Palavras da autora: Bleach não me pertence, eu apenas peguei emprestado xD.

Em respeito à Obra de TITE kUBO vou me esforçar para homenageá-lo.

Comente, critique, dê sua opinião, elas contribuem para melhorar a criatividade da estória.


Olá a todos, só lembrando que da mesma forma que faço no nyah, as "trilhas sonoras"dos capítulos serão postados aqui também, então divirtam-se caso queiram baixar e ouvir as trilhas colocadas em cada cena.

Atenção: emoções fortes aguardam os cardíacos neste capítulo XD.

ASS: Lyel


(Bleach OST_01 – Track 24: Peaceful Afternoon)

Era manhã na Soul Society, Hisana abria os olhos como se estivesse nascendo novamente, cada vez que sentia os raios de sol adentrarem seus olhos, ela lembrava da descarga elétrica que tinha levado no dia anterior.

- Ai... Minha cabeça... A jovem fala com expressão de dor a medida que se levanta da cama.

Ela pára e observa ao redor percebendo que seus irmãos não estavam mais no quarto.

- Nossa... Aquela brincadeira com o livro de receitas do tio Byakuya quase me mata...

Hisana se levanta e põe um par de chinelos com desenho de coelhos e tão fofos quanto, ela anda em direção a porta do quarto, mas quando está para abri-la percebe um bilhete em cima de um mesanino com um desenho de coelho peculiar e particularmente bizarro em cima, ela pega, faz um teste de periculosidade cutucando com uma caneta que estava do lado do bilhete, provavelmente a mesma usada para escrevê-lo e por fim abre:

" Minha filha, hoje seu pai e eu passaremos o dia ocupados, por isso não teremos como cuidar das crianças, elas serão sua responsabilidade hoje, além disso, deixei um remédio para dor de cabeça ao lado do abajur da sua cama, afinal aquele choque deve ter dado curto circuito na sua cabeça. PS: Não esqueça de tomar café e escovar os dentes. PS 2 do seu pai: Fique longe do Kenpachi".

Hisana lê a carta e começa a ficar com dor de cabeça, será que sua mãe sabia que ela acordaria com dor de cabeça? Ela toma o remédio e toma banho para esfriar a cabeça, feito isso come muito pouco e vai atrás de seus irmãos que brincavam no jardim.

- Ei! Tampinhas!

Os irmãos brincavam no chão com alguma coisa gosmenta, ao ouvirem a irmã chamá-los olham para ela.

- Hoje quem manda em casa sou eu, portanto tratem de me obedecer, entenderam?

Uma bola de lama voa na cara de Hisana que surpreendida não tem tempo de esquivar, além disso a lama é arremessada com tanta força que faz um barulho desagradável.

- ...

- Hahahahahaha! As crianças começam a rir descontroladamente.

- ...

- Hisa-nee diz alguma coisa a sua cara tá muito engraçada! Kaien chorava de rir.

- Mana, você tá usando uma máscara de lama para a pele, vai ficar tão bonita depois! Masaki ria e olhava para o irmão que aprovava o feito.

- ...

Hisana começa a tremer.

- Hisana nee-chan?

-... Oras! SEUS! A reiatsu de Hisana explode.

- AI! MANINHA! Os irmãos de abraçam com medo.

Hisana some com um passo rápido e aparece atrás dos irmãos, ela puxa a cueca de Kaien até a cabeça e faz o mesmo com a calcinha de Masaki, eles ficam de pescoço torto andando desorientados pelo jardim.

- Meu olhos! eu não enxergo! Kaien não conseguia tirar a cueca da cabeça.

- Meu pescoço! Meu Pescoço! Masaki estava com medo de quebrar o pescoço.

- HÁ! Vocês ainda tem muito o que aprender fedelhos! Hisana ria e limpava o rosto cheio de lama.

- Não é justo, você só faz isso com a gente por que somos menores que você! Masaki protestava tentando tirar aquilo da cabeça.

- Mas é lógico! Que graça teria eu implicar com vocês se não fossem menores que eu? Sorri Hisana com cinismo.

Os dois finalmente conseguem tirar o que lhes incomodava na cabeça e partem para cima da irmã com lama nas mãos, Hisana não sabia se ria ou desviava.

Os filhos de Ichigo e Rukia brincavam despreocupadamente no jardim.


