O machuquei tanto assim?
-Aê Flégias! – Wimber se levantou.
-Quero ficar sozinho, Wimber.
-Eu avisei.
-Wimber, cala a boca, quero ficar sozinho. – E da mesma forma que entrou, saiu da cozinha.
-Não achava que eu fazia tão mal para alguém. – Levantei, largando colher e pote, saindo da cozinha, triste.
-Fiodor, por favor! Essas coisas acontecem. – Ouvi a voz frustrada dele se dissipando.
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Ia até a sala da lareira, pensar um pouco, gostava de fazer isso quando eu precisava. Mas no meio do caminho, esbarrei em alguém, de tanto distraído que eu estava.
-Que preocupação. – Pegaram na minha mão e eu me virei. Sorri levemente.
-Oi, Greg. – Ele me olhava preocupado.
-Que aconteceu?
-Me desentendi com um amigo. – Não o olhei.
-Vem cá. – De forma delicada, ele me levou até a sala da lareira, e fechou a porta. – Quem foi?
-Flégias e a teimosia dele. – Sorri, levemente.
-Ou seria orgulho? Laimi é assim também. – Ele sorriu, enquanto eu coloquei as minhas mãos nos ombros dele.
-Está nessa mesma situação?
-Não... Mas já passei. – Novamente, ele me conduziu até o sofá, próximo à chama da lareira, então nos sentamos.
-É muito raro isso acontecer comigo, sabe. Mas quando acontece... Acaba comigo. – Passei a mão na testa, um tanto incomodado.
-Não deixarei você ficar assim. – Greg apoiou a mão na minha coxa e veio se aproximando. Coloquei a minha mão na nuca dele e um beijo aconteceu. E com a minha outra mão, acariciei sua cintura, trazendo o corpo dele junto do meu. Será que eu agüentaria esperar até o próximo encontro?
E o pior me aconteceu. Relembrei da minha situação com Flégias, e perdi o desejo do momento. Ainda melhor dizendo, broxei.
Cessei o beijo, extremamente frustrado, e obviamente, ele notou.
-Desculpe, achei que você queria.
É óbvio que eu te quero.
-Gregory, me perdoe... – O olhei.
-Tudo bem. – Ele suspirou, se levantando. – Nos falamos depois, não quis incomodá-lo.
-Gregory... Gregory... – Chamei, mas ele se foi e se ouviu, ignorou.
-Só você para pagar um mico desses. Puta merda. – Passei as mãos no rosto e fiquei ali no sofá por um bom tempo.
~/~
"Não me odeie. Quero sair com você hoje."
Digitei e mandei para o celular do Gembu.
Ainda estava sentado na cama, só com a minha boxer, e minha cama desarrumada, sendo que a piada aqui dormiu sozinho.
Primeiro o travesti, agora, me tornei broxa, não faltava nada.
"Não o odeio, isso... Acontece... Mas desculpe, já tenho planos para hoje."
É, faltava. Um amigo que me odeia e meu flerte que me dispensou via SMS. Fiodor, você é impressionante!
Joguei-me na cama, frustrado por tudo ter ido por água abaixo tão rápido. E agora, eu estava solteiro de novo.
Mesmo com a vontade de ficar ali deitado e com medo de encarar todo mundo, eu tinha que levantar e ir trabalhar, segunda, e é o dia mais chato para os juízes, é dia que eles mais cobram.
Levantei e fui me arrumar. Depois iria pedir à algum dos empregados para arrumar a minha cama, já que eu mesmo não faria isso agora. E em seguida, sai do meu quarto.
Olhei pelo corredor, para ver quem mais levantou, e foi então que vi Gregory fechando o quarto dele. Não sabia se eu corria até ele ou se deixava ele seguir o caminho dele, já que eu acho que não era mais comigo.
Na dúvida, fui até ele. Meus passos eram ágeis e silenciosos, portanto pude correr e fazê-lo me notar depois que eu estivesse com ele.
-Gregory. – Pus a minha mão em seu ombro, quis que ele virasse para me olhar. E quando fez, o beijei.
Com urgência e necessidade, e fiz meu corpo empurrá-lo até a porta de seu quarto. Colei nele, mostrando que o que houve no dia anterior foi culpa da briga desnecessária de um bobo que poderia ter sentado e explicado a situação. Não de ter me chutado como fez.
Pareceu que Gregory queria se desvencilhar de mim, mas não permiti, troquei meu fôlego pelo desejo que não foi suprido na noite anterior. E com isso, tateei em buscar da maçaneta da porta, para entrarmos. Se houvesse sexo ali e agora, eu não sei, mas não deixaria aquele mico estragar tudo que eu senti e lutei até agora.
