Capitulo IV: Terrível engano, doce vingança.
Mais uma vez Robin se dirigi para a sala de treinamento para manter seu físico em boas condições. Ele não consegue esconder um sorriso no rosto por causa dos eventos que aconteceram agora a pouco. Foi bastante divertido o momento que teve com Estelar. Pode se dizer que foi torturado por cócegas e gostou disso. Riu tanto que ficou bem cansado, mas ainda sobraram forças para praticar artes marciais, atividade que adora. Ele ate pensou em pedir para Estelar participar, mas foi sem jeito de pedir, afinal seria abusar da boa vontade da alienígena, segundo Robin.
Bom se tivesse outra pessoa para praticar artes marciais. Treinar sozinho algumas vezes se torna bastante chato. Cyborgue tem uma pele muito dura de praticar. Mutano é preguiçoso. E Ravena... é a Ravena.
Quando abre a porta da sala tem uma surpresa muito grande. Ver Ravena chutando um saco de areia apresentando que está treinando. Mas não é um chute qualquer, mas sim um que mostra que uma pessoa tem um bom domínio nas artes marciais. Também reparar que Ravena está sem o capuz e o cinto para facilitar seus movimentos.
- Ravena? – entra na sala.
- Ola Robin – disse em um jeito monótono, mas meio que ofegando. É impressão dele, mas viu que a empata demonstrou um sorriso?
- O que está fazendo aqui?
- Não parece que é obvio – Ravena evita completar a frase para não fazer uma ironia.
- É mas, você... quero dizer...
- Que não sou de praticar atividades físicas?
- Sim. Para mim é uma surpresa.
- Por que não pratica artes marciais comigo?
- Tem certeza Ravena?
- Tenho.
Robin faz alguns alongamentos para se preparar. Ravena faz o mesmo.
- Então quanto quiser – disse Robin ficando em uma posição de combate.
- Tudo bem. Vou logo avisando. Não pegue leve comigo, porque não vou pegar leve com você – Ravena fica em uma posição de luta semelhante ao Tai Chi.
- Entendo – Robin agora fica serio e se concentra para começar a lutar. Pela primeira vez o menino prodígio observa a empata com os olhos de lutador. Isso levanta uma questão que nunca passou na sua cabeça: a roupa de Ravena. É normal que os magos, mágicos, fenticeiros e afins usam roupas excessivas a qual da uma desvantagem enorme para ataques físicos, mas Ravena era uma exceção. Se tirar o capuz a roupa da empata foi feita para facilitar os movimentos. Até hoje esse detalhe nunca foi importante, mas agora vai descobrir que o uniforme de Ravena não é só para enfeitar.
Ravena lembra muito bem dos treinamentos que teve em Azarath de magia. A força mágica tem que ser uma extensão do seu corpo, um canal de sua vontade para o seu organismo. Para se adquirir todo potencial teve que se submetida a um rigoroso treinamento físico e mental. Seus benefícios foi um conhecimento profundo da arte de luta de Azarath.
Ravena começa atacar com um chute de esquerda que Robin esquiva e ataca com três rápidos socos. A empata não ver dificuldades nenhuma para esquivar e se aproximar para atacar. Robin fica surpreso, não esperava que ela avançasse tão rapidamente, então para obrigar sua adversária afastar ataca com uma rasteira, mas sua rival foi mais astuta em pular com um mortal para frente assim ficando atrás de sua vitima assim dando um ataque que parecia que ia soltar magia com as duas mãos a qual derruba seu adversário.
Não esperava essa reação tão rápida de sua adversária. De certa forma nem esperava que ela fizesse muita coisa, mas pelo jeito a subestimou e foi pago um preço por isso.
- O que aconteceu, Robin? Por acaso já desistiu? – Ravena permanece em sua posição de luta.
- Então você quer pegar pesado, heim?
- Eu disse que não iria pegar leve.
- Agora entendi o recado – Robin se levanta e sem cerimônias.
Robin ativa seus instintos de lutador. Na sua frente não está mais a empata, agora está uma adversária em potencial. Então partindo como raio avança sobre sua rival para uma seqüência sincronizados de socos e chutes. Então começa um show espetacular entre os dois titans onde esquivavam, atacavam e defendiam sendo que cada um com seu jeito. Robin está usando golpes no estilo de artes marciais que mais domina que é Jeet Kune Do (a mesma arte do Bruce Lee). Enquanto Ravena continua movimentos semelhantes de Tai Chi.
