Okay, okay, só para dizer que esse é provavelmente o maior capítulo que eu já escrevi em qualquer fanfic, mas eu realmente não consegui pensar em uma forma de dividi-lo, então que fique grande! ~~Só para lembrar, Sweeney Todd não é uma história minha, sadly, porque se fosse no final a Nellie ficaria viva e certamente ela quem teria matado a Lucy :D
The Mad - Muito obrigada pelo comentário, de verdade! :D Acho que me valeu um dia inteiro de sorrisos sem explicação! ahahahah Ain, tão bom encontrar alguém que entenda o meu amor pela Helena 3 E lá vai uma atualização por ti!
.Capítulo 3 – Sentimentos confusos. Atitudes confusas.
Furioso. É, Sweeney Todd estava furioso quando saiu chutando o chão da loja e retornou à barbearia. Bufou pela enésima vez naquele curto período de tempo, as mãos voando inconscientemente para o lugar em seu cinto em que guardava uma das navalhas, pegando na prata como se ela valesse sua vida. Os olhos encarando o brilho metálico com tanta intensidade, como se esperasse que ele fosse conseguir apagar de sua mente a cena que ficava sendo repetida e repetida como um filme travado.
Sentou na cadeira.
Bufou.
Encarou sua lâmina.
Levantou e pôs-se a andar para lá e para cá.
Desistiu e parou em frente à janela.
Encarou a suja Londres.
Respirou fundo.
Ia matar aquele homem, não importava como.
Parou.
No que ele estava pensando?
Balançou a cabeça tentando clarear a mente. Tudo o que ele via era vermelho, mas já não sabia se era uma manifestação de seu ódio, ou eram os pensamentos sórdidos sobre a padeira que vinha tendo e...
Não, não. Tinha que parar com isso. ''Pense em Lucy! Pense em Lucy!'' Pensava obrigando-se a não notar em quão bela era a mulher que vivia debaixo de sua loja. Nas curvas dela. Nos decotes sempre fornecedores de lenha para a imaginação. Nos olhos castanhos que tanto imploravam por atenção. Nos lábios em que ele queria se perder. No andar libidinoso que lhe incitava tanto desejo. Na voz melodiosa que cantarolava todas as músicas possíveis e impossíveis. Em todas as conversas – para não dizer monólogos – intermináveis que ela insistia em ter. Em todas as vezes em que ela insistia em tocá-lo, mesmo sem esperar qualquer ação em retorno. Na esperança. Na persistência. Na espera. No amor que ele sabia a mulher nutria. No amor que ele julgou jamais ser capaz de retribuir. No amor que Sweeney prometeu a si nunca retribuir.
No amor que lentamente ele parecia estar começando a sentir. Será mesmo?
Bufou mais uma vez.
Por que ele tinha descido mesmo? Se não fosse por isso não teria presenciado aquela cena grotesca.
Sweeney Todd não conseguia lidar com a ideia de que a sua padeira tivesse direcionado a outro homem o mesmo olhar que era reservado somente a ele. Era quase que uma traição aquele comportamento dela.
Não! Não era não! Eles não tinham nada. Ela era uma mulher livre e desimpedida. Além disso, Mr. Todd de nada se importava com quem ela se envolvia ou não. Era a vida dela e ela nada tinha a ver com isso.
Para o barbeiro sua vida se resumia apenas à vingança. Matar o juiz era o que o movia, era seu objetivo supremo. E em sua mente, além desse tópico, somente suas amigas e sua adorada Lucy poderiam prevalecer.
Fechou os olhos e levou uma das mãos à cabeça, massageando sua testa.
- Olhos azuis como o oceano e cabelos dourados como o sol em julho. – Repetia a frase como um mantra. Segurando-se a única lembrança vívida que tinha de sua amada.
Ainda assustada, ou melhor, extasiada, Eleanor piscou os olhos com força depois de sair dos braços do homem que por tantos anos acreditou estar morto.
- Quase 20 anos, Robert, e você ainda é o mesmo canalha pervertido que não dá a mínima para qualquer coisa que outros venham a pensar quanto as suas atitudes. – Nellie comentou, erguendo uma das sobrancelhas. Um meio sorriso presente em seu rosto enquanto a mulher o observava. – Devo lhe dizer que você também conseguiu manter a pose encantadora de príncipe encantado, querido.
O homem sorria abertamente agora, os olhos vidrados na padeira.
Ah, como havia sentido falta daquela mulher. Apesar de ter mudado, ela ainda era a mesma Nellie de antes em alguma forma ou de outra. A Nellie dele. O amor que ele tanto vinha buscando.
