Fic original: The Black Heir

Autor: FirePhoenix8

Sou autorizada a postar? Sim. (:)

Boa Leitura e desculpem possíveis erros de português.

Espero que gostem.

- Recuperei o acesso da conta U.u(y)


Pedra Murano, olho de tigre
Moldura brilhante em ouro amarelo
Que isso te proteja, te dê segurança
Em todos os momentos que faltar esperança

- Nx Zero.


No dia seguinte, Sirius e Orion pesquisaram na Biblioteca Black sobre feitiços para esconder cicatrizes. Finalmente, encontraram uma fórmula mágica de sangue capaz de esconder a sua. Embora o livro avisasse que seria ineficaz contra algumas criaturas mágicas, Harry cortou a palma da mão e esfregou o sangue sobre a cicatriz enquanto entoava o feitiço.

Harry passava a maior parte do tempo lendo e aprendendo, principalmente sobre transformações animagas. Ele agora sabia que precisava beber uma determinada poção durante os treinos e que teria que passar horas usando de sua magia para transformar lentamente os membros no animal que queria ser.

E tinha passado longas horas pensando em qual bicho escolher. Um animago geralmente escolhia um animal que sentia compatibilidade e Harry se perguntava qual melhor para representá-lo. Não queria nada grande, preferia algo sutil e discreto, algo que o ajudasse em fugas e procuras sem chamar atenção.

Então decidiu que seria um tipo de ave. Uma águia para ser especifico. Elas eram símbolo de imortalidade desde os tempos antigos e os instintos predatórios podiam ajudá-lo em algo.

Ele dedicava três horas de cada dia para transformar-se. Era doloroso e exigia concentração, o que fazia sua frustração aumentar por só conseguir mudar os pés para garras. Mas seu pai havia dito que os Marotos tinham levado oito meses para completar a transformação e que não devia se perder a esperança.

Enquanto o filho se dedicava aos estudos, Sirius pensava em um modo de se reintegrar a sociedade bruxa de sangues puro. Eles estavam em Janeiro, então tinha até Setembro – que seria quando as aulas de Orion começariam – para entrar em contado com algumas famílias. Mas precisava que fosse convidado, não podia chegar do nada e simplesmente dizer "Eai família linda! Saudades?".

A temporada de inverno tinha chegado, portanto muitas famílias já deviam estar por ali.

Contra a sua vontade, escreveu para a prima, Narcissa. Sabia que o filho seria beneficiado se fizesse uma aliança com os Malfoy's, já que essa família tinha uma das mais altas considerações por puros sangue e, mesmo que ele desprezasse Lucius, reconhecia que era um homem fluente e com contados uteis na Inglaterra.

Além disso, o homem tinha sido um Comensal da Morte e era muito claro que devia ter informações valiosas. Mesmo que Lucius soubesse que ele nunca tinha traído os Potter's, duvidava que não fosse aceitar fazer uma aliança com o Chefe da Casa Black. Não mencionando o fato de que a esposa dele era uma Black também.

Quando terminou de escrever, observou. Tinha dito que desejava acabar com a Brecha existente entre as famílias e que seu tempo de estadia em Azkaban o fez perceber que queria tomar seu lugar por direito na sociedade como herdeiro de toda a fortuna que tinha. Disse também sobre seu ressentimento com Dumbledore e explicou que, como legítimo Black, ele tinha que arcar com antigos problemas de família, dizendo que descobriu a existência de um filho seu há poucos. Acrescentando que desejava dar uma vida digna ao filho, sangue do seu sangue. Sabia que Narcissa iria se suavizar com isso, já que sempre gostou de bebês.

Depois de enviar a carta para a prima, deu um jeito de se lembrar de outros sonserinos e escreveu para eles também. Houve um momento que desejou escrever para um velho amigo, Remus, desejava imensamente revê-lo e contar o que estava acontecendo e perguntar como andava a vida. Mas Remus era da luz e entrar em contado com alguém que seguia Dumbledore não era sábio no momento.

Decidiu adiar para outra hora.

Outra coisa que mudou foi que finalmente as aulas de voo de Orion começaram. O que o deixou orgulhoso, já que o filho demostrava destreza ao pegar o cabo, junto com os reflexos aguçados e as manobras, como se tivesse nascido para isso.

