Título: En Rouge
Ship: Harry X OC | Harry X Cedric
Rating: M
Capa: link no profile
Nada me pertence. Só a cor dos cabelos do Harry. Hehe.
Os avisos do capítulo 1 continuam valendo.
Para Ju e Leo.
Vocês são uns amorzinhos, sabia? ;**
En Rouge
As Time Goes By
Harry não levou muito tempo para desenvolver sua própria rotina na sua nova escola. As primeiras aulas, embora extremamente aborrecidas para aqueles que haviam crescido entre bruxos, foram essenciais para os recém-chegados ao mundo mágico, assim como Harry. Logo, o menino percebeu que amava Poções e tinha facilidade com Feitiços. História das Artes das Trevas também lhe chamava atenção, e História da Magia era uma matéria fascinante.
De todas as suas novas disciplinas, a mais difícil era certamente a mais comum: música. Tocar um instrumento complexo como violino não era fácil, mesmo com o auxílio da mágica que indicava quando ele estava fora de harmonia, compasso, ritmo ou notas. Embora não sobrenaturalmente dotado com o instrumento, Harry era um dos melhores alunos da sala por pura teimosia, que não o deixava reclamar ou desistir. Equitação era simplesmente maravilhoso e Harry agradecia aos céus por ter escolhido tal curso. Os dois primeiros anos dedicavam-se a cavalos comuns, e então, a partir do terceiro, o professor havia dito que eles iriam treinar com Pegasi. Harry mal podia esperar.
Literatura bruxa era o único curso em que ele tinha aulas com seu colega de quarto, que estava em seu terceiro ano, e decidira começar o curso quando sua eletiva dos dois primeiros anos – a História do Esporte – havia acabado.
Jacques era uma pessoa fácil de se viver, mesmo que ele e Harry não fossem exatamente melhores amigos. O garoto era mais velho, tinha outros interesses, outros amigos, mas estava sempre disposto a ajudar Harry.
Entre seus colegas, Harry estava achando difícil fazer amizades. Ele não era exatamente extrovertido, e estava tão acostumado a andar com seu primo e os amigos dele que nunca tivera de fazer os seus. Foi durante um dever de casa extremamente difícil de Poções que ele acabou conhecendo Pierre Dupont. Pierre era... a versão bruxa de Duddley, mesmo que mais magro e muito mais simpático. Ele não gostava de estudar, e, depois que Harry lhe ofereceu ajuda, tomou para si a obrigação de seguir Harry a toda parte, mantendo companhia e afastando os poucos que vinham até o ruivo por ele ser 'O Menino Que Sobreviveu'. Harry mal havia ouvido tal título, mas já o detestava com todas as forças de seu ser.
Logo o Natal chegou, e Harry voltou para casa, malas cheias de presentes mágicos para seus tios e primo, com coisas simples e que passariam despercebidas pelos não-mágicos.
Depois dos feriados, o ano pareceu voar e, antes que soubesse, Harry já havia ido para casa na Páscoa, voltando para a escola carregado de chocolates suíços, e estava estudando para as provas finais, terminando como o segundo melhor aluno de seu ano – o primeiro lugar fora roubado por um menino nascido entre bruxos, de quem Harry não gostava muito, que conseguira pontos extras em Transfiguração por descrever um feitiço que eles não haviam aprendido ainda.
Harry decidiu que iria estudar mais nas férias.
Férias de verão na casa dos Dursley foram tranqüilas. Harry trocou algumas cartas com Jacques, e pelo menos duas cartas por semana com Pierre – metade delas com pedidos de ajuda do garoto com o dever de casa de verão.
Harry, assim como o resto do mundo bruxo, com exceção de alguns professores em Hogwarts, jamais soube da primeira tentativa de roubo da Pedra Filosofal, ou a verdadeira causa da morte do professor de Defesa Contra as Artes das Trevas da escola inglesa logo após a sua falha, que fora encontrado morto em seus aposentos, depois da notícia da destruição de tal pedra pelo seu fabricante, Nicolas Flamel.
O segundo ano não trouxe muitas surpresas para o menino, a não ser que se contasse seu surto de crescimento logo depois das férias de Natal. Ele era, finalmente, tão alto quanto o restante dos seus colegas, embora continuasse magro e ainda tivesse um certo ar delicado em torno de si – muito provavelmente causado pelos cabelos longos e a magreza inerente a todo adolescente durante essa fase.
