E AÍ MENINAS 33333333
Bom, antes do capítulo vamos a algumas considerações:
- Antes de ler, preciso que vocês vejam a música que postarei nas notas finais. É importante para um melhor aproveitamento do capítulo.
- Desculpem a demora, mas esse capítulo me deu um tanto quanto um trabalho. Vocês entenderão o porque.
- Estou vermelha até agora com esse capítulo...
- CAPÍTULO ENORME, ÊÊÊ
- Desculpem qualquer erro, fiz uma revisão meio meia boca e nas pressas.
- Mudei a classificação para menores problemas.
Enfim, deliciem-se!
Disclaimer: Naruto e seus personagens pertencem a Masashi Kishimoto.
''Eu estou indo para casa
De volta para o meu lugar
E onde seu amor sempre foi o suficiente para mim''
- Home, Daughtry
Nenhum ser humano é perfeito. Nenhum. Todos cometem seus erros em algum momento da vida, por mais que muitos não os admitam. Ninguém nunca assinou um termo de acordo e compromisso com algum anjinho celestial antes de nascer, para que se comportasse durante a curta estadia na terra. Os pecados estão sempre presentes, por mais que alguém não queira.
Sasuke era um desses seres humanos errantes. Sim, ele era um ser humano, apesar de muitos não considera-lo como um. E ele errou; muito. Cometeu ações imperdoáveis, com pessoas que ele considerou importantes em sua vida e que se permitiu a chamar de família uma vez.
E uma em especial era motivo da enorme culpa que carregava consigo durante esses dias.
Doía pensar nela. Antes, quando estivera no abismo mais profundo da escuridão, não sentira remorso por quase tê-la matado. Ora, ela fizera o mesmo. Na época sentiu-se traído, e não compreendia o porquê de sua atitude. Quando se oferecera para ir junto com ele, não soou como anos atrás. Soou mais frio, igual ao seu interior. Não sentiu o mesmo calor que sentira na época. Mas isso não justificava o motivo de quase ter encravado um chidori em seu peito.
Nada justificava. Era Sakura, a que nasceu para ser tratada com desvelo. Que nasceu para ser amada.
Mas o ódio cegou-o com veemência. Tudo o que queria era vingar Itachi e quando deu por si, tudo virara uma grande bola de neve. Pensou estar num caminho sem volta.
E mais uma vez lá estava ele, a magoando com grosserias e atitudes. No fundo, isso lhe doía. Achou que sentimentos dentro dele estavam adormecidos, só que estava redondamente enganado. Quando a viu, depois de Itachi disse-lhe toda a verdade e ouvir a história de Hashirama, algo sacudiu dentro dele. E quando a viu lutar, percebendo que finalmente se tornara uma grande kunoichi, não conseguiu evitar o sorriso de orgulho. Sempre acreditara nela.
Porém ainda sentia-se tão confuso, que por muitas vezes praticou ações típicas de bipolaridade. E ela sempre fora o alvo mais atingido das suas descargas emocionais. Uma hora a salvava de seu ato imprudente de atacar Madara de frente e depois era rude ao responder uma pergunta sua. Porém isso devia mais ao fato de sentir-se totalmente em cólera por sua atitude mal pensada. Sakura sempre fazia as coisas sem pensar, colocando a vida em risco em prol de mostrar que estava mais forte, e que não dependia de ninguém.
E, no entanto lá estava ela, esgotando até a última gota de chakra para resgatá-lo de uma dimensão de Kaguya para outra. O mínimo que poderia ter feito fora ampará-la em seus braços e deixasse que descansasse ali. Agradeceu por isso, meio que indiretamente. Ainda lembrava-se do cheiro dela; cheirava a suor e cinzas. Por um momento apenas, ele permitiu-se a se sentir... diferente.
Mas precisava seguir com seus planos e não deixar-se levar pelas emoções, coisa que sempre o prejudicou nos seus objetivos. Os laços fortes como sempre, o atrapalhavam em seus propósitos. Mas não seria fácil, com Naruto sempre em seu encalço lutando para trazê-lo das trevas, ainda mais agora que o loiro notara que o Sasuke insensível era apenas uma fachada. Estava claro que salvara Sakura e Kakashi de caírem na lava não por mera conveniência. Seu corpo naquele momento moveu-se sozinho, tendo como combustível o instinto protetor para com aqueles que considerou como sua família. No entanto, Naruto não seria problema. O mataria se fosse preciso. Se esse fosse o extremismo para acabar de vez com os laços antigos, ele o faria. Itachi estava morto e cumpriria seus objetivos, mesmo que eles estivessem equivocados. Nada importava mais. Sua vida já se encontrava perdida desde o momento que aceitou a oferta de Orochimaru. No fundo, ele já sabia que seria um caminho sem volta. Mas Sasuke não contava somente com uma coisa.
