Título: Silent Surrender
Autor: Sleeplessinatlanta
Tradutora: Rebeca Maria
Categoria: Romance/Angst
Advertências: Smut - Se não gosta de nc17, não leia.
Classificação: M/MA - Nc17
Capítulos: vários
Completa: Não
Resumo: Brennan aparece na casa de Booth precisando de apenas uma coisa: ele. Uma noite silenciosa nunca seria o suficiente e, mesmo meses depois, eles ainda enlouquecem durante a noite e fingem durante o dia.
N/A: esta é uma das poucas em que a linha de tempo está bem especificada.
Only You Can Hold Back the Nightmare
Ela estava rodeada por sangue, mas não era dela. Oh céus, era tudo dele. Ela abraçou-se ao corpo sem vida dele, balançando-se para frente e para trás, negando para si mesma que aquilo estava acontecendo. Não, não, não, nãããão!
Ela acordou gritando. O sangue era sempre dele, mas os gritos era sempre dela.
"Booth," – ela sussurrou, seu corpo tremendo incontrolavelmente. Saindo da cama, ela foi até o banheiro e abriu a torneira da pia. A água caía audivelmente enquanto ela encarava seu rosto assustado no espelho.
O pesadelo passou por sua mente, de novo e de novo. A bala atingindo a têmpora dele, o tremor do corpo dele, o sangue em suas mãos... a agonia no coração dela. E assim como todas as noites da semana, ela vomitou no vaso sanitário. E logo depois ela ia até a pia novamente, escovava os dentes com certa brutalidade, tentando desesperadamente sair daquele ciclo vicioso que era aquele pesadelo.
Mas mesmo quando ela lavava a sua boca e voltava para o quarto, ela sabia que não tinha feito sucesso algum naquela noite. Porque ao invés de voltar para a cama, ela apenas deixava que sua camisola escorregasse pelos seus ombros e caísse aos seus pés, no chão. Ela nem mesmo se incomodava em pegá-la.
E quase que em piloto automático, ela ia nua até seu closet e pegava um vestido, algum que ela nunca tivesse usado antes, algum que pudesse ser facilmente retirado por cima dos braços. E apenas mais tarde ela iria descobrir como ele também poderia facilmente escorregar pelo seu corpo.
Ela se moveu rapidamente pelo apartamento, apanhando apenas as chaves do carro antes de sair pela porta. Se Brennan tivesse pensando racionalmente, ela poderia ter se lembrado que ele estava vivo, que ela o vira todos os dias da última semana e que não havia nada de errado com ele a não ser uma pequena queimadura em sua têmpora.
Mas ela não estava mais sendo racional, porque todas as noites ele morria em seus braços. Durante a noite ele sempre estava morto. E ela o queria vivo, gloriosamente vivo, e em seus braços.
Ela dirigiu pelas ruas vazias de D.C. e chegou ao apartamento dele em metade do tempo que o usual. Não havia tráfego às quase duas horas da manhã.
Assim que ela alcançou a porta, tudo que ela pôde fazer foi encarar e tremer. Ela pressionou a palma contra a madeira, quase como se, se fizesse isso, ela se reassegurasse da noite que passaria ali, apenas por alcançar a porta dele. Mas, claro, não era o suficiente.
Ela precisava de mais. Precisava vê-lo, senti-lo, respirá-lo.
Apenas ele podia acalmá-la e confortá-la. Apenas ele podia segurar o pesadelo. O pensamento fez com que ela entrasse em ação imediatamente, fazendo-a bater na porta. Suave da primeira vez, mas então depois ela estava batendo rápido e com força, quase no mesmo ritmo que o seu coração.
Ao abrir a porta, ele automaticamente deu um passo para trás para deixá-la entrar, surpreso e sonolento demais para verbalizar seu pensamento. E quando ela deixou que suas chaves e seu vestido caíssem no chão, ele apenas pôde encará-la em um choque atordoado. E Brennan apenas olhou para ele em desespero, dando permissão para que ele a tocasse e a confortasse.
Dando permissão que ele reassegurasse o coração aterrorizado dela que, mesmo de noite, ele ainda estava gloriosamente vivo.
