Oi Gente!

Desculpem a demora.

Compensarei postando um novo capítulo amanhã.

Combinado?

Jana Masen, enviei o livro original para o seu e-mail. Confira.

Boa leitura

Edward

Eu levanto minha mão para bater na porta, em seguida, recolho e me afasto. Eu estou do lado de fora do quarto de Isabella, me perguntando se devo bater em sua porta ou não. É um ato bastante simples. Eu levanto minha mão. Ela faz contato com a madeira. Eu bato. Ela abre a porta. Simples, não? Então por que estou pensando sobre isso?

Porque depois de ontem à noite, as coisas não parecem tão simples quando se trata de Isabella. Não que tenha sido um caminho fácil desde que a conheci, mas isto está apenas fora do meu território. Eu não tenho ideia do que dizer a ela. E sempre sei o que dizer para as mulheres. Suponho que poderia simplesmente agir como se nada tivesse acontecido. Sim, porque isso não seria totalmente uma merda de se fazer. Talvez possa deixá-la saber que se ela precisar falar comigo sobre qualquer coisa, estou aqui. É isso aí. Eu vou fazer isso. Eu vou bater na porta, dizer-lhe que o café da manhã está pronto, perguntar que horas ela quer sair para ir para Farmington, e sutilmente mencionar que estou aqui para ela. Fácil. Eu levanto a minha mão para bater na porta, e de repente vejo um flash do rosto de Isabella da noite passada. O olhar em seu rosto. Ela estava completamente fora do ar. Em algum outro lugar. E o jeito que ela mordia o lábio... Eu sinceramente nunca vi nada como isso. Eu não tenho medo de admitir que vê-la assim me assustou pra caralho. O que poderia ter feito para que ela ficasse desse jeito? Eu acredito que as coisas são muito piores para ela, mais do que pensei. Muito mais do que seu ex-idiota lhe dando um olho roxo. Eu entendi isso no momento em que ela disse que estava além de qualquer ajuda e correu para fora da cozinha como se seus pés estivessem em chamas.

Naquele momento, queria ir atrás dela. Ajudá-la. Eu quase fui. Mas me contive. Por quê? Porque sabia que se fosse, estaria cruzando a linha para alguma coisa a mais. Eu estaria me aprofundando com ela. Eu não me aprofundo. Eu não posso me aprofundar. Foder? Sim. Sentimental? Um enorme não. Eu recuo, encosto na parede e passo minhas mãos pelo meu cabelo. Estou exausto. Eu quase não dormi a noite passada. Fiquei com Bulldozer e sua perna quebrada na cama comigo, me deixando com alguns centímetros de colchão para dormir. Minha falta de sono não tinha absolutamente nada a ver com o surto de Isabella ontem à noite. Eu posso ter pensado nisso algumas vezes. Mas não muito. Eu apenas tentei descobrir o que o babaca do ex dela poderia ter feito ela passar. E pensar sobre tudo isso me irritou. Então pensei em coisas felizes com Isabella. Eu pensei em ter relações sexuais com ela de várias maneiras diferentes. E imaginei qual seria a sensação de beijar esses doces lábios. Qual seria o seu gosto. Qual seria o sabor dela toda... Sua pele... Sua boceta quente e apertada... Bom. Passei toda a minha noite ou me preocupando com Isabella, ou pensando em todas as coisas que quero fazer com ela. Isabella esteve em minha mente durante toda a maldita noite.

Feliz?

Porque eu não estou.

Foda-se essa merda.

Eu desencosto da parede, com o braço levantado com o objetivo de bater na porta, quando Isabella, de repente abre.

— Merda!

— Jesus!

Meu braço ainda está elevado em pleno ar, e meu coração está batendo pra caralho.

Os olhos de Isabella estão no meu braço levantado, sua respiração está rápida, o peito arfando. Porra, os seios dela estão ótimos nesse top. E eu estou encarando. Desvio o olhar. Eu abaixo meu braço para lado.

— Desculpe — digo, ao mesmo tempo em que ela.

Eu levanto os meus olhos para os dela e sorrio. Seus olhos sorriem para mim.

— Eu só...

— Eu estava...

Ela ri. O som é tão fodidamente sexy. Eu a quero. Eu posso honestamente dizer que nunca quis tanto alguma coisa na minha vida quanto a quero. Meu pau está latejando. É uma coisa de prazer e dor. Prazer em vê-la. E dor que ele não possa entrar nela. Acho que ele está morrendo de sede. Ele precisa tomar banho na fonte da Isabella.

Estou experimentando frustração sexual?

Merda... Eu acho que talvez esteja. Então, é assim que é. É muito torturante. Como diabos os monges sobrevivem? Eu sei com certeza que não vou durar muito mais tempo sem transar.

— Você vai. — Ela acena.

O que? Ah, sim, nós estávamos conversando. Mais ou menos. Eu coloco minhas mãos nos bolsos e me mexo em meus pés.

— Eu só vim para te avisar que o café da manhã está pronto, e também para ver que horas você quer sair para Farmington?

— Você ainda quer ir comigo? — Ela parece surpresa.

— Claro. Por que não iria?

Seus olhos descem para seus pés. Sigo seu olhar para baixo, desejando que as pernas dela não estivessem cobertas por um jeans. Eu vejo que ela está usando um par de chinelos e que suas unhas estão pintadas de rosa. É estranho que a visão de seus pés esteja me excitando? Sim, bem, se for, não me importo. Eu quero empurrá-la de volta para a cama, tirar esses chinelos, então a calça jeans, e lambê-la até o peito do seu pé sexy, e depois subir por suas lindas pernas até chegar em casa.

— Por que... Bem, uh... — Sua voz suave me puxa de volta para ela. — Por causa da noite passada.

Eu franzo a testa. Eu não posso evitar.

— Nada mudou.

— Tudo mudou.

— Ontem à noite... É problema seu. Se você quiser falar sobre isso, estou aqui. Se não... — Eu levanto os meus ombros. — Eu ainda estou aqui.

Jesus, não poderia soar mais como uma mulher? Crescerá uma vagina em mim se continuar com essa merda.

Um sorriso toca os cantos dos lábios dela. Nossos olhos se encontram, e quase recuo com a pontada que arde em meu peito. Essa merda está me dando nos malditos nervos. Eu só tenho isso quando estou com Isabella.

Talvez seja...?

Não. De. Maneira. Nenhuma.

— Você está pronta para comer agora?— Eu falo sem pensar. Ela parece um pouco surpreendida com a minha indelicadeza.

— Sim.

— Ok. Bom. — Eu me viro e caminho pelo corredor. Eu fui rude. Eu não quis ser, e sei que estou tendo alterações de humor como um adolescente, mas simplesmente não consigo controlar minhas emoções perto dela. Minha cabeça está em todo o maldito lugar. Ouço a porta se fechar atrás de mim, então o som suave de seus chinelos batendo debaixo de seus pés. O som é como uma batida dentro do meu peito. Eu saio para o terraço antes dela. É uma manhã quente, então pensei que ela poderia gostar de comer aqui fora. Eu já pus a mesa. Liguei para Paula ontem à noite e disse para ela não vir hoje. Não há muito que precisa ser feito, nada que não possa fazer sozinho. Isso não tem absolutamente nada a ver com o fato de que gosto de estar aqui com Isabella. Sozinho.

Absolutamente nada.

— Você se importa se eu comer com você? — Eu pergunto enquanto ela pega seu assento. Ela ainda é uma hóspede aqui, e tenho que me lembrar disso. Mesmo que esteja me entrelaçando um pouco em sua vida.

Seu sorriso é desconcertado.

— Claro que não.

— Legal. — Eu começo a recuar em direção à porta. — O que você gostaria de beber? — Um café seria ótimo.

Eu vou até a cozinha. Tenho a comida já em uma bandeja, então só adiciono o bule de café, o creme e o açúcar.

— Eu fiz algumas coisas — digo assim que retorno. — Eu não tinha certeza do que você gosta, mas a noite passada você disse que era fácil de agradar... — Eu sorrio enquanto coloco a bandeja de waffles, panquecas, bacon e torradas no meio da mesa.

— Você fez tudo isso... Para mim?— Ela engole.

Seus olhos estão brilhando. Uma sensação se desloca dentro do meu peito como se puxasse as cordas de uma marionete. Eu me mexo desconfortavelmente.

— Sim, bem, você é uma hóspede pagando. — Eu dou de ombros.

Seu rosto cai.

— Sim, é claro. — Suas palavras são tranquilas, mas elas me afetaram mais do que se ela tivesse gritado comigo. Eu sou tão idiota.

