Cap.4
E – Pen... voc... por...
Ed não conseguia formar uma frase tamanha a surpresa.
Winry estava num estado pior nem falar conseguia e estava branca.
W – "Mas...ela... me disseram..."
Nem seus pensamentos saiam direito.
P – Acho que realmente me consideraram morta.
E – O q?
P – Lá no...
Winry tampou a boca dela.
W – Nem pense em falar lá de casa.
P – Até que se recuperou rápido do susto – falou assim que a neta tirou a mão de sua boca.
W – Mas então você realmente não tinha morrido - afirmou pra si mesma num fio de voz antes de lagrimas aparecerem nos seus olhos e abraçou Pinako, que correspondeu – realmente pensei que... tinha ficado sozinha – apertou mais a velha e deixou as lagrimas rolarem.
P – Calma eu estou bem como pode ver.Vamos entrar vou preparar um chá e ai poderemos conversar com calma.
Dito isso entraram e foram pra cozinha. Não era nada muito grande a casa em si também demonstrava ser pequena.Tinha só um andar.
Winry ainda tentava controlar as lagrimas enquanto Pinako fazia o chá. Ed resolveu ficar calado achando melhor não abrir a boca naquela hora. E ficou os dois sentados à mesa esperando cada qual com os seus pensamentos.
P – Tome isso ajudara a se acalmar – botou a xícara na frente da garota, e botou uma outra para Ed – Já vou também dar um jeitinho nesse ferimento – e logo cuidou do ferimento.
Winry tomava enquanto ainda buscava a calma.
P – Então acha que vai conseguir me contar o que faz aqui?
W – Eu fugi, não agüentava mais ficar lá – por um momento se esquecera de Ed – Você não vai me mandar voltar vai? – se preocupou com essa hipótese que passou pela sua mente.
P – Não vou te obrigar a nada que não queira fazer, mas isso foi meio sem pensar você pelo menos tinha idéia de para onde ir?
W – Não só queria ir o mais longe possível.
P – Só vou te repreender por ter feito isso sem pensar. Mas pelo visto deu sorte em encontrar um lugar pra ficar.
W – Hai... mas por que não mandou uma carta que seja dizendo que esta viva?
P – E voltar para aquele 'fim de mundo'? Nem pensar.
W – Mas eles não iriam te fazer voltar.
P –Acredite eles fariam se você soubesse que eu estava viva.
E - Por quê? – Finalmente Ed resolve se mostrar presente, queria ter ficado de boca fechada pra ver se não conseguia ouvir algo que esclarecesse sobre o lugar de onde elas vieram e com isso alguma coisa do passado de Winry.
W – Melhor falarmos de outra coisa. Que tal a senhora me conta sobre a cegueira do Edward.
E - ¬.¬ Nem pensar.
P – Hora por que não chibi?
E – 1º para de me chamar assim, 2º se não me revelar nada do passado da Winry não revele nada da minha cegueira.
W – Não liga pra ele e vai falando.
E – Isso é injustiça!
W – Não é não.
P – Posso entender o que ta havendo?
Ed logo explicou a situação.
P – Bem então eu não vou falar nada isso só caba a vocês falarem um pro outro.
Os dois suspiraram.
Um trovão estridente se fez ouvir fazendo Win dar um pulo na cadeira.
Pinako se levantou e foi num armário pegando um frasco – aqueles frasquinhos de remédio que tem conta-gotas -, Win ñ entendeu o motivo de ela ter pego aquilo até ver ela ir onde Ed estava, este estava com as mãos nos ouvidos.
P – Tire a mão do ouvido e inclina a cabeça.
Ed fez isso e Pinako botou umas gotas no ouvido dele, repetindo o mesmo no outro.
P – Seus ouvidos apurados tem essa desvantagem, um barulho estridente demais causa dor neles – explicou a Win.
W – Mas isso ocorrem em todos os trovoes?
P – Não só nesses que são muito fortes, os mais fracos passa sem grandes problemas.
E – Esta começando a chover, se formos agora evitamos uma chuva mais forte.
W – Ok, volto amanha vovó.
P – Certo, eu acompanho vocês até a porta.
Corriam para casa, pois a chuva já havia começado e cada vez parecia aumentar mais e mais.
Umas duas vezes Ed levou as mãos aos ouvido e tinham que diminuir a velocidade para ele se recuperar.
W – Vamos, essa dor já devia ter passado não?!
E – Não é tão simples assim ¬.¬ - ainda com as mãos nos ouvido.
W – Já estamos quase chegando faça um esforço.
E – Só que um trovão seguido logo de outro prejudica sabia? – voltou a correr.
W – Mas não deve ser tão ruim assim – já correndo atrás dele.
