OI MINHAS LINDAS!

SÓ PRA ESCLARECER, A DATA DE POSTAGEM É TODO O SÁBADO,

EVENTUALMENTE PODE SER QUE EU POSTE ALGUNS CAPÍTULOS ANTES, COMO HOJE.

BEIJOS E ATÉ BREVE.


CAPÍTULO III

Como o prometido, Edward ficou para o almoço em família, seu irmão Jasper estava curioso sobre a tal Isabella, assim como Alice.

- E a tal Isabella? Soube mais alguma coisa sobre ela? – o irmão perguntou discretamente.

- O papai vai esclarecer tudo em seu devido tempo. – respondeu simplesmente.

- E ai Ed? – Emmett se aproximou dos dois. – Quem era a gata com quem falava ontem no jantar?

- O que?

- A morena gostosa com quem conversava... – Edward trincou os dentes ao ouvir o modo grosseiro como o irmão se referiu a Isabella. – A propósito, Tanya não gostou nada de vê-lo de papo com a outra, minha ursinha teve que aturá-la a noite toda se lamentando, ainda mais depois que você saiu levando à outra nos braços.

- Não sei se notou, mas ela se cortou, foi um corte fundo e precisou suturar. – Cuspiu atravessado. – E sinceramente, pouco me importa se Tanya gostou ou não, desde quando devo satisfações a ela ou a qualquer outra?

- Sei disso, mas não tem ideia do quanto atormentou Rose com perguntas sobre a mulher misteriosa, ficou mordida, sabe que ela arrasta um caminhão por você desde que chegou aqui. – Provocou o irmão. – Mas afinal de contas, de onde conhece a morena bonita?

- Não conheço! Quero dizer a conheci ontem, no jantar e...

- E ai? Rolou algo entre vocês?

- Se não percebeu a mulher foi levada desacordada para o hospital enquanto sangrava horrores. – Estava indignado com a pergunta absurda do irmão.

- Ah, qual é? Vai me dizer que não tirou nenhuma lasquinha?

- Cala a boca Emmett! – cuspiu irritado.

- Olá cunhado! – Alice o cumprimentou com um beijo estalado.

- Olá cunhada, e obrigado! – agradeceu discretamente.

- Serviu?

- Como uma luva! – Emmett e Jasper franziram o cenho sem entender a conversa dos dois.

- Será que posso saber do que estão falando?

- Depois te conto amor. – Alice foi para junto do noivo.

- Conta agora, to curioso! – Seu cunhado reclamou.

- Pois vai continuar curioso, Emm! Isso é coisa minha e do Ed, não é? – O próprio assentiu sorrindo, Alice enlaçou seu braço afastando-se um pouco dos dois. – E como ela está? – Perguntou discretamente.

- Bem melhor, já teve alta.

- Que bom, ela me pareceu ser uma mulher bem interessante.

"Não tem ideia do quanto, cara cunhada! " – Edward respondeu mentalmente.

- Muito! – Vocalizou.

- Soube de onde conhece seu pai?

- Sim, mas ele próprio dirá no seu devido tempo.

- Entendo, se voltar a vê-la, diga que gostaria muito de conhecê-la, fui com a cara dela! – Novamente Edward sorriu meneando a cabeça.

- Você é terrível cunhadinha!

- Mas você me ama mesmo assim!

- Convencida!

- Tem certeza de que está com o irmão certo? – Tanya alfinetou do alto da escada, era notório o ciúme que sentia do modo como Edward e Alice interagiam, e não era a única.

- Absoluta querida, por quê? – A morena revidou.

-Está sempre pendurada no Ed!

- Que culpa tenho eu, se o meu cunhado simplesmente me adora? – Piscou para Edward que sorriu, aquelas duas nunca se bicaram muito. Tanya lançou um olhar mordaz o qual Alice simplesmente ignorou.

- Ed, que surpresa vê-lo aqui. – A loira morango desceu o restante dos degraus, passando direto por Alice propositalmente se atirando sobre Edward, jogou seus braços ao redor do pescoço dele, em seguida, depositou um beijo demorado quase em seus lábios. – Fico feliz que esteja aqui. – Usou um tom sensual.

- Com licença... – Edward pediu aos demais soltando-se facilmente dos braços de Tanya. – Será que pode me dar um minuto? – Perguntou entre os dentes a segurando pelo braço, praticamente arrastando-a para a outra sala.

- Hmm... – A loira morango gemeu de modo provocante. - Adoro quando me pega assim, sabia?

- Qual é o seu problema Tanya? – Cuspiu furioso.

- Foi só um cumprimento, baby!

- Não me chame de baby! – Voltou a repreendê-la.

- Porque está tão bravo? Não ouvi você reclamando aquela noite! – Edward esfregou as mãos pelo rosto em sinal de irritação.

"Seria porque eu estava bêbado? " – Retrucou mentalmente. "Droga! "

- Tanya... – tentou se controlar. - Pare de agir como se fossemos um casal, sabe que isso jamais acontecerá.

- Porque não? Somos jovens, livres, nada nos impede. – Voltou a se insinuar.

- Sabe perfeitamente que estou focado em minha carreira... – Esbravejou. E não estou nem um pouco a fim de compromisso.

- Mas nós... Oh, Edward... Pensei que tivesse sido especial para você como foi pra mim, você e eu somos perfeitos juntos e...

