Capítulo 4
Enquanto eu sentava no velho, surrado, mas confortável, sofá na sala de estar na casa do meu pai, balancei minha perna em antecipação pela chegada de Edward e olhei pela janela da frente pela milionésima vez.
Meu pai suspirou e balançou a cabeça quando eu o distraí novamente do jogo de futebol na televisão. "Respire, Bells. Eu não sei por que você está tão estressada com isso. Você tem uma queda por esse garoto ou algo assim? Preciso começar a limpar as minhas armas?"
Eu revirei os olhos. "Pare com isso, pai. Nós apenas iremos recuperar o atraso. Éramos apenas amigos quando adolescentes, nada mais. Eu estou nervosa por ter que contar a minha história. Eu não quero me emocionar com isso, sabe?"
"Bella..."
"Ele chegou!" Eu pulei quando vi uma SUV Volvo parar junto à calçada.
"Dê ao menino uma chance de vir até a porta." Meu pai ordenou e eu o ignorei. Ele agarrou a parte de trás da minha blusa com um sorriso. "Se esse rapaz quer levar a minha filha para sair, ele precisa vir até a porta e pegá-la corretamente."
"Eu já te disse que não é um encontro, pai!"
A campainha tocou e eu falei um palavrão. Edward não precisava vir até a porta só por mim. Era bobagem. Meu pai soltou a minha blusa e eu instantaneamente tropecei e acabei me estatelando no chão.
Ele riu e caminhou em volta de mim. "Sinto muito sobre o seu equilíbrio, menina. Eu abro a porta."
"Merda. Pai, pare." Enquanto eu me levantava ouvi a porta abrir.
"Edward Cullen," a voz do meu pai cresceu. "Eu entendo que você está aqui para levar a minha filha para sair. É isso mesmo?"
"Olá, Chefe Swan, Sim, esse foi o p-plano." Edward balbuciou quando eu finalmente apareci de trás do sofá.
"Pare com isso, pai", eu o repreendi e corri para onde eles estavam na entrada. "Pode deixar de lado a voz policial. Você não o está interrogando. Edward não é um criminoso."
"Está tudo bem, Bella. Eu agiria da mesma forma com Maggie. Ele está te protegendo."
Meu pai resmungou e cruzou os braços sobre o peito.
"Ele está sendo ridículo", eu disse olhando para o meu pai. Eu me virei e sorri para Edward. "Pronto para ir?"
"Absolutamente."
Ele nos levou até o Pacific Pizza para tomar sorvete antes de irmos para o Tilicum Park. Encontramos uma mesa de piquenique e, em vez de se sentar no banco, ele me surpreendeu ao subir na mesa e, em seguida, me ajudar a sentar ao lado dele.
Comemos em um silêncio amigável por alguns minutos, quando ele se virou para mim. "Por que você nunca foi para Dartmouth, Bella?"
Eu limpei a garganta baixinho e mantive meus olhos no meu sorvete de chocolate. "Eu não pude. Eu mal consegui tirar o meu diploma do ensino médio depois que eu fiquei doente. Eu perdi minha audição e tinha problemas de equilíbrio terríveis. Fiz fisioterapia por um ano. Fiz minhas cirurgias do implante coclear um mês depois que aminha infecção estava curada. Fiz reabilitação auditiva e terapia da fala de três anos para aprender a ouvir de novo e aperfeiçoar o meu discurso tanto quanto eu poderia. Ainda tenho dificuldade de decifrar certas palavras, às vezes, e eu nunca seria capaz de me concentrar para aprender da maneira que eu teria que fazer para ganhar o meu diploma. Eu tenho enxaquecas simplesmente por ler um livro. "
Uma onda de exaustão tomou conta de mim. Pensar em tudo aquilo me drenava, mesmo que eu estivesse em um lugar muito melhor agora. Ainda assim, eu iria continuamente ter que gastar energia extra para acompanhar conversas, dada a minha perda de audição. Eu sempre lamentaria a necessidade de ouvir audiobooks em vez de sentir o papel nítido sob meus dedos e o cheiro de um livro preenchendo o meu nariz. E na maioria das vezes, eu ignorava quando alguém me olhava com surpresa ou desdém por não ter um diploma universitário.
Eu fiz uma pausa para tomar fôlego e olhei para Edward. Seu rosto estava atordoado. Eu rapidamente mudei de assunto, ansiosa para mudar o tema. "Então, o que você tem feito nos últimos dez anos? Qual especialidade médica que você escolheu?"
Ele abriu a boca e, em seguida, fechou antes de tentar novamente. "Eu não fiz medicina. Fui para a faculdade de direito."