— Merda, isso soou... — Eu tomo o assento à sua frente. — Eu não faço café da manhã como este para todos.

Na verdade, nunca fiz um café da manhã como este para ninguém na minha vida antes, pensando bem. Eu não faço café da manhã para os hóspedes. Paula ou o pai fazem. E se eu fizer, eles terão a sorte se for uma tigela de cereais.

— Você não faz? — Sua sobrancelha levanta em descrença.

— Não. Palavra de escoteiro. — Eu bato dois dedos na minha testa.

— Você era um escoteiro?

— Por um dia. — Eu sorrio. — Mas é verdade sobre a comida. Eu só quebrei a virgindade do meu café da manhã com você.

Suas bochechas se transformam em um rosa profundo.

Demais? Como se eu me importasse. Eu a quero. Muito. Foda-se tudo o que disse nos últimos dias sobre ficar longe. Eu não posso. Eu não estou mais me detendo com ela. Há algo aqui com Isabella, e tenho que descobrir o que é. O nosso olhar permanece por uma batida... duas... Ela desvia o olhar para a comida.

— Os waffles parecem muito gostosos. Bem, tudo parece gostoso. E as panquecas parecem... deliciosas, e a torrada está... — Ela está tropeçando em suas palavras.

É bonito de se ver.

— Torrada — termino por ela com uma risada. Com a deixa, suas bochechas coram novamente. Ela começa a mastigar o interior de seu lábio. Vê-la fazer isso faz meu pau pulsar e meu coração disparar. — Você deve comer. Perdeu o jantar na noite passada. — Eu empurro a bandeja em sua direção. Ela aperta o lábio inferior entre o polegar e o indicador.

— Estou com bastante fome.

Timidamente, ela estende a mão e pega um waffle, colocandoo em seu prato. Eu sento e vejo como ela derrama xarope de bordo sobre o waffle, em seguida, leva até a boca e dá uma mordida. Seus olhos se fecham saboreando a comida, e o pequeno gemido que escapa dela chama a atenção do meu garoto. Foda. Me. Isso soa exatamente como os gemidos que passei a maior parte da noite passada imaginando-a fazer. Eu me mexo no meu assento, virando meu corpo da sua visão, em seguida, cruzo a minha perna sobre a outra para esconder o pau duro que estou agora ostentando. Eu pego as panquecas e começo a empilhá-las no meu prato. Dozer trota e deita sob a minha cadeira, dando-me um olhar inocente. Eu pego uma panqueca do meu prato e dou para ele. Quando olho para cima, Isabella está olhando para mim com um sorriso. Meu peito começa a doer de novo.

— Este é um bom waffle — diz ela, cortando outro pedaço e colocando na boca. — Tudo bem se der um pedaço para Dozer? — Ela aponta para o meu cão comilão que já engoliu toda panqueca que acabei de dar, e agora está examinando a comida na mão de Isabella.

— Claro. — Eu sorrio.

— Aqui, Dozer. — Ela dá um tapinha na perna, estendendo o resto de seu waffle para ele. Dozer vai até lá rapidamente. Pegando o waffle, ele engole inteiro, então coloca sua cabeça sobre os joelhos dela, encarando-a para ganhar mais.

E é assim que o resto do café da manhã segue. Dozer tem toda atenção de Isabella enquanto continua a alimentá-lo com seu café da manhã, enquanto ela própria come. E me sento aqui assistindo.

Como uma porra de uma vela.

Sério, isso está ficando fora de controle. Estou tendo o meu pau bloqueado pelo meu cão. Dozer e eu vamos ter uma conversa séria de homem para cão.

Estou me sentindo mais aliviado que vamos sair daqui logo, e vou começar a ter um pouco de tempo com ela.

Só eu e ela.

Sim, estou completamente ciente de quão patético soei. Você não precisa me dizer.

— Obrigada pelo café da manhã — diz Isabella, limpando a boca com um guardanapo. — Estava delicioso. — Ela se levanta da cadeira, me entregando o prato. Eu o coloco na bandeja.

— Tem certeza que você já comeu o suficiente? Dozer comeu a maior parte. — Eu aceno para ele, desmaiado no chão, contente com toda a comida que ele comeu dela.

— Eu estou bem. — Ela aperta a mão no estômago, indicando que ela está cheia. Eu não sei como ela pode estar após a pequena quantidade que comeu, mas então ela é uma coisa pequena. — Você quer uma mãozinha? — Ela oferece.

— Não, estou bem. Eu só vou jogá-los na cozinha e lavá-los mais tarde. Você está pronta para sair para Farmington agora?

Ela para perto da cadeira, os dedos segurando sua borda.

— Claro. — Ela sorri. É um dos seus sorrisos forçados. Eu fiquei muito acostumado a reconhecê-los ao longo dos últimos dias.

Eu levanto a bandeja, equilibrando-a no meu antebraço.

— Nós podemos ir mais tarde, se você quiser?

Ela pondera sobre isso por um momento, depois balança a cabeça.

— Não. Devemos ir agora. — Seus olhos se encontram com os meus. — Se eu não for vou me acovardar.

Isabella

— No meu carro ou no seu? — Edward pergunta.

Eu olho entre o Mustang e a minha Mercedes. A Mercedes que Charlie me comprou há dois anos. Um dia depois que ele quebrou meu braço. Aparentemente, ele não tinha a intenção de fazê-lo. Foi um acidente. Mas não pareceu um acidente. O carro era para ser um pedido de desculpas.

Tudo o que isso fez, tudo o que isso faz, é me lembrar das minhas fraquezas. Lembrar-me da minha vida antes de hoje. De cada espancamento antes e depois disso. Faz-me lembrar dele... deles.

— No seu — respondo. — Se estiver tudo bem?

— Está mais do que bem. — Sorrindo, Edward pega as chaves do bolso de sua calça jeans.

— Eu vou pagar pela gasolina — digo enquanto ando em direção ao seu carro.

Eu não quero que Edward pense que estou me aproveitando de sua natureza gentil.

Ele para no capô, o sorriso rapidamente mudando para uma carranca.

— De jeito nenhum. — Ele balança a cabeça.

— É claro que vou pagar pela gasolina que você está usando para me fazer um favor. — Eu abro a porta e deslizo sobre o assento de couro. O carro afunda quando Edward dobra seu corpo alto e magro para dentro do carro.

— De jeito nenhum. Não vou pegar nenhum dinheiro seu para a gasolina. Fim de papo. — Seu tom é firme. Instintivamente, meus ombros enrijecem. A sensação de derrota toma conta de mim. Então, do nada, algo crava em mim. Adrenalina inunda minha corrente sanguínea, chutando meus sentidos para a vida. Eu sei que é apenas uma pequena coisa, e sei que Edward está tentando ser gentil, ao seu modo... Mas estou realmente cansada de homens me dizendo o que fazer e como as coisas vão ser. E estou ainda mais cansada do fato de que eu os deixo fazer isso. Bem, não mais.

Abro a porta do carro, saio e fecho a porta atrás de mim – um pouco forte – e sigo em direção ao meu carro. Eu sei que parece que estou exagerando, mas passei a minha vida inteira sem reagir. Eu preciso começar a me comportar como a mulher que quero ser, e isso está começando. Talvez não seja o caminho certo, mas sou nova nisso, e, aparentemente, as minhas palavras parecem não funcionar com Edward, então estou tentando com ações. Ouço sua porta abrir, e o som de sua voz confusa me segue.

— Isabella, você está bem?

— Não. — Eu lanço a palavra sobre o meu ombro. Meu corpo está tremendo de nervoso, mas mantenho-me firme.

— O que há de errado? — Ele parece preocupado. Ouço a porta fechar em uma batida. Eu me viro enquanto ando.

— Você. Eu não lido bem quando me dizem o que fazer.

Uau. Eu não posso acreditar que disse isso! Isso foi incrível! Seguindo em frente, continuo indo para o meu carro.

— Tudo bem... — Ele parece confuso. — E onde você está indo?

— Para Farmington. Sozinha.

Eu ouço seu grunhido frustrado, em seguida, o som de passos sacudindo o cascalho vindo em minha direção. Eu estaria mentindo se dissesse que meu coração não está no meu estômago. Ou que meu pulso não está batendo tão alto que é tudo que consigo ouvir. Eu abro a porta do meu carro quando sua mão vem atrás de mim, segurando a porta fechada.

Eu me arrepio. Ele está perto. Milímetros de distância, eu diria.

