Disclaimer, avisos e td mais: vide capítulos I e II

Capítulo III

Retomando laços

- Você precisa se alimentar direito, ou qualquer dia desses vai cair desmaiado por aí. – a voz de Cissy era fria como sempre, e Draco levantou a cabeça de sua refeição, extremamente irritado. Ele estava comendo! Mas o que ele viu, fez com que quase deixasse seu garfo escapar de sua mão.

Não era com ele que sua mãe reclamava. Era com Potter, que, naquele exato instante, fazia cara de constrangido, e voltava sua atenção para o prato, remexendo na comida, tentando disfarçar, fingindo que comia. Draco sorriu interiormente. Era preciso muito, mas muito mais do que isso, para enganar Narcissa Black Malfoy.

- Eu estou comendo, Cissy, mesmo! – o olhar descrente que Cissy lhe devolveu fez Harry ficar ainda mais envergonhado.

- Não, não está. – ela ainda o encarava de maneira penetrante - Ficaria muito mais fácil se eu soubesse o que você gosta de comer, e então eu pediria aos elfos que fizessem, porque ao que parece, eu ainda não acertei, mesmo depois de um mês!

Essa foi a deixa para que Harry parecesse estar altamente arrependido, e Draco tinha vontade de socá-lo. Só mesmo Potter para parecer constrangido por ter perdido a própria memória.

- Bem, eu não lembro, mas Draco deve lembrar, não é? – ele se virou, para encarar Draco que havia se mantido silencioso no jantar até aquele momento. O loiro foi pego de surpresa e encarou a mãe e então, ao ver o olhar que ela lhe dirigia, olhou para Potter, que lhe encarava com ar de criança que espera presentes no Natal. Hora de inventar.

- Você comia qualquer coisa, P... – o olhar de Cissy fez com que ele se calasse, e mudasse de abordagem - Harry. – o outro garoto assumiu um ar um tanto desapontado e Draco acabou emendando, tentando melhorar sua situação - Mas tenho certeza que sua comida favorita era chocolate.

Harry sorriu e Cissy encarou Draco e Harry friamente, ambos assumindo o mesmo ar travesso, fato que não passou despercebido ao loiro, muito menos à sua mãe.

- Chocolate não é comida, Draco. – os dois tentaram parecer um pouquinho culpados e Cissy começou a achar graça no fato de seus comportamentos serem tão similares, - Mas por hora, já é algo com que se trabalhar. Pedirei bolo de chocolate para o café da manhã, então.

Harry pareceu se animar diante daquilo e Draco o observava pelo canto do olho. Era tão estranho estar tão próximo de Potter e não usar a oportunidade para azará-lo, ou irritá-lo, ou tornar a sua vida desagradável de diversas formas. Potter era uma criatura estranha e o fato de ter perdido a memória não ajudava em nada para que esse efeito diminuísse. Mas, pensando nisso, Draco percebeu que não sabia praticamente nada sobre o rapaz.

Sabia, claro, todas as histórias que se contavam, a pedra filosofal, a câmara secreta, o torneio Tribruxo, e o Ministério... Mas não sabia como ele havia conseguido sobreviver durante todo aquele ano em que Voldemort havia dominado o Mundo Bruxo, não sabia como havia conseguido matá-lo, mesmo estando presente na cena... Parecia um outro Potter, uma pessoa total e completamente diferente do homem que enfrentou o bruxo mais terrível de todos os tempos de frente, que causou sua destruição, que acabou com tantos perigos, que salvou tanta gente.

Ali, jantando na mesma mesa que ele e sua mãe, parecendo envergonhado por ser repreendido por não comer, alegre por ter chocolate no café da manhã, saboreando a comida, embora não muito, ele não parecia mais do que um garoto magricelo e com cabelo comprido, nada mais que um garoto de dezoito anos, jantando com conhecidos.

Era impressionante como o interior de alguém pode ser tão diferente de seu exterior. Draco passou a pensar em como ele mesmo deveria parecer, perante os outros. Um garoto, também com dezoito anos, um moleque, usado por Voldemort, talvez, e que não tinha noção de onde estava se colocando, até perceber que não teria forças de ir até o fim, de fazer tudo que sua ambição exigiria para ser alcançada.

