Capítulo 4: Complicações

{Leah's POV}

- O que foi isso?

Era noite e reinava o mais absoluto silêncio. Jacob estava à meia hora sentado de frente para a janela, com os olhos fixos, como se estivesse esperando alguém. Eu imaginei que seria o pai, que havia saído com um amigo. Sua postura estava rígida, denunciando a tensão.

- Isso o quê? – Ele tentou parecer casual, mas eu reparei que ele também ficara alerta.

- Esse uivo. Foi muito, muito perto. Eu diria que tem um lobo no seu quintal.

- Sem chance. – Ele se levantou, trancou a janela e puxou a cortina. – Deve ser o vira-lata que fica perambulando por aí.

- Aquilo não me pareceu um latido.

- Cachorros também uivam. – disse, abrindo a porta.

- Aonde você vai? – Mas ele já havia saído. – Idiota.

Era horrível estar presa a uma cama. Infelizmente, o médico recomendara repouso absoluto por uns três dias. E para variar minha cabeça não parava de latejar. Ele havia receitado quatro comprimidos de analgésico, mas eu só tomara dois, porque mais que isso me derrubava. Em compensação, não era suficiente para acabar com a dor de cabeça.

Alguns minutos depois, Jacob voltou, parecendo aliviado. Os cabelos despenteados sugeriam que ele tinha saído no vento.

- Está tudo bem.

- O quê?

- Está tudo resolvido. Você vai continuar aqui mesmo.

- Quer dizer que eu não vou embora com o tal do Sam?

- Seth conseguiu convencer meu pai e o velho Quil de que isso é um assunto de família. Você vai ficar aqui até que sua mãe chegue.

- Olha, eu posso até ter perdido a memória, mas já sou bem crescidinha para cuidar de mim mesma. Assim que puder andar, prefiro ir para minha casa.

- Como quiser. – Ele disse de uma maneira que me fez sentir como se fosse um fardo do qual ele ficaria aliviado em se livrar. – Mas até lá acho que Sue já vai estar aqui.

Eu dei de ombros, desviando o olhar. Eu me sentia aborrecida por estar dependente dele.

- Já falou com ela?

- Seth vai entrar em contato com ela.

Como que reconhecendo a deixa, Seth entrou bem nessa hora, vestindo apenas uma bermuda. Ele parecia bem descontraído, diferente de algumas horas atrás.

- Oi, maninha. Já soube das notícias?

- É, fiquei sabendo.

- Não é ótimo? Mal consigo acreditar que eles realmente tenham me dado ouvidos...!

- Seth! – Jake interrompeu o que provavelmente se tornaria um longo discurso. E pela troca de olhares, eu percebi que Jacob temia que na empolgação ele dissesse algo que não devia. Novamente isso. Já estava enchendo o saco. – Acho que está na hora de você dormir.

- Nem pensar! Estou com energia demais para sequer pensar em dormir!

- E o que pretende fazer? Ficar tagarelando até amanhecer?

- Não seja tão mal-humorado, Jacob! – provoquei, fazendo com que ele ficasse ainda mais carrancudo.

- Vou dar uma volta.

- Não pode sair sozinho a essa hora! – protestei. Pelo pouco que tinha visto pela janela, dava para perceber que La Push não era um lugar muito movimentado.

Os dois me olharam de sobrancelha erguida, com a respiração suspensa.

- Leah, você...

- Ele é só um garoto, por favor, né! – acrescentei, sem entender o porquê de tanto espanto.

- Por um segundo você... – Seth se calou a um olhar do Jacob. Mas eu finalmente entendi que sem querer devia ter agido como antes.

- Eu o quê?

- Nada. – Foi Jacob quem respondeu. – Não precisa se preocupar, porque La Push é totalmente segura. – E se virando para o Seth, acrescentou: - Só não se esqueça que tem que acordar cedo amanhã.

Seth fez uma careta antes de sair. Jacob não parecia estar muito à vontade, por isso logo inventou uma desculpa para ir também. Quando Billy chegou, me fez companhia contando um pouco sobre a reserva, mas logo foi dormir. Até a hora que eu peguei no sono, o colchonete no chão onde Seth dormiria continuava vazio. Por onde ele andaria?