Sakura.
A beira do desespero e quase desistindo dele, ela confessou seu amor mais uma vez. Aquilo atingiu Sasuke de uma forma arrebatadora. Isso porque estava totalmente convencido de que a rosada já não nutria mais sentimentos tão fortes por ele. Ao contrário, pareciam ter se intensificado ao longo dos anos.
Sasuke era um shinobi poderoso e derrotou outros mais poderosos ainda. Ele lutara arduamente para isso. Mas todo guerreiro tem o seu calcanhar de Aquiles. E o do Uchiha tinha nome e sobrenome.
Naquele pequeno momento, sua mente viajou exatamente há quatro anos atrás. Um djavú violento, que lhe fez tremer por dentro. Lá estava ela de novo, confundindo a sua cabeça e fazendo-o repensar igual no mesmo dia que ele pretendia sair de Konoha sem ser visto por ninguém. Ao ouvi-la tão angustiada, quase mandou tudo para os ares e a acolheu em seus braços, se permitindo a receber aquilo que ansiou tanto nos últimos anos.
Amor.
Mas ele não era mais digno de tal sentimento tão puro. Ele estava sujo. Suas mãos, sujas com o sangue do seu irmão. E sua alma, suja com amargura, ódio e tristeza. Uchiha Sasuke era um completo lixo tóxico.
Pensou com amargura em como Sakura fazia-o desenterrar coisas que se censurou a não sentir mais. Sempre tão... irritante.
Por isso, a desacordou em um genjutsu cruel. Talvez assim, com mais decepções, ela desistisse de vez dele. Mas Sasuke podia ser muito inocente às vezes. Era Sakura, oras. Aquela que nasceu para amar e ser amada.
Foi por isso, que quando voltou, a proibiu de lhe visitar ou ficar responsável por seu tratamento.
Era fato que depois de apanhar muito – tanto no sentido literal da palavra quanto no ego – finalmente enxergou aquilo que tanto lutara para negar: ele sempre esteve redondamente enganado. Em tudo. Quando proferiu as palavras ''eu perdi'', aquilo queria dizer muito mais do que ter perdido a luta contra Naruto. Tudo o que fez durante os longos não passaram de burradas e idiotices de quem estava cego de ódio. Sasuke amaldiçoava seu melhor amigo por sempre estar certo afinal. As vendas de seus olhos cederam e ele pôde perceber tudo o que causara ao seu redor.
Ah, Sakura... o arrependimento caiu-lhe penosamente, fazendo-o sentir o pior dos homens. Não tinha coragem de olhar nos olhos daquela que um dia tanto quis proteger do mundo. Seu âmago necessitava com toda a urgência que ela o perdoasse. Só assim morreria em paz algum dia. Porém o seu medo de ela não fazê-lo era tolo, porque lógico que ela o perdoaria. Ela sempre estava fazendo isso, amando-o incondicionalmente. Nenhuma outra garota o surpreendeu tanto quanto Haruno Sakura.
Era fato que nunca ligou para garotas, mas Sakura sempre fora um tanto diferente. Para ele, ela nunca deixou de ser a mais bonita da classe. Lembrava-se de que quando pequenos, observava aquela estranha menina de cabelos róseos com seus ônix curiosos. Até falara dela para sua mãe certa vez, sobre o quanto era esquisito meninas com cabelo rosa, ao que Mikoto respondeu com sorrisos: ''talvez ela só seja especial''.
Sua mãe nunca esteve errada, afinal.
Dizer que nutria algum tipo de amor secreto pela Haruno era um exagero. Mas algo dentro dele mudava no decorrer da convivência com ela no time sete. E foi naquele fatídico dia na floresta da morte, que algo acendeu dentro dele. Movido pelo selo amaldiçoado e a raiva transbordando de seus poros, não aguentou vê-la machucada daquela maneira. Cego pela ira, só percebeu o que fizera quando ela o abraçou por trás e pediu para que parasse, sucumbida em angústia. Ele notou o quanto aquilo a magoou e a atormentou, então o selo regrediu. Ele não queria vê-la chorar. Ver suas lágrimas lhe doem até hoje.