- Somos? – Tanya estreitou o olhar, Edward bufou esfregando as mãos pelo rosto. - Tudo bem, eu admito! Foi bom, muito bom na verdade, mas eu realmente estou focado em minha carreira, não to a fim de compromisso.

- Sendo assim, nada nos impede de...

- Desculpe Tanya, mas não vai rolar outra vez.

- Porque, por acaso tem outra? – Exigiu enciumada.

- Mesmo se tivesse, acredito que isso não seja de sua conta!

- Quem é ela? – Voltou a exigir. - Por acaso é aquela com quem conversava ontem?

- Para de fazer cena, eu não lhe devo satisfações! – Por mais que tentasse se controlar, seu tom foi exaltado.

- Algum problema? – Sua mãe os interrompeu. – Porque estão discutindo, sempre se deram tão bem?

- Seu filho está enrabichado por aquela mulher que quase estragou o jantar! – Tanya cuspiu furiosa, enquanto Edward revirava os olhos.

- Não seja exagerada Tanya! – Esme a repreendeu. – Tudo ocorreu perfeitamente no jantar e nossa meta foi alcançada com sucesso, o incidente com a moça passou despercebido pela grande maioria. Quanto ao meu filho... – Piscou para Edward. – Ele só lhe prestou socorro, afinal Edward é médico!

- Mas...

- O almoço será servido, vamos? – Seu tom deixava claro que aquele era o fim da discussão, Tanya bufou contrariada, Edward jogou o braço sobre os ombros da mãe, saindo com ela, o que deixou à loira-morango furiosa.

- Obrigado! – Agradeceu estalando um beijo nos cabelos de Esme.

- Não por isso, sei perfeitamente o quanto Tanya pode ser possessiva, é louca por você! – O olhou de rabo de olho. – Deveria dar uma chance a ela.

- Ah não mãe... A senhora também?

-Ainda tenho a esperanças de que encontre uma mulher que o faça mudar de ideia quanto a isso, quero netos!

- Emm e Rose podem providenciar isso pra senhora, ou Jasper e Alice. – Esme estancou encarando o filho.

- E quanto à moça?

- Que moça? – Edward se fez de desentendido.

- Aquela com a qual conversava, deu pra notar de longe a química entre vocês, formam um casal lindo. – O coração de Edward disparou no peito.

- Mãe! Nós só estávamos conversando.

- Não sei não... Algo me diz que aquela moça mexeu com você, te conheço muito bem meu filho, não se esqueça disso. – A boca de Edward se abriu e fechou algumas vezes, mas não teve tempo de responder, ela já havia saído.

Depois do almoço foi para o seu apartamento, as palavras de sua mãe não saiam de sua mente, e o pior é que tinha razão. Isabella havia mexido com ele de um modo arrebatador e aquilo o assustava, ainda por cima era filha de Carlisle o homem que o criou, o qual amava e respeitava acima de tudo.

Dias depois...

Uma semana havia se passado desde o jantar e o incidente, tanto Edward quanto Carlisle não tiveram notícias dela desde então. Esme já estava sabendo que a bela jovem se tratava da filha de seu marido, ele mesmo havia contado.

... Então aquela moça é... É sua filha? Sua com essa tal Renée?

- Sim, você a viu meu amor, notou a semelhança com a minha mãe?

- Tem razão, mas...

- Meu pai insisti que é como se estivéssemos diante de minha mãe quando jovem. A mãe dela, Renée, pediu que se um dia conseguisse me encontrar, para que me entregasse isso. – Lhe estendeu a carta.

Carlisle não tinha segredos com sua esposa, Esme pegou a carta hesitante e a leu em completo silêncio, durante alguns minutos permaneceu assim o que o deixou angustiado.

- Agora entendo o modo como a pobre reagiu... – Disse com os olhos fixos na carta em suas mãos. - O que pretende fazer a respeito? – Voltou sua atenção para o marido.

- Obviamente faremos o exame para a confirmação, mas gostaria de conhecê-la melhor, conviver com ela, saber sobre como foi sua infância e adolescência.

- Também gostaria de conhecê-la, me pareceu uma boa moça, e é tão bonita. Oh Carl, uma filha.

- Ainda me custa crer.

- Precisamos contar a todos, apresentá-la a família e trazê-la para cá, para viver conosco, acha que aceitaria? Carlisle sorriu meneando a cabeça.

- Teremos que ir com calma, Edward disse que Isabella parece ser independente e um tanto orgulhosa.

- É uma Cullen, o que queria? – Carlisle riu beijando a esposa.

- Obrigado por aceitá-la, sem dúvidas você é uma mulher excepcional. – Agradeceu a envolvendo em seus braços.

- O que houve foi antes de nos conhecermos Carl, além do mais, ela não tem culpa alguma do que houve, e acredito que vá precisar e muito de você, agora que está só no mundo.

Carlisle e Esme reuniram os filhos, suas noras e Tanya para comunicar os últimos acontecimentos.

- Porque estamos todos aqui? – Tanya perguntou impaciente ao sentar-se em seu lugar na mesa de jantar.

- Os reuni aqui hoje porque tenho uma coisa muito importante para comunicar ao restante da família, afinal Edward, meu pai e Esme já sabem.

- O que é que ta pegando pai? – Emm perguntou confuso.

- Acabo de saber que além de vocês meus filhos... – Olhou para Jaspe, Emmett e Edward. – Tenho uma filha! – Os olhos de Tanya, Rosálie e Alice praticamente saltaram, assim como de Emmett e Jasper.

