Esta história e os personagens contidos nela não me pertencem.

A história é uma adaptação do livro Sua Amante, Sua Lei (His Mistress, His Terms) da autora Trish Wylie.

Personagens de Masashi Kishimoto.

Boa leitura! :D

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Capítulo 4 - Le petit mort

Sasuke congelou. Ele a deixou conduzir por um tempo, somente para ver até onde iria. Mas a ajudou de algum modo, descruzando os braços para que Sakura pudesse pressionar os seios contra o peito dele, e agarrou a extremidade do balcão para firmar a ambos. Quando a pequena boca quente roçou sobre a dele numa provocação de beijo, os olhos dela se abriram e focaram nos dele.

Mas quando ela lhe mordiscou o lábio inferior, Sasuke não aguentou mais. Se Sakura estava preparada para brincar com fogo, tinha sido avisada de que haveria consequências.

Então ele tirou as mãos do balcão e circulou-lhe a cintura com os braços, pressionando-lhe o corpo contra o volume crescente sob o zíper do jeans.

Observando-lhe os olhos arregalados em surpresa, sorriu contra a boca de Sakura antes de angular a cabeça, aprofundando o beijo, a língua traçando-lhe os lábios de modo que ela lhe permitisse maior acesso à boca sensual. Quando a viu fechar os olhos, fez o mesmo, provocando-a com a língua enquanto erguia-lhe a saia curta com a ponta dos dedos.

Ela gemeu dentro da boca de Sasuke, que sentiu os mamilos rijos contra o peito. Oh, sim, a pequena senhorita Sakura Haruno podia controlar as coisas durante um dia de trabalho, mas aquele era o território dele. E enquanto ela reagisse daquela maneira aos seus toques, ele estaria em vantagem, não é?

Os dedos dele tocaram a pele suave e arredondada. E ele conteve um gemido dentro do próprio peito. Nossa, aquela mulher nunca usava uma calcinha que não parecesse ter sido feita especificamente para torturá-lo? Sasuke arqueou-lhe o corpo para trás, os dedos traçando a tirinha fina da lateral da calcinha enquanto movimentava os quadris e abria-lhe as pernas com um dos joelhos. Mas no momento que a mão dele se aproximou do centro da feminilidade, Sakura afastou a boca e deu um passo atrás, as pálpebras pesadas, os lábios inchados, as faces vermelhas.

E Sasuke lhe deu um sorriso de triunfo.

— Alguma coisa errada?

Sakura estreitou os olhos antes de umedecer os lábios e erguer o queixo.

— Acho que já estabelecemos que não há absolutamente nada errado. Você é um homem perigoso.

— Foi você quem sugeriu um caso amoroso. — Sasuke ainda estava sorrindo quando pegou a taça de vinho.

Mas quando deu um gole, o queixo dela ergueu-se ainda mais, e a expressão era desafiadora:

— E seria no máximo um caso, Sasuke. Por quê? — Ela gesticulou uma das mãos entre os dois. — Porque nós pertencemos a mundos diferentes.

O copo dele parou a caminho da boca. Mas antes que pudesse questioná-la mais, ela deu aquele sorriso travesso outra vez, a versão Galway, que falava sobre fazer travessuras num nível muito adulto.

— Contanto que você entenda isso.

Sakura virou-se e olhou para o corredor que saía da cozinha, as mãos indo para o zíper lateral do vestido.

— Qual é o caminho?

O coração de Sasuke disparou, a boca secou de repente.

— Para onde?

Ele ouviu o ruído suave do zíper descendo, começou a segui-la, quando ela olhou por sobre o ombro e o informou:

— Para o quarto, é claro. Tenho a impressão de que a superfície de granito vai oferecer um tato bastante frio se você me fizer sentar sobre o balcão.

Bem, se ele não estivesse tão excitado...

— Sakura...

Ela se virou para se inclinar contra a parede enquanto removia um dos sapatos e arqueava a sobrancelha numa expressão interrogativa.

