Livro de Katie Ashley. Adaptado por JehSanti para o universo Naruto que, juntamente com seus personagens, pertencem a Masashi Kishimoto.
Classificação: M (+18)
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Capítulo Quatro
Duas semanas mais tarde, ela tentava com todas as fibras do seu ser, não olhar pela centésima vez para o circulo vermelho marcado no calendário em sua mesa.
Seu período estava atrasado. Dois dias, duas noites, dezessete horas e cinquenta e dois minutos atrasados para ser precisa. Desde que ela sempre foi como um relógio, seus nervos desgastados estavam trabalhando de forma acelerada. Claro, era fisicamente possível, que pela primeira houvesse um atraso, que era absolutamente normal.
Mas era também possível que seu corpo estivesse tão pronto para ser mãe e aliado com Sasuke que era uma potência sexual, que eles tinham conseguido um sucesso imediato?
Se a data circulada no calendário não fosse suficiente para a mandá-la a beira do precipício, seu coração hoje a mandaria.
Ela se perguntava por que sentiu a necessidade de marcar esta data, como se houvesse alguma chance de um dia esquecê-la. Ela havia sido queimada e marcada em seu coração e na sua alma.
Hoje era o aniversário de dois anos da morte da sua mãe. Assim, quando as lágrimas de angústia picaram nos seus olhos, Ino pôs a cabeça na porta.
- Vamos, garota. Vou levar você para almoçar.
Ela sorriu. Ela não se incomodou em esconder o fato de que estava chorando. Ino sabia da importância do dia também.
No ano passado, elas tinham se dobrado com álcool e chocolate e, em seguida ela passou a noite a segurando na cama enquanto ela chorava incontrolavelmente.
- Você é um doce em oferecer, mas na verdade, eu não me importo de apenas ficar aqui.
- E que tipo de melhor amiga eu seria se eu te deixasse aqui sozinha? Principalmente hoje?
- O tipo que reconhece quando eu necessito deste desligamento emocional durante esta épocas, em que preciso me afastar da minha família e amigos? - Ela perguntou esperançosamente.
Ino bufou.
- Não, isso não está acontecendo. Você precisa de uma garrafa de saquê, um pouco de comida que engorde muito, e uma sobremesa gotejando em chocolate e calorias. E eu vou ter o imenso prazer de fornecer.
Sakura sabia que seria inútil discutir com Ino. Além disso, ela realmente queria sair do escritório e tentar não ficar pensando em varias coisas por um tempo. Então, ela levantou da cadeira e sorriu.
- Tudo bem então. Se você está pagando, então eu vou comer, beber e ser feliz!
- Essa é minha garota.
Enquanto desciam no elevador, Ino perguntou:
- Você não se importa de Sai se juntar a nós, não é?
- Claro que não. Eu não o vejo há muito tempo.
- Você e eu. Ugh, eu acho que vou ter que começar a correr para o prédio da ANBU em meu horário de almoço para uma rapidinha.
Ela revirou os olhos.
- Você é terrível.
Quando chegamos ao restaurante, Sai já estava em uma mesa, nos esperando. Ele se levantou de sua cadeira para abraçar Sakura.
- Como você está passando, Feia? - questionou.
Sakura lutou contra a vontade de sorrir ao ouvir seu apelido de infância na boca de Sai. Daichi odiava quando ele a chamava assim é quando Sai descobriu, fez questão de continuar com a ofensa carinhosa só pra irritar seu noivo. Felizmente, ela sabia que sua questão estava relacionada com o aniversario da morte da mãe dela e não sobre o atraso do seu período menstrual.
- Eu estou me segurando. Alguns dias são melhores do que os outros.
Ele acenou com a cabeça e bateu em suas costas. Quando ele retomou seu assento, Ino a empurrou para Sakura se sentar ao lado dele. Ela sabia que Ino não queria que ela sentasse sozinha.
- Não, não, vocês dificilmente conseguem se encontrar. - Sakura protestou.
- É melhor assim. Eu posso olhar nos olhos de Sai sentada na frente dele.
- Acima de tudo, ela vai conseguir me molestar por baixo da mesa. - Sai respondeu, com uma piscadela.
Sakura riu e deslizou para o seu lado. Ino se sentou na frente deles. Após a garçonete sair com os pedidos de bebida, ela sentiu uma forte dor abdominal, e ela agarrou seu cardápio mais apertado. Ino imediatamente percebeu sua angústia.
- Qual é o problema?
Ela cortou seus olhos sobre Sai e depois voltou seu olhar para Ino e sacudi a cabeça. A última coisa que ela queria era discutir questões femininas na frente a de um homem, sendo ele Sai ou não. E mesmo que ele fosse mais do que apenas o noivo de Ino, ser também um bom e confiável amigo, ela ainda ficava incomodada em falar sobre esses assuntos.
- Oh nada.
- Merda, você não está com cólicas, esta?
Ela sentiu o aquecimento no rosto, enquanto tentava se esconder atrás do menu.
- Eu disse que não é nada.
Ino revirou os olhos.
- Oh, pelo amor de Deus, testuda. Sai sabe de tudo sobre vaginas e ovários, pode parar de agir toda envergonhada na frente dele.
- Eu não estou agindo envergonhada... Estou envergonhada!
Me ignorando completamente, Ino me apontou para Sai.
- Você sabe que a testuda esta transando com Sasuke para engravidar?
Ele acenou com a cabeça.
- Bem, ela esta dois dias atrasadas do seu período menstrual.
Sakura fechou os olhos, desejando que o chão se abrisse e a engolisse inteira. Sai limpou a garganta, tentando aliviar a tensão.
- Se você está com cólicas, isto pode ser uma coisa boa. Algumas vezes, quando o ovo implanta na parede uterina, você pode experimentar de dor moderada a grave, que é semelhante a cólicas menstruais. Li isso em um livro sobre gravidez.
Ino deu um sorriso radiante a Sai. Sakura se perguntou porque ele estaria lendo um livro sobre gravidez, mas achou melhor não perguntar.
- Querido, você fica tão sexy quando fala com este jargão médico.
Sakura bufou, quando Sai se inclinou sobre a mesa para dar a Ino um beijo demorado.
- Vocês são seriamente doentes. - Uma vez que eles tinham se afastado, ela sorriu para Sai. - Mas obrigado pela informação. Eu estou torcendo para que seja isto.
- Eu estou torcendo por você, também. Você será uma mãe maravilhosa, Feiosa. Sabe, você merece um pouco de felicidade. - Sai respondeu apertando a mão dela.
- Obrigada. Eu realmente agradeço.
Ela foi interrompida pelo zumbido do telefone na bolsa. Ela olhou para a mensagem de texto e sorriu.