E – Essa dor é pior que qualquer dor de ouvido que qualquer um já teve.
W – Se eu pudesse sentir poderia dizer que você tem razão.
E – Acho que se você cortar o braço a dor pode ser igual.
W – E qual é a dor de cortar um braço?
E – Se quiser eu te mostro só preciso de uma faca.
W – Não obrigada.
Assim que ela terminou de falar já estavam entrando nos terrenos da fazenda.
Ed foi o primeiro a entrar na casa e logo se dirigiu a um armário onde tinha medicamentos.
Winry já ia seguindo para o seu quarto quando Ed a chama.
W – O q foi?
E – Detesto estar te pedindo isso, mas... pode me ajudar a achar meu remédio de ouvido.
W – Você tem olhos pode procurar sozinho.
E - ¬-¬' eu sou cego.
W – Opa! " Desculpa – foi até o armário e procurou – você tava correndo antes como se nem fosse, ai é bem fácil de se esquecer – acho em meio a outros que tinha ali – agora quantas gotas vão?
E – Por que quer saber?
W – Hora não queria a minha ajuda?
E –Para achar ¬.¬
W – Mas agora eu quero ajudar a botar também – abriu o frasquinho e já fazia ele deixar de lado a cabeça - quantas gotas?
E – 3 --
E assim Winry aplicou nos dois ouvidos.
W – Viu não é tão ruim ser ajudado .
E - ¬.¬ você não tava me dando escolha.
W – Depois eu continuo discutindo com você, agora eu vou me trocar.
Deu as costas a Ed e seguiu para seu quarto sem olhar para traz.
Depois de se trocar foi ver a onde Trisha estava e a encontrou na sala dormindo numa poltrona com um livro aberto em seu colo. Pegou o livro com cuidado para não acorda-la e marcou a pagina botando-o em cima da mesinha de centro que havia ali.
Foi para a cozinha e viu que a torta havia acabado.
W – Desse jeito vou gastar todas as maças só fazendo torta.
E começou a fazer outra. Enquanto fazia notara que os trovões para, e só se ouvia o barulho da chuva.
E – Torta!
Havia entrado na cozinha e já ia na direção da torta que estava encima da mesa, mas foi barrado.
W – Nem pense nisso! Alem de eu a recém ter tirado ela do forno tem o risco de você acabar com ela.
E – Eu não vou comer tudo só quero um pedaço.
W – Sei 'SÓ' um pedaço, você quis dizer você quis dizer que vai deixar apenas um pedaço.
E - Eu não iria fazer algo assim.
W – Acho melhor fazer outra para garantir que Al e Trisha comam também.
E – Não exagera.
W – Eu não to exagerando.
E – Claro que sim.
W – Claro que não.
A – Bom ver que vocês voltaram a se falar normalmente, eu quero dizer brigar – acabava de entrar pegando o final da discussão.
E – Não estávamos brigando.
A – Estavam sim.
E – Só se estivéssemos usando os punhos.
A – Não precisa se usar os punhos para brigar
W – Ele tem razão, pode se usar os pés também.
A - ¬.¬ "eu crente de que ela ia concordar comigo"
T – Ed e Win 2, Al 0
A,E,W – A quanto tempo a esta ai?
T – Não faz muito tempo. Teve trovoes fortes?
W – Sim, por que?
T – É que pro Ed não ter notado só podia ser por causa dos trovoes, que eu nem sei como não acordei com o barulho.
Ed aproveitando que Win estava dando mais atenção a Trisha arriscou tentar chegar a torta. O que foi um erro.
W –Nem pensa!! – e puxou pela gola da camisa pra fora da cozinha sendo seguido por Al e Trisha.
W – Fica ai sentado enquanto eu acho um lugar seguro para a torta – disse assim que o fez sentar no sofá.
E - E quem você pensa que é pra mandar em mim? – se levantou.
A – "Se ele pudesse ver o olhar dela com certeza estaria sentando demovo"
W – A dona que fez a torta – olhar ameaçador.
E – E eu sou o dono das maças e do resto que te ajudou a fazer a torta.
W – Sua mãe é a dona.
E – Vice-dono.
W – Esta em segundo lugar e não pode decidir nada.
E – Posso e decido.
W – Sua mãe tem que lhe dar permissão.
E – Já deu.
W – QUE?
E – Tenho permissão para decidir sobre os assuntos que envolvem qualquer coisa dentro da nossa propriedade.
Winry olhou para Trisha ainda não entendia.
A – Deixa que eu explico, é o seguinte meu 'doce' irmão tem esse direito realmente, pois em alguns assuntos ele é quem cuida e ele tem idéias realmente boas e, pode-se dizer...
E – Pode-se nada, sou.
