Política de spoiler - Esta fanfic pode conter spoiler até o Naruto Shipuuden ANIME até o episódio 121, que foi até onde eu assisti :p
Conteúdo: M (16+)
Coments da autora:
Quarta parte. Emocionante. huahuahuahua!!!
A história é posterior a Naruto Shipuuden, com o passar dos capítulos vocês vão pegando o "timing" da história.
Kisses!
Konoha. Campo de corações palpitando, encontros e desencontros, ódio e amor. Uma vila. Um povo. Muitas histórias. E é aqui onde essas histórias começam...
Nos últimos capítulos, Tsunade e Jiraya estavam casando e, na festa, Itachi chega e crava uma faca no ombro do irmão, Sasuke. Sakura dá um grito desesperador.
Barracos de Konoha *placa provisória*
Ato 4 – Doce Lua de Mel
- SASUKE!
A partir do grito de Sakura, os outros convidados da festa começaram a olhar para a movimentação e a gritaria iniciou-se. Naruto fica apreensivo com toda aquela situação. Ele olha para Sakura, incrédulo. Todos estavam nervosos, sim, mas Sakura fora a única que gritara o nome de Sasuke em altura e tom indevidos, como se fosse Naruto, seu namorado, que estivesse estatelado ali no chão. Sakura logo notou o que fizera e olhou para Naruto de rabo de olho, nervosa também. A troca de olhares dos dois se deu por um tempo extremamente curto, mas a mensagem ficou ali gravada entre os dois. Então ela foi até Sasuke, que estava rolando de dor no chão, segurando a ferida no ombro. Ela começou a aplicar-lhe um jutsu de cura.
Itachi, neste meio tempo, se afastou novamente para as arquibancadas, deixando a espada dentro do corpo de Sasuke. O irmão mais velho olha para Tsunade, que saiu da pista de dança correndo na direção dele. Ela o alcança já no topo das arquibancadas. Tsunade desferia socos e chutes para acertar Itachi, mas ele estava rápido demais, e o vestido de noiva definitivamente atrapalhava seus movimentos.
- Enferrujou, Quinta?
Ele disse sério e continuou se esquivando das investidas de Tsunade, até que chega o momento que ela para. Ele faz o mesmo.
- O que faz aqui?
Não deu tempo de Itachi responder: um lampejo azul se misturou a um estouro vermelho exatamente onde Itachi estava. Era uma grande explosão mesclada de vermelho e azul. Tsunade protegeu seu rosto com a mão, um vento abanou a parte solta de seus cabelos e, após a luz e o vento terminarem, ela vê Kakashi em posição de batalha, mas não via Itachi. O rosto de Kakashi vira-se para a Hokage.
- Bushin Bakuretsu – ele tentou esconder a mão queimada. O Bushin explodiu no momento em que Kakashi atacou com o chidori.
Tsunade olha para a mão ferida de Kakashi e ele volta para ajudar com a evacuação dos civis. Tsunade faz o mesmo. Ela não acreditava no que havia acontecido: Itachi provavelmente fora embora, saltando pelas arquibancadas do local, telhados e árvores da cidade. Já no meio da arena, Jiraya se aproxima de Tsunade e pergunta se estava tudo bem, ela apenas lhe lança um olhar forte e decisivo. Shizune também se aproxima neste momento.
- Continue evacuando os civis. Mande todos os times para as saídas da cidade. Não quero ninguém seguindo o Uchiha.
- O quê? – disse Shizune, incrédula. – Não podemos deixá-lo fug...
- SHIZUNE! – vocifera Tsunade. Seu olhar era sério e mortífero – Desde quando você está aqui para questionar minhas decisões?
- H-hai! D-desculpe, Tsunade-sama! – ela responde, envergonhada.
- Então vá logo distribuir os times nas saídas da vila.
No meio da correria que ainda permeava o lugar, uma coisa chama a atenção de Tsunade. Uma mesa não estava vazia. Esta mesa era composta por pessoas distintas, todas bem velhas. Eles estavam degustando saquê, de braços cruzados a tudo o que estava à volta deles. Alguns shinobis tentavam retirá-los dali, entretanto eles se recusavam e apenas continuavam calmamente ali, assentados, tranquilamente, apreciando o baile em meio ao caos. As sobrancelhas de Tsunade curvaram-se na direção do nariz. Irritadíssima, ela iria tirar satisfações com o conselho, que estava calmamente parado em seus lugares reservados na festa, mas outra coisa lhe chama a atenção. Alguma coisa loira passou diante de seus olhos como um jato, voando ali no meio. Era Naruto.
Tsunade vê aquilo e, de alguma forma, percebeu que não havia na corrida do garoto a impetuosa determinação com a qual ele geralmente seguia um inimigo. Naruto ia em direção à floresta. Ela se vira para Jiraya, que estava ali perto.
