Capítulo 01 – Hypnotized.
"It's been far too long, we've known all along
This was going on, can't seem to respond to anything, so, we carry on
With our lives, we rewind, we can't find, we deny
The simple fact that we haven't done anything
Doesn't mean that we can't start offering
Why do we feel so far? It's like we're seeing stars
Why does it seem so hard to wake up now and see who we really are?"
(Hypnotized – Pillar)
- Bem vindos...
Uma mulher alta – que mais parecia uma modelo - com cabelo negro comprido preso em uma trança de lado, pele pálida e olhos cinza estava parada a porta, com um sorriso receptivo. Vestia uma regata branca simples com um casaquinho de lã preto leve por cima e uma saia cintura alta de lã xadrez que ia até abaixo dos joelhos, meia calça fumê e uma bota de salto fino preta. Para complementar, um cachecol preto enrolava-se em seu pescoço.
Todos estranharam, sequer fazia frio. Suas roupas leves denunciavam isso.
- Aileen. – Itachi pronunciou o nome da morena.
Até que o ambiente repentinamente se esfriou. Todos no local se encolheram, perguntando-se o que diabos acontecia. Bem, não todos. Itachi somente erguia a sobrancelha.
- Desculpem-me. Desiree está um tanto irritada e quando isso acontece, o ambiente tende a esfriar. – Um franzir de cenho. – Hm, literalmente.
- Bom... Toda paciência tem o seu limite. – Uma voz extremamente aveludada e carregada de um charmoso sotaque francês informou aos presentes.
A dona da voz estava escorada na enorme porta cor de tabaco, ela usava um vestido simples, apertado até a cintura em um tom de cobre que era separada da parte da saia rodada branca por um cinto cobre um pouco mais escuro, nos pés ela usava scarpins pretos com detalhes brancos e algumas jóias como o brinco de argolas e os anéis completavam seu visual. Sua pele branquinha fazia o contraste perfeito com seus longos cabelos avermelhado e com mechas alaranjadas que estava jogado por cima de seu ombro esquerdo. Seus olhos azuis escuros quase violetas estavam opacos e sem vida.
Respirações foram prendidas. Por mais que alguns ali não se conhecessem, certamente as aparições mais tensas tinha sido daquelas duas. Um clima pesado as envolvia como cordas... Quase como se não se importassem com o que acontecia ali.
Analisando a história delas, era bem provável que a hipótese fosse verdade. Não entraremos em detalhes, óbvio.
O silêncio foi cortado.
- Pelas minhas contas, deveria ter mais pessoas. – Aileen olhou diretamente para Itachi.
O citado balançou a cabeça e falou calmamente:
- Sim, mas estão prestes a chegar.
Aileen acenou e tocou ligeiramente no braço de Desiree.
- Claro. Perdoem-nos, vocês devem estar com fome, traremos algo. – E então as duas se foram tão rápido como chegaram.
Sasori desconfiava que não seria nenhuma delas que colocaria a mão na massa e sim o senhor de mais cedo. Pobre coitado.
- Mais gente? – Kiba falou com uma voz um tanto alta demais.
- Você quer que uma dúzia de pessoas enfrente o inferno inteiro? – Alphonse sorriu sarcástico enquanto ia até a janela observar a piscina e o jardim que estendia atrás desta.
Ora, vamos pular a discrição. Quem sabe mais tarde.
Novamente o silêncio. Todos estavam presos em seus próprios pensamentos e medos. Não é todo dia que uma verdadeira guerra apocalíptica estava acontecendo. E o melhor de tudo, não era o clichê céu versus inferno. O que particularmente deixava mais interessante. Iríamos ver quem mais se enfiaria no meio da batalha.
Após cinco minutos de plena quietude, Aileen, Desiree e o senhor pingüim – como Sasori o tinha apelidado – voltaram trazendo bandejas. Aliás, Sasori arregalou os olhos por ter sido pego de surpresa. Quem esperava aquelas duas ajudar?
Os três colocaram as coisas sobre a mesa.
- Biscoitos, croissants, café, leite, chá e suco. – Aileen apontou para as bandejas. – Sirvam-se.
- Com licença. – O senhor deixou a sala.
Todos agradeceram e começaram a petiscar algo ali ou aqui. Desiree manteve-se longe, somente observando.