Engoli uma grande porção de sorvete por engano e estremeci com o frio. "Mas você sempre quis ser médico. O que aconteceu?"
"Quanto você se lembra sobre o seu acidente? Do tempo que você ficou no hospital?"
"Praticamente nada. Eu não me lembro do acidente e eu só tenho memórias sólidas a partir de poucas semanas depois de chegar ao Hospital Infantil de Seattle."
"Você se lembra de eu visitá-la?"
Eu balancei a minha cabeça. "Eu acho que não. Meu pai me disse que você foi me ver e trouxe o meu anuário."
Edward olhou para a mata circundante. Um pequeno sorriso apareceu em seus lábios. "Você me chamou de bonito e depois me disse que não queria dizer isso em voz alta."
Eu inalei bruscamente. "Será que... você... me beijou?"
Ele moveu seus olhos para mim. "Você se lembra disso?"
"Mais ou menos. Eu tenho um sonho recorrente com você no hospital, e a última coisa que você faz antes de sempre desaparecer, é me beijar. Será que isso realmente aconteceu, Edward?"
Ele balançou a cabeça lentamente. Eu pressionei meus lábios para não sorrir como uma louca. Edward realmente tinha sido o meu primeiro beijo. Esse pequeno fato me fez mais feliz do que eu teria acreditado. Era bobo e estúpido ainda nutrir sentimentos por um garoto que eu não tinha visto em 10 anos, mas eu sempre compararei qualquer outro cara com Edward. Ninguém tinha chegado aos pés dele.
"Você teve uma convulsão logo após."
Era como se alguém tivesse jogado um balde de água gelada em cima de mim. Eu fui informada que havia tido três convulsões quando estava no hospital, mas eu não tinha ideia que Edward tinha presenciado uma. Eu queria rastejar para debaixo da mesa e morrer. Eu sabia que havia entrado em movimentos espasmódicos, provavelmente começando a cuspir e babar, e...
"Eu fiz xixi na cama quando aconteceu?"
"Bella, não era algo que você pudesse controlar", Edward disse gentilmente.
"Porra", eu sussurrei e enterrei meu rosto em minhas mãos quando a humilhação me varreu. Poderia ser mais mortificante que Edward, de todas as pessoas, tenha me visto assim? "Eu sinto muito que você teve que ver isso. Que isso fez você não querer ir para a faculdade de medicina."
Edward levantou a mão para inclinar meu rosto de volta. "Isso não tem nada a ver com o fato. Sim, eu fiquei com medo por você. Mas não é por isso que eu não me tornei um médico. Você foi informada sobre o acidente de carro?"
"Só que a outra pessoa dirigindo invadiu a minha pista e eu desviei para não bater nele. Eu acabei batendo em uma árvore e bati a cabeça contra a janela lateral com força suficiente para causar um trauma." Eu dei de ombros, sem entender qual era o grande negócio. Esse tipo de coisa acontecia o tempo todo.
"A razão pela qual a outra pessoa invadiu a sua pista era porque ele estava totalmente drogado. Cheio de coca na cabeça. E ele não teve um arranhão."
Eu senti o ar sair dos meus pulmões. "Eu não tinha ideia. Meus pais nunca me disseram."
"Disseram-lhe quem ele era?" ele perguntou com raiva e eu balancei minha cabeça. "Jacob Black. Ele quase te matou e tudo o que ele teve que fazer foram cem horas de serviço comunitário. Aquele idiota deveria estar apodrecendo na cadeia, mas nem sequer viu o interior de um tribunal. Seu advogado fez um acordo. Um dos bons, caralho. Provavelmente tenha ajudado que seu pai fosse o chefe da reserva."
"Oh", foi a minha resposta . Eu deveria ter ficado furiosa, mas a coisa toda foi há muito tempo, eu superei a maioria dos meus problemas residuais e agora era capaz de levar uma vida satisfatória, e eu simplesmente não tinha isso em mim.
"Eu não estava ciente. Mas você não pode mudar o passado, então não adianta insistir nisso."
"Sim, bem, eu fiz isso a missão da minha vida. Me certificar de que agora a verdadeira justiça seja feita para alguém que age de forma tão descuidada assim. Os pais de Maggie foram mortos por um motorista bêbado que tinha bebido três vezes o limite legal."
Uau. Isso era... realmente, realmente, realmente bêbado.
"Você está feliz, Edward? Com sua profissão e vida em geral?"
