Yo, minna!

Arigatou por todos reviews que me mandaram, tanto pelos pequenos quanto pelos enooooormes, OK?

Boa leitura!

-

Maybe you're my Love

-

By Lin-chan

-

Capítulo 4: A escolhida.

-

- Finamente! – um grito ecoou em um dos carros que trafegavam nas agitadas avenidas de Tokyo.

O causador daquele grito? Taisho Inu Yasha.

- Não seja tão desagradável, Inu Yasha. – Sesshoumaru reclamou, encarando o irmão rapidamente pelo retrovisor. – Sei que é algo quase impossível, mas vale a pena tentar. – terminou sarcástico.

- Ora! – o mais novo rosnou, escutando as risadas abafadas de Kagome, que estava ao seu lado. – Do que está rindo?! – ele perguntou irritado.

- De você, oras. – ela respondeu dando de ombros. – De quem mais seria?

- Parem com isso. – ouviu-se outra voz, ainda não pronunciada desde que o carro partira da empresa.

- Rin-chan! – Kagome brandiu alegremente, esquecendo momentaneamente a conversa que mantinha instantes antes com Inu Yasha. – Finalmente você vai para uma festa!

- Do que está falando? – a garota não entendeu a indireta, sentindo Kagome puxar o banco de passageiro, onde se encontrava, para ver melhor o rosto da amiga.

- Você sempre está trabalhando e estudando, Rin. – Kagome contou. – Nunca tem tempo para diversão.

- Kagome… - Rin murmurou, passando as costas da mão direita cansadamente sobre a própria testa. – Comecei a trabalhar ontem. – lembrou-a.

- Eu sei, é apenas uma maneira de enfatizar a sua pobre vida social. – ela completou sorrindo, sentando-se corretamente após receber um frio e estreitado olhar de Rin. – Tudo bem, eu já entendi. – reclamou.

Há pouco aquele pequeno grupo havia saído da conhecida empresa dos Taisho. Juntos no elegante carro de Sesshoumaru, rumavam ao antes citado local onde a tal festa aconteceria.

Calada desde o último comentário de Kagome, Rin permanecia sentada no banco de passageiro daquele carro. Mantendo seu rosto virado para a janela ao seu lado, ela observava as ruas passarem, assim como fizera na noite passada, quando Sesshoumaru a levara para sua casa.

E aquela lembrança fê-la lembrar-se da pergunta feita por ele, também naquele dia. Enrubesceu.

Aquilo havia sido tão inesperado quanto a atitude dele, avisando que decidira ir até a festa com eles. Isso era algo que ela julgava impossível, ao ver o que Inu Yasha murmurara após o feito. Ou melhor, gritara.

Segundo ele, Sesshoumaru era um ser absolutamente anti-sociável, no que se relacionava a afazeres fora da empresa. Para ele, o mundo fora daquele ambiente sagrado era definitivamente nada, e as pessoas que o cercavam, idem.

O que para ela era algo extremamente cômico, levando em consideração tudo o que ele fez e disse naquela noite.

Parar. Foi o que sentiu ao perceber que o carro havia parado diante de um sinal vermelho.

Observando a rua fora do carro, Rin pôde notar os vários postes que se desenrolavam diante da longa avenida. Postes que mantinham toda a iluminação que poderia ser desejada.

E aquela repentina iluminação, fez com que alterasse sua visão para outro local: o transparente vidro da janela. Vidro que refletia tudo que permanecia atrás de si.

E um dos reflexos prendeu seu olhar.

Porque ele era, nada mais, nada mesmo, que os olhos dourados de Sesshoumaru, que a encaravam despreocupadamente. Os olhos que tanto lhe chamavam atenção, desde aquela simples pergunta da noite passada. Porque sentia isso? Porque pensava em tais coisas? Era apaixonada por Bankotsu, tinha certeza.

Definitivamente, não poderia sentir absolutamente nada por Sesshoumaru. Nada.

- Finalmente! – mais uma vez, o grito de Inu Yasha fora escutado, assim que o sinal vermelho virara verde.

- Quer parar de gritar? – Kagome perguntou irritada.

- Iie! – ele berrou mais irritado ainda, reiniciando o conflito com a amiga.

Conflito rapidamente encerrado ao perceberem que o carro parara novamente. Mas desta vez, a causa não fora outro sinal.

Eles simplesmente haviam chegado na tão esperada festa, segurando, cada um, na cadeira da frente, como numa maneira infantil de comemoração.