(Bleach_Memories of Nobody Movie 1 – Track 13: Dark One)

Ainda na mansão um homem observava tudo sem levantar suspeitas, ele olhava as crianças com muito interesse.

- Ei, seu peguiçoso, volte a trabalhar!

Uma voz feminina autoritária assusta o homem que olha para trás fazendo reverência em perdão.

- Hihihihihi, seu tolinho sou eu, não me reconhece? A voz da mulher parecia mais maliciosa.

O homem levanta a cabeça e sorri.

- Eu sabia que era você, mas isso não muda o fato de que eu adoro me prostrar diante da senhorita.

Os dois voltam-se para as crianças que corriam pelo jardim.

- São eles? Ela pergunta.

- Sim.

- É uma pena, elas parecem tão felizes.

- Não estarão sorrindo ao final do dia.

- É uma pena que por causa de um todos paguem.

- Está com pena dos Kuchikis?

- A princípio sim, mas quando penso que eles são da mesma família daquele homem, a pena se torna um ódio capaz de destruir o mais duro aço.

Os dois se cumprimentam e voltam a se misturar em meio aos servos da mansão.


(Bleach OST_01 – Track 13: Burden of the Past)

Byakuya gostaria de ter passado a noite em claro, mas não conseguiu, estava cansado demais e por isso acaba por dormir sem conseguir descobrir nada, porém, no dia seguinte, enquanto olhava a fundo mais um do inúmeros manuscritos da família Kuchiki. Byakuya com nostalgia se lembra de mais um momento de sua vida.

Ele ainda era um jovem rapaz e andava pelas ruas de Inuzuri procurando alguém naquele dia.

- Olhem aquele ali, um moleque disfarçado de shinigami.

Um homem com aparência grotesca, suja e cicatriz na testa, chama a atenção de todos que estavam a sua mesa em um jogo de azar.

Os outros homens igualmente imundos e feios olham para o rapaz bem vestido e com uma espada na cintura "desfilando" por um dos territórios mais perigosos do mundo espiritual sem a mínima preocupação.

O homem que aparentemente era o líder faz um gesto com a cabeça e imediatamente todos cercam Byakuya.

- Um momento rapazinho, aonde pensa que vai todo vestido desse jeito? Acho que você está indo para o baile errado. Diz o de cicatriz na testa.

Os seus seguidorem riem.

Byakuya educadamente responde.

- Estou aqui procurando uma pessoa, mas duvido que a conheçam.

- Oh! Ei pessoal nosso camarada saiu do paraíso para procurar uma "sujinha"por aqui! O de cicatriz grita rindo e babando para os companheiros.

Eles respondem gargalhando em deboche.

- O que foi amiguinho, não existem mulheres suficientes na Seiretei? Ou será que você veio até aqui por que prefere as menos certinhas? Diz o de cicatriz envolvendo seu braço no ombro de Byakuya.

- Tire suas mãos de mim. Byakuya automaticamente responde.

- Hoho, o garotinho sabe falar grosso quando quer.

Byakuya só faz olhá-lo e diz:

- Presumo que não vai mais precisar deste braço.

Byakuya gira o corpo com a força do quadril segurando o braço que o envolvia e arremessa o homem fazendo-o quebrar o braço devido a posição em que estavam.

Ele grita de dor.

- UahhHhh! Desgraçado, seu moleque desgraçado! Matem esse miserável! O de enorme cicatriz ordena a seus homens.

Eles por sua vez pegam o que tinham em mãos, facões, lanças improvisadas, espadas enferrujadas, tudo o que representasse uma ameaça a um espirito comum.

Mas Byakuya não era um espírito comum.

- Atacar! Um deles grita.

Todos partem para cima de Byakuya com a pura intenção de matar.

Byakuya não podia matar aqueles homens, pois eles não eram inimigos, na verdade não tinham capacidade de serem considerados um, então para evitar uma aglomeração desnecessária, Byakuya some da visão de todos com um shunpo e eles ficam a ver navios no meio da rua.

Alguns minutos depois Byakuya estava andando próximo ao pequeno rio que cortava o distrito, porém, enquanto caminha o jovem não consegue encontrar o que desejava, pelo contrário, o que ele procurava é que o encontra primeiro.

( Bleach OST_01 – Track 22: Going Home)

- Byakuya-sama?

A voz doce e inesquecível faz o jovem virar de imediato em sua direção e ficar completamente mudo.

