Esse capítulo vai para a dandiwinchester, uma menina muito doce com grande imaginação e que brigando com todas as suas dificuldades não desistiu de expor suas idéias, e que entrou na minha vida via Piratas. Parabéns pela coragem!
Capa nova! Foi a minha anja, Angioletto. Achei linda! (Para ver somente no outro site)
Obrigada pela capa e por assumir como sempre meus erros!(Viu como estou feliz pela capa até assumir os teus erros)
- Vamos voltar para o local onde o Venus e o Colibri estão ancorados. – Ordenou Roger.
- Por que vamos desistir de encontrá-lo? Não! Precisamos ficar aqui! – Gritou Jared ajoelhado junto à murada.
- Não estamos desistindo, vamos procurar outras maneiras para encontrá-lo. Mas agora precisamos sair daqui, para termos a chance de revê-lo. – Falou Roger.
- Eu não vou sair daqui! – Gritou Jared, indo com fúria em direção à Roger. – Nunca! Eu não vou desistir dele... Nunca. Eu o amo demais para isso.
- Não admito que você ache que eu não o amo! Que estou desistindo dele. Nunca farei isso. Admitir que o perdi para sempre, é o mesmo que deixar de respirar. – Disse o capitão segurando o rosto dele. – É por ele que precisamos sair daqui. Do que vai adiantar se formos capturados? Temos que buscar outras maneiras de saber onde ele está.
Jared ouviu com atenção balançou a cabeça numa concordância muda, mas se retirou para a cabine. Cada ordem de partida ouvida, parecia que o levava para longe do ser amado.
Ilha Bonita
Jensen não sabia por quanto tempo ficou ali encostado no muro, chorando sem uma aparente razão, e segurando o anel de casamento que Jared lhe dera.
- Almirante Smith? – Perguntou alguém o tocando no ombro. – Você está bem?
Quando Jensen virou encontrou os olhos preocupados de Kane.
- Sim... Não sei. – Respondeu Jensen visivelmente confuso.
- Aconteceu alguma coisa? – Kane estava preocupado. Se Jensen recuperasse a memória tudo estaria perdido.
- Não, apenas me deu vontade de... – Jensen parou não sabia se devia dizer a verdade ou não. – De caminhar na praia. – Mentiu. Precisava conhecer melhor Kane, na situação em que se encontrava não confiava em ninguém.
- Você quer caminhar na praia? – Perguntou Kane surpreso.
- Não mais. – Disse Jensen olhando na direção em que os três tinham seguido.
- Vamos volta para casa então?
- Claro. – Respondeu Jensen agora limpando o rosto, ainda molhado pelas recém derramadas lágrimas.
- Não precisa chorar quando quiser caminhar na praia. – Disse Kane brincando para distrair a mente de Jensen, que sorriu e segui o Comodoro.
Kane fez Jensen se alimentar novamente e juntos foram se sentar na sala onde o capitão estava quando avistou os homens de sua tripulação. Sentados lado a lado em cadeira tipo poltronas de frente para a janela de onde podiam ver o mar.
- Você deve ter milhares de perguntas sobre você. Já se lembrou de alguma coisa? – Perguntou o Comodoro, quebrando o silêncio.
- Não, tudo que vem em minha mente é muito confuso. – Respondeu Jensen com sinceridade. – Gostaria que as pessoas não soubessem dessa minha situação. – Pediu Jensen, pois se sentia muito frágil e inseguro.
- Também acho melhor, poderiam ser aproveitar de você. – Disse Kane esticando o braço e apertando a perna de Jensen, numa forma de passar confiança para o loiro. – Pergunte o que você quiser. Sei muitas coisas de sua vida, outras talvez não lhe responda agora.
- Por que tem coisas que você não responderá agora? - Falou Jensen curioso.
- Por que é muito complexo, mas aos poucos irei te esclarecendo. – Mentiu Kane. Mas como explicar a Jensen que algumas coisas ele ainda não teria inventado uma boa história?