- Chegamos. – avisou Sesshoumaru, sabendo que aquele comentário fora totalmente inútil.

Observando Rin mais uma vez, ele abriu lentamente a porta de seu carro, parando ao lado dele, e esperando que todos os outros fizessem o mesmo. Em meio a empurrões, seu meio-irmão e Kagome saíram do automóvel, apostando um com o outro quem chegaria primeiro na mesa escolhida.

Já Rin, parara ao lado de sua porta, assim como ele fizera, encarando-o como se perguntasse o que fariam a partir daquele momento.

E com alguns passos, Sesshoumaru apontou a porta de entrada, indo na mesma direção da garota e esticando calmamente sua mão perante ela. Viu a garota criar uma expressão de surpresa ao ver a mão que lhe fora oferecida, reação que fora logo descartada ao aceitá-la.

Sesshoumaru sentiu a macia e pequena mão da garota entrar em contato com a dele, sorrindo rapidamente com tal ato. Finalmente poderiam entrar naquele atordoante local.

A música alta tamborilava nos ouvidos de Sesshoumaru, que estreitou os olhos com a iluminação. Ao longe, poderiam observar o casal que antes se encontrava no carro, agora, sentados em uma mesa ao fundo.

Atravessou irritadamente aquele apertado local, passando pelas pessoas que dançavam incansavelmente na pista. Odiava aquele tipo de aglomeração, e repreendia-se mentalmente por ter aceitado aquilo.

Sentiu alguém segurar-lhe o braço fortemente, virando-se prestes a reclamar. Mas toda a sua raiva fora embora ao perceber quem o segurava. Era Rin.

Segurava-se a ele como se não quisesse se perder. E aquilo arrancou-lhe mais um meio sorriso, junto com um rápido riso debochado. Não seria difícil.

- Sesshoumaru-sama! – ele escutou pronunciarem seu nome, percebendo que a responsável era Kagome.

Viu-a acenar freneticamente para ele, chamando-o para onde estavam. Ele suspirou pesadamente, pondo uma de suas mãos sobre o braço de Rin, que ainda o segurava.

Tal ato provocou uma breve coloração avermelhada da garota, que apenas agora parecia ter percebido o que fizera. Segurara-o apenas porque lhe puxaram por um momento, e aquela fora apenas uma forma de não se perder.

Mas em momento algum a idéia de soltá-lo passara por sua cabeça.

- Vocês demoraram. – Inu Yasha falou maliciosamente, ao perceber que os dois permaneciam praticamente abraçados. – Estão tão unidos ultimamente, ne?

- Ora, Inu Yasha! – Kagome o alertou, vendo o estreitar de olhos de Sesshoumaru e o leve corar de Rin, que apenas agora tirara seu braço ao redor do dele.

- Porque não vão dançar? – Rin sugeriu mais como uma maneira de se livrar dos dois, tendo vista que passariam toda a festa comentando sobre aquele episódio.

- Ótima idéia! – berrou Kagome, puxando Inu Yasha de onde estava. – Vamos, Inu Yasha!

- Iie! – gritou o rapaz, negando-se a sair de onde estava.

- Ora, vamos logo! – ela reclamou. – Não vê que Rin e Sesshoumaru querem ficar a sós? – falou descaradamente.

- Kagome?! – Rin berrou assustada com o comentário nada discreto da outra, escondendo-se com a bolsa que carregava.

- Tudo bem, então. – Inu Yasha respondeu sorrindo maliciosamente, segurando a mão de Kagome e indo em direção à pista de dança.

Rin permaneceu calada, observando os amigos dançando alegremente. Não era muito chegada naquele tipo de coisa, e casualmente costumava freqüentar aqueles locais. Por mais que não quisesse dar razão à Kagome, teria de concordar que possuía uma vida social muito pobre. Mas aquilo não era problema algum para ela, pelo menos assim considerava.

Rin queria apenas ter um bom trabalho, um bom marido e viver bem. Algo além disso seria considerado supérfluo para si.

A garota olhara rapidamente para o lado, sentindo-se observada naquele momento. Viu Sesshoumaru a encarando novamente, assim como fizera instantes antes no carro.

O tão cuidado e impecável terno que o homem usava era de um charme sem igual, não poderia duvidar ou desmentir. Os longos cabelos prateados e até mesmo os chamativos olhos dourados entravam num contraste sem igual com as belas luzes que os refletores forneciam. Sentiu-se pressionada a encará-lo também, esquecendo-se momentaneamente de toda a música e de toda a agitação que atormentava a festa.