- O que o senhor faz neste lugar? Ela pergunta com expressão tão doce que faz Byakuya ficar com os pensamentos em outro lugar antes de fazer seu juizo voltar ao corpo e responder.

- Estou treinando.

Hisana não vê nenhuma marca de luta ou suor no corpo do jovem shinigami, mas para não deixá-lo sem graça ela apenas sorri de volta serenamente.

- E você? O que faz aqui? Não é perigoso andar sozinha? Byakuya pergunta.

- Sim, é um pouco perigoso, mas eu moro aqui, não há muito o que fazer, meu senhor.

- Mas e sua família, onde está sua família?

Hisana faz uma expressão de tristeza tão profunda, que Byakuya se arrepende da pergunta.

- Senhor... Eu perdi a minha família há muito tempo... Sou apenas eu agora.

- Me... Perdão senhorita, eu não sabia, não queria fazê-la lembrar de momentos tão dolorosos em sua vida. Byakuya faz um gesto resignado.

Hisana sorri com ternura, ela sabia que não tinha como ele realmente saber.

- Está tudo bem Byakuya-sama, obrigada por se desculpar.

- Hisana, era esse o seu nome correto?

- Sim, meu senhor.

- Eu ainda não pude agradecer apropriadamente por ter cuidado de mim naquele dia, por isso estou aqui neste momento, diga o que deseja e eu como um membro da família Kuchiki em agradecimento concederei seu desejo.

Hisana é pega de surpresa pela sentença de Byakuya ela fica sem saber o que responder.

- Como... Assim, Byakuya-sama?

- Se você quiser que eu lhe dê uma mansão com criados, eu lhe darei, se desejar que destrua algum monstro ou alguém, também posso fazer isso, se desejar jóias, ouro, o que quiser, eu posso lhe conceder.

- Uhm... Ah... Eu... Não sei...

Byakuya olha para ela esperando uma resposta.

Hisana suspira e sorri para ele.

- Byakuya-sama, eu lhe agradeço pela oferta tão generosa, mas... Ela olha com ternura direto nos olhos do jovem shinigami. – Uma mansão é grande demais para uma pessoa que não possui uma família, nunca tive inimigos e nem fui atacada por monstro algum, tão pouco desejo jóias ou ouro, pois, para alguém que nunca teve nada, o que saberei fazer eu com algo que nunca aprendi a usar? Hisana faz a mesma expressão triste de antes. – Por mais que eu troque por bens... Eles nunca poderão comprar a minha felicidade de volta...

Byakuya fica em silêncio e sem acreditar, uma pessoa normal pediria uma mansão com criados e tudo o que lhe fosse de direito, mas aquela mulher não queria nada...

- Nem uma moedinha?... Byakuya pergunta instigando outra resposta.

Hisana ri.

- Não senhor.

- Mas... Se eu não lhe der nada, eu vou ficar com esse incômodo de que estou devendo algo a você que salvou a minha vida naquele dia! Byakuya já estava incomodado.

Hisana olha a determinação de Byakuya e acha tudo uma graça.

- O senhor deseja realmente me agradecer?

Ele assente com a cabeça.

Hisana beija o lado esquerdo do rosto de Byakuya com tanto carinho que faz os pêlos e a espinha do jovem arrepiarem.

Hisana cessa o beijo carinhoso e olha cheia de contentamento.

- Pronto agora o senhor pode considerar sua dívida paga. Hisana sorri olhando-o com olhar penetrante.

Byakuya estava cego, surdo e mudo, ele sentia um peso tão grande na cabeça que ela começa a inclinar para frente, mas ele volta a si ficando completamente vermelho e como sua pele era clara fica evidente seu estado desconcertante diante de Hisana.

- Byakuya-sama? Hisana muda de expressão, ela começa a ver Byakuya trocando de cor e a tremer descontroladamente. – Byakuya-sama o senhor está bem!

- Eu... Eu... Oh... Uhm... Byakuya olhava para ela, sua voz não estava muito a fim de sair e aqueles olhos, por Deus! Aqueles olhos!

- Byakuya-sama! Hisana estava realmente preocupada, Byakuya estava passando mal ali na sua frente.

- Eu... eu... De repente Byakuya olha de uma maneira muito estranha para trás. – Um hollow!

Byakuya sem pedir licença, some de uma maneira desesperadora com shunpo.

Hisana a princípio fica olhando sem entender o que foi tudo aquilo, ela busca Byakuya com os olhos, mas então mudando de expressão ri graciosamente do shinigami.

