UNIVERSAL INVARIANTS
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Capítulo Quatro: A Pedra Conhece um Lugar Difícil
O sonho era sempre o mesmo. Ele podia sentir o mar na boca dele. Era verão, a areia quente debaixo dos joelhos dele enquanto ele e Samantha construíam um enorme castelo juntos. A praia estava cheia de outras famílias, e logo uma dúzia de crianças se juntariam a eles na construção. Mulder sabia que seus pais observavam de perto, espremidos debaixo do guarda sol deles, com uma cesta cheia de frango e soda.
Ele e Sam estavam fazendo um concurso de quem construía a torre mais alta. Mulder fez uma pilha de areia tão alta que ele perdeu a visão de sua irmã do outro lado. Apenas as risadas e insultos lançados faziam saber que ela estava lá.
Mulder prendeu a língua em concentração, mais difícil, mas rápido - tudo para vencê-la. O suor andava pelas costas dele.
Ele olhou para cima e o sol tinha sumido. A praia ficou escura.
"Samantha?" ele chamou, mas não teve resposta. Ele correu pelo castelo para encontrar a pá e o balde dela abandonados, quando ele começou a escavar. "Samantha!"
Só então ele percebeu que ela tinha ido embora com os outros. A praia estava vazia.
Mulder olhou para o oceano e então ele sabia por que eles tinham corrido. Uma enorme onda estava vindo, grande o bastante para afogar a todos.
Mulder não podia se mover. Ele observou a onda crescer mais alto, mais perto, mas os pés dele estavam presos na areia.
"Lá se vai o castelo," ele pensou.
E acordou.
Mulder piscou para o teto dele. A TV tagarelava, mas ele não virou a cabeça para olhar pra ela.
"... desaparecida desde ontem à tarde. Patty Waeleski, de 13 anos de idade, estava vindo para casa depois de sair da casa de uma amiga quando ela desapareceu. Os pais dela imediatamente ligaram para a policia quando Patty não apareceu para jantar. Patty é uma ginasta competitiva cuja família se mudou de Dayton, Ohio, então a filha deles poderia estudar com o famoso técnico de ginastas David Matlock. Matlock já treinou seis medalistas de ouro olímpico dos Estados Unidos, e recentemente declarou que Patty poderia ser a favorita para vencer as principais categorias em Atlanta, para 1996. Enquanto ninguém confirma um seqüestro, a policia diz que o FBI foi chamado para dar consulta a este caso."
Mulder piscou novamente, deitado como um homem morto. Um momento depois o telefone dele começou a tocar.
Scully parou no cubículo dela para checar e-mails antes de descer para o porão. O telefone dela tocou ao que ela se logou, e era o Chefe Blevins na outra linha.
"Agente Scully, eu poderia vê-la no meu escritório agora, por favor?"
"Certamente," Scully replicou, enquanto interiormente ela estava com vontade de ser grossa. As freqüentes viagens ao escritório do chefe tinham lhe parecido excitantes à primeira vista, uma saída mais rápida para o topo; agora ela não desejava nada além do que começar pelo andar debaixo.
"Queria me ver, senhor?" Scully perguntou enquanto entrava.
Blevins a observou movimentar-se pela sala. Scully olhou ao redor procurando o homem com os cigarros. Ele não estava presente, mas o nariz dela lhe disse que ele havia estado lá recentemente.
Scully tomou a cadeira habitual em frente à Blevins. Ele estava assinando alguns papéis e não havia dado a ela sua inteira atenção. Scully dobrou as mãos e esperou.
"Agente Mulder não estará com você hoje," ele disse afinal. E olhou para cima. "Possivelmente nem pela semana inteira."
"Perdão?"
"Ele está for a dos Arquivos X no momento. Apenas uma recolocação temporária."
"O que - o que eu supostamente teria que fazer?"
Ele perscrutou pela beirada dos óculos à ela. "É do meu conhecimento que você e o Agente Mulder desfrutaram recentemente uma curta estadia à Scottsbluff, Nebraska."
Scully sentiu as bochechas ficarem vermelhas. "Senhor, sobre aquilo -"
"Eu vou aguardar mais um pouco para ler tudo sobre isso em seu relatório." Ele voltou ao trabalho dele, dispensando-a.
Scully se empurrou da cadeira. "Senhor?"
Ele olhou para ela novamente. "Sim?"
"A garota que sumiu ontem. Esse é o caso ao qual Mulder foi designado, não é?"
"Sim." Ele colocou a caneta dele de lado. "Sim, é."
Scully concordou "Escolha dele?"
"E isso importa?" Blevins se encostou contra a cadeira dele e a considerou. "Agente Mulder requeriu que os Arquivos X pudessem ser reabertos e nomeados a ele, e nós garantimos esse pedido. Em retribuição, ele concordou em nos ajudar de tempos em tempos em casos de natureza mais terrestre."
"Eu entendo." Ela se virou para ir.
"As crianças, Agente Scully. Ele sempre vem pelas crianças."
"Mas é claro que sim." Os olhos deles se encontraram, e Blevins deu a ela sorriso tenso.
"Eu espero seu relatório em breve, então."
Somente quando ela havia retornado à mesa dela que ocorreu à Scully imaginar como exatamente Blevins sabia sobre a viagem deles à Scottsbluff.
O exercito da Imprensa estava acampado ao redor da vizinhança dos Waeleski quando Mulder chegou. Ele mostrou sua ID ao oficial uniformizado em guarda, que então o deixou entrar para chegar até a detetive no comando do caso.