O menino prodígio percebe que a empata não tentou nenhum golpe de imobilização. Então por que não usar nela? Foi isso que Robin tentou. Com habilidades entrou aplicar um golpe de Judô, mas Ravena evitou que isso acontecer, porem aconteceu um acidente. Ravena escorrega de costa e leva Robin junto.
Por si Ravena ficou deitada no chão enquanto Robin encima dela. Mais uma vez o garoto tem seu segundo choque no dia, agora desta vez com a empata. Parece isso está sendo uma conspiração?
Ravena fica corada com a situação. Não imaginava que o treino teria resultados tão... gratificantes. É a primeira vez que ela tem um contato tão intimo com alguém. Seu coração bate muito rápido no seu peito (por curiosidade nenhum efeito colateral de seus poderes está acontecendo no ambiente). Pela primeira vez sente como tivesse borboletas dentro do seu estomago. Seus lábios têm uma leve formigação querendo com urgência tocar os lábios de Robin, mas sua racionalidade não permite tomar atitudes... precipitadas. É claro que ele tomasse a atitude de beijá-la não mostraria resistência.
- Hum... Ravena... me desculpe – disse Robin se levantando aos poucos.
- Tudo bem – falou em um tom meio que decepcionada.
- Ravena. Você luta muito bem. Onde aprendeu a lutar assim? – toma um pouco d'água.
- Aprendi em Azarath durante a minha educação.
- Muito interessante. Bom Ravena, foi bom conversar com você. Agora vou para a sala de investigação. Thau – Robin se despede da empata.
- Foi interessante – disse Ravena quando Robin saiu – então realmente ele gosta de garotas que lutam. As emoções emitidas deles foram bem agradáveis.
Ela fica em posição de lótus para se concentrar nos eventos que aconteceram. Realmente aquele acidente conseguiu afetar o Robin de algum jeito. Sentiu o desejo emanado no garoto. Sentia com mesmo por um momento aqueles desejos estavam inteiramente voltados para ela, apenas para ela. É claro que não era um sentimento de amor, mas também não era um sentimento vulgar comum pura atração sexual, mas um sentimento que palavras não conseguem expressar.
Só que isso não durou muito tempo já que sentiu logo seguida uma emoção de conflito. Ravena nem precisa aprofundar muito para saber que nessa hora Robin estava dividido entre ela e Estelar. Só para ela essa divisão não foi igualitária, pode ver que boa parte do Robin pertence a Estelar.
Realmente vai ser um trabalho árduo para conquistá-lo. Nessa hora que Ravena ver que vai precisar de toda ajuda possível para conseguir enfim o coração de seu amado. Ainda bem que Mutano está no lado dela.
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Estelar se dirige animadamente para assistir televisão. Está na hora de algum documentário, tipos de programas que Estelar adora ver já que aprende um pouco da cultura terrestre. Quando chega à sala ver a televisão ligada já passando um documentário de uma língua a qual nunca escutou na vida. Aproxima no sofá e ver Mutano sentado no sofá assistindo com maior interesse.
- Amigo Mutano? – está com Silkie no seus braços.
- Ola Estelar. Veia assistir um documentário comigo.
- Não sabia que você gostava de documentário?
- Normalmente não, mas acho interessante quando retrata três assuntos que eu gosto.
- Quais são?
- África, natureza e língua espanhola.
- Então o documentário está passando esses três assuntos?
- Não. Está passando um documentário sobre a natureza da África no idioma Espanhol.
- Então esses fonemas cujo significado não compreendo se chamam Espanhol?
- Sim.
- Que legal. Até estava estranhando um pouco. Alias o Mais e Menos falam esse idioma, não é? Lembro-me que eles pronunciavam fonemas semelhantes
- Sim, falam.
- Não sabia que você falava espanhol, Mutano.
- Eu sou uma caixinha de surpresa gata.
- Então Mutano você pode me explicar o que o narrador está falando?
- Pode deixar comigo.
Estelar se senta ao lado de Mutano e deixa Silkie no outro lado para assistir o documentário e de acordo quando passava o titan falava sua tradução. E ainda mais explicava toda a expressão utilizada e dava informações extras sobre a África, ou seja, estava sendo um excelente professor. Essa é uma outra idéia de aproximação para conquistar Estelar. Mutano tem noção que uma parte que ela pegou afeição pelo líder foi a paciência dele em ensinar parte da cultura terrestre. Então por que não imitar?
