Categoria: Romance Yaoi
N/A: Eu não possuo Saint Seiya, infelizmente, garanto que iria ser mais legal vê-los namorando...Pra quê tanta luta? Paz e Amor...Voltando da viagem...Saint Seiya é propriedade de Kurumada, Toei e Bandai e essa fic não tem fins lucrativos.
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Após a visita ao irmão e o breve encontro com Julian, Kanon pegou um táxi e seguiu para o prédio de Radamanthys. O céu estava muito nublado, logo começaria a chover. Ao chegar em frente à porta do apartamento do namorado hesitou um instante, mas logo colocou a mão em um dos bolsos da calça procurando a cópia da chave que ele havia lhe dado. Abriu a porta silenciosamente, apesar de não saber exatamente o porquê do cuidado.
Entrou na sala e não viu ninguém. Foi até ao quarto do namorado, mas ao chegar lá também não havia ninguém. Voltou à sala e quando já tinha aberto a boca para chamá-lo parou ao ver Radamanthys deitado no sofá. Não o tinha visto porque o sofá em que o namorado estava ficava de costas para a porta. Aproximou-se lentamente e o que viu a seguir o deixou sem saber o que fazer: Radamanthys dormia de lado prendendo com o braço direito um porta-retrato em que havia uma foto dos dois juntos. Era estranho ver aquilo... o namorado não era exatamente o último dos românticos... Radamanthys até era um pouco romântico, mas era bastante contido nesse quesito. Aproximou-se mais e colocou a mão direita no rosto do namorado que se remexeu e foi acordando lentamente.
-Kanon? –falou, com a voz arrastada. –Ainda está bravo comigo?
-Mais ou menos. –disse sincero, mas sem parar de acariciar o rosto do outro.
-Desculpa. –Radamanthys pediu, e ao ver que o outro continuava em silêncio continuou. –Eu não faço mais. –Kanon sorriu ao ouvir aquilo: o namorado devia estar sim arrependido.
-Tudo bem... Eu nunca consigo ficar com raiva de vocês por muito tempo. –disse parecendo conformado ao que Radamanthys sorriu e encostou-se mais no canto do sofá deixando um espaço para que Kanon deitasse junto a ele.
Kanon deitou-se de frente para o namorado sendo abraçado por ele, dando-lhe um beijo rápido. Radamanthys começou a acariciar seus cabelos e depois de um tempo daquele carinho, perguntou:
-Já comeu alguma coisa hoje?
-Não. –respondeu com o rosto afundado no ombro dele.
-Então é melhor você comer alguma coisa. –disse Radamanthys, sério. –Acho que tem pão aí e frios na geladeira. Também tem frutas... Escolhe alguma coisa na cozinha.
-Hum... e pra beber? –perguntou Kanon preguiçoso. –Não gosto muito de café.
-Acho que tem suco de limão. –respondeu o outro.
Kanon levantou o rosto um pouco olhando para o namorado como se estivesse analisando-o e depois sorriu divertido.
-O que foi? –perguntou Radamanthys, estranhando aquilo.
-Suco de quê? –perguntou Kanon sentando-se, ainda sorrindo.
-De... limão. –respondeu Radamanthys, que ficou visivelmente confuso, principalmente depois de Kanon começar a rir baixinho.
Kanon estava achando hilária a cara do namorado...
-O que foi? –perguntou Radamanthys sentando-se, agora estava um pouco irritado afinal não é muito divertido quando alguém ri sem você ter entendido a piada. Principalmente quando parece que a pessoa está rindo de você.
-Nada. –disse Kanon, parando aos poucos de rir.
-Fala. –disse, sério.
-Hahahahaha... Eu gosto de limão. –disse roubando um beijo do namorado quando ele abriu a boca para falar mais alguma coisa, rindo novamente.
-Kanon... –disse ofegante depois do beijo. –Eu juro que não estou entendendo nada.
-Melhor não entender mesmo. –disse sorrindo, beijando o namorado outra vez e depois seguindo para a cozinha.
-Mas eu quero entender! –reclamou irritado, seguindo o outro e voltou a ouvir o riso de Kanon vindo do outro cômodo.