"Eu não sei se você ainda está falando comigo ou não, mas eu estou pensando em você hoje. Ninguém, além da minha própria mãe, significava tanto para mim como a sua mãe significou. Ela sempre me amou e me aceitou exatamente como eu era. Sem falar que ela fazia os melhores biscoitos de chocolate malditos que eu já comi ! Eu a amo e sinto sua falta, Saky!"
Era uma mensagem de Ren. Ele até usou o apelido dela. Quando ela começou a responder sua mensagem, Ino limpou a garganta. Sakura respondeu a ela, levantando o olhar.
- Desculpe, é uma coisa que…
Ino fez sinal por cima do ombro de Sakura. Quando ela se virou, Ren estava com um buquê de lírios, a flor favorita da mãe dela. Lágrimas encheram os seus olhos, assim pulou fora da cadeira, jogando seus braços em volta do pescoço dele.
- Oh por Kami, eu não acredito que você está aqui!
- Estou feliz que você está me abraçando, em vez de tentar chutar minhas bolas.
Ela se afastou dele rindo.
- Eu acho que deixei as coisas bem ruim entre nós, hein?
- Cara, eu pensei que fosse um caso perdido, quando fiquei entre você e aquele cara-o-todo-poderoso-Uchiha. O que ele pensava? Que eu era seu namorado e ia chutar a minha bunda?
Ino riu.
- Seu nome é Sasuke, mas acho que pode se referir a ele como o potencial pai do bebê de Sakura.
Os olhos de Ren se arregalaram, e ele cambaleou para trás.
- Você pegou aquele cara para ser seu doador de esperma?
Ela atirou a Ino um olhar assassino antes de voltar seus olhos para Ren.
- Não, não exatamente.
Ela fez um sinal para Ren sentar com eles.
- Eu acho que preciso me inteirar sobre algumas coisas. - Ren acenou para a garçonete antes de se sentar. - Eu vou precisar de uma cerveja... Na verdade, vá em frente e me traga o barril!
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Sasuke saiu do elevador depois de sua última reunião da tarde. Com a nova promoção, seus dias estavam cronometricamente contados, a partir do momento em que ele entrava na sua sala, até o último minuto do dia.
Felizmente, faltava apenas meia hora para que ele pudesse ir embora.
Ele parou na mesa de sua secretária.
- Alguma mensagem, Otani-san?
Ela balançou a cabeça.
- Não, mas a Sra. Haruno está esperando pelo senhor em seu escritório.
O pau de Sasuke se contraiu com a menção de Sakura. A última vez que ela esteve em seu escritório, eles tinham feito uma rapidinha inesquecível.
Ele estava esperançoso que ela tivesse voltado para uma nova tentativa.
Ele lambeu seus lábios com antecipação e abriu a porta do seu escritório. Qualquer esperança que ele tinha foram frustradas no momento em que viu Sakura esparramada no sofá, chorando histericamente.
Sua garganta se fechou em horror, e ele lutou para respirar. Ele estava acostumado a cenas como estas, quando estava crescendo. Com todas as experiências frustradas de Orochimaru, ele já tinha visto e ouvido quase tudo. Mas, geralmente, sempre que uma tempestade infernal de estrogênio aparecia no horizonte, ele e Kabuto fugiam que nem o diabo da cruz, indo para o vilarejo mais próximo atrás de um bar.
Não importa o quão bem sucedido na vida shinobi ele fosse, havia uma coisa que ele não podia lidar: fêmeas emocionais.
Sakura olhou para cima ao vê-lo em pé na porta. Seus olhos se encontraram, e ela voltou a chorar novamente.
- Ah, merda. - ele murmurou, passando a dedos pelo cabelo. O usuário do sharingan hesitou antes de caminhar lentamente até o sofá. Enquanto ele olhava para ela, seus pés balançavam para trás e para a frente. Finalmente, ele pegou um de seus lenços com monograma do bolso do colete e entregou a ela.
- Sakura, o que há de errado?
- Eu estou menstruada! - Ele fez uma careta.
- Hum, eu sinto muito. Eu tenho analgésicos na minha mesa, se você esta com cólicas ou algo assim.
Ela assoou o nariz e olhou para ele.
- Você não entendeu? Eu estou menstruada, então eu não estou grávida.
- Ah... - ele murmurou, finalmente, compreendendo o motivo do seu desespero.
- E eu sei que ficar grávida pela primeira vez seria uma sorte danada, mas não posso deixar de pensar, e se eu não puder engravidar? Quero dizer, claro que meu ginecologista diz que eu sou saudável e capaz, mas e se tiver algo de errado comigo? - Sasuke abriu a boca, mas Sakura manteve sua argumentação, sua voz levantando uma oitava. - Ou se eu tiver este enorme bloqueio mental, que pode me atingir fisicamente e eu não conseguir engravidar? E se eu perdi todos meus anos férteis e agora eu estou ficando estéril e serei assim para o resto da minha vida? Ela começou a chorar novamente, o peito arfante com seus soluços fortes atormentados.
Sasuke estava enraizado no chão, em silêncio, debatendo sobre se deveria girar sobre os calcanhares e correr para a porta.
O que diabos ele poderia fazer com ela assim? Relutantemente, ele caiu ao lado dela no sofá. Sem ele mesmo oferecer, Sakura se jogou para ele. Suas bochechas encharcadas de lágrimas, pressionadas contra seu pescoço, enquanto seu corpo tremia contra ele. Ele, momentaneamente, congelou, e ela poderia muito bem estar sendo confortada por uma estátua de mármore. Ele limpou a garganta e tentou se orientar.
- Shh, está tudo bem. Não chore. - disse ele, a acariciando de volta. Esse parecia ser o incentivo que Sakura precisava, porque ela então apertou os braços em torno de seu pescoço. Desde que ele não sabia o que diabos mais podia fazer, ele a deixou chorar.
Uma eternidade pareceu passar antes que ela se afastasse.
Sua respiração estava ofegante e seu corpo ainda estava tremulo.
- Você está bem agora? - ele perguntou hesitante.
Uma expressão mortificada brilhou em seu rosto.
- Oh Deus, eu sinto muito, realmente me perdoe! Eu não posso acreditar que eu vim aqui para ficar histérica na sua frente!
- Está tudo bem.
- Não, não esta. Merda! Quando eu vi... Quando eu descobri que não estava grávida, tudo o que eu conseguia pensar era em ficar com você. Eu passei direto pela sala da Ino. - Ela estremeceu. - Deus, eu estou tão envergonhada que você tenha me visto agindo como uma psicopata! - ela gemeu, enterrando a cabeça em suas mãos.