Sasori começou a se irritar quando o mordomo voltou. Ele não poderia ficar quieto ali ou simplesmente não aparecer mais?
- Senhorita Aileen, a senhorita Hyuuga acaba de chegar.
E então o barulho de helicóptero pôde ser ouvindo.
- Com licença. – Deixou a sala. Novamente.
- Como esse cara sabia que a Hinata estava para chegar? – Kiba franziu o cenho.
- Se você não sabe, existe algo chamado permissão para pouso. – Desiree falou com uma voz um tanto sarcástica.
As bochechas de Kiba ficaram vermelhas e Sasori quase riu. Quase.
• •
Às vezes as coisas nos surpreendem. O inferno não é o que todos imaginam. É mil vezes pior, não que existam chamas enormes como os adultos nos fazem acreditar quando éramos crianças. O inferno é apenas o inferno, um lugar abafado e sombrio onde milhões de almas caminham por ali sem destino algum, apenas para pagar os pecados que cometeram quando eram vivos, ou algo assim.
A única construção que existia por lá era monstruosa! No castelo existia milhões de quartos, mas só para os demônios mais poderosos, não que realmente precisassem de quartos, afinal, almas não dormem, mas era apenas mais uma excentricidade do rei dos demônios.
- O senhor gostaria de falar com todos nós. – Yamanaka Ino informou assim que entrou em outra das salas de descanso do enorme castelo, odiava servir de pomba correio, mas sabia que era para um bem maior.
- Já informou a todos? – Emily Night, uma demônio de longos cabelos loiros e olhos verdes quase irreais perguntou a Yamanaka apertando os lábios pintados de vermelho escuros.
Ino contou até dez mentalmente, sabia que Emily era uma demônio de elite, mas isso não significava que deveria gostar dela, só aceitar suas ordens a muito contra-gosto diga-se de passagem.
- Aos que encontrei. – A Yamanaka deu ombros. – A maioria já deve ter ouvido os gritos de Orochimaru.
A outra loira concordou com um aceno de cabeça e seguiu em direção da sala de reuniões, Orochimaru deveria estar realmente estressado, Emily concluiu, afinal, os gritos do demônio eram ouvidos até do lado de fora do castelo!
- Vocês são tão incompetentes! – Orochimaru ralhou. – Faltam seis, somente seis portões e vocês não conseguem encontrar?
O silêncio tomava conta do aposento, no momento o primeiro suspiro que fosse ouvido pelo demônio mais velho era um atestado de óbito! Não que realmente fosse fácil matar um demônio, mas talvez... Para Orochimaru seja, afinal, ninguém realmente sabe até onde os poderes desse homem chegavam.
- Orochimaru-sama. – Hidan começou, o sorriso de canto que ele tinha mostrava toda a audácia que o demônio de cabelos platinados possuía. – Somos mortos e não surdos.
- Tecnicamente não somos mortos. – Shino deu ombros.
- Estamos mais para almas penadas. – Concordou Ino.
Orochimaru revirou os olhos extremamente irritado, só não matava esses inúteis agora porque precisava deles e não podia se dar ao luxo de perder tantos soldados, não agora.
- Vamos por partes. – Orochimaru suspirou tentando ao máximo encontrar algum jeito de se acalmar. – Para termos uma menor margem de erros vamos nos dividir.
- Nos dividir? – Pandora arqueou a sobrancelha. – Você pelo menos sabe onde está cada portão?
Pandora é uma bela mulher de pele morena e cabelos longos e ondulados de cor negra. Possui belíssimos olhos castanhos esverdeados de intenso brilho. Possui corpo escultural e tem aproximadamente 1,70 de altura.
Orochimaru franziu o cenho antes de responder secamente.
- Suspeitamos de alguns lugares.
Vulgo, não tenho nem idéia, Pandora pensou assim que ouviu a resposta. Toda essa gritaria era desnecessária. Se fosse humana, a cavaleira do apocalipse concluiu novamente, estaria morrendo de dor de cabeça.
- O que realmente importa... – Orochimaru continuou, odiava ser criticado, principalmente na frente de seus subordinados, mas Pandora era uma exceção. Precisava dela, o Apocalipse não aconteceria sem a morte. – Vou dividir todos vocês em duplas e cada dupla será encarregada de um portão.
Todos concordaram um pouco contrariados, eram demônios, agir em duplas não era agradável, como todos sabem os demônios são muito auto-suficientes.