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Milo andava pelo corredor em direção à sala de Saga com o relatório do caso em que agora iria trabalhar em uma mão e um copo GRANDE com café na outra, enquanto ouvia música no seu MP4, que encontrava-se no bolso da camisa . Não tinha dormido direito e estava ouvindo música para afastar o mau-humor que sempre chegava junto com sua insônia. O caso do tal Shaka Tyrrel... Shaka... De onde conhecia esse nome? Tinha certeza que conhecia ou conhecera alguém que se chamava assim. Não fazia parte da equipe que estava trabalhando no caso desde o início, pois estava participando de outra investigação, mas agora Saga o incluíra em sua equipe e ele estava neste momento dando uma olhada nos resultados que tinham obtido até agora. Basicamente, nada. Sete folhas inteiras de relatório, mas nada concreto, nada que os desse um rumo para seguir na investigação.
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Camus saiu do carro que estava parado em frente à sede da polícia. Não entendia porque tinha lhe chamado novamente para depor, afinal já tinha dito tudo o que lembrava sobre a noite que ocorrera o seqüestro. Será que tinham descoberto alguma coisa? Algo suspeito e queriam que ele passasse suas opiniões sobre isso?
Estava chovendo forte agora. Tirou o sobretudo que usava e o colocou sobre a cabeça para se proteger um pouco da chuva. Não gostou nada do que viu... havia alguns repórteres na frente do prédio, parece que tinham enfim descoberto onde as investigações corriam. Três seguranças o cercaram para impedir que os repórteres que chamavam o seu nome pedindo um comentário o alcançassem e ele conseguiu entrar no prédio. Andava rapidamente até a sala onde aconteceria o depoimento e até esquecera de tirar o sobretudo de cima da cabeça, o que fazia com seu cabelo e sua testa ficassem cobertos.
Odiava aquilo! Aquele mundo frio da imprensa era horrível... pelo menos sempre foi isso que lhe pareceu. Antes de entrar no prédio ainda conseguira ouvir um dos repórteres lhe perguntar:
"-Senhor Chevalier, como se sente com mais essa possível tragédia que está se passando em sua vida? A suspeita de que seu primo foi morto pelos seqüestradores?Imagina o motivo do seqüestro?"
Será que eles pensavam que ele era feito de gelo, que não sentia nada apenas por ter dinheiro? Que era uma máquina ou algo assim? "... como se sente com mais essa possível tragédia que está se passando... ?"! Camus tinha percebido um tom de excitação na voz do repórter... como se quisesse que a tragédia realmente se concretizasse para ter mais uma notícia na página inicial dos jornais. Desde o "acidente" Camus tinha descoberto o quanto aquele mundo de holofotes e câmeras que muitos almejavam podia ser cruel...
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Flashback
Em uma estrada da França, 14 anos atrás
Camus ria das brincadeiras do avô com o primo mais novo, Shaka. Ele era 2 anos mais velho, tinha 10 anos e Shaka 8. Mas em fevereiro completaria 11 anos. Era dia 3 de janeiro, estavam indo de carro para o aeroporto para pegar o vôo de volta à Inglaterra após passarem o Ano Novo e Natal em Paris. Camus estava no banco de trás com o primo e o avô, Jake, e seu pai estava no banco da frente do passageiro também rindo, ao lado do motorista que dirigia sorrindo também enquanto ouvia as brincadeiras que aconteciam.
Camus e Shaka se deram bem logo que se conheceram, quatro meses antes, quando Camus tinha se mudado para Londres mas como eram um pouco tímidos, precisou que o avô desse um empurrãozinho para que eles se tornassem realmente amigos. Seu irmão, Hyoga, de 2 anos iria depois, em outro carro, com a babá, e sua mãe, Nathalie Tyrrel, e os pais de Shaka iam com o motorista em um carro à frente. Assim, diziam, era mais fácil fazer a segurança da família. Um carro com seguranças ia logo atrás deles, o mesmo acontecia com o carro em que estava Hyoga e no que estavam os pais de Shaka e a mãe de Camus. Olhando mais adiante na estrada conseguiu avistar o carro, mas estavam um pouco distantes.
-Olha, Shaka! –Camus falou apontando o carro à frente.
-Olha, vovô, nós quase os alcançamos. –Camus ouviu Shaka dizer ao avô.
-Pois é, vamos chegar quase ao mesmo tempo no aeroporto.
