III – O primeiro dia de escola

Haviam se passado 3 dias e Luke continuou tendo aquele sonho, só que esse variava, já que começava e terminava de várias maneiras mas com o mesmo final trágico. Luke estava temoroso já que aqueles sonhos os sentia tão reais que pensava que estava sendo assassinado nesses momentos, mas quando despertava, vinha a sua cabeça o pensamento que era assim como ia terminar. Uma tarde saiu para ver Amy já que ainda não comentava nada. Se sentia nervoso e ansioso, Amy notou muito bem e decidiu perguntar.

– Qual é o problema? Faz 3 dias que está ansioso e não me diz porquê. Eu poderia adivinhar e você sabe disso, mas eu prefiro que me diga.

– Amy, acho que vou morrer. – Luke disse preocupado.

– Por que diz assim como se fosse acontecer amanhã? E também, porque pensa isso? – disse Amy surpreendida.

– Não sei quando vai acontecer, mas sei que vai. Eu tenho tido sonhos, onde vejo minha morte e o cenário é um hospital, um médico me assassina além de estar escutando vozes que falam comigo sussurradas, dizendo sangue, matar ou morte e meu coração se acelera muito. Por isso disse que vou morrer.

– Sonhos e vozes predizem um destino onde a morte está presente, não deve temer, sei que parece que não há esperança, mas eu continuo acreditando que ainda pode mudar esse destino, só deve se esforçar e não deixar que o medo te vença. – disse pegando uma mão de Luke. – Sei que pode, eu acredito em você e na força que há dentro de você. – disse sorrindo.

– Obrigado por me animar Amy, não me deixarei vencer e só por precaução evitarei os hospitais. – Luke levou uma mão ao peito. – espero poder contornar a morte. – Amy tinha a mão dele na sua e decidiu lê-la, e ficou surpresa. – O que aconteceu Amy? – disse Luke notando.

– Isso é estranho, a palma da sua mão na linha da vida me diz que terá uma vida longa, mas seus sonhos dizem o oposto, isso é muito contraditório e pode significar que seu destino ainda não está predeterminado em sua totalidade, se é isso pode haver uma esperança.

– Isso é muito confuso Amy, mas se há uma esperança então vou me assegurar nisso. Bom, agora tenho que ir, obrigado por tudo.

Amy o acompanhou até a porta. Também se asseguraria nessa esperança já que ela não queria que aquele destino onde a morte estava lá se cumpriria, aquilo sim era confuso. Os sonhos de Luke lhe diziam uma coisa, mas sua mão lhe dizia outra, era a primeira vez que topava com algo assim.

Luke chegou em casa, só estava sua mãe, quem o cumprimentou no momento em que o viu entrar. De repente começou a sentir-se mal e subiu rapidamente ao seu quarto antes que sua mãe notar. A última coisa que queria era preocupa-la.

"Porque sinto tudo isso? Nesses dias as sensações voltaram mais fortes, tudo é muito confuso e só desejo que melhore, não quero morrer e lutarei para mudar isso". – Luke se deitou, pensando mais nesse assunto.

O resto da semana passou e chegou o dia em que Luke e Harry tinham que ir a sua nova escola. Luke estava em seu quarto se aprontando, mas ainda pensava no assunto de seus sonhos, não passava nenhum só minuto em que seus sonhos não passaram por sua mente, mas tampouco mostrava já que não queria preocupar ninguém. Havia ficado com Harry nos dias anteriores e notava agora que seu irmão era de suficiente confiança mas algo lhe dizia para esperar um pouco mais antes de dizer algo a Harry sobre seu segredo e seus sonhos, a única que sabia sobre eles era Amy.

Saiu de seu quarto e depois de tomar café da manhã, saiu rumo à escola junto com Harry. Os dois conversavam no caminho, ao chegar observaram que a escola era muito grande, entraram e cruzaram o pátio. No momento em que pôs os pés dentro da escola, Luke teve a mais estranhas das sensações e sentiu como se alguém o golpeara em seu coração e que este começou a bater muito rápido, podia escutá-lo claramente, encostou-se na parede e colocou a mão sobre o peito.

"É uma sensação muito forte, o ambiente aqui é muito pesado. Posso sentir claramente a presença de um espírito só que este é diferente de qualquer que havia sentido antes." – pensou.