- Emily. – Orochimaru começou com um tom de voz sério. – Você levará Hidan.
- Para onde? – A loira replicou, não gostava e ao mesmo tempo se sentia atraída pelo jeito audacioso de Hidan.
- Oriente médio. – Orochimaru deu ombros. – Provavelmente perto de Jerusalém.
- E que a festa comece. – O demônio de cabelos platinados comentou antes de seguir para fora da sala, não precisava saber aonde o resto dos demônios iam, na verdade nem se importava.
- Ino. – Orochimaru continuou. – Você vai para o Canadá, pegar um dos nossos demônios, Victor e vocês seguirão até a Alemanha.
- Alemanha? – Ino arqueou a sobrancelha.
- Sim, Alemanha. – Orochimaru deu ombros.
- E por quê? – Ino insistiu.
- Talvez seja à hora de a morte abençoar essa guerra. – Orochimaru respondeu irônico.
• •
A dona da casa voltou trazendo Hinata e Alec, um humano de cabelo castanho-bronze liso, curto e um pouco desfiado nas pontas. Possui pele clara e barba bem feita. Olhos que ora parecem azuis ora parecem verdes, puxados e sobrancelhas que os fazem parecer mais puxados ainda. 1,75 cm, magro e não muito malhado.
Kiba franziu o cenho para Alec, sem conhecer. E olha que conhecia Hyuuga desde pequena. Claro que há três anos não mantinham contato, desde que entrara na missão de guiar Melany.
Um humano guiando um meio demônio... Mas podemos levar em conta que esse humano tinha uma vista experiência em sobrenatural.
Deixou esses pensamentos de lado e abraçou a Hyuuga.
- Hinata, quanto tempo!
A morena corou.
- Ki-Kiba... – Retribuiu o abraço um pouco embaraçada. Sentia falta daquele garoto – que virara um homem – brincalhão.
Alec, ao mesmo tempo em que Melany, franziu o cenho. Oh, claro, estavam sentindo uma pequena ponta de ciúmes. A sorte foi que tudo foi interrompido pela chegada dos que faltavam para fazer a reunião completa.
Ou o mais completa que poderia chegar.
- Naruto... E quem mais? – Loan perguntou com um sorriso malicioso. – Resolveu trazer a creche?
- Elizabeth, Charlotte e Kim. – Apontou cada um deles.
- Meros humanos... – Sasuke suspirou.
Elizabeth estava pronta para tomar a frente e responder aquele metido, quando Naruto levantou uma das mãos, pedindo calma. A mulher tem cabelos encaracolados nas pontas até um pouco abaixo dos ombros, preso em um coque frouxo. Olhos castanhos e pequenos, usa óculos de grau retangulares de aro grosso preto. Tem o corpo normal, sem muitos atrativos.
- Bom te ver também, teme.
Kim - ou Kirste, como preferirem - estava segurando a língua. A sala estava lotada de demônios... Não podia correr o risco de ter seu pescoço arrancado. Por mais confiáveis que aqueles se nomeavam. O garoto tem cabelos castanhos claros, curtos e bagunçados. Tem um dos olhos azul cobalto, o outro é cinza escuro - e inútil, já que não enxerga por esse olho. Nesse mesmo olho cego, ele tem uma cicatriz que o atravessa. Ele não tem um porte atlético, é aparentemente fraco fisicamente. Sua estatura é mediana, e é magro. Sua pele é um pouco morena, já que puxou mais para a sua mãe - italiana.
Charlotte, a última humana a ser apresentada, possuía pele bem morena, como que queimada de sol. Cabelos castanhos, com reflexos dourados artificiais, ondulados, até o meio das costas com uma franja pesada que chega quase aos profundos e amendoados olhos azuis. Nariz pequeno e levemente arrebitado, lábios carnudos e avermelhados. Seu corpo era pequeno e aparentemente frágil com curvas esguias e delicadas.
- Com todo mundo aqui, acho que podemos começar. – Itachi apontou para a mesa, onde todos se sentaram. – Nós precisamos nos dividir. Atrás de novos aliados, buscar informações e ver se estas são verdadeiras. Óbvio que não irão todos.
Loan colocou as mãos embaixo do queixo, encarando Itachi com um sorriso enquanto perguntava:
- Quem, então?
