Desclaimer: Inuyasha infelizmente não me pertence (ainda). Por enquanto ele pertence a Rumiko Takahashi. Essa fic também não me pertence, ela é da Lil-Yasha.
N/A: Desculpem!!! Nem vou tentar me explicar agora, acho melhor vocês lerem o capítulo primeiro. Explicações no final do capítulo...
Quero agradecer a Kethellen por revisar os capítulos. Obrigada!!!
Blá blá – pensamento e "fala" do Inu.
"Blá blá" – fala.
Blá blá – lembrança e ...? (adivinhem, hehe)
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Capítulo 4
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Eles tinham feito o que ele tinha pedido. Com um sentimento à parte e fervor infinito para se manterem ocupados, parecia que todas as emoções tinham sido escoadas deles.
Pelo menos era assim que Kagome se sentiu.
Ela suspirou enquanto caminhava para o velho poço.
ia contar para a família hoje.
Não terminaria bem, isso era certo. Pobre Souta, ela engoliu o caroço que estava na sua garganta desde a última semana e continuar andando.
Visões de Inuyasha passaram na sua cabeça como uma santa maldição quando ela se aproximou do portal que a trouxe aqui há todos esses meses para ele.
O seu cabelo branco como a lua que balança contra a face calma dele quando ela caminhou até o menino aparentemente adormecido. Videiras e raízes embrulhadas ao seu redor como o aperto mortal de uma cobra, como se a árvore estivesse dizendo 'Não, não o leve embora.'
Os seus olhos dourados, brilhando rapidamente em uma aquecida discursão indo sufocar em sujeira quando ela o sentou.
A sua face melancólica quando ele olhou o céu, ainda pensando no seu amor perdido, a sacerdotisa morta, Kikyou.
Mas ele disse que ama...me ama. Kagome fez algo parecido com um sorriso e sentou-se sobre a borda do poço. Ela realmente não sorria desde... Aquele dia, ela não tinha rido e raramente falava. Também não comia ou dormia, e ela soube que devia estar parecendo um mostro.
"Mas quem se preocupa, droga... Eu não faço..." Inuyasha ficaria surpreso em me ver amaldiçoando assim..mas... não há nada que eu possa fazer...ele me influenciou mais do que eu pensei.Kagome suspirou e olhou para o céu.
O corpo de Inuyasha estava agora mesmo na aldeia. Kaede e vários aldeões estavam-no para a cremação, como ele tinha pedido.
Ela deveria estar ajudando, seria a última vez que o veria. E ela realmente tinha tentado, mas quando se aproximou do corpo frio e ferido do seu companheiro de alma perdido, deitado em silêncio, começou a ficar difícil de respirar e a visão dela oscilou, o seu estômago balançou e de repente ela desmaiou.
Kaede disse, depois que ela recuperasse consciência, que talvez fosse melhor que ela se atarefasse com outra coisa. Isso é o porquê dela ter decidido ir visitar a sua família, embora fizesse o seu coração apertar.
Olhando para baixo na escuridão, profundidades inflexíveis que a enviariam ao seu tempo, a sua mente vagou às novas atitudes dos seus, um dia, companheiros felizes.
Shippou estava desenvolvendo um temperamento difícil, gritando a todo o mundo sobre tudo. Mas ela o tinha achado chorando quietamente à noite, dizendo que ele queria o seu papai. Ela desejou poder confortá-lo...mas ela não soube como.
Sango era o oposto. Ela sempre tentou ter um sorriso em sua face ou um comentário alegre. Mas nunca alcançou os seus olhos que estavam lamentosos e em terrível aflição. Ela tinha perdido outro familiar e isso a devorava.
Miroku... era surpreendente como o monge tinha atendido ao pedido de Inuyasha, não tinha havido nenhum tapa ou maldições femininas por muito tempo. Mas ele tinha ficado bastante deprimido. Não havia mais nenhum sorriso em sua bela face. Os seus olhos violetas ficaram frios e duros. Kagome ultimamente tinha o visto olhando para sua mão amaldiçoada muito mais vezes, mas ele não ficou mal-humorado muito tempo antes de ajudar qualquer um com qualquer coisa, não importa o que era.
Eles tiveram se tornado muito ocupados durante os últimos dias, mantendo suas mentes em tarefas sem sentido para se privarem de lembrar de recordações dolorosas.
