Título:Privilégios Da Paixão

Classificação: T

Shipper: SasuSakuxSakuSasu

Gêneros: Romance/Drama

Disclamer:Os personagens do anime/mangá Naruto pertencem a Masashi Kishimoto e nenhum lucro será obtido com esta fanfiction.

Sinopse:Poderia os privilégios da paixão alcançar um frio coração?

Não saber nada sobre sua família era triste. Sentia-se completamente sozinha e abandonada em um mundo cruel e difícil. Não tinha amigos, parentes ou um companheiro com quem contar. Sua vida limitava-se a um destino miserável, do qual ela realmente acreditou não conseguir fugir.
Até que seu lindo anjo de cabelos radiantes como o sol e olhos docemente mel a salvou e a levou para uma casa grande e aconchegante, mas que carregava uma áurea incrivelmente triste. Ela só não imaginava que iria descobrir mais sobre sua amada família, e reencontrar um grande amor que estava esquecido em sua infância.

Sakura o conquistou com seu jeito meio tímido, inseguro, parecendo ser uma boneca de porcelana que ao mínimo toque poderia espatifar-se pelo chão, ela o salvou, e curou cada ferida de seu tão machucado coração. E só ela, com todo aquele amor que carregava no peito, poderia o mostrar os verdadeiros privilégios da paixão!

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Capítulo IV

Esperança

" Talvez nem tudo estivesse perdido, e a chance de ter finalmente uma amizade verdadeira estivesse próxima... "

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Após o jantar, que tivera feito em silencio, Sasuke voltou para seu escritório. Sentou-se desajeitadamente sobre a poltrona, afrouxando o nó da gravata vermelha. Começou a massagear as têmporas, tentando fazer a dor de cabeça incomoda passar.

Ele e Naruto nunca tiveram trabalhando tanto em suas vidas. Com a produtividade da empresa aumentando, e consequentemente expandindo para outros lugares do mundo, sua lista de contas, contratos e reuniões tivera aumentado e muito. Chegava a assustar a quantidade de coisas que ele e o Uzumaki tinham que fazer em um só dia.

Como se não bastasse, agora tinha os problemas que estavam chegando por causa da nova façanha de Tsunade. O que terminava em uma Karin reclamando toda hora da garota que agora morava com eles.

Claro que, tiveram tido uma briga após o incidente onde a moça desmaio. Não acreditou nos pretextos da ruiva, pois conhecia muito bem a mulher, e como tinha um acordo com Tsunade, não poderia deixar que sua noiva fizesse aquilo com a menina.

Suspirou cansadamente! Sakura era uma moça muito bonita, e não duvidava de que Karin estava com ciúme da jovem. Os cabelos dela eram incrivelmente rosados e cheirosos, exalando um perfume único, e em apenas lembrar-se daquele odor tão adocicada, uma estranha sensação invadia seu coração frio. Era como se já a conhecesse de algum lugar.

Desde aquele dia seu coração tivera congelado. E os obstáculos que a vida colocará em seu caminho, apenas o fizera crescer e aprender com seus erros.

O mundo lá fora não era fácil de se enfrentar. Era cruel e não tinha pena dos mais fracos, os esmagava sem dó nem piedade de sua alma e carne.

Poderia até imaginar o que a rosada passou. Uma mulher indefesa e bonita era um alvo fácil pra pessoas más que querem abusar e torturar. E em apenas pensar tais cenas, a raiva borbulhava em seu sangue.

Quando queriam, as pessoas conseguiam ser cruéis... E ele mesmo já fora várias vezes.

Ainda não tinha certeza, mas Sakura era bem parecida com a garota que tivera encontrado á dois meses atrás. Naquele dia, os cabelos rosados podiam ser vistos de longe, a pele clara coberta por sujeira, os olhos verdes opacos e sem vida.

Simplesmente não tinha como esquecer...


Os pingos grossos de chuva caiam brutalmente contra a lataria do carro, causando um barulho estupidamente irritante para o Uchiha, que acelerava o veicula cada vez mais.