Meu corpo reage com medo... E desejo. Uma grande quantidade de desejo, na verdade. Eu sei que acho Edward atraente – ok, tenho um grande tesão por ele, mas o nível de desejo que sinto agora está fora de questão. Eu nunca senti nada parecido. Isso está vindo para cima de mim em ondas. Meus joelhos estão fracos e minha calcinha está molhada. Eu nunca me senti excitada antes. Um minuto estou puxando minhas calcinhas tentando ser adulta, e no seguinte estou mais do que disposta a tirá-las para ele. Dizer que estou confusa é um eufemismo. Voltando à minha tarefa em questão, empurro todos os meus sentimentos luxuriosos confusos de lado, respiro fundo, endireito meus ombros, e me viro.

E... Ele está sorrindo. Não, ele está rindo. Há algo mais em seus olhos. Eu acho que sei o que é, porque mais do que provável que reflita os meus próprios olhos agora, mas posso estar errada. Eu não sou exatamente a mais experiente quando se trata de homens.

E Edward e eu agora?

Não é uma boa ideia. Não importa o quão doce, engraçado, lindo que ele possa ser. Sim, ele é o epítome do sexo. Estupidamente quente. Aposto que ele é incrível na cama. Eu só posso imaginar como ele fica sem todas essas roupas...

Eu ouço uma risada baixa, e ele me tira dos meus pensamentos sexuais. Eu percebo que eu estava admirando seu corpo como uma pervertida.

Ótimo. Apenas ótimo. Meu rosto cora um vermelho brilhante.

— Algo engraçado? — Eu repreendo.

— Não. — Balançando a cabeça, ele reflete um vislumbre de seus dentes brancos. Eu inclino minha cabeça para o lado com as minhas mãos em meus quadris.

— Então, por que exatamente você está rindo de mim?

Seus olhos se movem para baixo do meu corpo, em seguida, elevam-se novamente. Eu sinto isso, como se ele acabasse de passar as mãos em mim.

— Para uma pequena coisa, com certeza você pode ser mal humorada.

Contestar a parte da pequena seria um ponto discutível, porque sou realmente baixa. Mas "coisa"? Hmm... Eu acho que não.

Eu cruzo os braços sobre o peito e endireito as costas.

— Eu não sou uma coisa.

Ele me olha por um longo momento. Seu rosto de repente é uma tela em branco. Então, ele se inclina e diz perto do meu ouvido,

— Má escolha de palavras. Você está certa. Você definitivamente não é uma coisa. Você, Isabella... É definitivamente uma mulher.

Meu estômago sobressalta, e não posso evitar o suspiro que me escapa. Eu pressiono minhas coxas juntas.

Com o riso e o olhar arrogante em seu rosto, ele sabe exatamente o efeito que ele tem em mim.

Isso me irrita.

E me excita.

Em partes iguais.

Sorrindo, ele passa a mão pelo cabelo.

— Tudo bem. Nós vamos fazer isso à sua maneira. Você pode pagar a gasolina.

O quê? O que estávamos falando mesmo? Oh, sim. Pagar a gasolina. Uau. Bem... Isso foi fácil. Eu nunca na minha vida ganhei uma discussão. E isso faz com que instantaneamente eu fique desconfiada. Eu estreito meu olhar para ele.

— Por que você está desistindo tão facilmente?

— Por que você está questionando isso?

— Por que... Uh... Por que... — Porque esta não é a vida que conheço. — Porque os homens que conheço não desistem tão fácil. — Eles não desistem nunca. Tristeza brilha brevemente em seus olhos. Odeio o jeito que isso me faz sentir. Exposta e vulnerável. As duas coisas que realmente não quero sentir agora.

— Os homens que você conhecia, Isabella — diz ele. — Não eu. E, surpreendentemente, posso fazer concessões. Não o tempo todo, por isso não vá se acostumando. — Ele sorri. — Eu só não quero passar, não sei quanto tempo, discordando de você sobre isso, quando sei que vou acabar desistindo de qualquer maneira.

— Por quê?

Dando um passo para trás, seus braços cruzam sobre o peito largo.

— Porque você é uma garota difícil de dizer não.

Oh.

Ok, então. De repente, me sinto tonta. E contente.

— Então, você vai pegar sua vitória e voltar para carro?— Ele aponta em direção ao Mustang. — Ou você vai ficar aqui o dia todo sendo teimosa sobre isso?

Eu escondo o sorriso que está se forçando nos meus lábios.

— Bem, não sou de me vangloriar. — Eu lhe lanço um sorriso maroto enquanto passo por ele, a caminho do Mustang. Ele está quieto atrás de mim. Eu só sei que ele está me seguindo pelo barulho do cascalho sob seus pés.

— Você sabia que você rebola sua bunda quando você anda?

O quê? Eu paro, chocada com o que ele acabou de dizer sobre a minha bunda. E também um pouco excitada ao ouvi-lo falar sobre ela. Excitada. Mais uma vez. Jesus. Eu realmente não sabia que rebolo quando ando, mas isso não vem ao caso.

Eu olho zangada para ele por cima do meu ombro.

— E seu objetivo é?

— Nenhum objetivo. Apenas uma observação. — Ele levanta as mãos em sinal de rendição, e seus olhos se enrugam com sorriso no rosto. — É bonitinho, isso é tudo.

— Bonitinho? — Eu franzo a testa, ignorando a atração que sinto por ele na minha metade inferior. — Eu não sou bonitinha.

— Eu nunca disse que você era bonitinha. Eu disse que você rebolando era bonitinho. — Ele me dá um sorriso malicioso.

Meu rosto fica vermelho beterraba. Envergonhada, começo a andar de novo, ignorando o riso suave atrás de mim. No momento em que chego ao seu carro, estou me sentindo de mau humor. Vulnerável, nervosa... Excitada. Completamente diferente de como esperava estar me sentindo esta manhã. Edward parece ser capaz de me perturbar sem qualquer aviso prévio.

Eu nunca conheci alguém como ele. E hoje, as coisas entre nós mudaram. Eu não tenho certeza para onde, ou o que está acontecendo, mas algo está definitivamente diferente entre nós. Entramos no carro ao mesmo tempo. Eu coloco o cinto de segurança enquanto Edward vira a ignição. O motor ronca, pronto para ir, mas nós não nos movemos. Eu olho para ele. Sua cabeça está inclinada na minha direção, seus olhos profundos estão me encarando, e ele está com uma expressão que não consigo decifrar.

— O quê? — Eu pergunto, sentindo-me autoconsciente. Eu empurro meus fios curtos atrás da minha orelha, sentindo-me aquecer sob seu olhar. Ele balança a cabeça, quebrando nossos olhares.

— Nada. Eu só estou realmente apreciando esse seu lado assertivo. — Um sorriso. Então ele olha para trás e coloca o carro em marcha ré. Estou atônita. Edward me aprecia.

Ele me aprecia. E assim, o bloco frio de gelo que carrego no meu peito se derrete.

Edward fala a maior parte do caminho para Farmington. Eu acho que ele está fazendo isso para manter minha mente ocupada, e fora do motivo pelo qual vou para Farmington. Eu estava bem até que chegamos a dez minutos de distância de Farmington. Eu irrompi em um suor frio, e quando atravessamos o limite da cidade há poucos minutos, meu coração começou se exaurir. Tenho certeza que um ataque de pânico está no horizonte.

Demoro um momento para perceber que o carro parou.

— Chegamos? — Meus olhos estão arregalados e alertas como um coelho.

— Um quarteirão de distância. Achei que você poderia querer um momento para si antes de nós irmos para a casa dela.

— Pode não ser ela.

Eu olho para ele. Eu sei que há uma ponta de desespero na minha voz e nos meus olhos.

— Pode não ser — diz ele lentamente. — Mas se for?

Eu dou de ombros, forçando uma casualidade que não sinto.

— Então, encontrei minha mãe.

Nós olhamos para frente, sentados em silêncio.

— Você está pronta? — Pergunta ele.

— Sim.

Edward liga o motor e dirige de volta para a rua. Poucos minutos depois, ele estaciona na frente de uma casa de tijolos vermelhos.

Viro-me para ele.

— Você vai vir comigo?

Ele sorri.

— Já fui.

Respirando fundo, coloco meus óculos de sol e saio do carro. Hesito na calçada. Edward pega a minha mão e me puxa para frente. Chegando à porta, Edward não solta a minha mão, enquanto ele se inclina sobre mim e aperta a campainha. O cheiro de sua loção pós-barba momentaneamente me acalma.

— O que digo? — Eu sussurro.

— Basta perguntar se Renée Swan vive aqui, e vamos a partir daí.

Encontrando seus olhos, aceno. Então ouço passos no corredor. Uma figura se aproxima da porta. Meu corpo congela. Edward me dá um aperto de mão reconfortante.

— Você está bem. Estou aqui — ele sussurra suavemente.