Entre a Páscoa e o final do ano, Jacques e Harry começaram a falar mais, conversar mais, saírem mais juntos pelos pátios da escola e Harry pegou-se, mas de uma vez, admirando seu colega de quarto de maneiras que certamente não admirava Pierre ou qualquer outro amigo ou conhecido dentro da escola.
E depois de acordar de um sonho muito, muito vívido com Jacques, o já não-tão-pequeno Harry concluiu algo levemente assustador, ainda que interessante: ele era gay.
E tinha uma queda gigantesca pelo seu colega de quarto.
Subitamente, Harry descobriu-se ruborizando a cada vez que Jacques sorria para ele, e via-se sem fala se o menino estava perto demais. Por mais de uma vez, ele viu Jacques sorrir para ele quando pensava que ele não estava vendo, ou então ficar com o olhar nele por longos minutos, como se perdido em pensamentos.
Era excitante, e perturbador, e bom, e amedrontador, e incrível, e terrível, e Harry achava que ia explodir cada vez que Jacques encostava nele, com o mais inocente dos propósitos.
O quartanista era artilheiro do time da sua ala, e Harry amava, mais do que muitas coisas na vida, olhar os treinos do time – não porque fosse exatamente fã do esporte (quando ele havia contado sobre Quadribol para sua tia e tio, eles dois o haviam proibido de chegar perto de uma vassoura a menos que houvesse dois ou mais adultos perto e ele havia desistido de sequer tentar voar), mas porque sempre havia a chance de Jacques ficar com calor e tirar a camisa ao fim do treino.
Antes que Harry se desse por conta, já era o último dia do ano letivo, os exames haviam terminado três dias antes, e ele chegara ao quarto com um sorriso enorme no rosto, encontrando Jacques sentado na sua poltrona, amarrando as botas do uniforme de quadribol.
O menino loiro olhou para seu colega mais novo e sorriu de tal forma que fez o coração de Harry parar de bater por um minuto inteiro.
"Olá, 'Arry! Por que tão feliz?"
O ruivo fez um ar superior e balançou um pedalo de pergaminho no alto.
"Primeiro aluno do ano.", ele respondeu, ainda sorrindo.
Jacques riu do outro e levantou da poltrona, apanhando sua vassoura sobre a cama.
"Isso pede uma comemoração, então, não?"
"Pede.", o menor devolveu, ainda sorrindo e se jogando de costas na própria cama, Jacques parando a dois passos dela, vassoura na mão, encarando o garoto sorridente, "Minha tia prometeu que eu poderia pedir qualquer coisa de presente se eu fosse o primeiro da turma."
Jacques riu de novo.
"Eu estava pensando em algo menos consumista e mais divertido."
"Ser consumista é divertido.", Harry respondeu, sentando na cama, com um sorriso travesso.
Jacques balançou a cabeça, ainda rindo.
"Voar é divertido.", Harry franziu o cenho.
"Nunca entendi qual a graça de Quadribol."
"Eu não estou falando de Quadribol, estou falando de voar. Você nunca vai saber o que está perdendo até experimentar."
"Hum.", responde Harry, considerando a vassoura escorada a Jacques, "Um dia eu posso tentar, então."
"Por que não vem voar comigo?"
Harry conseguiu sentir seu rosto esquentar.
"Eu não sei como."
"Eu posso te ensinar.", Jacques disse baixinho, estendendo a mão para Harry que o encarou alguns momentos e então pôs sua mão pálida na mão maior do seu colega de quarto.
Quem era ele para recusar um convite daqueles?
No campo de Quadribol, Jacques posicionou a vassoura na altura certa e disse para Harry subir. O ruivo passou a perna esquerda tentativamente pela vassoura, segurando o cabo com força entre suas mãos, e olhou por sobre o ombro para Jacques, arregalando os olhos de espanto quando viu o menino montar atrás dele, os braços passando por baixo dos seus, uma das mãos segurando o cabo da vassoura um pouco abaixo de suas próprias mãos, a outra segurando firme a sua cintura.
No segundo que seus pés deixaram o chão, Harry não conseguiu deixar de pensar como havia sido idiota por nunca ter tentado voar antes. Era maravilhoso, como se todos os pequenos problemas e erros da sua vida ficassem para trás e só houvesse ele e o vento e a velocidade... E os braços de Jacques em volta da sua cintura, o que certamente era um bônus que não podia ser desprezado.