Quantas das pessoas que pareciam extremamente descontentes com sua soltura, naquela mesma tarde, teriam feito por sua família o que ele havia feito? O que sua mãe havia feito? Arriscado a sua vida, ao dizer que Potter estava morto, para ter a chance de salvar seu filho? Quantos homens teriam se arriscado à fúria do próprio Lorde das Trevas, se ele tivesse tempo para punir seu ato, ao ver que um de seus seguidores não batalhava, mas apenas procurava seu filho, dentro do castelo?

E assim mesmo, quantas pessoas teriam voltado para aquela sala em chamas para salvar seu inimigo e rival de escola, a pessoa responsável, em grande parte, pela confusão que acontecia lá? Poucas. Talvez nenhuma que não Potter. E, se ele fazia isso pelo inimigo, o que ele não faria pelos amigos?

"Ele morreria por seus amigos", disse uma vozinha na cabeça de Draco. Potter não era apenas diferente interna e externamente, ele era poderoso, teria influência agora que a guerra havia acabado e, mesmo que não fosse assim, ele, Draco, jamais havia tido amigos verdadeiramente leais, assim como também sempre fora muito mais leal a si mesmo do que a qualquer outro.

Ganhar, verdadeiramente, a amizade de Potter, talvez tivesse suas recompensas. Ele só precisava descobrir uma maneira de não querer pular no pescoço do imbecil a cada cinco segundos, e eles iriam se dar maravilhosamente bem.

O jantar terminou e Draco alegou cansaço, seguindo para seu quarto, enquanto Harry também ia para o dele. Desejaram-se um desajeitado "boa noite" e cada um entrou em seu quarto, pensando com expectativa no dia seguinte. Havia uma amizade verdadeira para ser retomada, não havia?

SllSllSllSllSllSll

Foi um grito, um único, que fez com que até seus ossos ficassem gelados de medo. Sentou na cama e tentou identificar os gritos, ainda confuso pelo sono. Não era mais guerra, não estava mais na prisão, de onde vinha o maldito grito? Era um som que perturbava, passava um desespero estranho, uma agonia, um medo que acabou se infiltrando também nele, e teve que levantar, para ver o que estava acontecendo. Saiu de seu quarto e notou movimentos no quarto ao lado. Era do quarto de Potter que vinham os gritos.

Foi até lá e viu a porta já aberta, velas acesas dando uma luz fraca ao ambiente e algo mais que o fez parar, pasmo, logo na entrada do aposento.

Sua mãe estava sentada na cama, ao lado de Potter, que ainda se debatia em seu sono, e parecia não poder acordar. Ele falava coisas incoerentes e lágrimas corriam pelo seu rosto, misturando-se aos cabelos demasiadamente longos. Os lençóis da cama pareciam ter sido parcialmente arremessados ao chão, e os travesseiros estavam espalhados pela cama, como se ali tivesse ocorrido uma luta, indicando que o pesadelo havia iniciado muito antes dos gritos o terem acordado.

Narcissa parecia ter dificuldade em desenrolar o rapaz do emaranhado de tecido que sua cama se tornara, e dificuldade maior ainda em fazer com que ele parasse de se debater. Ela o embalava, como Draco só lembrava de ter sido embalado quando criança, ou quando tinha pesadelos muito terríveis, principalmente durante seu sexto ano de escola, nas poucas vezes em que vira a sua mãe naquele ano. Uma faísca de ciúme surgiu e rapidamente foi sufocada ao perceber que, não importasse o quanto Narcissa o embalasse, o quanto falasse com Harry, o quanto mexesse nele, ele não acordava. A angústia das lágrimas que ainda caíam, a dor dos sons que saíam da garganta do rapaz, a maneira como ele parecia procurar o contato com Cissy, como se ela pudesse ajudá-lo, era algo tão... Espantoso, doloroso, que Draco se descobriu querendo encontrar uma maneira de ajudar seu antigo rival de escola. Ele estava preso em seu próprio pesadelo e a agonia de vê-lo daquela forma, e de não acordar, fez com que Draco entrasse no quarto e mirasse sua mãe e Potter com os olhos arregalados de espanto e talvez algo mais, algo que ele reconhecia como... Pena.