A porta se abre, revelando uma senhora chinesa. Não. Não é ela. É estranho que sinta alívio com este pensamento? Definitivamente não há nenhum traço chinês na minha pele pálida. A não ser que ela não seja Renée Swan. Eu preciso que ela confirme isso, e então estou fora daqui.

— Posso ajudá-los? — Pergunta ela, movendo os olhos entre Edward e eu.

— Eu estava, hum — Eu limpo minha garganta. — Eu... — Por que minha voz não funciona?

— Será que Renée Swan vive aqui?— A voz de Edward veio do meu lado. Ela olha de mim para Edward.

— Sim, — ela responde lentamente.

— Seria possível falar com ela?

— E você é...?

— Desculpe. Meu nome é Edward, e esta é Isabella.

Ela se mexe, cruzando os braços sobre o peito.

— Eu sou Renée Swan.

Eu solto o ar que não sabia que estava segurando, e então saio de lá. Virando-me, e soltando a minha mão de Edward, corro para longe de ambos. Eu sei que é errado abandonar Edward, mas não posso parar minhas pernas de se moverem. Meu coração está batendo. O sangue está rugindo em meus ouvidos. E tudo que quero fazer é comer. E vomitar.

Eu realmente preciso vomitar.

Subindo de volta para a segurança do Mustang de Edward, arranco meus óculos escuros, e sento-me, tentando estabilizar o meu coração e acalmar a guerra feroz dentro de mim.

Edward entra no carro alguns minutos depois. Ele se vira para mim.

— Então... Ela não é sua mãe.

— Como você descobriu?

Eu estou em um impasse no momento. Eu rio ou choro. Eu realmente não quero chorar na frente de Edward, então é riso. Eu caio na gargalhada. Eu sei que provavelmente estou parecendo um pouco louca, mas não consigo parar, ou encontrar a vontade de me importar. Quando finalmente recupero o meu controle, seco meus olhos com as mãos, e acho Edward olhando para mim com uma expressão no rosto que nunca vi antes.

Ninguém jamais me olhou como ele está olhando para mim agora. Como ele se importasse. Realmente se importasse.

Ele relaxa seu olhar, um sorriso malicioso corre pelos seus lábios.

— Você parece estar levando bem a decepção.

Seu sorriso me faz rir de novo.

— Desculpe eu te abandonar lá atrás. — Eu aceno, ainda um pouco sem fôlego do meu riso louco.

— Não se preocupe. Vamos? — Ele liga o carro. — Vamos almoçar.

Comida. Não é uma boa ideia para mim agora.

— Eu não estou com fome. — Eu coloco meu cinto de segurança.

— Bem, eu estou. Você pode assistir enquanto como. — Ele me mostra aqueles dentes brancos, então fico muito deslumbrada para discordar.

Acabamos em um café que Edward parece conhecer bem. Aparentemente, este lugar faz a melhor torta de limão do mundo.

Vou ter que acreditar na sua palavra porque comer agora não é uma boa ideia, não enquanto estiver com Edward. Tenho medo de que se começar, não seja capaz de parar, e então vou acabar expondo uma parte de mim que nunca quero que ninguém veja, especialmente ele.

— Acho que foi uma perda de tempo vir até aqui. — Eu suspiro.

— Depende de como você olha para isso.

Eu descanso meu cotovelo na mesa e sustento meu queixo na minha mão.

— E como é que você olha para isso?

Ele se inclina para trás em sua cadeira.

— Isso é menos uma Renée Swan na lista. Diminui as chances. Deixa-nos com duas. Então essa é uma chance de cinquenta a cinquenta na próxima vez que nós escolhermos sua mã nenhuma será ela. E estou prestes a comer a torta que adoro. Eu chamo isso de perder e ganhar.

— Você avalia tudo desse jeito?

Seus olhos escurecem.

— Não tudo. — Seus lábios erguidos em uma inclinação de paquera enquanto ele se inclina mais perto, em cima da mesa. Ele abaixa a voz. — Somente as coisas que sei que são uma coisa certa. E quando realmente quero algo... Eu consigo.

Engulo. Calor se espalha na minha pele, disparando meu pulso.

A garçonete interrompe o nosso momento, chegando com o nosso café e a torta de Edward. Estou aliviada. E decepcionada. Ele estava absolutamente, definitivamente flertando comigo.

Eu não estou reclamando. É bom ter alguém tão lindo como Edward flertando comigo. Acho que o que me incomoda é que não sei o que isso significa para ele. Ou mais ainda, o que quero que isso signifique para mim.

— Como está a sua torta? — Eu pergunto, olhando para ele cortando-a como se fosse um feito divino.

— Muito boa — ele murmura com a boca cheia. O som é tão delicioso quanto parece. — Você quer experimentar?— Ele estende um garfo cheio de torta. Eu balanço minha cabeça. — Você está perdendo a melhor torta que você jamais vai provar. — Ele agita o garfo na frente do meu rosto.

Rindo, balanço minha cabeça novamente. Ele sorri e coloca o garfo na boca, deixando escapar um gemido exagerado de prazer. Por uma fração de segundo, realmente desejo ser o garfo. Eu tenho problemas sérios. Eu despejo um pouco de açúcar no meu café.

— Obrigada por ter vindo comigo hoje. Isso realmente significa muito.

— Somos amigos. Amigos ajudam uns aos outros.

— Nós somos amigos? — Eu provoco, incapaz de evitar o sorriso que está se formando no meu rosto.

Ele levanta uma sobrancelha.

— Nós já não tínhamos estabelecido isso?

Eu trago o copo aos lábios e sopro o café quente.

— Eu não acho que isso tinha sido confirmado, não.

— Bem, considere isso uma confirmação. — Ele escava o garfo em sua torta, seus olhos sorrindo. — Nós somos amigos.

Com benefícios?

Macacos me mordam, não posso acreditar que pensei isso.

— Bem, bem... Edward Cullen. Não esperava te ver aqui novamente.

Viro a cabeça e vejo um cara com a mesma altura e corpo que Edward, cabeça raspada, braços com tatuagens, vindo em nossa direção. Meus olhos movem-se além dele, e vejo dois caras andando logo atrás, os dois são altos e magros. Do canto do meu olho, posso ver que o comportamento de Edward mudou. Seu corpo está rígido, tenso. O ar instantaneamente causa um comichão de desconforto, e o som do barulho do garfo de Edward batendo no prato me faz pular.

— Dê meia volta e vá embora, Caius, — Edward sibila, o nível de raiva em sua voz me surpreende.

Caius solta uma gargalhada. Ele pega uma cadeira da mesa vazia perto de nós e se senta, seu peito encostando-se às costas da cadeira. Em uma inspeção mais minuciosa, noto uma tatuagem no pescoço de Caius.

Diz Foda-se. Legal.

— Isso não é maneira de cumprimentar um velho amigo — diz ele.

Edward ri, mas soa falso.

— Essa é a última forma como eu me referiria a você.

— Você está quebrando meu coração aqui, Cullen. — Caius bate a mão sobre o peito antes de mudar seu olhar para mim. — E quem temos aqui?

A maneira como ele olha para mim faz soar o alarme na minha cabeça. Eu estou familiarizada com o olhar. Eu já vi isso antes em Jacob. Eu enrolo meus dedos no meu colo.

— Não responda. — Meus olhos disparam até Edward. Ele olha para mim por um longo segundo, tentando transmitir algo em seus olhos que não consigo entender. Ele vira a cabeça para Caius. — Não fale com ela novamente, ou vou…

— Você vai o quê? — Caius inclina a cabeça para o lado. — O que vai fazer, Edward? Colocar o seu pai sobre mim?

A mandíbula de Edward fica rígida.

— Seu problema é comigo — ele range. — Então diga o que diabos você precisa dizer, então volte para a porra de sua caverna, seu pedaço de merda. Apenas deixe-a fora disso.

Caius solta outra risada.

— Puxa! Calma. Você deve realmente gostar desta garota. Nunca pensei que veria esse dia. Não é o seu lema foder devagar e abandonar rápido? Tenho que dizer, porém, não posso culpá-lo por isso... Ela é gostosa pra caralho.

— Como sua namorada era, — Edward solta.

O rosto de Caius fica duro como granito, e por um momento acho que ele vai bater em Edward.

Em vez disso, seus olhos deslizam de volta para mim. Ele examina completamente o meu corpo. Isso faz o meu estômago revirar.

— Vadia, quando ele se cansar de você me faça uma visita, e vou te mostrar uma boa foda.

Edward empurra sua cadeira, fazendo-a bater no chão, trazendo o meu e cada olhar deste lugar para ele.

