Toda História tem um começo

I

(mais de um ano antes do primeiro capítulo)

Um murmúrio aumentou na floresta onde estava Botan. Ela olhou em volta. Estava usava um vestido amarelo pálido e saltos que machucavam seus pés. Seu cabelo azul estava solto e ela estava maquiada, coisa que nunca fazia.

Ela sentiu Koenma pegar em seu braço, Ayame ao lado dele.

"Vamos lá pessoal, só temos que encontrar um circulo de cogumelos e estaremos prontos!"

Botan viu George e muitos dos funcionários do Rekai. Na verdade, todos os funcionários estavam lá. Ela inclusive viu Enma lá. E por que, você pode perguntar, estavam todos lá? Era por causa de Botan. Ela havia conseguido o maior prêmio que uma guia espiritual pode conseguir.

Não tinha nome. Apenas foi dito que Botan era a melhor, a mais pura e mais espiritual guia por lá. Lisonjeiro, não?

"Encontrei um, senhor!"

George acenava com seus grandes braços azuis. Botan sorriu mecanicamente. Ela não queria estar na festa. Ela preferia ter que ficar com Hiei por três horas do que fazer parte da cerimônia, mesmo que esta fosse para ela. Ela viu seu chefe ir até o circulo e olhou com interesse. Ela queria ver o que ele faria. Ela ouviu Enma rir enquanto Koenma esfregava as próprias mãos.

"Ok pessoal. Vamos ter uma noite para lembrar!" O Príncipe levantou suas mãos e as manteve sobre o circulo de cogumelos. "Pelo poder de Rekai, eu ordeno que sua real e mais bela forma seja revelada!"

Botan não teve tempo de piscar porque seus olhos cor de rosa foram inundados com uma luz branca. Ela engasgou quando teve sua visão de volta. Ela estava em um salão de baile, mas não havia teto, as estrelas ainda brilhavam para eles. Havia fios de luz, mas não era luz... não elétrica pelo menos... apenas… esferas.

"Uau… dessa eu tenho que lembrar."

Botan olhou para baixo. Seu vestido, que antes era simples, foi transformado em um lindo vestido cheio de graça e beleza. Ela tinha pérolas em volta de seu fino pescoço e finas luvas em suas mãos. Ficou se fôlego por tudo isso.

A musica vinha, pelo que parecia, das arvores e do ar da noite mesmo. Todos dançaram e beberam. Isso fez Botan ficar tonta. Ela queria ir embora. Ela sentia-se… sufocada. Ela não gostava do seu lindo vestido ou das jóias. Ela estava preste a sair quando sentiu uma mão grande e poderosa em seu ombro. Uma voz profunda soou em seus ouvidos.

"Indo tão cedo?"

Botan olhou para cima para ver o próprio Enma sorrindo para ela, seus olhos brilhando como estrelas. A guia gaguejou de nervosa.

"A-ahn. B-bem parece isso, né, mas na v-verdade eu estava apenas..."

Enma riu.

"Está tudo bem Botan". A guia piscou. Enma sabe meu nome? "Eu entendo". Ele abaixou-se ainda mais para que pudesse sussurrar no ouvido dela. "Você pode ir". Ele deu leves tapinhas, leves da maneira como conseguia, em sua cabeça. "Cuide-se e parabéns".

Botan rodopiou sorrindo para agradecê-lo, mas ela já tinha ido. A guia então caminhou para fora da bolha que parecia envolver todo o lugar.

Instantaneamente ela conseguia respirar melhor. Ela suspirou e caminhou para a noite. Que alívio. Não preciso responder a mais nenhuma pergunta. Não tenho que sorrir a noite toda até que meu rosto parece de plástico, afinal. Ela fez uma pequena dança de felicidade.

Foi quando ela se deu conta que estava um pouco longe da festa e rodeada pela escuridão. Ela encolheu-se quando tropeçou em uma raiz e procurou por uma arvora a sua volta. Ela tremia no escuro, o medo a devorando. Isso até que ela escutou uma voz.

"O que uma mulher como você está fazendo sozinha no escuro?"

II

Hiei podia sentir que algo estava acontecendo. Brilhava no ar como raios. Ele seguiu isso e ouviu uma voz alta sumir com alguns sussurros. E então uma força incrível jogou o Koorime para trás.

O que diabos foi isso? Hiei viu uma esfera leitosa. Estava protegendo uma certa parte da floresta e não era natural. Bem, parecia... estranho. Magia muito antiga. Hiei fez uma careta quando tocou a esfera, e ela acabou por queimar sua pele. Algo raro. Na verdade, isso nunca tinha acontecido com o demônio de fogo antes. Hiei rosnou.