- Com licença… - um murmúrio chamou a atenção dos dois, que viraram a cabeça para onde o som viera. Era um rapaz. – A senhorita gostaria de dançar.

Rin viu a mão de homem desconhecido pousar diretamente perto de sua face, num convite um tanto quanto formal.

- Ah… - ela murmurou, ainda em palavras pelo que acontecera. Ele não teria notado a presença de Sesshoumaru? – Sinto muito, mas… Não gosto de dançar.

Sesshoumaru lançou um meio sorriso divertido ao escutar a resposta da secretária, encarando friamente o homem à sua frente, que ainda permanecia com a mão estendida.

- Ora, venha. – insistiu o rapaz, segurando firmemente a mão de Rin. – Está tão quieta. Vamos nos divertir.

- Eu…

- Ela não quer ir. – a voz de Sesshoumaru atrapalhou a recusa de Rin, que se virou imediatamente para ele.

Sesshoumaru observava os movimentos do outro, que parecia não ter se intimidado com o que ele dissera, não pelo menos o suficiente. O homem olhou para Rin, como se a última palavra fosse dela. E realmente foram.

- Sinto muito. – ela murmurou sorrindo, como se pedisse desculpas pela recusa.

No mesmo instante, o rapaz saiu dali, dando antes uma virada rápida para visualizar as feições assassinas de Sesshoumaru.

- Pensei que fosse aceitar. – Sesshoumaru comentou, encostando-se à cadeira e cruzando os braços em frente ao peito musculoso.

- Iie. – Rin sorriu gentilmente com o comentário do chefe, principalmente pelo que ele fez no momento seguinte. – Como disse, não gosto de dançar.

- Nem eu. – ele revelou, encarando a garota, enquanto as várias cores dos holofotes passavam por seu rosto. – Ou melhor, não gosto de festas.

- Então porque veio? – Rin perguntou curiosa, debruçando-se sobre a mesa para chegar mais perto do homem.

- Quer mesmo que eu responda? – Sesshoumaru lançou a ela um meio sorriso malicioso, completando em seguida. – Pensei que fosse óbvio.

- Na verdade… - ela voltou à sua postura inicial ao perceber o sentido daquelas palavras, em relação àquele sorriso.

Rin sabia muito bem o porquê de seu chefe ter ido àquela festa.

O silêncio tomou parte daquela mesa, desconsiderando, obviamente, a alta música que ainda rolava por lá. Mas um assunto aparentemente acabado passou pela mente de Rin, que se viu momentaneamente acuada. Acuada por respostas.

Que fim teria levado Kagura, afinal?

- E quanto à Kagura? – perguntou sem se importar realmente com as palavras.

- O que tem ela? – Sesshoumaru arqueou a sobrancelha com a pergunta da garota.

- É verdade que você é apaixonado por ela e vai pedi-la em casamento?

Rin sabia que não era exatamente aquilo que estavam espalhando por todos os lados. Mas naquele momento, sentira uma vontade estranhamente agradável de ver até onde Sesshoumaru responderia. Afinal, se tudo aquilo fosse verdade, todos os problemas estariam acabados. Não é mesmo…?

- De onde foi que você tirou esta história? – ele perguntou divertidamente, voltando depois com a sua usual expressão séria.

- É o que estão comentando. – ela falou despreocupadamente, lançando parte dos longos fios de cabelo para o lado e apoiando a cabeça em sua mão, cujo braço era apoiado pela longa cadeira em que estava.

- Nunca acredite no que estão comentando. – ele olhou nos olhos da garota, falando aquilo friamente. – Mas porque você quer saber?

Sesshoumaru fez a pergunta da mesma maneira séria, reprimindo-se de lançar um sorriso ao ver a face constrangida e sem palavras que Rin fizera.

- É apenas curiosidade. – ela respondeu dando de ombros, recuperando o dom da fala que momentaneamente fora perdido. – Afinal, ela gosta de você.

- E? – ele perguntou indiferente.

- Você poderia dar uma chance para ela.

- Está querendo mesmo me ver comprometido?

Sesshoumaru inclinou-se sobre a mesa da mesma maneira que Rin fizera instantes antes. A idéia da garota de querer arranjar-lhe um pa soava como uma recusa.

Soava-lhe como uma maneira dela de dizer a ele que não sentia absolutamente nada em relação ao mesmo. Nenhum sentimento sequer.

Mas isto não lhe importava.

- Já está tarde. – Rin murmurou num falso tom chocado, encarando o relógio em seu fino pulso. – Tenho que ir embora.