- O que ele tem? – perguntou, não se preocupando em manter a voz baixa.

Narcissa apenas balançou a cabeça, como que sinalizando para que ele esperasse, e ele ficou observando enquanto Potter parecia, lentamente, se acalmar e então parar de se debater, e Narcissa finalmente o deitou na cama, ainda dormindo, embora, naquele momento, ele parecesse em paz.

Ela fez um sinal para a porta e Draco a acompanhou, vendo-a fechar a porta do quarto silenciosamente e ele a seguiu até seu próprio quarto, onde ela, quase que inconscientemente, o colocou na cama, antes de sentar-se na beira do colchão e começar a falar, com um ar cansado, de quem está acordado de madrugada.

- Eu não sei como, ou porquê desses sonhos estranhos, mas desde o primeiro dia em que eu estou aqui, ele os têm. Pensei que fosse apenas passageiro, mas não. São todas as noites, e hoje não foi seu pior dia. Eu falei com o curandeiro, o Dr. White, que sempre cuidou de nossa família e é muito discreto, e ele me disse que não sabe dizer a causa, embora relacione os pesadelos com a amnésia de Harry, e ele pensa que tudo isso surgiu de alguma forma de stress pós-traumático. Ele não acorda, porque acordar seria lembrar dos sonhos e, por isso, lembrar o que a mente dele não permite que ele lembre quando está acordado. Na verdade, ele não acorda porque não quer lembrar.

Narcissa viu refletidos nos olhos cinza de seu filho os mesmos tipos de questionamentos que ela mesma tinha se feito, desde a primeira noite presenciando os pesadelos de Potter: que tipo de trauma causa pesadelos desse gênero? Que tipo de medo, que situação, o que faz a sua própria mente tomar uma medida desesperada como simplesmente esquecer, tudo e todos? Que tipo de inferno pessoal uma pessoa tão jovem teria sido obrigado a passar, para desenvolver essa barreira contra sua própria vida pregressa, abrindo mão de todas as recordações boas para que as ruins desaparecessem? Seriam os momentos ruins assim tão mais numerosos do que os bons para que Potter, ou o seu subconsciente, estivesse disposto a pagar esse preço pelo esquecimento?

Draco encarou a sua mãe e conseguiu perceber o que era a fonte do comportamento dela com Potter: compaixão e pena. Era impossível não ter esse tipo de reação, depois de ver o rapaz daquela maneira, e saber as possíveis causas do comportamento dele. E, se não por isso, então, um mínimo de um outro tipo de sentimento: gratidão. Por tê-la poupado da cadeia, possibilitado que a pena de Draco fosse pequena, e a de Lucius também, considerando-se tudo que o homem já havia feito, por ter salvado a família deles, e muito mais, o mundo em que viviam, do domínio daquele maníaco que não tinha ninguém que se opusesse a ele, por terem medo, que não um adolescente, um jovem que tinha a sua idade, e que abdicaria de sua própria vida, para salvar a de todos os demais.

Era... Triste.

Narcissa fez com que ele se deitasse, e o cobriu com os lençóis, afastando os cabelos finos de sua testa repetidamente, até que ele adormecesse.

Já saindo do quarto, olhou para seu filho adormecido e notou como ele parecia mais jovem, assim, dormindo, assim como Harry parecia também ser mais jovem quando em repouso.

Ela queria ajudar o nome de sua família, sim, queria que recuperassem seu antigo prestígio e Potter talvez fosse a chave para isso. Mas ele também poderia ser a chave para muitas outras coisas, quase todas elas boas, ela tinha certeza.

SllSllSllSllSllSllSll

Realmente havia bolo de chocolate no café da manhã, mas isso não fez com que Potter comesse mais, notou Draco. Ele lançava um olhar desaprovador para o outro rapaz, que rivalizava com os que Cissy normalmente lançava a ele, quando era pequeno e fazia algo errado.

- Eu me pergunto, Potter, como é que você espera se recuperar dos últimos meses, de seja lá o que você estava fazendo, se você – Harry levantou o olhar espantado para Draco, que anda o encarava com um olhar superior. Ele deu de ombros.

