Capitulo 3

As ruivas de sua vida


Quando saiu do quarto de Albus, já era noite.

Surpreendeu-se ao avistar a antiga namorada sentada no chão com as pernas enlaçadas pelos braços, encostada na parede à frente da porta do recinto. Ela se levantou rapidamente quando o viu. Tirou o pó que não existia na parte de trás da calça antes de se dirigir a ele.

-Como foi?

Fazia tempo que não ouvia aquela voz rouca e atraente, a sensação era de serem séculos, embora soubesse que meses fosse mais bem empregado.

-Melhor do que eu esperava. Ele está dormindo agora. - disse num leve respirar.

Ele estava tão bonito. Os cabelos platinados arrumados impecavelmente, o ar superior que ele não perdia, mesmo que estivesse se sentindo o pior ser vivente na Terra. O sobretudo negro que o deixava tão elegante entreaberto, a deixando perceber a blusa branca que ela certa vez lhe dera.

-Conversaram?

-Não muito. Ele chorou bastante, me insultou um pouco também... Mas estarei aqui pela manhã. Se me permitirem, é claro. - ela concordou com a cabeça.

Começaram a andar em direção a escada.

-Obrigada por ter vindo.

-Não precisa agradecer. Era a minha obrigação... Só não vim antes por que... – deu de ombros, era praticamente impossível para ela imaginá-lo sem aquela soberba, mas mesmo que o assunto lhe trouxesse dor -...Não achei que seria apropriado. Seu namorado poderia não gostar.

-Meu namorado não poderia falar nada... Você teria vindo por Albus, afinal.

Ele parou de repente, voltando os olhos para ela.

-Não teria vindo pelo Albus... Pelo menos não i/i por ele. – sorriu de forma discreta – Você está linda.

-Obrigada. – ela abaixou a cabeça por alguns instantes. Galante. Scorpius tinha o dom de lhe ser galante em horas que ela não esperava.

-Senti sua falta, Lily.

-Eu também senti a sua... – levantou a cabeça novamente, os olhos acinzentados ainda lhe encaravam – Mas... Você continua sendo alguém que me magoou muito, Scorpius.

-E você continua sendo a mulher da minha vida... Mesmo que não acredite nisso. – fez um sinal para que eles voltassem a caminhar. Era a indicação que aquele assunto, para ele, acabava ali.

Começaram a descer a escada juntos o que, inevitavelmente a remeteu a uma das vezes em que aquilo aconteceu. Pensou como reagiria caso ele a prensasse no parapeito novamente, e lhe roubasse um beijo, como fizera em outrora.

-E você, como está? – ela acordou do devaneio indevido, ao ouvir-lhe a pergunta. Balançou a cabeça numa indicação que simbolizava "mais ou menos".

-Acho que não posso dizer que estou bem, mas – respirou profundamente – estou o melhor que se consegue ficar nessas horas.

Ele descia cada degrau lentamente, numa tentativa de alongar o tempo que passava ao lado dela, sabia que aquilo demoraria a acontecer de novo.

-Eu não sei como reagiria... – comentou – Meu pai tem todos os defeitos que alguém pode ter, mas... Mesmo assim eu acho que seria um baque enorme. – sorriu – Sentiria falta dele... Acho...

-Seu pai está aqui. – ela disse, com aquela mania que tinha de dizer as coisas assustadoras ou ruins de uma vez só. Como quem tira um band-aid para que a dor passe mais rápido.

O band-aid não saiu de uma vez contudo.

Ele parou de repente, a encarou por um momento.

-Ele veio? – ela fez que sim, e ele voltou os olhos para frente e sorriu – Ora, isso realmente é uma grande surpresa. – chegaram ao final da escada – Onde ele esta?

-Na biblioteca, com meu pai. – fora Rose quem respondera, ao encontrá-los no pé da escada.

-Vivo ainda?

Ela riu.

-Não sei. Acho que sim. Papai não o mataria de forma silenciosa e limpa. E não escutamos nenhum grito até agora.