Deve ser alguma magia estranha do Rekai.

O Koorime esperou ali por volta. Ele apenas queria saber quem era o responsável por aquela barreira. Foi quando ele sentiu algo sair da esfera.

Aquilo tropeçou. Tateou. Lamentou. Estava assustado. Hiei estreitou seus olhos, a escuridão não era par para eles. E Hiei ficou um pouco chocado com o que viu.

Botan estava ali, olhando a sua volta desesperadamente.

Hiei nunca a via visto daquele jeito antes. Certo, ele já tinha a visto assustada... mas dessa vez era diferente. Ela parecia da realeza. O vestido que usava era estonteante. A servia perfeitamente e combinava com seu cabelo tão bem que chegava a assustar. Seu cabelo estava solto e Hiei quase não a reconheceu de primeira. Ela estava... ele ousou pensar... linda.

"O que uma mulher como você esta fazendo sozinha no escuro?"

Ela a viu olhar em sua direção, seus olhos rosa arregalados e assustados. Ela o alcançou tateando o ar.

"Hiei? E' você?"

O Koorime sorriu atravessado.

"Hn. O que você acha?"

Ela foi adiante e encontrou seu peito, o agarrando com uma forca que Hiei nunca esperaria dela.

"Por favor, não me deixa sozinha!" Hiei a afastou, não bruscamente e ficou em silencio enquanto olhava para o rosto dela, e podia dizer que estava muito escuro para ela poder ao menos vê-lo. "Eu tenho medo do escuro..."

Hiei resmungou da estupidez dela. Mulher idiota. Que tipo de medo 'e medo do escuro? Pelo menos, Hiei não gostou do fato de ela não poder ver. Ele levantou sua mão e... faíscas! Uma esfera de fogo iluminou um pouco da floresta. O rosto de Botan estava finalmente iluminado quando ela sorriu, o primeiro sorriso verdadeiro da noite, com a presença da luz.

"O que era aquilo?"

Botan viu Hiei apontar uma longa garra para a esfera etérea. Ela riu e balançou suas mãos.

"Ah aquilo! Aquilo e'... bem… na verdade 'e um circulo de cogumelos." Ela olhou para Hiei, que estava lhe dando um olhar mortal. "'E sim! Eu juro!"

Hiei revirou os olhos, mas deixou por isso mesmo. A mulher nunca mentia. Não para ele.

"Então, você quer voltar?"

"NÃO!"

Os dois estavam estarrecidos. Hiei nunca a tinha visto tão decidida sobre algo em sua vida. Ela respirava fundo e desespero saia de seus olhos rosa. A própria guia parecia um pouco chocada com sua reação. Ela tremeu enquanto se afastava um pouco dele, achando que ele a arrastaria de volta.

"Hn. Que seja."

Hiei virou-se para sair, mas ela agarrou seu ombro.

"Por favor..." A única razão para que o Koorime não se soltasse dela foi que ele sentiu sal no ar. "Não... me deixa... sozinha." Ela soluçou. "Não me faca voltar para lá."

Outro longo silencio. Eles não se olhavam. Uma brisa suave mexia com seus cabelos enquanto eles estavam na floresta. Sem dizer nada nem avisar, o demônio a pegou em seus braços e estava correndo pelo campo.

III

Botan gritou.

"HIEI? O que esta fazendo?"

Hiei rosnou para ela.

"Calada mulher! Não vou ficar a noite todo com você!" Botan teve que admitir, essa doeu. "Apenas me mostre... onde você mora."

Botan engoliu seco enquanto acenava. Ela disse onde morava e ele a levou para o seu apartamento. Ele abriu a janela e cuidadosamente deslizou ambos para dentro. Ele deixou ela se soltar de seus braços.

"Obrigada"

Hiei não foi embora como ela esperava. Ele olhou nos olhos dela, e ela tentou muito ler alguma coisa, mas apenas ele saberia o que esta por trás daquelas órbitas geladas.

"Por que saiu da barreira?"

Os dois conhecidos se encararam, um tentando entender o outro.

"Hiei... era uma festa. Em minha homenagem."

Hiei sorriu de canto.

"Não deveria ter ficado, então?"

Ela acenou que sim, mas puxou seu cabelo para trás, enfezada.

"Sim... mas..." Ela pausou. Finalmente colocou tudo para fora. "Eu estava odiando aquilo!" Hiei arregalou um pouco os olhos. "Todos ficam me perguntando a mesma coisa sempre e sempre! Nenhum dos meus amigos de verdade estavam lá a não ser Koenma, Ayame e George e eles estavam sempre ocupados conversando com outros!"