"Ava Prescott," ela disse como forma de introdução ela tinha um leve buraco entre os dentes da frente e usava o cabelo escuro dela com um nó amarrado detrás da cabeça. "Obrigada por vir"
"Alguma coisa até agora?" Mulder perguntou.
"Nada. A amiga dela, Sandra Alder disse que Patty saiu cedo depois do almoço, direto para casa. Ela estava pegando o ônibus que cruza a cidade, mas nós falamos com o motorista e ele disse que ela nunca entrou nele. Ninguém a viu ou ouviu falar de Patty desde então."
"Alguma chance dela ter fugido?"
"Os pais dizem que não. Barbara e Tom. Eles estão na sala de estar arrancando os cabelos. A amiga dela, Sandra, está lá também. Ela disse que Patty estava de bom humor quando ela saiu, e ela nunca mencionou fugir de casa. Ela no entanto, pegou emprestado dez dólares."
"Ela disse para o que era?"
"Não. Prometeu pagar na Quinta-feira, então esse é um outro ponto contra a teoria de fuga."
Mulder concordou. "Okay, eu gostaria de falar com os pais." A Detetive Prescott o guiou até a sala de estar, onde Barbara Waeleski estava com um Segundo detetive enquanto o marido dela Tom andava pelo carpete azul.
"Sr. e Sra. Waeleski?" Prescott disse. "Eu gostaria de apresentar o Agente Especial Fox Mulder do FBI. Ele precisa fazer algumas perguntas sobre Patty."
A mão de Barbara balançou ao que ela tocava de leve os olhos com um tecido. "Eu conheço você," ela disse a Mulder. "Você encontrou o homem que matou o pequeno garoto dos Plecker ano passado."
"Sim, senhora."
"É por isso que ele está aqui?" Tom exigiu das Detetive Prescott. "Você acha que Patty está morta?"
"De maneira alguma, senhor," Mulder disse. "Eu já trabalhei em vários casos de crianças desaparecidas no passado, e eu só estou aqui apenas para dar uma outra perspectiva."
"Você as encontrou vivas?" Barbara perguntou.
"Eu começo cada caso com a expectativa de encontrá-las vivas," Mulder disse a ela. Esperava que fosse mais assim, mas ele não estava pronto para admitir para esses dois pais loucos de dor. "A Detetive Prescott me contou que vocês falaram pela ultima vez com Patty no domingo de manhã?"
"Na igreja," Barbara confirmou. "Ela perguntou se ela podia ir para casa com Sandra para almoçar. Nós dissemos que tudo bem, contanto que ela estivesse em casa a tempo de fazer o dever de casa."
" Patty ficava fora freqüentemente?"
"Normalmente não," a mãe dela replicou.
"Patty é um pouco sonhadora," Tom disse. "Algumas vezes ela fica com a cabeça dela nas nuvens e perde a noção do tempo. Mas ela é uma boa garota."
"Ela vem tendo algum problema na escola ultimamente?"
"Não que eu saiba," disse Barbara. "As notas dela são boas. A professora de álgebra reclamou algumas vezes sobre a quantidade de tempo que ela passa treinando, mas ela só não entende como isso é. Isso não é nenhum programa extra curricular de esporte que Patty está - ela está treinando para as Olimpíadas."
"Problemas com amigos?"
"Patty não tem muitos amigos íntimos," Barbara disse, soando lamentosa. "Ela não tem tempo para isso. Esse é o porque de nós dizermos que ela podia ir para a casa de Sandra por algumas horas."
"E problemas aqui em casa?"
Tom estreitou os olhos para Mulder. "O que isso quer dizer?"
"Eu só quis dize,Patty já deu a você algum problema?"
"O inferno que é isso que você quis dizer. Eu sei como isso funciona. Eu assisto televisão. Uma criança some, e os pais são automaticamente os responsáveis, certo?"
"Sr. Waeleski, por favor," disse a Detetive Prescott.
"E você é?" Mulder perguntou quase ao mesmo tempo.
"Eu sou o que?" grunhiu Tom.
"Você é responsável pelo desaparecimento de Patty?"
Tom fez um barulho inumano e correu para mulder. Um policial uniformizado o segurou. "Como você se atreve? Como você se atreve a vir a minha casa com a minha garotinha desaparecida e dizer que eu tive alguma coisa haver com isso!"
Barbara parecia que estava para vomitar. "Nós nunca machucaríamos Patty," Ela sussurrou. "Deus, nós nem ao menos batemos nela alguma vez."
"Eu sei que as perguntas são horríveis," Mulder disse, "mas nós temos que pergunta-las."
"Vai pro inferno," Tom respondeu.
"Me deixe ser honesto com você," disse Mulder. "Eu não estou aqui para pintar vocês como monstros. Mas é preferível que Patty tenha fugido. Fica sendo mais provável que ela está a salvo neste momento e nós possamos encontrá-la rapidamente. Então tudo o que eu estou tentando fazer é determinar se existia *alguma coisa* que talvez fizesse Patty sair por aí por si mesma."
"Eu – eu estou tentando pensar." Barbara parecia apavorada. Tom ainda aparentava ainda estar zangado. "Patty não argumentava conosco muito. Ela estava realmente raramente em algum problema."
"Quando foi a ultima vez?" Mulder perguntou.
"A ultima vez que ela esteve em algum problema?" Barbara se sentou reta, tentando se focar. "Três meses atrás eu acho. Ela estava implicando com o irmão dela no quintal, subindo nas arvores. Ela sabe que ela não pode subir nas arvores. Ela escorregou e deslocou o pulso dela. Eu atrasei os treinos dela por semanas.."