Camus virou-se novamente para frente, voltando a observar o carro em que estava sua mãe, bem adiante, um pouco mais atrás estava o carro dos seguranças. Foi então que Camus se sentiu entrar em um tipo de pesadelo estranho...
Um barulho horrível, ao mesmo tempo em que o fogo tomava conta do carro e estilhaços de vidro voavam para todos os lados... O carro mais à frente... havia explodido? O carro em que estavam sua mãe e os pais de Shaka? Era como se estivesse em um filme... Sentiu um impacto quando o carro freou bruscamente, fazendo barulho e jogando seu corpo para frente... Viu o carro dos seguranças um pouco à frente também parar... Mas aquilo não fazia sentido... Nenhum... E ele continuou paralisado, apenas observando, como se estivesse esperando um espetáculo acabar... Silencioso.
Sentiu uma movimentação ao seu lado, olhou e viu seu avô empurrando Shaka e abrindo a porta do carro rapidamente... Seu pai também abriu a porta saindo do carro com rapidez. Camus nunca conseguiria definir bem a expressão no rosto do avô naquele instante... Viu Shaka segurá-lo pelo braço...
-Vovô.. o papai... a mamãe...? –Shaka falou... Sem parecer ter completa noção do que estava dizendo.
-Espere... Espere aqui com o Camus, Shaka. –disse o avô. A voz dele não estava no mesmo tom forte de sempre, falhava... E novamente Camus não conseguiu decifrar sua expressão quando o fitou... parecia um misto de determinação, de pena e de sofrimento...
E ele viu um segurança saindo do outro carro, sacando um celular do bolso e discando... Os outros seguranças saindo... Muita gente se movimentando... o espetáculo já deveria então ter acabado... mas por quê, apesar disso, ele ainda conseguia ver as chamas que envolviam o carro mais adiante? Não deveria mais estar acontecendo... Então, ele percebeu um novo movimento ao seu lado e viu Shaka abrir a porta do carro.
-Espera Shaka! –Camus se moveu pela primeira vez, segurando o primo.
-Eu quero ver o papai e a mamãe... me solta! –respondeu o outro e saiu correndo do carro. Camus abriu a porta e ouviu sirenes... olhou para trás e viu duas ambulâncias e dois carros de bombeiros chegando e parando. Procurou o primo entre aquelas pessoas correndo... Avistou-o se dirigindo ao carro que queimava... Um carro policial chegou neste momento...
-Não... isso não pode estar acontecendo de verdade... –sussurrou...
Saiu do carro para ir atrás do primo... Quando estava quase o alcançando, o viu perguntar ao avô que olhava para o carro enquanto dava ordens para um segurança:
-Vô... O que houve?
-Shaka, volte para o carro! Camus leve seu primo para o carro! –disse Jake, e saiu andando.
-Mas... –Shaka tentou contra-argumentar, indo atrás do avô, mas um bombeiro que andava apressado até o carro acabou derrubando-o sem querer.
-Shaka... –Camus puxou-o para cima pelos braços, erguendo-o. –O vovô pediu para que...
-Camus... eles morreram... Foi isso, não foi? –Shaka disse, quase caindo novamente, e Camus o olhou... Agora se dando conta realmente do que tinha acontecido, não havia como discutir... Os bombeiros já tinham apagado uma parte do fogo e não havia mais nada reconhecível no carro... Apenas cinzas e uma carcaça.
Sim... Sua mãe e seus tios tinham morrido...
Seus olhos lacrimejaram finalmente e quando fitou os de Shaka viu que transbordavam lágrimas... Abraçou-o em um impulso.
xXx
Após dois dias do acidente, ou melhor, após o assassinato, já que a explosão não havia sido acidental como descobriram um tempo depois, o enterro ocorreu. A cerimônia correu calmamente, já que era proibida a presença da imprensa, mas logo na saída do cemitério, a primeira coisa que viram foi vários flashs de câmeras, microfones e repórteres, perguntando um monte de coisas, chamando-os... Sem que soubessem exatamente como tinha acontecido, apesar dos seguranças, alguns repórteres conseguiram encurralar os dois: Camus e Shaka.
-Vocês estavam presentes quando ocorreu o acidente ou possível assassinato?
-O que têm a dizer?