Mas foi no dia que tomou a maldita decisão de seguir Orochimaru, que ele percebeu que Sakura significava para si de uma maneira bem diferente do que Naruto e Kakashi significavam. Ela encheu o vazio de sua existência com amor apenas com aquelas simples palavras, e por um momento ele se sentiu vivo. Porém já era tarde demais e o mínimo que ele poderia ter feito fora agradecê-la. ''Obrigado por me amar... obrigado por tudo''. Era isso que estava escrito nas entrelinhas de sua sincera gratidão. Para Sasuke, era quase como um ''eu te amo''.
Sim, Uchiha Sasuke era apaixonado por Haruno Sakura. Por Deus, quem o poderia culpar disso? E notou isso tão tardiamente. A culpa lhe corroía no âmago de seu ser. Era como um castigo que ele teria que suportar por tantos erros incorrigíveis. Por isso a afastou de si. Era o que ele planejava pelo menos. Mantê-la longe para não magoa-la mais ainda, porque Sasuke o fazia mesmo que sem querer. Era como se fosse um ''dom''. E sentia-se indigno de tocá-la. Mãos tão imundas para quem era tão imaculada... Não queria manchá-la. Queria mantê-la pura. Sakura permaneceria intocada para alguém que realmente a merecesse.
Mas planos são arquitetados por simples seres humanos errantes que nunca contam com o fator surpresa de seu pior inimigo: o destino.
Naquele dia, Sasuke acordou relativamente cedo. No dia seguinte, ele finalmente teria alta. A partir daquele dia, seu destino estaria nas mãos da Hokage. Prisão perpétua seria pouco para todos os seus crimes. E ele não se referia aos crimes shinobis. Ele aceitaria de cabeça baixa o que lhe fosse imposto.
Notou que o ANBU não montara guarda a sua porta, o que estranhou. Depois de comer o que uma das enfermeiras trouxera, esperou pacientemente por Tsunade ou Shizune. Não viu até quando as esperou, mas com certeza fora muito tempo. Recordava-se de Tsunade sempre lhe alertando sobre tomar banho com as ataduras, por isso só o fazia quando elas já estavam devidamente trocadas. Mas não aguentaria esperar muito mais porque sentia a imundice penetrando na pele como uma praga. Levaria uma bronca daquelas da loira, mas poderia lidar com isso. Já enfrentara coisas piores.
Deixou que a água morna o abraçasse em um afago. Relaxando os músculos tensos, deixou a água cair por seu corpo, mandando ralo abaixo todas as impurezas. Queria poder fazer o mesmo com a sua alma.
Estava trocando de roupa dentro do banheiro mesmo, quando sentiu uma presença de outro chakra ali. E ele o conhecia bem. Um arrepio transpassou por sua espinha, fazendo-o tremer. Inferno... maldito ANBU que fora retirado de sua guarda justo agora. Sasuke sabia que ela não desistiria fácil. Já estava um tanto quanto preparado para isso. Estava arrasado, porque seu plano encontrava-se cada vez mais em ruinas. Ele não poderia ignorar sua presença. Era como se um campo magnético instalado ali no quarto o puxasse diretamente para ela.
Pretendia ser rude, mas vê-la ali tão indefesa o impediu. Não queria mais fazer isso. Chega de mágoas; Sakura já estava quebrada o suficiente.
A sua beleza lhe enchia olhos. Naquele dia ela estava relativamente com o cabelo bagunçado. As olheiras acentuadas marcavam as prováveis noites mal dormidas e o trabalho árduo no hospital. Ali, daquela maneira, ela não poderia estar mais linda. E levemente assustada então... Tentando achar alguma explicação plausível que pudesse dar ao moreno. Não evitou o coração batendo com força pela visão que obtinha. No entanto Sasuke não exigia realmente uma explicação; ele sabia muito bem o porquê dela estar ali. O porquê de ter perguntado? Ele não sabia. Talvez para ganhar tempo.
Porém sua explicação o deixou levemente intrigado e ele só pensava o quanto ela era uma má mentirosa. Não evitou retrucar o que dissera um pouco debochado, um tanto quando divertido por ela querer mostrar-se indiferente. Não se chateou nem nada com aquilo. Ele não tinha direito nenhum em sentir-se assim. Só que a Haruno o interpretou de forma errada, e notando que realmente se magoara com aquilo Sasuke amaldiçoou-se internamente. Inferno, ele fez de novo. Ele sempre fazia isso. Quanto mais ele a despedaçaria? E ele tanto que evitou isso... Quando viu que ela planejava ir embora dali, fez algo impensável. Agora que se encontrava ali, queria-a mais perto de si. Por isso perguntou se ela poderia lhe trocar as bandagens. Fora um pretexto. Não pensou nem um pouco se ataduras molhadas ocasionariam algum tipo de problema ou não. Seu pedido foi por puro instinto de mantê-la perto.