- Acho que vamos ter que deixar para depois – diz ela, com o rosto sério.
- Também acho. Pode ir – disse ele, ajudando Sakura no jutsu de cura que aplicava em Sasuke, puxando a espada, que sai do corpo de Sasuke com um barulho característico, e ele se contorce no chão.
A festa acabou naquele momento. As pessoas se dispersaram com a ajuda dos shinobis, os médicos estavam ajudando Sasuke enquanto Tsunade parte na mesma direção que Naruto fora.
Hinata estivera observando tudo. Cheia de ódio. Observou e ficou ali com aquele pequeno grupo de pessoas que terminava de conduzir os membros do conselho para suas casas. Hinata mudara ultimamente. Não era mais aquela menina tímida e agora carregava a linhagem do byakugan como deveria ser: virara uma excelente ninja da família principal Hyuuga.
Com passos curtos e vagarosos, Hinata vai até Sakura. Quando os pés da garota param ao lado de Sakura, ela olha para cima. Iria cumprimentar Hinata, que estava num vestido roxo maravilhoso, o cabelo preso para o alto como se fosse o de Ino, mas não deu tempo de Sakura abrir a boca. Em um movimento rápido, Hinata lhe mete um soco no estômago, fazendo Sakura arrastar pelo tablado, assentada, até uma mesa próxima, derrubando comida em todo o seu corpo, cabelo e vestido. Jiraya se assusta. Sakura não sente dor alguma, apenas sentiu uma parte gigantesca de seu chakra ser consumido pelo golpe de Hinata.
- Não acredito que você foi capaz de fazer isso... – diz ela, tomada de ódio, chegando perto de Sakura, a passos curtos e calmos. Séria, ela continuou falando – O Naruto te ama, idiota. Nem a Ino que é a garota do Uchiha gritou por ele e...
- Chega! – interrompeu Jiraya, que entrara entre elas. Os médicos estavam levando Sasuke para o hospital. – Já chega!
As duas olham para Jiraya, Hinata olhou-o mais profundamente. O ódio ainda estava em seu olhar. Ela se vira, com uma raiva imensa guardada dentro de si, e vai embora. Jiraya ajuda Sakura a se levantar e tirar a comida do cabelo.
- Vamos, eu te levo em casa – disse Jiraya, terminando de tirar um pouco de macarrão da cabeça da garota.
- N-não! Eu preciso cuidar do Sas...
- Haruno! – ele diz o sobrenome da garota. A voz de Jiraya era imponente e inflexível. Sakura o olhou intensamente.
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Tsunade finalmente alcança Naruto, que estava assentado em um tronco de árvore perto de uma clareira. A luz da lua era fraca e iluminava parcamente o local onde Naruto estava assentado, os ombros caídos, os pés meio virados para dentro, entre seus dedos ele segurava alguma coisa que Tsunade não conseguia ver. O silêncio que se instalou ali era incrível.
Naruto sente a presença de Tsunade e, bem devagar, ele sobe o olhar até encontrar o dela. O que quer que fosse que ele tivesse em mãos, ele guardou no bolso interno do paletó.
- Naruto... – disse Tsunade, que foi interrompida pelo garoto.
- VOCÊ VIU? VOCÊ VIU??? – gritou ele, se levantando e indo na direção da noiva, pegando-a pelos braços e a sacudindo. – VOVÓ TSUNADE, EU VOU MATAR A SAKURA! QUANDO EU VIRAR HOKAGE TODO MUNDO VAI SE LEMBRAR DESSE VEXAME! E PRA PIORAR, ELA O AMA! ELA O AMA DE VERDADE!
- Acalme-se – disse Tsunade, fechando os olhos. Naruto a sacudira tanto que o penteado da Hokage soltara, o seu véu caíra no chão. – Isso não é nenhuma informação nova, exceto pela parte que todos vão se lembrar disso.
O coração de Naruto parou, olhando-a com incredidulidade. Suas mãos, que estavam segurando Tsunade firmemente, soltaram-na, fracas. Ele se sentiu pesado, e ficou de costas para ela.
- Naruto... Ninguém vai se lembrar disso. Para todos, Sasuke e Sakura são amigos, ela só demonstrou preocupação, nada demais.
- Mas... Quando ela olhou para mim... Mesmo de rabo de olho... – ele arrepia só de lembrar daquele olhar culpado de Sakura. – Ela... Ela também percebeu que tinha feito algo errado – diz Naruto convictamente, olhando para os próprios pés.
- Naruto... Você sabe que ela ama e sempre amou o Sasuke. Você já sabia disso. Vocês ficaram juntos, e se acostumaram um com o outro. A Sakura realmente gosta de você, mas ela confunde os sentimentos...