— Sasuke?

Sasuke sentiu as mãos coçarem. Se ela estivesse brincando, era melhor lhe dizer em dez segundos. Depois disso, ele não responderia pelas próprias ações.

— Simplesmente assim? De novo?

Sakura movimentou o ombro nu enquanto tirava o outro sapato.

— Bem, o ato não vai nos levar a lugar algum, certo? Foi você quem disse que isso atrapalharia nosso relacionamento profissional. Portanto vamos resolver essa questão.

Sasuke pôs o cálice na ponta do balcão, andando em direção a ela, com as mãos nos bolsos.

— Você não precisa fazer isso para conseguir o trabalho. Vai obtê-lo com seu talento.

Fazendo uma careta, Sakura cruzou os braços sobre os seios, o que o fez sorrir, pois a tentativa de parecer zangada teria funcionado melhor se ela já não estivesse seminua.

— Não tem nada a ver com trabalho. E sou talentosa o bastante para o serviço. Estamos falando sobre isso. Eu quero você. E pelo volume sob seu jeans, você também me quer. É um desejo. Isso é tudo. Mas está interferindo na nossa relação profissional.

— Um desejo!

Ele continuou se aproximando, então Sakura descruzou os braços e deslizou o outro lado do vestido pelo ombro.

— Sexo é sexo, Sasuke.

Ele não tinha certeza por que queria saber e, para ser honesto, era um tolo por querer saber, quando ela está se oferecendo tão livremente, sem nenhum compromisso, mas...

— Alguém a magoou muito, não é?

Um rubor subiu às faces de Sakura, mesmo enquanto ela ria.

— Não precisa haver nada por trás disso. Por que uma mulher não pode fazer o jogo de um homem? Contanto que brinque com segurança, não há motivo para você não obter o que quer. Não estou em um relacionamento, não que isso impeça um homem de...

E naquela declaração, Sasuke entendeu o que precisava saber.

— Foi isso que ele fez? Traiu você?

Ela hesitou brevemente, então continuou andando de costas, distraindo-o enquanto deixava o vestido deslizar sobre os seios, revelando renda branca e fazendo Sasuke gemer.

— Isso não tem nada a ver com mais ninguém, Sasuke. Tem a ver com nós dois, exatamente como da última vez. — Sakura levou as mãos às costas e abriu o fecho do sutiã, deixando as alças deslizarem pelos braços antes de removê-lo e jogá-lo no chão.

— Ver você lembrou-me do quanto éramos bons juntos. Recorda-se disso? De como foi intenso?

Sasuke engoliu em seco, as palavras roucas lhe causando tanto dano no autocontrole quanto a visão das mãos delicadas indo para os seios, então descendo sobre a curva da barriga reta, a fim de deslizar o vestido pelos quadris.

— Eu me lembro de tudo.

— Bem, se é assim — Sakura movimentou os quadris, e o tecido verde-claro escorregou para os pés —, como pode não querer se perder naquelas sensações de novo?

Era isso que ela queria, perder-se por um tempo? Mas fugir de quê? E por que com ele? Que golpe de sorte estava levando aquela oferta ao apartamento dele após tantos meses de tensão e trabalho árduo? Fazer aquilo certamente aliviaria a tensão acumulada.

Se pelo menos não sentisse que a estaria usando...

Sakura aproximou-se naquela quase nudez gloriosa, os quadris se movendo num meneio tão sensual que Sasuke duvidou que ela soubesse o que estava fazendo. Então ele ficou imóvel e esperou. Por acaso, eles estavam ao lado da porta do quarto, mas duvidava que ela soubesse disso.

Quando Sakura aproximou-se o suficiente, ele ergueu uma das mãos e lhe traçou a linha do pescoço lentamente.

— Você está tão tenso, Sasuke. Não estava assim em Galway. Eu lhe ofereci chá de camomila, mas você não quis...