Camus sentiu uma raiva enorme crescer dentro dele... Sua mãe tinha morrido... Seus tios tinham morrido... E eles falavam aquilo daquela forma, como se não se importassem... Mas Camus finalmente percebeu, cedo demais até, que eles realmente não se importavam... Eles eram apenas os herdeiros Tyrrel. Segurou a mão de Shaka, sem saber exatamente o porquê, que o olhou com os olhos vermelhos, mas que não choravam mais... Talvez as lágrimas já tivessem secado, enfim.
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Camus ainda pensava no encontro com os repórteres e não viu Milo, que vinha lendo os relatórios, totalmente alheio do que se passava a sua volta, e a catástrofe aconteceu. Camus foi tirar o casaco que estava e acabou batendo com ele nas folhas que Milo segurava. Este tentando segurá-las, apenas piorou a situação, derrubando também o copo com o café. Resultado: as folhas espalhadas pelo chão se encontravam cobertas de café, que havia derramado também por boa parte do corredor. Milo bufou irritado, guardando o MP4 no bolso e olhou para o homem a sua frente. Camus também olhou para o outro, pensando em pedir desculpas, mas os olhos deste prenderam sua atenção por um instante... e aquele rosto... Será que não o conhecia?
-Ei, você não olha por onde anda? –Milo perguntou furioso, ao ver o desastre no chão.
Camus acordou do estado de transe. Ele estava pensando em pedir desculpas, até ouvir aquilo. A culpa nem tinha sido dele afinal!
-Escute aqui: a culpa não é minha se você é desastrado. –respondeu, com toda a calma que poderia aparentar. Já não bastassem aqueles repórteres na entrada, as lembranças que assolaram sua mente, ainda teria de ouvir desaforos de um qualquer mal educado?
-Olha aqui... –começou Milo apontando o dedo ameaçadoramente para Camus. Mas parou de repente, dando um suspiro ao olhar para as folhas banhadas de café. Abaixou-se mexendo nas folhas ao chão. –Eu não tenho tempo de discutir com você. Há coisas que tenho que fazer. –falou e coçou a cabeça, bagunçando os cabelos que já eram um tanto rebeldes
O gesto chamou a atenção de Camus... Lembrava-lhe alguém... mas quem? Será que o conhecia afinal...? Mas como não se lembraria de alguém tão... irritante? Pensou mais um pouco... Não, não se lembrava... Mas... O outro se levantou, olhando-o e dizendo acusadoramente, estreitando levemente os olhos:
-Não tem jeito, vou ter que chamar alguém para limpar... –balançou a cabeça, exasperado, fazendo com que seus cabelos balançassem e continuou falando, mas Camus não estava ouvindo. Seus olhos tinham caído sobre uma tatuagem no pescoço do homem a sua frente, que aparecera com o movimento dos cabelos azuis... um animal... consegui apenas ver o final da tatuagem, que não estava oculta pela camisa, na lateral do pescoço... havia um ferrão... Juntou as coisas. Alguém irritante, desastrado, temperamental... aqueles olhos... e uma tatuagem que possivelmente seria um escorpião...? Sim, aquilo o lembrava alguém que tinha conhecido há bastante tempo atrás! Há 10 anos atrás.
-Milo...? –falou baixinho. O outro que tinha continuado o monólogo até aquele momento, parou e realmente prestou atenção ao homem a sua frente quando ouviu seu nome.
-Você me conhece? –perguntou curioso. Em seguida, olhou para o próprio peito, vendo se não estava com o crachá de identificação. Não, havia esquecido-o novamente na sala. Voltou a olhar para o estranho a sua frente e viu que ele enrubescia levemente.
-Vous... Você não vai lembrar de moi... é claro... Je... Eu... te conheci há muito tempo... na... –começou Camus meio atordoado, mas Milo sorriu e ele parou. Sim, havia lembrado... Alguém com uma aparência arrogante, todo certinho, metido a intelectual, que quando ficava nervoso ou sem saber o que fazer, se atrapalhava todo misturando as línguas francesa e inglesa... A lembrança veio clara em sua mente.
-Na França? –completou Milo, baixinho. E continuou num tom meio incrédulo: -Camus? É... É você mesmo?
Camus assentiu com um gesto, sorrindo depois de alguns segundos.
