Capítulo 04
"Sei que faço isso para esquecer, eu deixo a onda me acertar e o vento vai levando tudo embora" – (Vento no litoral – Legião Urbana)
.
.
.
O céu estava em um misto de azul com laranja. A beleza da aurora era o atrativo avistado da janela de Sakura. Piscou os olhos algumas vezes para se acostumar à realidade. Relances do sonho que tivera entraram em sua mente, mas com facilidade Sakura se livrou deles. Era apenas um pesadelo, mas com imagens que cutucavam feridas reais.
Levantou-se da cama, e com os pés ainda descalços, andou até o banheiro em seu quarto. Olhou seu reflexo no espelho e agradeceu por não ter olheiras. Talvez seu corpo já se acostumara ao fato de toda madrugada ter o descanso interrompido. Tomou um banho rápido e escovou os dentes. Em um movimento, puxou o cabelo para trás e o prendeu no alto da cabeça. Satisfeita com a imagem que viu no espelho, desceu as escadas até chegar à cozinha.
Silenciosamente, pegou suas chaves e uma bolsa que trouxera consigo e saiu pela porta que dava acesso à rua. Olhou para os lados, a fim de escolher qual caminho seguir primeiro. Por qualquer lado que seguisse, com certeza encontraria uma loja de conveniências ou algo do tipo. E tinha toda razão, porque após andar cinco minutos, avistara um mercado.
Quando entrou no mesmo, uma moça a saudou, e diversos olhares foram em sua direção. Estava acostumada a passar em algum lugar e as pessoas olharem-na por causa da coloração diferente de seus cabelos. Indiferente aos olhares, andou pelas secções.
Olhou para todos os produtos expostos para a venda. Analisava minuciosamente a data de vencimento e colocava o produto no carrinho. Quando chegou à secção de massas, ficou totalmente indecisa sobre qual de tantas opções escolher.
Quando passou pelo caixa, o valor ficou mais alto do que imaginou, e o volume das sacolas também. Vendo o rosto de Sakura, a caixa entregou um formulário a ela.
- Se você precisar que o mercado entregue em sua casa, sem problemas, só tem que colocar seus dados e endereço.
Sakura pediu uma caneta, e antes que pudesse colocar a data, que era o primeiro item pedido no formulário, uma voz masculina chama a sua atenção.
- Sakura? – a voz mostrou-se indecisa de início – Sakura! – chamou-a com mais certeza.
Quando olhou para trás, viu os cabelos e os olhos de Sasori. Ele vinha em sua direção, vestido formalmente, como se estivesse indo a alguma reunião. Em um raio de segundos, estava parado à sua frente, próximo o suficiente para Sakura recuar um passo para manter uma distância entre os corpos.
- O que faz aqui? – perguntou, confuso.
- Compras – olhou para algumas sacolas que estavam sobre um balcão – Se eu não me importar, Sasuke também não se importa.
- que belo companheiro foi conseguir, hein – ironizou – quer que eu a ajude? Posso levá-la – olhou sugestivamente – e as compras também – mesmo que estivesse interessado apenas em Sakura.
Sakura realmente precisava, mas não soube como responder. Seria melhor negar, e pagar a taxa que o mercado pedia. Mas sentia-se tão à vontade com Sasori, que queria aceitar. Ele parecia compreender o que ela estava passando, o quanto seria difícil passar meses sob o mesmo teto que Sasuke.
- Não se preocupe, não tenho nada para fazer agora, seria um prazer levar você – disse, assim que notou o desconforto em Sakura.
- Vestido desse jeito não me parece que está disponível – arqueou uma das sobrancelhas.
- Ah. Isso? – abriu os braços para mostrar a roupa social – estou sempre preparado para o trabalho. Se por acaso meu trabalho precisar de mim, não preciso perder meu tempo vestindo algo adequado. – olhou para Sakura e retomou o assunto anterior – Então? Vamos, ou não vamos?
- tudo bem. Já que você insiste – mordeu o lábio inferior.
Sakura entregou o formulário à moça e agradeceu, enquanto Sasori levava as sacolas para o carro. Quando ambos haviam terminado, entraram no carro e foram para casa, que não era muito longe.