- Como assim uma filha? Andou pulando a cerca pai?

- Cala a boca Emm, não fala besteira! – Edward o repreendeu.

- Mas ele acaba de dizer que tem uma filha e...

- Acabo de conhecê-la... – Carlisle esclareceu. – Eu realmente não fazia ideia de que ela existia, foi há tanto tempo, há pouco mais de vinte anos para ser exato.

- Há mais de vinte anos, então...

- Deixe o papai contar Emmett! – Desta vez foi Jasper quem o repreendeu.

- Sim, eu havia acabado de me formar e sai em viagem com alguns amigos, fomos para Miami, foi lá que conheci Renée e... - Estendeu sua mão para esposa que a aceitou entrelaçando seus dedos aos dele. –Eu era jovem, solteiro e... Acabamos nos envolvendo, mas durou muito pouco, na realidade era minha última noite na cidade e acredito que saibam como terminou. – Concluiu um tanto constrangido.

- Ta dizendo que o senhor passou uma noite com ela e a engravidou? Tem certeza de que é sua filha?

- Não há dúvidas Emmett! – Eric interveio. – Quando a vi... – sorriu saudoso. – É idêntica a minha Anne, é uma Cullen sem dúvidas!

- Pelo amor de Deus titio, não pode afirmar isso somente pelo fato de se parecer com sua falecida esposa. – O tom de Tanya deixava claro seu desagrado.

- Isabella é uma Cullen! – Eric voltou a afirmar.

- Isabella? – Jasper pareceu surpreso, virou-se encarando o irmão. – Aquela Isabella?

- A própria. – Respondeu somente.

- A pedido de seu avô, Edward foi obter informações sobre ela... – Carlisle forneceu, Alice encarou o cunhado por alguns instantes, sabia que não era somente este o motivo que o levara a falar com aquela bela morena, viu que desde que a jovem havia entrado naquele salão, Edward mal conseguiu tirar os olhos dela. – Mas quando me aproximei de ambos, ela agiu de modo estranho e acabou se acidentando, na manhã seguinte fui vê-la com seu avô já que Esme garantiu que o sobrenome Swan não constava na lista de convidados.

- E como conseguiu entrar se seu nome não constava na lista? - Aquilo parecia realmente incomodar sua nora Rosálie. – Cuidado Carlisle, pode se tratar de uma aproveitadora, uma golpista e...

- Não creio que aquela moça seja nada disso Rosálie. – Esme a cortou, indo em defesa de Isabella, o que irritou a nora ainda mais.

- Como pode defendê-la, Esme? Você mal a conhece, não sabe de onde veio e com que propósito esteve naquele jantar? Temos que tomar cuidado, os Cullen são uma das famílias mais importantes do estado, o senhor Eric foi um senador, é obvio que essa tal Isabella veio atrás de fama e fortuna!

- Isabella não busca nada disso! – Edward esbravejou visivelmente irritado com o modo como a cunhada se referiu a Isabella.

- E você diz isso por quê? Acha que a conhece pelo tempo que passou flertando com ela? – Rosálie recebeu um olhar mordaz. – Não me olhe assim, todos notaram a troca de olhares e sorriso entre você e aquela... Aquela...

- Já chega vocês dois! – Carlisle exigiu ao ver o que filho revidaria. –Peço que meça suas palavras Rosálie, pois é de minha filha que está falando! Isabella não é nenhuma aproveitadora, tão pouco golpista, como disse, é minha filha! – Voltou-se para os filhos. - Gostaria que soubessem que amo vocês da mesma forma e nada, absolutamente nada irá mudar com a chegada dela.

- Por Deus Carlisle... – O tom indignado de Tanya chamou sua atenção. – Não me diga que está cogitando a hipótese de trazer essa...- Se conteve. – Em trazê-la para esta casa?

- Isabella é uma Cullen, e como tal é aqui que deve ficar. – Eric respondeu pelo filho, seu tom deixava claro que aquilo não estava em discussão tom de repreenda., o que irritou profundamente a loira morango.

- Por mim não tem problema... – Emmett disse sorrindo. – Mal posso esperar para conhecer minha irmãzinha. – Carlisle e Esme sorriram.

- Ainda estou confuso, mas confesso que estou ansioso para conhecê-la.

- Vão gostar dela, Jazz, tenho certeza. – O comentário de Edward não agradou em nada tanto Tanya, quanto Rosálie, pois ambas acreditavam que a jovem não passava de uma impostora.

Uma semana havia se passado desde que Edward havia deixado Isabella no Wrigley Hostel, tanto ele quanto Carlisle tentaram entrar em contato com a jovem, mas o telefone só caia na caixa postal.

Seu pai e avô, estavam aflitos imaginando se talvez, Isabella teria voltado para sua cidade natal, Forks, o que não fazia muito sentido. Algo no fundo de seu coração lhe dizia que Bella não havia voltado, que ainda permanecia em Chicago, havia algum outro motivo pelo qual não havia entrado em contato ou tão pouco retornado ao hospital.

Edward desligou o celular impaciente, se perguntando onde diabos ela havia se metido? Preocupado, já que a jovem não voltou ao hospital uma só vez para a troca do curativo, começava a acreditar que algo grave havia acontecido. Não era possível que Bella tenha voltado para Forks sem nem ao menos avisá-los. Afinal, não fazia sentido algum depois de tanto procurar por Carlisle, e agora que finalmente o encontrou sumir desta forma? A não ser que... Não! Sacudiu a cabeça para dissipar tal pensamento.