Afinal, ele já era um soldado ferido em batalha. Esperava só o momento em que cairia de vez.
E foi olhando profundamente naqueles olhos, que ele não só perdeu a batalha, como também a guerra. Perdeu-se naquelas esmeraldas tão profundas, mergulhando-se nelas. Deus, como pôde um dia duvidar se ela ainda o amava... Estava tudo ali, escancarado em seu olhar. Tão profundo que um arrepio eriçou toda a superfície de sua pele. E quando ela começou a acariciar lhe no rosto com o polegar, um fogo interior tomou-lhe conta. Fechou os olhos e travou a mandíbula, para sentir melhor a sensação. Ele estava rígido, sentindo aquele carinho queimar a face. O Uchiha já se encontrava com o coração acelerado apenas em observá-la ser tão lindamente profissional e estar tão perto dele. Agora ele martelava dolorosamente. Sentiu o cheiro de cerejeira que vinha dela cada vez mais perto. Será que...
Houve um trovão e Sakura afastou-se dele como se tivesse tocado em brasas. Sasuke sentiu frio. Ela iria mesmo beijá-lo? Sasuke a olhava com um misto de confusão e surpresa. O calor interior intensificou-se quando ele a considerou, as esmeraldas totalmente arregaladas e um rubor tomando-lhe conta da face. Tão...linda.
E foi aí que a linha tênue entre a razão e a emoção do Uchiha foi rompida.
Quando ela espalmou as mãos na cômoda próxima totalmente desorientada, a expressão completamente desolada e envergonhada, foi o momento em que Sasuke mandou tudo pro inferno. Ele estava necessitado; queria toma-la nos braços e nunca mais soltá-la. Queria mostrar-lhe que ele não era indiferente a ela. Queria cuidar de seu coração partido, certifica-se de que fora mesmo perdoado. Cuidar de cada uma de suas feridas na alma e preenche-la com tudo aquilo que estava borbulhando em seu interior.
Sasuke sentia-se infeliz porque estava com algo incompleto. Algo dentro dele necessitava com todas as forças ser preenchido com aquilo que ele negou por tanto tempo. E só Sakura, só ela poderia fazer isso. Só ela poderia lhe dar os tão esperados dias felizes. Sempre foi ela.
Quando o Uchiha os trancou dentro daquele quarto, sabia que seria um caminho sem volta. Já não pensava com a clareza e cautela, como um Uchiha deveria pensar. Ele já não ligava mais. Sasuke era Aquiles, e ele fora derrotado na Guerra de Troia.
Cauteloso, aproximou-se. Não queria assusta-la e estregar as coisas, como era de praxe. Sasuke era especialista nisso. Depois, tocou-lhe levemente com a única mão que ainda tinha. Foram somente as pontas dos dedos, temendo como ela reagiria. A tempestade se intensificava lá fora. Ela não esboçou nenhuma reação de querer fugir ou de repulsa. Maldito tecido que atrapalhava; queria sentir a textura da pele. Será que o cabelo dela tinha o aroma de cerejeiras? Lembrou-se do cheiro que emanava dela quando estava examinando-o. Ainda em um ritmo lento, encostou o nariz nos cabelos rosados que o tanto intrigara na infância. Sentiu-a tencionar o corpo. Sim, era uma fragrância de cereja, porém levemente mais adocicado e leve. Aquilo elevou Sasuke a um nível estonteante de embriagues. De repente, sua mente se enublou. Assustado, percebeu o que aquela simples essência que ela exalava lhe causou. Um desejo incontrolável invadiu seu corpo de forma irrefreável, um prazer que lhe devorou por inteiro. Ele estava excitado apenas com o cheiro dela. Ele ficou tonto.
Totalmente confuso e com a mente nublada de desejo, afastou as mechas rosadas para beijar seu pescoço. Notou que ele crescera um pouco nos últimos tempos. Precisava sentir seus lábios naquela pele alva e suave. O coração batia tão incontrolavelmente... Ele já não se reconhecia mais.