{Jacob's POV}

- Você vai ter que contar a verdade a ela. – Seth disse, apontando o garfo para mim. Ele havia passado à noite na casa dos Cullen e chegara à pouco, depois de passar na própria casa e se arrumar para o colégio. Desde o dia anterior, quando insistira para ir defender a irmã, ele estava ficando muito saidinho pro meu gosto.

- Não posso fazer isso.

- Mas precisa. Essa foi uma das condições, Jake. Eu prometi que avisaríamos mamãe imediatamente e que você contaria a ela o que nós somos.

Eu me levantei, irritado. Ele não deveria ter colocado meu nome no meio disso.

- Já disse que não posso. Vamos esperar a Sue chegar e ela vai decidir a melhor maneira de fazer isso. Já ligou para ela?

- Tentei ontem e hoje, mas as linhas só dão ocupadas. Deve ter tido algum problema.

- Se for isso, então até de tarde devem ter consertado. Você liga quando voltar do colégio. Agora é melhor se apressar.

- Vou falar com a Leah.

Eu peguei um prato de panqueca e um copo de suco que tinha preparado para ela e o segui em direção ao quarto.

- Seth! – Ela parecia estar acordada já há algum tempo e ficou aliviada quando viu o irmão. Para em seguida ficar zangada. – Onde esteve?!

Eu dei um cutucão nas costas dele, que estava parado a meio caminho entre a porta e a cama.

- Bom dia, Leah, dormiu bem? – eu tomei a frente, pousando as coisas na mesa de cabeceira.

- Eu dormi na casa de um amigo. – Seth finalmente respondeu, coçando a nuca.

- Devia ter avisado, sabia?

Ele me olhou, pedindo ajuda.

- Ele ligou, mas achei que você já estivesse dormindo, por isso não te disse nada. – Eu fui ajudá-la a se sentar, mas ela recuou.

- Não vou comer agora.

Eu parei, sem entender, e então me afastei.

- Vai esfriar. – Ela deu de ombros, sem me fitar. Eu suspirei, imaginando o que havia feito de errado.

- Bem, eu já vou indo. – avisou Seth. – Se quiser tentar ligar para mamãe, Jake, o número do telefone está preso na porta da geladeira lá de casa. – Ele me entregou a chave, acenou para a irmã e saiu.

- Tem certeza que não quer se sentar? – tentei mais uma vez.

- Não. – Ela foi categórica. Eu dei de ombros e deixei o quarto. Se ela queria se fazer de durona, eu não podia fazer nada.

Poucos minutos depois, o barulho de algo caindo e um palavrão foram o suficiente para me levarem de volta. Um livro pesado que meu pai havia emprestado a ela estava caído no chão. E Leah tentava se manter em pé. Maldição.

- O que está tentando fazer, mulher?!

Felizmente, eu consegui segurá-la antes que caísse. Ela ainda cheirava a mar e terra. Mas de alguma maneira era excitante.

- Vou tomar banho. – O tom impertinente não admitia intromissões. Como se isso pudesse me deter!

- Não vai a lugar nenhum. Vai se deitar, isso sim!

- Você não manda em mim!

Ao invés de perder meu tempo respondendo, eu a ergui do chão, passando um braço por trás de suas coxas e com o outro firmando suas costas. (N/B: Também quero! T-T) Ela tentou lutar, com a mão livre, mas foi em vão.

- Não pode me vencer. – sorri, presunçoso. E num gesto muito infantil de frustração, ela emburrou, fazendo um lindo biquinho. Uma expressão adorável, que eu nunca imaginei que veria no rosto da Leah. – Você precisa ficar em repouso absoluto, lembra?

- Eu preciso é de um banho. – resmungou, enquanto eu a ajeitava de volta na cama.

- Não pode fazer isso sozinha.

- Você pode me ajudar. (N/B: Ui[6] hahahaha)

Ela queria que eu desse banho nela? Eu engoli em seco, isso era uma coisa íntima demais. Eu jamais poderia fazer uma coisa dessas.

- Não precisa esfregar minhas costas nem nada do tipo! – ela interveio como se lesse meus pensamentos. – É só me ajudar a chegar ao banheiro. E me arrumar algumas sacolas plásticas.

Eu sacudi a cabeça.

- É arriscado, Leah. Você pode escorregar.