Isabella não era uma oportunista, teve a chance de se dar bem e, no entanto, sentiu-se ultrajada com o fato de ter lhe dado roupas novas. Sem contar em sua insistência em pagar a conta do hospital. Não! Definitivamente Isabella não era uma oportunista, pensou decidido a encontrá-la, nem que para isso tivesse que ir a Forks e trazê-la de volta pelas orelhas. Com este intuito, foi para o Wrigley Hostel.

- Boa tarde, eu procuro por Isabella Swan, ela ainda está hospedada aqui? – Perguntou ao recepcionista do simplório hotel onde a havia deixado.

- Swan?

- Isso mesmo! – Afirmou impaciente tamborilando os dedos sobre o balcão.

- Aqui consta que a senhorita Swan deixou o hotel tem alguns dias, senhor.

- Como assim foi embora? Embora pra onde? – Disparou impaciente, já imaginando quanto tempo levaria para encontrá-la em Forks, isso se Isabella foi mesmo para lá?

- Isso eu não sei lhe informar senhor, ela pagou sua estadia e se foi. – Respondeu dando de ombros

- Não tem alguém aqui que saiba para onde ela possa ter ido? – O recepcionista levou a mão ao queixo, parecia pensar no que havia dito.

- Talvez nossa arrumadeira saiba, afinal, as duas viviam de papo!

- E será que eu posso ter uma palavrinha com a sua arrumadeira?

- Um minuto! – Pediu indo em direção ao interfone, Edward ouviu quando disse o nome Raquel. – Ela virá em um instante, senhor.

- Obrigado!

Minutos depois...

- O que houve Will? – Raquel, uma mulher negra de aproximadamente uns dez anos mais velha que Edward, perguntou para o recepcionista.

- Você por acaso sabe para onde a moça do quarto 25 foi? A tal Isabella Swan?

- E o que você quer com ela? – Perguntou desconfiada. – Que eu saiba, a menina pagou tudo que lhe devia.

- Desculpe... – Edward interveio. – É que eu preciso saber como encontrá-la. – Raquel lhe lançou um olhar avaliativo e pelo sorriso que esboçava, pareceu gostar do que via.

- Você é o doutor, não é? – Perguntou como se o conhecesse. – O que costurou o braço dela!

- Suturei... – a corrigiu. - Na realidade eu suturei o braço dela, mas isso não vem ao caso, sabe onde posso encontrá-la?

-Tem um tempinho? – Edward somente assentiu. – Eu já volto Will! – Raquel indicou o caminho para Edward que a acompanhou até uma saleta destinada aos funcionários. – O senhor que um café?

- Não obrigado, só preciso saber para onde ela foi?

- Pobre garota, não teve muita sorte desde que chegou a cidade! – Serviu-se de café, sentando-se em seguida de frente para Edward.

- Porque está dizendo isso?

- A coitada chegou aqui esgotada, havia dirigido a noite toda, estava bem empolgada com o tal jantar, me pareceu muito importante para ela, seus olhinhos brilhavam de empolgação. Gastou tudo que tinha para comprar o bendito vestido e sapato, eu mesma lhe indiquei a loja chique no centro. – A reação de Isabella quando soube que o vestido que usava já era lhe veio à mente. – A menina queria estar bonita e elegante, a altura dos grã-finos do tal jantar. – Edward sorriu meneando a cabeça, mal sabia o quanto estava linda, muito mais que a grande maioria. – Eu vi quando o senhor a trouxe no dia seguinte, com o braço enfaixado, perguntei a ela o que houve, mas tudo que Bella disse foi que havia estragado tudo, e que jamais estaria a altura dele...

- Dele quem?

- Isso ela não disse! – Raquel deu de ombros. – Contou que ficou tão nervosa que acabou virando o pé e caindo sobre algumas taças e que se cortou feio.

- Sim, foi um corte fundo. – Edward afirmou.

- Na manhã seguinte do dia em que a deixou aqui, Bella fechou a conta, jogou todas suas coisas na caçamba daquela velharia e foi embora.

- Acredita que ela tenha voltado para casa?

- Bella me garantiu que não havia mais nada para ela naquela cidade, fique tranquilo senhor, a menina ainda está em Chicago.

- A senhora sabe o que houve com ela, para onde foi?

- Sei!

- Por favor, me conte, eu preciso saber.

- Pelo que entendi, ficou sem dinheiro para pagar a estadia aqui, até se ofereceu para trabalha em troca de um quarto mais simples, mas o senhor Mitchel recusou, velho avarento! – Resmungou baixo. – Estava aflita e sem saber o que fazer, nem para onde ir, por isso a indiquei para o síndico do prédio onde moro, tem um apartamento vago lá.

- E onde fica o seu prédio, em que bairro?

- Soutch Side!

- O que? Está me dizendo que Isabella está sozinha no Soutch Side? Pode me passar o endereço, por favor?

- Mas...

- Por favor, eu preciso falar com ela, é um assunto muito importante.

- Tudo bem, pelo modo como ela fala do senhor...

- Bella falou sobre mim?

- Sim, seus olhinhos brilhavam intensamente ao falar do quanto foi atencioso e gentil com ela. Agora entendo porque ficou tão encantada, o senhor é um homem muito bonito e charmoso.

- Obrigado! Será que poderia me dizer onde fica? - Raquel assentiu lhe passando o endereço.

