NOTA DA MALU: Gente, desculpem o atraso! Eu saí na sexta a noite e não deu pra postar. E ontem eu esqueci...


Nome: Bridge Over Troubled Water

Autor: IwantaWerewolfForMyself

Tradutor: Fla Doomsday

Resumo: Em uma visão, Alice vê Laurent atacando Bella na clareira. Ela pede a Emmett proteger Bella, enquanto ela e Jasper tentam achar Edward para trazê-lo de volta a Forks. Bella ainda vai querê-lo ou um outro alguém vai tomar conta de seu coração?

Gênero: Romance/Drama

Classificação: M

Ship: Emmett/Bella


Capítulo 4 – A Caçada

Bella POV

Fitei a janela, ou melhor, o que restou dela. Como eu iria explicar isso ao Charlie? Sabe o que é, pai, Emmett me visitou e ele é um vampiro bem forte. Essas coisas podem acontecer... Aquilo não soava muito bem.

Eu estremeci e andei até minha cômoda para pegar um moletom que poderia pôr por cima da camiseta. Agora que janela tinha sido destruída, o ar frio entrava em meu quarto rapidamente. Fitei o chão para evitar pensar nos cacos e me vi fazendo exatamente isso. Engasguei. Minha camiseta estava praticamente transparente.

Emmett me vira assim. Deus, essa era a razão pela qual ele deu risada? Ele riu de mim? Minha aparência era tão patética que o fazia rir? Ele era casado com Rosei, lembrei-me. Claro que ele sentira repulsa do meu corpo. Eu era chata e ele estava com a beleza de Rosalie. Mas ele me segurou em seu peito e tocou meu estômago. Aquilo foi fantástico! Senti calor subindo para minhas bochechas.

Não poderia me deixar pensar nisso. Emmett tinha Rosalie, e que homem em seu juízo perfeito me escolheria ao invés dela? Nem mesmo Edward me queria.

A dor em meu peito voltou com força total, e era tão forte que parecia ter roubado minha habilidade de respirar. Afundei no chão, errando por um pouco os cacos da janela quebrada. Enlacei meus braços em mim mesma bem forte, tentando encher meus pulmões com oxigênio. Machucava tanto.

Fiquei no chão por vários minutos antes de conseguir me levantar. Minhas pernas ainda tremiam e o buraco em meu peito queimou, mas eu sabia que eu não poderia ficar no chão para sempre. Se Charlie me achasse naquela posição, cercada de vidro quebrado, ele pensaria que enlouqueci de vez.

Arrastei-me para minha cama, jogando-me no colchão. Enterrei minha cara no travesseiro e puxei o cobertor sobre meu corpo para me proteger do ar gelado. Já estava no meio da noite e eu estava tão cansada! Além disso, eu não queria mais pensar em Emmett, e enquanto eu estava acordada isso parecia inevitável.

x.x

Eu senti raios de sol em minha pele e abri os olhos devagar, piscando para a luz clara. Sentei-me e as memórias de ontem inundaram minha mente. Emmett, ele voltou e esteve aqui na noite passada. E se ele já tivesse deixado Forks?

O pânico tomou conta de mim. Pulei da cama, quase caindo no chão no processo. Eu dirigiria para a casa dos Cullen, com esperança Emmett ainda estaria lá. Ele tinha que estar lá. Não conseguia suportar a idéia de ser deixada outra vez.

Eu estava para sair de meu quarto quando algo chamou minha atenção. Olhei mais de perto e quase desmaiei bem ali. Sangue. Tinha sangue no meu travesseiro. Como foi parar lá? Será que eu havia me machucado com um caco? Abri minha porta e espiei para fora, para ter certeza que Charlie não me visse, depois disso corri para o banheiro e fechei a porta atrás de mim. Fui até a pia e olhei meu reflexo no espelho.

Senti meu estômago girar e eu suspirei em seco. Minha bochecha esquerda estava coberta com sangue seco e tufos de pêlo marrom - os restos da presa de Emmett. Eu suspirei novamente e cobri minha boca com minha mão. Fechei os olhos por um momento e respirei profundamente por meu nariz.

Péssima escolha.

O cheiro do sangue seco entrou pelo meu nariz e senti bile subindo por minha garganta. Tirei minha roupa rapidamente e entrei no chuveiro. Esfreguei meu rosto enquanto a água quente caia no meu corpo.