Ele comprimiu os lábios para conter um sorriso no momento em que ela inclinou a cabeça para estudá-lo, os olhos brilhando com aquela travessura tão familiar. Sakura era incrivelmente sedutora.

— Ele era um idiota.

Ela arregalou os olhos quando Sasuke tirou as mãos dos bolsos e pegou-lhe as mãos, erguendo-as acima da cabeça, enquanto a encostava contra a parede.

— De quem você está falando?

Ele baixou a cabeça, e deslizou a boca ao longo do pescoço dela, arrancando-lhe um gemido quando o tecido da camisa roçou os mamilos.

— Da pessoa que a traiu quando tinha tudo isso à disposição.

E quem quer que fosse, Sasuke estava determinado a fazer Sakura se esquecer de cada lembrança que tinha sobre o homem. Se ela lhe oferecia um caso sem elos, então ele lhe presentearia com algumas memórias muito especiais para substituir as ruins.

Ela arqueou as costas quando ele traçou a língua em um dos ombros, suspirou de modo suave quando Sasuke mordiscou-lhe a pele. E no momento em que Sakura abaixou a cabeça e descansou a testa contra o ombro forte, ele inalou o aroma de lavanda dos cabelos exuberantes.

A quem estava enganando? Podia tentar ser decente, mas a queria com desespero.

— Ultima chance de mudar de ideia, Haruno.

Sakura virou a cabeça para sussurrar ao ouvido dele:

— Eu quero você. Dentro de mim.

Sasuke envolveu os braços delgados ao redor do pescoço, liberando as mãos para erguê-la do chão, as pernas longas de Sakura circundando-lhe a cintura enquanto ele a pressionava contra a parede e a beijava com profundidade. Então afastou os pés, e, usando a parede e o próprio corpo para apoiá-la, tirou os elásticos coloridos que lhe prendiam as pontas das tranças, deslizando os dedos através delas, até que os cabelos de Sakura estivessem soltos ao redor do rosto perfeito. Em seguida, beijou-a mais uma vez.

Sakura murmurou contra a boca de Sasuke:

— Você está muito vestido para isso.

Sasuke riu.

— Você também.

Não que a minúscula calcinha de renda branca pudesse ser considerada "roupa". Mas ainda estava no caminho. E com os tornozelos de Sakura cruzados firmemente ao redor dele, não havia como removê-la. Mas eles ainda tinham tempo...

Ele lhe acariciou os cabelos, descendo as mãos para o pescoço esbelto, sobre os ombros, então, numa dança erótica, sobre os seios, até segurar ambos e circular os mamilos com os polegares. Sakura contorceu-se sob os toques. E Sasuke sorriu.

— Bom?

— Hum...

Ele moveu os quadris de modo que a virilidade roçasse contra o pequeno pedaço de renda que cobria o centro do prazer de Sakura. E sorriu de novo quando ela gemeu.

— Mais?

— Hã-hã.

Sasuke riu quando alcançou a maçaneta da porta ao lado deles.

— Sabe, se é preciso isso para fazê-la parar de falar, talvez eu repita a performance com mais frequência.

Sakura apertou os braços ao redor do pescoço dele, enquanto Sasuke a apoiava pelas costas e a carregava para dentro do quarto.

— Você está dizendo que falo demais?

— Estou dizendo que às vezes não precisamos de palavras.

— Mostre-me — murmurou ela contra a boca dele.

Sasuke tinha todas as intenções de ser suave, deitá-la gentilmente na cama, mas não funcionou desse jeito. Com a boca de Sakura sobre a dele, enquanto, ao mesmo tempo, tentava tirar os próprios sapatos, a gravidade interferiu, fazendo-o tropeçar e apenas conseguir recuperar o equilíbrio antes de derrubar os dois sobre a cama.

Sakura riu e envolveu-lhe o quadril com uma das pernas.

— Desajeitado.