- Eu também não sei o que eu andava fazendo. Pensava que você poderia me ajudar. – ele disse, encarando Draco e pensando que era o tipo de amizade mais estranha que ele poderia conceber, essa dele com o outro garoto.

- Não desvie de assunto, Potter. Você continua não comendo. – Harry deu um suspiro exasperado.

- Nossa, Draco, você parece a sua mãe! Eu achei que sempre havia sido magro assim. – Draco balançou a cabeça em negação.

- Magro, sim. Baixo, sim. Mas assim, pele e osso, não, Potter. Eles nos davam comida na escola, sabe? Agora pare de ficar enrolando e coma. – Draco estava contente. Finalmente uma informação que ele sabia com certeza sobre o cicatriz.

Mais um suspiro exasperado de Harry, que ganhou mais um olhar quase zangado de Draco.

- Não é como se eu tivesse algo que me fizesse gastar energia, para que eu ficasse morrendo de fome, sabe? Eu fico dentro dessa casa o dia inteiro! Como que eu vou sentir fome, se eu não faço nada?

- Por que não sai?

Harry fez um ar de cansaço e remexeu um pouco mais na fatia de bolo de seu prato, fazendo ainda mais migalhas do que já havia lá.

- Porque as duas vezes que eu saí com a sua mãe foram um inferno. As pessoas não param de apontar e comentar, e teve duas lojas em que me aplaudiram! É absurdamente ridículo que fiquem fazendo esse tipo de coisa, se eu nem mesmo me lembro do que foi que eu fiz! Essa atenção toda me irrita. – ele soltou a última frase quase num resmungo, e espicaçou os últimos pedacinhos do bolo, reduzindo tudo em seu prato a farelos. Draco suspirou.

- Sempre foi assim, Harry. Todos sempre apontaram para a sua cicatriz e comentaram e tentaram se aproximar de você porque você é famoso. Sempre foi assim, e sempre vai ser.

- E eu gostava disso? - Harry indagou, incrédulo. Draco riu.

- Não. Vivia mal-humorado quando saía no jornal, tinha crisesinhas nervosas quando falavam de você... Era bem engraçado.

- Eu imagino o quanto. – Harry resmungou e Draco riu mais uma vez. Era interessante poder incomodar Potter tão sutilmente, sem ter que se preocupar com ataques diretos.

- Bem, quando você decidir parar de reclamar da vida e comer, nós podemos ir até o jardim e jogar quadribol. Jogo de apanhadores.

- Você joga Quadribol? – Harry perguntou, com interesse.

- Claro que sim, Potter! Eu era apanhador da Sonserina.

- E eu?

- Você jogava pela Grifinória, na mesma posição. Aliás, posição que você ganhou no primeiro ano, contrariando todas as regras daquela escola. Eu nunca entendi porquê você detestava ser famoso. Ajudava e facilitava tanto tantas coisas.

Harry lhe lançou um olhar atravessado pela insinuação de que ele havia conquistado a posição pela sua fama e não pelo seu talento, mas não disse mais nada.

Draco era um amigo estranho, definitivamente estranho. Mas era um amigo.

O jogo terminou rápido. Um pouco pela falta de prática dos dois rapazes, uma parte maior porque Draco percebeu, depois de quinze minutos de jogo, que o condicionamento físico de Potter não permitiria que ele jogasse muito mais. Desceram das vassouras e sentaram-se na grama, aproveitando o sol da manhã, que parecia comemorar fim de todos os pesadelos de Draco. Ficaram em silêncio alguns minutos e Draco disfarçadamente analisava o moreno que tinha o rosto voltado para o sol, com os olhos fechados sob os óculos, acompanhando o movimento de sobe e desce do peito dele, mostrando o quanto havia se cansado, depois de apenas quinze minutos de exercício.

- Como foi que nós nos conhecemos? – indagou Harry, repentinamente, ainda sem mudar de posição ou abrir os olhos, tirando Draco de sua contemplação silenciosa e fazendo com que ele se dessa uma sacudidela mental. Observar Potter respirando, francamente!