Mas Kagome não pôde impedir a sua mente de viajar, às vezes a sua imaginação se tornava tão real que ela ficava chocada ao voltar para a realidade e descobrir que Inuyasha estava morto e que tudo não era verdade. Ela ia enlouquecer, mas isso não a preocupou. Ela preferiria estar em um sonho com o homem que amou ao invés de passar outro dia sem ele, trabalhando no seu funeral.
Talvez eu deveria simplesmente me livrar da dor. Quer dizer, pessoas como eu se matam o tempo todo.
"Não se afunde muito em sua dor, continue e desfrute a vida tanto quanto você puder..."
As palavras sussurradas dele, faladas com dor e uma estranha sabedoria, ecoou nas suas orelhas. Como se ele estivesse lá com ela, mas ele não está, ela lembrou a si mesma, ele estava morto.
"Você estava errado, Inuyasha, meu amor. Eu nunca poderei me libertar da dor ou continuar... "
"...tente ser feliz."
"...ou ser feliz, mas eu viverei. Eu continuarei. Eu só espero não viver muito tempo". Dobrando a sua cabeça, ela pulou para dentro da escuridão bem-vinda.
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Eles decidiram que a Árvore Sagrada era lugar perfeito para o enterrar. Debaixo da sua forma grandiosa, suas folhas balançando musicalmente ao vento, a paz...o seu lugar especial...estava perfeito.
O corpo dele tinha sido cremado e agora se encontrava dentro de um vaso brega que não era perfeito para o líder orgulhoso e arrogante deles. Estar dentro de um vaso parecia estúpido e errado. Mas não havia nada que pudesse ser feito, era o que ele queria.
Eles caminharam mecanicamente, entrando na escuridão da floresta, a floresta que levava seu nome, e que o aprisionou durante 50 anos. E agora ele ia morar lá para toda a eternidade, que irônico.
Olhando para cima, para os braços da Árvore Sagrada, Kagome notou como ela parecia deprimida. A árvore também estava sofrendo, com sua madeira cinzenta e membros inclinados...mas logo estaria reunida com seu hanyou, mantendo a sua companhia para sempre...seu bebê estava em casa.
Bebê, a mente agitada de Kagome voltou à visita à sua família. Isso era o que sua mãe tinha falado quando tinha recebido a notícia da morte de Inuyasha.
"Bebê, meu bebê está morto! "
Kagome assistiu, com um olhar em branco, a sua mãe chorar, ela não tinha chorado assim desde a morte de seu pai. Ela estava lisonjeada, de uma forma amarga, em saber que sua mãe tinha amado tanto o hanyou, como ele fosse o seu próprio filho.
Inuyasha teria gostado disso, ele teria gostado de uma mãe, uma família.
Você vê, meu amor, as pessoas o amam, não só eu. As pessoas o aceitaram como uma parte de suas família, e todos nós sentimos saudades. Eu sinto saudades de você.
O jarro vulgar foi enterrado aos pés da arvore, a lua cheia que brilha abaixo sobre a sepultura funda, respeitável. Tinha acabado, ele estava morto e enterrado.
Debaixo da lua cheia, tão brilhante quanto o cabelo longo dele, outro elemento perfeito, Inuyasha a repreenderia provavelmente se eles o enterrassem debaixo da lua nova.
Ela tinha o flagrado várias vezes olhando para a lua cheia, capturado por seu brilho. Ela se lembrou como ela tinha lhe perguntado por que ele gostou de olhar para a lua. E ela se lembrou da resposta suave dele, sem mover em nenhum momento o seu olhar da esfera.
"Porque nunca muda. Quer dizer, muda a forma, mas nunca parte. Sempre volta, não importa o que. Eu gosto disso."
Um momento vulnerável, tão raro e maravilhoso de acontecer, foram guardadas, essas palavras e a sua surreal face calma, para sempre no seu coração.
Eu espero que você sempre olhe para a lua, Inuyasha, eu espero que aja uma aí no céu.
Kagome voltou relutantemente para a realidade quando os oferecimentos pessoais e presentes foram colocados um por um sobre a sepultura.
Shippou tinha dado um quadro graciosamente pintado de todo mundo, Inuyasha no meio com a habitual pose de perna cruzada. Todos os seus companheiros e amigos, a sua família, ao seu redor o abraçando amorosamente; todos estavam sorrindo, todos estavam contentes debaixo de um luminoso sol amarelo.