Tentando aliviar o clima, Sasuke disse:
- Você sabe, você meio que está me deixando confuso aqui.
Sakura levantou a cabeça.
- O que?
- Eu acho que no fundo você está mais preocupada com a perspectiva de ter que fazer sexo comigo de novo.
Ela riu.
- Não, isso não tem nada a ver. - cutucando ele e brincando, ela perguntou: - Não me diga que você está realmente se subestimando no departamento do sexo?
Ele sorriu.
- Um pouco.
- Eu não acredito nisto. - Ela se inclinou e beijou sua bochecha. - Não, Sasuke, o sexo com você foi a maior surpresa de todas nesta loucura que foi este nosso acordo.
- Uma surpresa? Isto com certeza não foi a melhor forma de tentar afagar meu ego masculino, ou foi?
- Pare de buscar elogios, Sr. Uchiha. - Sakura segurou seu rosto com as mãos, arrastando o dedo ao longo da mandíbula perfeitamente esculpida. - Além disso, eu imaginei que havia feito um bom trabalho em acariciar seu ego na última vez que ficamos juntos.
Quando seus olhos se arregalaram, ela riu.
- E em sete a dez dias quando estiver fértil de novo, estou ansiosa para me encontrar novamente na cama de um tal deus do sexo, se você estiver disposto.
- Oh, eu estarei disposto. - Ele levou uma de suas mãos à boca e beijou seus dedos.- Eu poderia estar disposto agora.
Ela balançou a cabeça.
- Sete a dez dias!
Ele gemeu.
- Você gosta de me torturar, não é? É uma pena, bem, eu prometo que também vou fazer isso com você.
Sakura deu um beijo em seus lábios.
- Eu realmente quero agradecer você, embora minha crise histérica hoje... Não foi só por não estar grávida.
- Não foi? - Ele perguntou, com cautela.
Em uma respiração irregular, ela disse:
- Hoje é o aniversário de dois anos do falecimento da minha mãe. Estes dias são sempre difíceis, mas depois de descobrir que eu não estava grávida... Foi uma espécie de golpe duplo.
Ele apertou a mão dela.
- Eu sinto muito. Você sabe como perdi minha mãe... Seu aniversário, dia das mães, o dia do massacre, são dias infernais para mim.
Sakura olhou com admiração para ele, e Sasuke também estava surpreso com ele mesmo.
Ele nunca tinha imaginado partilhar algo tão pessoal, mas havia algo em Sakura que lhe dava vontade de se abrir e compartilhar coisas com ela, coisas que ele normalmente não se atreveria a contar para ninguém.
- Você era muito próximo dela? - ela perguntou em voz baixa.
Sasuke se mexeu desconfortavelmente, quando um carretel de memórias amorosas passaram como um filme em sua mente.
- Sim, eu era. Bem, e era bem mais próximo de Itachi. Mas minha mãe… -
Um pequeno sorriso curvou em seus lábios. - Ela tinha vinte e oito anos anos, quando eu nasci. Eu não fui o tão esperado filho para perpetuar o sobrenome da família, fui um bebê fora de época.
- Eu aposto que ela mimou muito você. - Sakura refletiu.
- Realmente, e irmãs dela me mimavam muito também.
Ele balançou a cabeça.
- Jesus, eu não sei como não me tornei gay, crescendo no meio de tanto estrogênio.
Sakura riu.
- Não, em vez disto virou um mulherengo libertino.
- Ei, não fale assim. - ele respondeu, cutucando o joelho dela com o seu.
- Que tal um mulherengo com um coração de ouro?
- É um pouco melhor.
Ela sorriu.
- Obrigada por me dar seu ombro para chorar.
- Estou feliz que pode ajudar.
Eles ficaram imóveis por alguns segundos, se encarando.
Finalmente, Sakura limpou a garganta e se levantou.
- Eu acho que é melhor eu ir para casa, relaxar minha cabeça.
Quando ela começou a passar por ele, Sasuke agarrou seu braço.
- Por que não vai para casa comigo esta noite? - Por um momento, ele achou que outra pessoa estava falando. Sua voz soava estranha, para não mencionar que sua sugestão era uma coisa completamente estranha para ele. Ele raramente convidava mulheres para sua casa, era sempre na casa delas ou em um quarto de hotel.
Somente parceiras sexuais de longa data cruzavam esta barreira. Mas Sakura o estava transformando em um completo tolo emocional, fazendo com que ele quebrasse todas as suas regras. Primeiro, ele ficou a noite inteira com ela, e agora ele estava pedindo a ela para ir para sua casa. Se ele ficou surpreso, Sakura estava em completo estado de choque.
- O… O quê?
- Você sabe, para você não ter que ficar sozinha com tudo o que te aconteceu hoje.
- Você tem certeza?
Ele acenou com a cabeça.
- Eu poderia fazer alguns bifes na grelha, ou uma massa com lagostins ou camarão para nosso jantar.
- Você cozinha? - Ela perguntou, incrédula.
- Sim, espertinha, eu cozinho.
- Estou impressionada. Eu não tinha ideia de que você era uma ameaça tripla. Eu quero dizer, habilidades culinárias, ninja poderosíssimo, e claro que não podemos esquecer seu talento impressionante no quarto.
Ele riu.
- Sou cheio de surpresas, baby.
Ela mordiscou o lábio inferior, e Sasuke tinha certeza que ela estava travando uma batalha consigo mesma sobre se deveria aceitar sua oferta.
- Tem certeza que você não se importaria?
- Eu tenho certeza. Nós podemos apenas dar um tempo e relaxar.
- Isso soa perfeito.
- Encontro você lá fora em dez minutos?
Sakura assentiu.
- Quer me dar as instruções de como chegar na sua casa ou eu te sigo?
- Vamos juntos, amanhã te acompanho até o hospital.
- Ah, não, isso é muito trabalho.
- Sakura, tudo bem. Por que você não me encontra lá embaixo em quinze minutos?
- Ok, perfeito.
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A cabeça de Sakura estava em polvorosa por todo o caminho do elevador, até chegar ao hall.
Você está quebrando todas as regras se for até sua casa! Lembre-se do seu mantra: entrar, fazer sexo e sair?
Concordando em deixar ele cozinhar para ela e consolá-la, com certeza não fazia parte do acordo.
Você vai se arrepender.
Ela tinha se tornado a sua pior inimiga.
- Basta! - Ela gritou quando as portas do elevador se abriram.
As duas mulheres que aguardavam o elevador chegar, lhe deram um olhar estranho. Uma vez que ela estava lá embaixo, ela ficou andando de um lado ao outro do lobby.
Justo na hora em que pensou não ir com Sasuke para preservar a sua própria sanidade, ele apareceu diante dela.