- Eu preciso mesmo falar algo? – Perguntou de forma retórica. – Você sempre será bela, Eleanor. Por todo o sempre. – O homem falou com voz melodiosa, envolvendo a cintura da mulher com seus braços mais uma vez.
Estava prestes a roubar-lhe mais um beijo, quando foi repelido suavemente. – Pare, Robert, por favor. Não tente qualquer coisa. Não agora. Não na frente dos clientes. – Apesar do olhar tristonho que ele lançou para ela, Eleanor não se deixou abalar ( o que foi por pouco, dada a afeição que sentia pelo homem) e afastou-se de vez do corpo que sentira tanta falta do toque.
- Então, por que não fazemos o seguinte... Espere aqui, ou lá dentro – falou apontando para sua sala – enquanto ainda não fechei a loja. Quando tudo estiver em ordem, espero que o senhor esteja preparado para me contar o que quer que tenha acontecido. Acho que está mais do que na hora de a verdade ser dita.
Sem quaisquer palavras a mais, Mrs. Lovett voltou a trabalhar, deixando um Robert atordoado sentado em um de seus bancos. – Ficarei aqui, Nellie querida, apenas a observando, como se fosse a última vez em que fosse vê-la. – Com isso os olhos do homem em momento algum se desprenderam da padeira conforme o dia passava. Seguindo-a aonde quer que fosse, um pouco arregalados ao notar a cansativa rotina que a mulher mantinha.
Aquela com certeza era a sua Eleanor.
Com a saída do último cliente do dia Nellie finalmente pôs-se a respirar direito. A mente ainda girando em torno de inúmeras perguntas sem respostas. As mesmas do dia inteiro.
Suspirou. Que loucura havia sido aquilo tudo. Perguntou-se se não havia imaginado o retorno. Talvez, quando fosse para a sala, somente encontrasse Toby desmaiado com uma garrafa de gim em seus braços. Nada de Robert. Nada de mentiras. Nada de um passado sem sentido.
- Sabe, eu realmente acho que você deveria monitorar o quanto o menino anda bebendo, Nellie. Ele vai acabar morrendo um dia... – Ao ouvir a tão conhecida voz, ela congelou. É, não havia sido um sonho. Tomara que não se tornasse em um pesadelo.
- Creio que nós temos muito o que conversar, querido. – Comentou sentando-se no sofá o mais longe possível do homem que horas antes a tivera em seus braços.
1, 2, 3, 4... Sweeney havia matados tantos clientes naquele dia que, a essa altura, já havia perdido a conta de quantos tinham sido.
Talvez todos o que tinham cruzado seu caminho hoje. Quem saberia dizer?
Limpava os últimos resquícios de sangue quando decidiu que era uma boa hora para descer e entregar para Mrs. Lovett suas roupas sujas. Era tarde já, mais ninguém viria se barbear de qualquer forma, muito menos o juiz.
Juntou suas peças, tomando cuidado para não mostrar o sangue que cobria as camisas, embrulhando-as de forma a esconder os vestígios de suas verdadeiras atividades. Enquanto descia a escada, a mente jazia perdida no mesmo assunto do dia inteiro. Uma pergunta rondando seus pensamentos invariavelmente.
Afinal, quem era aquele homem que parecia conhecer tão bem a padeira e o que ele queria com ela?
Claro, havia também a mais incômoda de todas, aquela que o barbeiro negava toda vez que surgia. Será que o beijo que presenciara na loja tinha significado algo para a mulher? Já que, até onde vira, ela não o negara. A expressão encantada da padeira o perseguia todas as vezes que fechava os olhos. Aquele olhar deveria ser apenas voltado para ele. Então por que outro homem o havia recebido?
Bufou irritado mais uma vez, reprimindo um grunhido de frustração ao abrir a porta e seguir em direção da sala onde já imaginava encontrar Mrs. Lovett lendo algum livro como de costume.
Estava prestes a se pronunciar, quando ouviu duas pessoas conversando à luz da lareira. Uma certamente era a padeira e a outra ele desconfiou ser do bastardo que tinha a agarrado mais cedo.
O que ele ainda faz por aqui?
Respirou fundo e, com todo o cuidado possível, manteve-se no canto escuro em que se encontrava, escutando silenciosamente a conversa dos dois. E, por mais que odiasse admitir e provavelmente nunca o faria se fosse confrontado, estava ligeiramente curioso para saber o que os dois falavam.