Céu.
Sango tinha dado um fio de espada perfeitamente tecido, para melhor amarrar o seu Tetsusaiga à cintura dele. Ele nunca poderia usar isto, a sua espada preciosa estava no momento apertada protetoramente contra o tórax de Kagome, mas a intenção é que contava.
Ele teria amado isto.
Miroku tinha posto um roupão real vermelho, quente, grosso e deslumbrante; a coisa perfeita para um inverno ou depois de uma batalha severa.
Era a sua cor favorita, e ele discutiria que ele não sentia frio, mas Kagome soube que ele teria usado isto.
Ele teria amado isto também.
Kaede, que parecia mais velha ao longo da semana , colocou ervas cheirosas e doces temperos. O ar ficou com cheiro destes e deu para a sepultura um ar de boas-vindas, era agora mais de boas-vindas do que cheiro de morte e carnagem.
Com o seu nariz sensível, teria sido maravilhoso para hanyou deles.
A mente de Kagome voltou àquela noite humana depois que ele foi envenenado e ficou perto de bater na porta da morte. E o modo como ele tinha sussurrado, meio grogue, como o cheiro dela era agradávell...as coisas agora eram diferentes, ele surpreendentemente não morreu na sua fase fraca e a morte havia aberto a porta e tinha o acompanhado.
Era a vez dela agora. Ela levou uma respiração funda e abaixou de joelhos na sujeira.
"Oi, meu amor, eu espero que você esteja feliz aí em cima no céu. Nós estamos tentando fazer o que você pediu, mas nós sentimos saudades. Você ganhou coisas agradáveis e maravilhosas de todo mundo, o meu presente parece um pouco estúpido. Mas eu consegui o segundo amor da sua vida, diabos, talvez seu primeiro", Kagome colocou vários potes de ramen entre as flores.
"Você sempre me fez te preparar isso, mas tudo bem, eles são bons. Eu o amo, Inuyasha, nunca esqueça isso. Oh, e todo mundo do meu tempo; Mãe, Souta, Vovô, todos eles o amam também. Souta disse que ele sempre te viu como seu irmão mais velho e...e seu herói. A mãe te vê como o seu filho, e o ama afetuosamente. Vovô está sendo teimoso, mas eu sei que ele o ama também."
Estava ficando difícil passar as palavras por aquele caroço doloroso, mas ela continuou. "Eu..eu tirei seu rosário, Inuyasha. Eu imaginei que você não gostaria de cair do céu cada vez que eu dissesse senta". Ela tocou as pérolas lisas e dentes do colar que estava confortavelmente ao redor do seu pescoço. "Eu o quero de volta...tanto, mas eu esperarei até que eu vá a você. Eu mal posso esperar por esse dia. Todos mal podem, mas nos asseguraremos que Naraku morrerá e queimará no inferno...antes disso. Você era...meu melhor amigo e meu único amor, eu nunca o deixarei ou o esquecerei. Oh, Inuyasha..."
Ela já havia chorado tanto, que pensou que estava seca como uma pedra, mas as lágrimas na verdade apareceram nos seus olhos de cobalto e caiu sobre as suas bochechas.
As lágrimas dela foram unidas pela as do Shippou, Sango, e as próprias lágrimas de Kaede. Como sempre, Miroku não, ele não chorou uma vez sequer, com uma face de pedra caminhou adiante.
"Vamos rezar". Ele sussurrou suavemente.
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Uma dor de cabeça e o corpo frio e rigido. Onde diabos ele estava? Os seus pensamentos estavam lentos e demorou um tempo para ele atravessar a névoa que sufoca a sua mente.
Morte, céu, inferno, sua mãe e seu pai, corpo novo... ugh, tão cansado...por que a cabeça dele doía tanto?
Ele desejou ir para a escuridão..sono soou tão bom..Kagome.
Os olhos de Inuyasha abriram rapidamente, Kagome! Ele choramingou como os seus olhos doiam, por que eles estavam tão sensíveis? Ele piscou algumas vezes e pôde finalmente dar uma olhada no ambiente a sua volta.
Ele estava tonto pelas cores brilhantes e sombras, tudo era tão afiado e claro, embora ele soubesse que era noite. O que diabos?
tentou ergue-se em seus braços e pernas, mas seus membros pareciam...como se chamava aquilo do tempo da Kagome? Oh, sim...gelatrina.