- Desculpe por fazê-la esperar.
- Hum, não, está tudo bem.
Ela o seguiu para fora, pela porta lateral até o pátio coberto.
Seguiram a pé por uma rua mal iluminada.
- Estou impressionada em ser escoltada em tal alto estilo.
Ele balançou a cabeça.
- Lá vem você com essa boca de novo.
- Se importa se formos andando?
- Não. Está uma linda noite.
Quando eles viraram a primeira esquina, Sakura procurou em sua bolsa por um grampo. Depois de amarrar suas curtas mechas para trás, ela fechou os olhos e deixou a brisa passar por ela.
Eles não estavam longe do hospital quando Sasuke pegou outro caminho. Quando ele entrou em um bairro mais antigo e tradicional, Sakura virou-se para ele, surpresa.
- Você mora aqui?
Ele riu.
- O que você quer dizer?
Ela encolheu os ombros.
- Eu não sei. Eu acho que te via vivendo em um prédio moderno e elegante de solteiro.
- Bem, se você quer saber a verdade, eu alugava, como você diz, um apartamento elegante e moderno, no centro da cidade. Mas a esposa do Juugo, que é corretora de imóveis, me convenceu de que eu precisava parar de jogar dinheiro fora alugando e fazer um investimento em alguma propriedade. De alguma forma ela me convenceu a comprar a casa vizinha da Karin, neste bairro. Ele olhou para ela e sorriu.
- Eu acho que a intenção delas era serem capazes de manter um maior controle sobre mim, mas está equilibrado, porque eu recebo um monte de refeições gratuitas.
Ele apontou para a esquerda, uma casa em estilo colonial de dois andares com uma enorme varanda na frente.
- Essa é a casa da Karin e do Suigetsu.
- É linda.
- É sim. - Sasuke respondeu, falando outra vez. - Ela precisa de uma grande casa para manter aqueles monstros dentro.
- Monstros?
- Meus três sobrinhos.
Sakura riu, chocada com a relação familiar que o Uchiha estabeleceu com os ex-integrantes da equipe Taka.
- Entendo.
Sasuke parou na frente de uma casa oriental tradicional de madeira de dois andares com colunas brancas. A mandíbula de Sakura caiu quando olhou para a casa tão diferente do estilo de Sasuke. Tudo o que faltava era uma cerca branca com brinquedos espalhadas, e ela seria a casa típica de uma família suburbana.
Depois de Sakura sair do transe, seus olhos se arregalaram ao ver a grama bem aparada e flores multicoloridas.
- Uau, você fez tudo isso? - ela perguntou, apontando para o gramado impecável.
Sasuke bufou.
- Oh Deus, não. Eu não consigo fazer nada crescer, exceto um pouco de mofo dentro da minha geladeira. Yasuhiko-sama é o único com o dedo verde. Ele não faz apenas isso, mas agora que ele se aposentou, tem como a nova missão da vida, cuidar dos quintais dos seus pupilos.
- Quem é essa pessoa? - Sakura questionou, não reconhecendo o novo personagem que havia sido inserido na conversa.
- Ah, você não chegou a conhecê-lo. Eu conheci Yasuhiko-sama durante a minha jornada. Ele assumiu o papel de meu mestre e hoje em dia é como um pai para mim e para os outros integrantes do time Taka.
- Oh, não sabia. Isso é realmente doce da parte dele. - Ela seguiu Sasuke até a frente da casa e entraram pela porta. Ele deu um soco no código do alarme quando começou a apitar. Ela tentou não demonstrar sua surpresa, quando ela olhou a planta da sala de estar toda aberta. As janelas iam do chão ao teto, deixando a luz natural banhar todo o ambiente, com vigas de madeira atravessando todo o teto.
Considerando o que ela tinha pensado dele, ela esperava móveis funcionais e modernos, mas frio. Nada como o calor das cadeiras estofadas, a namoradeira ou a colcha antiga sobre o sofá.
- Você tem um decorador? - Ela perguntou, enquanto o seguia até a cozinha.
- Não, eu fiz tudo sozinho. Bem, Ayuki e Karin ajudaram, é claro. Elas tinham como meta me mimar em todas as áreas domésticas. - Ele se virou e examinou a expressão dela. - Então, você gosta?
- Gostar? Eu amei! Você foi muito além de apenas investir em alguma propriedade. Esta é uma casa que para qualquer um seria motivo de orgulho.
Um lento sorriso surgiu em seu rosto.
- Obrigado. Vindo de alguém como você, significa muito.
- Alguém como eu?
Ele passou os dedos pelo cabelo, parando para puxar os fios na nuca de seu pescoço.
- Oh, você sabe, alguém que é uma pessoa real e que sabe apreciar mais um lar do que uma casa.
Sakura abriu a boca para responder, mas um baque alto os interrompeu.
Sasuke revirou os olhos.
- Eu provavelmente deveria avisá-la sobre Kiichi.
- Você tem um companheiro de casa?
Ele riu.
- A não ser que você considere um Akita caramelo de 36 kg que come fora de casa e ronca mais alto do que um urso um companheiro.
- Oh, você tem um cachorro! - Sakura gritou. Ele deu-lhe um olhar estranho.
- Droga, eu não achei que você ficaria tão excitada com meu cachorro velho e fedido.
Ela sorriu. Sasuke não parava de surpreendê-la. Era outra pessoa, outro homem, parecia um completo estranho ou alguém que acabara de conhecer.
- Você não sabe o quanto eu amo cachorros! Eu queria ter um por muito tempo, mas minha agenda sempre foi tão louca, que eu tinha medo de que ele ficasse sozinho demais.
- Eu entendo. Eu realmente levo Kiichi até o Inu Hoikuen duas vezes por semana.
- Você leva? - ela perguntou, lutando para não sorrir, mas não conseguiu evitar.
Com uma carranca, ele respondeu:
- Sim, sim, eu sou um viadinho total.
Sakura levantou-se na ponta dos pés para mexer no cabelo de Sasuke, brincando:
- Ah não, na verdade eu acho que você é um doce em fazer isso por Kiichi.
Então, ela levou sua mão até seu peito.
- E isso só prova o que eu realmente acreditava o tempo todo, você tem um coração ai dentro.
- Fico feliz em ouvir que eu estou subindo um pouco na sua estima. Eu odiaria que nosso futuro filho ficasse traumatizado, porque sua mãe pensava que seu pai era um demônio sexual insensível e imbecil.
Seu rosto entristeceu quando ela tirou a mão dela do seu peito. Sasuke deu-lhe um olhar envergonhado.
- Eu não queria incomodá-la, mencionando o bebê.
- Está tudo bem. Eu estou muito sensível hoje.