"Você a puniu?"
"Nós pensamos sobre isso, mas depois da bronca que ela levou do Treinador Matlock, nós não achamos que devíamos dizer alguma coisa mais."
Mulder concordou. "Okay. Eu gostaria de dar uma olhada no quarto de Patty agora, se isso estiver bem."
"Porque?" Tom exigiu. "Você acha que nós estamos escondendo alguma coisa lá em cima?"
"Só olhar por aí. Eu estou tentando ter uma idéia de quem Patty é. Vai nos ajudar a entender o que aconteceu com ela."
"Tom, fique calmo," Barbara disse. "Mas é claro que você pode olhar. É lá em cima, no final do corredor."
Mulder caminhou silenciosamente pela atapetada escada e caminhou pelo corredor. A porta de Patty estava fechada. Ela havia pendurou uma placa de pare em frente com uma mensagem especial embaixo dela: "Isso quer dizer você, Tommy."
Mulder abriu a porta, encontrando um garotinho lá dentro, que estava deitado na cama. O garoto parecia ter seis anos de idade, e ele tinha um boneco do Snoopy em um abraço apertado. "Você deve ser o Tommy," Mulder disse.
O garoto concordou. "Você é a policia?"
"FBI," Mulder disse , mostrando a ele sua identidade. Tommy estudou e entregou de volta. "Eu estou ajudando a policia a procurar por Patty."
Mulder olhou ao redor do quarto branco e rosa. Uma parede inteira era dedicada aos troféus de ginástica e medalhas. Na mesa estavam dois cadernos usadas, cada um coberto de adesivos. Em um estava escrito. "História" na capa, e no outro etiquetado "Inglês"
Mulder pegou um porta retrato de Patty com um terrier preto. O cabelo louro de Patty estava balançando com o vento e ela estava rindo ao que o cachorro lambia o rosto dela.
"Esse é o Sr Pickles," Tommy explicou. "Ele morreu ano passado."
Tommy observou Mulder olhar o quarto por algo mais. "Ela não está aqui," ele disse eventualmente. "Você deveria procurar em algum outro lugar."
"Eu não estou procurando por Patty aqui," Mulder respondeu. "Eu estou tentando ver o que ela estava fazendo antes de sumir."
"Ela estava na igreja."
"Você estava na igreja também?" Tommy concordou. " Patty disse a você aonde ela ia depois da igreja?"
"Ela estava indo à casa da Sandra"
"E depois disso?" Tommy encolheu os ombros. Mulder examinou a enorme coleção de CD´s de Patty. "Sua irmã gosta de ouvir musica, huh?"
"O tempo todo. Mamãe e Papai gritam com ela quando ela toca muito alto."
"Eles gritam com ela muito?"
"Mmm, não o tempo todo. Na maior parte do tempo eles gritam comigo."
"Yeah, meus pais gritavam comigo também. Minha irmã escolhia brigar, mas eu sempre seria quem entrava em problemas. Isso acontece com você?"
"Oh, yeah. Nada nunca é culpa da Patty. Uma vez ela pegou o perfume da mamãe e derrubou, mas eu que fiquei de castigo. Ela disse que eu derrubei com a minha bola."
"E o tempo que vocês estavam subindo nas arvores no quintal?"
"Huh?"
"Quando Patty machucou o braço dela?"
O pequeno rosto de Tommy ficou branco e ele colocou Snoopy no colo dele. "Oh, yeah. Aquilo foi feio."
Mulder sentou ao lado das coisas de Patty e ajoelhou-se na frente do garoto. "Você pode me contar sobre aquele dia?"
"Eu não sei."
"Patty estava subindo uma arvore com você?"
"Eu acho." Ele abaixou os olhos e começou a balançar um pé para frente e para trás.
"Onde sua mãe estava quando aconteceu?"
"Mamãe tinha saído. Stephanie estava me olhando."
"Stephanie é a sua babá?" Mulder adivinhou.
"Uh huh. Ela estava falando no telefone com o namorado dela quando a Patty chegou da escola."
"E foi aí que vocês decidiram subir em uma arvore juntos?"
Tommy mordeu o lábio dele.
Mulder hesitou e então chegou mais perto. "Sabe, minha irmã e eu costumávamos ter segredos juntos. Eu contaria a ela coisas que eu não queria que nossos pais soubessem."
"Ela fofocava pra eles?"
"Não," Mulder disse solenemente.
"Ser fofoqueiro é a pior coisa."
"É sim," Mulder concordou. "Mas você sabia que é só se você fofocar para os seus pais. Se você disser para outra pessoa, então está tudo bem."
Tommy considerou essa nova informação. "Eu não acho."
Mulder tentou uma nova tática. "E se eu adivinhar o segredo?" ele disse. "E você me conta se eu estou certo."
"Bem... okay."
"Eu acho que talvez Patty empurrou você, e você empurrou ela de volta e ela caiu. E foi assim que ela machucou o braço dela."
"Errado!"
Mulder fingiu pensar. "Eu acho que vocês nunca ficaram subindo nas árvores. Isso está certo?"
"Uma parte. Eu estava subindo numa árvore."
"Mas Patty não estava?" Tommy balançou a cabeça. O pulso de Mulder começou a andar rápido. "Patty já estava machucada quando ela chegou da escola?"
Tommy concordou. "Ela estava chorando."
"Ela contou o que aconteceu?"
"Ela disse que ela caiu na escola. Ela disse que mamãe e papai iam matar ela."