- O que significa esse anel? – Perguntou olhando para a sua mão, enquanto a outra acariciava objeto. – Sou casado?
- Sobre esse anel, ainda não posso te dizer nada. Vamos dar mais um tempo. – Disse Kane que puxou a sua mão e tentou tirar o anel. Foi impedido por Jensen, ao mesmo tempo em que o loiro lhe dirigia um olhar de reprovação.
- Dean! Fui eu que lhe dei este anel. Apenas não quero entrar nesse assunto agora, por que você ainda não esta recuperado. Mas não vejo a hora de falar sobre nós. – Kane sorriu e lhe afagou a mão.
- Certo. – Disse Jensen ainda não conformado, mas resolveu esperar. Abrindo a camisa mostrou a tatuagem. – E isso aqui?
- Podemos pular para outra? – Disse Kane.
- Comodoro, estou começando a achar que o senhor não pode ou não quer me ajudar. Então obrigado pela hospedagem, mas irei para o alojamento, deve haver algum por aqui. – Disse Jensen se levantando irritado com a falta de resposta.
- Calma! – Falou Kane colocando as mãos no ombro de Jensen, obrigando-o a sentar novamente. – Apenas queria te poupar. Essa tatuagem é para você lembrar o episódio mais dolorido de sua vida. O símbolo de uma vingança. – Disse Kane olhando-o nos olhos.
- Agora mais do que nunca eu quero saber.
- Essa tatuagem foi feita em um momento de estrema tristeza. – Enquanto Kane falava desabotoava os primeiro botões da blusa de Jensen. – Essa parte do desenho é o símbolo de um navio. – Explicou Kane que com as pontas dos dedos traçava o contorno da imagem, seu coração disparou ao sentir a pele quente e suave de Jensen. – E essa parte aqui. – O comodoro respirou fundo tentando acalmar o desejo de percorrer com suas mãos o corpo, que durante toda sua vida desejou e que fazia parte de seus sonhos e pesadelos. – Representa a patente de capitão, em um navio pirata.
Jensen percebeu a perturbação do comodoro, mas não quis perguntar nada. Resolveu apenas observar e tentar tirar suas próprias conclusões, enquanto esperava sua memória voltar.
- E por que eu tenho esse tipo tatuagem? – Perguntou o capitão. Se levantando para escapar das mãos de Kane, que o incomodavam, e foi para a janela, onde se sentou.
- O navio que você leva tatuado em seu peito, foi o mesmo que atacou e afundou o navio em que viajava toda a sua família. Foi um ataque covarde, pois imagine um navio de passageiros sem tantas armas, contra o Colibri. – Disse Kane. Realmente a família do Almirante tinha perecido em um ataque de navio pirata, mas ninguém sabia qual.
- Colibri? – Perguntou Jensen, estranhando a sensação que surgiu em seu coração ao ouvir esse nome. Concluiu que devia ser por causa do que aconteceu com a sua família, de acordo com o que Kane contava.
- Colibri, comandado pelo mais cruel e sangrento pirata desses mares. – Kane falava com indignação e raiva, tentando incitar uma raiva em Jensen contra ele mesmo. – Você fez essa tatuagem para não esquecer a sua vingança. Jurou que não descansaria enquanto não capturasse e matasse o capitão e toda a tripulação daquele maldito navio. – Essas últimas palavras foram ditas com Kane em pé de punhos fechados em uma encenação perfeita de puro ódio. Olhando para Jensen percebeu que seu discurso dera sorte, o loiro esta com as mãos fechadas, no olhar um brilho de raiva e a boca formava o característico beicinho, conhecido do Comodoro, que quando o viu quase esqueceu sua representação.
- Eu consegui me vingar? – Perguntou Jensen.
- Não. – A resposta de Kane fez Jensen respirar fundo e morder os lábios. – Você foi transferido para Índia, ficou por lá durante seis anos, e voltou para concretizar sua vingança.
- Como assim?