Emmett. Ele viu minha bochecha. Essa era a razão pela qual ele riu, não pela minha aparência. Não conseguia explicar a sensação devastadora de alívio que senti. Só porque ele não rira de meu corpo, não significava que ele não pensava em mim como uma chata, lembrei-me. Ele tinha Rosalie. Aquele pensamento me deixou insana.

Eu estava com raiva de mim mesma. Eu deveria parar de pensar em Emmett desse jeito.

Sequei-me e enrolei a toalha em meu corpo antes de sair do banheiro. Parei quando vi Charlie parado na frente da porta do meu quarto. Ele parecia chocado. Fui até seu lado, seguindo seu olhar para a janela quebrada. "O que aconteceu aqui, Bella?" perguntou, observando-me preocupado.

Pisquei estupidamente para ele durante alguns momentos. "Umm... estava muito quente ontem à noite... e eu queria abrir a janela... e andei na direção dela... umm... e tropecei..."

Charlie me fitou e deixou escapar um suspiro. "Bella, às vezes eu me preocupo de verdade com você."

Mexi-me desconfortável. Não gostava de estar meio pelada perto de meu pai e odiava mentir. "Desculpa, pai. Vou pagar pela janela."

"Besteira, Bells. Isso não é o que me preocupa. Preocupe-me que você vai acabar se matando um dia."

Dei um pequeno sorriso para ele. "Não se preocupe. Eu acho."

Ele deixou escapar um suspiro torturado e afastou-se, dando-me privacidade. Fechei a porta e coloquei um jeans e uma camiseta vermelha. Prendi meu cabelo em um rabo-de-cavalo enquanto descia as escadas. Charlie estava sentado na cozinha quando eu desci.

"Você vai sair?" perguntou.

"Yeah, preciso de ar fresco." Menti.

"Tenha cuidado." Ele me avisou. "Ainda tem esse urso na floresta."

Não consegui não estremecer quando a imagem de ontem voltou em minha cabeça. Ursos? Mais fácil ser um enorme lobisomem.

"Tchau, pai." Eu disse e fui para minha caminhonete. Entrei na cabine e liguei o motor, tirei o carro da garagem. Estava com pressa.

Eu precisava ver Emmett novamente, precisava ter certeza de que ele não tinha ido embora.

Dirigi o mais rápido que minha velha caminhonete aguentava, mas mesmo assim demorou tempo demais para eu parar na frente da magnífica casa dos Cullen. Fazia muito tempo que eu não vinha aqui e doía bastante. A casa me lembrava de Edward, lembrava-me do que eu perdi, ou do que nunca poderia ter. Lágrimas encheram meus olhos, mas não deixei que caíssem. Respirei fundo e sai da minha caminhonete.

Emmett saiu da casa. Ele parecia enorme enquanto encostava-se no batente. E lindo. Tão lindo. Péssimo pensamento, Bella.

"Não via a hora de me ver novamente, via?" Emmett sorriu pra mim, seus olhos âmbar brilhando maliciosos.

Sabia que ele estava brincando, mas a incontestável verdade de sua frase me chocou. Se ele soubesse o quanto eu esperei vê-lo novamente, ele pensaria que eu era pegajosa ou patética ou insana, provavelmente os três.

Eu sorri pra ele e corri em sua direção, tropeçando no degrau da varanda. Emmett me segurou pela cintura me impedindo de cair de cara no chão.

"Cuidado, Bella. Se não consegue nem andar apropriadamente, como vai sobreviver à caçada?" ele disse com uma pequena risada.

Levantei minha cabeça de uma só vez quase acertando-o no queixo. Nossos rostos estavam apenas centímetros separados e senti seu hálito gelado em minha pele. De repente ele se ajeitou e se afastou um passo.

Senti-me desapontada. Sabia que não deveria. "À caçada? Então não vai mudar de idéia?" perguntei, esperando que meu rosto não estivesse corado como eu me sentia.

Ele sorriu mais ainda. "Não, na verdade eu preparei tudo para sairmos imediatamente." Ele estava orgulhoso.

Eu o observei. "Agora? Mas eu pensei que você tinha caçado ontem."

"É verdade, e eu não estou com sede, mas pensei que seria melhor assim. Nós não queremos que eu perca o controle e tenha você como lanche, queremos?" Ele riu enquanto falava, piscando para mim.

Um arrepio correu por minha espinha. Excitação ou medo, não tinha certeza.

Ele se agachou na minha frente. "Suba, não queremos perder mais tempo."