Quando o carro estacionou na porta, Sasori desligou o carro e ajudou Sakura a descarregar o carro e levar as sacolas para dentro de casa. Quando colocou as mercadorias na porta, olhou para o relógio e franziu a testa.
- Pensei que não tivesse nada para fazer... – comentou.
- Na verdade, não é algo urgente. Não comparado a você se atrapalhando no mercado – riu.
- Eu? – ofendeu-se – eu estava muito bem, ok? – fingiu irritação.
- Percebi, percebi – ironizou – Sakura, eu já vou. Espero que possamos nos ver mais vezes – a voz calma e profunda.
- Tudo bem. Já te atrapalhei demais hoje. Obrigada – agradeceu.
- Espero que possamos nos ver mais vezes – sugeriu – mas não no mercado – brincou novamente.
- ok, ok! Até logo. Vá antes que você se atrase.
Com um maneio de cabeça, Sasori foi embora. Sakura fechou a porta e suspirou. Mas não foi de alívio, porque não teve tempo para se sentir assim.
- Nossa, já? – exclamou uma voz conhecida.
- já o quê? – revirou os olhos, impaciente.
- Vocês deveriam esperar um pouco antes de se relacionar tão intimamente.
- Espero que não esteja sugerindo algo que coloque meu caráter em jogo – sua voz assumiu um tom sério – e quer saber? Pense o que quiser de mim. Não devo satisfações a você.
- Não, não deve. Mas estamos dividindo o mesmo teto...
- Não pense que foi por minha vontade... – interrompeu.
- Sakura, não me importo com quem ou quantos você está saindo. Só espero que não entre em MINHA casa e tenha que me deparar com algo constrangedor. Eu não gostaria de me sentir em um prostíbulo.
Os olhos de Sakura arregalaram-se, faiscando de raiva. Cada palavra que o Uchiha proferia tinha uma dose de veneno capaz de matá-la. Mas ao contrário do que ele esperava, ela iria sobreviver.
- Sabe, Sasuke, ao contrário do que você pensa, não sou uma 'prostituta' – enfatizou – você não sabe nada sobre mim. Se você algum dia pensou me conhecer, saiba que conheceu uma parte há muito tempo enterrada.
- Pena que você não foi enterrada junto, não?
- Pena mesmo – concordou, mas não foi para provocar... Era como se concordasse mesmo com Sasuke nesse ponto.
Sasuke gostaria de saber o que realmente significava o que ela havia dito. Sakura queria... Morrer? Descartou essa possibilidade, já que, provavelmente, Sakura se livrava de uma discussão apenas concordando. Mas o assustou o fato dela ter concordado com isso… Ainda mais logo depois daquele grito aterrorizante que ouviu durante a madrugada. Bateu na porta do quarto de Sakura quando ouvira o grito, mas não obtendo resposta, desistiu e voltou para o próprio quarto. Olhou para a porta da cozinha, mas antes que pudesse ir até aquele cômodo para iniciar uma provável discussão, subiu para o próprio quarto e foi avaliar as plantas do prédio.
Assim que Sasuke voltou à cozinha, não pôde imaginar o que era aquele aroma tão delicioso que pairava por ali. Eram aromas e aromas, que se misturando, davam água na boca.
- Onde aprendeu a cozinhar assim? – perguntou.
- Moro sozinha. Tenho que saber ao menos fazer minha própria comida, não? – a voz estava desinteressada.
- Mesmo assim... Eu não esperava que cozinhasse tão bem.
Sakura ignorou aquele comentário, porque sabia que a partir dali, aquela conversa se tornaria desagradável. Olhava as panelas, colocando um pouco de água e um pouco de tempero quando necessário. Gostava tanto de cozinhar, que Sasuke não a incomodava mais. Desligou as panelas e pegou o próprio prato.
- Se você quiser comer, você que venha colocar. Não faço questão de colocar a mesa para fazer as refeições com você. Até porque, eu vou comer lá fora.