Daí aquele documentário foi praticamente um presente de Deus para mostrar seus conhecimentos em determinados assuntos. E ainda mais vai ser um prazer ensinar Espanhol para Estelar.
Agora apareceu uma pergunta: como é que Estelar e Estela Negra aprenderam falar Inglês? Está certo que Estela Negra tinha um costume de viajar em muitos lugares, mas e Estelar? Com certeza ela ter aprendido em algum lugar do universo.
Aí o documentário acaba.
- Esse foi um excelente documentário Mutano.
- Eu concordo. Fazia um tempinho que não via nenhum material do meu pais natal.
- Mutano! Você nasceu na África?
- Sim. Meus pais estavam fazendo um trabalho cientifico na cidade de Upper Lamumba. Naquela época a minha mãe estava grávida de mim, então eu nasci na África.
- Maravilhoso amigo Mutano. Gostaria de um dia conhece-los.
- Infelizmente isso não vai ser possível – disse Mutano tristemente.
Estelar ver que esse assunto machuca Mutano então resolve mudar de assunto.
- E a língua Espanhola? Aprendeu quando estava na África?
- Não. Foi quando me ajuntei com a Patrulha do Destino. Tinha muitas missões em torno do mundo. Em uma dessas viagens aprendi Espanhol.
- Glorioso. Gostaria de aprender.
- Eu posso te ensinar.
- Jura? – os olhos chegam que brilham de felicidade.
- Eu juro – Mutano todo confiante. Não esperava que Estelar se interessasse em aprender a falar Espanhol. Isso vai dar uma boa vantagem para conquistar o coração da titan. A situação está com certeza ao seu favor.
- Pode ser agora?
- Claro – Mutano ficou pensando por onde começaria a ensinar Estelar. Só que seu pensamento é interrompido quando sente as mãos da Estelar no seu rosto. Isso o pega de surpresa e antes que o titan se da conta o que Estelar está fazendo os lábios da princesa estavam nos seus.
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Robin volta cansado depois de um treinamento puxado. Engraçado que nunca imaginava que praticaria artes marciais com Ravena, ainda mais suar a camisa em uma luta com ela. Imagine se fosse a serio a briga, talvez seria uma briga das mais difíceis existente de sua vida.
E ainda a briga terminou em um acidente um tanto... exótico. Não é todos os dias que tem uma cena embaraçada com uma mulher ainda mais foi duas vezes no mesmo dia.
Claro que ambas as situações não deixam de admirar pela beleza das duas titans. A pele de uma é dourada como o amanhecer, enquanto a outra branca como uma luz emitida da Lua quando está cheia. Os olhos de uma parecem duas chamas vivas verdes que parece uma representação da vida enquanto a outra representa tão sombria parecendo uma janela que da de cara com o universo. Uma cuja beleza veio da realeza do espaço e outra cuja beleza guardada a sete chaves em uma sociedade secreta. A princesa da luz e a dama das trevas.
Talvez seja muito poético de pensar disso, mas foi conseqüência de um dos treinamentos que teve com Batman que tinha que estudar poesia, já que segundo seu mestre é importante para decifrar alguns enigmas dos vilões (como os de Charada) ou entender a psicologia de outros (como o Chapeleiro Maluco). Enfim cada uma Robin achou especial. Se um dia querer um caso amoroso com uma com certeza escolheria...
Suas reflexões são interrompidas quando veio uma cena muito incomum. Poderia dizer que está muito cansado e está vendo coisas, mas seria uma mentira. Poderia dizer que recebeu uma pancada na cabeça, mas nem foi atingido. Pode dizer que tomou alguma coisa que afete sua visão real como uma droga, mas Robin não toma nada que afeta seus sentidos. Pode dizer que está tendo alucinações novamente, mas isso seria uma desculpa para escapar da realidade.
Seus olhos não estão enganados. Ele está vendo Estelar aos beijos com alguém. E como se não bastasse tinha que ser logo o Mutano? Aquela revelação atinge mais forte que o soco do Super Man. Nesse momento Robin não se sente mais um herói, ou como justiceiro, ou como líder dos titans, mas sim como um garoto que está vendo sua namorada aos braços do outro.