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Mu ouvia o professor ditando as coisas, mas há tempos que não estava mais prestando atenção. Lembrava-se a todo o momento do que tinha acontecido... não, não tinha acontecido realmente nada demais... Mas ele não conseguia esquecer mesmo assim.
Eu não tenho jeito mesmo, pensou, negando com a cabeça com um sorriso um pouco maroto no rosto e tentou voltar sua atenção para a aula.
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-Vous... Você –corrigiu-se –mudou muito. –disse Camus, para quebrar o silêncio que tinha se instalado.
-É, eu tinha que crescer, não é? –brincou Milo, "dando uma voltinha".
Camus ficou sem graça e não conseguiu pensar em nenhum comentário que parecesse apropriado. Milo tinha-se tornado um homem lindo, não que ele não fosse bonito quando o conhecera, mas agora... era diferente. Afinal, da última vez que o tinha visto ele era praticamente uma criança. Agora, apesar de conservar o sorriso maroto e algumas características que já tinha quando era garoto, ele era um homem. E muito bonito...
-Você também mudou. –tornou Milo, tentando quebrar o outro silêncio momentâneo.
-Nem tanto. –respondeu. Camus afastou os pensamentos que o constrangeram, repreendendo-se mentalmente, e tentou dirigi-los para coisas mais importantes e imediatas. –Eu tenho que ir depor, outro dia nós...
-Ahhh! –interrompeu Milo, triunfante, assustando o aquariano. –É claro! Como não me lembrei antes? Se bem que faz tanto tempo...
-O que foi? –perguntou o outro, curioso.
-Shaka, o seu primo! –exclamou. Como Camus continuava confuso, ele explicou: -Eu sabia que conhecia, ou já tinha conhecido, alguém com este nome... Mas espere... Os dois herdeiros Tyrrel... –foi dizendo, como que se lembrando de algo, olhando para o nada e voltou seu olhar para Camus. –Você é o outro herdeiro, certo?
-Sim, Camus Louis Tyrrel Chevalier. Prazer em conhecê-lo. –apresentou-se, ironicamente.
Milo sorriu em resposta. –Sempre há reportagens sobre vocês, mas nunca prestei atenção nos cadernos de economia e nem em colunas de fofoca. –disse, parecendo meio culpado.
-Eu entendo. –sorriu o outro, meio que automaticamente. –E de qualquer forma, dificilmente me chamam de Camus, normalmente usam meu sobrenome, Chevalier, ou me citam como "o mais velho dos herdeiros Tyrrel". Seria difícil você me reconhecer, nunca te disse meu sobrenome não é?
-Realmente. –respondeu. –Bom, não vou te atrapalhar. Espero que corra tudo bem na sala de depoimento.
-Acho que não haverá problema nenhum. É realmente melhor eu ir... Bem, até outro dia.
-Adeus. –Milo falou, ao ver o outro começar a andar, mas lembrou-se de uma coisa que sempre quis dizer se tivesse oportunidade. –Camus! –o francês voltou-se para ele. –Eu realmente queria ter me despedido, sabe, daquela vez. –disse, olhando para qualquer outro lugar que não fosse os olhos de Camus.
-É, eu também queria. –respondeu com alguma nostalgia.
-Você viu o recado que deixei? –perguntou Milo, voltando a encará-lo.
-Oui. Eu sei que não foi sua culpa. –disse, sorrindo, parecendo compreensivo.. –Preciso mesmo ir.
-Ok, tchau! Até outro dia! –viu Camus acenar e voltar a andar.
Abaixou-se e olhou novamente para as folhas sujas no chão. –Nossa, isso foi estranho. –Milo comentou para si mesmo, pensativo. Levantou-se e começou a andar atrás de algum funcionário da limpeza, para que o pobre coitado desse um jeito no pequeno desastre.
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O loiro tinha acabado de desligar a televisão... pensava no que tinha acontecido no sábado e na decisão que teria que tomar. Logo.
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Depois do passeio no parque e da chuva, ele e Mu tinham voltado para casa . No caminho, Mu tinha parado para alugar um filme para que assistissem. Acabou dormindo durante o filme. Quando acordou, percebeu que estava com a cabeça encostada no ombro de Mu e se afastou um pouco para observá-lo. Viu que este estava de olhos fechados e tornou a fechar os seus, voltando a posição anterior com medo de despertá-lo. Mas percebeu que Mu não estava dormindo quando sentiu a mão que antes estava no seu ombro acariciar a sua cabeça suavemente e ficou quieto com medo que ele se afastasse se abrisse os olhos.