- Se tirarmos essa faixa do meu pé, talvez eu possa me apoiar melhor.

- Nem pensar.

- Mas isso é inútil! O médico disse que posso tirá-lo em uns dois dias, o que quer dizer que não está quebrado. Não vai fazer mal tirar por alguns minutos até...

- Não, Leah. – Como explicar a ela que nós nos recuperávamos mais rápidos que seres humanos normais? Como dizer que não éramos normais?

- Se não me ajudar, vou me virar sozinha!

Eu suspirei. Era uma ameaça vazia, afinal ela mal conseguia ficar de pé sem ajuda, mas eu acabei por ceder. Sem dizer nada, saí e voltei logo em seguida carregando sacos plásticos, tesoura e fita adesiva.

Ela parecia pronta para reclamar, mas quando viu o que eu trazia ficou em silêncio apenas me observando trabalhar. Logo seu braço e sua perna esquerdos enfaixado estavam protegidos pelo plástico. Quando fui pegá-la no colo, ela protestou.

- O que pensa que vai fazer?

- Vou carregá-la.

- Ah, não vai não, senhor!

- Olha, Leah, eu já concordei em te ajudar, então nem pense em testar minha paciência.

Ela pareceu considerar e acabou cedendo. Eu a ergui cuidadosamente e seguimos para o banheiro. Depois de depositá-la no chão, fui buscar um banquinho de madeira para que ela pudesse se sentar. Assim teria menos riscos de cair.

- Quando acabar é só me chamar. – disse, depois de colocar o banco dentro do box. Ela se apoiava na pia, vestindo apenas a minha camisa e parecendo desconfortável.

- Preciso de ajuda para tirar a roupa.

Eu assenti, engolindo em seco. Eu diria não se tivesse escolha, mas depois de ter chegado até ali, não iria recuar.

- Você pode fechar os olhos. – Ela riu do meu constrangimento.

Eu fechei a porta, feliz que meu pai tivesse saído com o velho Quil, (N/B: Safadoo... já ficou todo felizinho!! suahushuahs) e me aproximei dela, pousando as mãos no primeiro botão da camisa antes de fechar os olhos. Ela tornou a rir.

- Vai dizer que nunca viu uma mulher nua, Jacob. – disse, falsamente meiga.

- Já vi sim. – Abri os olhos e providenciei um sorriso travesso. – Vi você. Muitas vezes. (N/B: OMG!! "Como fazer uma desmemoriada morrer do coração", por Jacob Black)

Foi prazeroso ver o choque estampado no rosto dela. Os olhos arregalados, os lábios deliciosamente separados, a respiração ofegante... E de repente, pela primeira vez na vida, eu me vi mergulhado em uma situação excitante junto com a Leah. Meus batimentos aumentaram repentinamente e eu percebi que não me importaria de provocá-la mais um pouquinho.

Abri o primeiro botão, olhando-a nos olhos para ver sua reação.

- Conheço todos os detalhes. – disse, lentamente. Ela demorou só um pouco para reagir, dando um tapa na minha mão.

- Posso fazer isso sozinha.

- Pode, mas vai demorar muito mais tempo. – sorri. – Não se preocupe, eu não vou me aproveitar de você. – Ergui as mãos demonstrando inocência.

Quando ela desviou o olhar, parecendo ter aceitado, eu continuei a desabotoar. De repente não era mais ela que se sentia desconfortável. Está certo que eu já a vira nua diversas vezes, mas sempre procurara não olhar muito. Mesmo no dia do acidente, quando a carreguei até em casa e a vesti, evitei ficar reparando em como seu corpo era perfeito. Não que eu tenha visto o suficiente para saber se é mesmo perfeito, mas... Ah, tudo bem, eu confesso! Eu olhei muito mais do que deveria. E não posso dizer que me arrependi.

Quando terminei com o último botão, parei sem saber o que fazer.

- Pretende ficar aí parado o dia inteiro?

- O quê?

Bufando de impaciência, ela girou sobre o único pé em que se apoiava e virou de costas para mim. Percebendo a deixa, ajudei-a a deslizar a manga para fora do braço são. Quando a roupa pendeu, foi inevitável apreciar a curva das costas e o traseiro firme. Eu era um homem, afinal, e ela uma garota muito desejável. Mesmo ela sendo a Leah. Tive que abafar um gemido e imaginei o que Seth faria se soubesse que eu despira a sua irmã. Pensar nisso, me deu forças para continuar.