"E foi quando você inventou a historia da arvore?"
"Yeah."
Mulder tocou o joelho do garoto. "Obrigado por partilhar o segredo comigo."
"Você vai encontrar a Patty agora?"
"Com certeza eu estou indo tentar."
Detetive Prescott colocou a cabeça dela no quarto. "Aí está você," ela disse para Tommy. "Seus pais estão procurando por você. Eu acho que o almoço está pronto lá embaixo."
Tommy pulou da cama com Snoopy enquanto Prescott se juntava a Mulder no meio do quarto. "Encontrou alguma coisa?"
"Ela mentiu sobre o machucado," Mulder replicou. Ele relatou o que Tommy contou a ele.
"Então o que você acha que aconteceu?" Prescott disse.
"Maldição se eu soubesse. Mas eu aposto que o machucado não foi de uma queda." Ele pegou um dos cadernos dela e virou as paginas. Patty tinha escrito, "Sra. Tricia Yearling" em uma almofada, e escreveu várias vezes. Mulder mostrou a Prescott.
"Yeah, nós vimos isso. Evan Yearling é um garoto da sala dela. Sandra disse que todas as garotas são apaixonadas por ele. Nós investigamos mas ele estava jogando em uma liga de futebol na hora em que Patty sumiu."
Mulder olhou para a letra redonda. "Ela escreveu o nome dela como Tricia, não Patty."
"Tentando ter uma nova identidade, talvez? Quando eu tinha treze anos eu queria que meus amigos me chamassem de Jezebel."
Mulder deu uma olhada para ela, Prescott encolheu os ombros.
"Eu olharia essas garotas mais velhas com as maquiagens delas e vestidos apertados, e minha mãe diria 'Ela é uma Jezebel' parecia bom pra mim!"
Mulder sorriu e continuou a passar as páginas do caderno. "Bem, ao menos isso sugere que Patty não estava inteiramente confortável na caixa que ela estava presa. Isso é alguma coisa."
As páginas estavam cheias de notas sobre historia Americana. Nas margens, Patty desenhou corações e flores. Ela também gostava de pegar os nomes e mudar as letras para parecerem outra coisa.
BENEDICT ARNOLD se tornou DARN NOBLE EDICT.
"Espera, olha isso," Mulder disse. No meio da Revolução Americana, Patty parou as notas dela para escrever, "Eu odeio ela. Eu odeio ela. Eu odeio ela.."
A pequena impressão ia até o topo da pagina.
"Isso é ruim," Prescott observou.
"É bem na época em que Patty machucou o pulso dela. Eu imagino de quem ela estava falando."
"Eu posso olhar de novo com Sandra. Talvez ela saiba."
"Você faz isso." Mulder fechou o caderno num estalo.
"O que, você não está vindo?"
"Não, eu vou às compras. Eu quero ver o que dá pra comprar com dez dólares no ponto de ônibus."
Mulder saiu da casa, não se importando em fazer contato visual com a imprensa ao que ele andava pelo gramado até o carro dele. "Mulder," chamou uma voz. A única a chamá-lo pelo nome.
Mulder cometeu o erro de olhar pelo ombro. O namorado de Scully caçando ele com uma mulher com uma câmera a reboque. "Hey, Alan."
"Ethan," o cara corrigiu. "Eu sei que nós não fomos formalmente apresentados. Você está trabalhando nesse caso?"
"Isso mesmo, então é melhor eu ir trabalhar." Mulder não tinha parado de caminhar.
"Eu achei que você não fizesse mais esse tipo de trabalho. Ou tem algum angulo paranormal por aqui que nós não estamos sabendo?"
"Eu não sei o que você ouviu, mas esse é o tipo de coisa com a qual eu trabalho todos os dias. eu resolvo crimes para o FBI."
"E isso é o que é? Um crime?"
Merda, Mulder pensou, repreendendo a si mesmo por até mesmo ter começado a conversa. "Sem comentários." Ele abriu a porta do carro dele.
"Vamos lá, Agente Mulder. Nós estamos do mesmo lado aqui. Nós só estamos tentando ajudar a achar a garota."
"Você quer ajudar? Você aponta essa coisa para a foto e tenha certeza de que todos no país saibam como Patty é."
"Nós já fizemos isso."
"Façam de novo." Mulder bateu a porta atrás dele.
Mulder começou a busca dele na parada de ônibus onde Patty teria subido no ônibus no Domingo à tarde. E era uma viagem que ela já havia feito anteriormente, então Patty devia conhecer a área.
Ele olhou para cima e para baixo pela rua movimentada. Havia um comercio de comida em uma esquina e uma loja de roupas na outra. Ele foi a direção da loja de roupas.
Os manequins na janela vestiam vestidos apertados em cores brilhantes do verão. Mulder se lembrou do que Prescott contou a ele sobre Jezebel e se enfiou para dentro.
Ele mostrou a fotografia de Patty por todo lado mas ninguém se lembrava de vê-la no domingo.
"Não há nada aqui que você possa comprar com dez dólares," a balconista disse, cheia de desdém.
Mulder continuou pela rua abaixo. Ele tentou a loja de doces e uma livraria de quadrinhos, mas ninguém falou em ter visto Patty. Numa encruzilhada, Mulder considerou suas opções. De um lado tinha uma rua que dava direto para o parque. Era possível que Patty tivesse ido lá subir em árvores sozinha.
Na outra direção, Mulder viu uma enorme loja de CDs. Ele se lembrou da coleção de Patty. "Pagando por porcaria," ele disse para si mesmo ao que ele começou a correr.