-Talvez estejam os dois mortos... Melhor alguém verificar.

-Deixem os dois... – ele virou-se na direção em que a voz viera.

A mãe de Rose se aproximava. Sorriso no rosto, os cabelos presos em um rabo de cavalo mal feito e a expressão cansada, muito provavelmente devido ao esforço extra que fazia ao carregar a barriga de oito meses.

-Já passou da hora deles crescerem. – disse em tom um pouco divertido, para voltar em seguida para algo mais sério – Eles precisam se entender agora.

Antes que Scorpius perguntasse o motivo, porém, ela voltou os olhos para ele, abrindo um leve sorriso e esticando os braços.

-É bom lhe ver de novo, rapaz.

Ele aceitou o abraço curto, assim como o afago nos cabelos platinados, mesmo que Hermione os tivesse bagunçado. Lembrou-lhe os tempos de escola, das férias que passara na casa da amiga. Sua mãe não lhe permitia freqüentar o Largo Grimaldi, mas a casa de Rose não havia problemas já que, muito bem instruído pelo seu pai, ele nunca contou que a sra. Potter era figura freqüente por lá.

Então, foi acometido de um soco no estomago, ou pelo menos era assim que se sentia ao reconhecer Aberforth Frank Longbotton, o namorado de Lily, que se aproximou, abraçando a garota pelo ombro.

Ele desviou a atenção da cena, voltando os olhos para a barriga que Hermione ostentava orgulhosa.

-Quando nasce, sra. Weasley?

-Breve. Fica conosco para jantar?

Ele fez que não.

-Preciso resolver umas coisas, ainda. – era a forma polida que ele tinha de dizer que preferia não permanecer mais tempo ali. Aqueles que o conheciam muito bem sabiam disso - Quero poder vir amanhã bem cedo para tirar aquele cara da cama... A força se for preciso.

-Será que... – Rose começou a falar, olhando do amigo para a prima e voltando para o amigo – Eu posso ir com você? – ele o encarou, confuso – Estou com saudades.

Sorriu.

-Claro. Vamos então.

X

A biblioteca era pequena, bem menor que a sua, mas a combinação de móveis escuros e o odor de jasmim que pairava no ar, lhe davam um tom aconchegante. Era quase um convite a permanência. Quase.

A figura sisuda a sua frente quebrava qualquer clima.

-Então? O que quer comigo, Weasley? – perguntou, assim que a porta se fechou.

Ron o encarou por alguns segundo. Longos e intermináveis segundos de espera em que Draco tentava manter a calma sem muito sucesso.

-Hermione comentou que seu filho veio ver Albus. – disse – Sabe, gosto dele. Ele tem peito...

-Eu poderia dizer "puxou o pai", mas imagino que irá descordar de mim.

-Pode estar certo que sim. – Ron ofereceu uma das poltronas para que Draco se sentasse, o que ele fez, ao mesmo tempo em que o ruivo se acomodava em outra – Lembro de ter chorado de rir por três dias consecutivos quando soube que ele fora para a Grifinória, em seu primeiro ano em Hogwarts. – não conseguiu conter o girar dos olhos, parecia uma criança implicante – Você deve ter ficado muito feliz na época, não?

-Muito... Quebrei a vassoura nova que havia dado para ele.

O ruivo se recostou no sofá, o olhar inquisidor pregado a cada movimento de Draco.

-Ele é um bom rapaz, no fim das contas... – disse Ron, fingindo não perceber seu incomodo.

-Se eu disser que concordo com você estaria mentindo.

-Desde quando se importa em mentir?

A pergunta era mais significativa do que a conversa expunha, certamente. Malfoy já não era mais um garoto para não perceber isso. Espantava-lhe, sim, o Weasley saber usar certos meios de conversação civilizados, mas não menos perigosos. O rapaz do qual ele lembrava sempre preferia um embate direto das coisas.