Ficando novamente de frente para ela, passei a outra manga pelo braço imobilizado, tentando não olhar mais do que o necessário. Mas no final foi impossível não fitar os seios redondos e firmes, a cintura fina e...

- Cachorro. – ela resmungou ao notar meu sorriso de apreciação, que se ampliou ainda mais.

Ousadamente, eu a ergui mais uma vez do chão, apreciando o contato com a pele nua. Ela parecia bem à vontade quando a depositei no box e saí. Do lado de fora, me encostei na porta com um sorriso de satisfação.

Apesar de ter sido divertido, achei que seria melhor evitar que isso se repetisse. Poderia acabar ficando perigoso. Depois de fazer uma ligação, me sentei no sofá, vendo tevê, quando a porta do banheiro se abriu abruptamente e Leah saiu pulando em um pé só, enrolada numa toalha.

- Por que não me chamou?!

- Porque não precisei de... Ai! – Eu a ergui no colo antes que terminasse de falar. Ela bufou, irritada. – Poderia, por favor, parar de fazer isso?

Eu sorri, admitindo internamente que eu poderia me acostumar a tê-la por perto.

- E perder a oportunidade de te irritar? Não mesmo!

Depois de colocá-la sentada na cama, peguei uma camisa, cueca e bermuda e joguei na direção dela, que pegou prontamente. Quanto mais vestida ela estivesse, tanto melhor.

- Vou pedir ao Seth para trazer algumas coisas suas, mas até lá, isso deve servir.

Quando comecei a ajudá-la a arrancar o plástico que protegia as faixas, a porta se abriu repentinamente.

- Oi, Jake! Espero ter chegado a tempo. – Era Alice, que eu havia chamado para me socorrer. Ela abriu um sorriso encantador e se aproximou da cama, sem cerimônias. – Oi, Leah, já está melhor? Jacob me disse que você ia precisar de ajuda para se vestir, então vim dar uma mãozinha. (N/B: Duvido que ele realmente queria que ela ajudasse. aushuahushuahsu)

Leah franziu o nariz e me perguntou silenciosamente: "Quem é ela?" Eu simplesmente desviei o olhar.

- À propósito, eu sou Alice Cullen, filha adotiva do médico que te atendeu.

- Ah. – Ela não parecia saber o que dizer. – Prazer, eu acho.

- Eu trouxe algumas coisinhas para você. – Ela indicou a mochila que estava carregando e eu nem tinha notado, com um brilho empolgado no olhar. Eu até senti um pouco de pena da Leah, que iria virar manequim. – Acho que essa é sua deixa, Jake.

- Não sei se é seguro deixar a Leah sozinha com você. (N/B: Eu falei! Nem ta querendo sair do quarto. auhushuahsua)

- Muito engraçado, Black. – interferiu Leah. – Tenho certeza que ela é mais inofensiva que você.

- É o que vamos ver, meu bem. – Pisquei para Alice. – Ela é toda sua, baixinha. Divirtam-se.

x.X.x

{Leah's POV}

Depois de muita insistência, consegui convencer o Jacob a me deixar passar algum tempo na varanda. Eu gastara muita energia aquela manhã só em ver Alice Cullen se movendo e falando sem parar. Ela me dera algumas roupas e prometera trazer mais um monte no dia seguinte. Com certeza isso era bem mais apropriado do que usar a roupa do Jacob e de qualidade muito superior. Minha única queixa era que a roupa cheirava igual a ela. Ou seja, terrivelmente mau.

- Ela falava sem parar. Pensei que a pilha não ia acabar nunca! – comentei com Jacob, enquanto almoçávamos tardiamente hambúrguer com batata frita, na varanda. Ele sorria dando a perceber que gostava muito dela. Eu me senti estranhamente irritada. - Não acompanhei nem metade do que ela estava dizendo.

- Admite que você gostou dela.

Eu fiz uma careta.

- Está bem, ela é até legalzinha. Mas aquele perfume que ela usa... É um horror.

- Com o tempo você se acostuma. – Ele deu de ombros. – Ou se preferir, da próxima vez, eu mesmo posso te vestir.