A pele dela arrepiou-se com o contato, incitando-o ainda mais. A tempestade caía cada vez mais forte, o barulho ensurdecedor no teto e na janela do quarto. Fez o caminho da nuca até a orelha com a ponta do nariz, sentindo o aroma e a textura macia da região. Respirava com força, totalmente enfeitiçado por ela.
- Sakura... – sussurrou em seu ouvido com uma urgência inacreditável. Ele não se aguentava. Por Deus, precisava tanto dela... sentia um frio na boca do estômago como nunca sentira.
Assim, num ato totalmente ousado e sedutor, empurro-a de encontro a sua ereção. O contato, impossivelmente, o excitou ainda mais. Notou que ela, talvez por estar confusa, não reparou a verdadeira intenção por traz do seu ato. Sussurrando mais uma vez o doce nome da antiga companheira de time de forma inconsciente, empurrou-a mais uma vez de encontro ao seu corpo quente, agora com mais força e exigência. Precisava mostrar-lhe o que ela causava nele, que por todo esse tempo ela nunca passou despercebida por ele. Que ela tinha muito mais importância do que poderia sonhar. Mas o medo dela rejeitá-lo o fez hesitar por um momento. E compreenderia perfeitamente se ela não o quisesse. Afinal, Sakura tinha motivos de sobra para isso.
Demorou, mas ela percebeu. E então virou-se para ele como um raio, desequilibrando-se, porém sendo aparada pelo único braço do Uchiha. Mergulhou novamente naquelas esmeraldas, tentando transmitir tudo o que sentia apenas com o seu olhar.
- Sasuke-kun... – sussurrou debilmente. A forma como seu nome rolou pela língua dela – doce e cadenciada – foi como uma carícia para a sua alma ferida. Ele fechou os olhos, totalmente encantado. Como sentira falta da forma como ela o chamava, da sensação que sua voz o provocava. Inconscientemente, aproximou-a mais dele e com calma, os conduziu até que Sakura se apoiou na cômoda atrás dela. Uma mão pequena e delicada pousou em seu ombro direito, e ele arrepiou-se. Suas respirações pesadas misturavam-se; os corações batendo no mesmo ritmo. Nem nos seus melhores sonhos imaginou-se assim.
- Por quê?... – aquela pergunta estava carregada de muito mais dúvida do que simplesmente sobre a atitude dele naquele momento. Ele notou aquilo. Ela queria uma explicação, obviamente. Sasuke estava fazendo de novo: confundindo-a. Então, não aguentando mais, respondeu sua pergunta com uma coisa que estava guardado dentro dele a anos. De forma diferente, mas era a sua maneira de demonstrar sentimentos. Ele só queria deixar as coisas claras: precisava dela desesperadamente. Precisava daquilo que tanto ansiou desde que perdera a sua família.
- Só estou... reivindicando aquilo que você me prometeu a quatro anos atrás... meus dias felizes.
Foi ele quem a beijou. Foi um simples tocar de lábios, porque ele planejava ser gentil. Esse cuidado dele fez os olhos da rosada arderem. Tanto que desejou isso... um ato de carinho vindo dele, mesmo que pouco. Sakura transbordou de felicidade.
Mas os planos do Uchiha foram por água abaixo assim que seus lábios se encostaram. Foi como atear fogo em pólvora. Havia fogo por toda parte. Uma labareda de prazer se alastrou por eles, como fogo se alastrando em madeira. Beijavam-se com fervura, urgência e paixão. Sentimentos a tanto tempo reprimidos mergulham através daquele beijo tão cheio de fúria e desejo; os dois ficam atônitos com tanta intensidade entre eles. Os olhos de Sakura marejam, e uma lágrima escorre seguida de outras. Deus! Nem nos seus melhores sonhos se imaginou assim. Um rubor tomou conta de sua face. Um gemido escapa de sua boca e foi a deixa para que Sasuke a invadisse com a língua. O gosto que vinha dela era o de café. Sorriu internamente. Parece que esse vício não mudou com o tempo.
Sakura envolveu os braços em volta do pescoço de Sasuke e lhe devolveu o beijo ardente. Um calor intensificou na região de seu ventre. Suas mãozinhas enterraram-se nos cabelos negros. Ele amaldiçoou o fato de estar apenas com um braço. Queria tanto envolve-la em um abraço... Certificar de que tudo aquilo era real e não um sonho maravilhoso. Apesar de senti-lo ali, tão onipresente, ela ainda não acreditava. O gosto de hortelã que vinha de sua boca era tão real... A qualquer momento esperava tudo aquilo evaporar e acordar no seu quarto, de volta ao pesadelo que vivia. Abraçou-o com força, temendo que ele sumisse a qualquer momento. Mas ainda não era perto o suficiente.
