Tive a ajuda da Ana em algumas partes do capítulo, e a música usada foi I Will Be da Avril Lavigne.
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Lisa dormiu quando o sol já iluminava seu quarto, por sua sorte Rachel não acordou de madrugada, o que foi bom, pois a deixou pensar mais, pareceu não ter adiantado muito, porque ela ainda estava muito confusa, talvez mais que antes, depois daquela conversa, de tudo que ela escutou. Lisa e House passaram anos se vendo todos os dias, se confrontando, e ele nunca teve a coragem de falar tudo que tinha dito naquela tarde, não por falta de oportunidade, mas por orgulho, que por anos nunca o deixou dizer tudo o que sentia. Ela sabia o que ele estava sentindo, ele não estava nada mais nada menos do que sufocado, tanto quanto ela, era amor, era muito mais forte do que palavras e pensamentos, era paixão, desejo demais pra ser controlado. Não havia mais o que pensar, o que discutir.
Enquanto isso a algumas quadras dali, House só acordou porque seu celular tocou, era do hospital que Wilson estava internado, ele atendeu o mais rápido que pôde.
— House? — Era Wilson do outro lado da linha.
— Como você está? — Ele fala tentando abreviar a conversa.
— Não se preoucupe, estou bem, você fez o que me prometeu?
— Sim.
— O que você disse a ela?
— O que precisava ser dito.
— House...
— O que você quer que eu me declare pra você também?
— Não me diga! Você se declarou? Não acredito que perdi essa, Gregory House o cara mais durão que já conheci se derretendo pela chefe, na verdade pela ex namorada. — Ele ri bastante da cara de House.
— Obrigado pela força BFF. — Tenta ser irônico mas acaba caindo na risada com Wilson.
— Preciso ir, hora do medicamento!
— Ok, assim que eu resolver tudo aqui vou te ver, e se tudo acabar bem não vou sozinho!
— Assim espero House, assim eu espero...
Eles desligam. E House foi cuidar de tomar banho e escovar os dentes pra tirar aquele mal hálito de bebidas da boca, afinal ele estava louco pra ir visitar Lisa, ele tinha que estar mais charmoso do que todos os outros dias, hoje era um dia especial, pra os dois. Quando terminou de se arrumar se sentou e ficou assistindo TV, não queria chegar muito cedo, apesar de querer muito saber a resposta, estava com medo. Dr. Gregory House sentindo medo? Pois é, o que aquela mulher não o fazia sentir?
Lisa esperava que House fosse vê-la no dia seguinte, mas estava muito atarefada para ficar bonita a altura do seu amor. Tinha passado a tarde inteira no telefone, cancelando tudo que estava relacionado ao casamento, por último ligou para os convidados, faltava ligar pra sua mãe, que nem tão cedo ia ligar, apenas num momento de muita coragem, depois de ter uma segunda conversa com House. Então ligou para seu noivo — ou ex-noivo né — pediu que ele fosse visita-lá amanhã, explicou que não queria mais casar, mas precisava falar com ele pessoalmente, o cara ficou super assustado, mas por outro lado muito conformado, ele sabia que não daria certo mesmo. Lisa pegou Rachel na creche, cuidou dela e a deixou no quarto assistindo desenho. O telefone dela tocou.
— Estou indo aí daqui a meia hora, saber sua resposta, espero que não me decepcione. — Ele desliga antes que ela pudesse responder qualquer coisa.
Aquela ligação era bem do jeito dele, não ia dar tempo dela preparar algo para o jantar, então foi se arrumar. — Antes bonita e sem nada no forno, do que sem nada pra comer e feia. — Ela pensou e deu uma pequena risada.
Cuddy estava completamente linda, um vestido rosa nude, um pouco longo, mas valorizava muito suas curvas, sem falar no seu pequeno decote, discreto, porém muito sexy. Estava terminando de dar um jeito no seu cabelo quando escuta batidas consecutivas na porta, House chegou. Antes de encostar a mão na porta respirou fundo e abriu.
— Oh meu Deus! — House grita ao olhar pra Cuddy.
— O que?
— Você está... deslumbrante.
Ela ri, e ele continua parado olhando para aquele sorriso encantador.
— Acorde! Quer ou não uma resposta?
— Se não quisesse não estaria aqui agora.
— Posso entrar? — Os dois riem.
— Oh meu deus, eu me destraí, claro que pode.
House entra e ela manda ele ir pra sala, enquanto ela vai na cozinha buscar algo pra beber, mas quando volta, vê Rachel no colo de House, ficou muito emocionada, foi tão perfeito ver aquilo, tudo estava voltando ao lugar que nunca deveria ter saído.
— Mãe, o House voltou? — Rachel pergunta toda feliz.
— Sim querida, e você não deveria estar dormindo?
— Não estou com sono, quero que o House me coloque pra dormir.
— Eu? — Ele sussura.
— Se você quiser eu ligo pra o meu noivo e... — Ele não a deixa terminar a frase pegando na mão de Rachel e caminhando com ela em direção ao quarto.
Cuddy estava orgulhosa demais, ela viu o quanto ele a queria e lutaria por ela, e isso a incentivava a dizer sim e viver uma nova vida com ele, dessa vez seria diferente, estavam recomeçando, da melhor forma possível.
Depois de alguns minutos House volta sem Cuddy perceber e fala no ouvido dela:
— Você não precisa do seu ex-noivo até porque sua filha gosta de mim... — Ela o cala com um beijo.
— Precisamos conversar.
— Depois desse beijo pensei que quisesse fazer outra coisa.
— Ohh, não mudou nada mesmo né?
Ele se senta ao lado dela a abraçando com as mãos na suas costas.