Dentro da loja, uma musica grunge vociferava pelos alto-falantes. Caixas de CDs se acumulavam no lugar, com várias caixas de demonstração presas nas paredes. Os clientes eram escassos. Mulder espiou alguns garotos em idade escolar olhando a seção de musica dos anos 80.
"Posso ajudar você?" Um careca, e pesado homem vestindo uma desbotada camisa do Metallica disse por detrás do balcão.
"Você é o dono?" Mulder perguntou.
"Stanley Manning," o homem respondeu. "Quem quer saber?"
Mulder mostrou sua ID. "Você estava trabalhando ontem à tarde?"
"Eu trabalho todo Domingo à tarde."
"Você viu essa garota entrar aqui dentro? Talvez pelas duas horas?" Mulder deslizou a foto de Patty pelo balcão de vidro.
"Você sabe quantos garotos entram aqui nos fins de semana?" Manning respondeu. "É um zoológico para eles." Ele olhou para a foto. "Ela é uma gracinha. Essa é a garota que está desaparecida, certo?"
"O nome dela é Patty Waeleski. Ela estava vestindo jeans e uma camiseta azul listrada."
Manning balançou a cabeça dele. "Eu não me lembro dela. Sinto muito."
"Pense com força." Mulder tinha quase certeza de que a garota tinha estado lá.. "Ela gosta dos Beatles. E também do Nirvana."
"Me desculpe," Manning disse, estendendo as mãos. "Eu posso mostrar a foto dela para o Brian. Ele estava aqui no domingo. Quem sabe ele se lembre de alguma coisa."
"Faça isso." Mulder caminhou pela loja enquanto Manning entrou em busca de Brian. Ele encontrou uma seção dos Beatles ficou passando pelos CDs.
Você esteve aqui, ele pensou. Eu posso sentir.
Dez dólares certamente podiam comprar um CD usado. Mulder olhou em volta e enxergou uma câmera de segurança no canto.
"Brian também não se lembra," Manning disse enquanto retornava. "Como eu te disse, esse lugar fica uma loucura nos fins de semana."
"Eu estou vendo que você tem câmeras de segurança. Tem alguma chance de eu poder ver a fita?"
"A fita? Claro. Só aquela ali está funcionando agora. Eu querendo colocar a outra no lugar, mas eu não conseguido tempo pra fazer isso."
O coração de Mulder saltou. A câmera que estava funcionando era a que apontava para a seção dos Beatles. "Por favor, eu gostaria de ver o que você gravou ontem lá pelas duas da tarde."
"Eu vou fazer isso. Vamos lá pra dentro."
Manning mandou Brian ir olhar a loja enquanto ele espanava um velho vídeo cassete. Ele rebobinou a fita, ficando de olho no contador. "Deve ser mais ou menos aqui," ele disse, apertando o play.
Como se fosse mágica, Patty Waeleski apareceu na tela. Mulder sentiu o ar ser tirado dele.
"Bem, eu sou um tonto," Manning disse. "Aquela é ela, não é?"
Os dois homens assistiram ao que Patty passava pela seção. Ela fez uma seleção e colocou debaixo do braço ao que ela continuava procurando. As horas na tela marcavam duas e dezessete.
Quando eram duas e vinte, Patty virou para olhar para trás dela. "Alguém a chamou?" Manning perguntou.
"Eu não sei."
Patty caminhou pra fora da tela em direção a seja lá o que fosse que houvesse chamado a atenção dela. Ela nunca voltou.
"Santa Maria," Manning disse.
"Ela saiu com aquele CD?" Mulder perguntou.
"Deixe-me ver. Brian," ele gritou. "Descobre se a gente vendeu algum CD dos Beatles depois das duas e vinte ontem!"
"Só um segundo," Brian gritou de volta.
"Agora!"
"Eu vou precisar levar essa fita comigo," Mulder disse.
"Claro, claro." Suor caiu no lábio de Manning. "Você acha que seja lá quem for que levou a pegou na minha loja?"
"Eu acho que é uma possibilidade."
Brian colocou a cabeça dele na sala. "Nenhum CD dos Beatles foi vendido ontem, nenhum," ele disse a eles.
Manning benzeu a si mesmo. "Santo Jesus."
Scully estava fatiando um tomate quando ela ouviu a porta se abrir. "Eu estou aqui," ela chamou. Com Mulder fora, ela chegava primeiro que Ethan em casa, com tempo para gastar. Ela já tinha vestido um short e uma camiseta, e colocado o cabelo dela acima da nuca.
"Hey," Ethan cumprimentou ela. Ele sentou em uma cadeira perto da mesa.
"Você parece cansado," ela disse. "Longo dia?"
"Você poderia dizer isso." Ele esfregou o rosto com as duas mãos. "Você está em casa espantosamente cedo."
"Mulder foi temporariamente deslocado, então eu passo o dia inteiro preenchendo papelada."
"É bom ter você em casa pra jantar, pra variar."
"Ethan..." Ela se virou. "Por favor não comece."
"Quem está começando?" Ele se levantou e se juntou a ela no balcão. "Parece bom."
"Está tão quente lá fora, eu pensei que nós podíamos comer uma comida mais leve hoje à noite. Um pouco de frango com salada."
"Mmmm, soa perfeito." Ele envolveu os braços em volta dela e beijou o rosto dela. "Eu já te disse o quanto eu amo essa roupa?"
Scully riu e passou as mãos no cabelo dele. "Eu acabei de comprar."