- Você e outros, entre Almirantes e Capitães, foram chamados para as principais províncias da Inglaterra para acabar com essas malditas ameaças que são os piratas. No seu caso, a missão da sua vida é capturar o Colibri, por isso abriu mão de tudo que conquistou na Índia, e veio para cá. – Fora a parte da vingança, Kane falava a verdade, o almirante Smith viera para ilha Bonita para ir atrás da Frota Sobrenatural, e dizia aquilo para Jensen apenas para ter uma história consistente, não que Jensen fosse sair em batalha. – Claro que tem outro motivo também. – Essa ultima frase fazia parte do seu plano de ter o capitão em seus braços.
- Quando nos vamos partir? – Perguntou Jensen entre dentes, no olhar um grande brilho de ódio.
- Logo. Não se preocupe, assim que o Comandante Geral e o almirante James Lafferty chegarem. Organizaremos uma grande esquadra, e iremos atrás não apenas do Colibri, mas de todas as ameaças que andam por esses mares matando e roubando pessoas de bem. – Kane esperava que quando esse momento chegasse Jensen já fosse dele.
- Mas por que temos que aguardá-los?
- Com eles chegarão novos navios e homens. Lembre-se que de sua armada apenas você escapou. – Kane viu uma sombra passar no rosto de Jensen ao ouvir essas palavras. – Não fique assim, não foi sua culpa. – Kane se levantou e acariciou o rosto de Jensen.
- Eu fico triste. Será que eu não fui culpado? De repente posso ter dado uma ordem errada. – Jensen mordeu os lábios e brilhos de lágrimas surgiram em seus olhos. – Kane sorriu lembrando o quanto Jenny era emotiva, e mesmo sendo agora um capitão pirata, não tinha mudado.
- Hei! Esqueça isso, não foi sua culpa. Logo estaremos indo atrás do Colibri e do seu capitão. – Disse Kane.
- Chris. – Jensen fez uma pausa antes de continuar. – Será que eu consigo comandar um navio, sem recuperar a memória? – Jensen colocou uma de suas angustias para fora.
- Não se preocupe, eu estarei ao seu lado. – Disse Kane, e olhando os olhos verdes sem brilho do loiro, percebeu que o mesmo precisava descansar. – No momento você deve se preocupar apenas em se recuperar, por isso você vai agora descansar.
- Você tem razão. – Concordou Jensen, descendo da janela. – Mas você falou que tenho outro motivo para ter saído da Índia, qual é esse motivo? - Perguntou curioso.
- Um amor! – respondeu Kane sorrindo.
- Amor? Que amor? Eu amo alguém? Quem é? – As perguntas saiam uma atrás da outra.
- Calma. Isso por enquanto eu também não vou te responder. – Falou Kane.
- Por quê? – Apesar do cansaço a indignação transpareceu na voz de Jensen.
- Digamos que a pessoa quer que você se lembre do relacionamento que existia entre vocês, ou que pelo menos volte a sentir, o que sentia por ela. – Essa explicação fazia parte do plano que Kane tinha pensado.
- A pessoa sabe que eu perdi a memória. Você contou para ela? – Perguntou Jensen pensativo.
- Você esta cansado, não irei te responder mais nada.
Jensen ainda não se sentia recuperado e seu corpo pedia descanso e por isso não discutiu. Foi para o seu quarto, tirou a camisa e as botas ficando apenas com a calça comprida. Ao se deitar dormiu quase que imediatamente. Kane, que tinha o seguido, cobriu o loiro com um lençol, e também resolveu ir para o seu quarto descansar, afinal queria estar em forma, quando o loiro cedesse e dissesse sim para ele.
Sonhos
Jensen estava no convés de um navio, segurava o timão com firmeza, pois o mar estava bravio e o nevoeiro espesso, tão denso que o loiro não conseguia enxergar nada a sua frente.
Tentando manter o rumo, Jensen se concentrava no caminho, quando sentiu dois braços fortes o envolvendo. Um corpo quente o apertava junto a si, enquanto mãos grandes invadiam sua camisa passeando por tórax e peito.