Ele segurou seu queixo e lhe deu um sorriso tranquilizador.
- Vai acontecer, Sakura. Pode ser no próximo mês ou no próximo ano, mas você vai engravidar.
Lágrimas desceram pelos seus olhos.
- Obrigada.
- Mesmo que a gente morra tentando, vamos fazer isso acontecer.
Ela riu.
- Porque será que eu acho que você gosta desta parte de morrer por sexo.
Seus olhos se fecharam em êxtase exagerado.
- Eu não posso imaginar uma melhor forma de partir.
Eles foram interrompidos por um uivo baixo, lamentando na porta do porão.
- Acho que é melhor eu deixar Kiichi entrar, antes que ele tenha um colapso nervoso. - Sasuke disse.
Ele girou a maçaneta, e Kiichi entrou guinando e escorregando. Ele imediatamente pulou de joelhos em Sakura, mas ela apenas riu descontraída.
- PARA BAIXO KIICHI, NO CHÃO! - Sasuke berrou.
- Está tudo bem, - disse ela, enquanto Kiichi passava sua língua cor de-rosa sobre sua bochecha. - Ele está apenas contente em ver alguém.
- Ele é um repetente da escola de obediência. - Sasuke murmurou.
- Ah, eu tenho certeza que ele realmente é o melhor garoto do mundo inteiro! Você não é, meu querido? - Sakura disse, sua voz levantando uma oitava. Kiichi demonstrou todo seu apreço, batendo seu rabo contra a perna de Sasuke. Ele entrou em êxtase, quando ela começou a coçar atrás das suas orelhas, fazendo barulhos de grunhidos e, finalmente, ele se deitou no chão.
- Ok, rapaz, é hora de ir para fora.
Kiichi se recusou em partir do lado de Sakura. Sasuke revirou os olhos com exasperação.
- Fora. Agora!
Sakura beijou o topo da cabeça de Kiichi e depois levantou-se.
- É melhor você sair, antes que nós dois tenhamos problemas, - disse ela, apontando para a porta dos fundos.
Kiichi relutantemente começou a atravessar a cozinha, suas unhas arranhando o piso de madeira.
Sasuke abriu a porta e o deixou no quintal. Ele balançou a cabeça quando Kiichi se distraiu com uma borboleta.
- Ótimo. Ele já está totalmente apaixonado por você.
- Eu não posso fazer nada para evitar que todos me amem, inclusive os animais. - Sakura brincou.
Sasuke se virou para ela e sorriu.
- Alguém está arrogante hoje à noite. - Seus olhos se arregalaram com a visão de suas pernas. - Oh merda, eu sinto muito.
Sakura olhou para baixo para ver os buracos irregulares, onde as unhas de Kiichi haviam rasgado suas meias.
- Não é grande coisa.
- Você quer quer que te leve para se trocar?
Ela balançou a cabeça.
- Isso seria ótimo, obrigado.
- Me acompanhe.
Sakura seguiu um passo atrás de Sasuke, quando eles começaram a descer o corredor.
Ela não estava muito entusiasmada com a perspectiva de seguí-lo até a suíte principal, então ela parou em frente de uma parede cheia de fotografias.
- São todos de sua família?
Sasuke se virou e então assentiu.
- Sim, Ayuki, fez isso para mim. Segundo ela, um presente para aquecer minha casa. Ela arrumou as fotos da minha família e depois fez este arranjo na parede.
- Ela fez um ótimo trabalho. - Enquanto Sasuke mergulhava para dentro do quarto, Sakura continuou olhando para as fotografias.
Sasuke era a imagem perfeita de sua falecida mãe. Várias das fotos eram de seus pais quando eram mais jovens e mais velhos.
- Eu amei esta foto do aniversário de casamento dos seus pais. Sua mãe era tão bonita. - ela chamou.
- Obrigado.
- E seu pai era bonito, também.
- Eu te avisei que iria trazer alguns genes atraentes para a mesa!
Ela revirou os olhos em sua arrogância.
- Seu pai parece realmente um doce e um bom homem.
Sasuke enfiou a cabeça para fora da porta do quarto.
- O que é que isto significa?
Sakura encolheu os ombros.
- Eu não sei. Eu acho que eu tinha uma impressão de seu pai sendo como Tajomaru¹, e você seguindo os seus passos.
Sasuke riu quando lhe entregou um par de calças de moletom e uma camiseta azul marinho e branca.
- Nem tanto, mas ele fica bem próximo à Hiretora². - disse, sorrindo. - Meu pais começaram a namorar quando eram chuunins. Eu não tenho certeza se ele já dormiu com alguém mais, além dela.
- Isso é tão romântico. - Sakura jorrou.
- Sim, mas pode ser solitário. Yasuhiko-sama perdeu a esposa há cinco anos. Se ele não está perseguindo a Karin e o Suigetsu, ele está me ligando ou vindo me visitar e me chamando a responsabilidade. Eu sei que ele gostaria que ter alguém novamente ao seu lado o tempo todo, mas ele simplesmente não consegue deixar Keiko-san partir. Eu continuo a lhe dizer para seguir em frente, mas ele se recusa.
Sakura se irritou com o seu tom exasperado.
- Talvez ele não esteja pronto ainda. Talvez um amor tão forte quanto o deles, não é tão fácil de achar como você pensa. - ela respondeu.
- Eu sei que não. Mas Jesus, eu sei é que ele precisa diminuir suas expectativas de que eu esteja sempre a sua disposição quando ele me ligar.
Sakura jogou as mãos para cima, exasperada, incapaz de manter a paciência.
- Ele foi um bom mestre para você ou não? Ele é importante ou não?
- Sim, é claro que ele foi. Ele é.
- Então ele não deveria ter que te ligar para implorar para passar por aqui. Você que deve se preocupar em chamá-lo e ver como ele está. Talvez lhe devolver alguns dos sacrifícios que ele fez enquanto você estava naquela fase.
- Eu sei, é apenas…
- Confie em mim quando digo isso Sasuke, ele não vai estar aqui para sempre. Eu fiz tudo o que podia para minha mãe enquanto ela estava viva, e às vezes a culpa ainda me consome. Eu não gostaria que você seja assombrado por arrependimentos mais uma vez.
- Porra, Sakura, você me fez sentir como um babaca.
Com sua raiva evaporada, de repente ela se sentiu envergonhado por falar assim com ele. Ela abaixou a cabeça.
- Eu sinto muito. Eu só sei que você tem um coração muito bom, isso é tudo.
- Então, se você acredita tanto em mim, eu vou melhorar, ok?
Ela olhou para ele através de seus cílios e sorriu.
- Ok.
Ele limpou a garganta e acenou para o quarto.