Sasuke observava Sakura colocando a própria comida. Ela parecia tão calma, mas se dirigia a ele de forma tão ríspida que era difícil de entender o que se passava pela cabeça dela. Quando ela saiu pela porta, foi colocar a própria comida. Sentou-se a mesa e levou a primeira colherada à boca. O sabor inicialmente picante, logo foi se suavizando. Sorriu. A comida parecia ter sido MESMO preparada por Sakura.
Sakura esculpia um bloco de cerejeira e ouvia uma música calma nos fones de ouvido. Os acordes da música combinavam com o humor que sentia brotar da madeira. Não sabia o que iria surgir – como a maioria das vezes que iniciava alguma escultura – mas sabia que seria algo que emanaria calma e beleza em equilíbrio. Quando esculpia, deixava seus sentidos fixos na madeira, exceto a audição, que era mais aguçada para ouvir sons externos que a inspirasse. Por esse motivo, muitas vezes usava o fone de ouvido. Não estava muito satisfeita em ouvir músicas enquanto tinha um mar inteiro à sua disposição. Deixou os fones de lado, e prestou atenção na melodia oferecida pelas ondas.
Suas mãos trabalhavam rápido. Mas assim que ouvia outro ruído além das ondas do mar, sentia-se atordoada. Talvez aquele porão com uma fraca fonte de luz fosse onde conseguiria inspiração de verdade. Lá, ninguém iria incomodá-la. Estaria totalmente protegida. E mesmo com toda a beleza da praia, não se sentia segura. Parecia que em algum momento, tudo iria escurecer e veria os olhos vermelhos novamente.
Largou a madeira e massageou as têmporas com os dedos. Talvez estivesse ficando louca. Muitas vezes as pessoas diziam que era um medo sem motivo, mas ninguém viu duas pessoas que lhe eram importantes serem parcialmente mortas na frente de seus olhos. Sakura vira isso. E pior do que isso: a culpa dessas pessoas terem morrido era totalmente dela.
- O que é isso? – perguntou, segurando o bloco de cerejeira em suas mãos – ou melhor, o que vai ser?
- Não sei – respondeu secamente.
- Como assim não sabe? – arregalou os olhos – você estraga a madeira sem nada em mente para fazer? – perguntou cético – talvez por isso que eu nunca tenha ouvido falar de você. – deixou o material sobre a mesa.
- O que você quer? – perguntou, ignorando o que o Uchiha havia dito anteriormente.
- Nada – andava pelo cômodo – só vim para conhecer seu trabalho.
- Não sabia que se interessava por esculturas – havia um leve ressentimento na voz.
- Não me interesso – respondeu rapidamente – mas eu quero saber o porquê do Jiraya fazer tanta questão que seja você.
Chegou perto da estante e notou umas peças de madeira sem forma, mas o atraiu de uma maneira incrível.
- São emoções – respondeu Sakura, para a pergunta silenciosa do Uchiha – é uma forma de descarregar o estresse – olhou novamente para a madeira em sua mesa, para constatar que ainda estava ali, levantou-se e caminhou para a estante – se você tocá-las, pode sentir a intensidade da respectiva emoção.
Sasuke hesitou antes de tocar a peça da direita. Ele sentia antes mesmo de tocar que aquela era a dor. Não esperava que fosse sentir uma dor tão intensa invadi-lo daquela forma. Colocou-a no lugar novamente e olhou para Sakura.
- Como... Você faz isso? – indagou
- Isso o que? – perguntou com uma expressão indiferente.
- Colocar emoções em um pedaço de madeira – revirou os olhos, como se fosse o óbvio, mas ainda estava maravilhado com a habilidade de Sakura.
- Já ouviu dizer que os artistas são temperamentais? – arqueou uma das sobrancelhas para Sasuke – não é uma informação falsa. Para fazer uma peça dessas, eu me concentro na emoção que quero que ela transmita e de alguma forma, esse pedaço de madeira passa a transmitir emoções.
A próxima peça era um pouco menor fisicamente, mas tinha uma emoção muito conhecida ferveu dentro de si quando a tocou. A ira. Devastadora. Geniosa. Por incrível que parecesse, era tão bela quando transmitida por um pedaço de madeira, que não parecia com aquela emoção que destruía vidas quando as consumia.