Rolando sobre seu estômago e esticou seus braços...mas eles não eram braços.. oh, merda eram patas!
Uma explosão de adrenalina devido ao choque, fez com ficasse de quatro e girasse em um círculo para se ver. Pêlo branco, um focinho com um nariz preto, patas com garras brancas claras e, merda, até mesmo um rabo!
Maldição, ele era um cachorro! Um amaldiçoado filhote de cachorro!
Ele fungou irritado. Isto deve ser idéia da mãe... Ele olhou para o céu, brevemente distraído por uma luz e tremeu sua cabeça. Ela provavelmente está rolando de rir ... e o meu pai então...
Ele deu um suspiro de filhote e esfregou o nariz com uma pata, incrível, ele estava se acostumando muito depressa a isso. Pelo menos eu não me tornei um gato ou...uma menina ou algo...
Ele tremeu seu corpo inteiro, da cabeça ao rabo e deu uma olhada em volta, cheirando o ar.
Oh, ele poderia se acostumar a isso. O seu senso de cheiro...era perfeito!
Caminhou ao redor e pôs seu nariz sobre toda folha e árvore, tão limpo e maravilhoso! Ele definitivamente poderia aprender a gostar deste corpo.
E ele ainda teve as mesmas orelhas, ele poderia as sentir rodando e se contraindo, igual ao seu corpo velho. A única diferença era que a sua audição estava ainda mais aguda. O cri de grilos, a respiração dos pássaros dormindo e...
"Oi, meu amor, eu espero que você esteja feliz..."
Kagome! Ele fez um yip feliz de cachorro e começou a correr em direção ao som de sua voz. Kagome, Kagome, Kagome, Kagome, eu mal posso esperar para te ver!
Ele parou quando viu e sentiu tudo, o cheiro de depressão e tristeza era tão grosso que ele teve o desejo de para espirrar. Se escondeu atrás de um arbusto e os assistiu atentamente.
Todos eles pareciam péssimos. Pareciam murchos e velhos, como eles simplesmente quisessem se enrolar e dormir para sempre.
Especialmente Kagome, doía seu coração, o cabelo dela parecia não ser lavado ou escovado há dias. A face dela estava pálida e quase cavada com olhos afundados estavam vítreos e parecia que ela estava olhando para algo ao longe. Ela estava inacreditavelmente magra e os dedos dela estavam tremendo ligeiramente. Oh, Kagome...
"Eu o quero de volta...tanto.."
Kagome, eu estou aqui agora e não te deixarei. Ele quis a abraçar, mas ele não pôde neste corpo e não poderia falar com ela também. Ele rosnou aborrecido. Eu acho que eu terei que achar outra maneira de aliviar a sua dor.
Inuyasha olhou para todo mundo atrás dela e foi distraído pelos olhos frios de Miroku. Olhando com um olhar quase tedioso, mas ele teve uma áurea...de caos ao seu redor.
Vá aliviar a dor daquele humano... ele precisa de alguém...ele precisa de você. Whoa donde veio isso? Inuyasha virou a cabeça de um lado para o outro, era a sua voz, mas pareceu ser um sussurro. Como seu consciente ou..não ele já havia ouvido aquela voz antes, não exatamente assim porque ele era meio humano mas... agora, ele era um cachorro, os instintos dele eram mais altos e mais profundos. A necessidade de ir lamber a face de Miroku e o fazer sorrir como antes estava o subjugando... na verdade ele quis fazer isso a todo mundo.
Sango parecia sufocando em aflição e Shippo parecido tão bravo e Kaede parecia que envelheceu mais 50 anos. O seu grupo estava tão miserável...ele teve de fazer alguma coisa.
Inuyasha estava a ponto de caminhar fora dos arbustos quando Miroku de repente caminhou para frente.
"Vamos rezar". as orelhas de Inuyasha se contraíram pelo som suave da voz dele. Soou como ele estivesse tentando afastar alguma coisa. O que aconteceu ao feliz, des-afortunado pervertido que eu conhecia? O que aconteceu ao meu grupo?
Com olhos ambarinos tristes ele assistiu todos abaixarem as cabeças e Miroku resmungar alguns versos bonitos. Inuyasha olhou a sua sepultura e sentia a sua garganta apertar, mas ele soube que ele provavelmente não pôde chorar.