— Eu disse para deixá-la fora isso! — Edward está eriçado de raiva.

Caius lentamente se levanta, colocando a cadeira de lado. Um olhar para os amigos me diz que eles estão em pé também. A situação parece perigosa. Minhas entranhas começam a tremer com a possibilidade do que vai acontecer.

— Vamos. — A voz ríspida de Edward vem em minha direção enquanto ele estende a mão para eu pegar.

Eu olho para Caius, que está olhando fixamente para Edward. Eu deslizo minha mão na de Edward, permitindo que ele me conduza. No instante em que a minha pele entra em contato com a dele, sinto o verdadeiro nível de raiva de Edward. Está saindo em ondas e passando direto para mim.

Surpreendentemente, não sinto medo.

Eu não me preocupo sobre o que vai acontecer quando sairmos daqui, e estiver sozinha com ele. O que realmente sinto agora é algo que nunca senti antes. Sinto-me segura em suas mãos. Eu sei, sem dúvida, que Edward não vai me machucar. E sei, inequivocamente, que ele não vai deixar que nada aconteça comigo.

Edward puxa minha mão, me levando pela cafeteria, longe de Caius, e em direção à saída.

— O que seu pai está fazendo hoje em dia? — Caius grita.

Edward para abruptamente. Eu bato em suas costas. Suas mãos se apertam ao redor das minhas ao ponto de quase sentir dor.

— Ouvi dizer que ele perdeu seu distintivo. Verdadeira vergonha, ele era um porco de primeira.

Edward se vira, colocando-me atrás dele. Caius e seus amigos estão no meio da cafeteria agora. Apenas algumas mesas de distância de nós. Eu posso dizer que pelas suas posições e linguagem corporal, eles estão ansiosos para uma luta. E pelo jeito que Edward está agitado ao meu lado, parece que ele vai dar-lhes uma.

— Eu aposto que você realmente quer me bater agora, não? — Caius sorri. — Vou deixar você dar o primeiro soco. Só você e eu, um a um. O que você diz? O vencedor ganha a sua garota.

Caius inclina a cabeça em minha direção, o olhar em seus olhos é repulsivo. Ele acha que está me afetando.

Ele está errado.

Fui criada pelo pior.

Mas ele está afetando Edward. Eu posso sentir o quão rígido ele está. Edward coloca a mão no bolso da calça jeans, em seguida, pressiona o que parece ser as chaves do carro na palma da minha mão. Eu olho para ele, confusa.

— Vá para o meu carro — diz ele com uma voz baixa. — Entre e tranque todas as portas. Se eu não for em cinco minutos, dirija direto para Durango. Não vá para o hotel. Vá para o restaurante, com Angela.

Eu enrolo minha mão em torno das chaves.

— E depois?

— E depois... — Ele balança a cabeça lentamente.

A autopreservação está me dizendo para fazer o que ele está dizendo e deixar essa cafeteria, mas nunca fui muito boa em ouvir a minha autopreservação.

— Eu não vou sair daqui sem você. — Eu levanto o meu queixo e coloco minha mão em seu braço.

Eu estou, de propósito e de boa vontade, tocando um homem cheio de raiva. Isso é uma grande coisa para mim. Enorme, de fato.

Os olhos de Edward incendeiam, mas isso não me impede.

— Não dê a ele o que ele quer. Você não tem que lutar com esse cara.

Seus olhos se fecham como se ele estivesse com dor.

— Você não entende.

— Você vai parar de sussurrar palavras doces para essa gostosa, e vamos acabar com isso? — Caius estrala os nós dos dedos.

Os olhos de Edward me deixam, e vão direto para Caius, endurecendo-se nele. Eu vejo os outros clientes saindo pela porta dos fundos.

— Saiam agora ou vou chamar a polícia! — Uma voz feminina insegura, assumidamente da garçonete, diz atrás de nós.

— Faça isso, docinho, — Caius ri. — Vou ter acabado com ele antes mesmo deles chegarem.

Ignorando todos, mantenho meu foco em Edward.

— Edward. — Ele olha de volta para mim. — Eu posso não entender, mas não preciso, porque sei que a violência nunca resolve nada. Isso não vai resolver o que quer que isso seja.

Ele olha para mim. Eu posso ver uma guerra feroz em seus olhos. Depois do que parece uma eternidade, ele exala.

— Ok.

Eu quase grito de alívio quando ele pega a minha mão e pega as chaves do carro de volta.

— Não é hoje, Caius. — Ele se vira, indo embora, levando-me com ele.

— O quê? Você está indo embora! Você é um covarde maldito, Cullen! Um filho da puta!

Meu coração está batendo tão forte, com medo de que Caius não deixe simplesmente Edward ir embora e depois vá atrás dele. Edward puxa algumas notas do bolso e deixa-as no balcão quando passamos por uma garçonete de olhos arregalados.

— Eu realmente sinto muito pelo problema, minha senhora.

Então, nós estamos saindo de lá. Eu olho por cima do ombro para ver se Caius está nos seguindo. Ele não está. Edward aperta minha mão, puxando a minha atenção de volta.

— Ele não vai nos seguir. Apesar de sua intimidação, ele é um covarde maldito. Ele me desafiou lá porque quer testemunhas. Ele quer que eu bata nele primeiro para que possa conseguir o que ele acha que seja a sua vingança.

Eu não questiono qual é a vingança. Edward vai me dizer se ele quiser. Estamos de volta no Mustang em tempo recorde. Ele o desbloqueia, me deixando entrar. Eu acabei de afivelar o cinto de segurança quando ouço o som de Edward gritando. Tirando o cinto de segurança, saio do carro a tempo de ver o punho de Edward se chocar na cerca de madeira do estacionamento.

— PORRA! Filho da puta!

Normalmente, em uma situação como esta, estaria paralisada pelo medo, mas não com ele. Meus pés me levam até Edward, sem pensar duas vezes. Ele está com a testa pressionada na cerca que acabou de bater e sua mão apertada contra seu peito arfante.

— Você está bem? — Eu pergunto baixinho.

— Eu estou bem.

— Você não parece bem.

— Bem, eu estou.

— Posso dar uma olhada em sua mão?

— Por quê?

— Porque você socou uma cerca e a estudante de medicina em mim quer se certificar de que está tudo bem.

Ele inclina o rosto em minha direção. O olhar em seu rosto é duro. Seus olhos frios. O calor que estou acostumada se foi.

— Eu não preciso de você para me tratar, Isabella.

Eu sinto meu rosto corar sob o ferrão duro de suas palavras. Limpando a garganta, digo:

— Eu não estou tentando tratar você. Eu só quero ter certeza que você não quebrou nenhum osso. Nada mais.

Seus olhos se fecham em uma piscada longa. Afastando-se da cerca, ele se move em minha direção e estende sua mão ferida. Eu a pego nas minhas, ignorando a sensação que sinto, e começo a examinar a sua mão, certificando-me que ele não quebrou nada.

— Tudo bem. — Eu olho para ele, alguns momentos depois. — Só vai estar inchada e machucada por alguns dias. Poderia colocar com um pouco de gelo sobre ela, e temos que limpar isso. — E corro o meu dedo sobre o pequeno arranhão em sua junta.

Eu levanto os meus olhos para os seus, encontrando Edward já olhando para mim com olhos escuros. O ar muda instantaneamente. Meu pulso acelera. Borboletas preenchem meu estômago, fazendo minhas entranhas pegarem fogo.

E o que eu faço?

Eu libero sua mão e dou um passo para trás, colocando espaço entre nós. Talvez não tenha medo de Edward, mas sei o que a raiva e o sexo combinados podem significar para um homem. Não que Edward e eu vamos fazer sexo. Eu só não quero confundir uma situação já confusa.

Ele estende seu dedo.

— Tudo o que você parece fazer é tratar os homens Cullen. — Percebo sua voz soa rouca.

— Eu não me importo. — E dou de ombros.

— Isabella... — Ele esfrega a mão boa sobre seu cabelo, exalando forte. — Me desculpe, perdi o controle naquele momento. Há apenas uma história grande e feia entre mim e Caius. Não é desculpa, mas era a cerca ou a cara dele. É melhor a cerca, certo?

— Certo. — Eu sorrio. — Mas não acho que a cerca concorda com você. — Eu aponto meu dedo indicador para buraco que sua raiva deixou nela.

O corpo de Edward começa a tremer com um riso silencioso. Seus olhos sorriem para mim. Deixo escapar uma risadinha.

— Você quer falar sobre isso?

Seu humor se dissipa rapidamente. Ele olha para o chão por um longo momento.