Naruto não conseguia entender... E Tsunade parecia estar falando algo que estava engasgado há muito tempo.
- Você... Conversou com ela? – diz Naruto, agora olhando Tsunade, desconfiado.
- Sim – diz ela, respirando fundo. – Já tem um mês mais ou menos... Ela ia terminar o namoro com você hoje, Naruto.
Se o coração de Naruto já não estivesse parado, iria parar. Ele ficou totalmente surpreso. Seu rosto então corou e ele se sentiu um completo idiota.
- Mas... Vovó Tsunade... – diz Naruto, ainda incrédulo. Sua mão vai até o peito, onde estava a caixinha que continha o delicado par de alianças – Eu... Ia pedir a mão dela em casamento hoje... Logo na hora que o Itachi chegou... – eles ficaram em silêncio por longos segundos. De repente, Naruto dá um grito de ódio – EU VOU MATAR A SAKURAAAAA!!
Naruto ia embora, passando por Tsunade, que o segura pelo braço. Não havia tom de que ele iria realmente cumprir as palavras que estava dizendo, mas mesmo assim Tsunade resolve contar.
- Você não pode matar a Sakura. Ela está grávida.
A frase ecoou na mente de Naruto. Seu coração bate uma vez. Duas. Bate pausado. Incrédulo.
- O que disse? – perguntou ele. Ele precisava confirmar.
- Não vou repetir – disse ela, secamente.
Ele estava estático. Demorou para que ele se situasse novamente. Sua boca queria sorrir, mas algo dentro de si o incomodava. O tempo.
- Tsunade-sama... Há quanto tempo?
Tsunade larga Naruto e cruza os braços. Ele permanece de costas para ela. Ela sabia que ele estava perguntando a sério, ele normalmente não se referia a ela como "sama".
- O bebê tem cerca de dois meses e meio de gestação. Ela ia te contar, mas teve tanto serviço no hospital que não teve tempo... Olhando os prontuários, logo eu descobri que isso era uma desculpa. Então fiz com que ela contasse hoje, ou não seria minha madrinha de casamento... – Tsunade viu Naruto cambalear, quando percebe que falara demais... Ela tenta consertar o que disse. – Bem... Ela não contou... Mas contaria no final da festa. Com certeza.
Naruto, cabisbaixo, deixa lágrimas saírem de seus olhos. Tsunade entendeu o motivo daquelas lágrimas que umedeciam o chão de terra batida, e abraçou-o por trás. Fracamente, ele sobe sua mão e pega o pulso de Tsunade, buscando segurança. Ali eles ficaram vários minutos.
Naruto não conseguia entender. Nada fazia sentido. Como Sakura estava grávida? Ele sempre tomava cuidados... Mas ele sabia de umas coisas... Algumas coisas que não lhe agradavam em nada. E ele calculou. A conta bateu. Naruto explodiu de ódio, se desvencilhou de Tsunade e saiu correndo.
Tsunade fica parada, olhando-o ir. Ela se arrependeu... Não devia ter falado algo que era tão pessoal entre os dois... Mas simplesmente não suportava ver Naruto sendo enganado. Tsunade tinha muita amizade com sua pupila, mas havia certas coisas que ela não concordava, e não contar a Naruto sobre uma gravidez era uma dessas coisas. Sim, os sentimentos de Sakura estavam confusos sobre Sasuke e Naruto, mas Tsunade sempre acreditou que, se há dúvida, não há sentimento.
A hokage se abaixa, pega seu véu no chão e volta para o local da festa. As palavras de Shizune reportando os últimos acontecimentos ecoavam lá no fundo da mente de Tsunade. No final, Shizune perguntou o que deviam fazer na sequência... E Tsunade apenas olhava vidrada para um canto qualquer.
- Tsunade-sama! – Shizune chama a atenção de Tsunade. – Tsunade-sama, é melhor que você vá descansar. Teve um dia cheio hoje. Reportarei em caso de urgência... Vou lhe acompanhar até...
- Não, Shizune... Há uma coisa que eu preciso fazer...
Tsunade saiu andando devagar, deixando Shizune tristemente curiosa. Após se afastar um pouco, Tsunade tirou os saltos e andou descalça pelas ruas de Konoha. Ela não era um vulto branco saltando como uma ninja por aí, era simplesmente uma noiva que caminhava sozinha durante a noite. Seus passos se assemelhavam, em velocidade, aos passos de uma noiva que andava na igreja.
