Lea jogou-se sobre sua cama, vivido dois dias cansativos, sem falar na noite "cansativa" que vivera com ...seu pensamento vagueou longe, indo parar nas lembranças ainda bem nítidas que tinha no corpo e na alma daquele canadense maravilhoso que conhecera naquela viagem.

– Aiii, você chegouuuuuu!

Ela ouviu o grito antes de ver quem o tinha emitido, mas não restava dúvida em Lea de que era sua melhor amiga e companheira de apartamento, Jenna Ushkowitz.

–Ai, que saudade!- exclamou Lea, quando a amiga desabou ao seu lado na cama e a abraçou.

Lea e Jenna se conheciam desde os oito anos de garotas participaram de seleções para o elenco de peças na Broadway e nunca mais se era coreana, tinha sido adotada por um casal americano e morava desde muito pequena em Nova York, estudando numa tradicional escola cató com uma origem tão diversa da de Lea, elas eram unidas e se compreendiam como irmãs.

–Que história louca foi essa de você ter doado suas passagens e passar o Dia de Ação de Graças em Ohio?- Jenna deu um cutucão de brincadeira nas costelas da amiga.

–Ah, eu...enfim, eu dei minha passagem para um casal que estava desesperado para ver a filha que estava aqui em Nova York muito mal.

–Hum, mas você deu uma passagem para duas pessoas?-Jenna riu.

–Bom, eu...eeu dei a minha passagem e o cara com quem eu estava...

Ao ouvir isso, Jenna arqueou uma sobrancelha, desconfiada:

–Peraí, que cara?!

Lea tapou a boca, surpresa que não tinha sido fundo, sentando-se melhor na cama para olhar direito para a amiga:

–Eu...ai, que saco!- ela bufou, meio que puxando as pontas do cabelo.- Eu fiquei com um cara que conheci no cara lindo, moreno, alto, com um sorriso enlouquecedor, canadense, advogado, voz rouca...

–Ai, Lea, para, já tô até tendo um orgasmo só de você descrevê-lo.- pediu Jenna.- Como aconteceu isso?

Então,Lea explicou tudo, a história das passagens, do único quarto disponível no hotel, da atração forte, dos beijos e do sexo incrível.

–Lea...- Jenna tinha uma expressão de surpresa nos estreitos olhos arregalados o máximo que podiam, e na boca entreaberta.- E...e o Theo?

–Ele continua meu noivo.- respondeu Lea, retorcendo os dedos.- Foi só uma aventura, nunca mais vamos nos ver.

–Mas, pela forma como você fala dele, parece que se apaixonou.- sua amiga retorquiu.

–Não vou mais embarcar nesta fantasia, .Nunca mais vou revê-lo.

{...}

Cory esticou as pernas o quanto pôde no sofá da as bolsas para um lado, o casaco para o outro e na vida ele repetiria os momentos loucos e mágicos que vivera naquela viagem, tinha ão, sentiu um cheiro bom de comida vindo da cozinha e concluiu que seu melhor amigo e companheiro de apartamento, Jared Baral, estava em casa.

–Aleluia, ele ressurgiu do mundo dos mortos para dar o ar de sua graça canadense.- disse Jared, sarcástico, ao ouvir ruídos na sala e perceber que era o seu amigo.

–Bom te ver também.- Cory revidou no mesmo tom.

–Espero que dar suas passagem, perder o voo o e jantar de Ação de Graças e ter uma namorada louca de ciúmes querendo seu pescoço tenha valido à pena.

Cory instataneamente lembrou de Lea, e não pôde deixar de sorrir com o canto dos lábios, expressão, no entanto, não passou desapercebida de Jared:

–E essa cara de besta, aí?- o amigo riu, dando um soco de mentira no ombro dele.- Aproveitou, hein, Cory? Confessa!

–Tá, eu...eu conheci uma garota fantá , morena, pequena, delicada, quente, a pele macia, uma pernas perfeitas e ...