"Então é um novo amor." As mãos dele se enfiaram embaixo da camiseta dela.
"Agora você definitivamente está começando alguma coisa," Scully disse.
Os ágeis dedos dele abriram o fecho do short jeans dela.
Os mamilos de Scully endureceram debaixo da camiseta dela. "Dana," ele disse. "Faz um século."
"Uma semana," ela disse, a cabeça dela se afastando. Ela colocou a mão dela coxa dele ao que ele começou uma lenta caricia contra ela.
"Um século," ele suspirou perto da orelha dela. As mãos dele encontraram os seios dela, e o jantar estava esquecido.
Mais tarde, nus na cama, ele descobriu oito padrões diferentes na barriga dela. "Se sentindo melhor?" ela perguntou sonolenta.
"Mmm, bastante." Ele beijou a testa dela. "E você? Volta aos mutantes amanhã?"
"Eu não sei. Depende de Mulder. Ele está trabalhando no caso Waeleski."
"Caso difícil," Ethan disse, continuando as carícias.
"O pior."
Ethan se aconchegou a ela. "Você tem sorte, sabia. Nós temos um ao outro para manter as coisas normais. Quem é que Mulder tem?"
"Mulder está bem," ela replicou. "Ele tem amigos."
"Sério? Quem?"
Scully não tinha resposta. "Ele joga basquete nos fins de semana," ela disse
"Eu acho que ele extravasa desse jeito."
"E ele é bom?"
Scully virou a cabeça dela no travesseiro para olhar pra ele. "Eu nunca o vi jogar. Por que?"
"Só curiosidade."
Scully saiu da cama. "Eu estou indo tomar banho. Você termina o jantar."
"Aw..."
"Hey, eu estava lá pra fazer. Foi você quem começou a ter outras idéias."
"Eu? E você?" Ele deitou e começou um falsete sem fôlego, e apertou o peito dele. "Oh, Ethan. Sim! Sim!"
Scully colocou a cabeça dela pela porta. "O que eu não te contei é que eu estava fantasiando sobre aquele frango o tempo todo."
Ethan jogou um travesseiro nela. "Isso foi frio, mulher. Frio!" Mas ele se levantou para terminar a salada.
Eles estavam acabando de jantar quando o telefone tocou. Ethan atendeu. "Você viu o a edição do JLA?" Melinda perguntou.
"Não, o que eles conseguiram?"
"Uma exclusiva com os pais. Ninguém está usando a palavra seqüestro ainda mas todos os sinais estão lá. Eu falei com a Kimmy do Distrito. Ela disse que talvez tenha havido alguma novidade no caso, mas ela não sabe o que é. Precisa estar por dentro da base e toda aquela porcaria."
"Droga."
"Yeah, bem, Kruetzer quer saber qual vai ser o nosso angulo. O que eu devo dizer a ele?"
"Diga a ele que eu estou nisso."
"Eu estava pensando que nós podíamos alugar um filme.," Scully disse quando ele reapareceu na cozinha.
"Eu amaria, mas eu não posso. Era a Melinda. Nós temos que editar algumas fitas hoje á noite."
Scully estava presa segurando a louça. "Você tem que ir agora?"
"Yep." Ele a beijou na bochecha. "Não me espere acordada."
Apesar da escuridão, a cidade queimava. O calor radiava dos prédios e na quadra de basquete. Mulder, com sua camiseta dos Knicks empapada de suor, tomou alguns lances livres da linha. Todo mundo tinha tido o bom senso de ficar lá dentro com o ar condicionado.
Bem, quase todo mundo. Mulder congelou no meio de seu lance ao que ele observou uma figura se esgueirando perto da cerca. Descoberto, o homem caminhou até a luz. Mulder retornou sua atenção ao basquete e jogou a bola dentro da rede.
"Você está me seguindo?" ele perguntou.
"Eu estou seguindo a estória," Ethan respondeu. Ele recuperou a bola de Mulder e a jogou de volta pra ele.
"Eu não sou a estória." Mulder deu outro lance.
"Eu acho que você é." Novamente, Ethan retornou a bola.
"Você é um super astro, certo? O Michael Jordan dos profilers? Eles devem ter te colocado lá por um motivo."
"Uma garotinha sumiu. Isso é um bom motivo."
"Muitas teorias estão rolando por aí sobre o que pode ter acontecido com ela."
Mulder fez outra cesta. "Yeah?"
"Você tem uma favorita?"
"Se eu tivesse, eu certamente não te contaria."
"Vamos lá, Mulder. Nós podemos trabalhar juntos nisso."
"Eu trabalho sozinho."
"Você trabalha com Dana," Ethan disse.
Mulder ficou parado com a bola na mão. "Deixe ela for a disso." Ele errou a próxima jogada. Ethan pegou a bola e a segurou. Mulder inclinou a cabeça. "O que eu quero saber é, o que você pensa que você pode fazer pra me ajudar."
Ethan jogou a bola pra ele. "Eu tenho feito algum dever de casa. O Caso Gramercy três anos atrás, você usou a imprensa pra se comunicar com o assassino."
"Você está assumindo que nós temos um assassino desta vez."
"Você não está assumindo isso?"
"Eu nunca assumo nada." Mulder retornou a seus lances livres.
"As pessoas dizem coisas pra imprensa ," Ethan persistiu. "Coisas que elas não contam a gente com distintivos."
Isso pegou a atenção de Mulder. "Você sabe de alguma coisa?"
"Talvez. Nós temos um acordo?"