De repente, ela toma um caminho estranho, entrando na ruela mais escura de toda a vila. O chão era molhado e imundo, alguns ratos passaram por ela e a barra do vestido da Hokage estava completamente cinza – era a cor da água que se acumulava ali. No mesmo momento em que ela pára em frente à porta de uma casa velha, uma fina garoa começa a peneirar sobre a vila oculta da folha. A casa era antiga e vazia, os vidros sujos, alguns quebrados. Tsunade fitou a porta por longos momentos.
À medida que ia olhando a porta, ela se sentia mais próxima daquela casa. A casa a chamava, da mesma forma que ela chamava a casa para si. Sempre que estava em dúvida sobre o que fazer, sempre que procurava respostas, ela ia ali... E aquela casa sempre lhe dava a resposta certa, mas... Desta vez... A casa não lhe dizia nada. Era apenas uma casa velha. Ela sabia que ela tinha abandonado aquela casa, e sabia que era recíproco. A casa não lhe dava mais respostas. Ficou tudo no passado. Absolutamente tudo.
"Hoje eu sei que... Eu nunca duvidei. Todos estes anos só me mostraram que eu nunca tive dúvidas sobre o que eu sinto por você... Eu... Eu... Eu queria tanto te dizer isso agora...!" – pensava Tsunade, que cai de joelhos em frente àquela suja porta, que contrastava com a alvura de seu vestido. – "Hoje eu posso dizer que... Eu te amei de verdade... Somente você... Dan..." – ela termina seus pensamentos e se põe a chorar. – "Hoje estou casada... E hoje eu preciso colocar tudo isso no passado... Me desculpe..."
Soluços irrompiam de dentro dela. Aquela seria a última vez que ela choraria por Dan – e foi um choro desesperador, que cortou seu coração, sua garganta, seus pulmões. Agora ela enterraria ali toda sua tristeza. Ela tinha que fazer isso. Por ela, pela memória de Dan, e por Jiraya. Não conseguiria esperar até amanhã. Tsunade, completamente molhada da chuva, se arrastou até um vaso de flores próximo, mas não havia flores – era somente terra. Num belo dia, ela havia lhe dado a Dan um pequeno girassol plantado ali. Ele sorriu tão docemente para ela... Com as mãos molhadas e sujas, ela abre a porta da casa. O lugar era pequeno e tinha muito pó, o único espaço limpo era um sofá que Tsunade levara para lá, onde assentava-se para refrescar a mente. Entrar ali novamente era como mergulhar no calor de Dan.
Com o vestido todo molhado, sujo na frente e nas pontas, ela andou pela casa, puxando mais poeira, carregando na mão trêmula o vaso com terra. Ela deu a volta no sofá... Ele estava cheio de itens do seu antigo amor – ela havia trazido tudo de casa e depositado ali. Com as duas mãos, ela eleva o vaso de flores à altura de seus olhos, projeta-o para frente e o solta. A terra cobre alguns dos itens do uniforme do Shinobi e uma foto onde os dois estavam juntos num festival da vila. Toda a terra tampou o rosto de Dan, deixando aparecer somente uma envergonhada Tsunade.
As últimas duas lágrimas desenham duas linhas em seu rosto, assim como as linhas do rosto de seu marido.
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- Uma explosão?! – exclama Shizune, assustada lendo um bilhete. Ela ordena seu time – Vamos!
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Devagar, Tsunade abriu a porta com um barulho característico. Ela foi subindo as escadas do centro administrativo de Konoha até chegar ao andar em que estava seu quarto. A Hokage acendeu a luz. O quarto estava vazio... Vazio mesmo. Ela se sentiu extremamente sozinha, não encontrou Jiraya, mas o motivo real da solidão dela era a falta das coisas que lhe davam as lembranças de Dan. Estava tudo acabado. Definitivamente acabado.
Agora, ela queria ver Jiraya, a qualquer custo, ele devia estar com Sakura... Tsunade cogitou em passar no hospital. Ela retira seu vestido magnífico, toma um banho extremamente quente, veste seu uniforme e passa sua noite de núpcias trabalhando na ronda da vila junto a seus subordinados.
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Naruto caminhava chutando uma lata quando chega à escada que dava no corredor do prédio onde ele morava. Antes de subir, ele chuta com violência a lata, que pára no final da rua, então ele sobe as escadas. Quando ele vira para a direita, na entrada da casa dele, ele vê Sakura, toda suja de comida, o cabelo todo melecado de gordura, encostada na parede ao lado da porta, olhando para baixo, aparentemente esperando-o. Ela sente sua presença e olha para ele.
- Deixei minhas chaves em casa... – disse ela, envergonhada. – Jiraya me trouxe até aqui e me deixou lá na escada, então ele se foi e só depois pensei na chave...
Continua!
Espero que tenham gostado! Vlw as reviews!! Aguardem o próximo!
bjs!
Yupie