Não queria. Não podia. Mas era inevitável. Precisava saber quem era aquele homem e o que ele representava na vida de Eleanor Lovett.
Robert encarou a padeira de volta, sustentando o olhar cheio de confusão que ela lhe lançara. Ficou óbvio para o homem que ela tão cedo tornaria a falar. Era a sua deixa então.
Respirou fundo, juntando as mãos em um gesto nervoso que Nellie certamente já conhecia, claro se ainda lembrasse depois de tanto tempo. Contou até dez mentalmente e se forçou a contar aquilo que viera falar para a mulher. Libertar as palavras que vinha ensaiando desde que soubera que ela ainda morava em Londres.
- Robert, se você vai enrolar tanto, querido, é melhor nós arranjarmos uma bebida, não? – Eleanor perguntou arqueando uma sobrancelha ainda esperando que ele tomasse a iniciativa de começar a conversa. Levantou o corpo do sofá e rumou em direção a uma garrafa que deixava na sala mesmo para quando quisesse em seus momentos de leitura. Voltou com dois copos cheios, um para si e o outro para o homem, é claro.
Achou estranho o suspiro de alivio que ouviu, mas imaginou ser de Robert, sabe-se lá o porque. Quem sabe mais tarde ela não descobrisse que havia sido um certo barbeiro.
- Bem, acho que tudo começa com a constatação de que seus pais realmente me odiavam. – O homem finalmente começou a falar, dando um gole lento em sua bebida em busca das palavras corretas. – E, só para constar, eu não estou morto. Certo? Nunca estive, aliás. – Um meio sorriso surgiu em seus lábios ao falar isso. Não tinha porque esconder o jeito bobo que tinha, ela já o conhecia mesmo.
- Tantos anos e você continua o mesmo ridículo, Robert. – Eleanor falou revirando os olhos exageradamente. – Que bom você ter tomado coragem para se declarar vivo. Não seria saudável me deixar com a ideia de que estava conversando com um fantasma. Ainda mais um fantasma capaz de me tocar e de aparecer diante de outros também. – Bufou, sentindo uma irritação ligada ao cansaço do dia a atingir. – Eu não sou nenhuma idiota. E, se você acha que eu vou te deixar aparecer com esses olhos verdes brilhantes e voltar para a minha vida como se nada tivesse acontecido, como se 20 anos não tivessem passado, pode ir mudando de ideia. Sabe, Robert, estou começando a achar que era melhor quando eu te via como morto. Doía menos do que a perspectiva de que foi embora do nada. Apenas porque os malditos dos meus pais te odiavam tanto quanto você diz. Se bem que acreditar em você é difícil agora. Ainda mais depois daquela carta que eu recebi. Afinal, você nem ao menos teve coragem de dizer um adeus na minha cara antes de fugir com uma outra qualquer.
Se ela foi aumentando o tom de voz enquanto falava? Sim, Nellie com certeza estava gritando quando terminou de falar seu breve discurso. Os olhos cheios de lágrimas que certamente não seriam derramadas agora. Os lábios fechados em uma linha fina de irritação e a respiração em um compasso acelerado devido a toda a comoção do momento.
- Carta que carta é essa? – Ele perguntou confuso. – Sei que vai soar estranho, mas juro que não te escrevi nada quando parti. Foi uma das imposições dos seus pais. Ir embora sem olhar para trás. Acho que isso indicava não lhe escrever nada, Eleanor.
- Quer dizer então que... Argh! – Eleanor bufou frustrada. Já estava começando a se cansar de descobrir tantas mentiras deslavadas em apenas um dia. – Certo, então isso, se for verdade o que você disse, - atentou ainda não muito confiante no homem – significa que os meus pais inventaram essa carta e sabe-se lá mais o que. Quais as chances de eles nem terem sido meus pais? – Parou ao fazer a pergunta. Concentração, Nellie. Nada de ficar vagando pela mente! – Imagino que o objetivo deles desde o principio tenha sido me quebrar. Afinal, que chance teríamos de reatar se eu estivesse com o coração partido? – Revirou os olhos sabendo que soara infantil, tola até. Mas era a realidade, ela sabia que os pais provavelmente teriam pensado dessa forma. Brincando com a mente infantil da filha mais nova.
Por mais que doesse admitir, Robert sabia que ela estava certa. Os pais da mulher nunca tinham gostado de si, não tendo motivo algum para se preocupar caso a filha jamais quisesse vê-lo depois do que fizeram. Afinal, o objetivo principal deles era justamente afastar o casal.