No mesmo dia, a noite, Byakuya estava em seu quarto, deitado e olhando para o teto, ele havia banhado seu corpo para poder dormir, exceto o lado esquerdo da face, ele estava pensativo e seus pensamentos sempre acabavam por mostrar no final a figura serena e doce daquela mulher que conheceu sem querer em Inuzuri.

- Não pode ser... Estou completamente apaixonado por aquela mulher...

Byakuya mal conseguiria dormir naquela noite.

Por mais que tentasse se concentrar em suas atuais preocupações, Byakuya não conseguia esquecer de tudo que passou, do como conheceu a sua mulher e principalmente, o quanto a amava mesmo depois de tanto tempo sem tê-la ao seu lado.

- Hisana... Me Perdoe... Byakuya diz com tristeza nos olhos, ele imediatamente volta a abrir livros sem mudar sua expressão.


( Bleach OST_02 – Track 06: Dodo dance)

- Uááááááááá...! Ichigo estica os braços abertos o máximo que pode, seu tédio era tanto que Incomoda Rukia.

- Ichigo, você só leu um livro e já está com preguiça?

- Eu nem terminei de ler o primeiro livro e já estou com preguiça... Pior é que não entendi uma única palavra... Ichigo fecha o livro e joga ele no meio da mesa.

Ambos estavam na biblioteca central da Soul Society lendo vários livros antigos atrás de algum que pudesse ajudar Byakuya.

- Ei Rukia, liga pra Hisana só pra saber se a mansão ainda está inteira.

- Por que essa preocupação repentina?

- Só pra fugir desses livros chatos.

- Sei, sei, sei... Rukia olha com desgosto para o marido cheio de indisposição.

Rukia digita alguns números no celular e após alguns segundo Hisana atende.

- Filha como estão as coisas ai em casa?... Oh, só brincando mesmo?... Já almoçaram?... Não, eu e seu pai ainda iremos demorar, talvez só voltemos para o jantar... Seu Tio está ai?... Não vão perturbá-lo, tudo bem?... Tome conta de tudo até voltarmos, beijos...

Rukia finaliza a ligação.

- Eles vão sobreviver. Ela diz olhando Ichigo.

- Ah... Rukia, por que você não trouxe a Hisana? Eu é que deveria estar em casa, ela entende melhor desses livros que eu.

- Nem pensar, aquela menina ia me obrigar a fazer uma loucura. Diz ela enfaticamente.

- ... É verdade... bom em fim... Ele pega outro livro. – De volta à tortura... Ichigo fica triste.

Rukia ri.


Na mansão Hisana brincava com as crianças quando uma visita repentina chega à mansão.

- Hisa-chan!

Hisana olha e sorri para a visita.

- Ei! Yachiru! Vem Hisana ao seu encontro.

- O que você esta fazendo?

- Servindo de babá. Ela responde chegando mais perto da amiga e apontando para trás onde estavam as crianças.

Yachiru ri.

- Vamos sair Hisa-chan, o dia mal começou e você já está nesse tédio?

- Não posso Yachiru, se meus pais voltarem e perceberem que não estou tomando conta deles, é bem capaz de me pendurarem em praça pública para servir de exemplo às futuras gerações.

Yachiru ri mais alto ainda.

- Mas Hisa-chan se o problema é apenas este, traga as crianças oras! Eles estarão sempre perto de você e por isso teremos como vigiá-las.

Hisana faz cara de idiota, Ela tinha um ponto.

- Já que você diz...

Hisana se vira para os irmãos chamando-os.

- Ei monstrinhos, venham comigo e com a Yachiru, nós vamos passear pela Soul Society!

As crianças explodem em alegria e os quatro começam a correr sem rumo com um único objetivo: diversão.

Mas enquanto correm fazendo todo o barulho que eram capazes de fazer, da mansão, um dos dois indivíduos que os observavam mais cedo, olhava em aprovação ao que acontecia.

Naquele dia, algo terrível fora de qualquer compreensão aconteceria e nada seria capaz de impedir...


(Bleach OST_02 – Track 12: A Requiem)

Algumas horas depois Ichigo e Rukia haviam encontrado alguns manuscritos aparentemente úteis com kidous incompletos e outros com formas mais complexas de invocação.

- Rukia, acho que por enquanto isso deve servir ao seu irmão, é melhor voltarmos, até por que já escureceu. Ichigo aponta para a janela.