- Tome... – Edward pegou a carteira, tirou algumas notas de dentro dela as estendendo a Raquel. – Por ter se importado com Bella.

- Não há necessidade disso senhor.

- Aceite, sei que fará um bom uso deste dinheiro. – A mulher soltou um longo suspiro, não estava em condições de recusar cem dólares, a ajuda seria muito bem-vinda. – Obrigado senhor, espero que a encontre em casa, ela anda trabalhando tanto que mal a vejo.

- Sabe onde ela trabalha?

- De dia no spot café no River North, e a noite em um bar de bacanas no centro.

- Obrigado Raquel! – Edward a agradeceu saindo em seguida, precisava encontrar Isabella e saber o porquê não os procurou se estava passando por dificuldades?

Em outro ponto da cidade...

Isabella havia acabado de chegar do café, tinha somente algumas horas para descansar um pouco, até à hora de ir para o bar. Retirou o dinheiro do bolso e o colocou sobre a bancada junto com suas chaves.

Seu braço latejou e automaticamente lembrou-se de Edward, ficou de voltar ao hospital, mas depois de tudo que aconteceu, acabou ela mesma tendo que fazer os curativos. Retirou a bandagem e viu que os pontos estavam um pouco inchados e avermelhados, talvez pelo esforço que fizera, mas infelizmente não teve escolha, ou encontrava um emprego, ou dormiria na rua. Ainda mais depois de ter sido assaltada, sentiu o sangue lhe ferver nas veias só com a lembrança daqueles homens armados que invadiu o lugar onde tomava seu café da manhã... Haviam levado seu celular e o pouco que havia restado de seu dinheiro além do casaco onde estavam os cartões de Edward e Carlisle.

- Acho melhor tomar um banho, você ta um horror. – Disse a si mesma diante o espelho, tomou um analgésico para a dor no braço e foi encarar o banho frio, agradeceu mentalmente por ser verão, não queria nem pensar no que faria no inverno.

Infelizmente era pelo que podia pagar no momento, até Charlie conseguir concretizar a venda da casa onde viveu com sua mãe e avó. Só conseguiu alugar aquele minúsculo quarto e sala porque havia penhorado os violões de sua mãe, caso o contrário, estaria morando em sua caminhonete agora.

Depois do banho enfiou-se em uma camiseta larga, calçando um par de meias, em seguida jogou-se no sofá cama na tentativa de conseguir dormir um pouco, assim que colocou a cabeça sobre o travesseiro, um par de olhos verdes invadiu sua mente. Adormeceu recordando a conversa que tiveram naquele jantar, no modo como a olhava, assim como nas coisas que havia dito. Despertou com o som de batidas na porta, pela força parecia que iriam colocá-la abaixo.

- JÁ VAI! – Gritou jogando suas pernas para fora da cama, amaldiçoou mentalmente o infeliz que a despertara no melhor do sonho. – O que foi agora senhor Lopez? – Perguntou ao abrir uma brecha da porta, seus olhos praticamente saltaram ao ver que não se tratava do síndico e sim de Edward. – Edward?

- Até que enfim te achei! – Soltou um suspiro aliviado.

- Mas o que... Como me encontrou? – Bella fechou um pouco a porta, soltou a trava, lhe dando passagem em seguida. – Entre.

- Você está bem? – Perguntou visivelmente preocupado, ela tinha os cabelos em uma bagunça só, vestia somente uma camiseta que parecia ser uns dois ou três números maiores, calçava meias e sua cara estava toda amassada.

- Eu estava dormindo... – Isabella repondeu tentando ajeitar o cabelo. – Desculpe, devo estar um horror.

- O que faz aqui Bella? O que houve com você? Meu pai tenta falar com você há dias e...

- Meu celular foi roubado, assim como meu casaco onde guardei o seu cartão e o dele.

- O que, como aconteceu, você está bem? Quando foi isso? – Disparou visivelmente preocupado.

- Eu estou bem, foi na manhã que me deixou no hotel, eu fui comer alguma coisa no café e dos caras armados invadiram o lugar e levaram tudo. – Deu de ombros, soltando um bocejo. – Desculpe. – Pediu tapando a boca.

- Tem certeza de que está bem, parece abatida.

- Como me achou? – Ele revirou os olhos, sabia que havia mudado de assunto propositalmente.

- Raquel me disse onde encontrá-la.

- Raquel?

- Sim, eu estive no hotel a sua procura, por um momento pensei que tivesse voltado para Forks.

- Hump! Pois era exatamente isso que eu deveria ter feito! – Sussurrou azeda, mas Edward a ouviu perfeitamente. – O que faz aqui Edward? - Exigiu o cruzando os braços diante o peito e gemeu ao fazê-lo.

- Como assim o que faço aqui? Esbravejou. – Estávamos preocupados com você! – Falou como se fosse óbvio. – Papai tentou entrar em contato, eu liguei diversas vezes, você não voltou ao hospital para refazer o curativo. – Viu Isabella engolir em seco. - A família já sabe sobre você e meu pai quer apresentá-la a eles.

- Ele quer me apresentar à esposa dele? – Havia certo espanto em seu tom.

- Esme está ansiosa para conhecê-la e não é a única.

- O que? Ela quer me conhecer? Por quê?

- Vai ter que perguntar isso a ela. – Respondeu somente, seu olhar encontrou o da jovem. - Porque não voltou ao hospital, como está o seu braço?