Essas lições eram sua parte preferida. Eles riam e corriam atrás do outro. Quando olhava para Orion, sentia uma coisa tão intensa e forte, agradecia toda vez por ter a oportunidade de estar ali com um filho que nunca imaginou ter. Por que pensava que sua vida havia acabado depois da morte de Lily e James, mas agora via o quão errado estava.

Seu filho era sua nova razão de vida e guardava cada instante que tinha com ele dentro de si.


Harry estava na biblioteca lendo sobre "Feitiços não verbais capazes de fazer seus inimigos tremerem" enquanto dedilhava o medalhão pendurado no pescoço. Quando percebeu o pai se aproximando, tratou de esconder por debaixo da blusa. Tinha pavor ao imaginar Sirius lhe tirando, por que, provavelmente o pai não ia gostar de vê-lo tão próximo a algo que era herança de Sonserina. Mas Harry amava aquele objeto, gostava de sentir o estranho poder que vinha dele.

- Recebia uma carta de Narcissa. - ouviu Sirius dizer, sentando-se a sua frente.

O homem já havia dito tudo que sabia sobre os Malfoy's, para prepará-lo no encontro que teriam.

- Eles chegaram há uma semana e estão na Mansão Malfoy mais ao leste de Moscou. A temporada social entre as famílias tradicionais está para começar e fomos convidados a participar. Já te ensinei o protocolo e temos roupas formais o suficiente para isso. O primeiro encontro é vital e precisamos que…

- Que eles gostem de mim e que achem que eu sou um Herdeiro digno de se ter por perto, por que eu preciso me encaixar para que não suspeitem. - suspirou. - Eu sei pai.

- E as perguntas…

- Pai, eu sei o que dizer. - replicou. - Sei que para eles serei apenas Orion Black e caso descubram meu primeiro nome, digo que você e James estavam doidos quando concordaram em nomear os filhos do mesmo jeito.

- Ei! - o homem bufou.

Harry apenas sorriu.

- Tudo bem, filhote. - falou. - Vamos nos sair legais e qualquer coisa estarei do seu lado se precisar.

Olhou para os olhos de esmeralda e o puxou para um abraço.

- Amo você, pivete. Nunca te disse isso, mas você me mata de orgulho quando vejo o quanto é esperto e especial. Você é o meu objetivo de vida agora, filhote.

Harry sentiu lágrimas grossas umedecerem seus olhos e descerem pelo rosto. Ninguém nunca tinha lhe dito aquilo… Havia pedido tanto…

O abraçou de volta.

- Também te amo pai… - murmurou. - Você é o que eu costumava sonhar e pedir toda noite… Nunca achei que fosse mesmo ter um pai…

Sirius o interrompeu antes que o bolo em sua garganta aumentasse.

- Tudo bem, filhote. - disse suavemente. - Estarei com você em qualquer situação.


Havia chegado o dia do encontro. Harry estava com vestes elegantes de cores escuras e os olhos verdes apenas o destacavam ainda mais. Ele estava impecável. O cabelo tinha sido penteado até grudar em seus ouvidos e infelizmente concordou com o pai quando ele disse que era assim que se fazia uma imagem boa, mesmo que aquilo o incomodasse.

Seu pai também estava de preto elegante e usava um Anel Black no dedo. O último a usá-lo havia sido seu avô e foi escondido no cofre da família por muito tempo. Os assistentes de Gringotes o enviaram quando perceberam que Sirius assumiu com tudo.

Quando se viram prontos, aparataram em frente a Mansão Malfoy e as portas se abriram imediatamente – já que eram programadas apenas para receberam quem era convidado. Um elfo doméstico os recepcionou e direcionou para a Sala principal, os anunciando.

- O Chefe da família Black e seu Herdeiro estão presentes para fazer o comparecimento a visita para os Senhores Malfoy's.

Harry ficou animado. Era isso, sua chance de recomeçar como Legítimo Herdeiro em sua nova vida. Agradeceu a presença mágica do medalhão em baixo de suas vestes, que o acalmava, e seguiu o pai para o interior da sala.

Era imensa e ricamente decorada. Estava cheia de bruxos e bruxos vestidos de modo igualmente elegante que se cumprimentavam. Uns de pé, outros sentados em poltronas de couro. Os elfos estavam por todos os lados, levando comida e bebida para quem pedisse.