Eles tinham o enterrado debaixo da Árvore Sagrada, debaixo da lua cheia, e eles tinham lhe dado presentes. Agora, eles estavam rezando e estavam chorando.
Todos eles sentiram saudades dele...todos eles o amavam. Ele sempre pensou que quando ele morresse ninguém se preocuparia...ele estava errado.
Ele estava a ponto de caminhar novamente fora, devido ao desejo de estar com eles, quando um rangido e um estalo ecoaram nas suas orelhas de filhote de cachorro.
Alguém estava vindo.
Ele abaixou sobre o seu estômago e observou pelas folhas dos arbustos.
Quem poderia ser? Se fosse atacar eles agora, o grupo dele estaria com grandes problemas.
As filiais sussurraram e o seu grupo virou, Kaede pisou adiante com um sorriso triste.
"Por que...por que vocês estão aqui? "
Inuyasha estava atordoado além de pensamento quando as pessoas caminharam fora dos arbustos, levando lanternas e presentes.
O seu nariz foi enchido com cheiros...do vilarejo...do oeste...demônios e humanos. Por que eles estão aqui? Quem são eles?
Inuyasha ficou com a boca aberta quando Jinegi, o doce hanyou que Kagome e ele tinham se encontrado uma vez, saiu dos arbustos. "Nós estamos aqui para o funeral de Inuyasha, prestar nossas condolências. Ele era um homem bom e um grande amigo."
Kouga também saiu. O que diabos? "Sim, nós estamos aqui para dizer até logo para o cara de cachorro". O demônio de lobo sorriu maliciosamente, mas havia uma pequena luz bruxuleante de tristeza nos seus olhos azuis.
Ayame, a loba branca que deseja Kouga, embrulhou um braço ao redor da cintura dele. Kouga olhou para ela e sorriu. Esperançosamente, ele desistiu da Kagome. Finalmente!
Dúzias de humanos também apareceram, alguns ele reconheceu da aldeia e outros que ele nunca tinha se encontrado na vida dele. Todos estavam levando essas bonitas lanternas de papel e oferecimentos de comida e pano.
Eles todos vieram...para o seu funeral.
Uma pequena choradeira de filhote de cachorro saiu de Inuyasha e ele poderia sentir a inclinação das suas orelhas. Ele estava tão...comovido... até mesmo aquele lobo fedorento estúpido tinha vindo. Ele nunca pensou que todas estas pessoas se preocupariam...sobre a sua morte.
Mas... onde Sessho está? Inuyasha suspirou; claro que o irmão dele não viria. Ele provavelmente estava gritando de alegria, ele e Naraku.
Ele repeliu esses pensamentos; ele não se preocupou se a sua própria família estivesse lá ou não. Todos os outros estavam. O filhote de cachorro suspirou quando ele viu todo mundo curvando a cabeça e Miroku voltou a recitar uma oração.
Todos os outros estavam.
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Estava perfeito.
Kagome esfregou os seus olhos até que nenhum sinal de umidade estava presente e então olhou para todos os presentes que estavam no velório do seu amor. Ele ficaria feliz. Ele ficaria tão feliz em saber que todo mundo tinha vindo. Até mesmo o rival dele, Kagome deu um sorriso pequeno.
Ela pensou no dia que Kouga tinha vindo, suado e ofegante de correr dias, provavelmente. Ele tinha acabado de descobrir sobre a morte de Inuyasha e ele não pôde acreditar nisto.
Demorou um tempo para que o lobo acreditasse que Inuyasha estava morto. Foi preciso Kouga ver o corpo dele com os próprios seus olhos para compreender as notícias. Kagome nunca poderia esquecer do choque e do espanto na face dele quando ele cutucou o braço decapitado de Inuyasha.
"Naraku...o matou? " Ele sussurrou suavemente, a cabeça dele curvada sobre o corpo imóvel de Inuyasha.
"Sim, ele morreu para nos salvar". Ela estava de pé na entrada da cabana de Kaede mexendo na bainha da sua camisa.