- Você pode ir se trocar no banheiro.
- Obrigada. Eu provavelmente terei que lavar meu rosto também, depois do meu choro. Eu estou provavelmente uma bagunça.
- Você gostaria de tomar um banho, enquanto eu faço o jantar?
- Você está insinuando que eu estou cheirando mal? - ela perguntou, com um sorriso.
Sasuke riu.
- Não, eu só pensei que poderia fazer você se sentir melhor. Se você quiser, você pode usar a banheira de hidromassagem.
Sakura fechou os olhos e suspirou.
- Isso seria fabuloso.
- Vamos lá, então.
Ela seguiu para o quarto. Com suas paredes azuis e luz branca, dava uma sensação arejada e acolhedora. Ela lutou contra o impulso de rir em como tinha imaginado seu quarto, com lençóis de seda, um espelho sobre a cama, e as paredes pretas ou vermelhas.
Era exatamente o contrário. Uma cama de dossel enorme no meio do quarto. A única coisa que se destacava era como era limpo e tudo tão organizado.
- Você deve pagar uma fortuna para sua faxineira. - ela meditou.
- Eu não tenho uma.
- Você faz tudo isso sozinho?
- Sim, eu gosto de limpeza.
Depois de espreitar no banheiro, Sakura pensou:
- Parece que você é obcecado por limpeza, hein?
- Eu posso ter uma leve obsessão compulsiva sobre tudo estar em ordem.
- Hmm... - ela falou.
- E o que é que isso quer dizer agora? - Perguntou ele, levando sua mãos para seus quadris.
- Nada.
- Deixe-me adivinhar. Você fez alguns cursos de psicologia durante seu treinamento, e os especialistas dizem que, na maioria das vezes, pessoas obcecadas com limpeza na verdade, estão tentando esquecer uma vida de caos emocional?
- Eu não disse isso.
Ele bufou.
- Você não tem que bancar o Dr. Tiba. Agora, se você já fez a sua análise completa de mim, eu vou deixar você ir e tomar o seu banho.
- Eu agradeço isso.
Depois que fechou a porta atrás de Sasuke, ela se voltou para a água. Tirando suas roupas, ela tentou relaxar do dia estressante. Uma vez que a banheira estava cheia, ela ligou os jatos. Ela sentou na água borbulhante e suspirou com contentamento. Ela tinha apenas encostado a cabeça para trás, quando a porta se abriu.
Com um grito, ela correu para cobrir os seios com as mãos. Sasuke riu.
- Jesus, Sakura, não há necessidade de pânico. Eu já vi tudo antes, lembra?
Calor correu para suas bochechas.
- Eu sei. Você me surpreendeu, só isso.
Ele levantou sua bolsa.
- Você deixou isso na cozinha, e eu pensei que poderia precisar.
Ela assentiu com a cabeça.
- Obrigada.
Sasuke deixou a bolsa sobre o gabinete.
- Ok, eu realmente estarei ocupado, então prometo te deixar em paz.
Sakura riu e, em seguida, recuou para a banheira depois que ele fechou a porta. Ela provavelmente poderia ter ficado por horas, mas quando seus dedos começaram a enrugar e um cheiro maravilhosos começou a flutuar em sua volta, ela achou que era hora de sair.
Depois de secar e vestir as roupas de Sasuke, ela puxou seu cabelo para trás em um rabo de cavalo.
Quando ela pegou sua bolsa, seu telefone tocou. Ela havia perdido uma mensagem de Ino.
"Ainda não te vi desde nosso almoço. Espero que você esteja bem."
Sakura lutou contra os soluços desesperados que ameaçavam alcançá-la. Com os dedos trêmulos, ela mandou uma mensagem Ino.
"Estou no meu período. Estou no Sasuke. Te ligo amanhã."
Levou apenas um segundo para Ino responder.
"Então, desculpe, querida. Eu estou aqui se você precisar. Te amo."
Sakura não podia deixar de ficar surpresa com a reação de Ino. Ela esperava que Ino exigisse saber o que diabos ela estava fazendo com Sasuke, em vez de atirar flores de volta para ela.
Ela própria, estava tão confiante que não iria encorajar passar qualquer tempo com Sasuke, que não envolvesse a tentativa de ter o bebê. Com um suspiro, ela enfiou o telefone de volta na bolsa e depois saiu do quarto.
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Quando ela chegou à sala de estar, ela podia ouvir Sasuke cantarolar acompanhado do rádio de cozinha. Ela olhou em torno e viu com assombro, que ele realmente sabia cozinhar.
Como era possível que este poderia ser o mesmo Sasuke arrogante, egocêntrico, mulherengo que, as vezes a deixava louca?
Era como se ele fosse duas pessoas diferentes que habitavam o mesmo corpo.
Sasuke a pegou olhando, e ela sorriu timidamente para ele, enquanto trocava os pés descalços na cozinha. Ela inalou profundamente.
- Algo cheira maravilhosamente bem.
A expressão satisfeita cresceu em seu rosto.
- Eu decidi por uma massa com camarões. Eu imaginei que poderíamos comer no jardim, tudo bem?
Ela assentiu com a cabeça.
- Parece ótimo.
Ele abriu a porta de trás, e ela saiu. Kiichi veio galopante até ela.
- Sente garoto! Nem pense nisso! - Sasuke gritou.
Kiichi relutantemente cutucou as pernas de Sakura.
- Bom menino. - ela respondeu, recompensando-o coçando atrás das suas orelhas. Quando ela olhou em torno dos jardins e do quintal, seus olhos se arregalaram com a visão de uma piscina.
- Isso tudo é tão bonito.
- Obrigado.
Ele estendeu uma cadeira para ela, e ela se sentou na mesa. Ele já tinha arrumado a mesa completa até com guardanapos de linho. Um olhar ao prato cheio de camarões fez seu estômago roncar.
Quando Sasuke sentou na mesa, ela sorriu para ele.
- Eu não posso agradecer o suficiente pelo banho e a roupa. Eu me sinto como uma nova pessoa.
- Disponha.
Depois de dar uma mordida na massa, ela olhou para cima para encontrar Sasuke olhando para seu peito. Conscientemente, ela cruzou os braços sobre os seios, tentando esconder o fato de que eles estavam excitados contra a camiseta. Ela limpou a garganta, e ele rapidamente desviou o olhar.
- Uchiha Sasuke, você está olhando para os meus seios como um garoto adolescente com tesão?
Ele deu um sorriso tímido.
- É meio difícil de resistir, quando eles estão marcando a camisa.
Ela bufou exasperada.
- Bem, não sei como você enxergou, já que são tão pequenos… - Ela olhou para baixo e estremeceu. - Quero fazer um implante.