Subi em suas costas, mas dessa vez eu hesitei em enlaçar meus braços em seu pescoço. Deveria deixar meus pulsos próximos de seus dentes letais quando ele já estava pronto para caçar?

O senti ficar tenso levemente quando sentiu minhas preocupações. "Coloque os braços a meu redor ou você quer cair?" ele brincou, mas soou quase desapontado.

Fiz como ele disse e fechei meus olhos quando ele começou a correr. Senti-me culpada de minha hesitação. Era realmente estúpida. Emmett não me machucou ontem na clareira mesmo com sede. Eu poderia confiar nele.

Abri meus olhos quando Emmett parou e olhei ao redor. Estávamos bem fundo na floresta e tinha um córrego alguns metros à frente. "Onde nós estamos?" Pulei de suas costas e ele se virou pra me fitar.

"Bem dentro da floresta." Ele respondeu. "Assustada?" ele perguntou sussurrando, inclinando-se tão perto que seu hálito roçou minha orelha.

Puxei apenas um pouco de ar. "Não." Menti.

Ele riu, balançando a cabeça. "Sem noção de auto-preservação. Talvez me ver caçando te ensine um pouco de respeito."

Novamente ele se inclinou enquanto me dizia isso, e eu estava começando a me sentir encantada demais com sua aproximação. Desde quando Emmett começou a ficar tão próximo de mim? Ele nunca me evitou como Jasper fazia, mas ele nunca tentou ser próximo também. Mas agora ele sempre parecia estar inclinando sobre mim ou me tocado. E eu gostava disso.

"Isso vai te dar uma boa visão e mantê-la a salvo." Ele disse, interrompendo meus pensamentos. Segui seu olhar através das árvores e meus olhos se arregalaram em surpresa. Era uma casa na árvore, mais ou menos. Era mais uma plataforma de madeira nas árvores com um acento de carro preso. Fitei Emmett, que parecia satisfeito com minha reação se a expressão dele fosse um indicativo.

"Você construiu aquilo?"

Ele inclinou a cabeça confirmando.

"E eu devo sentar lá?" perguntei.

Agora ele estava franzindo as sobrancelhas, provavelmente ouvindo a tensão em minha voz.

"Emmett, eu cai de minha cama tantas vezes que nem consigo contar, e você quer que eu me sente naquela plataforma nas árvores? Você deve me odiar se quer me matar de um jeito tão horrível." Eu disse rindo.

O sorriso voltou em seu rosto e um brilho malicioso encheu seus olhos, deixando-me nervosa.

"Oh, não se preocupe. Você não vai cair." Ele prometeu com uma voz rouca que mandou arrepios por minhas costas. Balancei a cabeça para clarear a mente. O que eu tinha de errado?

Deixei um gemido de surpresa escapar quando Emmett me segurou pela cintura e pulou comigo para a plataforma. Estávamos bem alto, longe do chão e eu me senti um pouco desconfortável.

Engoli em seco e fitei Emmett, que parecia achar meu medo realmente divertido. Olhei-lhe brava, mas isso fez com que sorrisse ainda mais. Antes que eu pudesse dizer algo, ele havia me colocado no banco do carro que tinha pregado no tronco da árvore. Levantei uma sobrancelha para ele. "Um banco de carro?"

Ele deixou uma risada escapar e puxou o cinto de segurança de detrás de mim, atando-me à árvore.

Eu estava amarrada.

"Viu, você não vai cair." Ele disse, soando muito satisfeito consigo mesmo.

Pisquei para ele estupidamente, sem saber o que dizer.

Emmett ficou tenso e virou a cabeça para os lados, e seus olhos observando algo bem dentro da floresta. Um longo rugir que parecia vir das profundezas de seu peito deixou seus lábios.

Paralisei de medo. Quando ele virou seu rosto na minha direção, preparei-me para seu ataque, mas seus olhos estavam âmbar e ele piscou pra mim.

Ele pulou da plataforma e desapareceu da minha vista. Olhei ao redor por qualquer sinal dele ou do urso, mas não vi ninguém. Estava ficando frustrada. Estando atada na plataforma não ajudou em meu humor.

Estava bem próxima de chamar por Emmett e dizer a ele que já tinha visto o suficiente quando um enorme urso-cinzento correu para a pequena clareira.

Esperei Emmett atacar a besta por trás, mas ao invés disso ele seguiu direto na direção do urso, seu sorriso de sempre no rosto. Balancei a cabeça em descrença.