-Desde que não tenho porque fazê-lo. Scorpius é meu filho, mas tem um detalhe em sua personalidade que o torna muito problemático, ao meu ver... – e, sob um olhar de incompreensão dado por Ron, concluiu – Ele gosta de me contrariar. – arfou, e girando a mão num gesto que já lhe era costumeiro, continuou – Você não costumava enrolar para falar as coisas, Weasley, porque não diz de uma vez o que quer? Duvido que o assunto fosse as classificações possíveis para o meu filho, estou certo?

Ron permaneceu novamente em silêncio. Os anos haviam lhe dado essa característica. Os anos e a prática de avaliar seu interlocutor sempre que estava buscando pistas.

-É sobre a morte do Harry...

Draco soltou um leve riso debochado.

-O que foi? Vai colocar a culpa do acidente em mim, Weasley?

-Não foi um acidente.

Ele engoliu seco assim que Ron o interrompeu.

-Mas... – parecia confuso. Nitidamente confuso – Foi o que o Profeta Diário publicou. Foi o que todos os outros jornais...

-Foi o que nós informamos ao Profeta... E a todos os outros.

-Por que?

Ron permaneceu calado, esperando que ele mesmo desenvolvesse uma resposta para a sua pergunta. Mas o loiro parecia continuar confuso conforme os segundos passavam. Resolveu ajudar.

-Quem gostaria de matar Harry Potter, Malfoy? Quem queria tê-lo matado? – os olhos dele se arregalaram com a compreensão tardia – Exatamente.

-Mas... mas ele está morto Weasley, o Potter o matou e... – um medo repentino o atingiu como uma faca. Com uma agilidade incomum, ele tirou o casaco e arregaçou a manga direita, com urgência. Respirou aliviado ao não perceber nenhuma alteração na pele – Graças aos céus... – murmurou.

-Imagine todo o mundo bruxo tendo a mesma reação que você, Malfoy. E sem uma marquinha no braço para confirmar... Foi por isso que resolvemos divulgar a noticia de acidente.

Ele resmungou enquanto se recompunha.

-E por que me contou isso?

Ron parecia ainda ter duvidas sobre o que falar.

-Nós... – não havia porque esconder isso, não agora - Estamos com receio de haver uma nova organização negra surgindo e...

Draco soltou uma longa gargalhada. Os olhos se prendaram ao de Ron, assim que terminou com o deboche, até que bufou.

-Nova organização Negra? Por que? O grande Harry Potter não pode morrer como nenhum ser normal? Tem que haver uma grande conspiração? Poupe-me Weasley!– se levantou do sofá, irritado – Vocês são patéticos!

Ron inspirou profundamente, tentando controlar a raiva. Precisava dele e não adiantaria brigar agora. Levantou-se e caminhou até a janela do recinto, olhando a vista acinzentada da cidade.

-Eu gostaria de pensar que a morte dele fora algo banal, Malfoy. Que o Harry fora vitima de um ônibus trouxa desgovernado, ou de algum marido ciumento, qualquer coisa parecida... Mas nada disso se daria ao trabalho de fazê-lo sangrar até a morte, sob, certamente, diversas inserções de Cruccios, para só então, largar o corpo num beco qualquer de Londres.

Malfoy estava estarrecido. Não por imaginar a dor que o Potter sentira, mas porque tal atitude, realizada com tamanho requinte de crueldade, lhe fazia lembra dos seus antigos "parceiros".

Balançou a cabeça tentando dissipar tais pensamentos.

-Alguém com muita raiva dele poderia ter feito isso sozinho, Weasley. Não precisa ser necessariamente um grupo.

-Não é o que as pistas no local do crime indicaram. – voltou-se para encarar o homem que permanecia imóvel, parado ao lado do sofá que antes sentara – Havia um texto na parede do beco onde ele foi encontrado... Um recado, na verdade.

-Que tipo de recado?

Ron tirou uma foto de dentro do casaco que usava e a esticou para o outro.

-Veja você mesmo.

A imagem da parede pichada com tinta vermelha, fez Draco imaginar que se tratar do sangue do próprio Potter. As letras garrafas só faltavam brilhar.

"Aos adversários e aos traidores do grande Lord. Esse é um aviso. O tempo voltará a mudar."