- Desiree, Cloud e Alphonse vão para Las Vegas averiguar algumas informações. – Itachi apontou para os três. – Aileen agirá sozinha. Sasuke vai tentar trazer uma caçadora para o nosso lado.
- Caçadores preferem enfrentar um exército de vampiros do que ficar cara a cara com um demônio. – Cloud comentou com um sorriso sapeca.
- Ela vai se acostumar. – Loan rebateu.
- Ou não. – Cloud balançou a cabeça.
Itachi suspirou. O que menos precisava naquele momento era eles discutindo sobre se uma caçadora iria se acostumar com demônios ou não.
- Enfim. – O Uchiha cortou. – Gaara e Melany vão para Jerusalém, mas se mantenham alertas. É provável que tenham companhia.
Kiba congelou como se tivessem o socado no estômago. As palavras penetraram em seu cérebro bem devagar, como um filme em câmera lenta. Como assim Melany ia para a linha de frente?
- Qual é o problema? – Itachi perguntou após perceber as caretas que o Inuzuka fazia e o olhar indignado que ele sustentava no rosto.
- Ela não está preparada. – Kiba respondeu sem dar qualquer margem para que o assunto seja discutido.
- Kiba, ninguém aqui está. – Kakashi resolveu intervir, conhecia o temperamento do Inuzuka.
- Ela só tem 21 anos! – Kiba continuou ignorando os olhares que Hinata dirigia a ele.
- Eu lutei muito mais novo. – Sasuke disse levemente irritado, estavam perdendo tempo.
- É diferente! – Kiba replicou. – Ela é uma meio-demônio!
- Eu também. – Sasuke devolveu com um sorriso irônico.
Bingo! Depois dessa o silêncio prevaleceu naquele aposento, cada um ali expressava emoções diferentes, alguns de surpresa outros estavam incrédulos, mas o que ninguém esperava era que Sasuke revelasse isso dessa forma, afinal, não era exatamente algo que o Uchiha aceitava.
A sala estava para sair do controle e Naruto se perguntou se era a hora de falar. Chuck, ao seu lado, apertava sua mão. Acho que estar no meio de demônios e outras criaturas que só deviam existir em lendas não era muito reconfortante.
O loiro levantou-se devagar e puxou a morena consigo. Uma demônio os observava calmamente e quando estes se encaminharam até si, um início de sorriso surgiu em seus lábios.
- Estava vendo até quando você iria esperar. – Aileen comentou.
- Você já tem a resposta. – Naruto afirmou, até porque era óbvio.
Aileen dignou-se somente a acenar.
Charlotte já estava para ter um ataque de nervos, apesar de não demonstrar. Muita informação em tão pouco tempo. Naruto só afirmara que esta precisava segui-lo imediatamente porque ele desconfiava que tinha algum tipo de poder oculto.
- Então?
- Uma ceifadora.
As duas se encararam longamente. Uma calma e outra desafiadora. Aileen não gostara nem um pouco do olhar e, sinceramente, aquela criança provavelmente morreria se a olhasse daquele jeito novamente. Bem, eu não duvido.
- Você só pode estar louca! Ou melhor, está vendo ou sentindo coisas totalmente errado! – Charlotte estava irada. Claro que não era uma ceifadora... Sem chances! – Alguém já te falou pra ver um psicólogo?
A sala ficou tensa.
Não deu nem dois segundos para o corpo de Charlotte estar encontrando a parede oposta. A garota estava atordoada. Como...? Tinha voado de uma parede a outra sem sequer a mulher mexer um dedo?
- Nunca mais levante a voz para mim de novo. – A voz de Aileen estava fria como gelo. – Não se quiser morrer.
Depois de muito tempo, escrever, reescrever, escrever novamente, imaginar cenas, planejar a história, provas e simulados nós estamos aqui finalmente atualizando o primeiro capítulo da fanfic! E Deus! Nem sabemos por onde começar, mil desculpas pela demora, sério, a falta de tempo das duas complica muito na hora de escrever o capítulo, porque nós queremos fazer tudo perfeitinho e da melhor forma possível, então espero que essa demora tenha valido a pena! Vários personagens apareceram nesse capitulo! Mais um motivo de alegria! E os que não apareceram, não se preocupem! Não esquecemos de ninguém!
Bom, mandem reviews comentando o que acharam desse capítulo! Precisamos a opinião de vocês!
Beijos,
callmesweets.