Rukia estava cansada, naquele momento era difícil esconder.

- Tem razão, já é hora do jantar, não podemos nos atrasar, fizemos tudo o que podiamos hoje, por hora vamos voltar.

Ambos se erguem das cadeiras, pegam suas anotações e se dirigem à mansão conversando trivialidades.

Hisana junto de Yachiru e seus irmãos haviam se divertido bastante durante todo o dia, mas já era noite e quase hora do jantar além do mais ela sabia que sua familia sempre jantava unida na mansão, por isso eles começam a voltar, no meio do caminho um servo da mansão vem caminhando em direção a eles.

- Hisana-sama.

Hisana pisca surpresa com a presenta do servo da mansão.

- O que foi? Ela pergunta.

- Senhorita, recebi uma mensagem de vossos pais e eles necessitam de sua ajuda em algo muito importante na biblioteca central da Seiretei antes que possam retornar à mansão.

- Meus pais? Hisana questiona olhando os irmãos.

- Sim, disseram se tratar de algo muito importante, nós servos não temos permissão de questionar as ações de nossos mestres.

Nisso ele tinha razão, ainda mais por que seu tio não queria envolver ninguém com os problemas da familia, nem mesmo os servos, era óbvio que ele não tinha como saber do que se tratava.

- Tudo bem nós já estamos indo até lá, Masaki, Kaien, vamos lá. Hisana começa a caminhar em direção oposta a da mansão.

- Espera Hisa-chan, deixa que eu levo seus irmãos até a mansão. Sugere Yachiru.

- Não precisa Yachiru, assim que resolvermos o que o papai e a mamãe querem voltaremos todos juntos para casa.

- Entendo, tudo bem então. Yachiru responde encerrando a questão.

- Ah! Deixa mana, a mansão é aqui pertinho, prometemos nos comportar no caminho. Sorri Kaien pedindo à irmã.

- Vão mesmo?

- Sim! Masaki levanta a mão dando sua palavra por ambos.

- Tudo bem, eu vou deixar, mas assim que chegarem, tomem logo o banho de vocês e fiquem esperando como dois anjinhos pelo jantar entenderam?

- Sim! Ambos respondem em Uníssono.

Hisana sorri para os irmãos.

- "Kurosaki Hug!" Hisana abraça bem forte os irmãos.

- Ai, ai, ai, ai! Pára Hisana! Que mico na frente da Yachiru! Protesta Kaien.

Masaki ri abraçada a irmã.

Hisana olha séria para Yachiru.

- Boa sorte.

Yachiru sorri.

- Obrigada, nem sei por que, mas obrigada.

Hisana vai em direção a biblioteca e seus irmão voltam para a mansão com Yachiru.


Instantes mais tarde o servo deixa Hisana em frente a biblioteca e alerta que poderia ir somente até ali, ele faz um sinal de reverência e some, a jovem entra na biblioteca à procura dos pais, mas cansada de procurar sem sucesso, resolve se dirigir ao balcão de informações.

- Com licença? Hisana faz um gesto com a mão para chamar a mão da responsável do lugar que lia um livro.

- Em que posso ajudá-la? A mulher responde levantando os olhos e ajeitando os óculos.

- A senhora poderia me informar em que parte da biblioteca estão Kurosaki Rukia e Ichigo?

A mulher olha por um instante no catálogo de visitantes.

- Kurosaki Ichigo e Kurosaki Rukia saíram há mais de uma hora da biblioteca senhorita. Ela responde ajeitando os óculos novamente.

- Mas isso é impossível, não faz nem vinte minutos que eles me pediram para vir até aqui. Hisana parecia surpresa e gesticula com as mãos respondendo para a mulher.

- Sinto muito senhorita, mas eles até mesmo assinaram o catálogo de controle de visitantes no momento que saíram, veja você mesma. A mulher vira o catálogo para Hisana.

Hisana olha sem entender e coça a cabeça.

- Que brincadeira de mau gosto dos meus pais! Hisana cerra os punhos. – obrigada senhora e desculpe o incômodo.

Hisana sai bufando da biblioteca.

- Eles devem ter feito isso só pro tio Byakuya brigar comigo no jantar! Droga! Não vou dar esse gostinho para eles!

Hisana sai correndo em direção a sua casa.