- Bem! – Isabella mentiu, corando violentamente.

- Me deixe vê-lo. – Aquilo havia sido uma ordem e não um pedido.

- Não é preciso, já estou bem melhor e...

- Me deixe ver seu braço Isabella. – Algo em seu tom fez com que ela lhe estendesse o braço, Edward delicadamente retirou o curativo e meneou a cabeça ao examinar os pontos.

- Estão inflamados, você tem tomado os remédios?

- Nem sempre.

- Andou fazendo esforço?

- Um pouco. – Novamente ele meneou a cabeça.

- Precisa ficar em repouso, se continuar a forçar o braço, vai romper os pontos. – Seu tom foi de repreenda, fechou o curativo com extremo cuidado;

-Eu sei, mas é que...

- Raquel me contou que está trabalhando em dois empregos, porque não nos procurou, porque não me procurou? Eu poderia tê-la ajudado, porque não me disse que estava passando por dificuldades? – Isabella ergueu o queixo empinando o nariz. – Um som estranho foi o que recebeu como resposta.

- O que houve, sabe que pode confiar em mim, não sabe? – Isabella desviou o olhar. – Me diz o que está acontecendo com você, por favor. – Insistiu.

- Eu... – Soltou um longo suspiro, deixando-se cair sobre o sofá cama. -Digamos que eu não tenha tido muita sorte desde que cheguei a esta cidade! A culpa é minha, eu deveria ter esperado um pouco mais. Mas quando Charlie me disse que havia arrumado um convite para o tal jantar anual, não pensei duas vezes, raspei minhas economias, coloquei tudo que possuo na caçamba da minha caminhonete e vim para cá. – Mordeu o lábio inferior com força, parecia envergonhada.

- Não o morda assim. – O ouviu dizer, sentiu a mão de Edward em seu queixo, ele o ergueu fazendo com que o olhasse nos olhos. – Vai acabar se machucando. – Havia um brilho intenso naquele lindo par de olhos verdes.

- Hábito antigo! Desculpe.

- Não se desculpe! "Só é tentador demais! " – Concluiu mentalmente.

- Confesso que deveria ter planejado melhor a minha vinda para cá, mas fiquei empolgada e agi impulsivamente, calculei mal os meus gastos... Gastei uma verdadeira fortuna naquele bendito vestido e naquele sapato, pra que? Eu me estabacar em uma mesa repleta de taças! – Esbravejou.

- Você estava realmente linda naquele vestido!

- É, ele ficou bem, mas me custou quase tudo que trouxe, eu tinha uma reserva, era pequena, mas com sorte eu logo conseguiria um emprego e... – Ela sorriu meneando a cabeça. – Sorte! Deveria saber que ela jamais estaria do meu lado. Eu disse a você, se algo está propenso a dar errado em um raio de uma milha, vai dar errado comigo! – Edward sorriu meneando a cabeça.

- Não ria, estou falando sério! Essa situação é temporária, Charlie está tentando vender a casa onde moramos, mas ainda não surgiu comprador e...

- Você é uma Cullen, não precisava ter passado por isso, bastava um telefonema e...

- Eu não tinha como ligar! – Justificou-se.

- Poderia ter voltado ao hospital! – Edward falou como se fosse óbvio, seu olhar intenso e penetrante fixo ao dela.

- Não foi pra isso que vim procurá-lo, não com este intuito... Não quero o dinheiro dos Cullen, eu sempre me virei muito bem sozinha e...

- Lhe agrade ou não você é uma Cullen, por Deus, Bella, já deu uma boa olhada na sua vizinhança? Este é considerado o bairro mais perigoso de Chicago, sabia?

- E o que queria que eu fizesse? Dormisse na minha caminhonete?

- Por acaso está falando daquela carroça vermelha estacionada lá embaixo? – Isabella estreitou o olhar.

- Não ofenda a minha caminhonete, foi um presente da minha avó. – Cuspiu furiosa.

- Como conseguiu vir de Washington com aquilo? É um milagre que não tenha se desfeito no meio do caminho.

- O que é que você quer aqui Edward? – Exigiu ao se colocar de pé em um salto, tinha as mãos na cintura e o encarava séria, lhe incomodavas o modo como se referia a sua caminhonete.

- Você sumiu! – Acusou. - Não deu notícias, não apareceu no hospital, fiquei preocupado. Meu pai... Quero dizer, o nosso pai... – se corrigiu. – E o Vovô estão preocupados, temem que tenha ido embora.

- É?

- Papai quer ter a chance de conhecê-la, assim como Esme e os outros, Alice também está ansiosa, pergunta por você a todo o instante.

- Alice é a sua cunhada?

- Isso, é uma figura, nos damos muito bem, a conheço antes mesmo dela se apaixonar pelo meu irmão. – Edward deu um passo em sua direção, seu olhar cravado ao dela. – Estávamos todos muito preocupados com você.

- Desculpe! Não foi minha intenção preocupa-los, mas...

- Não seja orgulhosa, nos deixe te ajudar, me deixa te ajudar.

- Edward, eu...

– Vem comigo Bella.

- O que?

- Vem e nos dê a chance de fazer parte de sua vida.

- Ir com você, para onde?

- Para um lugar digno de uma Cullen! – Isabella revirou os olhos. – Estou falando sério, posso levá-la para a mansão Cullen e...

- O que? Oh não! Não mesmo!

- Por quê?