— Não — diz ele, levantando a cabeça. — Neste momento, só quero ficar bêbado.

É muito cedo para beber... Mas que diabos. Eu posso chamar o dia da bebida parte da nova eu.

— Eu poderia fazer isso. — Eu sorrio.

— Essa é minha garota. — Ele sorri.

Sua garota?

Sua garota.

Nós dirigimos de volta para Durango e vamos direto para onde estão os bares. Edward diz que vai deixar o seu carro lá e buscá-lo na parte da manhã, por isso vamos pegar um táxi de volta para o hotel quando terminarmos.

Eu nunca fiz nada como isso antes – ir a um bar à tarde, com a intenção de ficar bêbada.

Eu estou meio que animada.

Ok, estou surtando.

Eu me sinto como uma rebelde. Triste, mas verdadeiro. Edward me trouxe a um bar apropriadamente chamado "The Bar". Estou sentada em uma mesa na parte de trás. Edward foi buscar umas bebidas. Esta rodada é por conta dele. A próxima é definitivamente minha. Ele volta com quatro doses nas mãos e duas garrafas de cerveja debaixo do braço. Eu acho que estamos começando bem.

— Tequila — diz ele, colocando duas doses na minha frente.

Eu nunca bebi tequila, mas que diabos. Esta é a nova Isabella. A nova Isabella poderia ser uma bebedora de tequila. Eu pego uma dose, mas sua voz me para.

— Sal primeiro.

Sentando na cadeira a minha frente, Edward pega o saleiro da mesa.

— Mão — diz ele.

Eu estendo minha mão direita para ele. Quando ele segura minha mão, meu corpo fica a todo vapor, a tensão indo direto para certas partes da minha anatomia. Ele derrama uma linha de sal na minha mão e diz:

— Lamba.

Jesus Cristo. Isso soou muito quente. Eu poderia realmente ser uma bebedora de tequila. Especialmente se começar a ouvir Edward falar comigo assim.

Fazendo como ele disse, inclino a minha boca até a mão e lambo o sal.

Os olhos de Edward não saem de mim. Eu os vejo incendiar no momento em que minha língua toca o sal.

Posso ou não posso aproveitar o máximo do momento, levando um tempo para lamber o sal da minha mão. Eu meio que gosto do efeito que tem sobre ele.

Quando o sal está na minha boca, se dissolvendo, Edward diz em uma voz muito rouca: — Agora, beba a dose.

Pego um dos copos de dose. O copo em meus lábios, engulo rapidamente a tequila.

— Caramba! — Eu estou respirando fogo.

Eu coloco a palma da minha mão nos meus lábios úmidos, meus olhos lacrimejando com a queimação.

Edward ri.

— Tome com a cerveja, isso vai reduzir o efeito. Eu me esqueci de trazer o limão.

Eu tomo um grande gole de cerveja. Meus olhos ainda estão molhados, então passo meus dedos debaixo deles secando-os.

— Não é uma bebedora de tequila? — Ele sorri.

Eu balanço minha cabeça.

— Esta é a primeira vez.

— E o que você acha?

— Tem gosto de merda. — Eu sorrio. — Mas ela faz o seu trabalho. Estou bebendo sozinha? — E aceno para suas bebidas intocadas.

Ele balança a cabeça, em seguida, lambe o sal. Ele engole sua dose com mais facilidade do que eu. Copo na mesa, seus olhos sorriem brilhantemente para mim. Eu me inclino para trás em minha cadeira, pegando a minha garrafa de cerveja, e começo a cutucar o rótulo.

— Você parece um profissional experiente nisso.

— A tequila?

— Hmm — Concordo com a cabeça.

— Eu sou um homem de bebidas destiladas. O que posso dizer. — Ele sorri e pega o saleiro. — Você quer mais um golpe?

Eu recuo.

Ele percebe.

— Eu quis dizer o sal, Isabella. Você quer outro golpe de sal para a sua próxima dose?

Eu me mexo, envergonhada. Meu rosto queima com a minha vergonha.

— Uh... Sim. — Mordendo meu lábio, estendo minha mão para ele.

Em vez de despejar o sal, Edward cobre minha mão com a sua. Normalmente eu iria me sentir intimidada com isso, mas com Edward, não sei. Seu toque parece seguro, leve... Gentil. Pela primeira vez na minha vida, estou com um homem que literalmente me tem na mão, e não sinto medo. Em vez disso, me sinto conectada a outro ser humano de uma forma que nunca pensei ser possível. Liberando um pouco do seu toque, ele vira a minha mão e corre o polegar sobre a palma. Isso deixa uma trilha deliciosa de sensações em seu rastro.

Minhas emoções começam a sair do eixo, e direto na direção dele. Levantando os olhos, o olhar de Edward captura o meu instantaneamente. Sem mover os olhos de mim, ele passa os dedos pelo meu pulso, guiando minha mão para o lado. Ele desliza sua mão para trás ao longo da minha. Palma com palma. Seus dedos descansam suavemente contra o meu pulso. Só espero que ele não possa sentir que ele está praticamente tirando todo o sangue do meu corpo.

Inclinando o saleiro sobre as nossas mãos unidas, ele corre duas linhas de sal. Uma na minha. Uma na sua.

— Você se importa se eu...? — Ele inclina a cabeça na direção de nossas mãos ligadas. Tendo dúvidas sobre a questão, levanto uma sobrancelha questionando.— O sal?

Ainda perdida, apenas aceno com a cabeça, não querendo parecer tão estúpida.

Então Edward faz algo que vou sempre lembrar como o momento mais insanamente íntimo da minha vida. E a sua pergunta faz todo o sentido quando ele se inclina para frente e lambe o sal da minha mão.

Lentamente.

Caramba.

Cabeça ainda abaixada, ele olha para mim através de longos cílios escuros com um olhar que me transforma em mingau.

— Sua vez.

O quê? Ele quer que eu lamba o sal da sua mão? Jesus Cristo. Isso realmente é uma coisa muito sexy para se fazer. Eu não sou sexy. Eu não tenho nenhuma ideia de como ser sexy. Não, vamos lá, posso fazer isso. A nova Isabella está aqui. Eu posso lamber o sal da mão de Edward. Não é grande coisa.

Pegando fôlego, me inclino para frente e com a ponta da língua lambo todo o sal.

Tudo o que sinto é ele. Eu nem sequer percebo o sal. E agora estou contrariada de beber a tequila e tirar o gosto dele da minha boca.

— Beba — ele diz, sua voz soando rouca.

Copo em meus lábios, viro a dose exatamente ao mesmo tempo em que ele vira. Sua mão deixa a minha. Eu estou me sentindo abandonada sem seu toque, atordoada pelo álcool, e me perguntando se isso realmente acabou de acontecer. Minhas mãos começam a se mexer por vontade própria. Pego minha cerveja.

— Segunda vez é mais fácil? — Edward pergunta, parecendo completamente normal, como se nós não tivéssemos lambido o sal das mãos um do outro. Ou talvez isso seja apenas o que as pessoas normais fazem. O que eu sei?

Limpando a garganta, forço uma casualidade que não sinto.

— Muito mais fácil.

Ele sorri. Eu começo a cutucar o rótulo da cerveja novamente.

— Então... — diz ele.

— Então...

— Eu acho que deveria explicar sobre mais cedo, o que aconteceu na cafeteria.

— Só se você quiser.

Ele dá um meio sorriso.

— Você se lembra que disse que eu costumava jogar?

Concordo com a cabeça. Seus olhos se baixam.

— Depois que minha mãe morreu, saí dos trilhos. Eu sempre gostei de jogar cartas... mas isto foi mais longe. Eu estava jogando, apostando mais do que nunca tive. Eu ganhei por um tempo, então entrei numa maré de azar. Fiquei tentando conseguir de volta o que perdi, mas antes que percebesse, acumulei uma dívida enorme que não tinha como pagar de volta.

— Você devia dinheiro para Caius?

Ele ri sem humor.

— Não, Caius é apenas o macaco contratado. Eu devia dinheiro para o cara que ele trabalha, Aro. Eu costumava ir regularmente a alguns lugares em Farmington para jogar, então me envolvi em uma mão de pôquer que Aro pagou. Não há

lugares aqui para jogadores de cartas como eu. Como eu era — ele corrige. — Mas, além de Farmington... Tem muitos lugares para um jogador experiente. — Ele se inclina mais perto, com os cotovelos sobre a mesa enquanto esfrega as mãos sobre o rosto. Ele cruza os braços sobre a mesa, olhando para baixo. — Estou muito arrependido que você foi arrastada para isso, Isabella.