Os dedos de Sakura arranhavam o seu couro cabeludo, fazendo-o ofegar. Com um gemido rouco, ele lhe mordeu o lábio inferior quando a sentiu puxando os cabelos de sua nuca. Em resposta, Sakura investiu mais ainda o interior doce de sua boca e o beijo tornou-se mais árduo.
Mas eles precisavam de ar e foi com muita relutância que se afastaram. No entanto o moreno não perdeu tempo, e prendendo o seu olhar no dela, começou a retirar o jaleco. Sakura o ajudou, devolvendo o olhar na mesma intensidade voluptuosa. Voltaram a se beijar da mesma maneira de antes, envolvidos em um abraço emaranhado. Para facilitar o lado dele, Sakura sentou-se a cômoda sem quebrar o contato. Ele posicionou-se entre as pernas dela, e Sakura o abraçou pelo quadril, sentindo a sua ereção. Ela gemeu sensualmente, e Sasuke completamente louco com o contato, afastou os lábios dos dela e começou a beijar e mordiscar seu queixo, descendo cada vez mais até encontrar seu pescoço, beijando-a ali. Sakura fecha os olhos e inclina a cabeça, dando-lhe mais espaço. Os arrepios viajam por seu corpo inteiro, e Sakura estava cega com o desejo. Ela encostou os lábios na base do seu pescoço, beijando o local com ternura. Sasuke mordeu o lóbulo de sua orelha e em retaliação, ela arranhou suas costas. Sasuke sentia que explodiria a qualquer momento.
E ele não sabia muito que fazer, afinal nunca fora experiente nessas coisas. Por isso, deixou se levar pelos instintos. Começou a passear por seu corpo com a mão, mapeando cada detalhe dela. As pernas cremosas, os braços... Enfiou-se em sua blusa, para acariciar a barriga. As mãos dela estavam espalmadas em seu peito. Seus narizes estavam encostados e suas respirações misturavam-se, ofegantes. Foi ela dessa vez quem capturou a boca do moreno. Ele ficou maravilhado com sua atitude. Então, a mão em sua barriga macia voou até um de seus seios por cima da blusa. Sakura arfou, aumentando a intensidade do beijo. Sasuke começou a massageá-lo, arrancando gemidos da companheira. Mas havia panos demais.
Sasuke abriu o zíper da blusa vermelha, já com certa pressa. Ela sempre o ajudava a arrancar as peças. Depois, a camiseta cor de mostarda, que foi jogada num canto qualquer. Agarrando a cabeça do moreno com as duas mãos, trouxe-o para si arrancando-lhe um beijo molhado. Ele tomou um dos seios mais uma vez; o sutiã dela era de um rendado preto. Começou a massagear o mamilo com o polegar, deixando Sakura a beira da loucura. Ela arqueou o corpo em direção a sua mão, jogando a cabeça para trás e arranhando o abdome definido dele. Ela gemia seu nome, deliciando Sasuke.
- Sasu... Sasuke-kun... – e ele aumentou o ritmo de sua carícia, beijando sua clavícula e fazendo caminho até o vale de seus seios. Ela tinha uma pele tão macia, cheirosa... Ele estava embriagado.
- Sasuke-kun – gemeu mais uma vez, as mãos enfiadas em seus cabelos. Ele se viu na beira da loucura, quando a medica começou a provoca-lo rebolando o quadril em direção a sua ereção. Aquilo já era demais, e, por céus, ele não aguentaria mais muito tempo. Necessitava dela. E ela, necessitava dele.
Agora.
- Sakura... – pronunciou com um tom totalmente animalesco e os dentes trincados, quando a garota aumentou o ritmo de sua investida. Com uma habilidade incrível, ele a ergueu em seu colo, fazendo Sakura soltar um gemido engasgado totalmente surpresa. Ela o abraçou com braços e pernas, deixando-se levar por ele. Sasuke os conduziu até a cama, derrubando a bandeja que se encontrava ali, sem se importar com o barulho que causara. A tempestade forte abafava quase tudo.
