Capítulo 3.

Parte I.


- Draco – ela disse, correndo atrás do marido – vem aqui! Draco!

Ele virou-se lentamente, e o fuzilou com o olhar.

- Draco, por favor – disse a loira, com os olhos marejados – diga alguma coisa, querido.

Astoria tentou sorrir, mas a expressão frustrada de Draco a fez desistir. Ele continuou calado, apenas fechou os olhos e respirou fundo.

Desceu lentamente as escadas, e sentou-se em uma das poltronas, calmamente.

- Querido – ela disse, tentando uma aproximação – eu quis fazer surpresa. Diga algo!

- Astoria – disse o loiro, no tom mais calmo que conseguiu – amanhã nós conversamos melhor, tudo bem? Eu vou me deitar no quarto de hóspedes e você pode ficar no nosso quarto, é só –

Draco – falou Astoria, chorando – eu estou grávida! Você não sabe que agora eu preciso de você ao meu lado? E você olha bem pra minha cara e diz que vai dormir no quarto de hóspedes? Isso é um absurdo, Draco! Eu achei que você fosse ficar feliz, porque nós teremos algo novo nas nossas vidas, um filho, depois de 2 monótonos anos e MEIO de casamento –

Astoria foi interrompida com Draco levantando bruscamente da poltrona.

- Como? Monótonos? Você quem optou por não trabalhar, em momento algum eu disse que era pra você dedicar-se somente a mim, muito pelo contrário, eu disse que seria saudável, para que você não se cansasse e ficasse entediada. – falou Draco.

Astoria respirou fundo, limpando as lágrimas dos olhos.

- Tudo bem, então, Sr. Meu marido, vá dormir no quarto de hóspedes, não dê atenção a sua mulher grávida de um filho seu, porque, bem... Talvez se o filho fosse do vizinho, você daria valor! – disse subindo as escadas, correndo para o quarto.

- É, é sim. – disse Draco, passando a mão impacientemente pelo rosto.


O relógio já marcava 6:00 da manhã, Luna hoje teria que chegar mais cedo ao jornal, mal tomou café, e aparatou para o Ministério.

Caminhou pelos corredores pouco iluminados, o local estava vazio. Ela estava decidida a procurar mais informações possíveis sobre a tal Lei do Casamento. Seu companheiro de investigações, Colin Creevey, chegara também, para que juntos pudessem descobrir algo mais.

- Eu achei umas fontes, que dizem que começa daqui um mês, como já havia sido dito. O Ministério vai disponibilizar umas listas com nomes, e ligar algumas pessoas com traços parecidos, para fazer algumas entrevistas, mas para aqueles que não quiserem passar por esse processo, é só fazer uma entrevista e marcar o casório – disse Colin, num tom animado.

- Colin – Luna deu-lhe um tapa no ombro – não diga isso tão animado! Isso é ridículo! Entrevistas? Poupem-me todos eles! Eu ainda não terminei minha publicação sobre essa porcaria de Lei.

- Luna, relaxe – falou ele, calmo – se você não quiser passar pelas entrevistas pode casar-se comigo! Eu adoro pudins, eu sempre gostei de ver você de zonzóbulos nas escola, eu adoro seu cabelo, seu olhar distante quando está pensativa...

- Muito obrigada por reparar, só que não! Eu não quero, você é meu amigo, Colin! – disse ela, num tom descontraído.

Os dois riram, Colin levantou-se e foi buscar xícaras de café para os dois, na cafeteira perto da mesa de Luna.

- Sabe, eu acho que seria interessante se você entrevistasse um dos que estava na votação, pra saber a opinião dos caras e tudo mais. Sua matéria vai ficar perfeita!

- Mas quem? Quem eu posso entrevistar? – disse a loira, num tom pensativo.

- Draco Malfoy, oras. Fiquei sabendo que ele anulou o voto, vai ser interessante saber a opinião ou a falta de, que ele tem. – falou Colin, num tom misterioso.

- Boa! Vou mandar uma coruja pro Ministério perguntando se ele está a fim, e a que horas pode me receber... Será que ele aceita?

- Os Malfoy fazem qualquer coisa agora pra limpar a antiga imagem, Luna.

- Vou fazer a carta, então... Espero que ele aceite conversar comigo. – disse esperançosa.


Draco preferiu nem tomar café em casa. Ele sabia que Astoria estava extremamente magoada, mas ela também sabia que aquele não era o momento para filhos. Não que ele rejeitasse e odiasse crianças, seria ótimo ter um filho com Astoria, obviamente a criança seria muito bem educada, e ele a amaria. Mas agora não era o momento. Não era.

Sentou-se em sua mesa no escritório, e começou a revirar todos os papéis para distrair-se, mas só conseguia pensar em Astoria magoada e Daphne – sim – com inveja querendo se vingar. Ele nem lembrava porque se envolvera com Daphne, ela era chata, falava alto, bebia demais e toda hora ameaçava. Ele saía com ela em suas viagens a trabalho, mas não era o mesmo que estar com Astoria, ele o achava... sei lá. Daphne era sem definição.

Ouviu batidas na porta.

- Entre!

- Sr. Malfoy – disse a secretária – uma coruja chegou agora do The Quibbler.

- Me dê, por favor – falou num tom agradável.

A moça entregou o jornal na mão de Draco, e saiu da sala em seguida. Draco leu rapidamente a carta, e em seguida respondeu, que sim, ele faria a entrevista, no dia seguinte, em seu escritório às 10h.

Pediu que a secretaria lhe enviasse a coruja de volta. Seria interessante ficar cara a cara com Lovegood novamente, afinal, ela morria de medo de Death Eaters.


N/A: Desde Janeiro, eu sei. Muita coisa aconteceu, MUITA MESMO. Agora a Miih é professora de português até. Bom, dividi em dois, porque o próximo é uma conversa calorosa e definitiva entre eles, e então, começam os mistérios da fic. Ta sem betagem, e mesmo professora, eu erro, e se tiver erro, me responsabilizo pelos erros. Digam o que cês tão achando, o que querem ver na fic, TU-DO. Ah, a parte dois vem daqui 15 dias.

Beijos 3