É claro que é muito exagero disser isso, afinal Estelar não é sua namorada. Então por que esse sentimento de traído? Por que sente que uma espada esta atravessando seu peito?
Queria ir para interferir. Queria da um soco no Mutano. Queria gritar. Queria tomar Estelar para si. Queria que isso não acontecesse. Mas em vez disso escolhe o caminho dos covardes, partir em retirada.
Devagar, Robin sai da sala e fica parado refletindo. Se fosse um garoto comum estaria chorando, mas o amargo de combate ao crime deu uma resistência aos seus sentimentos. Aperta seu punho com toda força sentindo uma enorme raiva. Uma raiva direcionada não para o Mutano, mas sim para Estelar.
Ela não tinha o direito disso. Não tinha o direito de pisar na sua confiança. Queria acreditar que Mutano estava a forçando, mas as mãos da tamaraniana estavam no rosto do titan. Isso é imperdoável. Por que tinha que ser o Mutano e não ele? Por quê? Aquele beijo da primeira vez onde se encontraram não representou nada? Todo aquele tempo que passou com ela não representou nada? Se sacrificou a toa por... nada?
Como queria se vingar agora. Como queria pagar com 'a mesma moeda'. Estava tão com raiva que nem escutou as vozes de Estelar e Mutano conversando, mas escutou passos vindo do corredor.
Ravena ia para a sala para preparar um chá, não esperava de encontrar Robin tão cedo. É claro que não deixa de sorrir (desta vez sorrir sem se segurar já que seu rosto está sendo pouco ocultado pelo capuz). Mas logo o sorriso se acaba por se assustar pelos sentimentos emanados pelo líder dos titans. Sente muita raiva agora vinda de Robin. Assim quando seu amado a ver um sentimento se mistura na raiva a qual a empata não consegue decifrar.
Ela só observa Robin se aproximando bem rápido. O menino prodígio tira o capuz de Ravena e a observa meio que se segurando. É claro que o coração da empata fica bem acelerado e não deita de corar.
- Robin. O que você... – Ravena é interrompida de uma maneira mais incomum da vida. Sim Robin a beija de uma maneira pouco agressiva. Talvez a expressão melhor seja sedenta. Sedenta e desesperada por um beijo.
Era verdade que aquele estava sendo seu primeiro beijo, mas passando a surpresa a empata retribui colocando suas mãos no pescoço e invadindo a boca de Robin com sua língua. Logo o beijo entra em uma sintonia perfeita. Os braços do titan laçam a cintura da empata para puxar mais perto para si. Aquele beijo estava sendo cheio de desejo e luxuria. Era um sonho que estava sendo realizado, mas não esperava aquele momento seria testemunhado por alguém.
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Mutano não entende a subida ação da Estelar em beijá-lo de repente. Está totalmente paralisado. É claro que queria retribuir de alguma forma, mas parece que não está sendo nem um beijo completo. Os lábios de Estelar nem se mexem, mas Mutano sente alguma coisa o sugando. Quando ia começar um verdadeiro beijo Estelar separar seus lábios do dela. Praticamente o tempo de duração foi um minuto e meio
- 'E então agora aprendi a falar?' – disse Estelar.
- Sim. Você aprendeu a falar Espanhol direitinho. Mas espera aí... – Mutano pula do sofá – como é que você aprendeu a falar Espanhol?
- Ué? Aprendi com você, amigo Mutano – sorri.
- Mas como isso é possível?
- Simples com contato labial.
- Contato labial? Como assim?
- Amigo Mutano não estou entendendo sua duvida sobre o contato labial – Estelar ta com diversas interrogações saindo da cabeça.
- Olha Estelar, até onde eu sei não é possível para alguém aprender algum idioma com apenas um beijo.
- Não é um beijo. É contato labial.
- E qual é a diferença?
- Bem – Estelar fica um pouco vermelha – pode dizer que o beijo necessita mais interação com as bocas e línguas conectados.
Mutano cora também, mas ainda fica curioso sobre o assunto falado.
- Bem de qualquer jeito aqui neste planeta ninguém consegue aprender um idioma tão rápido assim.
- Pensava que os humanos tinham a mesma habilidade dos Tamaraniano.
- Que habilidade?
- Meu povo consegue aprender qualquer idioma com apenas um contato labial.
- Que demais!
- É uma habilidade muito útil.