"Ele morreu como um líder nobre".Kouga virou com olhos distraídos e vítreos. "Você deveria estar muito orgulhoso dele. Não muitos demônios... ou humanos são tão corajosos. O nome dele será lembrado para sempre. Eu terei certeza disso". Após dizer isso, ele começou a caminhar além dela, mas parou de repente para olhá-la, "Você o amou muito, não é? "
Kagome sufocou com o caroço na garganta, "Sim, muito mesmo...e ele disse que me amava também."
Kouga sorriu, "Você dois teriam feito um par perfeito, eu estou feliz por você. A propósito, eu vou estar lá."
"Onde? "
O lobo olhou para frente e recomeçou a caminhar, "Para o funeral dele é claro. Eu posso ter lutado com ele e posso ter dito que eu o odiei... mas eu o respeitava como um...demônio da mesma categoria...ele pode não me querer lá...mas eu vou."
Kagome viu quando ele saiu rumo à floresta. "Eu acho...que o Inuyasha não se importaria em o ter lá...obrigada...Kouga."
Ayame estava lá para ele..e Sango para Miroku. Eu estou sozinha.Kagome levou uma respiração funda e olhou para o céu. Aveludado, macio e cheio de estrelas, era belo nesse tempo. Eu acho que não quero ir embora...eu reunirei a jóia... e nós destruiremos Naraku..e eu ficarei aqui.
Kagome chegou a pensar em desejar a jóia para ter Inuyasha mais uma vez inteiro e puro...mas ela sabe que isso não daria certo. Inuyasha não teria gostado, pois a jóia só gerou sofrimento e caos...algo daria errado.
Poderia...voltar igual a Kikyou. Kikyou; a sacerdotisa não tinha vindo ao funeral. Kagome imaginou que ela ou estaria muito feliz pelo Inuyasha estar morto ou estaria sofrendo muito. Ou talvez ela não se sentisse bem-vinda... talvez ela se sente culpada ou brava ou... ah, quem liga...
Ela tocou uma pétala macia de uma das muitas flores que adornam a sepultura de Inuyasha. Cheiro divino e uma música suave estava tocando nas orelhas de Kagome, uma música de lamento pelo hanyou.
Era perfeito...e acabou.
Ele foi... e a vida continua.
"Inuyasha... Eu preciso de você. Eu sinto saudades e o quero aqui comigo...Inuyasha eu não me sinto segura. Eu não posso comer, eu não posso dormir, e eu vou ficar louca". Kagome se deitou entre os presentes e esfregou a terra com dedos trêmulos. O seu amor estava debaixo desta sujeira, debaixo da lama e da sujeira.
Ela estava só, todo mundo tinha ido embora há muito tempo, e a noite estava ficando cada vez mais fria e a manhã vinha se aproximando. Ela não se sentia cansada.
"Por favor volte pra mim...eu preciso de você.. eu te amo...eu te quero de volta! " Ela bateu o chão com o seu punho e se enrolou em uma pequena bola. "Volte, volte, volte...eu preciso de você...Inuyasha.. eu sinto falta das suas orelhas...dos seus olhos...e do seu cabelo...eu sinto falta de discutir com você de o assistir dormir...eu quero te segurar...e o beijar... Inuyasha... "
Os olhos dela doeram e a sua garganta estava tão apertada que ela desejou saber quando ela provaria o gosto metálico do seu sangue.
Ela estava morrendo... assim que era morrer. O seu corpo e mente estavam murchando...o seu coração e a alma estava em tanto dor...ela tinha que estar morrendo.
"Eu quero morrer...eu queira ficar com você.. " Ela se ficou de joelhos e ergueu os braços para o céu, dando boas-vindas para um raio ou para uma árvore a esmagar. "Me mate...droga, Deus...ME MATE! EU QUERO MORRER! "
Ela arremessou a cabeça dela para trás e suas lágrimas se misturaram com a sujeira em suas bochechas "Por favor...eu não quero viver mais...foi só uma semana...e eu não posso agüentar a dor...e a solidão...me mate...me salve...e fazem isto ir embora...me mate". Kagome chorou e escondeu a cabeça nos seus braços. "Me mata...eu quero morrer."
Inuyasha quis chorar, o coração dele estava doendo tanto que ele soube que a única maneira de aliviar isto seria chorando. Mas cachorros não podem fazer isso...isso era uma desvantagem. Kagome...ele choramingou e caminhou lentamente até ela. Eu quero te segurar...eu quero te beijar...eu quero fazer toda a sua dor ir embora...mas você tem que ter paciência...eu tenho de ter paciência... meu corpo ficará pronto e então, eu te prometo, que eu nunca a deixarei ir...eu vou te beijar e a abraçar e a balançar até dormir todas as noites.. eu farei toda a dor evaporar ... só espere por mim, por favor.