Uma lagrima de frustração desceu por sua bochecha e foi quando ela engasgou. Ela percebeu quão alta sua voz saiu e quanto ela estava tremendo. Ela trouxe uma de suas mãos para o rosto e ficou um pouco vermelha.

"Me desculpe. Eu... eu exagerei."

Ela sorriu um pouco quando desviou seus olhos dos olhos dele. A guia tremia enquanto cambaleava para o seu quarto. Estava pensando que devia ralhar consigo mesma por ter sido rude com seu convidado. Ou com o fato de não ter nem mostrado a porta de saída para Hiei.

Ela sentou na cama quando ouviu uma voz do corredor de entrada. Uma voz grave que ela nunca esqueceu desde que a ouviu pela primeira vez.

"Não se desculpe, mulher."

Botan olhou para a porta, mas Hiei Jaganshi não estava mais lá.

IV

A vida continuou. Mais ou menos. A festa foi tão boa que ninguém notou a falta de Botan. Bem, quase ninguém. Havia um cara, seu nome não e' importante, mas o que ele começou era.

Esse homem, esse espírito, era o comandante de uma pequena forca no Rekai. Ele olhou uma vez para Botan e pensou que ela deveria ser dela. Ele disse a si mesmo que ela seria incapaz de resistir a sua beleza e bom gosto. Então, ele imaginou que a noite dele seria a noite festa da promoção dela.

Mas ela não estava lá.

Ela estava, mas por uns dez minutos, quando todos queriam um pouco de sua atenção. Ele queria toda a atenção dela nele. Ele apenas tirou os olhos dela por um segundo e ela havia sumido. A única coisa que viu foi um risonho Enma.

Então o homem decidiu mexer-se e falar com ela durante o trabalho, recolhendo uma alma da floresta.

V

Botan viajou pela folhas e finalmente encontrou o corpo. Ela suspirou e estava preste a libertar a alma quando ouviu uma voz em sua mente.

Mulher. Botan olhou para cima. Alguém notou sua ausência?

A guia sorriu de leve.

Não. Não que eu saiba.

Hn.

Botan ia continuar com seu trabalho quando alguém apareceu. E não era Hiei. Era o homem, e ela sabia que ele a queria para si. Ayame havia dito para ficar longe dele. Botan sabia porque. Ele era tão egoísta que se afundava nisso.

"Hei Botan." A guia foi ficando em alerta. "Eu não te vi na festa noite passada. Onde você estava?"

A guia arrepiou-se. Não sabia como responder isso. Ela se esforçou e ouviu um sussurro em sua mente. Ela tentou entender as palavras, mas ela não as ouvia direito. Foi quando ela sentiu um braço segurar por sua cintura. Ela olhou sobre seu ombro e baixou os olhos um pouco e viu Hiei. Ele não a encarou enquanto a puxava mais para perto de si.

"Quem e você?"

A voz de Hiei era fria como o gelo, e o homem arrepiou-se. Botan sorriu enquanto se apoiava em Hiei, fazendo a cena parecer o mais real possível. O homem estalou os dedos, olhando para Botan.

"Quem e esse perdedor?"

Hiei estreitou os olhos e lambeu seus caninos.

"Ninguém do seu interesse." Ele rosnou um pouco e Botan teve que se conter para não rir. O jeito como ele vibrou quando fez o barulho fez cócegas nela. "Mas o que você precisa saber 'e que esta mulher e minha".

O homem levantou a mão e Botan fez algo que Hiei jamais esquecera.

Ela recuou e apertou o braço do Koorime. Ela fechou os olhos e se protegeu nele.

Agora, não tenha uma idéia errada. O homem nunca machucou sequer um fio azul do cabelo da guia. Hiei sabia disso. Nem mesmo ele poderia feri-la. Seus olhos ficaram tão duros e frios que poderiam congelar lava. Ele encarou o homem. O ponto é que ele assustou a mulher.

Botan sentiu Hiei desaparecer do seu lado. Ela abriu os olhos e viu o homem no chão, desmaiado. Um hematoma formava-se no seu maxilar. Ela olhou para Hiei, que estava arrumando sua capa. Ele olhou para a mulher guia. Ela sorria delicadamente para ele.

"Como sabia que precisava vir?"

Ele cruzou os braços.

"Suas emoções estavam na minha mente". Ele parou para arrumar sua bandana. "Você estava aflita."