- Por isso que você bei... digo você fez contato labial com Robin naquela vez – Mutano fala com uma certa amargura. Parece que está sentindo ciúmes naquele momento, incrível que até hoje nunca parou para pensar no assunto.
- Bem eu também sei Francês. Que tal um Alemão ou um Chinês também?
- Por enquanto só o Espanhol. Outra hora talvez – disse rindo – eu pensava que os humanos tinham essa mesma habilidade. Afinal muitas vezes quando estou caminhando na cidade veio muitos humanos entre si fazendo contatos labiais. E para mim isso é muito estranho, muitas vezes esse contato é semelhante ao um beijo – disse cruzando os braços e pensando no assunto.
- Ué? Em Tamarian não tem o costume de beijar não?
- Tem, mas não publicamente. Os beijos têm que ser em locais discretos. Então a polulação desse planeta estavam se beijando?
- Sim.
- Mas não entendo uma coisa. Por que uma pequena parcela dos beijos de casais que eu vi tinham terráqueos do mesmo sexo?
- Bem isso é uma longa historia – disse Mutano com um certo nojo do que Estelar está se referindo, mas com essa observação pode ver que os Tamaraniano não tem praticas homossexuais – eu tenho uma pergunta: o que um verdadeiro beijo significa para os Tamaranianos.
- É um momento especial que tem que se realizado alguém miunergucerlu.
- miunergucerlu? Não é aquele nome que você me chamou quando fez as passes comigo?
Desta vez Estelar cora. Lembra muito bem naquele dia onde fez as pazes com o Mutano. Ela puxou uma brincadeira, aproveitando a ignorância que o titan tem sobre sua língua natal, o chamou de miunergucerlu. Essa palavra não é um nome ofensivo e até um elogio, só que no seu planeta essa palavra vai muito alem disso. O significado dessa palavra é: "O meu grande amor eterno" e o uso dessa palavra é raro sua utilização. É lógico que Estelar estava só brincando em suar a palavra.
- Acho que me enganei de palavra, mas continuando isso é usado para alguém especial. Aqui na Terra é a mesma coisa?
- Pode dizer que sim. É claro que depende dos casos. Tem casos que o casal só querem sentir... como posso falar... ah sim... vontades carnais. Outros beijam por relacionamentos de curto prazo, outros beijam por vingança, outros beijam...
- Vingança? Como assim?
- Nesse caso é quando uma pessoa tem outra que magoou ou traiu (dependendo do caso) que beija um terceiro por vingança.
- Esse caso não entendi direito.
- Bem isso eu vi nos HQs e mangas.
- Mutano. Sinto muito se minha ação resultou um mal entendido entre nós.
- Sem problemas. Disponha – Mutano fica meio decepcionado. Por um momento pensava que Estelar tinha o mesmo sentimento em seu peito, mas parece que isso ainda não aconteceu. Como queria dizer que ama Estelar com todas as suas forças. Como queria fazer juras de amor, beija-la até não poder mais e ser amado pela princesa. Por enquanto o amor que sente por Estelar é um sonho que está longe de se realizar.
"Se ela soubesse que esse foi o meu primeiro beijo..." pensa Mutano.
- Ué? Cadê Silkie? – Estelar olha para os lados e não ver sua largada de estimação.
- Não estava com você?
- Estava, mas perdi atenção a parti do momento que assistir o documentário com você.
- Deve ter ido para os corredores. Vamos procurar?
- Vamos, amigo Mutano.
E assim quando eles saem da sala eles vêem uma cena... muito incomum. Mutano fica de boca aberta do que está vendo. Robin e Ravena se beijando. Se fosse o mesmo beijo que teve agora a pouco até que poderia entender que era algum tipo de 'aprendizagem Tamaraniano', mas parece que é um beijo mesmo e ainda, segundo Mutano, é um pacote completo. É claro que sua ação poderia se retirar ali e comentar depois, mas olha para Estelar e não fica satisfeito o que ver sua amada triste por aquela cena. E ainda mais tem alguma coisa que o incomoda, a qual não sabe o porque, alguma coisa dentro dele não está gostando de ver o Robin beijar a Ravena.
Não podia ser verdade. Não era possível. Se fosse minutos atrás pensaria que essa seria uma transferência de conhecimento, mas os humanos não têm o mesmo dom que os tamaraneanos. Mutano falou de alguns motivos que levam ao ser humano beijar outro, mas nenhum deles justifica aquela ação que Robin e Ravena estão fazendo.