Deus, Sakura sentiu que ele estava muito mais excitado agora de uma forma totalmente impossível. E aquilo se devia a ela. Sasuke a desejava de forma incontrolável, e esse fato fazia um sorriso de deleite forma-se em seus lábios.
Com todo o cuidado, Sasuke a depositou na cama. Mesmo explodindo de prazer, ele precisava se controlar. Era um momento especial para ela, e ele faria de tudo para não machuca-la. Agora, precisava se livrar dos restos das roupas.
Começou pelas botas ninjas, descalçando-a lentamente sem quebrar o contato com seus olhos. As esmeraldas estavam completamente tomadas pela íris dilatada de luxuria. Depois passou para a saia cinza, sendo ajudada por ela empurrando com uma mão junto com ele. E então, um short curto e preto, jogado em um canto qualquer em seguida. Ainda sem quebrar o contato, puxou-a para cima e a encaixou em seu colo. Mesmo com uma mão, conseguiu desabotoar o sutiã. O olhar que ele a devolvia deixou Sakura encabulada. Ainda mais quando este desceu para seus seios desnudos, fazendo-a corar lindamente. Sasuke umedeceu os lábios e então, capturou um dos mamilos com a boca e massageando o outro com o polegar. Sakura arfou, os olhos arregalados. Gemendo sedutoramente, arqueou-se de encontro a sua boca e sua mão apertava com força o lençol abaixo de si. Mais uma vez, ela incitou-o rebolando em seu quadril, arranhando suas costas. Sasuke tencionou a mandíbula. Desse jeito ele não se controlaria como desejava. Faltando apenas a única peça dela, ele a deitou novamente. Antes de retirar a calcinha, voltou a beijá-la. O gosto de café em sua boca era maravilhoso. Mas... Ele nesse momento queria sentir muito mais que o sabor de seus lábios.
Sakura já não sabia se aguentaria mais. Sua intimidade doía devido ao prazer avassalador. Queria lhe arrancar as roupas e senti-lo como nunca imaginou sentir. Ele começou a retirar sua última peça vagarosamente e em seguida, beijou seus tornozelos, subindo cada vez mais. Sakura fechou os olhos, mordendo o lábio inferior. Sua pele queimava em cada lugar por onde seus lábios tocavam. Depois, ele fez um caminho das coxas até sua virilha, e então...
Sakura abriu os olhos, espantada.
Sentiu seus lábios próximos a sua intimidade. Não precisou levantar o rosto para comprovar, mas o fez num ato de reflexo. E então, corou violentamente com a visão que obteve.
- Sasuke-kun!
Ignorando-a, ele não parou. A respiração dela aumentava cada vez mais com as investidas dele cada vez mais ousadas. Ela não conseguia controlar os gemidos, cada vez mais altos.
Ela estava quase lá, e ele intensifica seus atos percebendo isso. Seu corpo se contraia cada vez mais e ela colocou as mãos no cabelo dele gemendo seu nome, já sem forças. Mas ela não queria que ele parasse. Seu corpo estremeceu num orgasmo incrível, fazendo-o parar. Ela cai na cama, esgotada.
Totalmente satisfeito ele ergue-se. A vê totalmente esgotada, os olhos fechados e respirando duramente. Assim, permitiu-se contempla-la. Ali, totalmente nua, os cabelos desgrenhados, ofegante e ruborizada, ele estava completamente enfeitiçado.
- Linda... – sussurrou, aflito.
Sakura abriu as esmeraldas para ele, totalmente nubladas e escuras. Ele começou a retirar suas peças, e agora nada mais os atrapalhavam. Deitou-se sobre ela e beijou-a na boca novamente, agora de forma lenta e apaixonada. Sakura emocionou-se com aquele beijo tão cheio de sentimento. Separou-se dela e voltou a investir nos seios, excitando-a de novo. Ele estava a torturando. Agora, ele subia beijos cadenciados até o seu queixo e encontrou seus olhos fechados. Emoldurou seu rosto com a mão, acariciando o polegar em seu lábio inferior. Ele posicionou-se entre suas pernas.
- Sakura... olhe pra mim... – sussurrou amorosamente. Mas ela não o obedeceu, totalmente absorta com tanta volúpia.
- Sakura... – sussurrou novamente, agora sendo ouvido por ela. Encontrando as órbitas escuras de luxúria, prendeu-se ali.
- Não feche os olhos... – ela o obedeceu, assentindo.