Botan se espantou. Desde quando Hiei se importaria com seus sentimentos e se ela estaria feliz ou não. Ela olhou para o homem. Foi quando percebeu que tinha uma queimadura em seu rosto, não um roxo. Hiei não queria que aquele homem me tocasse...

"Ahn, Hiei?" O Koorime estava indo embora. Ele parou e virou, sua face sem emoções, como sempre. Botan caminhou ate ele, tremendo um pouco. "Obrigada."

Mais rápida que o próprio vento, a guia se abaixou e beijou o demônio na bochecha. Hiei não teve tempo de dizer nada porque enquanto Botan retirava os lábios de sua bochecha, ela convocou seu remo. Ela estava voando para as nuvens antes de Hiei ter a chance de registrar o que aconteceu.

O demônio de fogo babulciou. Ele ate corou um pouco. Ele fechou os punhos tão forte que chegaram a sangrar. Ele estava confuso. Ele estava brabo. Mas uma pequena parte dele estava sorrindo. Uma parte ainda menor tocou sua bochecha, saboreando o calor que os lábios dela deixaram. A menor parte de Hiei sentia-se um pouco mais leve.

VI

(Dia de hoje)

Botan olhou para o teto. Ela estava mais pálida e magra agora. Ayame sentou ao seu lado. As duas garotas estavam em silencio, escutando os barulhos em sua volta.

"O que acha que eles estão fazendo lá fora?"

"Eles?"

Botan fungou e limpou seus olhos.

"Há mais deles lá fora agora." Ayame não sabia se estava assustada ou aliviada. "Kurama... Yusuke... Kuwabara… e… e… alguém mais esta' com Hiei." Um corte foi ouvido e em seguida um 'crack' baixo. Baixo, mas audivel. "Você ouviu isso?"

Ayame acenou que sim.

"O que acha que foi isso?"

Botan se esforçou e trouxe suas pernas para próximo de si, seus olhos rosa não deixando o teto.

"Não sei." Outro barulho. "Estão tentando achar um jeito de entrar."

Ayame mirou quando a melhor guia espiritual do Rekai se levantava tremula. Ayame imediatamente levantou e a ajudou. Botan olhou para as paredes, e passou as mãos por elas. Seus olhos fecharam e ela encostou a testa contra a parede sólida.

"Hiei..."

Foi quando explosões foram ouvidas por todos os lados. Ayame se afastou de sua amiga e olhava, girando em círculos. As explosões vinham de... todos os lugares. Algumas eram granadas do Makai... mas outras... outras eram algo diferente. Algo mais forte.

Botan ainda mantinha atesta contra a parede, e começou a sorrir.

Trincados foram ouvidos. O concreto e o mármore deslocavam-se de maneira ensurdecedora. Enma abriu a porta, sua face pálida. Koenma e George o seguiram e todos olharam para a guia, que ainda tinha os olhos fechados. Enma engasgou. Koenma desmaiou. George choramingou. Ayame soltou sua respiração devagar enquanto olhava para cima.

As paredes ficaram em migalhas. Luz atravessou e a poeira levantou. Eles estavam expostos. Eles estavam totalmente expostos. Medo pulsava neles. Bem, na maioria deles.

Um engasgar foi ouvido, mas eles perceberam que era um riso. Um riso de alivio.

Botan chegou a pensar que jamais iria sorrir de novo. Ela abriu seus olhos devagar, lagrimas caindo deles. A luz caiu sabre ela e a fez parecer angelical enquanto ela caminhava para fora de sua prisão, escorregando no mármore.

Mas ela nunca caiu. Dois braços fortes a seguraram e ela olhou naqueles olhos vermelhos que amava para perder-se neles. A pele dele passou de um verde esmeralda para um pálido tom de pêssego. Botan sentiu lábios famintos nos dela e ela soluçou. Ela nunca pensou que iria sentir seus beijos novamente. Ela sussurrou contra eles, fazendo-os tremer bem levemente.

"Também senti sua falta, Hiei..."

VII


mais um capítulo!! sim! milagres acontecem! me senti culpada por ter ficado tanto tempo sem atualizar que resolvi traduzir mais um.. cansei.. o de ontem ja estava na metade quando recomecei... respeito os tradutores profi que tem prazos para a entrega...

bom.. agora estamos na metade! sim! faltam mais 4 caps!! vou começar a traduçao do proximo amanha.. mas nao sei quando vou terminar... tbm tenho a faculdade para me ocupar.. pelo menos ateh a segunda semana de junho...

bom.. espero que gostem! bjs