— Eu sei. — Ele também riu, entrelaçando uma das mãos nos cabelos dela e puxando-a para um beijo que acabou num gemido quando a outra mão deslizou entre os corpos para afastar a lateral da calcinha e inseri-la no calor úmido.

Sakura ajoelhou-se, usando uma das mãos para se apoiar, de modo que ele pudesse continuar tocando-a enquanto ela lhe abria os botões da camisa com a outra mão.

Em seguida, inclinou-se para a frente e acariciou a parede sólida do peito, fazendo-o gemer quando baixou mais a mão, abriu o botão do jeans e alcançou o zíper. Sasuke ergueu-lhe a cabeça, beijou-a devagar e profundamente, usando a língua para imitar o que planejava fazer com ela.

— Proteção?

— Na gaveta do criado-mudo. — Ele sorriu quando Sakura estendeu o braço e não conseguiu alcançar.

— Teremos de nos mover.

— Eu pego — disse ela. — Espere.

E ele achara que estava no controle desta vez? Com obediência, removeu os dedos. Sakura afastou-se para a lateral da cama e pegou o preservativo, o que foi bom para Sasuke, porque teve tempo de tirar o resto de suas roupas, enquanto a observava tirar a calcinha e jogá-la para longe antes que ele estendesse uma das mãos.

— Eu faço isso. Serei rápido.

— A prática leva à perfeição, certo? — Ela sorriu, os olhos brilhando. — Não desta vez.

Sasuke perdeu o fôlego quando ela se aproximou, sentou-se sobre ele de pernas abertas, uma das mãos massageando-lhe o sexo antes de deslizar o preservativo no lugar. Os cabelos de Sakura caíram para a frente, cobrindo-lhe o rosto, então Sasuke ergueu as mãos para afastá-los, vendo-a mordiscar o lábio em concentração enquanto ele enrijecia cada vez mais.

Não estava no controle desta vez, mas havia alguma coisa incrivelmente sexy naquela mulher confiante que tinha o controle nas mãos... Literalmente.

Assim que acabou, Sakura ergueu o queixo e abriu as palmas sobre o peito sólido, subindo-as ao pescoço, olhando-o com intensidade antes de deslizar devagar sobre ele, torturando-o durante toda a ação.

Os lábios dela se entreabriram, a respiração acelerou. E Sasuke observou as emoções brincando naqueles olhos lindos enquanto a preenchia, o calor úmido cercando-o.

Nossa, ela era incrível.

Sakura riu da expressão de Sasuke e começou a balançar os quadris e a sussurrar contra os lábios dele:

— Le petit mort. A pequena morte... É assim que os franceses costumam chamar o orgasmo.

— Começo a entender por quê. — Sasuke ergueu-se sobre os cotovelos, as mãos de Sakura descansando nos joelhos dela enquanto ela arqueava a coluna e meneava a pélvis. Ajustando o peso em uma das mãos, ele usou a outra para tocar-lhe os seios, e então para deslizar os dedos sobre cada costela, até chegar ao botão sensível.

Ela gemeu... Intensificou o ritmo. E mesmo quando sentiu a pressão se construindo no abdômen, Sasuke examinou-lhe o rosto, o rubor nas faces e pescoço, o lábio inferior pálido pelos dentes que o mordiscavam, enquanto Sakura gemia baixinho e o levava ao ápice.

Ele a considerava "incrível"? Enquanto lutava para não atingir o clímax antes dela, percebeu que a palavra não era boa o bastante. Nem de perto.

Eles se entreolharam, e alguma coisa dentro do peito dele se moveu quando Sakura sorriu. Exatamente o mesmo que acontecera quando eles se amaram da primeira vez. Como algum tipo de conexão estranha que nunca sentira. Por isso se recordava tão bem daquela noite. Por isso jamais a esquecera completamente.