E então, ele começou a penetrá-la devagar e delicadamente. Doeu um pouco, mas ela não fechou os olhos, cumprindo sua promessa. Olhando fundo nos olhos do Uchiha, mordeu o lábio inferior. Ele não se moveu, esperando que ela se acostumasse. Ela ofegava mordendo o lábio. Depois de um tempo, ele lhe perguntou:
- Você... você está bem? – seu olhar demonstrava preocupação. Ela assentiu energicamente. Assim, ele começou.
Eram movimentos lentos, temendo que pudesse machuca-la. No começo incomodou, mas depois a dor deu lugar ao puro prazer. Com as investidas ainda lentas, Sakura começou a gemer. Foi a deixa para que Sasuke fosse aumentando o ritmo.
Oh Deus, como aquilo era bom... Ele intensificava cada vez mais, e Sakura levantou-se ficando praticamente sentada no colo dele. Ela jogou a cabeça pra trás, os gemidos cada vez mais altos e constantes. Ele aumentou o ritmo e gemidos roucos escapavam de sua garganta. A tempestade batendo no teto e os trovões se mesclavam com os gemidos dela, que se tornavam gritos a cada investida mais forte. Sakura o abraçou, e seu quadril agora ia de encontro as suas estocadas ao mesmo tempo em que mordia o ombro do Uchiha. Sasuke enterrou o rosto em seus cabelos, gemendo o nome dela em seu ouvido. Ele aumentou o ritmo.
Ele cerrou os dentes. Ela estava quase lá. Ele também. Intensificou mais uma vez as estocadas. A cabeceira da cama batia de encontro à parede. Deus, ambos ficaram anestesiados com a intensidade daquilo. Ambos estavam febris. Sakura gemeu mais alto.
- Sasuke-kun!
- Sakura!
Um tremor violento transpassou seus corpos. E então, eles chegaram juntos ao clímax, gritando o nome um do outro ao mesmo tempo, abafados por um trovão estrondoso. A tempestade lá fora começava a se acalmar. Ele caiu sobre ela, exausto. Eles ficaram assim por um tempo, ele sentindo o aroma do seu cabelo e ela acariciando seus cabelos, respirando em seu ouvido.
E foi ali, sentindo o aroma de cerejeiras vindo dela que pela primeira vez em três semanas, Sasuke finalmente se sentiu em casa.
Os dois estavam deitados na cama há um bom tempo, completamente nus. Surpreendentemente, couberam naquele pequeno espaço, as pernas entrelaçadas e cada um ouvindo as batidas um do outro, numa mesma sintonia. Sakura estava com a cabeça apoiada no peito de Sasuke, e ele tinha o queixo apoiado no topo de sua cabeça, acariciando-lhe os cabelos. Ele olhava para o chuvisco que caia através da janela. Era irônico o fato de como a tempestade se acalmou depois que eles fizeram amor. Parecia até que ela espelhara a explosão de sentimentos que ambos tiveram naquele momento.
Sakura começou a fazer desenhos imagináveis em seu peito, arrepiando-o. Ele só aguardava o momento, mas senti-a hesitar. Talvez ela estivesse adiando, aproveitando o momento mágico, temendo quebra-lo.
Ele a ouviu suspirar. Ele preparou-se.
- Sasuke-kun... Por quê? – sussurrou, a voz abafada. Ele não precisou de uma pergunta mais elaborada. Ele entendera perfeitamente o que ela queria saber dele. Com um suspiro, levou a mão ao seu queixo delicadamente, elevando seu rosto para olhar em seus olhos.
- Sakura... Nós precisamos conversar.
Música do capítulo: Daughtry - Home
Vou confessar uma coisa para vocês... quando terminei esse capítulo, fiquei meio receosa em postá-lo, porque alguém poderia achar o Sasuke meio estranho ou até mesmo OCC. Mas daí lembrei do fato de que, dã, Sakura e Sasuke são marido e mulher, além do fato dos Uchihas amarem intensamente. Então, postando sem medo de ser feliz haha. Foi interessante tentar entender a mente do Sasuke, esse que é o meu personagem preferido de toda a história. Foquei mais no que ele poderia sentir-se em relação a Sakura em particular, já que conhecemos como ele se sentia em geral naquele monólogo maravilhoso do 699. Por isso não foquei tanto em outras coisas. Comentem o que acharam, se ficou exagerado ou se encaixou na personalidade dele... Sobre o hentai também (lembrando que é a primeira vez que escrevo algo assim). Vocês sabem que as opiniões suas são o mais importante haha.
Enfim, eu falo demais... Beijos amores!