Então viram Lucius e Narcissa Malfoy. Nunca tinha visto ninguém tão arrumados quanto eles.

A mulher tinha cabelos longos e loiros, que contrastavam com os brincos de argola prateada e o colar de diamantes em seu pescoço. Usava um vestido branco que brilhava conforme andava e tinha feições delicadas e olhos azul-claro. Tinha postura orgulhosa e movimentos suaves.

O homem era alto, com cabelos de um loiro platinado. Vestido de terno e calça cinza escuro. Tinha feições fortes e um semblante frio e arrogante. Segurava uma bengala preta e longa em formato de serpente e que combinava com seus olhos verdes. Lucius despertou o interesse de Harry, o menino podia sentir o poder que vinha dele e suspeitou que a varinha do homem estivesse dentro da bengala que segurava. Era um truque inteligente que o fazia capaz de enganar aurores.

Lucius estendeu a mão para Sirius e disse formalmente.

- Bem vindo, Senhor Black. Fiquei encantado ao descobrir que iria se juntar a nós essa noite.

- Agradeço, Senhor Malfoy. - respondeu, apertando as mãos com igual força. - Tive o prazer de ser convidado para o festejo social esta noite. Por favor, me chame de Sirius.

- Então terei que estender a cortesia e pedir que me chame de Lucius. - Sorriu secamente, para depois olhar a mulher. - Acredito que se lembre de minha esposa.

Sirius galantemente pegou a mão oferecida de Narcissa e a beijou.

- Continua impecável, prima.

- Agradeço Sirius. Fico feliz em ver que está bem. - sorriu de modo educado.

Então ela se virou para olhar Harry com curiosidade e Sirius viu que Lucius também fazia.

- Este é meu filho, Orion. - disse, descansando a mão no ombro do garoto.

Harry deu um aceno leve com a cabeça, se pronunciando em seguida.

- Fico feliz em conhecê-los, Senhor e Senhora Malfoy. É uma bela Mansão, a de vocês.

Lucius inspecionou seu rosto antes de se virar para Sirius.

- Então, este é seu filho descoberto. Ele tem características Black's aceitáveis. - disse com expressão de desgosto, mantendo a análise que fazia. - E você disse que ele viveu em um orfanato trouxa?

- Sim, a mãe dele morreu quando ele era um bebê e não tinha nenhum outro parente conhecido. Quando soube de sua existência, fui imediatamente buscá-lo para tirá-lo daquele lugar.

- Pobre menino. - Narcissa disse, suavemente. - Deve ter sido horrível. - o observava e via como parecia com seu primo, quando mais jovem. Acrescentou. - Se eu soubesse de sua existência teria te pegado para que vivesse conosco. Nenhum Black devia ser forçado a viver com tanta sujeira.

Harry deu um pequeno sorriso. Ele tinha gostado da mulher.

- Não foi tão ruim. - respondeu. - Eles não gostava de mim e diziam que eu era uma aberração. Mas eu sabia que era especial.

Lucius estalou a língua e zombou.

- Os trouxas miseráveis. Chamando uma criança mágica de anormal… Fico feliz que o encontrou, Sirius, para que ele possa ser levado ao caminho ideal. - perfurou Sirius com os olhos. - Temos muito que discutir, meu Caro, fiquei intrigado com umas coisas que mencionou em sua carta. Então, deixe-me apresentar Orion ao meu filho para que eles possam se entreter com outras crianças enquanto te levo para conhecer outros colegas meus.

Se virou para o elfo que passava ao lado e pediu que trouxesse o filho.

- Sim, meu senhor. - a criatura guinchou, antes desaparecer.

- Então a mãe dele era uma Valcroix? - perguntou, olhando o garoto. - Devo supor que são os olhos dela?

Sirius sabiam que eles iam perguntar da cor chamativo do olhar de seu filho. Normalmente os Black's costumavam ter olhos negros, era uma característica marcante dominante.

- Sim, Orion puxou isso da parte da mãe. Não dela, em específico, mas da parte da família dela.

O que era verdade, a mãe de Veronique tinha sido Montcour e eles geralmente possuíam olhos verdes.