Entramos de forma bastante desengonçada, não cessei o beijo em momento algum, e para evitar que ele fugisse, deixei a porta aberta e o abracei pela cintura, deixando a carícia em sua boca quase erótica.
Até que o beijo chegou ao fim, por ele.
-Fiodoor! – Disse ele, ofegante e surpreso. E o olhei sem culpa.
-Eu quero você... – Voltei a me aproximar dele, tentando ser sensual. O puxei pelo cós da calça e seu corpo bateu contra o meu, e notei que ele estava sem palavras. – Aquilo que houve foi simplesmente coisa do momento, minha cabeça estava longe de onde eu deveria estar. Que era com você.
-Fiodor, não precisava ter se preocupado com isso. Eu que fui atirado demais.
-Mas eu queria aquele momento. Queria estar com você, quando apareceu, senti meus problemas indo embora... – Meu tom era quase... Apaixonado?
-Eu disse que não queria que você fosse embora depois do almoço, queria que tivesse entrado, ficado aqui o dia todo!
-Zeus sabe o quanto eu queria ter passado o dia com você. E sei que disse que tinha planos para hoje, mas não ia deixar o dia de hoje passar e não ter você por nenhum momento.
-Seria demais eu pedir por outro beijo agora? – Teve timidez no olhar dele, mas ainda assim, ele me encarou.
-Deveríamos começar o dia bem. – E então realizei o pedido dele.
-O que está havendo aqui? – Uma voz conhecida, mas com raiva e bastante grosseira surgiu ali. No mesmo instante, Gregory deixou de me beijar e olhou para a direção da porta.
-Chesire! – Então nos afastamos, e eu fiquei ali, perdido. – Não está havendo na-da... – Olhei Gregory, chocado.
-Você me falou que não estava rolando nada entre você e ele!
-Ah, é? – Olhei-o aborrecido.
-Não, Fiodor, eu posso explicar. Chesire se acalma.
-Você sabe o quanto eu não suporto o Fiodor!
-Gregory me disse que não rolava nada entre vocês dois!
-É? Pois saiba em primeira mão que está tendo sim. E eu tinha planejado hoje, que eu ele saíssemos. Sabe por quê? – Balancei a cabeça em negativa, perdido. Olhei Gembu e ele parecia pálido. Foi então que Chesire olhou para ele. – Eu ia dizer o quanto eu estava amando você! Fazia tempo que a gente estava ficando e eu achei que você correspondia!
Eu decidi procurar por algum lugar no quarto para poder olhar. Tinha as mãos na minha cintura, e já não estava mais aborrecido, no lugar, eu me sentia dolorido. Gregory estava para ser meu, mas mentiu para mim. E eu fui na dele, nas palavras dele. E senti que não precisava ouvir mais nada, para bom entendedor, meia palavra é o suficiente, e era o meu caso ali.
Cheguei depois, não foi? E fui novamente usado. Balancei a cabeça, completamente frustrado e saí do quarto dele, sem nada dizer.
-Fiodor! Não! – Gregory tentou segurar no meu braço, mas eu o rejeitei.
-Eu estou aqui me declarando para você e se preocupa com esse canalha? Quem é você, Gregory de Gembu?
Escutei Gato aos gritos, mas deixei de me importar. Deixei de ouvir. E também, desisti de trabalhar hoje. Aulas eu podia repor, se eu falasse que não me sentia bem, poderia inventar alguma coisa e sairia livre.
E a conclusão era apenas uma, eu havia me apaixonado pelo Gregory, e fui traído, fui enganado.
Senti me encher de arrependimento de não ter sido a definição exata de canalha, de pegador, de qualquer droga que fosse. E o que o Wimber não queria, aconteceu. Pior seria cortar o coração dele, que tanto se preocupa comigo, e eu...
Falhei.
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Sentei-me em um dos bancos no jardim do Castelo, estava um tempo agradável, o vento era suave, e o melhor de tudo, só tinha eu ali. Precisava pensar. No quê eu não tinha idéia. Mas eu precisava ao menos esfriar a cabeça, tantas brigas, tantas mágoas. Tudo acontecendo tão rápido e será que eu perdi alguma coisa?
Para Flégias dizer que sentia algo por mim, sim eu estava. Eu me senti mais ou menos assim: existia o meu grupo, e eu estava entrando em território inimigo. Tudo é tão errado no mundo, porque eu tinha que ser correto? Querer ter um homem só, quando todos tem vários homens, várias mulheres. E afinal, sou um Espectro, sou alguém que veio do Inferno, tudo tão corrupto lá, e eu bancando moleque de Athena? Não era para menos, por isso pago mico, pois sou um Espectro ridículo.