- Vai sonhando.

Eu me arrepiei só de lembrar o que acontecera horas atrás. Por algum motivo estranho, eu não me sentira desconfortável por ter que ficar nua na frente dele. Mas depois da provocação, a situação mudou. E desde então eu estava tentando manter uma distância segura, até onde era possível. Ele ainda não perdera a mania de me pegar no colo, como se eu não pesasse mais que uma pluma, mas pelo menos agora eu estava decentemente vestida.

Eu enfiei uma batatinha na boca.

- Sua comida não é nem um pouco saudável.

- Vou considerar isso um elogio.

- Ainda bem que pelo menos é comestível.

- Que tal cozinhar amanhã? Aposto que seu cardápio é bem mais extenso que o meu.

Apesar de não conseguir associar fatos passados, de alguma maneira eu percebi que sabia cozinhar. Embora gostasse mais de comer.

- Não aposte nisso. – retruquei. Ele estava sério, como se tivesse se dado conta que falara uma besteira.

- Desculpe, eu ainda não me acostumei...

- Jake, Leah...! – Seth chegava, ofegante.

Jacob se levantou imediatamente alerta.

- Aconteceu alguma coisa?

Em resposta, ele assentiu, ainda recuperando o fôlego. Parecia muito ansioso.

- Mamãe deixou uma mensagem na secretária. Algumas árvores caíram durante uma tempestade, por isso eles ficaram sem linha. Mas agora já voltou ao normal.

- Você ligou para ela?

- Não. Achei que você gostaria de falar com ela. – Ele baixou os olhos. Jacob vacilou.

- Eu mesma faço isso.

- Não! – ele se manifestou. – Eu vou falar. – Dizendo isso, entrou em casa, nos deixando para trás. Apoiada em Seth, eu o segui até a cozinha.

Meu irmão me apoiou na pia e correu para tirar o telefone da mão do Jake.

- Deixa comigo. Eu faço a minha parte e você faz a sua. Alô?

- Qual é a sua parte? Cuidar de mim? – eu murmurei para Jacob que me ajudava a sentar. Fingindo não ter ouvido, ele se sentou ao meu lado. – Não vai responder, não é? Isso quer dizer que tem mais segredos aí.

Ele me olhou, emburrado.

- Não diga besteira.

- Leah? – Seth me chamou, estendendo o telefone. – Mamãe quer falar com você.

Eu fiquei olhando para ele sem saber o que fazer. Jacob fez um gesto com a cabeça, indicando que eu atendesse. Depois de um tempo tentando me levantar sozinha, ele finalmente se tocou e me carregou até o telefone, ignorando meus protestos. Seth colocou o aparelho na minha mão, mas eu ainda hesitei alguns instantes antes de levá-lo ao ouvido.

- A...lô?

- Leah, até que enfim! Está tudo bem com você, querida?

- Ah... claro... mãe. E você, está aproveitando a viagem?

- Não nos últimos dias. Tem chovido bastante e nós até pensamos em ir embora, mas houve um deslizamento de terra que bloqueou a única estrada de acesso. Agora estamos presos aqui até que pare de chover e eles possam abrir caminho.

- Tenho certeza que vocês podem arrumar coisas para fazer sem sair do quarto. – Eu dei um fraco sorriso. Seth gemeu e Jacob parecia alheio à conversa. Sue riu, descontraída. Ela parecia uma boa pessoa, afinal de contas.

- Você parece estar de bom humor. Tem alguma coisa para me contar? – Eu pude ouvir a estática do telefone no silêncio que se seguiu. Eu não estava muito certa se deveria contar que eu nem sequer me recordava dela.

- Nenhuma novidade. – Optei por não dizer nada. Não seria justo deixá-la preocupada sem poder fazer nada.

- Nada mesmo? – Ela pareceu desapontada e eu senti um aperto no peito. – Bem, veja se o Seth está se alimentando direito e estudando para as provas.

- Farei isso.

- Se cuida.

- Você também. – Depois que desliguei o telefone, Jacob deu uma olhada feia para o Seth.

- Não me olhe assim! – Ele ergueu as mãos. – Ela mal me deixou falar, logo quis falar com a Leah.

- Podia ter dito que ela não estava aqui.