"Você é um natural.", Jacques sussurrou no ouvido de Harry, fazendo o menino se arrepiar, enquanto planavam a vários metros do chão, depois de terem percorrido o campo algumas vezes.
"Eu não acredito que nunca fiz isso antes.", Harry sussurrou de volta, sentindo como se falar alto fosse quebrar toda a magia do momento.
Virando um pouco o corpo, o rosto de Jacques entrou em foco, encarando-o seriamente. A mão que estava em sua cintura o soltou, indo para o seu rosto, onde Jacques traçou as linhas do seu rosto com cuidado, antes de se inclinar minimamente e tocar os lábios nos de Harry. O toque durou apenas alguns segundos, mas o coração de Harry batia tão rápido que ele tinha certeza que Jacques estava ouvindo.
Quando se separaram, Jacques colocou uma mecha dos cabelos de Harry atrás da orelha do menino e sorriu para ele, recebendo um sorriso ainda um tanto bobo de volta.
"Eu gosto de você, 'Arry."
E Harry só conseguiu sorrir ainda mais de volta, girando o corpo de forma a ficar de frente para Jacques e passando os braços em volta do pescoço do menino, ainda sorrindo.
O resto da noite pareceu não passar ou passar em um segundo, quando eles conversaram um pouco mais e então foram dormir, prometendo escrever com freqüência um para o outro.
A maior preocupação de Harry naquele verão era como contar para sua tia que gostava do menino que dividia o quarto com ele.
O fato de que a mais jovem dos Weasley, uma menina chamada Ginny, havia sido morta dentro da escola de magia de Hogwarts por causas misteriosas nunca chegou aos ouvidos de Harry.
Ele não tinha nada a ver com o ocorrido, não é mesmo?
~*~
Contar para seus tios sobre seu beijo com Jacques foi muito, mas muito menos doloroso e difícil do que Harry imaginava. Sua tia, na verdade, ficou impassível durante longos minutos, em que Harry torcia as mãos no colo e começou a roer as unhas duas vezes, até se lembrar que era feio e não fazer mais.
Por fim, ela suspirou alto, olhou fundo nos olhos do sobrinho e quase sorriu.
"Deixe que eu converse com seu tio, está bem, querido? Tenho certeza que tudo vai ficar bem.", ela finalmente sorriu para o menino, deu um beijo em sua bochecha e o mandou brincar com o primo, com uma extra recomendação para Duddley que cuidasse de Harry.
Mas Petunia, apesar do que havia dito para Harry, não estava exatamente certa de que Vernon estaria bem com a notícia de que seu sobrinho, praticamente seu filho mais novo, por quem ele tinha um grande fraco, era... bem, gostava de meninos.
Vernon tinha – sempre tivera – a mentalidade muito fechada, muito antiquada. Aceitar Harry fora difícil. Aceitar que Harry precisaria ir e aprender magia havia sido um passo importante para Vernon, mas muito da aceitação dele ali tinha a ver com o fato dele gostar tanto de Harry quanto gostava de Duddley, apesar de ter uma maneira diferente de mostrar. Harry não era importante apenas para ela, ou para Duddley, ele era uma parte da família e Vernon se importava com a família acima de tudo.
Mas além de bruxo, gostar de meninos? Ela já não tinha certeza.
Foi depois que os meninos já haviam ido dormir que Petunia contou ao marido o que seu sobrinho havia relatado àquela tarde. A conversa preliminar de que no Mundo Deles eram comuns casais do mesmo sexo e como seu colega de quarto era bonito, e prestativo, e bonito, e inteligente, e bonito, e interessante, e bonito, e bom jogador. E bonito também!
Vernon ouviu tudo com um olhar impassível. Seu rosto adquiriu primeiro um pequeno tom róseo, e então pálido, e então mais uma vez o rosa, e quando Petunia começava a se preparar para a explosão... Vernon resmungou algo sobre querer conhecer esse menino que dividia o quarto com Harry.
Petunia perdeu a fala durante alguns segundos.
"Então... Não tem problema?", ela perguntou, ainda um tanto em dúvida, vendo os grandes ombros do marido subirem e descerem como se dissessem, 'o que há de se fazer?'