(Bleach Ost_02 – Track 17: Whisper of the Apocalypse)

Byakuya terminava algumas anotações importantes quando de repente ouve um grito feminino ecoar pela mansão, logo após o grito, quase que automaticamente vários outros gritos de horror se espalham pelo lugar, ele se levanta derrubando uma pequena pilha de livros da mesa e sai correndo em direção a porta, assim que abre um servo o impede de seguir em frente.

- Meu senhor não saia do quarto por favor! O homem encapuzado diz tentando empurrar Byakuya para dentro do quarto outra vez, enquanto isso outros homens armados ficam à frente do quarto criando uma cobertura.

- O que significa isso? Saia da minha frente insolente!

Byakuya empurra os homens a sua frente abrindo caminho indo em direção a uma aglomeração de servos mais adiante.

- Meu senhor não faça isso! O homem suplica novamente.

Byakuya continua abrindo caminho e começa a perceber a expressão de horror, espanto, tristeza e algumas lágrimas entre seus criados, assim que empurra o último servo que atrapalhava sua visão sua expressão se torna algo difícil de se descrever, Byakuya empalidece e suas pernas perdem as forças, ele cai de joelhos no chão.

Enquanto isso Ichigo e Rukia que tinham resolvido pegar um caminho mais longo para aproveitar mais o luar, já estavam bem próximos a mansão quando ouvem gritos ansiosos e nervosos ecoar na casa Kuchiki.

- Ichigo, esses gritos...! Rukia olha para o companheiro com expressão nervosa.

- Vêm da mansão! Ichigo sai correndo automaticamente com idêntico nervosismo.

Ambos correm freneticamente em direção dos gritos e Ichigo mais rápido chega alguns segundos à frente de Rukia.

- Senhor Ichigo o senhor não pode prosseguir por aqui. Um servo a frente de outros tenta impedí-lo.

- O que está acontecendo? Ichigo exige uma resposta enquanto continua a miseravelmente avançar em direção à confusão e evidentemente preocupado. – Hisana, Masaki, Kaien! Byakuya onde você está? Ichigo estava nervoso seu coração acelerando ainda mais. – Byaku...! Ichigo fica estático.

- Ichigo, o que está acontecendo! Rukia vem chegando, sua expressão preocupada estampada na face. – Ichigo! O que está...!

Ichigo repentinamente se vira para Rukia abraçando-a e cobrindo seu rosto com seu peito.

- Não veja isso Rukia! Não... Veja...! Ichigo forçava seus olhos a fecharem e uma trilha de lágrimas já descia descontroladamente pelo seu rosto.

Rukia vê as lágrimas de seu companheiro e sem entender projeta seu rosto desvencilhando-se apenas um pouco para ver além do corpo que lhe protegia de alguma coisa e ela vê.

Vê o que não queria.

Rukia vem tremendo andando passo a passo em direção ao centro do círculo de pessoas, quando chega ao meio de tudo ela pára e se ajoelha.

Ichigo chorava ainda sem acreditar no que via, não muito longe de tudo Byakuya ainda estava na mesma posição que estava minutos atrás.

Rukia ajoelhada pega no colo dois pequenos corpo ensanguentados de crianças sem vida, ele aproxima seu rosto aos deles e começa a soluçar quando uma emoção indescritível toma conta de todo o seu corpo.

- Nãããããããoooooo! Meu Deus, Meus filhos, nããããoo! Rukia grita descontrolada agarrada aos corpos de Kaien e Masaki.

Ichigo que chorava descontroladamente se ajoelha do lado da esposa e soluça de agonia segurando aos pequenos que não abriam mais os olhos.

Na mansão os sentimentos desesperadores de negação de Rukia e Ichigo ecoavam pela mansão sob os olhares atentos dos servos que dividiam aquele momento sem saber o que fazer, Byakuya olhava os pequenos corpos nos braços de Ichigo e Rukia e começava a ter aqueles sentimentos refletidos em si, Byakuya não consegue chorar com lágrimas.

Mas seu coração derramava lágrimas de sangue naquele dia.


Hisana estava revoltada, seus pais conseguiram fazer a garota perdem um bom tempo tendo que voltar à mansão, ela sabia que seus pais adoravam lhe pregar algumas peças, mas o significado daquilo estava começando a lhe incomodar.