É por isso que ele não queria dizer a Caius meu nome. Ele não queria que aquelas pessoas horríveis soubessem quem sou. Ele estava tentando me proteger. Algo sobre isso me toca.

— Não importa. Estou feliz que você está bem agora. — Eu coloco minha cerveja na mesa. — Você ainda deve o dinheiro? É por isso que ele estava tentando comprar uma briga com você?

Se ele ainda dever, vou pagar a sua dívida. Não é como se não pudesse pagar. Ele tem sido tão bom para mim, me ajudando com as Renées, e posso finalmente fazer algo bom com o dinheiro de Charlie. Ajudar Edward contaria como algo bom para mim.

— Não, minha dívida foi paga. — Ele esfrega a mão sobre o rosto de novo. — O meu pai. Ele usou o dinheiro do seguro de vida da minha mãe.

Oh. Certo. Agora sei de onde vem a sua culpa. Eu tento evocar algo digno de dizer, algo para fazê-lo se sentir melhor, mas nada aparece. Então digo a única coisa que posso,

— Eu sinto muito, Edward.

Ele toma um gole de sua cerveja. Secando a boca com as costas da mão, ele balança a cabeça.

— Não se sinta mal por mim. Eu não mereço sua gentileza. — Seus olhos se fecham em uma piscada longa. — Você se lembra de que disse que meu pai era um policial?

Concordo com a cabeça e tomo um gole de cerveja.

— Antes de a dívida ser paga, antes do meu pai descobrir sobre isso, das apostas e quão profundo nisso eu estava, eu estava fora, uma noite na cidade. Não neste bar — acrescenta como se isso tivesse alguma influência sobre a sua história. — Eu estava bebendo com alguns amigos meus, e, mais tarde, no meio da noite eu estava... uh, deixando o bar com... Uma garota. — Ele coça o rosto, parecendo desconfortável.

Eu ignoro a torção desagradável no estômago, provocada pelo conhecimento de Edward saindo de um bar com uma garota que ele mais do que provavelmente queria ter relações sexuais.

— Nós fomos pegar um táxi, quando fui atacado por Caius e alguns de seus homens. Era para uma surra de aviso, porque eu não tinha pagado, mas cometi o erro de lutar de volta, em vez de apenas apanhar. Eu não sou de levar uma surra — Ele encolhe os ombros. — E eu... O encarei, e o confrontei ... Eu meio que disse a Caius que tinha tido relações sexuais com a namorada dele.

— E você teve?

— Sim.

Torção de estômago.

— Oh.

— Foi uma coisa de momento. Um erro. — Ele suspira. — Mas depois que eu lhe disse... Bem, isso foi quando Caius pegou um taco de beisebol.

— Querido Deus. — Eu estremeci, fechando os olhos, sentindo a sua dor como se fosse minha. Eu sei o quão ruim pode ser os espancamentos. Especialmente quando uma arma está envolvida.

— De qualquer forma. — Ele arrasta a mão pelo cabelo. — A garota correu de volta para o bar enquanto isto estava acontecendo, chamou meus amigos para me ajudar, chamou a polícia...

Eu vejo o resto em seus olhos.

— Seu pai?

— Sim. Ele perdeu o controle quando viu o estado que eles tinham me deixado. Os bastardos tinham caído fora no segundo que ouviram as sirenes, mas meu pai não desistiu. Ele acabou encontrando Caius a algumas quadras, e... — Ele deixa escapar um longo suspiro. — ...Ele bateu pra caralho em Caius, que estava desarmado nesta altura. Ele deixou cair o bastão quando correu. Meu pai o machucou. Realmente machucou. Deixou-o de uma maneira ruim. — Os olhos de Edward buscam os meus. — Você tem que entender, Isabella... Meu pai... Ele não é violento por natureza. Não é quem é. Ele é um ótimo cara , realmente ótimo. O melhor. E ele merece um filho melhor que eu. Foi apenas... Bem, minha mãe tinha morrido há pouco tempo, e sou seu único filho. Acho que ele perdeu o controle quando me viu.

Concordo com a cabeça, deixando-o saber que entendo. Eu só desejo que tivesse tido um pai tão carinhoso e protetor quanto o de Edward.

— Papai foi suspenso pendendo de investigação. — Ele se recosta na cadeira e esfrega o olho. — Após a investigação, ele foi considerado culpado e desempossado do seu distintivo e arma. Ele jamais poderá trabalhar na aplicação da lei novamente , cortesia das minhas merdas — Ele levanta a garrafa em um falso brinde, em seguida, pressiona-a contra os lábios e inclina sua cabeça para trás.

— Aconteceu alguma coisa com Caius pelo que ele fez com você?

Edward solta uma gargalhada falsa.

— Ele ficou em liberdade vigiada durante 12 meses como pena .

— E você ainda teve que pagar a dívida que devia?

— Sim. Só porque Caius e seus garotos chutaram a minha bunda, não fez a dívida com Aro ir embora. Então, meu pai perdeu novamente. Me ajudou com "juros". Comecei a frequentar os Jogadores Anônimos e fiquei limpo. Eu ainda participo das reuniões. — Seus olhos procuram os meus como se realmente importasse para ele que eu saiba disso. — E agora estamos quebrados, tentando manter um hotel falido à tona, e Caius ainda está em busca do meu sangue pelo que o meu pai fez com ele. E porque fodi sua, agora, ex-namorada. — Ele dá um sorriso fraco, enquanto coloca a garrafa para baixo.

Ignorando a terceira dor que sinto com as palavras grosseiras de Edward sobre sua atividade sexual anterior, me inclino para frente, colocando os braços sobre a mesa.

— Eu realmente sinto muito que isso aconteceu com você.

— Isso não aconteceu comigo. Tudo o que aconteceu foi culpa minha. Fodi minha vida e levei meu pai comigo.

— Sua vida não é fodida, e você definitivamente não levou seu pai com você.

— É isto. E fiz. Eu não sou uma boa pessoa, Isabella. — Ele balança a cabeça, inclinando-se para trás em sua cadeira.

Eu posso senti-lo se afastar de mim. Eu não gosto da maneira como ele se sente.

— Você tem sido bom para mim — Eu forço.

Ele solta uma gargalhada falsa.

— Você é provavelmente a única pessoa neste planeta que pode dizer isso. — Seus olhos me corrigem com um olhar. — E realmente não tenho feito muito por você, Isabella. Não de verdade. — Ele parece longe de mim. — Não há nada de bom sobre mim, acredite.

— Eu acho que há um monte de coisa boa sobre você — empurro de volta.

Muita. Demais.

Seus olhos voltam para os meus. Escuros e com raiva.

— Você não ouviu o que disse antes? Eu estraguei tudo completamente. Eu fodi a vida do meu pai.

— Não. Tudo que seu pai fez foi escolha dele.

— Como resultado das minhas ações. — Eu posso ver a sua raiva crescente.

Este é normalmente o ponto onde desisto, cedo e concordo – não que já tenha argumentado tanto assim. Mas com Edward sei que posso, e não vou recuar. Não desta vez.

— Cada um é responsável por suas próprias ações.

— Eu fodo mulheres aleatórias o tempo todo. Eu as uso para o sexo, então as descarto como lixo.

Minha respiração trava em minha garganta, e um ciúme que eu não deveria sentir me acerta com um soco duro. Edward pega sua cerveja e toma um longo gole. Seus olhos não deixam os meus por um momento, quase como se ele estivesse me desafiando a desviar o olhar, mas não... não posso.

Sua confissão simplesmente não se encaixa com o Edward que comecei a conhecer.

Mas então, quando você realmente conhece alguém? Eu, melhor do que ninguém, sei disso. Mas a coisa que mais me irrita é a pequena voz estúpida repetindo na minha cabeça. A voz que se pergunta por que, se Edward faz o que ele diz que faz, ele não me quis? Eu odeio que pense nisso. Eu não deveria querer que ele me foda, mas queria... Quero. Eu posso sentir um formigamento na minha pele. Batendo meus dedos sobre a mesa, engulo meus sentimentos.

— E seu ponto é?

Minha resposta o surpreende. Eu vejo isso na ampliação de seus olhos. Tentando esconder sua surpresa, ele endireita as costas como se estivesse se preparando para o segundo round.

— Meu ponto é... Eu sou responsável por essas ações. Elas não são as ações de uma pessoa boa.

Ele quer que não goste dele. Por quê? Eu dou de ombros, forçando uma casualidade que não sinto. Em seguida, usando as suas palavras anteriores contra ele, simplesmente digo:

— Depende de como você olha para isso.

Suas sobrancelhas se levantam. Eu tenho sua atenção agora. Ele se inclina para perto, com os braços pousando em cima da mesa.