Estava estressado e irritado, tudo por culpa de sua noiva, que não perdia a oportunidade de começar um dialogo, que ela sabia que sempre terminaria em discussões. Ele simplesmente não sabia o porque de ainda está com ela. Suas vidas pareciam fazias, sem sentindo algum.

Talvez esse provável casamento já tivesse terminado antes mesmo de começar, e ele não poderia fazer nada para impedir que isso acontecesse.

Rangeu os dentes enquanto apertava o volante com força, á estrada estava escura, e apenas o farol de seu carro iluminava a pista. Já era bem tarde da noite, e todos já estavam em suas casas dormindo tranquilamente, enquanto ele se amaldiçoava pelo seu noivado.

Do nada, uma menina saiu da penumbra escura, e atravessou a rua sem olhar para onde estava indo, ou se algum carro vinha em sua direção. Pisou no freio do carro, e se não fosse por seus reflexos, provavelmente iria se chocar contra o corpo frágil da jovem.

Com o susto, a garota deixou os papelões que carregava cair no chão, encharcando-se na água que cobria toda a pista. Prontamente ela se abaixou, e os catou rapidamente. Mas Sasuke não á ajudou, ficou apenas observando-a, esperando o caminho ficar livre para continuar seu trajeto.

Ela levantou-se, com todos os papelões molengos em baixo do braço. E ficou lá parada, o observando com olhos grandes e verdes, mas opacos e tristes. A pele branca, estava levemente manchada por barro e sujeira, que era lavada pelos pingos de chuva que caiam em cima de seu corpo magro. Mas o que mais o impressionou, foi á cor de seus cabelos. Incrivelmente rosados e sedosos.

Estava um pouco sujo sim, mas a água estava os lavando, revelando cada vez mais sua beleza. E estranhamente, Sasuke sentia como se já tivesse visto aqueles olhos, e como se já tivesse tocado aquele cabelo.

A garota o olhou uma ultima vez, os olhos cheios de remorso e magoa, e então continuou a atravessar a rua, correndo rapidamente para debaixo de uma arvore frondosa. Com cuidado, ela depositou o papelão no chão, e deitou-se ali, onde mínimos pingos a tocavam.

Com os olhos fixos nas costas molhadas que subiam e desciam, Sasuke voltou a acelerar o carro.

E ele tivera sido tão egoísta e mal, que não tinha movido um dedo para ajudá-la... Assim como pessoas sem coração fariam...


Suspirou! Naquela noite, ficou imaginando as mil e uma coisas que poderia ter acontecido com aquela menina. E quando viu a mesma pessoa, com os mesmos olhos, a mesma pele, no corredor passando mal, enquanto Karin gritava, conseguiu ver o quanto o destino podia brincar com sua vida.

Perguntava-se o que Karin poderia ter dito para Sakura, quando fora chamá-la para o jantar. Mesmo que a ruiva tivesse sofrido muito no passado, certas atitudes não eram justificativa para tal fato. E isso não iria fazer sua dor ir embora.

Ele sabia muito bem disso...

E sabia que provavelmente a rosada também tinha um passado triste. Teria algo mais doloroso que a solidão? Viver anos vagando pelas ruas, sem família ou amigos. Sem ninguém para conversar, ninguém para se aproximar de si.

Ainda deveria ser difícil para ela, mas Sasuke nada poderia fazer, e talvez nem estivesse disposto. Pelo menos, era isso o que ele achava.

- Pobre menina... – Murmurou fracamente. Sem perceber que alguém o observava de longe.

- Está pensando na Sakura, não é? – Tsunade perguntou serenamente, andando devagar até o moreno. Sentou-se na cadeira de frente para ele, depositando sua mão sobre a do mesmo. Sasuke sorriu fracamente, e Tsunade era a única capaz de ver aquele sorriso, por mais simples que fosse – Ela é especial. Sofreu muito, e isso a torna diferente. – Comentou, sob o olhar atento de Sasuke. Tsunade era como uma mãe para ele, e a mulher tinha o ajudado muito quando criança.