Harry estava um pouco mais a frente e viu que Luke não o seguia, virou e o viu encostado na parede e correu para perto dele preocupado.

– Luke, o que aconteceu? Se sente mal? – notou que o rosto de Luke havia empalidecido muito.

– Só foi uma tontura, já estou bem, vamos se não vamos nos atrasar. – viu que Harry o olhava com preocupação. – Estarei bem já vai passar. – Harry assentiu.

Ambos foram ao escritório do diretor para saber onde ficava sua sala então depois se dirigiam a sala.

Conforme avançavam e se adentravam na escola o ambiente ia pondo-se mais e mais pesado, Luke podia senti-lo perfeitamente e já não suportava estar lá, começou novamente a escutar aquela voz.

– Sangue, sangue, quero seu sangue, matar, vou te matar.

Podia escutar essas palavras perfeitamente às quais o preocupavam muito e não pôde evitar sentir-se temeroso, não se via ninguém por perto embora Luke soubesse que não era necessário ver para poder saber que algo estava lá observando e se escondendo nas sombras. Logo sentiu um cheiro de metal concentrado, Luke quis vomitar, esse cheiro era muito asqueroso, cada passo que dava seu coração batia com mais rapidez tanto que pensou que ia explodir.

As vozes deixaram de ser escutadas quando entrou na sala, mas ainda sentia aquela presença junto com outras sensações que eram muito desconfortáveis. Sentou-se perto de uma janela para ver o lado de fora, e Harry sentou-se perto dele.

– Tem certeza que está bem? Desde que chegamos aqui se comporta mais estranho do que se comporta geralmente, se você se sente mal vá à enfermaria.

– Agradeço sua preocupação Harry, mas já estou bem, só foi uma tontura que já passou, não é necessário se preocupar tanto por mim. – disse. – "Harry, não posso deixar que me veja mal."

– Você é meu irmão e sempre me preocuparei com você, fico feliz que esteja bem.

Nesse momento entro o primeiro professor e depois de apresentar os alunos novos as aulas começaram. Tudo corria tranquilamente, Luke não deixava de sentir todas essas sensações e embora tentasse ignorá-las simplesmente não podia. Num momento voltou a olhar para porta e viu uma sombra passar rapidamente, ficou pensando o que havia sido isso até que foi interrompido pelo professor de matemática.

– Sr. Potter. – Luke olhou para ele. – Sei que quer sair, mas ainda falta muito para isso, assim vá até ao quadro resolver estes problemas.

Luke se sentiu um pouco angustiado. Levantou-se da cadeira e foi até o quadro, e começou a resolver os problemas de matemática que o professor de lhe havia posto. Ia bem até que começou a sentir várias das piores sensações, sentia muito desespero e muita dor, pôs uma mão em seu peito já que desta vez sentiu como se tomassem seu coração e o apertassem, se escorou no quadro para não cair no chão.

– Sr. Potter, você está bem? – perguntou o professor ao vê-lo em tal condições. Harry era o mais preocupado ao ver o estado em que se encontrava seu irmão.

Luke tentou se recompor, de repente viu uns olhos vermelhos a sua frente e logo uma presença negra saiu do quadro atravessando-o pelo estômago. Luke sentiu uma dor aguda e caiu de joelhos no chão, seu coração batia com muita rapidez e sentia que seu estômago estava sangrando embora na verdade não sangrara. Harry ao ver seu irmão cair se levantou rapidamente para ajuda-lo.

– Luke, o que aconteceu? – toda a classe começou a murmurar pelo o que aconteceu.

– Acalme-se Sr. Potter. Todos fiquem em silêncio. Eu o levarei a enfermaria, todos façam os exercícios da página 6 do livro e já volto. E o senhor fique aqui. – disse apontando para Harry.

O professor ajudou Luke a levantar-se e o levou a enfermaria. A enfermeira começou a examiná-lo e notou que seu pulso estava muito acelerado. Pôs um estetoscópio no peito de Luke e notou que seu coração batia com muita rapidez, também notou a palidez de seu rosto.

– Seu coração está batendo muito rápido, me surpreende que não esteja tendo um infarto. Sr. Potter, você tem alguma doença no coração? – perguntou a enfermeira.

– Não, meu coração é normal, não sei o que aconteceu.