- Particularmente, eu gosto muito desta – compartilhou o toque da peça com o Uchiha – não sei por que é um pecado. Precisamos da ira. É uma forma de saber que há um coração dentro de você. Quando as pessoas magoam você, de uma forma ou de outra, você entra em contato com a raiva, e por ela, você conhece a ira. Você quer ter de volta o que tiraram de você. – pareceu uma confissão, não apenas um comentário.
- Você já sentiu raiva de alguém, ao ponto de chegar à ira? – perguntou, curioso.
- Sim – fitou os olhos de Sasuke – e me assustei. O desejo de vingança falava mais alto dentro de mim. Mas eu não podia. Eu era totalmente indefesa para fazer algo. – desviou o olhar de Sasuke. Não agüentaria ver compreensão naqueles olhos. – a ira foi a primeira emoção. Foi algo natural, não tive a intenção de colocar emoções em uma matéria-morta.
- Então você estava... Irada quando foi esculpir e de repente materializou a raiva? – arregalou os olhos.
- Eu não havia percebido. Eu compartilhava daquela emoção, então não notei que vinha da madeira. Decepcionada por não conseguir esculpir nada, fui para o meu quarto. No outro dia, fui tentar esculpir novamente, e quando toquei na madeira, eu senti a ira me consumir. Mas eu estava calma, e foi tão repentino, que coloquei novamente na mesa. Pensei que havia algo... Sobrenatural com a madeira – riu amargamente – mas lembrei o que eu senti enquanto esculpia na noite anterior. No início, não acreditei, mas depois, resolvi tentar de novo. Peguei outro pedaço de madeira e esculpi a dor. A emoção que tomou conta de mim naquela manhã, e quando vi do que era capaz, eu continuei tentando materializar minhas emoções.
- Mas acho que você não continuou. Só vejo três aqui. – colocou a ira no lugar e pegou a última peça. – pelo menos algo mais otimista.
- A alegria. Na verdade, achei que foi uma emoção que não obtive sucesso para materializá-la. Não foi uma emoção real. Foi baseada em lembranças. Há outras, mas não gosto de expô-las. Elas são mais intensas, quase reais. Mas não consigo me desfazer delas.
- Quais são? – perguntou hesitante.
- A solidão e o medo – enrijeceu o maxilar momentaneamente, para reprimir o calafrio que transpassou por seu corpo.
Sasuke estudou-a por um momento. Medo e solidão eram as últimas coisas que imaginava quando olhava para Sakura. Solidão, talvez, mas medo? Será que esse medo tinha algo relacionado com o grito que ecoou pela casa durante a noite anterior? Era algo que não se atrevia a perguntar. Ele e Sakura tão afastados poderiam se aproximar com algo tão íntimo sendo revelado. Sakura não queria se aproximar dele, e ele também não queria. Manter-se afastado dela era o melhor para ele e para ela.
Mas o que o surpreendeu, foi o fato das emoções materializadas. Emoções sombrias, revelando um sofrimento sem fim. Sasuke sabia da morte dos pais de Sakura, antes mesmo dela contar para ele. Simplesmente, ignorava qualquer informação que recebia de Sakura depois que ela foi embora. Talvez fosse esse o motivo de tanta dor, solidão e medo? Ou teria algo mais?
Perdido em seus pensamentos, não havia notado que estava sozinho, naquele lugar tão claro, mas cercado de sentimentos obscuros. O medo não estava por perto, mas seu corpo estremeceu, por imaginar o quanto Sakura deveria estar apavorada para ter feito algo que nem mesmo ela fosse capaz de chegar perto. Era errado se aproximar dela, mas queria conhecer aquela Sakura. Queria encontrar a fragilidade naquela mulher que parecia ser tão forte, queria encontrar a verdadeira força nela, e não apenas a força superficial, que era a única coisa que TODOS notavam nela. Olhou para a paisagem à sua disposição e saiu do local. Ali não significava nada sem a presença de Sakura. E tudo o que queria fazer entrava em contradição com o que deveria fazer.