Se eu ao menos não tivesse sido tão ingênuo, tinha percebido a intenção de Flégias, e assim, Gregory e eu não iríamos nos cruzar, jamais. Assim, ele e o Chesire teriam caminho livre, e eu... Bem, se eu tinha alguém que me queria, mesmo se isso significasse infidelidade, confusão, que fosse. Ele me queria, porque eu não poderia ser dele?
E é aí que viramos nossa própria isca. Acreditamos que é só beijo e só sexo, quando no fundo, você descobre que aquela pessoa não sai da sua cabeça, aquele beijo não foi só um ato de carícia, e aquele sexo não foi só uma dança junto aos lençóis. Havia sentimentos, que tinham o perigo de aumentar e nos deixar na mão.
E sempre existe alguém que cai nessa armadilha, e dessa vez, Eros me pegou com a flecha no lugar errado.
Respirei fundo, sentindo-me sem qualquer esperança de nada. Um pouco perdido. Pois até então, minha vida tinha certo rumo, eu tinha um motivo para querer acordar sorrindo. E de repente já não poderia significar mais nada.
E como eu iria lidar com as coisas agora? Wimber iria me procurar, iria querer saber do meu rolo, da minha situação com o Flégias também, e o que eu iria dizer?
"Ah, irmão, fodi o Flégias e fui fodido pelo Gregory".
Por que só pode mesmo. Entrei com sexo e saí sem sentimentos.
Passei as mãos no rosto, procurando por paciência, pois enfrentar, eu teria de qualquer jeito. O problema é como eu iria lidar com as diversas situações.
Tinha que considerar as eventuais ameaças de morte do Miles, Laimi, Chesire, Flégias, Wimber e acho que do Gregory também, afinal, ele iria querer me matar se souber por que eu e o Lycaon discutimos.
Paciência. Paciência.
Mas agora, o momento era só meu, com os meus sentimentos, egoístas, a minha cabeça apaixonada.
Mas eu também precisava sair dali, daqui a pouco alguns companheiros iriam passar juízes também, e se eu queria convencer de que eu estava doente, só a cama para tirar-me do sufoco. Ela precisava de mim, e eu dela.
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Não me troquei de volta, apenas me embrulhei debaixo do edredom, ainda desarrumado. Iria deixar o sono me levar, e deixaria com ele, meu desejos e sentimentos, precisava me sentir livre de tudo aquilo que aconteceu, nem que fosse um pouco, por poucas horas, mas eu necessitava isso.
Fechei os olhos por um momento, e quando abri, quis que Gregory estivesse ali.
Queria tocá-lo, vê-lo sorrir, ouvi-lo rir. E quanto mais eu pensava nele, mais vontade de estar com ele eu sentia, mais desejo eu sentia, estava começando a ser inevitável.
Quando me dei conta dos meus pensamentos, percebi que minha mão estava dentro da minha calça, em uma carícia lenta, quente.
Não usava minha imaginação com fantasias que nunca aconteceriam, mas que aconteceram.
As sensações dos toques dele, dos beijos dele permaneceram em mim ainda, e o que eu fazia naquele momento, na cama, chegava muito perto do que eu sentia com o Gembu.
Sensações... Incontroláveis.
Por isso, eu sentia certo desespero do lado dele, queria que o tempo parasse e só nós ali.
Mesmo com a briga que presenciei, pela decepção de tudo o que eu vi. Meus sentimentos pelo Greg ainda eram vivos. Ou melhor, ainda seriam por considerável tempo, se não se tornasse mais fortes.
Já não pensava mais em razão quando deixei a carícia com uma pressa maior. E pelo tempo que prossegui com o toque, percebi que estava chegando ao meu clímax. E não evitei proferir uma única palavra...
-Gregory.
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Nootas da autora.
Em tempo recorde escrevi esse capítulo. Em poucas horas. Era justamente o ponto que eu aguardava ansiosamente escrever, pois era o principal foco de idéia.
Digo que o final foi um charminho que eu adorei escrever, até porque, eu precisava de uma música que definisse o subtítulo e o capítulo como um todo, e o final foram exatamente as cerejinhas nesse bolinho.
Subtítulo: Satyriasis.
Pois bem. É uma música, da banda Cradle Of Filth. Mas tem um porém. Esse nome, "Satyriasis" é um termo em Inglês para uma condição masculina que é caracterizada pelo desejo incontrolável de sexo, já que é exatamente o desejo que Fiodor buscou em todo este capítulo, e que fechei no final. Mas não se consumiu ainda.
Dessa vez coloquei um pouco de cultura no que escrevi.
Aliás, a música é muito boa, é composta por apenas uma estrofe certamente religiosa, e com dizeres ao final que dão a idéia de tudo tem sexo como base.
Acho Cradle Of Filth uma das melhores bandas do mundo. Fica aí a dica.