- Na loja de vestes escolares. Você estava sozinho lá dentro e eu já estava lá... Nos apresentamos e nos encontramos de novo no trem da escola. Você estava sozinho, e aquele Weasley estava com você, mas então eu cheguei e... – Draco parou e pensou que então ele havia chegado e oferecido a sua amizade e Harry a havia recusado. Pois bem, as coisas eram diferentes agora. – E você veio se sentar comigo e meus amigos. Depois que você foi escolhido para a Grifinória, acabamos tendo que esconder a nossa amizade, mas ficamos inseparáveis.

- Eu ainda não entendi essa coisa de escondermos que éramos amigos. Por quê? – Draco suspirou.

- Coisas de escola, Potter. Rivalidade muito mais antiga que nós dois. Grifinória e Sonserina são contrárias por princípios básicos e por isso, dois alunos, um de cada casa, se darem bem era considerado estranho. – Harry ficou em silêncio mais alguns instantes, até voltar ao seu interrogatório, fazendo Draco se sobressaltar um pouco, já que também havia voltado seu rosto para o sol, e fechado os olhos. Potter parecia achar aquela posição tão cômoda, devia haver algo de bom nela. Estava um pouco surpreso consigo mesmo, pela rapidez que sua mentira havia surgido. Não era como se ele tivesse passado horas pensando em como teria sido se Harry tivesse aceitado sua mão estendida, era?

- Eu morava com os trouxas?

- Sim. – respondeu Draco, cauteloso. Aí estava um assunto sobre o qual ele não sabia nada. Perigoso, muito perigoso.

- E por que eu estava sozinho quando eu conheci você, e depois na estação de trem? Por que eles não estavam comigo? – Draco teve que pensar um pouco para responder a essa questão, e reuniu todo o acervo de boatos que tinha guardado sobre Potter par formular uma resposta, no mínimo, coerente.

- Bem... Você e seus parentes não se davam exatamente bem, sabe? Algo que eles tinham contra você ser bruxo, ou algo assim. Além do mais, Potter, eram trouxas, por que você ia querer ter a companhia deles?

- Porque eles eram minha família.

Draco optou pelo silêncio. Não havia nenhuma resposta que ele pudesse dar àquele comentário, não sabia nada sobre o relacionamento de Potter com os parentes trouxas que não fosse o que a escola toda sabia. Que ele detestava as pessoas com quem vivia e que eles eram responsáveis pela maneira como o garoto se vestia sem o uniforme da escola, o que, por si só, era um crime.

O silêncio começava a ficar estranho quando Cissy apareceu na porta que dava para o jardim, chamando-os para almoçar. Poderia ter mandado um elfo fazer isso, mas preferiu conferir como andava o progresso do convívio dos garotos. Quando entraram, pareciam mais confortáveis um com o outro, apesar de silenciosos. Mas, daquela vez, Harry realmente comeu durante o almoço.

Sim, progressos. Lentos, mas contínuos. Aquela amizade tinha potencial para ir longe. Muito longe.


Respostas das reviews:

May Malfoy Snape: Tadinha da Cissy, adoro ela! Tomara que ela tenha recuperado o respeito depois desse cap. Huahauhauhauhau Bjs!

Agy: Sim, vontade mor de fazer o Pottah apertar o Draquenho só pra ver o que ele faz! E taí o presente! Em duas versões! Bjs, twin!

Bruna F.: Eles não são um amor, assim, de amiguinhos? (aperta os dois) que bom que tu ta curtindo a fic, Bruna! Bjs! Quem sabe eu deixo eles amigos, só... Ta tão foufo! (foge)

JayKay-Chan: Menina, eu amo os Malfoy. Huahauhauhauhauahuahu Bjs!

Lauh: Né? Draquenho com recepção calorosa pro melhor amigo. Huahauhauhauhau Bjs!

Eyre: Cissy é esperta. XD Vamos ver o quanto ela já sabe, não é?? Huahauhauhau

Dita Von Tesse: Espero que ainda esteja curtindo a fic! Ainda escrevo uma versão alternativa daquela cena, com Harry apertando Draquenho!

Tinker: Own, feliz que tu não liga pros spoilers, to tentando mantê-los a um nível mínimo mesmo! Cissy é foufa!

Marjarie: menina, PELOS PODERES DO PINHÃO! \o amei isso! Bjs!

Bem, era isso! Espero que tenham curtido essa capítulo, não esqueçam de

R E V I E W !

Bjs e até semana que vem! ;)