Nesse momento, Harry avistou um garoto de sua idade indo em direção a eles. Só podia ser o filho dos dois a sua frente, por que parecia uma versão menor de Lucius e tinha umas características de Narcissa em seu rosto. Os cabelos platinados e os olhos azuis. Queixo pontudo e rosto fino.

- Este é meu filho, Draco. - disse Lucius, descansando o bastão no ombro do menino. - Draco, estes são seu tio, Sirius Black e o filho dele, Orion Black.

O menino se portava de maneira orgulhosa enquanto acenava. Estendeu a mão para Harry.

- Prazer em conhecê-lo.

Seu pai já havia conversado com ele sobre o encontro com o primo, umas três vezes, de modo repetitivo, dizendo que Draco devia obter o máximo de informações que conseguisse sobre o menino. O loiro estava intrigado para saber mais do tal "primo que não sabia ser Bruxo até recentemente" e que tinha se tornado o Herdeiro Black da noite para o dia.

Harry apertou a mão do outro.

- Igualmente. - respondeu.

- Draco, vá com Orion conversar com seus amigos. - ordenou Lucius, secamente.

- Posso ir com ele, pai? - Harry perguntou, virando-se para Sirius.

- Sim, você pode. - deu um pequeno sorriso.

Narcissa beijou a bochecha do filho.

- Vão se divertir, crianças. - murmurou.

- Deixe-me apresentá-lo a algumas pessoas que gostariam de conhecê-lo. - disse Lucius a Sirius, se virando para a esposa em seguida. - Até mais, querida.

Draco pegou a mão de Harry e o levou para um canto específico da sala, onde tinha um grupo de crianças conversando animadas e sentadas sobre poltronas grandes e confortáveis.

Harry podia sentir os olhares e sussurros sobre ele…

"… O filho Do Black…. Fiquei sabendo que morava em um orfanato… Escapou de Azkaban… Traiu os Potter's pelo Lord das Trevas… Fez bem… O pirralho Potter desapareceu… Deve estar morto… Ninguém o achou..."

De primeira, quis gritar com todos, mas em seguida sorriu. "Se eles ao menos soubesse..."

Chegaram ao pequeno grupo, que, ao vê-los, olharam para Harry com interesse. Draco assumiu a liderança para as apresentações.

- Este é meu primo, Orion, filho de Sirius Black.

- Black? Sirius Black? - interrompeu um menino desengonçado. - O único que escapou de Azkaban?

- Ele deve ser um tipo de gênio. - uma menina disse. - Ninguém nunca conseguiu fazer isso.

- Deixem-me apresentar vocês a ele antes das perguntas. - retrucou o loiro. Queria que o primo se sentisse confortável e que com isso conseguisse pegar amizade com ele. Seu pai ia gostar disso – Orion, estes são meus amigos. - apontou para um menino negro de olhos castanhos. - Este é Blaise Zabine. A menina que chamou seu pai de gênio é Pansy Parkison e ao lado dela esta Millicent Bullstrode. Depois Theodore Nott. - apontou para o desengonçado. Ao lado dele estava uma garota, que aos olhos de Harry pareceu bonita. De cabelos pretos e olhos castanhos. - Kiara Kavsir. Evander Fornax. - apontou um menino de cabelo preto e curto. - Viktor Vloski. - apontou um garoto de cabelos loiros e olhos castanhos.- Calypso Rosier. - indicou uma menina pequena de olhos pretos e cabelos ruivos. - Terminando com Vincente Crabbe e Gregory Goyle. - indicou dois rapazes grandes que davam mais atenção a comida que a eles.

Uma vez que todos se conheciam, sentaram-se nas poltronas.

- Perguntas? - Harry sorriu.

- O seu pai é mesmo Sirius Black? - Pansy perguntou. - Ele realmente escapou de Azkaban?

- Sim. - respondeu. - E eu não sei como ele conseguiu fazer isso.

Era mentira. Obvio que sabia, mas não ia sair falando que seu pai era um animago.

- Onde você estava durante todo esse tempo? - Calypso Rosier quis saber.

Suspirou.

- Eu vivia em um orfanato trouxa.

Múrmuros de descontentamento foram ouvindo.

- Mas você é sangue puro, certo? - perguntou Nott, com uma carranca.

Harry se fingiu de ofendido.