— Então... Você com certeza pensou na minha proposta e chegou a uma conclusão não é?
— Sim... House eu preciso de você na minha vida, sempre precisei.
— Você não está brincando não é Lisa?
— Não, pareço estar?
— Eu nunca mais vou te magoar, quero passar com você o resto da minha vida. — Eles se abraçam com muita força, House a beija várias e várias vezes.
"I know I let you down
But it's not like that now
This time I'll never let you go"
Eles caminharam para o quarto sussurrando tudo que falavam um no ouvido do outro, com carinhos e beijos quentes.
— Vamos recomeçar, dessa vez vai ser diferente, sem você eu me sentia incompleta, agora vou que eu te tenho, posso sorrir e ser feliz de verdade.
"I will be all that you want
And get myself together
'Cause you keep me from fallin' apart
All my life
I'll be with you forever
To get you through the day
And make everything okay"
— Eu sempre pensei que minha vida se resumiria a medicina e a tirar o sossego do Wilson, mas depois de você nada disso mais faz sentido, você é tudo pra mim.
Cuddy já tinha tirado o casaco e a blusa de House, que foram jogados ao chão do corredor.
"I thought that I had everything
I didn't know what life could bring
But now I see, honestly
You're the one thing I've got right
The only one I let inside
Now I can breathe 'cause you're here with me"
— Eu te amo House, não me decepcione de novo, por favor.
Enquanto ela fala House tira o seu vestido.
"And if I let you down
I'd turn it all around
'Cause I would never let you go"
Eles chegam no quarto com poucas peças de roupa, que não demoraria muito pra não sobrar mais nada em seus corpos.
— Não estaria louco de fazer isso, não sei se vou ter que repetir de novo, você é tudo pra mim Lisa Cuddy, tudo.
"Cause without you
I can't sleep
I'm not gonna ever ever let you leave
You're all I got
You're all I want
Yeah, yeah
And without you
I don't know what I'd do
I could never ever live a day without you here
With me, do you see? You're all I need"
— Não. — ela diz com a boca colada a dele, descendo as mãos para abrir o seu jeans. — Você é que é tudo para mim, House.
Ela desabotoa o jeans e desce o zíper, sedenta por aquele homem. Ele se afasta e se livra da peça enquanto observava Cuddy tirar o sutiã. House volta a se aproximar e segurando-a pela cintura a coloca virada de costas para ele.
— Como eu senti falta disso aqui. — ele sussurra no ouvido dela ao apertar os seios um em cada mão.
Cuddy sente a potencia da ereção em suas costas assim que ele aperta seu corpo, não deixando espaço nenhum entre eles. Ela gemeu quando seus mamilos foram levemente apertados e sua calcinha já estava mais que molhada. A mão de House desce e logo invade a pequena calcinha de renda preta, tocando o sexo quente e molhado.
Ele sussurrava coisas enquanto mordia e lambia a orelha dela, sem tirar a concentração de seus dedos que a masturbavam lentos e deliciosamente, estimulando cada vez mais seu clitóris. Cuddy se remexia e gemia com aquela pequena e delirante tortura. House a direcionou para a cama, mas a intenção não era deitá-la.
— Coloque as mãos sobre a cama. — ele pediu e ela assim o fez.
Cuddy apoiou as mãos sobre o colchão, ficando assim de quatro. Ele tirou sua calcinha bem devagar, passou-a pelos pés dela e se livrou da pequena peça. Sentindo-se totalmente exposta, Cuddy era capaz de gozar só de imaginar o rosto de House enquanto a olhava naquela posição.
— Você fica tão linda nessa posição, meu amor. — sua cueca foi jogada num canto qualquer.
— Eu quero você agora, House. — ela precisava senti-lo dentro dela outra vez, não queria esperar mais nenhum segundo sequer.
House se aproximou, segurou no quadril de Cuddy com uma das mãos e com a outra guiou seu membro para a entrada da vagina. Ele esfregou com a ponta de seu membro em toda a carne provocando-a ao máximo, deixando extremamente molhada, pronta para recebê-lo enquanto a ouvia gemer de desejo por aquela invasão. A cabeça do seu pau deslizou para dentro de Cuddy, uma penetração rasa que quase a fez chegar ao orgasmo.
— Apertadinha. Gostosinha. — ele diz entre os dentes. Estava se segurando para não gozar rápido, precisava dar a ela um orgasmo incrível, coisa que sempre deu.
— Hou...
Antes que ela terminasse de falar seu nome, ele entrou com todo o seu pau dentro nela. Cuddy soltou um gemido alto começando a ser invadida por fortes estocadas. Segurando com as duas mãos nos quadris dela, House acelerava o ritmo em busca do desejado clímax.
Ele entrava fundo, suas bolas encostavam nela impulsionando-a para frente, e Cuddy gemia cada vez mais alto. As pernas dela já estavam começando a ficar fracas, o orgasmo estava próximo e suas forças logo iriam embora. Mais duas estocadas precisas e Cuddy gritou o nome de House num orgasmo intenso. Ele continuou a invadi-la e logo em seguida gozou soltando um urro de prazer enquanto derramava-se por inteiro dentro dela.
House retirou seu membro devagar, levantou Cuddy e abraçou-a por trás. Os tremores do orgasmo ainda faziam efeito dentro dela, as pernas estavam bambas e seu corpo apoiava-se no de House. Ela virou-se para olhá-lo sem se separar de seu abraço e sorriu mordendo os lábios.
— Eu adoro ouvir você gemendo. — House diz beijando a ponta do nariz dela.
— E eu adoro quando você me faz gemer. — ela esfregou seus quadris nos dele.
— Estamos apenas começando.
Ele a beijou profundamente e seus corpos logo encontraram a cama.