"Nós o criamos, Petunia. Nós dois. E nós não erraríamos na criação de um filho, nem de um sobrinho. Nunca. Então se Harry gosta de meninos, é certo gostar de meninos. Ele não pode estar errado. E nem nós."
E foi assim que, no dia seguinte, depois de um aviso muito sério de que eles queriam o tal Jacques em casa para o Natal se eles continuassem se vendo e que se ele tentasse qualquer coisa imprópria Harry deveria imediatamente chamar um professor (ao que os olhos de Harry se arregalaram e ele negou qualquer possibilidade, ele nem tinha treze anos!), tio Vernon deu sua permissão para que Harry namorasse.
Os dias passaram tranqüilos, com cartas de Pierre e telefonemas de Jacques – que passou a utilizar este método depois que Harry havia contado a ele que havia contado aos tios – e Harry não poderia estar mais feliz.
O aniversário de Duddley teve uma grande festa, e o dele, um fim de semana em um Hotel no campo, em que Harry pôde mostrar o quanto havia aprendido de equitação nos últimos dois anos. O presente de Jacques fora encantador: um anel simples, de prata, com pequenos entalhes à sua volta que refulgiam em verde esmeralda. Jacques dizia no cartão que tinha o par. Para nunca esquecerem um do outro.
Harry estava no céu. Depois de ter comprado seus materiais e novos uniformes - e o seu presente por ter passado em primeiro lugar no ano – no equivalente francês do Beco Diagonal, uma vila encantadora com lojas e mais lojas a toda volta, com a chave do portal que madame Maxime fornecera a ele no final do ano anterior, Harry começou a ler seus livros novos. Além de suas matérias normais, ele decidira começar Runas Antigas e Aritmancia; trocara, como todos s seus colegas, História das Artes das Trevas pela sua Defesa; além de Magia Medicinal como matéria extra, agora que seu curso em Literatura Bruxa havia acabado. Suas outras aulas continuavam as mesmas, seu quarto era o mesmo, e a sensação desagradável de viajar por Chave do Portal também foram exatamente as mesmas quando Harry chegou na escola àquele ano.
No quarto, Jacques já o aguardava, escorado à porta e parecendo nervoso, mas abriu um grande sorriso quando viu que Harry usava o anel.
Foi um ano espetacular.
Como presente por ter sido o primeiro da classe, Harry pediu uma vassoura. Depois de ouvir Duddley reclamar que ele poderia cair, Petunia dizer que 'jamais' porque ele poderia se machucar e Vernon rugir que era só uma vassoura, ele não podia voar nelas, simplesmente não era certo, Harry tivera de apelar para algo que não fazia desde que era muito pequeno. Ele chorou.
Com os olhos cheios de lágrimas e em uma voz espantosamente suave e baixa, o menino olhou pela vitrine da loja e suspirou, dizendo que todos os bruxos importantes sabiam voar e que ele poderia ser excelente em vôo também, mas que se era demais para ele... bom. Ele entenderia. Afinal de contas, ele não tinha muita importância. Ele era só o sobrinho.
Aquele pequeno comentário fez Petunia ficar à beira das lágrimas e Vernon tornar-se suspeitamente púrpura. A discussão sobre a segurança de se ter uma vassoura com a única razão de voar com ela foi esquecida quando as implicações daquela frase surgiram. Se Harry queria, ele deveria ter, porque era assim que funcionava com seus meninos. Duddley quis uma bicicleta de corrida, uma vez. E queria praticar boxe esse ano. Eram perigosos também, e eles não haviam negado, como iriam negar a Harry?
Simples. Não negariam.
E foi assim que Harry ganhou uma linda, nova e reluzente Firebolt, último modelo, que custou uma pequena fortuna, mas valeu a pena, porque então já não havia mais lágrimas nos olhos de Harry.
Ele e Duddley trocaram um olhar cúmplice antes de saírem da loja.
Aquele truque não falhava nunca.
Por isso, arrumando suas coisas no quarto, Harry mostrou a Jacques sua vassoura nova, e, juntos, os meninos passavam os entardeceres a voar pelos pátios iluminados da escola. Estudavam juntos, e Jacques ajudava Harry com as coisas que ele não entendia. Harry ainda ajudava Pierre, Jacques ainda tinha seus amigos, mas os dois tornaram-se inseparáveis.