Sakura tirou uma das mãos do joelho dele, a colocou ao redor do pescoço e aumentou o ritmo dos movimentos. Ela estava perto, Sasuke podia sentir o corpo glorioso enrijecendo ao redor, então manuseou o botão sensível com movimentos insistentes e circulares.

— Sa-su-ke! — Ela fechou os olhos e sussurrou o nome dele, o corpo convulsionando em volta da extensão viril, comprimindo-o, até que ele liberou o prazer com um gemido baixo e gutural.

Oh, sim, Sakura condenara-o à pequena morte. Ela descansou a cabeça contra o ombro dele por um longo tempo, a respiração ofegante de ambos preenchendo o silêncio. Então Sasuke deitou-se, acomodou-a nos braços, acariciando-lhe as costas enquanto ela suspirava contra o pescoço dele.

— Nós somos bons nisso.

— Sim, somos. — Ele continuou acariciando a pele macia, o aroma de lavanda o envolvia. E, de repente, não estava mais tenso.

Na verdade, sentia-se maravilhosamente bem. Sakura ergueu a cabeça e o beijou antes de deixá-lo perplexo ao anunciar:

— Preciso ir. Caso contrário, vou me atrasar.

Sasuke apertou as mãos ao redor dela quando Sakura tentou se levantar.

— Aonde você vai?

— Encontrar minhas amigas no Temple Bar.

Ele franziu o cenho.

— Oh, verdade?

— Sim. — Sakura sorriu como se aquilo fosse normal. — É aniversário de Ino, então vamos tomar uns drinques.

— Agora? — Ela estava fugindo dele? — Então agora que o desejo foi saciado, você corre para a festa?

De um jeito patético, aquilo o fez sentir-se usado.

— Combinei encontrá-las antes de saber que isso aconteceria. Não que eu soubesse que aconteceria. — Ela se acomodou de maneira mais confortável sobre o peito largo e ergueu a cabeça para fitá-lo. — Na verdade, eu estava resoluta de que isso não aconteceria.

Sasuke relaxou os braços um pouco.

— Então, o que a fez mudar de ideia?

— Aparentemente tenho problemas em manter as mãos quietas quando estou perto de você.

Ele não tinha nenhuma reclamação contra isso, então apenas pigarreou.

— Bem, acho que não posso culpá-la.

Sakura alcançou um travesseiro e bateu contra o peito dele, fazendo-o rir.

— Agora, este é o homem do qual me lembro de Galway. O Sasuke de Dublin é tenso, sério. Por um tempo não tive certeza se gostava muito dele.

Sasuke percebeu que estava alisando o corpo dela outra vez. Sakura não era a única que tinha dificuldade para manter as mãos quietas, era?

— Não estou mais tão tenso agora.

Ela permaneceu silenciosa por um momento, estudando-o com intensidade.

— O que foi? — perguntou Sasuke com um sorriso lento e a voz rouca.

— Esse projeto, é realmente muito importante para você, não é?

— Sim, é.

— Por quê?

Ela estendeu as pernas e se deitou sobre ele de modo que os corpos se tocassem desde o peito até os pés. E Sasuke começou sentir a excitação retornar.

Ela até mesmo passou os dedos ao longo dos braços dele e fez a pulsação disparar. Mais alguns minutos, e Sakura não ia a lugar algum...

— Simplesmente é. — Ele tirou uma das mãos das costas dela e colocou os cabelos atrás da orelha.

Mas ela inclinou a cabeça e liberou os cabelos outra vez.

— Por quê?

Sasuke franziu o cenho.

— Se nós conversarmos, você vai desistir de ir ao Temple Bar?

— Não. — Mas a voz de Sakura era pesarosa. — Não posso, Sasuke. Ela é minha melhor amiga a muitos anos. Nós passamos por muita coisa juntas.

Coisas como o imbecil que a traíra? Ela sofrera muito com a traição? Era por isso que agora queria sexo sem envolvimento?

— Mas nós trabalharemos juntos durante meses no Pavenham, certo?

— Sim, certo.