Lagrimas não deixam de derramadas na face dourada da alienígena. A vontade é de sair correndo dali. De se trancar no quarto e chorar como nunca chorou antes. Sua vontade era de fraquejar. De fugir. De até furar seus próprios olhos para nunca ver uma cena dessas. Todas essas seriam opções seguidas pela Estelar, mas nenhuma dessas é feita.
Por alguma razão, que nem a própria titan sabe, lembra da Estela Negra. Lembra das palavras que sua irmã falava quando era pequena para ela. Estela Negra dizia para Estelar que era fraca. Os Tamaraniano são famosos por serem muitos impulsivos, mas a princesa era a prova dessa afirmação, segundo sua irmã. Sempre dizia que era a mais fraca ser do universo. Que se um dia encontrasse uma emoção muito forte sairia correndo para a mamãezinha mesmo na idade adulta.
Essa é a emoção muito forte que está sentindo, a emoção de está sendo traída. E olha que nunca teve nada com Robin, mas pensava que logo iria ter. Leve decepção. Não. Grande engano. Pensava que Robin era gentil. Que o menino prodígio era diferente. Uma raiva começa a nascer dentro da Tamaraniana que faz seus olhos brilharem intensamente.
Robin finalmente termina o beijo com a Ravena e separa lentamente. Ele está um pouco envergonhado e culpado. Nunca imaginaria tomar uma atitude semelhante a que tomou. Ele nunca tomou atitudes tão... impulsivas. Claro estava com raiva por causa do beijo que viu momentos atrás, então uma sede de beijar uma garota nasceu. Como se sente um idiota agora. Não que não tenha gostado dos lábios da empata, mas o beijo foi simplesmente... carnal.
Enquanto Ravena... bem... estava com as pernas bambas, com o coração acelerado, com a face corada e com os lábios tremendo. Não esperava que Robin tomasse uma atitude dessas tão cedo, nem mesmo se manipulasse as emoções dele (coisa que nunca faria). Primeiro que não quer ter mais a culpa de manipular as emoções de alguém e segundo que isso não satisfaria completamente.
Ela está feliz pelo beijo que ganhou, mas ao mesmo tempo ela está... chateada. Não precisa ser uma empata para saber que aquele beijo não foi um beijo inteiramente direcionado para ela. O sentimento que estava acompanhado junto com beijo foi o desejo e não o amor. Realmente aquele beijo foi algo, como Estelar sempre diz, Glorioso, mas não foi perfeito. Robin começaria a falar, mas algo prende atenção tanto dele como dela. Uma voz bem verde bem forte.
Logo os dois se viram e ver um Mutano meio que confuso e uma Estelar bem... furiosa. Claro que Robin não se deixou se intimidar. Olhou com a mesma intimidação dos olhos perigosos da titans. A única coisa que ele não sabe é o porque do sentimento de culpa que está sentindo.
- Vocês têm alguma coisa para dizer sobre isso? – a voz da princesa consegue superar naquele momento a frieza da Ravena. Se sua voz tivesse habilidade de congelar talvez aquele corredor estaria puro gelo.
- Não é da sua conta – disse Robin com uma frieza equivalente – assim como não é da minha conta aquela cena patética que você fez na sala agora pouco.
- Cena patética? – pensa um pouco – ah então é isso! – agora Estelar sabe o que Mutano quis dizer sobre o beijo de vingança – estou decepcionada com você Robin. Não imaginava que você era tão... – a ultima palavra falou de sua língua, mas pode ver que o sentido semelhante deve ser 'idiota'.
- Eu que não esperava isso de você estando AOS BEIJOS com o Mutano – Robin se altera um pouco que assusta tanto a empata como o metamorfo.
- Assim como você não esperava aquele 'beijo' quando a gente se conheceu? – Estelar pela primeira vez foi sarcástica.
Robin ficou sem palavras. Não esperava uma pergunta dessas. Ia falar, mas Estelar foi mais rápido.
- Claro que não desconfiava que enquanto estava lutando contra você naquela vez eu não estava entendendo nenhuma palavra sua. Pode adivinhar porque senhor detetive?
- Me diz você, oh dona da razão – Robin diz sarcasticamente.
Mutano está ficando muito confuso. Todos estão agindo como Ravena, exceto a própria Ravena.