Quando entrou para o orfanato, Tsunade ia visitá-los todos os dias. Sasuke e Naruto eram os dois amigos inseparáveis que a loira mais gostava de conversar, e muitas vezes tivera tentado adotá-los, mas por causa de suas condições de vida, seus pedidos foram negados. Apenas pode conviver com eles na mesma casa, fazendo o papel da mãe que eles tanto sentiam falta, após a maior idade dos mesmos.

Conhecia aqueles dois melhor que qualquer pessoa. E sabia das dores e cicatrizes que eles carregavam.

- Você sempre dizia que por sofrer tanto, nos éramos especiais. Mas nunca entendi exatamente o que isso quer dizer, não vejo nada de bom em perder pessoas que amamos. – Comentou secamente, observando um ponto qualquer do cômodo.

Após um suspiro cansado, Tsunade pode constatar que seu pequeno Sasuke tinha esquecido o significado daquela palavra, e que talvez aquilo nunca tivesse realmente sido plantado em seu coração.

- Você também é especial! Após sofrer, ou perder algo que amamos, nos amadurecemos, e passamos a ver coisas que algumas pessoas nunca enxergariam. Após conhecer a dor, aprendemos a dar valor ás pequenas coisas, que todos os dias as pessoas deixam passar como se não tivesse valor. – Sasuke olhou no fundo daqueles olhos mel. Tsunade era sabia, e entendia o mundo que a cercava melhor que qualquer pessoa. – Mas sinto que você esqueceu isso. Parece que ser especial não tem mais valor para você... – Tocou o rosto do moreno, e Sasuke fechou os olhos para sentir aquele carinho. Era como ser acariciado novamente pela sua mãe. – Eu queria entender o que se passa no seu coração, e impedir que você entre na escuridão.

Escuridão...

Desde tão pequeno aquela palavra ecoava pela sua cabeça. A escuridão era a solidão, o medo, a dor. Para ele era não ter aqueles que gostaria ao seu lado. Sua escuridão nunca iria embora, pois não tinha como trazê-los de volta para si, e nem mesmo Tsunade poderia mudar aquilo.

- Não diga besteiras Tsunade. – Rosnou levemente irritado. Tirou a mão da mulher que considerava uma mãe de seu rosto, e caminhou para a saída do escritório. – Vou dormir, tenha uma boa noite!

- Você também querido! Durma com os anjos. – Murmurou, assim como fazia antigamente, mas acompanhado de um beijo leve na testa. Fazia quantos anos que não dava um beijo em Sasuke? Vários, desde que ele e Naruto se afundaram em trabalho, quando finalmente a empresa começou a fazer sucesso.

Apenas desejava que algum dia ele conhecesse alguém que seria capaz de curar as feridas de seu passado tão doloroso. Mas talvez, essa pessoa estivesse mais perto do que ela poderia imaginar.

Sasuke passou as mãos pelos cabelos negros, os bagunçando-os em uma forma de pura raiva. Não queria ir para seu quarto, pois provavelmente iria brigar com Karin, e não estava com cabeça para enfrentar uma nova discussão. Sendo assim, apenas lhe restava á biblioteca, o único lugar que o acalmava.

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Quando Sakura finalmente parou de chorar, já era tarde da noite. Ela se sentia insignificante, suja, e estupidamente triste. Era como ser invisível diante dos olhos das outras pessoas. Ninguém parecia notá-la, ou amá-la, e isso fazia ela se afundar em um buraco negro e gélido.

Sua barriga roncou, protestando contra a fome que a dominava. Levantou-se devagar da cama, caminhando silenciosamente até a porta. Não queria acordar ninguém. Não queria interromper ninguém. Já bastava o tanto de problemas que ela estava causando.

Os corredores estavam escuros, sendo iluminados apenas pela fraca luz da lua que atravessava as cortinas transparentes. A brisa gélida da noite tocou sua pele, fazendo-a arrepiar-se, abraçando o próprio corpo em busca de calor.