– Deve ir a um hospital para que lhe façam um check-up e uns exames, não é normal que seu coração bata com essa rapidez.

– Farei isso. "Ir aos hospitais é algo que quero evitar." -

– Então o Sr. Potter está bem? – perguntou o professor em um tom sério.

– Sim, só necessitará ficar aqui um pouco, eu o mandarei de volta quando seu ritmo cardíaco se estabilizar. – o professor assentiu e saiu da enfermaria. Luke se deitou levando uma mão ao peito.

"Essa coisa que me atravessou... pude sentir muito ódio nesse espírito, por que estará aqui?"

Luke fechou os olhos, pensava sobre o que o havia ocorrido. Antes havia sentido presenças espirituais, isso era parte de sua habilidade de médium, mas nunca o faziam sentir mal, mas esta era diferente. Uma parte do ódio daquele espírito carecia de emoções além de que sua essência era muito forte tanto que fazia sentir muita tontura, sabia que aquele espírito não era comum e também supunha que o cheiro de sangue que percebia com tanta clareza se devia a aquela essência que emanava daquele ser espiritual. Em 25 minutos o coração de Luke se normalizou e voltou a bater em seu ritmo normal, a enfermeira o examinou e lhe deu as últimas indicações.

– Seu ritmo cardíaco se regularizou, mas te recomendo que saindo da escola vá a um hospital para um check-up já que é provável que sejam indícios de uma parada cardíaca. Cuide-se Sr. Potter.

– Tudo bem, vou a um médico saindo daqui. "Não irei a nenhum hospital, é algo que quero evitar." – saiu da enfermaria e voltou a sua sala, esperava sentir outra sensação como a que havia sentido na sala de aula.

Chegava a sua sala quando sentiu que algo passou por trás dele, voltou e não havia ninguém, mas Luke sabia que se tratava daquele espírito. Assim acelerou seu passo até chegar a sua sala onde o professor o deixou entrar.

O tempo passou e não houve outro incidente e Luke não via a hora de sair dali. Continuava sentindo muito forte aquela presença e seu coração voltava a bater com rapidez e tentava não deixar ninguém perceber, a última coisa que queria era preocupar seu irmão.

Tocou o sinal para o intervalo e ao sair para o pátio Luke sentiu o ambiente mais ameno, poderia dizer que era normal. Luke não deixava de se perguntar o que passava com essa escola, porque havia um espírito aí? Precisava de um conselho de Amy, mas sabia que ela não se encontrava já que suas férias haviam terminado e ela sempre trabalhava até tarde. Terminando o intervalo, ao entrar novamente Luke voltou a sentir aquele espírito, mas desta vez não o afetara.

Passou o tempo e o sinal indicando a hora da saída tocou, os dois irmãos saíram dirigindo-se a sua casa. Quando chegaram, cumprimentaram sua mãe, mas Luke foi direto ao seu quarto, enquanto Harry ficava falando com sua mãe, Luke acomodava suas coisas de escola em sua mesa quando escutou sua mãe chama-lo.

– Luke, venha aqui. – em seu tom de voz notava irritação combinada com preocupação. Luke obedeceu e desceu as escadas encontrando-se com ela. – Luke desde quando se sente mal?

– Me sentir mal? Ao que se refere?

– Seu irmão me contou que se sentiu mal na escola, o professor lhe perguntou se não está doente do coração porque quase desmaia e seu coração se acelerou, isso é grave. Diga-me desde quando te passa isso?

– Desde hoje, mas não foi nada, é sério. – Harry revirou os olhos, era óbvio que seu irmão não ia dizer que isso já havia acontecido antes.

– Não acredito em você e não sei por que não quer me dizer, tudo bem que seja reservado, mas se algo está acontecendo deveria me dizer, iremos a um hospital para que te examinem e saibamos o que te passa.

– Hospital? – Luke deu um passo atrás ao escutar essa palavra. – Já me sinto bem e te asseguro que isso não voltará a acontecer. Vou ao meu quarto. – Luke deu meia volta, mas sua mãe não tomou bem sua resposta.

– Luke Jack Potter! – engoliu em seco ao escuta-la, sabia que quando sua mãe o chamava por seu nome completo era porque estava irritada com ele. – Pode te passar tudo, mas com sua saúde não vai brincar, não sei até onde chega sua falta de confiança em mim mas isso não quer dizer que vai me desobedecer, venha aqui e vamos a um hospital e não quero desculpas.