— E como você está olhando para isso, Isabella?

Deus, amo totalmente como ele diz meu nome.

— Bem... O jeito que eu vejo, você é um perde/ganha. Eu conheci homens que fazem coisas muito piores do que apenas dormir por aí com um monte de mulheres diferentes.

Ok, Jacob fez isso também – mas isso não vai ajudar a fazer o meu ponto, então só vou esconder esse fato.

Sua testa franze.

— O seu ex?

Eu inspiro profundamente.

— O olho roxo não foi a primeira vez que ele me bateu. — Eu esfrego os calafrios imediatos que surgem nos meus braços.

Eu vejo o maxilar de Edward apertar.

— Quantas vezes? — Suas palavras saem incisivas.

— Hum... — Eu levanto os meus ombros de repente pesados, a minha confiança escorregando.

Memórias acertam minha mente. Um borrão de memórias, misturadas com dois rostos. Charlie... Jacob...

Jogada contra uma parede. Lançada no chão. Presa a uma cama. Lançada escada abaixo. Golpeada. Esbofeteada. Chutada. Socada. Surrada. Costelas quebradas, punho, dedos... Coração partido - irreparável.

Desprezível. Com dor. O tempo todo. Isso nunca parou. Ninguém nunca me salvou…

— Isabella. — Eu sinto Edward apertando a minha mão. Eu pisco meus olhos. — Jesus, você está bem? — Sua voz é suave, mas sua mandíbula está apertada.

— Sim, eu... Uh. — Eu toco uma mão em meu rosto, querendo cobrir qualquer emoção que possa mostrar para ele.

— Eu perdi você novamente. Onde você foi? — Ele pergunta suavemente.

Fechando os olhos em uma piscada longa, balanço minha cabeça e tiro a minha mão da dele. Eu ouço o ranger de seus dentes enquanto ele fala,

— Quantas vezes ele te machucou?

Engolindo minha vergonha, respondo baixinho:

— Mais frequentemente do que não.

Seu rosto congela. Parece que ele está com dor.

— Por que você ficou? — Soa mais como um apelo do que uma pergunta.

— É uma longa história.

— Eu tenho toda a noite... Semanas... Anos.

— Não vale a pena ouvir.

Ele passa a mão pelo seu cabelo.

— Mas você o deixou. Veio até aqui. O que te deu o empurrão?

— Ele tentou me estuprar.

Eu vejo as minhas palavras o atingirem como um golpe físico. Ele recua, mãos pálidas em volta da borda da mesa. Há essa pausa forçada horrível entre nós. Sinto-me doente. Meu corpo irrompe em um suor frio. Os tremores percorrem tudo, fixando-se em meu estômago, um poço de medo e autoaversão.

Eu preciso de comida. E privacidade.

Agora.

Eu enrolo minhas unhas na palma da minha mão, tentando controlar a minha vontade de saltar da cadeira e correr para a loja de conveniência mais próxima.

Os olhos de Edward não deixam meu rosto. Uma miríade de emoções movem-se através deles. Eu não quero olhar para ele agora, mas não consigo desviar o olhar.

— Ele fez o que? — Eu não sei se ele realmente diz as palavras, ou grita, porque os meus ouvidos estão zumbindo com a verdade.

Eu puxo meu lábio superior em minha boca, mordendo-o. Eu pisco uma vez. Duas vezes.

— Ele tentou me estuprar...

— Jesus porra de Cristo — Edward sussurra com raiva. Cotovelos sobre a mesa, ele deixa cair a cabeça entre as mãos.

Eu não deveria ter dito a ele. Por que eu disse a ele?

Eu me encolho no meu lugar, desejando ser invisível. Querendo voltar no tempo. A atmosfera é horrível. O silêncio doloroso. Quando chego ao ponto onde não aguento mais, o que não demora, empurro minha cadeira. A cabeça de Edward se levanta ao som da madeira raspando.

— Aonde você vai?

— Eu, uh... — Eu olho na direção da saída.

Seus olhos seguem os meus, então piscam de volta.

— Não vá. — Ele exala, pressionando as têmporas com os dedos. — Me desculpe, não estou lidando com isso bem... Eu só — Ele balança a cabeça, inclinando-se perto de mim. — Jesus, Isabella, simplesmente não consigo lidar com a ideia de alguém te machucando – não gosto disso – nem um pouco.

Suas palavras dificultam a respiração. Elas importam para mim mais do que gostaria de admitir. Quando seus olhos pousam no meu rosto, eles amolecem.

— O que posso fazer... Para ajudá-la?

E isso aperta meu coração.

— Nada. — Eu engulo o enorme nó na garganta. — Eu estou bem.

— Eu não acredito. Eu posso ver isso em seus olhos que você está longe de estar bem. — Uma tempestade rola sobre seu rosto. — Diga-me onde ele vive.

— O-o que? Por quê?

— Por que você acha?

Eu enrijeço.

— Edward, não te disse isso para você ir bater nele. — Por que eu disse a ele? — Eu disse a você, por que... — Eu balanço minha cabeça. — Eu não quero que você bata em Jacob.

Ele franze a testa.

— Esse é o nome? Jacob.

Sei que esta é a primeira vez que falo o nome dele em quase uma semana. E me pergunto se Edward sabe que o nome dele é um erro da minha parte. Eu não digo nada.

Ele quebra o meu olhar e repousa os cotovelos sobre a mesa, colocando a cabeça entre as mãos novamente. A tensão está derramando dele.

Inclinando a cabeça ligeiramente para trás, seus olhos se erguem até os meus. Há uma vulnerabilidade que me surpreende.

— Eu preciso fazer alguma coisa, Isabella.

— Por quê? — Minhas palavras são suaves.

— Por que... Eu apenas preciso. — Suas palavras são suaves.

— Você está fazendo alguma coisa. Você está sendo meu amigo. Isso conta muito.

— Eu preciso fazer mais.

— Não — Eu balanço minha cabeça, levanto do meu assento. — Eu não preciso de mais. Eu não deveria ter dito. Foi um erro.

A pele ao redor dos seus olhos aperta.

— Você está errada. O único erro foi não me dizer antes. — Ele se estica e agarra a minha mão, me impedindo de sair.

Tento ignorar a forma como o seu toque me faz sentir. A dor em meu peito com desejo de algo que nunca soube que eu queria até agora.

— Eu gostaria que você tivesse me dito antes — acrescenta ele em voz baixa. Ele esfrega o polegar suavemente sobre a palma da minha mão. É um movimento inconsciente de sua parte, mas significa muito para mim. Os homens não me tocam suavemente. Não desse jeito. Nunca desse jeito. E ele fez isso duas vezes em questão de minutos.

— Você disse para alguém, além de mim, o que ele fez com você?

Meus olhos se arregalam de horror ao pensar nisso. Ainda estou em estado de choque por ter dito a ele e tentando descobrir o que isso significa, quanto mais contar a alguém.

— Vou levar isso como um não. — Ele balança a cabeça tristemente. — Você precisa relatar isso à polícia. Ele não pode escapar com o que ele fez com você.

— O quê? Não. — Pânico aperta meu estômago como um vício.

— Isabella...

— Não! — Minha voz é mais dura do que eu sabia que tinha em mim.

Eu me ergo, puxando a minha mão. O que quer que seja que Edward vê no meu rosto ele se acalma:

— Tudo bem. Sem polícia. — Ele coloca as mãos sobre a mesa entre nós. — Apenas faz uma coisa para mim...? — Quando não respondo, ele continua. — Não deixe qualquer outra coisa trancada dentro de você. Você precisa de alguém para conversar, alguém em quem confiar e essa pessoa sou eu. Eu nunca vou te julgar. Eu nunca vou te machucar. E não vou te desapontar. Eu posso ter feito algumas merdas no meu passado, posso ter tratado mal as pessoas... Pessoas que não mereciam, mas não vou fazer isso com você, nunca. Eu prometo.

Suas palavras são apaixonadas, com o rosto sincero.

— Você tem a minha palavra. Eu não vou quebrá-la. — Sua boca levanta em um sorriso gentil.

Eu quero acreditar nele. Eu acredito. Mas não está em mim a capacidade de confiar. A capacidade não é algo que eu seja dotada.

Eu não sei o que dizer. Desvio. Sorrindo, aceno e pergunto:

— Então, e agora?

Os olhos de Edward estão curiosos sobre o meu rosto. Por um momento, me pergunto se ele vai pressionar ainda mais.

Ele não faz.

— Agora... — diz ele, levantando-se de seu assento, — vamos beber mais tequila.

No capítulo de amanhã...

Aiai...

Suspira...

Tão fofo!

beijo grande e até