Milo caminhou até onde estava sua camisa, a pegou do chão e do bolso retirou aquilo que queria. Shina observava atenta tudo que o namorado fazia. Viu ele aproximar-se de si, dessa vez ele sustentava em seu rosto bonito um sorriso de felicidade, e isso, ao mesmo tempo que a deixou feliz também a deixou intrigada.
O dourado sem dizer nada, conduziu a amada até a sacada, ao chegar lá, ajoelhou-se abrindo uma caixinha em formato de coração, e nela continha um solitário. A Amazona levou sua mão até a frente dos lábios, mal conseguindo acreditar no que seus olhos viam.
Milo segurou a mão delicada, olhou para os olhos esmeraldinos e começou a falar: – Shina, você sempre foi aquela que preencheu meu coração de um sentimento, que talvez, nunca pensei sentir: o amor. E por causa deste sentimento tão forte e puro, não quero mais esperar para fazer esse pedido. Shina você aceita se casar comigo? – o pedido saiu com a voz embargada, pois Milo já não conseguia mais conter a emoção.
A Amazona também chorava, jamais imaginou que o namorado fosse fazer esse pedido, não naquele momento. Ela o fitou, e o semblante dele era expectante, sem conseguir processar uma resposta, balançou a cabeça com veemência e se atirou nos braços dele, quase o derrubando. E ali um abraço apertado se formou, as lágrimas de emoção seguiam rolando por ambos os rostos.
Depois de permanecerem vários segundos assim, a prateada finalmente rompeu o abraço e com as mãos segurou o rosto másculo do amado.
– É claro que aceito, meu amor. Você foi aquele que chegou e me mostrou o que era o verdadeiro amor, fez eu enxergar que tudo o que dizia sentir pelo Seiya era apenas uma obsessão por causa da Lei das Máscaras. Eu te amo! – terminou de falar selando seus lábios nos dele em seguida.
O beijo dessa vez, era lento e apaixonado, onde eles demonstravam toda a emoção que aquele momento os proporcionou. Quando finalmente separaram o beijo, se ergueram e o dourado abriu uma garrafa de champanhe, serviu nas taças e depois de brindarem, beberam.
A felicidade estava estampada no rosto do casal, aquele pedido serviu apenas para confirmar o sentimento que os unia. E Shina teve ainda mais certeza que valeu a pena ter deixado seu orgulho de lado e ter ido pedir desculpas após sua crise de ciúmes.
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Um ano depois...
O jardim do Décimo Terceiro Templo do Santuário de Athena estava lindamente decorado. Milo trajava um paletó e andava nervosamente de um lado para outro. Próximo a ele, estavam Shion e Athena, ambos se entreolhavam e sorriam do nervosismo do escorpiano, mas acima de tudo, estavam orgulhosos.
– Acalme-se Milo – o patriarca resolveu se manifestar
O escorpiano olhou para o mais velho, iria responder, mas não teve tempo porque Orpheu começou a tocar uma música suave, atraindo assim a atenção de todos.
Shina começou a caminhar pelo tapete de flores do campo. Ela usava um vestido branco, que era simples, mas lindo e nos cabelos e buquê as mesmas flores que se espalhavam pelo chão. Milo ao ver a amada tão linda, se emocionou, e só então percebeu, que tudo aquilo era real.
Quando a italiana aproximou-se do noivo, ele estendeu a mão que ela prontamente depositou a sua, então se viraram em direção a Athena e Shion, que conduziram a cerimônia. Após esta, noivos e convidados se divertiram na festa que durou até quase o amanhecer.
E assim, mais uma etapa começava na vida dos recém-casados. Eles haviam conseguido ultrapassar todas as barreiras impostas pelo destino, mas eles sabiam que tinha valido a pena, porque agora estavam ali, no dia, que talvez, fosse o mais feliz da vida deles.
Continua...