- Eles acabam de saber sobre a minha existência, quer que eu imponha a minha presença a eles, ficou maluco?

- Posso leva-la para um hotel até que converse com o papai ou resolva seu assunto pendente com a venda da casa.

- Não sei quanto tempo isso vai levar, não vou ficar em um hotel as custas da sua família, já estou devendo a minha estadia no hospital e as roupas...

- Já disse que as roupas foi um presente!

- Não posso aceitar, nós mal nos conhecemos! – Edward estreitou o olhar.

- Então fique comigo, no meu apartamento! – Os olhos de Isabella praticamente saltaram.

- O que? Quer me levar para o seu apartamento? – O encarou com uma das sobrancelhas arqueada. – Não mesmo! Ficou maluco?

- Porque não? Ele é grande e espaçoso!

- Oh, disso eu não tenho dúvidas, deve ser um belo apartamento, mas não!

- Vem comigo, eu mal fico lá, passo a maior parte do meu tempo entre a clínica e o hospital, sem contar que viajo com certa frequência e...

- Então pra que tem um apartamento? – Perguntou estreitando o olhar. – Sendo assim porque não mora na mansão com os demais Cullen?

- Isso é irrelevante!

- Não mora na mansão porque preza sua privacidade, estou certa? Ou há algum outro motivo? "Provavelmente deve usá-lo para seus encontros e.…Argh! " – Fez careta diante tal pensamento.

- Tem razão, eu prezo. – A jovem lhe lançou um olhar vitorioso.

- Por favor, Bella, venha comigo... – Insistiu. – Papai vai ficar mais tranquilo com você lá, e tenho certeza de que o vovô também. – Isabella mordeu os lábios com força ponderando o que ele dissera, mas dividir o apartamento com ele seria loucura. – Vai me deixar mais tranquilo, ter você por perto.

- Porque? – Edward franziu o cenho. – Porque se preocupa tanto comigo? – O viu puxar uma respiração profunda, surpreendeu-se quando ele tomou seu rosto entre as mãos.

- Porque desde que te conheci sinto quase que uma necessidade de te proteger, de estar por perto. Confesso que eu queria ter forças para me manter afastado, mas...

- Não... Não se afaste! – Ele sorriu colando sua testa a dela.

- Eu não vou, você pode contar comigo Bella, sempre, para o que for, compreende? – Ela somente assentiu.

- Humrum. - grunhiu em resposta, presa naquele olhar intenso e penetrante.

- Então vai vir comigo? – Voltou a insistir.

- Vou poder continuar trabalhando? – Edward revirou os olhos.

- Não! – Ela bufou tão forte que sua franja subiu.

- E por acaso quer que eu viva a suas custas?

- Não foi isso que eu disse.

- Não precisa se preocupar, já disse que sei me virar sozinha e...

- Oh sim, eu estou vendo que sabe mesmo! - Isabella estreitou o olhar, estavam muito próximos um do outro, suas narinas foram invadidas por aquele perfume envolvente e sedutor. Edward também sentiu aquele perfume que rondou sua mente desde aquele bendito jantar.

- Não vou viver à custa do meu pai, tão pouco da sua. - Sua voz não passou de um sussurro.

- Você é mesmo tinhosa não é? – Ele sorriu e Isabella se perdeu na beleza daquele momento, Edward tocou seu queixo fazendo com que seus olhos encontrassem os dele. – Se esse for o caso, prometo encontrar algo pra você, mas nada de servir mesas em um bar, ok?

- É um emprego digno, honesto, como outro qualquer! – Isabella disse com seus olhos presos naquela imensidão esverdeada.

- Sem dúvidas, mas é cansativo, estressante e mal remunerado, vai aceitar minha proposta ou prefere ficar aqui, nesse pardieiro? – Apontou para o minúsculo apartamento. – Se não fizer por nós, faça por sua mãe, ela se preocupava com você.

- Porque está dizendo isso? – afastou-se dele bruscamente, um bico se formou em seus lábios.

- Foi o que ela pediu ao meu pai, que cuidasse de você, mesmo contra sua vontade, já que é independente demais e orgulhosa!

- Ela disse isso? Como sabe?

- Isso e muito mais, ele me mostrou a carta.

- E o que mais ela disse? – Edward viu a curiosidade brilhar intensamente naqueles lindos olhos castanhos.

- Ela fala de quando se conheceram, da noite que compartilharam...

- Ela o chamou de príncipe? Era assim que se referia a ele.

- Sim, ela inicia a carta o chamando assim! Sua mãe também contou como foi quando descobriu que estava grávida, ela te amava muito.

- Eu sei, assim como minha avó, e eu as amava ainda mais. – Sua a voz saiu embargada.

- Sua mãe se orgulhava muito de você, disse que é uma garota linda, inteligente, batalhadora e honesta.

- Tsc! Isso é coisa de mãe.

- Não acredito que seja.

- Não? Por quê?

- Porque também vejo todas estas qualidades em você... – Aquela declaração a pegou de surpresa.

- Vê?

- Sim eu vejo uma mulher linda, batalhadora, inteligente e honesta, e concordo com ela quando diz que também é teimosa e que tem um gênio difícil.

- Minha mãe disse isso?

- Sim, disse!

- Hump! Eu não sou teimosa!

- A sim, você é, e orgulhosa também.

- Não sou não! - Teimou, Edward sorriu meneando a cabeça. – Talvez eu seja... Um pouco! – Admitiu.