"Eu não faço acordos. Se você sabe algo que poderia ajudar a trazer aquela garotinha de volta para casa e você está escondendo, eu arrasto a sua bunda pra uma cadeia."
"Whoa, calma. Eu não sei de nada , eu juro." Mulder deu a ele um olhar duro. "Mas eu posso encontrar alguma coisa por aí. Se eu encontrasse, eu partilharia com você."
"Em troca de que?"
"Nada. Talvez um pouco de consideração afinal de contas." Mulder ignorou ele, então Ethan segurou a bola novamente. "Aqui, considere isso uma dica grátis. Eu não estou dizendo que isso tem alguma coisa haver com o caso, , okay? Mas eu fiz uma reportagem sobre o Técnico Matlock para as ultimas Olimpíadas. Ele conduz aquelas crianças com dureza. De verdade. Eu juro que ele não hesitaria em colocar um deles contra o outro se ele achar que isso iria torná-las mais competitivas."
"Interessante." Mulder manteve a voz neutra. Ele caminhou pra fora da quadra e pegou uma garrafa de água. Ethan o seguiu.
"Eu também ouvi que tem uma pista nova no caso," Ethan disse. Mulder não disse nada. "Olha, você sabe que eu vou acabar descobrindo eventualmente."
"Então vai descobrir."
Ethan balançou a cabeça "Tudo bem. eu só estou tentando manter as linhas de comunicação abertas, sabia?"
"E eu aprecio muito isso," Mulder disse, erguendo a garrafa de água numa saudação falsa. Ethan começou a ir embora. "Hey!" Mulder o chamou e Ethan se virou. "Porque você quer tanto saber desse caso, de qualquer forma?"
"Talvez pegue atenção nacional. Talvez porque poderia ser meu grande furo." Ethan parou para chutar uma pedra."Talvez eu também tenha uma irmãzinha."
Ele chutou uma pedra no parque e saiu sem dizer adeus.
Curiosidade levou Scully ao porão na manhã seguinte. Ela não estava esperando encontrar Mulder, mas a porta estava aberta e ele estava lá. Ele estava com a TV ligada e os pés em cima da mesa.
"Oi," ela disse. "Eu não tinha certeza de que você estaria aqui."
"Só pescando as coisas pro seu namorado?"
"Perdão?"
"Ethan me fez uma visitinha ontem á noite na quadra de basquete. Ele tentou arranjar um acordo. Eu pegou o cara mau e ele consegue a estória."
"Ethan falou com você?" Ela ainda não podia acreditar. "Ele nunca disse nada pra mim."
"Ah, eu tenho certeza," Mulder concordou. "Ele só descobriu magicamente onde podia me encontrar."
Scully se encolheu à reprimenda. "Eu falo com ele."
Mulder balançou a mão. "Não se incomode. Eu posso lidar com isso."
Scully abriu a boca e fechou novamente. Se era desse jeito que ele queria jogar, muito bem. "O que você está vendo?" ela perguntou
Mulder bateu o controle do vídeo contra a coxa mas não respondeu.
"Mulder?"
"Eu estou tentando decidir o quanto eu posso contar a você."
"Tudo bem. Esqueça que eu perguntei." Ela se virou nos saltos dela para ir embora.
"É o vídeo de uma câmera de segurança de Patty Waeleski, filmado no dia que ela desapareceu," Mulder disse, fazendo-a parar. Scully caminhou de volta assim ela podia ver a TV. Mulder apertou "play."
Juntos eles assistiram Patty fazer a seleção de Beatles dela e caminhar pra longe da câmera.
"Viu? É como se alguém tivesse chamado o nome dela," Mulder disse.
"Não um amigo, entretanto."
"O que te faz dizer isso?"
"Ela não parece feliz em ver a pessoa."
"Huh." Mulder se sentou direito. "É um bom ponto de vista." O telefone dele tocou e ele tateou por ele com uma mão. "Mulder. Yeah. Okay. Dizer o que? Tudo bem, eu vou estar aí assim que eu puder."
Scully levantou as sobrancelhas dela em uma pergunta silenciosa ao que Mulder desligou o telefone. "O gerente da loja de CD tem um histórico de agressão sexual contra uma garota adolescente," ele explicou. "Eles o estão levando para interrogatório."
"Ele a pegaria na própria loja dele?"
Mulder encolheu os ombros. "Eu tenho que correr. Te vejo depois."
Scully foi deixada olhando a imagem congelada de Patty Waeleski ao que ela se preparava para sair para longe da tela para o desconhecido.
"Yeah," Scully disse para a sala vazia. "Te vejo depois."
Ela achou Ethan escada abaixo, no estudio de produção. "Eu preciso falar com você," ela disse . Melinda a olhou cautelosamente.
"Dana, querida, eu não posso falar com você agora. Nós estamos terminando esse pedaço pra hoje á noite. Vamos falar em casa,okay?"
Scully olhou pra cima e viu Mulder na pequena tela . "Ou nós falamos agora, ou eu não estarei em casa quando você chegar lá."
Melinda estremeceu. Ethan deu a ela sua atenção completa. "Wow, okay. Vamos entrar ali, tudo bem?"
Ele a conduziu até uma pequena cozinha, com uma mesas e duas cadeiras. "Você quer se sentar?"
"Não, eu não quero me sentar. Meu Deus, como você pode ser tão desgraçado."
"O que? O que eu fiz?"
"Oh, me poupe do desse olhar de cachorrinho ferido, Ethan. Você sabe muito bem o que você fez. Todas aquelas inocentes perguntas sobre Mulder noite passada. Você me *usou*."