Jensen se entregou as sensações, fechou os olhos, e encostou a cabeça no ombro do desconhecido. Apesar de não pode ver sabia que se tratava de um homem. Sentiu a boca do desconhecido beijando seu pescoço, sua nuca, e com os beijos leves mordidas, fazendo o capitão Ackles gemer de prazer e reclamar por não poder se virar e agarrar aquele que o submetia a mais doce tortura, afinal ele precisava manter o curso do navio.
O Capitão ouvia a risada gostosa do homem que lhe acariciava, ao pé do ouvido, como se soubesse de sua frustração por não poder abraçá-lo como gostaria. Para provocá-lo mais começou a esfregar o corpo forte em suas costas, e Jensen percebeu que não era apenas ele o torturado, pois a excitação do homem estava evidente.
Jogou o corpo para trás tentando aumentar o contato como se isso fosse possível, e dessa vez quem riu foi Jensen ao sentir o abraço se apertar mais em volta de seu corpo e ouvir o gemido de prazer escapar dos lábios do homem que lhe abraçava de maneira assim tão intima, e até mesmo apaixonada.
De repente as mãos que lhe acariciavam pararam com os carinhos, sob seus protestos, e viu que o homem segurava o timão e em um pedido mudo para Jensen se virar e abraçá-lo. Quando o loiro se virou para abraçar e ver quem estava lhe fazendo sentir tanto prazer, uma grande onda cobriu o barco.
Nesse momento Jensen acordou sem consegui ver que era o homem que estava junto com ele naquele navio. Seu corpo queimava, estava febril devido às sensações de desejo que sentiu durante o sonho.
Seu coração estava acelerado. Um desespero, uma angústia que invadia todo o seu ser. Jensen se levantou cambaleando, abriu a janela e sentiu o vento frio refrescando o corpo febril.
No Flor de Lótus
No meio do Atlântico um navio seguia rapidamente em direção oposta, o Flor de Lótus ia encontrar o Venus e o Colibri. Dentro dele, dois homens, dois grandes comandantes mergulhados em dores iguais por motivos diferentes.
Roger Ackles que apesar de saber que estava fazendo o certo, saindo dos arredores da ilha Bonita, tinha medo de esta desistindo do filho. Nunca seu coração e mente estiveram tão divididos. Seu lado racional dizia que o filho estava morto, uma tempestade como aquela quem poderia sobreviver se caísse no mar? Mas seu coração se recusava a acreditar que isso fosse verdade, que o seu filho amado estivesse morto. Porém era esse sentimento em seu peito, a incerteza da morte de Jensen, que fazia o velho capitão colocar os pés um diante do outro. Precisava alimentar a esperança de ainda encontrar com o filho, mas ele não sabia por onde começar a procurar novamente.
Jared Padalecki, apesar da insanidade de seu pensamento, acreditava que o Jensen estava vivo e por perto de onde tinha caído. Essa certeza irracional condenava o fato que o Flor de Lótus tivesse levantado ancora e partido, porém ele tinha medo que estivesse enganado, que essa sensação fosse somente uma ilusão que ele agarrava para continuar vivendo. Por isso aceito a partida, não podia colocar a vida em risco de toda uma tripulação apenas por que seu coração dizia que Jensen estava vivo.
Jared estava deitado na cabine do capitão pela janela entrava uma brisa suave e no alto do céu, a lua cheia brilhava com todo o seu esplendor, porém o capitão Padalecki não conseguia enxergar aquela beleza, pois suas lágrimas o impediam.
Desculpa a demora, mas o tempo anda apertado. Geralmente vejo avisos desse tipo: Vou demorar atualizar por que tenho que estudar, no meu caso é, vou demorar atualizar por que um monte de gente deixou de estudar, ai vocês sabem prova final, recuperação, choro, desculpas, etc.
E o capítulo é pequeno para atualizar logo. Conto com a compreensão dos leitores mais lindos de fic, os meus!
Beijos