- Nellie, sinto muito. Mas se eu soubesse que os eventos desencadeados seriam tão extremos, não me teria deixado levar pelos seus pais. Eu não sei como te explicar, na verdade não faz sentido nem em minha mente, mas o que aconteceu foi que eu era jovem e tolo e cabei sendo ludibriado por nada. Quer dizer, arhg, os nossos pais se juntaram para fazer a única coisa em que eles se entendiam, tentar nos separar. E eles conseguiram, não é? Pelo menos fico feliz em pensar que não tenha sido definitivo.
- E o que te faz pensar assim, Robert? De onde você tira esperanças se nem sabe como eu me sinto, como anda a minha vida? – Perguntou de forma um pouco ríspida, cortando a fala entusiasmada do homem, que a encarava consternado, uma pergunta pairando em sua mente.
- Aquele... Aquele homem com a mecha branca no cabelo é o senhor Lovett, Nellie? Porque se for, então me perdoe, mas sabe que não consigo resistir a você. E não é de hoje. – Eleanor arqueou uma das sobrancelhas, a exasperação começando a diminuir perante ao jeito jovial do Robert de ser. Fazer o que se ela sentia falta dessa leveza de espírito? Suspirou logo depois, analisando a pergunta do homem.
- Ah, não. Nem de longe, Bob. – Abriu um sorriso tristonho ao pensar no barbeiro. – Mr. Todd é o meu inquilino. Ele vive no segundo andar. Sweeney Todd, barbeiro. Meu marido era outro homem. – E bem que você queria que ele estivesse certo, não, Nellie? Ela pensou, irritando-se com o fato de que até sua mente estava lhe instigando.
Ora, se ela gostava do homem, o que podia fazer, afinal? Era uma maldição esse amor. Sim, ela sabia que se apaixonar por Benjamim Barker havia, em parte, bagunçado sua vida. Ainda mais mantendo esse sentimento por quinze anos e, agora, aqui estamos nós; Sweeney Todd e seus assassinatos. Um pacote completo recheado de vingança e sangue.
- Por era você quer dizer então que... – Parou de falar, obviamente esperando que a padeira continuasse e com medo de errar sua suposição já que não entendia mais muito bem como lidar com o humor da mulher.
- Eu quero dizer que ele faleceu, Robert, exatamente o que você deve ter pensado. – Um silêncio então se instalou na sala, apenas as três respirações podendo ser ouvidas. Cada um perdido em sua própria mente.
Eleanor fechou os olhos sentindo a dor da perda ainda não superada. Era verdade que ela não amara Albert como uma esposa geralmente o faz, mas isso não significa que não tenha o amado de qualquer forma. Controlando-se para segurar as lágrimas que queria começar a sair, ela respirou fundo ainda em silêncio. – Robert, se importa se eu... am... – Manteve os olhos fechados enquanto tentava formular a frase que queria falar. Contudo as palavras se perderam no meio do caminho quando uma necessidade urgente surgiu.
Um pouco incerta da atitude que estava tomando a padeira se aproximou lentamente do homem, mal notando o fato de que ele fazia o mesmo e com a mesma cautela que ela.
Quando já estavam tão próximos um do outro que podiam sentir a respiração alheia no rosto foi que a padeira percebeu o que ela queria de verdade naquele momento. Não importava o quão chateada estivesse com seus pais, com os pais do Robert, com a vida em si, com o próprio Robert e consigo mesma, ela não podia evitar a aproximação. Tudo o que queria era se sentir amada. E a chance estava bem ali, encarando-a olho no olho.
- Nellie, - Ele retornou a falar. A mão vazia (sabe, na outra tinha um copo) brincando com uma mecha do cabelo da padeira que caia sobre seu rosto. As testas agora encostadas. – eu, eu.. Ah, droga, como senti sua falta. E eu realmente sinto muito, por tudo. Se eu soubesse o que estava acontecendo, teria voltado na hora e...
- Shhh. Não, por favor, não vamos falar sobre isso, não agora. Eu só não quero pensar no que poderia ter sido. Apenas não se culpe por algo que não é sua culpa. Nunca foi. – Ela falava em um tom de voz baixo, quase sussurrado, as palavras suaves como seda. – Nunca, Robert. Nunca. Nunca. – A cada repetição piscava os olhos e algumas lágrimas eram liberadas. A força da mulher já esgotada. Um sorriso cansado em seus lábios conforme ela ia acariciando o rosto do homem. – Nunca... – Disse uma última vez antes de ser silenciada com um leve selo repentino.