Foi um pouquinho antes do Natal que Harry conheceu Fleur Delacour, uma menina loira e deslumbrante, sextanista da escola, que o procurou para pedir ajuda com seu inglês. Apesar de um pouco arrogante, no fundo Fleur era uma boa pessoa, que usava sua máscara de arrogância para afastar pretendentes indesejados. Em troca da ajuda com o inglês, Fleur o ajudava a praticar violino. Não eram exatamente amigos, mas Harry desenvolveu um certo carinho pela garota e teve certeza que o sentimento era mútuo quando Fleur lhe deu um grande abraço e prometeu mandar uma coruja com o presente de Natal dele um pouquinho antes de ele e Jacques pegarem a chave do portal para sua casa.
Jacques estava nervoso, mas colocou seu melhor sorriso no rosto, e aprontou-se para ajudar Harry a ficar de pé assim que seus pés tocaram o chão da sala dos Dursley.
Dizer que o menino francês estava surpreso com a família de Harry era dizer muito, muito pouco. Harry era uma pessoa bonita, clara, vivaz. A única pessoa que tinha pouca – extremamente pouca, diga-se de passagem – semelhança com o menino que ele namorava era a tia, e mesmo assim, sua beleza já havia se esvaído há anos.
No entanto, pelo olhar sério que recebeu do tio, e o aperto de mãos que quase quebrou seus dedos que recebeu do primo, ele percebeu que eles se importavam com Harry. E Jacques decidiu que jamais machucaria o menino. Dursleys não precisavam de mágica para parecerem assustadores, se quisessem.
O feriado foi tranqüilo, e Vernon pareceu gostar até demais do papel de tio ameaçador, apesar de estar convencido que Jacques era um bom menino.
Dois dias antes do fim das férias de inverno, os meninos foram para a casa do pai de Jacques, um senhor muito distinto, apesar de um tanto distraído, de quem Harry não tinha certeza se gostava, mas também não desgostava.
Finalmente, os meninos voltaram à escola, aproveitando seus fins de tarde juntos, dedicando-se aos estudos para fazerem suas famílias orgulhosas deles, e trocando beijos inocentes a princípio, que esquentaram no mesmo ritmo das estações que passavam rapidamente por eles. Harry, no entanto, não estava nem perto de estar pronto para qualquer coisa mais íntima que beijos. Ele tinha treze anos, no fim das contas, não importava que seu namorado tinha dezesseis.
O time da ala Azul ganhara o campeonato graças à habilidade de Jacques, Harry fora mais uma vez o melhor aluno do ano, conseguia tocar algumas peças difíceis no violino sem parecer que estava matando um gato com água quente, seu instrutor de equitação lhe dera parabéns na última aula pelo seu desempenho, a instrutora de Magia Medicinal dissera que ele tinha talento para se transformar em um grande medibruxo algum dia, e seu sotaque carregado de inglês havia completamente desaparecido, deixando, na verdade, um leve sotaque francês no seu inglês: era o fruto de passar três anos tendo ela como língua oficial. As despedidas dos seus amigos e namorados foram doloridas, mas ele estava contente. Jacques iria passar a última semana de férias com ele e iriam para a escola juntos, Pierre prometera manter contato, como sempre, e Fleur queria que ele pedisse aos tios permissão para passar alguns dias com ela e a irmã Gabrielle, que era um ano mais nova que Harry, mas era muito simpática.
Tudo levado em consideração, fora o melhor ano de Harry em Beauxbatons.
Uma pena que seria também o último.
Considerações:
1- Vernon e a aceitação dele do harry ser gay: meu raciocínio: Vernon ama o Harry como a um filho. O Duddley canon é um MONSTRO e ele apóia TUDO que o Duddley faz. Raciocínio do Vernon: ELE não pode ter errado, logo, Duddley está certo. Eu só ampliei este charmoso raciocínio para o Harry também. XD
2- Tinha mais alguma coisa, mas eu esqueci o que era. Se algo ficou meio OI? no capítulo, só perguntem via review e eu respondo. ;**
Eu seeei, eu sou mááááá por terminar aqui, mas eu preciso.
Hehehe.
Vocês sabem o que fazer para me deixar feliz e escrever logo o próximo, não? Sabem sim! Tem uma caixinha ali embaixo, cinza com letrinhas verdes, muito charmosa, que está CLAMANDO para que vocês apertem nela e deixem algo simpático escrito ali, relacionado à fic. Simples, né? Bem divertido também.
XD
Sejam amores e
R E V I E W !