- É claro… - "Que não, seu paspalho!" Pensou. - Que sim! - completou. - Minha mãe era Veronique Valcroix, uma bruxa sangue puro de linhagem francesa, mas morreu quando eu era bebê. Não tinha parentes conhecidos que pudessem ficar comigo então a babá que ficava comigo me deixou no orfanato mais próximo.

- Mas se você é um Black, por que a Tia Cissa não ficou com você? - perguntou Millicent.

- Não seja burra, Milli. - Pansy zombou. - A mãe do Draco não sabia dele.

- Eu nasci antes de meu pai ser mandado para Azkaban e minha mãe resolveu ficar em silêncio para não chamar muita atenção. Não tinham como saber de mim… - explicou. Ele tinha praticado vários discursos para as perguntas que receberia. - Mas um ano depois, ela escreveu uma carta para ele, que foi guardada em Gringotes por que não se pode receber correspondência em Azkaban. Quando meu pai fugiu e foi ver o cofre que tinha, recebeu a carta e foi atrás de mim.

- Mas por que sua mãe não disse de você para o seu pai? - Millicent continuava intrigada.

- Naquela época os tempos eram perigosos em todo lugar. Meu pai disse que ela me escondeu para que eu ficasse em segurança, mas quando descobriu que ele tinha sido preso, resolveu falar. - disse. - Mas era tarde demais para a informação chegar até ele.

- Deve ter sido horrível viver com trouxas. - Draco comentou com um arrepio. - Eu teria morrido de desgosto!

- Realmente! - Harry concordou. - Eles odiavam qualquer menção de magia e me tratavam como aberração. Mas aprendi a viver com isso… Tem coisas bem piores. - se lembrou do tio tentando tocá-lo e viu Draco estreitando os olhos para ele. "Mudança de assunto" Pensou. - Para que escola vocês vão?

Sim, era a pergunta certa a se fazer, já que todos começaram a falar, animados.

- Milli, Theo, Blaise, Vince, Greg, Draco e eu estamos indo para Hogwarts. - comentou Pansy. - Acabei de receber minha carta.

Draco revirou os olhos.

- Preferia ir para Durmstrang. - comentou o loiro. - Lá eles realmente ensinam sobre Arte das Trevas e meu pai diz que Hogwarts é uma vergonha desde que Dumbledore assumiu como diretor.

- Então diga a ele que não quer ir para Hogwarts. - comentou Harry com as sobrancelhas erguidas. - Eu vou para Durmstrang.

- Você vai? Achei que fosse para Hogwarts também já que Sirius estudou lá. - tentou esconder a decepção. - E eu disse, meu pai falou que por ele tanto faz e minha mãe diz que me quer por perto, ou seja, na Inglaterra.

O grupo riu.

- Você sempre foi o filhinho da mamãe, Draco. - Blaise zombou.

- Cala a boca. - disse ofendido. - Ela só é superprotetora. - bufou. - Mas, quem sabe, se ela souber que Orion vai para Durmstrang, ela não mude de ideia.

- Mas você não pode, Draco! - Pansy choramingou. - Você disse que ia para Hogwarts comigo!

- Eu vou para onde eu quiser, Pansy! - resmungou.

- Mas devemos ficar juntos! - a garota insistiu. - Vamos nós casar!

Risos eclodiram.

- Sim, Draco. - Evander Fornax comentou com escárnio. - É desonroso abandonar sua futura noiva!

- Nós não vamos nos casar! - o loiro revidou, com raiva. Pansy sempre tinha que trazer isso a tona!

- Mas, Draco, somos feitos um pro outro! - a ouviu dizer.

E todos riram novamente, até Harry, achou legal ver Draco perder a compostura, o garoto sabia como ficar vermelho.

- Só espere, Orion. - o loiro comentou com ele. - Só espere até seu pai arrumar um casamento para você. Tomara que seja com um troll!

- Eu? Me casar? - perguntou com uma sobrancelha erguida. - Meu pai nunca me colocaria em um casamento arranjado.

Dessa vez foi Draco quem riu.

- Certamente que colocaria sim. Você é Herdeiro de uma das famílias bruxas mais importantes, é claro que ele vai arranjar um casamento para fortalezar a linhagem.

- Não interessa! - disse, acenando a mão com desdém. - Eu não penso em me casar, não vou perder tempo com isso.