-Adversários e traidores... – sussurrou.

-Nós... e vocês, Malfoy... – completou Ron, pegando sem muita delicadeza, a foto de sua mão – Estou lhe mostrando isso por dois motivos. O primeiro, para avisar-lhe que sua família corre perigo. Por isso tome cuidado...

Ele se dirigiu para a porta e antes de colocar a mão na maçaneta, foi novamente questionado.

-E o segundo motivo, Weasley.

Voltou os olhos azuis na direção dos acinzentados.

-Se prepare, porque brevemente precisarei de você.

X

As ruas do beco diagonal estavam lotadas, como de costume. As pessoas passando apressadas, alheias ao casal de amigos que descia de braços dados a alameda principal, após saírem de uma loja de plantas.

-Tem certeza disso, Scorpius? A srta. Greengrass não me parece alguém que gosta de plantas.

-Tia Daphne adora esse tipo de plantas, não se preocupe... Ela tem coleção de plantas carnívoras e eu havia encomendado essa aqui para dar-lhe de presente. O aniversário dela é depois de amanhã. Haverá uma festa no próximo fim de semana... Quer ir?

Ela acenou positivamente depois olhou de forma atenta para estranha planta, se assustou quando o vegetal ensaiou morder o seu nariz.

Caminhavam a passos largos, mas não apressados. Era apenas a forma que Rose tinha de seguir no mesmo ritmo do amigo.

-Sua tia é muito estranha.

Ele riu.

-Mais que aquele seu tio que age como se o gêmeo morto falasse na sua orelha? Numa orelha que ele não tem, alias. Ai! – reclamou, após sentir uma cotovelada nas costelas – Isso doeu.

-Que bom, era a intenção.

-Sabe, estava com saudades de apanhar de você. – disse sorridente. Era algo engraçado de se ouvir a revelia já que Scorpius era bem maior – Venha, vamos comer algo.

Sentaram-se em um restaurante comum, numa rua comum do beco. Conversaram abobrinhas enquanto esperavam o pedido. Fuçaram a vida um do outro, ele de forma mais discreta, ela com perguntas descaradas.

Lá se foram quase dezoito meses desde a última vez que se falaram. Era muitas coisas para se atualizar. Para se saber. Para se contar.

-Estagiária do Departamento de Execução das Leis da Magia? – ele erguia as sobrancelhas enfaticamente enquanto dizia – Não esperava menos de você.

-É... Bom, eu só entrego correspondência e redijo alguns memorandos, mas comecei tem um mês... O difícil é ter papai como chefe... – fez uma careta – Por sorte ele, normalmente, está mais preocupado com os Aurores do que comigo... E você? Terminou aquele curso em Paris?

-Claro que não. – ele garfou a comida a sua frente, mas não chegou a pô-la na boca – Não ia ficar por lá depois do que aconteceu.

Houve um curto silencio que os dois aproveitaram mastigando. Rose fora a primeira a terminar.

-Nunca entendi o que te deu para fazer aquilo, Scorpius... – tentou parecer casual, mas o tilintar dos talheres do amigo no prato denunciaram que não conseguira. Levantou os olhos para ele, Scorpius o encarava irritado – O que foi?

-Nada. É que eu acabei de me lembrar porque havia parado de falar com você e com o Severus também.

Ela deu um longo suspiro.

-E o que você queria que pensássemos diante da cena que vimos?

-Queria que acreditassem em mim quando eu digo que não fiz nada. Só isso. – empurrou o prato, pronto para levantar-se.

A ruiva lhe segurou a mão com urgência, quando estava na metade do caminho.

-Não, para. – disse, para em seguida indicar a cadeira com os olhos – Senta, vai.

Os olhares sérios se digladiaram por um momento, até que os de íris acinzentada se desviaram quando Scorpius desistiu de contrariá-la e voltou para o seu lugar. Braços cruzados sobre o peito, um bufar irritado. Rose se ajeitou na própria cadeira, satisfeita. Ganhara a primeira batalha.