Agradecia a Deus por não estar lá fora, provavelmente deitada em um papelão, morrendo com o frio que castigava sua pele. Parecia até mesmo surreal ela ter comida para se alimentar. Na hora que quisesse. Na hora que a fome lhe atacava.

Foi quando Sasuke veio em suas lembranças. E a dor atingiu novamente seu coração. As palavras que Karin disse, que ele a desprezava, que ele nunca a amaria. No final das contas, ela deveria se conformar.

Mas oh Deus! Porque era tão difícil enterrar aquela historia no fundo de seu coração, para ela nunca mais machucá-la? Porque era tão difícil aceitar que ele também tinha nojo de si, quando varias pessoas já tinham dito isso em sua cara?

Ela simplesmente não entendia o que estava acontecendo consigo.

- Agora está com fome, Sakura-san? – Assustou-se quando encontrou a mulher que fora chamá-la mais cedo para o jantar. – Tinha certeza que logo teria fome. – A mulher sorriu meigamente, pegando em sua mão e puxando-a para a cozinha.

E Sakura estava atônita demais para protestar contra qualquer coisa. Afinal, porque aquela mulher sorria para ela. Porque ela a tocava sem preocupação? Não sentia nojo de si? Será que finalmente teria uma amiga com quem contar?

Quando finalmente chegaram na cozinha, a mulher soltou sua mão e andou de encontro a geladeira, retirando de lá alguma frutas frescas. Sakura apenas ficou parada, com vergonha de tocar em algo. Ficou a observar a garota gentil fazer sua refeição.

- Meu nome é Aime. – Falou distraída, olhando a rosada pelo canto dos olhos e percebendo que a mesma estava em pé a encarando. - Ah! Sakura-san, pode se sentar. – Comentou, logo depois dando uma risada leve. Sakura sorriu sem jeito, e sentou-se no banquinho que tinha na cozinha, com as mãos sobre o colo.

Aime era uma pessoa feliz. Mas por detrás daquele sorriso lindo, se escondia uma garotinha que já tivera sofrido muito. Após a morte dos pais, ela começou a trabalhar vendendo frutas e fazendo faxina, para ajudar sua avó, que era muito doente.

Tivera que dar duro muito cedo, com apenas catorze anos, e como não dava para trabalhar e estudar ao mesmo tempo, ela acabou por abandonar a escola. Mas infelizmente, seus esforços tiveram sido em vão, pois um dia sua querida avó morreu, e ela não tinha a ajudado por não ter o dinheiro necessário para seu tratamento.

- Aqui está! Espero que esteja gostoso. – Exclamou alegremente, enquanto entregava á rosada um sanduiche e um copo de suco de laranja. – Desculpe-me, mas a janta já acabou. Sasuke-sama manda fazer apenas o necessário, para não jogar fora a comida. – Sakura sorriu levemente para ela, agradecendo pela comida.

Era a primeira vez que alguém daquela casa, além de Tsunade, á tratava tão bem. E uma ponta de esperança nascia em seu frágil coração. Finalmente teria uma amiga. Finalmente seria importante para alguém.

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Oii gente liinda! Por favor, não joguem sapatos em mim, sei que demorei bastante xD

Mesmo os capítulos já estando prontos, é meio complicado se concentrar no que você está escrevendo, e tendo que atualizar a fic em dois outros sites para deixar igual com os capítulos do Nyah, isso sem ter tempo, já que minhas férias foram bastante corridas. Mas bem, aqui estou eu trazendo o capítulo 4 para vocês, amanhã eu provavelmente vou postar o próximo, claro, sem esquecer que eu tenho que colocar Watashi No Ai em dias.

Beiijos! E espero que tenham gostado do capítulo, ah, a proposito, não respondi os comentários porque não sei como o fazer, percebi que algumas autoras respondem por aqui msm, quando não consegue responder por e-mal, uma coisa assim, bom vou perguntar a alguma amiga minha e prometo logo responder.

;D