Ele sorriu e balançou a cabeça. "Eu estou. Eu posso não ter entrado no meu campo pelas razões habituais, mas eu adoro. E Maggie é a melhor coisa do mundo. Ela me suavizou e iluminou a minha alma de uma forma que eu não achei que era possível." Ele brincou com seu copo antes de colocá-lo de lado. "Ela, uh, ela sempre me fez pensar que seria assim que a nossa filha seria se tivéssemos tido uma. O seu cabelo castanho e os meus olhos verdes."
Meu coração bateu forte como uma debandada. Se ele pensou isso, então ele pensou em nós juntos, romanticamente. Tendo relações sexuais para fazer o dito bebê. Oh, Deus, agora eu estava molhada pensando sobre isso também. Deixei o meu olhar flutuar de árvore em árvore.
"Onde você foi para a faculdade de direito?" Eu desviei, nada pronta para ter essa conversa.
"Eu fui para Harvard", ele me disse com orgulho.
Eu ri. "Continua sendo aquele que só se contenta com o melhor."
"Cala a boca, Swan. Foi mais difícil do que deveria ter sido. Eu não estava acostumado a não ter você lá, chutando a minha bunda nos testes para me manter motivado." Seu sorriso desapareceu quando ele olhou para mim.
"Não me venha com essa cara, Cullen. Não tenha pena de mim", eu praticamente rosnei. "Eu tenho uma vida boa. Eu sou feliz. Eu tenho uma padaria em Seattle. Eu estou indo muito bem."
"Você tem namorado?" Ele deixou escapar.
Bufei. Eu não tinha um namorado desde a abertura da padaria há quatro anos. Eu tinha um vibrador. Um muito, muito caro. Com acessórios.
"Não, eu não tenho um namorado. Você? Tem namorada, quero dizer. Ou um namorado? Você pode ter examinado outras opções nos últimos dez anos." Eu atirei-lhe um sorriso brincalhão.
"Sem namorado", ele riu. "Nem namorada. É difícil com Maggie. Eu tenho que ter muito cuidado com quem deixo entrar nas nossas vidas."
"Sim, acho que seria um pouco mais complicado."
"Ela está completamente tomada por você. Ela me falou para 'conseguir os detalhes de você.' Seja lá o que isso significa." Nós dois rimos e ele estendeu a mão para deslizar os dedos através de uma mecha do meu cabelo. "Ela disse que você é muito bonita. Ela adorou o seu cabelo."
Nossos olhos se encontraram por um momento e então, de repente, ele estava me beijando.
Mão segurando a minha cabeça, lábios moldados aos meus, língua mendigando a entrada. Quando eu abri a boca para ele, senti o gosto de baunilha e o paraíso. Eu me derreti em seu corpo, infiltrando minhas mãos em seu cabelo sedoso. Edward me trouxe mais para perto enquanto nós continuávamos de amasso como adolescentes.
De repente, eu estava sentada em cima dele ali mesmo na mesa de piquenique. Suas mãos encontraram meus quadris e me puxaram contra a dureza distinta pressionada intimamente contra o meu núcleo. Um gemido vibrou na minha garganta enquanto o prazer suscitava pelo meu corpo. Ele beijou lentamente ao longo da minha mandíbula e chupou ao longo da minha garganta. Ele empurrou para cima enquanto pressionava meus quadris para baixo contra ele.
"Edward!" Eu gritei ao sentir o quão próximo ele estava de me fazer perder o controle."Eu vou gozar se você continuar fazendo isso", eu choraminguei.
"Porra, sim", ele gemeu e se esfregou contra mim novamente. "Deixe-me agradar você, baby."
Eu tremia em seus braços. Ele me puxou de volta e eu me agarrei a ele, querendo mantê-lo perto. "Está tudo bem. Apenas deixe-me..." Com uma mão firme segurando meu quadril, ele usou a outra para desabotoar o meu jeans e deslizou seus dedos dentro da minha calcinha. Quem sabia que deixar Edward me tocar no meio de um parque público iria me deixar molhada? Eu nunca tinha sido uma exibicionista antes, mas por Edward, eu o deixaria fazer qualquer coisa, a qualquer hora, em qualquer lugar. Deixei escapar um ofegante e agudo suspiro quando ele afundou dois dedos em mim. Não havia muito espaço para ele se mover, mas eu não precisava disso. Ele esfregou a palma da mão contra o meu clitóris e apertou em torno dele.
"Deus, Bella. Você é boa para caralho. Quente, úmida e apertada", Edward murmurou. "Você vai gozar para mim, baby?" Ele levou a mão livre até a minha mandíbula e acariciou. "Eu quero te dar isso. Quero ver você desmoronar nos meus braços."