Após um tempo, ele abraçou-o de leve encostando sua cabeça na sua e ouviu-o dizer:
-Não pense que não sei que você não está dormindo. –Mu disse baixinho.
O loiro apenas levantou a cabeça parecendo um pouco envergonhado, e fitou-o, sorrindo de canto quando percebeu um sorriso no rosto do outro. Mu encarou-o por um instante, ficando sério e afastando-o delicadamente.
-É melhor você ir dormir. –disse o ariano, calmamente.
O outro apenas assentiu, levantando-se, um pouco chateado na verdade, percebendo em Mu um certo medo de se aproximar dele.
oOo
Imaginava que havia um motivo para aquilo e estava disposto a descobrir. Mas para isso teria que decidir o que fazer sobre outra coisa. Tinha se lembrado de tudo. Sabia agora que era Shaka Derrick Tyrrel. E já suspeitava de quem tinha lhe seqüestrado.
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N/A:Que vergonha... Quanto tempo eu estou sem atualizar? Aceitarei os sermões que vocês quiserem me dar... U.U Mas espero que não tenham desistido da fic. -fazendo cara de cachorrinho sem dono-
Bom, aí está o capítulo. Eu sei que não dá para compensar a demora, mas eu tentei. Me deu uma crise aguda de falta de inspiração. Outro motivo foi que eu realmente não deveria ter começado a escrever a outra fic tão rápido. Três fics para atualizar embaralharam um pouco meu cérebro e deu pane no sistema. xD Mas é sério, a gente fica tentando pensar nas fics ao mesmo tempo, aí acaba não saindo nada.
Mas eu espero que vocês não sejam muito cruéis comigo e comentem. Adorei receber as reviews do último capítulo e peço que deixem reviews para esse também.
Bom, vamos as reviews:
Álefe Venuah: Cumadre! Cara, que saudadesss! Há quanto tempo que eu não falo com você lá na comu?? Espero que você volte a estar mais presente logo! Fico tão feliz que você tenha gostado, de verdade! Fiquei interessada nos livros! Bom, até logo, espero! Beijos e brigada pela review!
Virgo-chan: Madrinha querida! Que bom que você gostou da cena, Virgo. Não, o Câ, não foi seqüestrado. No próximo capítulo eu já falo o que aconteceu com o Camus. Quanto ao Kanon, eu ainda não decidi com quem ele vai ficar, mas com qualquer um dos três que ele for ficar eu já tenho uma idéia de como continuar a história. xD Madrinha, espero que você goste do capítulo! 'Brigada pela review! Beijoo!
Bruna: Bru, finalmente atualizei! xD Agora posso ler tua fic! E fico feliz que você esteja gostando da minha fic! Beijos! Obrigada pela review!
Virgo no Áries: Olá! Que bom que você gostou da cena! E quanto ao Mu, acalme-se! Ainda tem bastante tempo! xD E eu sou Mushakista, então... hhaushuahsuahus E para eu realizar a fantasia do Milo, só se ele estivesse sonhando. xD Mas quem sabe ele não sonha? xD Beijos! Brigada pelo comentário!
Litha-chan: Lithaaa! xD Eu vou tentar não surtar de novo porque você leu minha fic, ok? Rsss... Que perseguição com o Rada! xD Por que você acha isso? Quanto ao Mu, veremos... xD Eu também gosto do trio, mas para colocar eles na fic só se for como sonho! xD Mas quem sabe o Milo não sonha? xD Desculpe a demora em atualizar! Muito obrigada por ler e comentar, Litha, sério! Beijo!
Bia: Olá! °/ Obrigada, mesmo, mesmo pelos elogios! Que bom que você gostou! Fico realmente feliz! E desculpe mesmo a demora! Beijos! Brigada pelo comentário, fofa!
Só pra lembrar esta fic é dedicada a Virgo-chan e ao Shakinha também xD!
Ah, e feliz aniversário para o sorvete mais gostoso do santuário! Sim, hoje é o níver do Camus! xD
Mil beijos,
Perdão novamente,
Reviews por favorzinho!
Annie.