Draco estava para retrucar quando Calypso o olhou.

-Então você deve achar que seu pai não terá tempo de fazer isso também, já que deve compartilhar minha opinião de que a guerra ainda não acabou. - disse ela.

E todos voltaram a ficar sérios.

Harry quase deslizou em sua resposta, tinha que ter cuidado. Calypso podia ser a menor do grupo, mas parecia a mais perspicaz. O loiro não ficava muito atrás.

- É uma possiblidade. - disse com cuidado. - Muitas coisas ainda não foram resolvidas e estão pendentes.

Muitos deles concordaram.

- Minha tia foi morta por um Auror em um ataque… - disse Kiara Kavsir. - Minha mão ainda chora por ela.

- Minha mãe também morreu quando eu era um bebê. - Calypso murmurou. - Ela estava lutando contra aurores que tentavam invadir a mansão e meu tio a ajudou, tentando protegê-la. Ele também morreu.

Harry a olhou.

- Esse tio seria Evan Rosier? - perguntou.

Seu pai havia dito algo sobre Evan Rosier. Que era um Comensal da Morte e um dos melhores duelistas da época, falando que o auror Alastor Moody – conhecido como Olho-Torto – tinha sido o único capaz de derrotá-lo. Seu pai não devia saber que o homem morreu tentando proteger a esposa do irmão, com certeza que não sabia. Perguntou-se como que o Lado da Luz era capaz de acusar o Lado Escuro de matar tantas vidas, se fazia o mesmo por baixo dos panos…

- Sim. - ouviu a garota responder. - Meu pai estava fora do país nesse tempo quando invadiram a Mansão Rosier por que achavam que tinham documentos sobre o Lord das trevas e planos de batalha. Meu tio tinha decidido ficar conosco, já que desconfiava de um ataque e quando eles entraram, minha mãe me entregou a uma elfa – que me levou para a casa dos meus avós – e ficou para trás, ajudando o Tio Evan. Não sei o que aconteceu depois e meu pai não gosta de falar nisso… Mas sei que foram mortos por Aurores…

A garota tinha lágrimas sutis correndo pelo rosto e uma vontade imensa de se vingar. Doía lembrar de seu pai tão abatido, com um bebê para cuidar e sem irmão ou esposa. Ela o amava tanto…

- Sinto muito por sua perda. - disse Harry, de modo suave. - E eu ouvi mesmo dizerem que seu tio era um dos duelistas mais poderosos que tinham.

Calypso sorriu, triste.

- Sim, ele era. Meu pai disse que aprendeu tudo que sabia com ele. - disse tentando mudar de assunto. - Ele é o professor de Artes das Trevas em Durmstrang…

- Isso quer dizer que…

- Sim, eu estou indo para lá também.

- Eu estava começando a achar que seria o único a ir.

- Dificilmente. - disse Viktor Vlonski. - Eu vou também. E Kiara e Evander.

Harry achou que seria legal ter o menino como amigo, tinha visto que o garoto permanecia em silêncio na maior parte do tempo, observando tudo.

- Isso não é justo. - Draco resmungou. - Vou ter uma conversa seria com meu pai… - Certamente que ele podia ajudá-lo a convencer a mãe a deixá-lo ir também.

- Não pode, Draco! - Pansy murmurou. - Você tem que ficar perto de mim!

Muitos olhavam para o loiro, com pena. Pansy geralmente era uma boa companhia, mas quando estava com o Malfoy Menor, virava pegajosa e insuportável.

- Eu não vou discutir isso de novo, Pansy! - ele revidava. - Já disse!

Todos voltaram a rir.

- Vocês querem ir para o meu quarto? - perguntou Draco, tentando mudar de assunto. - Eu posso mostrar o presente que meu pai me deu no meu décimo aniversário.

O grupo concordou e seguiram para fora da sala, indo pelo Salão. Harry viu seu pai conversando com um grupo grande de Bruxos e pareciam estar em uma discussão seria. Peguntou-se como seu pai estaria se saindo, por que a tarefa dele, com certeza, era a mais difícil. Enquanto o garoto tinha que enganar crianças, o homem tinha que enganar adultos.


Renove suas forças, te dê felicidade

Traga um amor, amor de verdade

Espante os inimigos como um dragão

Te proteja como um leão...

- Nz Zero.


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