- Jesus, por que você iria querer fazer isso? Seus seios são incríveis.
Sakura revirou os olhos.
- Isso é uma coisa que apenas um homem diria. Não lembro em qual momento eles pararam de crescer, minha ginecologista diz que é completamente normal. - ela explicou, dando mais uma colherada. - Você não tem ideia de como foi passar a adolescência com Hinata e Ino exibindo seus magníficos peitos. Pelo menos vão crescer um pouco quando eu estiver grávida.
Sasuke lambeu os beiços.
- Eles vão ficar maiores?
- Sim, seu pervertido, eles devem crescer um pouco.
Ele riu.
- Desculpe, mas eu sou um homem que ama seios completamente, de modo que esta perspectiva realmente me excita.
- Um homem que ama seios completamente ao contrário do que? Um homem que gosta de bunda ou um homem que gosta das pernas?
Ele acenou com a cabeça.
- Bem, é evidente que tanto a sua bunda como suas pernas são incríveis também.
Ela lhe deu um sorriso sarcástico.
- Oh, muito obrigada. Aqui eu achando que elas eram horríveis, e você estivesse traumatizado depois de vê-las. Ainda bem, agora vou conseguir dormir bem a noite.
- Eu vou esquecer esta ironia e sarcasmo, em consideração ao dia que você teve. Em vez disso, eu vou te oferecer mais vinho. - observou ele.
Ela levantou a taça.
- Obrigada. É delicioso.
Enquanto ela se servia, Sakura olhou para fora, a luz do sol desaparecendo e brilhando através da água.
- Eu tenho confessar que estou com muita inveja de sua piscina.
- É realmente o que me fez comprar este lugar. Como eu disse antes, nadar sempre foi minha paixão, e depois que eu me desfiz da antiga casa dos meus pais, eu queria ter uma piscina.
Ele tomou um gole de vinho e então voltou um intenso olhar para ela.
- Então, qual era sua paixão quando era mais jovem?
- Hmm, provavelmente é um clichê total, mas cantar. - Ela passou a dedos sobre a borda de sua taça de vinho. Em seu âmago, ela gostaria de dizer "você", mas conseguiu se conter. - Bem, eu acho que ainda é minha paixão.
- Sério?
Sakura ficou chocada com a expressão ansiosa no rosto de Sasuke.
- Sim, minha família era muito fã dos clássicos e country. Eu cresci cantando com meus pais cantando o dia inteiro pela casa. E também, eu e meus primos adorávamos cantar nos festivais. - Sakura riu. - Eu acho que chamaria isso de karaokê, mais do que qualquer coisa.
Ele balançou a cabeça.
- Por que é quase impossível para mim imaginar você cantando em um lugar lotado de pessoas.
- Oh, eu não apenas cantava em festivais. Eu cantava nos templos, também.
Sasuke sorriu conscientemente.
- Ah, você é uma menina espiritualista. Isto explica muita coisa.
Ela parou agitando o macarrão em torno de seu garfo e lançou-lhe um olhar.
- O que você quer dizer com isto?
- Agora eu consigo entender porque ficou daquele jeito sobre dormir comigo, ou por que você não tem quaisquer parceiros sexuais em seu passado, além do seu noivo.
- Ter moral e espiritualidade não são coisas ruins. - ela respondeu brava.
- Eu não disse que era. Na verdade, é o que eu mais gosto em você.
Sakura bufou.
- Você não pode estar falando sério.
- Bem, eu estou. - Ele moveu a mão por cima da mesa para passar seus dedos contra os dela. - Até que eu realmente reparei em você, eu nunca imaginei que inocência podia ser tão sexy.
Embora seu rosto aquecesse com os elogios, ela não podia evitar o sorriso que curvou em seus lábios.
- Você realmente é escorregadio, não é?
Sasuke puxou a mão da dela e cruzou os braços sobre seu peito.
- Eu não imaginei que estava sendo escorregadio. Eu estava apenas tentando te elogiar.
Sakura mastigou pensativamente um pedaço de camarão.
- Eu acho que isto é tão natural em você, que nem percebe que está fazendo isso. Eu acho que você conseguiria fazer até em coma.
- Sério?
- Sim, todos os enfermeiros estariam te bajulando, mesmo os do sexo masculino. Você provavelmente iria acabar sendo realmente super bem cuidado. Sem mencionar, provavelmente, sobre a briga diária sobre quem iria dar seu banho de esponja.
Sasuke jogou a cabeça para trás e caiu na gargalhada. Quando ele olhou para ela, seus olhos negros brilhavam com diversão.
- Nossa, Sakura, eu não acho que nunca ri tanto com alguém, quanto eu tenho feito com você.
- Eu suponho que isso é um elogio, certo?
- Ah, sim, um grande elogio.
Sakura mordiscou a ponta de seu garfo, tentando decidir se ela teria a coragem de fazer a pergunta que vinha ameaçando-a por um tempo.
- Então, você já se apaixonou por alguém?
Sasuke se engasgou com a mordida de camarão que estava em sua boca. Ele sucumbiu a um ataque de tosse antes de tomar um gole de vinho.
- Porque esta pergunta? - ele respondeu, com a voz estrangulada.
- Nenhum motivo específico. Você só quer evitar a questão.
Ele fez um barulho frustrado na parte de trás de sua garganta. Depois de olhar para a água cintilante, ele finalmente disse,
- Sim, eu já me apaixonei. Você está feliz agora?
- Isso é tudo que eu vou saber?
- Você estava esperando por alguns detalhes picantes?
Sakura sorriu.
- Talvez.
- Bem, eu acho que é o suficiente por hoje. - Ele pegou seu prato vazio e começou a se levantar da cadeira, quando ela estendeu a mão e tocou levemente seu braço. Sakura podia ver a luta em seus olhos, para não mencionar que ele mantinha seu queixo apertado. Ele parecia se debater internamente sobre a possibilidade de ser honesto com ela. Não querendo lhe causar dor, ela balançou a cabeça.
- Está tudo bem. Você não tem que me dizer. Foi rude em perguntar.
- Não, não, eu vou te dar os detalhes. - respondeu ele, sentando-se de volta na mesa.
O queixo de Sakura caiu. Ela não podia deixar de se inclinar para a frente, em expectativa, esperando para ouvir cada palavra. Entre ouvir sobre seus pais e agora sua vida amorosa, tantas peças de quebra-cabeça de Sasuke estavam se juntando.
- Seu nome era Ami, e eu a conheci no meu treinamento com Orochimaru. Nós treinávamos juntos, ela havia perdido toda a família em um ataque ao vilarejo que ela morava. Ela foi minha primeira namorada, minha primeira experiência sexual, e... - Ele mexeu em sua cadeira. - Foi a primeira menina que eu quebrei o coração.