- 'Imagino que você não sabia que tinha a habilidade de aprender qualquer idioma terrestre ou alienígena apenas com contato labial' – disse a frase em Espanhol.
- O que? – Robin fica espantando, não sabia que Estelar falava Espanhol.
- Eu disse o seguinte: Imagino que você não sabia que tinha a habilidade de aprender qualquer idioma terrestre ou alienígena apenas com contato labial – cruza os braços.
Robin agora fica totalmente espantado. Não sabia dessa habilidade da Estelar. Então Estelar não estava beijando o Mutano, mas sim 'aprendendo' um novo idioma. Devia desconfiar. Até imaginava isso, mas como ela nunca tocou no assunto então deixou de lado. Se usasse sua lógica repararia que Estelar não estava mexendo os lábios que ainda estava separando logo em seguida quando estava saindo. Robin cometeu o maior erro de sua vida.
- Creio que no seu caso foi bem diferente, não é? – os olhos pararam de brilhar.
- Estelar, eu...
- Eu o que? Está arrependido? Não queria fazer isso? Poupe-me dessas desculpas.
- Mas...
- Eu não quero escutar Dick. Não quero ouvir mais nenhuma palavra. Você quer BRIGAR COMIGO? ISSO QUE VOCÊ QUER? – agora Estelar se altera – VOCE QUER QUE EU TOME ALGUMA ATITUDE QUE EU ME VA ME ARREPENDER DEPOIS? ACHA QUE VOU ME REBAIXAR A ISSO ROBIN? NÃO! NÃO VOU! QUER SABER O PORQUÊ? SIMPLES. SOU MUITO MELHOR DO QUE ESSAS ATITUDES INFANTIS.
Robin olha para o lado.
- Estelar se acalme – Mutano tenta aproximar para ajudar sua amada.
- Não amigo Mutano. Infelizmente não tem nada que você possa me ajudar – um pensamento veio na cabeça da Estelar – pensando bem tem alguma coisa que você pode me ajudar, mas deixa eu fazer uma coisa primeira.
Robin se assusta pela Estelar está aproximando dele e logo ver que não era dele que estava se aproximando, mas sim de Ravena.
A empata se tinha tempo que recuperou a sua postura de imparcial.
- O que quer? – Ravena perguntou com sua voz típica sem emoção.
- Quero isso – Estelar deu um tapa na cara de Ravena digno daqueles tapas de novela. Realmente a única sorte de Ravena que Estelar não estava usando a super-força.
A empata nada diz, apenas vira o rosto por causa do impacto, mas logo encara a titan com um olhar dizendo que 'você me paga'. Estelar se vira e aproxima de Mutano.
- Desculpe por aquilo que eu vou fazer amigo Mutano – depois se vira para Robin – isso que é um verdadeiro jeito – então Estelar puxa Mutano para si e beija ardentemente.
Mutano é pego novamente de surpresa pela Estelar, mas desta vez retribui com a mesma intensidade (ou maior se contar pelos seus instintos de animais). Os braços dele abraçam a cintura de Estelar enquanto uma mão dela está na face do titan à outra está atrás da nuca.
Robin não sente raiva. Não sente tristeza. Não se sente angustia. Não se sente traído. Apenas se sente um vazio. Toda ação é como uma semente jogada na terra que cedo ou tarde dar seus frutos. Nesse momento está comendo desse fruto amargo. Tudo começou com um terrível engano. Sua ação foi parti para uma doce vingança e agora ver a cena mais desagradável de sua vida.
Existia ela pagando com a 'mesma moeda' e ele suportando o tributo pago.
CONTINUA
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Mais um capitulo terminado. Desta vez coloquei mais lenha da fogueira hehehehehehe. A partir desse capitulo o ambiente da torre vai ser mais... pesado (se não dizer que vai virar um campo de batalha).
Nesse capitulo enfatizei muito os casais robin com ravena (me doeu o coração em escrever aquela cena de beijo) e estelar e mutano (a primeira experiência de fazer um casal improvável). Bem não percam o proximo capitulo. Para aqueles que não gostaram das cenas dos beijos digo que o próximo terão cenas mais agradáveis, mas vou logo avisando que não vai ser nada... erótico. Vai ser cenas comedia romântica.
Sobre Confusões ao Quadrado estou ainda escrevendo. E é claro que já tenho material suficiente para postar, mas quero acrescentar mais cenas (o suficiente para terminar a parte de ação). Até a próxima!!!!