Os olhos de Edward nunca deixaram os meus enquanto ele trabalhava minha boceta com a mão. Deve ter sido estranho e desconfortável para quem estivesse assistindo, mas não era. Era intenso e maravilhoso e me deu vontade de chorar de alegria. Quando gozei, poucos momentos depois, seu nome caiu dos meus lábios mais e mais enquanto eu estremecia.
Eu desabei em seu peito e ele passou o braço livre em volta de mim. "Jesus, por que nunca fizemos isso na escola?"
Sua risada vibrou através de mim e eu levantei a minha cabeça. Ele gentilmente tirou a mão das minhas calças. "Porque eu era a merda de muito covarde para te convidar para sair? Duvido que eu teria sido tão hábil naquela época. Muito mais desastrado, mas teria sido divertido aprender com você."
Esfreguei minha mão ao longo de sua ereção e Edward gemeu. "É a minha vez de retribuir o favor", eu disse, com um timing infeliz. Ouvimos um baixo estrondo de um trovão e os céus se abriram, despejando água sobre nós. Eu gritei e nós corremos para chegar ao seu carro.
"É claro que o tempo de Forks iria estragar a nossa diversão."Empurrei o meu cabelo úmido para fora do meu rosto e olhei para Edward."Bem, acho que agora temos que fingir que estamos mesmo na escola e nos esgueirar para que não sejamos pegos por nossos pais."
Edward me olhou pasmo. "Huh?"
Eu sorri e coloquei minha mão no botão de suas calças e abri. Eu lambi meus lábios diante do bojo agora bem visível. "Você nunca teve um boquete no seu carro?"
Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, eu enfiei a mão dentro de sua cueca e libertei sua ereção. Edward gemeu alto e colocou a cabeça no encosto do a minha língua ao longo do comprimento do seu membro e o senti empurrar seus quadris um pouco quando fechei os meus lábios em torno dele.
Eu chupei e lambi seu pênis, fazendo Edward preencher seu carro com a vibração dos gemidos. Ele colocou uma mão no meu cabelo, os dedos apertando de uma maneira que me deixava louca de desejo. Ele me estimulou a levá-lo mais profundo e eu respondi com um 'hum' com seu pênis na minha boca.
"Porra!" ele gritou e seu aperto se tornou quase doloroso. Eu me preparei para a sua explosão e não fiquei desapontada quando ele gozou em grandes jorros, que eu engoli rapidamente. Finalmente, seu corpo relaxou debaixo de mim e eu me sentei novamente.
"Jesus, isso foi fodidamente incrível", Edward suspirou com os olhos preguiçosamente semicerrados.
De repente, eu não tinha certeza de onde estávamos. Seria isso apenas para "relembrar os velhos tempos"? Eu sabia que não era para mim, mas Edward não tinha feito qualquer declaração.
Como se ele pudesse ler a minha mente, Edward se virou para olhar para mim. Fiquei surpresa ao ver tal carinho flagrante e devoção em seus olhos. Ele se inclinou e me beijou suavemente por um momento.
"Bella", Edward disse calmamente enquanto se afastava. "Você quer ir com Maggie e eu à reunião-comício e fogueira amanhã à noite? Eu realmente gostaria que você a conhecesse."
"Isso soa maravilhoso. Eu gostaria muito." Sorri para ele, a felicidade dançando na minha barriga. Ele queria que eu conhecesse sua filha. Isso tinha que ser um bom sinal, certo?
Voltamos para minha casa em um silêncio confortável. Ele me levou de volta até a porta, segurando um guarda-chuva sobre as nossas cabeças."Edward, eu me esqueci de perguntar, onde você mora agora?"
Um sorriso torto brilhou em seus lábios. "Chicago".
Meu coração caiu aos meus pés. Chicago. Era muito longe de Seattle e eu não poderia simplesmente me levantar e ir embora. "Oh".
"Bem, até novembro. Estou sendo transferido para o nosso escritório de Seattle. Eu queria estar mais perto dos meus pais, para que Maggie pudesse crescer com eles."
"Oh", eu disse novamente, desta vez com um sorriso bobo. Seria novembro em duas semanas. Eu definitivamente poderia lidar com isso.
"Sim, 'Oh'. Eu não vou deixar você ir embora desta vez, baby." Ele se inclinou e me beijou até que eu estivesse sem fôlego. "Vejo você amanhã, Bella."
Uau! Acho que quando Bella disse a Charlie que eles iriam 'recuperar o atraso' ela não estava de brincadeira... kkk.
Beijo!
Nai.