O próprio coração de Sakura doeu por uma garota que ela nem sequer conhecia. Mais uma vez ela queria dizer que não, a primeira menina que ele quebrou o coração, na verdade, foi ela. Mas resolveu deixar pra lá.
- Por que você quebrou seu coração?
- Nós namoramos até chegar o momento de enfrentar Itachi. Eu fiquei muito obcecado e ela acabou me largando depois de eu ser muito babaca. Mais do que qualquer coisa, eu não queria ficar amarrado. Então, eu tenho este olho que esta sempre perambulando.
- E vocês nunca mais se viram?
Sasuke esfregou as mãos sobre o rosto.
- Porra, eu não posso acreditar que estou te dizendo tudo isso.
- Por favor, acabe.
- Sim, três anos mais tarde, eu a encontrei no casamento de um amigo, e começamos a nos ver novamente. Eu estava viajando com Yasuhiko e acabamos reatando. Eu voltei pra vila e ela veio morar em Konoha, virou professora na academia. Depois de outro ano juntos, a coisa lógica a fazer era…
- Ficar noivos.
Ele fez uma careta.
- Mas tanto quanto ela queria uma proposta, eu não seria o homem certo a fazê-lo. O pensamento de ficar amarrado a ela pelo resto da minha vida, me deixava fisicamente sufocado. - Seu corpo deu um leve tremor. - E então eu fiz algo muito, muito ruim, e ela rompeu comigo.
- O que você fez? - Sakura questionou suavemente.
- Ela entrou em minha casa e me viu fazendo sexo com outra mulher.
A mão de Sakura voou para a sua boca, e ela olhou para Sasuke em horror.
- Isso é... Tão cruel. - Sua expressão escureceu.
- Sim, no caso de você não ter recebido o memorando, eu sou um idiota, se lembra?
- Mas você pode ser tão gentil e atencioso. O próprio fato de que eu não estou em casa sozinha, chorando com um litro de álcool prova isso. Em vez disso, estou sentada aqui comendo o jantar que você cozinhou e vestindo suas roupas. Essa é a verdadeira compaixão. - Ela balançou a cabeça, triste. - Esses são os razões por que é tão difícil imaginar que você poderia fazer algo tão insensível a alguém que você amava.
Sasuke deu de ombros.
- O passado é o passado, eu acho. Pelo menos ela encontrou outra pessoa e esta casada há oito anos.
- Você a viu?
- Não. Karin costumava encontrá-la nas cerimônias do templo com o marido e os filhos. - Sasuke sorriu timidamente. - Ela parecia adorar esfregar isso na minha cara.
- Ela provavelmente ainda estava brava com você por arruinar uma coisa tão boa.
- Provavelmente. - Sasuke esvaziou o resto da garrafa de vinho em seu copo. - Portanto, agora que você já ouviu a minha história triste, e você?
- Você já sabe a minha.
Sasuke balançou a cabeça.
- Eu não estou falando de estar apaixonada. Eu estou falando sobre quebrar o coração de alguém. - Ele apoiou os cotovelos na mesa de vidro. - Com este rosto e este corpo, não é possível que você não tenha quebrado o coração de pelo menos um cara.
- Eu nunca disse que não. - Sakura protestou.
- Aha! Então conte tudo. - disse Sasuke.
- Certamente não é tão obscena como a sua.
Ele sorriu para ela.
- Eu não iria imaginar isto, puritana deste jeito. Eu acredito mais que o fato de você não dormir com eles, quebrou completamente seus corações.
Sakura cruzou os braços sobre o peito.
- Da última vez que chequei, o seu coração estava acima de sua cintura, e não abaixo dela.
Sasuke riu.
- Ok, ok. Eu entendi. Então, qual é a história?
- Tudo bem. Aqui está a versão resumida: seu nome era Kazuma, nós tínhamos dezoito, e eu estava afim de seu melhor amigo.
- Ai, você deixou Kazuma-san chupando os dedos.
- Eu nunca quis machucá-lo, mas a partir do momento que eu fiz vinte anos, nunca houve mais ninguém no mundo para mim, apenas Daichi.
- Será que você não saiu com ele para deixar Daichi com ciúmes?
- Não, no começo eu pensei que Kazuma iria me fazer esquecê-lo. Íamos todos juntos para a academia dar aula, mas Daichi sempre agiu como se eu fosse apenas mais uma amiga. Kazuma era o tipo de cara que me trazia flores e me ligava de manhã para ver como eu estava. Ele também respeitava meus limites sobre o sexo.
- Pobre Kazuma-san. - Sasuke brincou.
Sakura riu.
- Agora, eu não disse que ele não estava recebendo nenhuma satisfação sexual.
- Apenas não era uma satisfação plena.
Ela torceu o nariz.
- Se você tem que colocar dessa forma, eu acho que sim.
Sasuke sorriu.
- Então o que aconteceu?
- Mesmo que ele fosse tudo que eu poderia querer em um namorado, eu não sentia nada. Não era justo com ele, assim eu terminei tudo. Ele estava tão devastado que pediu para Daichi vir e falar comigo.
Sakura abaixou a cabeça, lutando contra o sorriso sonhador espalhando em suas bochechas.
- Daichi veio pisando no meu apartamento, me enfrentando furioso e exigindo como diabos eu poderia quebrar o coração de seu melhor amigo. Após ouvi-lo gritar e espernear por cerca de cinco minutos, eu finalmente gritei que eu era apaixonada por ele.
Os olhos de Sasuke se arregalaram.
- Puta merda! Isso enlouquece a cabeça de um cara. O que ele fez?
Sakura riu.
- Disse que ele também era apaixonado por mim, mas que não queria machucar Kazuma. Portanto, esperamos alguns meses para começar a namorar, e depois ficamos inseparáveis.
- E Kazuma ficou bem com ele?
- Ele não estava feliz, mas ele encontrou outra pessoa.
Sasuke olhou para ela por um momento e depois sorriu.
- Depois de descarregar essa merda pesada, eu acho que nós precisamos de mais vinho.
- Sim, eu também acho que nós precisamos.
CONTINUA
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E aí, o que acharam? Agora vamos começar a ver eles se aproximando cada vez mais... Será que isso vai dar certo? HAHA A partir desse capítulo foi ficando MUITO difícil de adaptar pra UN, por toda a história do passado do Sasuke e da Sakura, que é bem distante da realidade de Naruto rs mas tô fazendo o que posso. Abram suas mentes!
Obrigada pelos comentários, vou responder todos hoje!
Beijos e até domingo que vem!
#JehSanti