Ele se sentou lado dela e se rastejou de barriga, em direção aos braços dela e choramingou novamente e fossou seu braço com o nariz. Eu farei ir embora...
Kagome pulou quando ouviu o som suave e olhou freneticamente ao redor. Ela sentiu algo frio e molhado se aconchegando contra a sua mão e ela olhou para baixo.
Dois olhos ambarinos olharam de volta. O seu coração parou, eles eram os mesmos olhos com que ela sonhou, que ela sentiu tanta falta.
Mas não era ele...era só algum filhote de cachorro. Ele estava coberto com sujeira, mas não pôde deixar de notar o pêlo branco brilhante que o cobriu, simplesmente vislumbrou igual aos cabelos longos que ela também sentia falta. As suas patas eram pequenas e macias, mas com garras que parecem afiadas e ele teve um pequeno e atraente rabo que abanou um pouco quando ela sorriu suavemente. Ela olhou nos olhos dele e estava pasma pela inteligência que lustraram neles, também havia um olhar de alívio como se ele estivesse contente que ela não estava mais chorando e se declarando para a sua morte.
Duas orelhas se levantam em vertical ao invés de se inclinar, adoravelmente se sacudindo sobre a sua cabeça. Igual ao Inuyasha...ele se parece som ele...seus olhos...seu cabelo...ele é uma versão de filhote de cachorro do meu amor.
Os olhos dela ficaram com lágrimas novamente e o filhote de cachorro pulou para cima em alarme, lambe freneticamente a face dela. Não chore, não chore, não chore, não chora..por favor não chora...
Kagome embrulhou os seus braços ao redor do pequeno filhote de cachorro e o colocou no seu colo, ele olhou para ela com preocupados olhos ambarinos. Ela esfregou a cabeça dele afetuosamente e ele lhe deu um sorriso de cachorro, se apoiando na palma dela. "Oi, pequeno, por que você está aqui?". Ela olhou à sepultura atrás dele, "Veio...se despedir também?". O filhote cheirou o queixo dela, como se dizendo 'se recupere, ficará tudo bem.'
Ela sorriu a ele e então o abraçou firmemente ao seu tórax, "Nós o enterramos hoje", ela disse pela pele dele, "nós o queimamos até que não sobrar nada e nós o colocamos em algum estúpido jarro. Naraku, maldito bastardo, matou meu amor e agora eu tenho que viver o resto da minha vida sem ele. Eu nunca consegui o beijar, ou o se casar, ou ter filhos com ele."
Inuyasha tinha certeza que estava se ruborizando. Talvez pêlo fosse uma coisa boa. Ele se aconchegou nela e deu um pequeno lamento, e lambeu o seu pescoço e rosto.
"Eu o perdi...eu não o pude salvar...não é justo. Inuyasha deveria ter vivido...nós precisamos muito dele! "
Eu estou aqui Kagome, eu vou voltar... por favor deixe de chorar.
Kagome tremeu e a sua respiração estava sufocada e rápida, Inuyasha não soube o que fazer. Somente estar lá para ela, deixá-la falar, a deixar passar seus problemas, tomar a sua dor, estar lá para ela... Inuyasha confirmou com a cabeça e agradeceu as estrelas pelos seus instintos e deixou Kagome o abraçar firmemente, tentando não escapar ou a fazer parar. Ela teve que deixar isto sair. Ele teve que estar lá para ela, tomar seus problemas.
E brevemente, Kagome diminui o seu choro e agora estava acariciando o pêlo dele e esfregou os olhos dela. E agora menina...se sente melhor? Ele lambeu o queixo dela, ela teve gosto de sujeira, sal, e uma mistura de baunilha e canela.