Andar pela praia a acalmou tanto, que nem parecia que esteve tensa horas atrás. Mas o tempo passara rápido demais, e naquele momento, a noite fria avançava pelo dia quente que fora. A pele estava se arrepiando com a brisa fria e salgada proveniente do mar. Os trajes de banho, que comprara um dia antes de ir para Califórnia, já não eram mais roupa suficiente para que ela se sentisse confortável. Queria muito chegar em casa antes que pegasse uma pneumonia.
Mas se bem que uma pneumonia não parecia tão trágica quanto o Uchiha. Uma pneumonia poderia matá-la, mas não era isso que ela queria? Preferia isso a sofrer por algo enterrado no passado. O Uchiha estava longe de seu alcance, e tudo o que ambos compartilharam estava enterrado também. Mas por que queria sentar e contar para ele o que a deixava aflita? Mas ao mesmo tempo, só com a pequena aproximação daquela tarde, queria empurrá-lo para fora da jaula a qual estava destinada a ficar.
Quando a mão tocou na maçaneta da porta da cozinha, sentiu uma contração involuntária no estômago. Negou aquela sensação estranha e entrou. A casa parecia silenciosa demais. Talvez Sasuke tivesse saído. Estranhou Sasuke ter saído e deixado a porta destrancada. Pegou um copo sobre o balcão e colocou um pouco do suco que estava na geladeira. A tensão havia voltado. Decidira procurar Sasuke e contar tudo o que sabia para ele. Estava na hora de esclarecer tudo, e dizer toda a verdade à Sasuke. Ele tinha o direito de saber a dor que ele, mesmo que indiretamente, causara a ela.
A sala estava escura e silenciosa, mas Sakura não se importou. Subiu as escadas com cuidado e trocou de roupa no próprio quarto antes de ver se Sasuke estava no dele. O cabelo estava parcialmente arrepiado, mas não se importou. Só Sasuke importava naquele momento. As revelações que faria a ele, ou tornariam as coisas mais fáceis para os dois, ou completamente impossíveis.
Mesmo descalça, seguiu ao quarto de Sasuke. Bateu timidamente na porta, não recebendo resposta, tentou novamente, com mais determinação. Girou a maçaneta e notou que também estava destrancada. Sasuke estava dormindo. Aproximou-se da cama para ver se ele estava realmente dormindo, e para a sua surpresa, notou uma expressão tão suave no rosto dele, que não iria acordá-lo. O que tinha para dizer podia esperar. Com uma das mãos, acariciou a face tranqüila do Uchiha.
- O que você está fazendo? – um sussurro fez com que Sakura colocasse a mão no próprio coração para controlar os batimentos que se aceleraram por conta do susto.
Por incrível que pudesse parecer, a voz não era de Sasuke, mas de uma figura feminina, que estava na porta do banheiro, olhando para ela e Sasuke. A mulher estava com uma toalha enrolada no corpo, e o cabelo vermelho estava encharcado.
- Q-quem é você? – um fio de voz escapou da sua garganta – o que faz aqui? – perguntou ainda assustada com aquela presença estranha.
- Sou a noiva de Sasuke. – a voz ácida informou. E em questão de segundos, Sakura correu para fora do quarto, e logo, saiu pela porta da cozinha.
Enquanto corria pela praia, apenas com o mar e a areia para testemunhar a sua dor, olhou para o céu e notou a escuridão. Não havia estrela, não havia lua, não havia nada. Perguntou-se há quanto tempo não mergulhara em uma escuridão tão densa. Ou talvez sempre estivera, e só agora fora notar.
Mais um capítulo gente *-*
não sei nem como agradecer pelas reviews que recebi *-*
fiquei muito feliz mesmo \o
provavelmente até sexta-feira eu posto mais um, ok?
YoYo
Mayu14
' Luh-chan
Aninha3
Yuria-chan
Feer
Dayane Manfrere
Obrigada à todas vocês por terem lido e dado uma chance a uma novata em fics *-*
PS:. Quase que eu non posto hoje, pke começou a chover com direito a trovões e relâmpagos, e fiquei com medo de perder a fic de novo ;S mas promessa é dívida, e hoje respondi todas as reviews prometendo um post, então, aí está *-*
até o próximo capítulo, minna-san \o