- Que estranho, pensando bem, meus pais não ganham nada me fazendo andar de um lado para o outro, aliás cadê aquele servo sem noção que fez isso comigo? Eu tenho algumas perguntinhas pra fazer para ele. Hisana estala os dedos e cerra os punhos deixando bem claro que tipo de violentas perguntas faria, mas conforme se aproxima da mansão ela nota o silêncio da mansão.

- Ué? Por que não tem nada explodindo na mansão a esta hora? Uau! Não acredito que Masaki e Kaien me obedeceram!

Errado, por isso mesmo Hisana reformula seu raciocínio.

- Peraí... Mas Masaki e Kaien nunca me obedecem! Hisana fica desconfiada e por isso apressa mais os passos.

- Auto lá! Vários soldados encapuzados ficam de prontidão com arcos, lanças e lâminas.

Hisana toma um susto pulando com a aparição repentina dos servos da mansão.

- Que brincadeira sem graça é essa! Diz a jovem com as mãos para cima com medo de levar uma flecha no traseiro.

- É a jovem mestra! Ela está viva! Um servo vibra repentinamente.

Hisana levanta uma sobrancelha.

- Uhm!

- Jovem mestra, que bom que está bem, seus pais ficarão felizes em vê-la viva.

- Viva? Como assim?

- Jovem mestra. Um dos homens vem a frente. – Uma tragédia aconteceu em vossa família...


(Bleach Jigoku-hen Movie 4 – Track 19: Monologue)

((Puff, puff,puff...!))

Passos pesados e apressados podem ser ouvidos na mansão.

((Puff, puff, puff...!))

Golfadas de ar desesperados e suor são testemunhas nos corredores.

- Masaki, Kaien!

Hisana abre com tudo a porta de um grandes dos quartos da mansão, ela ofegava e transpirava quando chega ao recinto.

Byakuya olha para Hisana, seu olhar era triste e mesmo vendo a jovem diante de si, ele não consegue sorrir.

- Titio... Hisana estava começando a tremer e a adentrar o lugar que estava sinistramente escuro, a luminosidade se devia a poucas velas que eram distribuídas pelos cantos do quarto.

Byakuya olha nos olhos de Hisana e seu olhar de tristeza se converte em algo que Hisana sente muito bem o seu significado antes dele baixar novamente a cabeça e ficar no mais profundo silêncio.

Aquele olhar era de decepção.

Hisana continua a caminhar até o fundo do quarto.

- Papai? Mamãe? Hisana consegue vê-los de costas mais ao fundo.

Mas eles não se viram para ela.

- Cadê a Maki-chan e o Kai-chan?

Hisana tremia, seu coração começando a acelerar a medida que se aproximava.

- Pai, Mãe...? Ei, eu estou...

Hisana chega mais perto e seus olhos se arregalam, ela fica pálida e suas pernas bambas, suas mãos ficam frias e seu coração dispara quase saindo pela boca.

A frente de seus pais que de joelhos estavam diante de uma cama no fundo do quarto escuro, Hisana podia ver dois pequeninos corpos cobertos com um lençol branco como se estivessem dormindo e seus rostos com um lenço tão branco quanto escondendo-lhes a expressão.

- Masa...

Rukia repentinamente se ergue e sem esperar, Hisana leva uma tapa na face fazendo-a virar o rosto.

- A culpa foi sua! Começa a gritar sua mãe com lágrimas e o rosto vermelho de tanto chorar. – A culpa foi sua! Eu mandei você cuidar dos seus irmãos, te dei uma tarefa simples, e seus irmãos estão mortos por sua causa!

Hisana não estava sentido a dor da tapa, mas das palavras que ouvia.

Ichigo e Byakuya estavam em silêncio.

- Nós confiamos em você! Seus irmão confiaram em você e agora...! Rukia começa a chorar e soluçar novamente, caindo de joelhos sem forças outra vez. – Que tipo de irmã mais velha é você! Rukia grita totalmente fora de si e sem medir as consequências do que dizia.

Aquilo doeu em Hisana, mais do que a tapa no rosto, mais do que a lâmina de Kenpachi, mais do que qualquer dor que tinha sentido em toda sua vida, ela olha para o seu pai que estava com um olhar distante e vazio e mais ao longe seu tio que parecia tentar entender o que tinha realmente acontecido, mas não conseguia virar o rosto para sua mãe, ela apenas ouvia seus soluços lamuriosos diante de si.

Hisana começa a chorar.