O urso parecia tão surpreso quanto eu, mas depois de um momento ele se levantou nas patas, elevando-se sobre Emmett, que parecia não se preocupar com isso.

Fechei a mão em minha boca, impedindo um grito de sair quando o urso bateu com sua pata.

O urso arrastou suas patas pelo peito de Emmett, rasgando sua camiseta. Eu quase esperei ver sangue, mas claro que não teve nenhum. O único sinal de que o urso tinha atacado Emmett foi a camiseta destruída. O sorriso de Emmett aumentou. E me senti levemente perturbada com sua reação. O que tinha ali para ele sorrir?

Dessa vez, o urso tentou acertar a cabeça de Emmett com a pata, mas o ataque não pegou e o urso perdeu o equilíbrio, caindo de costas. Pela primeira vez eu percebi do que vampiros eram capazes. Eles eram predadores, os mais perigosos predadores. Segurei meu ar, cada fibra do meu corpo tencionou enquanto eu via a briga.

O urso deixou escapar um rosnar alto que me fez me encolher, mas não foi nada em comparação ao barulho que escapou pelos lábios de Emmett em resposta. Era um rosnado assustador e seus olhos se tornaram negros. Esse era o momento durante a caçada que ele o controle dele desaparecia.

Sentei bem quieta, nem me permitindo respirar, para não chamar sua atenção. Mesmo nessa casa da árvore improvisada, dezenas de metros do chão não estaria a salvo se a atenção de Emmett se virasse para mim. Mas por sorte sua atenção não estava focada em mim, mas no urso. Com um chiado horrível, ele se lançou contra o imenso animal e o jogou no chão. O urso rosnou bravo, mas após um momento tudo ficou em silêncio. Meus olhos se arregalaram e pareceram congelar enquanto eu vi Emmett se inclinar sobre o urso, seus dentes enterrando-se na garganta do animal.

Eu estava apavorada com ele nesse momento, mas uma parte de mim admirava sua força, e parte de mim sentia respeito. Essa demonstração de força me acertou com respeito. E eu estava feliz que Emmett me deixou assisti-lo, assistir à força mortal de um predador que eu deveria temer.

E eu estava assustada. Verdadeiramente assustada.

Segui os movimentos de Emmett enquanto ele se afastava do urso e limpou o sangue dos lábios e do queixo. Eu estremeci com essa visão.

Meu corpo todo congelou quando ele se levantou e seus olhos me fitaram, seu rosto ilegível pela primeira vez. Sua camiseta cinza estava suja de sangue e estava rasgada no meio. Não sabia se Emmett estava em controle e isso me assustava.

Um sorriso atingiu seu belo rosto enquanto ele se aproximava da árvore. "Assustei-te, não?" ele perguntou presunçoso. Ele pulou e pousou na plataforma perto de mim. Seus olhos tinham voltado ao âmbar e eu relaxei um pouco.

Dessa vez eu não menti. "Sim." Minha voz era apenas um sussurro e eu estava olhando para Emmett com olhos arregalados.

"Desculpe-me." Ele não soava muito arrependido, estava mais para divertido. Ele se ajoelhou perto de mim e alcançou o cinto. Eu vacilei, o cheiro de sangue e a visão da camiseta dele me deixaram passando mal.

Ele franziu as sobrancelhas. "Não vou te machucar." Ele disse, todo sério agora.

Eu quase ri. "Não é isso." Assegurei apontando tremendo para a camiseta dele. "Não suporto ver tanto sangue."

Ele relaxou visivelmente e balançou a cabeça, rindo. "Bella, você não é normal."

Eu teria brigado com ele se seu próximo movimento não tivesse me deixado completamente incapaz de pensar. Emmett pegou os pedaços da camiseta e os tirou. Eu nunca o tinha visto sem camiseta e nada poderia ter me preparado para o que eu vi. Ele era tão bonito. Seus músculos se esticavam conforme ele mexia os braços por sobre a cabeça para se livrar da camiseta. Queria correr minhas mãos pelos músculos de seu tórax, por seu corpo perfeito.

Ouvi uma risada e movi meus olhos de seu peito. Corei furiosamente quando percebei que ele me viu olhando para ele.

Seu sorriso era de predador agora, e um pouco convencido. Devagar ele se inclinou sobre mim, seu sorriso mostrando seus dentes afiados. "Gostou do que viu?" ele perguntou com a voz rouca.

Engoli em seco, fitando seus olhos âmbar como um veado pego pelo predador.