— Então é isso. — Sakura inclinou-se para lhe dar um beijo breve. — Se você quiser brincar de novo, teremos muito tempo. E talvez eu consiga descobrir alguns de seus segredos ao longo do caminho.

Ele sorriu. Improvável. Mas seria divertido deixá-la tentar.

Mais um beijo e, desta vez, quando ela tentou se levantar, Sasuke liberou-a, inclinando-se sobre os cotovelos para estudar o lindo corpo nu.

— Há um chuveiro na porta ao lado, se quiser tomar um banho.

Virando as nádegas perfeitas para ele, ela piscou por sobre o ombro.

— Acho que vou manter seu cheiro comigo, assim não vou me esquecer muito rápido. E, se eu me atrasar mais, haverá muitas perguntas. Acho que você não gostaria de ouvir quatro mulheres querendo saber qual foi a sua nota.

— Eu não gostaria.

— Foi o que pensei. — Ela desapareceu do outro lado da porta, então Sasuke sentou-se para vestir o jeans, e, sem se preocupar com a camisa, levantou-se e seguiu-a até o corredor, a tempo de vê-la pondo o vestido enquanto tentava calçar os sapatos ao mesmo tempo. Sorriu ao ver as faces coradas, os lábios inchados e os cabelos desalinhados dela.

As amigas de Sakura provavelmente saberiam o que acontecera. Ele se abaixou para pegar os pequenos elásticos coloridos que prendiam as tranças, oferecendo-os a ela.

— Você precisa fazer alguma coisa com seus cabelos.

Sorrindo, ela pegou os elásticos, colocando-se na ponta dos pés para beijá-lo mais uma vez.

— Eu sei. Alguém os bagunçou.

Sasuke puxou-a para mais perto e a beijou de maneira mais apropriada, apenas para que ela não se esquecesse do que eles haviam compartilhado, e sorriu quando Sakura gemeu em frustração contra a boca que a pressionava.

— Somente para que você saiba que, se ficasse, nós não teríamos acabado.

Com os olhos ainda fechados, ela se afastou e passou a língua pelos lábios, como se ainda estivesse saboreando o beijo.

— Hmm, eu sei.

— Bem, talvez você deva voltar para um café-da-manhã tardio, e eu lhe direi o que achei de seus esboços, e então... Bem, veremos o que acontece...

Sakura abriu os olhos e deu o típico sorriso travesso.

— Eu adoro café-da-manhã tardio.

— Vá então. Divirta-se com suas amigas. Eu ficarei bem, não se preocupe.

Ela riu, indo para a cozinha, pegando a bolsa e murmurando:

— Pobrezinho.

Sasuke abriu a porta e inclinou-se contra o batente.

— Vá.

Quando Sakura não fez nenhuma tentativa para passar pela porta, ele pigarreou. Então ela lhe envolveu o pescoço com os braços e o beijou no rosto.

Sasuke meneou a cabeça enquanto ela saiu e desceu a escada correndo.

— Ei, Haruno?

— Sim? — Ela virou a cabeça para olhá-lo, os dedos trançando os cabelos.

— Então, qual é a minha nota, de zero a dez?

Ela sorriu.

— Sabe, prefiro fazer uma média geral do desempenho. Portanto precisarei de novas experiências nisso.

Sasuke teve que sorrir.

— Cuide-se.

— Vá ver meus esboços.

— Pretendo fazer isso.

— Até amanhã.


NOTAS FINAIS:

Oiiii meus amores!

Esse é um de muitos capítulos calientes entre nosso casal favorito q eu AMO de paixãoo! *-* tem muito mais coisa por vir!

Quero agradecer imensamente tdos os últimos reviews! vcs são lindas sério! fico muito feliz q vcs estejam gostando!

E realmente essa Sakura é apaixonante ne? Temos q concordar mesmo com isso! ahahaaha

Bjaoo gente! até a próxima! sz

DEIXEM REVIEWS *O*