Luke não teve outra opção mais que obedecer, Lily deu instruções a Harry e junto com Luke pegou um taxi rumo ao hospital.

Luke não aceitava a ideia de ir a um hospital, juntou suas mãos em seu colo, tremendo levemente, os hospitais era algo que queria evitar a todo custo. Enquanto iam rumo ao hospital sua mãe lhe fez uma pergunta.

– Porque não quer ir ao hospital? Não tem nada de mal.

– Eu sei, mas eu... – veio a sua mente os sonhos que havia tido onde era assassinado. – Não posso te dizer, simplesmente não posso.

– Mais uma vez guardar segredos, o que fiz para merecer sua desconfiança? Diga se fiz algo mal e o que posso fazer para que confie em mim.

Luke desviou o olhar para janela e não pronunciou palavra alguma, assim foi todo o caminho, odiava tanto ter que fazer isso a sua mãe, mas sabia que ela não ia compreende-lo.

Chegaram ao hospital, a Sra. Potter pediu uma consulta e junto com Luke se sentou a esperar, Luke observava cuidadosamente aquele lugar, seus olhos examinavam até a mais mínima parte daquele lugar dando-se conta de algo.

"Agora que vejo bem este lugar, não é o mesmo hospital que aparece em meus sonhos, deveria me sentir mais tranquilo, mas é bom ficar alerta." – pensou.

Estava perdido em seus pensamentos quando entrou um homem que estava sendo atendido por paramédicos que se dirigiam rapidamente a urgência para tentar salva-lo, Luke prestou muita atenção a essa cena já que viu que uma essência começava a sair daquele homem.

– Pobre homem, vai morrer. – sussurrou Luke, mas sua mãe escutou suas palavras.

– Não diga essas coisas esperemos que se salve. – disse Lily ao ver aquele homem.

"Sei que não se salvará, sua alma está desprendendo-se de seu corpo, sua morte chegou." - pensou Luke.

Antes de perder de vista os paramédicos, Luke viu como a alma daquele homem se desprendeu de seu corpo sendo envolta por uma luz proveniente do céu. Luke não disse nada, mas supôs que aquele homem havia morrido.

O tempo passou e foi a vez de Luke para a consulta, primeiro uma enfermeira tomou a pressão para depois ser examinado pelo médico. Luke disse ao médico o que havia acontecido, como seu coração havia acelerado se sentindo muito tonto. O médico mandou fazer um eletrocardiograma entre outros exames mas todos saíram bem, nenhum mostrava sinais de alguma doença.

– Isso é estranho, os resultados saíram bem, você não tem nada, o que me intriga, já que não havendo sinais de doença cardíaca seu coração não tem porquê se acelerar.

– A mim também me estranha, não sei o que dizer. "Era óbvio que meus exames saíram bem, não estou doente, meu coração se acelerou devido ao espírito que habita essa escola, mas isso é algo que jamais vou dizer já que não vão acreditar e não quero ser tachado como um louco." – pensou.

– Então se meu filho não tem nada no coração o que está causando que ele se acelere? – perguntou Lily.

– Eu não sei, marque uma consulta dentro de três dias para fazer um exame já que isso simplesmente não tem explicação.

– Me parece bom. "Que bom, com tudo isso me sentirei como um rato de laboratório." – pensou já que não gostava a ideia de mais exames.

Os dois se despediram do médico, Luke sabia o que lhe passava e sabia que aquilo não era uma doença física, mas um assunto espiritual, já que ao não suportar o espírito de sua escola se debilitava e isso afetava especialmente seu coração, queria saber porque estava lá.


Respondendo review:

Phoenix-Eldar: Muito obrigada pelo review, fiquei muito feliz *-* Que bom que está gostando, a maioria das fanfics aqui que eu vejo não aborda muito esse tema de mistério, e eu amo mistério, suspense, derivados, rs.

Bom, espero que tenham gostado do capítulo, mandem reviews falando o que estão achando, me deixa muito feliz *-* Até o próximo capítulo. :)

OBS: eu acabei de ver que eu não deixei selecionado para anônimo também mandar reviews, mas agora eu ativei KK aiai