-Eu não me importo com o que aconteceu naquele dia, Scorpius. Achei que me importasse, mas... Eu senti demais a sua falta para me importar. – abriu os braços, conformada - Estou pouco me lixando se você dormiu com aquelas garotas ou não. Mas pelo visto, isso importa para você.

Ele deu de ombros, ainda com os braços cruzados sobre o peito e sem encará-la.

-Já é difícil suficiente saber que eu perdi a Lily por algo que não fiz, Rose. Escutar que nem os meus melhores amigos acreditam em mim é um pouco demais...

-Mulheres sempre foram o seu fraco... – ele voltou a encará-la de forma raivosa – É natural pensar que seria capaz. – foi a vez dela dar de ombros, depois, apoiou os cotovelos na mesa, se debruçando um pouco para frente – Mas devo admitir que, o que não é natural, é você não assumir isso nem para mim, nem para o Albus. – apoiou a cabeça em uma das mãos – Mas nós somos a prima e o irmão mais velho de Lily... – ponderou – Só pensamos que você... Talvez achasse que nossa amizade por você não superaria o sangue...

-E que então eu preferiria mentir. Para todos.

-É. E não me faça essa cara por que você mentiria sim... Pelo menos enquanto pensasse ainda poder reconquistá-la.

Ele riu amargamente.

-O que nos leva de volta ao começo da discussão. Você acha que eu menti, e eu continuo iputo/i por isso. Acho que nosso jantar termina aqui, então.

-Eu não acho que você mentiu... – ela se endireitou na cadeira, tomando novamente os talheres na mão e voltando a comer – Pelo menos não mais... – completou, após mastigar e engolir um pedaço do frango que comia.

-E isso que dizer? – ele estava confuso, obviamente. Rose tinha o dom de lhe deixar assim. Era poucas as pessoas no mundo cujo quais ele não conseguia seguir o raciocínio, dentre elas, a amiga vinha em primeiro lugar.

-Que acredito em você. – acenou com a faca para o prato dele – E que nós podemos continuar o jantar...

-Acredita em mim? Hoje você resolveu acreditar em mim? – ela fez que sim, mastigando mais uma garfada de comida – Por que?

-Porque você não continuaria a mentir já que pensa que perdeu a Lily de vez. – puxou um papel de dentro do bolso da calça que usava e o jogou na mesa – E por isso...

Desconfiado Scorpius pegou o objeto para reconhecer uma foto bruxa, dobrada de mau jeito. Na imagem, um importante integrante do ministério tentando esconder o rosto dos flashs que iluminavam a sua imagem despida, ao lado de mais três garotas tão sem roupas quanto ele.

-Onde conseguiu isso?

-Nos arquivos do departamento. Esse foi o material confiscado pelo Ministério para que o caso não vazasse... Não é exatamente uma novidade que esse cara é um depravado, mas ele representa o nosso Ministério no mundo bruxo, não era interessante que essa matéria saísse. – esticou o dedo para a foto, cutucando uma das três mulheres – Reconhece alguém? Essa francesa estava no seu quarto aquele dia. Obviamente os jornalistas já haviam levantado a ficha de todas elas e, essa aqui é uma garota de programa. Muito bem cotada no meio por sinal. Dizem que é caríssima.

Ele levantou os olhos para ela, mais uma vez, Rose tinha aquele sorriso radiante que sempre abria quando havia finalmente elucidado a mais difícil das questões da prova.

-E sabe o que é melhor nisso tudo? – ele fez que não – Finalmente achamos uma forma de provar a Lily que você não fez nada...

Ele não conteve o sorriso iluminado que se alastrou pela face.

-Rose, eu te amo!


Continua...

Oi gente, pelos seus comentários. Adorei o elogio a construção dos personagens, gota-gelada, espero continuar lhe agradando nesse ponto.

E eu tb amo os shipes dessa fic Maggie C. M. Dg é o meu ship mais querido depois de SB. SL acabou sendo "natural" para mim.

Bom, continuem comentando.

Bjs

AMB