- Eu... Ela tenta dizer alguma coisa, mas a dor era sufocante e não deixava sua voz sair, ela fica desesperada quando vê outra vez os corpos dos irmãos em cima da cama sem se mexer, Hisana queria sumir dali o mais rápido possível e em um ato impensado ela sai correndo do quarto mordendo os lábios e chorando.

- Hisana! Grita Rukia esticando o braço tentando segurá-la.

Hisana corre freneticamente pela mansão e pula os muros sumindo no meio da floresta, ela continua a correr sem rumo derramando lágrimas pelo caminho pensando todo o tipo de besteiras e pior, as palavras de sua mãe pareciam estar derretendo seu cerébro, pois ela sentia uma dor de cabeça insuportável naquela hora, sem olhar por onde pisa Hisana tropeça em uma pedra e como corria com uma velocidade absurda ela cai se arrastando pelo chão e indo parar na frente de um lago, quando levanta o rosto ela estava machucada, mas incrivelmente não sentia dor devido o estado de torpor em que estava, a primeira coisa que ela vê quando abre os olhos é seu reflexo na água e a lua ao fundo.

- Minha culpa... Kaien, Masaki... Me perdoem... Hisana chorava novamente.

- Hisa-chan...

Era uma voz familiar, por isso Hisana não vira o rosto.

- Hisa-chan, me desculpe eu... quando voltávamos as crianças começaram a correr e eu tentei correr atrás, mas de repente elas sumiram da minha visão... me desculpe a culpa foi minha... A voz soluçava.

- A culpa não foi sua, eu sabia como eram os meus irmãos... Sabia que não... Deveria deixá-los ir com alguém que não fosse eu... A culpa foi minha... Hisana lamenta.

- Hisa-chan...

Hisana ouve os passos se aproximando.

- Obrigada por estar aqui Yachiru-chan.

(Bleach Diamond Dust Rebellion Movie 2 – Track 26: Invasion)

- É para isso que servem os amigos Hisa-chan...

Hisana sorri sem olhar para trás, neste instante seu celular que estava no status silencioso, mas vibrava, alerta que alguém estava ligando, Hisana indisposta pega o celular no bolso.

- Pode deixar que eu estou aqui para consolá-la Hisa-chan.

Hisana olha na tela do celular e sua expressão de tristeza, se torna surpresa.

- Pode deixar que estou aqui para consolá-la...

Hisana se ergue com o celular em mãos virando-se rapidamente para trás.

- Consolá-la com o silêncio da morte! A voz e a pessoa eram completamente diferentes da que Hisana esperava.

Um corte profundo é desferindo indo do ombro esquerdo até a cintura do lado direito, Hisana é surpreendida pelo corte e cospe sangue, com a violência do golpe desferido ela deixa o celular cair no chão e é arremessada em direção ao lago caindo e afundando no local onde era possivel ver o reflexo da lua, segundos depois o reflexo lunar começa a mudar de cor e a lua branca se torna vermelha a medida que mais sangue começa a surgir, tornando-a sangue vivo.

Uma mulher de cabelos negros e maquiagem pesada no rosto começa a rir até que sua risada se torna uma gargalhada fúnebre, sua espada na mão com uma trilha de sangue escorria pingando no chão, a alguns passos dela um celular vibrava e brilhava no chão esperando ser atendido, era possível ver o nome de quem chamava.

Yachiru.

A gargalhada da mulher ecoa pela floresta deliciando-se com tudo o que tinha acontecido naquele dia, sua expressão de loucura era mais evidente cada vez que se intensificava o brilho da lua.


Continua...


Cantinho da Tia Lyel

Olá a todos os leitores, saudades de vocês XD, com tanta coisa pra fazer e pouco tempo pra usar fica bem difícil atualizar fanfics né? Esta pessoa sem salvação pede perdão _

Como podem ver, a fanfic que aparentemente era comédia sofre uma reviravolta chocante, mas para os mais atentos, a própria sinopse já deixava claro que algo deste tipo poderia acontecer, então é isso, a familía Kuchiki é abalada mais uma vez com uma tragédia que cada vez mais trás consequências terríveis para a família de Byakuya, o que o capitão do sexto esquadrão fará em meio a tanta tragédia? Como ele, Ichigo e Rukia conseguirão seguir em frente, principalmente agora que tudo está perdido? e Hisana? Ela também morreu?

Aguardem ... O próximo capítulo!

"ORGULHO, HONRA E MÁSCARA!"