–Meu Deus, você saiu com a Miss Universo ou o quê?!

–Não, ela...ela é da em ser estrela.

Jared disse, analisando bem o amigo:

–Você tá apaixonado por , meu Deus, você tá louco por essa garota!

–Não, eu...eu não sei, eu...-Cory gaguejou, confuso.- Ela é a garota mais incrível que conheci, mas, a Taylor...

–É uma chata.- interrompeu Jared.- Cara, se eu fosse você, a trocaria em dois tempos por esta deusa da Broadway aí que apareceu no seu que a felicidade só bate uma vez à nossa porta, hein?

{...}

Theo abraçou Lea e a beijou assim que a , com olhos azuis e um sorriso amplo, ele estava alegre em rever a da Broadway como ela, eles tinham se conhecido ainda muito jovens por causa do meio artístico, se tornaram amigos e depois, namorados.Há cerca de dois meses, ela a tinha pedido em casamento, e suas perspectivas eram grandes em relação a se casar com ela.

–Tava com saudades.- ele sussurrou no ouvido dela.

Lea se arrepiou, não aquele arrepio bom, mas como quando um vento frio passa por você e te deixa deu um sorriso, o melhor que pôde:

–Eu também.

Theo passou suavemente as mãos pelo rosto da garota, esquadrinhando-o com cuidado:

– Tudo bem? Há algo uqe tenha a me dizer?- ele sorriu, terno.

–Não.- ela respondeu prontamente.- Não tenho nada para te dizer.

{...}

–Nunca mais faça isso de novo!- uma voz feminina e esganiçada gritou na sala de Cory, fazendo-o olhar para a jovem mulher com um certo susto:

–Oi,Taylor.- ele disse.

A moça de cabelo castanho avermelhado ondulado, olhos verdes, magra e de ar petulante parecia ter saído do seriado Gossip Girl; estava bem vestida e maquiada, mas sua cara não era das mais amigáveis:

–Você não sabe como eu fiquei constrangida no jantar de Ação de Graças por sua culpa!- ela baixou o tom de voz, mas continuava ressentida, sentado-se no colo de Cory.- Todos me perguntando sobre meu namorado e eu tendo que repetir aquela história nonsense sobre sua permanência em Ohio.

–Desculpe, eu...- Cory começou a dizer, mas Taylor simplesmente tascou-lhe um muito o que fazer, ele beijou-a de volta, mas algo ali parecia naquele beijo, naquele sabor parecia errado.

{...}

Dezembro passou rápido entre neve, compras, festas, confraternizações e troca de sorria carregando sacolas para Taylor no Soho, Lea ajeitava uma fita numa caixa de presente para dá-lo a Theo; ele foi cear com a família do seu chefe e sogro no apartamento deles, na 5ª Avenida, e Lea curtiu a noite com sua grande família ítalo-judia no subúrbio nova-iorquino; ela estrelou encenações de Natal, Cory viajou rapidamente para o Canadá a tempo de ver seus parentes antes do ano acabar. Theo deu um lindo vestido à Lea de presente, enquanto Taylor mandava Cory providenciar um terno Armani para o coquetel que haveria no escritório de advocacia onde ambos 31 de dezembro, Lea, Theo, Jenna, o namorado da asiática, Michael, e o amigo dela, Jonhnatan Groof, foram para ver a famosa Eve Ball descer do mastro e marcar a passagem de ano na Times e Taylor, mais o restante dos Walkers, estavam numa festa de grã-finos no Uper East Side.

Mesmo com tantas pessoas ao redor, barulho, a agitação do fim-do-ano, eles não conseguiram esquecer o que tinha acontecido num quarto de hotel em Ohio.Não importava quanto tempo passasse, mas Cory sempre teria Lea fazendo seu coração disparar, e ela sempre pensaria nele como a coisa mais preciosa qque tinha tido antes de dormir.