- Quanta modéstia! – A jovem estreitou o olhar e ele gargalhou com gosto, Isabella sentiu o estômago se comprimir e o coração se encher de felicidade, não entendia porque se sentia feliz em vê-lo feliz.

- Que bom que divirto você! – Ironizou.

- Você não tem ideia do quanto! – Algo em suas palavras e em seu olhar fez com que o coração de Isabella disparasse no peito. - Venha comigo... – Voltou a pedir. - Me deixe ajudá-la, pelo menos até que as coisas se resolvam em Forks.

- Vai me deixar ajudar com as despesas?

- Isso é desnecessário! – Edward sorriu quando ela literalmente soltou um rosnado se afastando bruscamente.

- Preciso pagar minha estadia lá de alguma forma.

- Encontraremos um meio!

- Me dá a sua palavra?

- Lhe dou a minha palavra! Então, topa?

- Seu chuveiro funciona bem? – Edward não conteve o riso.

- Perfeitamente, assim como a banheira.

- Oh meu Deus, você tem uma banheira? – E lá estava aquele brilho intenso deixando aqueles olhos castanhos ainda mais fascinantes. - Sendo assim eu topo!

- Ótimo, arrume suas coisas. – Disse sacando o celular do bolso.

- O que? Nós vamos agora? – Perguntou surpresa.

- O mais rápido possível!

- Mas e o meu emprego?

- Nada de servir mesas, está lembrada? – Isabella bufou revirando os olhos, só então se deu conta de que estava somente de camiseta diante dele, agradeceu mentalmente ela ser grande o suficiente.

- Oh meu Deus! Eu estou um horror!

- Já te vi em dias melhores, mas até que não está tão mal assim! – Edward recebeu um olhar mordaz o qual ignorou. – Arrume suas coisas.

Edward a ajudou a fechar as caixas, e empilhá-las para descer até a caminhonete, notou que faltava algo, os case com os violões.

- Onde estão os violões de sua mãe? – E lá estava ela castigando seus tentadores lábios.

- Os penhorei, eu precisava de dinheiro para pagar o aluguel e...

- Entendo... – A cortou. - Aguarde aqui, eu já volto.

Edward desceu e falou com o síndico, que não gostou nada do fato de Isabella estar indo embora e disse que não teria reembolso do pagamento adiantado. Ignorando as palavras do homem, Edward pediu para que providenciasse alguém para levar as caixas até a caminhonete e pagou pelo serviço.

Dois rapazes subiram com ele descendo as caixas com os pertences de Bella, Edward chegou a tempo de ver Isabella revirando algumas meias, sorriu meneando a cabeça, ao vê-la retirar algumas notas de uma delas e contá-las.

- Esconderijo secreto? – Bella sobressaltou soltando um gritinho.

- Que susto! – Reclamou levando a mão ao peito. – Minha avó que me ensinou, ninguém suspeita que seu dinheiro esteja nas meias?

- Eu sei!

- Não acredito que vá me roubar, eu confio em você! – Havia tanta verdade em suas palavras que Edward novamente sentiu aquela necessidade de envolvê-la em seus braços e protegê-la de tudo e todos. – Tome!

- O que é isso?

- Dinheiro!

- Eu sei que é dinheiro, mas para que?

- Temos um acordo, certo? - Edward bufou contrariado, pegou o dinheiro, mas assim que tivesse chance, abriria uma conta em nome dela onde depositaria todo o dinheiro que insistisse em lhe devolver.

- O papel da penhora, está com você?

- Sim, por quê?

- Vamos reaver os violões, não há necessidade de deixá-los lá.

- Mas...

- Depois você me paga. – Piscou para ela que parecia ter perdido o foco. – Bella?

- Hã? O que?

- Está tudo bem?

- Humrum. – Grunhiu.

- Então vá se trocar, ou vai sair assim? – Edward apontou para suas pernas e Isabella corou violentamente.

- É mesmo! – Disparando na direção do banheiro, quando voltou tinhas os cabelos presos em um rabo de cavalo, vestia um jeans surrado e calçava um tênis.

- Pegou tudo? – Edward perguntou passando os olhos por todo o apartamento, Isabella assentiu somente segurando firme sua bolsa, nem de longe parecia à mulher que vira entrar naquele salão. Ainda era linda, mas estava com olheiras e a aparência cansada, mas ele reverteria aquilo, afinal ela era uma Cullen e precisava ser tarada como tal. – Vamos?

- Vamos!

- Tem lugar para a minha caminhonete para onde vamos?

- Depois que descarregarmos a deixaremos em um depósito. – Isabella estancou.

- E como vou me locomover?

- Daremos um jeito, agora vamos. – Indicando a escada impaciente.

- Credo você é tão mandão! – A jovem resmungou passando por ele.

- Eu não sou mandão!

- É sim, e vai ver é por isso que ainda está solteiro!

- Estou solteiro por opção! – Retrucou. – Não quero saber de compromisso, estou focado em minha carreira. – A resposta saiu automática, antes mesmo que ele pudesse conter.

Já Isabella não entendia porque as palavras dele haviam lhe incomodado tanto, entrou no carro sentindo um nó se formar em sua garganta, sabia que não seria nada fácil conviver com ele dia a dia, mas era aquilo ou continuar naquele lugar horrível.

- Só espero estar fazendo a coisa certa! – Pensou em voz alta.

- Não se preocupe, vai dar tudo certo. – Edward garantiu lhe sorrindo.

- Assim espero!