- Não posso mentir para minha mãe!

- Como se você nunca tivesse feito isso antes. – revirou os olhos.

- Ela não vai poder voltar tão cedo. – eu disse, meio aérea.

- Por que não?

- A única estrada está bloqueada, eles não têm como sair da cidade.

- Ah, que ótimo. – Seth suspirou, se deixando cair na cadeira. – O que vamos fazer agora?

Jacob olhou feio para ele mais uma vez.

- Eu acho que não devemos contar nada a ela por enquanto. - Os dois se viraram lentamente para mim. Eu me apressei em justificar. – Não há necessidade de preocupá-la. O doutor disse que talvez em poucos dias eu já tenha recuperado a memória.

Os dois trocaram olhares e novamente eu tive a incômoda sensação de estar sendo deixada de fora de alguma coisa.

- Leah... – Repentinamente Jacob estava sério. Sério demais. – Nós precisamos conversar.

To be continued...


N/B: Nossa, vocês não tem idéia de como eu to mal. Acho que fiquei resfriada, não sei. Portanto, se eu deixei passar alguma coisa na betagem, não liguem, é culpa dos remédios. hahahahahahaha
Mas e aí gente, o que acharam do cap? Eu, particularmente, A-M-E-I!
Jake safado... Fica querendo ver a Leah nua. uhaushaushauhsauhs
Bom, só um pedido: DEIXEM REVIEWS!
Se não a Lya não vai ter motivação pra escrever, e aí vamos ficar sem cap novo, e se eu não ler o próximo cap logo alguém vai morrer! uashsuhaushaus
bjOs
Verônica D. M.

N/A: Dessa vez nem vou me desculpar. u.u' Eu fiquei muito enrolada por causa do dia da criança, um monte de coisas para resolver, sem tempo nem para respirar (Nem sou exagerada), então foi difícil concluir o capítulo apesar dele estar praticamente pronto desde semana passada. ^^'
Well, estou mto feliz com as reviews e q vcs continuam acompanhando!

O próximo capítulo já está praticamente pronto, então agora só depende de vcs! Sim, estou fazendo chantagem. u.u

Agradecimentos especiais a Vê pela betagem e pelas capas (Agora temos mais duas capas super chics que vcs podem ver aqui: http: // s247. photobucket. com/ albums/ gg142 /lyabeauchamp /AdL /)! E a vcs que estão acompanhando!

'Elleeen.: Yep, concordo que o Sam eh um babaca! ù.ú
Fiko feliz que tenha gostado!! Brigada pela review!! =)

Ingrid F.: Brigada, floor! *-*
aoksoakoskoakoskoa
Acabe com Sam que nós agradecemos! \o/
Fikei mó feliz que tenha gostado! =)

Miss Black Girl: aosokaoskoakosko
O Sam bem que mereceu, neah? ù.ú
A Emily ainda vai se redimir (eu axo u.u'). É só esperar para ver. =)
Realmente, por um enfermeiro como o Jake, eu não me importaria de fikar em cima de uma cama. Contanto que ele tbm estivesse nela, of course. u.u'
Ainda bem que vc gostou, flor! *-* Mil perdões pela demora!!

Karol Kinomoto: aoksokaoskoakosa
Brigas são sempre emocionantes, neah?!
Nahh o Seth eh um fofo, neh? Um amorzinho...
Espero que continue gostando, amiga! n.n

'Deiisoca: Ahh brigada, flor! *-*
Continua acompanhando, hein?! Fiko feliz que esteja gostando!

bella amorim.: Tah aí! Espero que goste desse capítulo! =)
Tbm acho que o jake devia ter fikado com a Leah. Nada a ver ele com a Nessie. ù.ú

Nessa Clearwater: MORTE AO SAM!!² Jake colocou moral, neah?
Espero que goste desse capítulo, flor! =)

Srt. Black: Ahh flor! Fiko mto feliz que esteja gostando! *-*
Vou ficar te devendo uma visitinha, hein? =)

Bem, pessoas, espero que tenham curtido esse capítulo e que não me abandonem. Se quiserem me apressar ou só fazer amizade, podem me add no msn: tati (underline) smv (arroba) hotmail (ponto) com.
Até o próximo, pessoal!
Kissu =*