"Não- não intencionalmente."
"Mentira."
"Não, eu juro." Ele a impediu de sair. "Dana, Eu sinto muito. Não era minha intenção colocar você no meio disso."
"Oh, o inferno que você não queria isso. Você me levou pra cama e tirou toda a informação que você precisava de mim."
"Não foi bem assim. De verdade. Eu não queria….. eu não estava tentado..." Ele tomou fôlego e suspirou longamente. "Me desculpe."
"Eu não sou algum tipo de fonte que você pode usar e depois jogar fora, Ethan."
"Eu sei disso."
"É do meu trabalho que nós estamos falando."
"Você quer que eu diga ao Mulder que você não teve nada a ver com isso? Porque eu vou."
Scully deu a ele uma risada sem humor. "Não, eu não quero que você fale com Mulder. Ele não acreditaria em você de qualquer maneira."
"O que eu posso fazer? O que eu posso fazer para consertar isso pra você?"
Ele parecia genuinamente arrependido. Scully balançou a cabeça. "Você não pode fazer isso nunca mais, nunca mais. Nunca."
"Eu não vou." Ele a abraçou e beijou a cabeça dela. "Eu sinto muito."
Scully colocou a cabeça dela no peito dele. "Não me faça escolher entre você e Mulder, Ethan."
"Eu sei. Seu trabalho é importante. Eu te escutei."
Scully saiu do abraço. "O que eu estou dizendo é que você não iria gostar da minha resposta." Ela acariciou o rosto dele antes de deixá-lo sozinho com o ultimato dela.
Aquela noite, Scully não pôde resistir. Ela assistiu o noticiário da noite. A matéria de Ethan apareceu logo depois de uma atualização de uma conferencia de imprensa, na qual o publico soube que já havia um suspeito no caso.
Ethan começou com uma fotografia onde Patty aparecia sorrindo. "Quando uma criança desaparece," ele disse com uma voz grave, ao fundo, "todos os oficiais da lei levam o caso seriamente. São todas as mãos para ajudar."
A filmagem mostrava Ethan parado em frente á casa dos Waeleski. "Cada unidade nomeia os melhores e mais brilhantes para o caso. Para o FBI, isso significa mandar Fox Mulder."
Ele mostrou fotografias de Mulder caminhando pelo gramado. "Mulder estabeleceu seu domínio no mundo do FBI perfilando cedo, prendendo assassinos serias com tal facilidade que ele até mesmo ganhou um apelido, 'Estranho.'"
Ethan usou arquivos de filmagens de Mulder em casos antigos."Se você seguir casos de perfis de assassinos, você com certeza encontrará o nome dele primeiro. Mas o que você talvez não saiba é que é uma razão profundamente pessoal pela qual Mulder caça esses assassinos com tal ferocidade. Fox Mulder tinha apenas doze anos de idade - um ano inteiro mais novo que Patty Waeleski – quando sua irmã de oito anos desapareceu do lar da família. Apesar de uma longa procura, o paradeiro de Samantha Mulder nunca foi determinado, e ela permanece como uma pessoa desaparecida até hoje."
"Sem comentários," Mulder disse para a câmera.
A filmagem retornou para Ethan. "Alguns devem especular que a presença do Agente Mulder nesse caso significa que o FBI tem conhecimento de algo que muitos temem – que a jovem Patty Waeleski encontra-se em perigo. Mas uma coisa é certa, os Waeleskis não poderiam encontrar alguém mais dedicado para trazer Patty de volta para casa."
"Nós estamos fazendo de tudo para encontrá-la," Mulder disse para a câmera.
"Para este agente," Ethan disse, "Patty não é apenas uma outra garotinha perdida. Ela é mais uma chance de fazer direito. Mais uma chance de salvação."
Ethan sumiu da tela assim que o telefone de Scully tocou. "Alo," ela disse, coçando sua dolorida cabeça.
"Eu ficaria preocupado se eu fosse você, Scully," Mulder disse. "Eu acho que seu namorado talvez esteja apaixonado por mim."
"Mulder." Ela deu um longo suspiro. "Eu sinto tanto."
"Esqueça. Minha roupa suja já esteve em publico antes, e estará de novo."
"Você falou com o dono da loja de CDs?"
"Manning? Yeah. Ele definitivamente tem antecedentes. Os policiais estão convencidos de que ele a seqüestrou, mas eu não. " Ele disse a ela sobre o misterioso machucado que Patty sofreu.
"O que você vai fazer?" Scully perguntou quando ele terminou de contar.
"Continuar cavando, eu acho. Eu não posso parar agora. Esse caso pode ser minha chance de salvação."
Scully fechou os olhos dela, mas Mulder riu.
"Diga ao Ethan que eu quero com calma, você diz?"
Scully balançou a cabeça dela e sorriu. "Boa noite, Mulder."
Fim do capitulo quarto, continua no capitulo cinco
Milhões de obrigadas a Amanda por betar!
Perguntas? Comentários? Quer ir com calma com Mulder? Deixe arrumar
isso pra você: syn_
E eu agradeço a Dri por betar pra mim, ela é uma flor. Estamos de site novo, valeu às minhas amigas de chocolate por me acolher aqui. Essa fic, como eu já falei um monte, é uma das melhores que já li na minha vida. É perfeita. Tem tudo o que Mulder e Scully são. Tem ação. Tem drama! Lol, e é bem melhor que a oitava e a nona temporada. Portanto, leiam, leiam! E mandem feed pra autora, que é uma fofa.
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