Kagome riu ligeiramente e esfregou as orelhas dele, "Eu sinto muito menino. Eu pensei que já tinha passado. Eu pensei que eu estava seca até o osso, mas parece que ainda tenho algumas lágrimas em mim. Obrigado por ficar comigo, entretanto, eu provavelmente assustei você, não? " Inuyasha confirmou com a cabeça e ela deu outro sorriso suave. "Você se parece tanto com ele, sabe. As mesmas orelhas, cor de cabelo...e olhos...eu amo tanto os seus olhos". Ela suspirou e acariciou o focinho dele, "então, qual é o seu nome menino? De onde você é? Você tem uma casa? "
Inuyasha tremeu a cabeça dele e se aconchegou mais íntimo a ela, Deus, ele sentiu tanta saudade dela. "Você com certeza é inteligente.Eu acho que ficarei com você. Você gostaria disso? Ficar comigo? "
Duh! Inuyasha latiu felizmente e a cobriu com beijos de cachorro. "Certo, ok! Eu entendi! " Ela o derrubou e o coração do Inuyasha ardeu pelo pequeno sorriso dela. Não era igual o de antes, mas era um começo. "Agora, qual será o seu nome ...hummm."
Bem, ele parece muito com...meu amor. E ele é um cachorro...
"O que acha de Yasha? Você gosta disso? " Ela foi recompensada por outro beijo de filhote de cachorro. "Tudo bem, eu o levo para casa. Você parece com frio e faminto". Ela se levantou e o embalou ao tórax como um bebê precioso.
Inuyasha suspirou felizmente e se aconchegou, saturando-se no seu calor e cheiro divino. Vai ficar tudo bem no final, Kagome...eu estarei de volta em breve... enquanto isso eu tenho muito trabalho nas minhas mãos... quero dizer, patas.
Os seus instintos estavam buzinando para ele fazer o seu grupo feliz. Ele teve que recuperar seus velhos amigos; ele não podia ficar de pé, os vendo tão tristes e miseráveis. Estava-o deixando completamente bravo.
Mas primeiramente, ele quis tirar uma pequena soneca de gato. Ha, uma piada. Inuyasha fechou os seus olhos e deu boas-vindas ao sono que se aproximava, enquanto ia finalmente para casa.
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A/N: Oi, eh, humm, desculpa? Vamos as explicações: provas na faculdade, mudança de emprego, reforma na minha casa, morte do pc (já foi ressuscitado), dividir o pc com minha irmã, e, finalmente, capítulo extremamente grande. Bem, esses foram os motivos, mas ainda sim, eu demorei muito e peço que me perdoem. Por favor???
Bem, vou responder então aos comentários:
Miih – Conforme você leu, o Inu não ficou muito tempo morto, hehe. Senão já era a fic... E sim está difícil traduzir a fic, mas é por causa do tamanho dos capítulos, não param de crescerem, putz , tem de ver o tamanho do último. E ainda em relação a "tradução", bem como eu disse antes, meu inglês não é exatamente perfeito, então a fic realmente não fica traduzida palavra por palavra, até porque tem coisas que ficam toscas quando traduzidas, então eu faço uma pequena adaptação. Fico muito feliz por vocês estar lendo a fic. Obrigada.
Natsumi Takashi – Agora você já viu que o casal realmente vai ser Inu/Kag. Espero que você continue lendo a fic. Ainda vai ficar durante um tempinho triste. Então prepare os lenços, hehe...
Vulcana - Bem na verdade eu não tenho nenhum direito sobre essa fic, embora eu tenho de dizer que drama é comigo mesma. Como eu disse a fic vai ficar meio triste mais um tempo, então siga o conselho que dei aí em cima.
Naninhachan – Se você se segurou no outro capítulo então até o final da fic você vai estar chorando. Espero que tenha gostado desse capítulo e que não me abandone.
MiLa – Prepare-se para chorar ainda mais!!! E não se preocupe a Kagome terá um final feliz. Obrigada por ler a fic.
Kagura-Lari – Que bom que você começou a ler a fic!!! E desculpa pela demora em postar esse capítulo. Mas quero que saiba que mesmo que eu demore a postar, eu vou levar a fic até o fim. Então não se preocupe sobre isso. Ela terá um final. Na verdade ela já tem. Beijos.
E obrigada também a Kagome Hi por acompanhar a fic. E mais uma vez obrigada a Kethellen por me ajudar revisando os capítulos, e sim, o cachorro realmente era previsível, hehehe... Caso eu tenha me esquecido de alguém, por favor me perdoe, e reclame à vontade, porque eu mereço. Caso eu tenho respondido a uma pessoa mais de uma vez, peço que considere a minha idade.
E a todos, peço que comentem!!!