A – Mais 'inteligente' e firme em suas decisões – continuou como se Ed não tivesse falado.
W – Então ele é tipo o administrador de tudo?
A – Pode-se dizer.
W – Ok ponto pra você, mas eu vou ser a 'administradora da cozinha', é claro com sua permissão Trisha?
T – Concedida.
E - ¬.¬
W - Ponto pra mim
A – 5 x 5.
W – Agora fica longe da cozinha até eu dizer que você pode entrar – saiu da sala.
E – Mãe você tinha que cortar o meu barato ¬-¬
T – Hora Ed eu não podia negar
E – Podia sim ò.ó
A – Nii-san deixa disso o melhor que você consegue faze na cozinha é encher um copo e comer.
E - ¬¬ eu posso faze mais que isso.
A – Mas no momento você não pode.
Winry ainda conseguira ouvir aquela conversa até aquele ponto.
W – 'Como assim no momento?' – começou a procurar um lugar seguro para botar a torta – 'Será que... ele não é completamente cego?' – resolveu botar em cima da geladeira mesmo e puxou um banco para poder botar a torta bem fora de alcance – 'Mas não pode ele deu sinais mais que claros que não enxerga, mas também deu uns sinais que é de se desconfiar' – desceu da cadeira e a botou de volta no lugar e foi ai que viu o jornal em cima da mesa.
E viu uma manchete que já saíra a 3 semanas atrás lá de sua cidade natal.
Pegou o jornal e deu uma olhada, era igual à manchete de lá, mas tinha só a diferença de informar o nome da cidade.
A – Vejo que acabou de notar o jornal.
W – Isso já foi anunciado há 3 semanas atrás – ainda olhava a manchete no jornal.
A – Você é obvio que já deveria saber afinal vem de lá, mas aqui as noticias de lá demoram pra chegar às vezes é só 2 semanas às vezes até 7.
E Trisha entrou na cozinha.
T – Noticias de sua cidade?
W – Na verdade eu já sabia.
E – O jornal tem alguma coisa de interessante?
A – A considerada princesa do país conseguiu um noivo.
T – Finalmente ela vai ter alguém. Quem é?
A – Filho do tal de King Bradley, o nome dele é...
W – Salem – ela ainda não havia tirado os olhos do jornal e seu rosto estava escondido atrás dele.
A – Isso, o pai dele é o líder do Exercito.
T – Talvez o filho dele seja mesmo um bom partido.
E – Duas pessoas com heranças gigantescas, com o maior posto que se pode alcançar para herdar... realmente eles se merecem – tinha desdém em sua voz.
W – Ele não se merecem coisa nenhuma.
Todos olharam para Winry surpresos, que avia tocado o jornal na mesa.
T – Por que não?
W – Por... – suspirou e se manteve calada.
E - Não vai me dizer que você gosta do engomado?
W - Você o conheceu? – estava surpresa e isso era visível.
E – Tive esse desprazer.Mas você gosta dele?
W – É claro que não! Quem consegue gostar de alguém como ele?
A – 99 da população feminina.
E,W – Isso porque não o conhecem de verdade – com irritação na voz de ambos.
Nisso se olharam, apesar de – por parte de Ed – ser só reflexo.
E – De onde você o conhece? – estreitou os olhos.
W - Do mesmo modo que a minha avó.
E – Isso me lembra que eu não contei a vocês a minha mais recente descoberta.
T,A - ?
E – A avó dela é a Velha Pinako.
Winry notou que Trisha parecia ter ficado branca por uns estantes enquanto Al olhava para o irmão de boca aberta sem acreditar.
A – Ela...mas...achávamos...
E – Tive a mesma reação.
W – Eu não sabia que ela morava aqui, pra fala a verdade tinham me dito que ela avia morrido – abaixou a cabeça.
A – Sinto muito.
W – Não tudo bem. Foi muito bom saber que ela esta viva – levantou-a agora mostrando um sorriso.
A – Mãe? Algum problema.
Trisha encarava fixamente Win e parecia pasma.
T – Você é... – ela ainda estava sem conseguir acreditar.
N/A: Oi! o/
Resolvi deixa por isso mesmo, não to a fim de alongar mais esse cap. -- (xD)
Arigatoo a Lua e Lyriath Eowyn pelos comentários.
Sobre meus errinhos de portuga --' eu preciso de uma beta, mas não tem ninguém interessado ai à coisa meio que complica pro meu lado, mas eu tento não errar, mas é difícil sempre tem algo que escapa e eu não tenho saco pra reler tudo e mesmo se eu fizesse eu deixo passa varias coisas, pois não leria com a devida atenção, e to usando Word, mas pelo visto até o desgraçado deixa passa ò.ó.
Bjs!