Eleanor respirou fundo, as bochechas corando levemente ao encontrar os olhos verdes de Robert mais uma vez. – Prometa-me que não vamos falar sobre Albert agora. – Pediu enlaçando uma das mãos na dele e apertando de suavemente.
- Eu... – Começou a dizer, mas se interrompeu selando os lábios com os da padeira mais uma vez. – te... dou... a... minha... palavra. – A cada pausa beijava a mulher, sem conseguir evitar de sorrir apenas por estar em sua presença mais uma vez.
Por fim Robert largou seu copo, não se importando com o barulho do vidro quebrando, e puxou Nellie para si. Acabando de vez com o espaço sobrando entre os dois. Colou os lábios aos dela, não esperando muito tempo até avançar com sua língua pedindo passagem. Saboreando com deleite a boca que conhecera tão bem em tempos longínquos.
Eleanor, por sua vez, não teve tempo nem de reagir a nada quando começou a ter beijos roubados. E o por que o faria, afinal? Era isso que queria no momento. Teria dado de ombros quando seu copo caiu com um baque surdo no chão tamanha a indiferença sentida, contudo estava ocupada demais para qualquer outra ação sem ser a que realizava.
As bocas se moviam em perfeita sincronia conforme o beijo ia sendo aprofundado. As mãos de ambos passeando pelo corpo do outro. Uma perdida no cabelo do homem. A outra subindo e descendo nas costas da mulher. Uma segurando a nuca, enquanto Nellie o puxava para mais perto de si. E a última envolvia a cintura da padeira mantendo-a presa, sem chance de fuga.
Reprimindo um grunhido irritado Sweeney apertou a seu corpo à trouxa de roupas que trazia consigo, decidindo que era melhor voltar para a barbearia antes que presenciasse uma cena mais desagradável do que essa. Não queria ver as intimidades de ninguém. Ainda mais sendo Mrs. Lovett quem ele observava. Vadia desgraçada! Ela acha que pode dar pro primeiro que aparece só porque... Pensou mordendo a língua para não soltar nada em voz alta. Interrompendo o próprio pensamento ao notar como soava possessivo. Ora essa, onde já se viu, Sweeney Todd se importando o que Eleanor Lovett faz ou deixa de fazer.
Praguejou mais uma vez em pensamento. Ela que fizesse o que bem entendesse. Não era problema dele. De forma alguma!
Então por que você está sentindo ciúmes, Sweeney? Admita, você a deseja, não importa de que forma. Você a quer. Você a acha bela. E certamente a considera excitante. O volume em suas calças não nega. Bufou frustrado. Ótimo, agora até a mente estava contra ele.
- Eleanor...
- Sh, Robert, vem. É melhor irmos para outro lugar.
Com uma carranca mais fechada ainda, Sweeney correu para fora da loja, ávido para chegar à barbearia logo. Não querendo ouvir mais nada.
Maldita curiosidade!
Não sabia o porque de tanta confusão. Essa era a verdade. Ora, se tudo o que queria era se livrar de toda a atenção da padeira, então por que ele estava se irritando agora?
Será que esse sentimento era ciúmes?
Parou abruptamente com a mão na maçaneta ao pensar nisso. Não, não podia ser de forma alguma. Ele não sentiria ciúmes, não dela, não de Eleanor Lovett.
Então por que não conseguia conceber a ideia de ela estar com um homem?
Não, não era ciúmes. Era apenas a ideia de ter que conviver com um casal feliz de agora em diante, isso se eles virassem um casal.
É, era esse o motivo. O barbeiro simplesmente não conseguiria lidar com a felicidade de outra pessoa. Claro, claro, só podia ser.
Fechou os olhos, sentando em sua cadeira e pegando uma de suas navalhas.
Em último caso mataria o homem. E, se fosse necessário, a padeira também. Não precisava tanto dela assim.
Passou horas tentando entender o desconforto que sentira ao ver a Nellie nos braços do bastardo desconhecido, antes de perder sua consciência com os olhos vidrados na sua navalha.
Quem você pretende enganar, Sweeney Todd? Talvez a padeira seja mais do que somente uma cúmplice tagarela para ti...
O que você fez, Eleanor Lovett?
Sim, eu tentei quase fazer uma cena mais hot ai no meio, mas deu tilt na minha mente e não saiu nada muito decente, sinto muito, então fiquei nisso mesmo. Depois eu conto o que eles fizeram de verdade, beijos mundo u_u
Ah, faço o mesmo apelo de sempre... Leiam e comentem *-*