- Não fuja das minhas perguntas, Rin. – o chefe falou para ela, antes da garota se levantar da cadeira.

- Será que eles também vão? – ela quis saber, com certeza se referindo à Inu Yasha Kagome.

Rin passou seus olhos castanhos por toda a longa pista de dança, procurando por seus amigos desaparecidos. Olhou de soslaio para Sesshoumaru. Ele ainda a encarava.

Naquele caso, não era necessário ser nenhum nerd ou algo do tipo para se perceber que Rin estava fugindo descaradamente da conversa que ela mesma iniciara. Não queria responder as perguntas sem propósito de Sesshoumaru, e para isso, a única opção que visivelmente lhe restava fora ir embora, mesmo que não quisesse fazê-lo.

Como se não percebesse a presença do outro, Rin continuou a olhar a pista, descobrindo, finalmente, um par de longos cabelos, diferenciados apenas pelo tom ofuscante dos fios prateados de Inu Yasha. Eram, inconfundivelmente, sua única salvação.

- Ali. – apontou para o casal que dançava bem no fundo da boate. – Vou até eles.

- Eu também. – Sesshoumaru murmurou, levantando-se junto à mulher antes encolhida.

- Não, não é necessário. – ela balançou as mãos rapidamente, empurrando-o de volta à cadeira onde ele estava. – Fique sentado que eu já volto.

- Eu vou com você. – ele falou no tom imperativo que todos ali já conheciam, soltando seu braço do aperto leve das mãos de Rin.

- Ah… - ela encarou os olhos dourados do rapaz, pensando em algo para falar contra aquilo. Novamente, ficara sem palavras.

- Vamos, então. – ele passou um de seus braços pela fina cintura da mulher, levando-a para onde os amigos estariam.

- Rin! – gritou Kagome, acenando alegremente para a garota.

- Ah… - um murmúrio escapou dos lábios da secretária, que em pequenos instantes, já se encontrava ao lado dos amigos que ainda dançavam com entusiasmo.

- Vamos dançar, Rin! – gritou Kagome, a fim de sobressair o alto som do lugar. – Vem!

- Kagome. – Rin começou. – Na verdade, vim apenas avisar que vou embora.

- Embora? – ela perguntou desapontada, percebendo depois a presença de Sesshoumaru. – Hum… - ela sorriu maliciosamente ao ver um dos braços dele circundarem a cintura da amiga. – Sesshoumaru-sama também vai?

- É claro. – Sesshoumaru respondeu antes de Rin balançar a cabeça, tentando negar aquilo.

Rin olhou abobalhada para ele, afinal, pensava que ele permaneceria na festa. Mas porque ele ficaria se ela era o exato motivo pelo qual o mesmo se encontrava lá?

- Ah… - a garota tentou argumentar, mas sentiu um forte tapa em suas costas, virando-se e vendo Inu Yasha dançando ao seu lado.

- Podem ir sem preocupações, crianças. – Inu Yasha comentou, rindo das próprias palavras.

- Não estamos preocupados, garoto. – Sesshoumaru falou friamente, estreitando os olhos com o comentário do meio irmão.

- Tudo bem. – o mais novo rosnou, segurando o braço de Kagome e puxando-a para longe dos acompanhantes.

- Vamos? – Sesshoumaru perguntou repentinamente à Rin estendendo o braço para ela.

A garota levantou o rosto que fora relativamente abaixado, encarando a bela mão que lhe fora mais uma vez estendida. Aquilo passara dos limites, e ela sabia disso. Simplesmente porque Rin não conseguia mais deixar aquela mão de lado.

Mas isso era inexistente para ela. Qualquer tipo de relação com ele deveria ser totalmente inexistente.

Ela levantou o rosto ainda mais, olhando para o seu mais novo chefe. Daquele ângulo, nenhum dos dois poderia ter visto os olhares que lhe foram dirigidos. E nem escutar os comentários que foram efetuados antes de Rin aceitar a mão que a esperava silenciosamente.

- É… - Inu Yasha murmurou, sentando-se finalmente na cadeira em que antes Sesshoumaru ocupava. – Talvez você não esteja de um todo errada, Kagome. – ele encarou a garota, que sorria alegremente para ele. – Talvez possa existir algo além da relação chefe e secretária entre eles.


As árvores e casas passavam ainda mais rápido que antes de dentro daquele carro. Estava lá apenas por pura educação. Ou será que era por algo mais?

Sesshoumaru lhe oferecera carona, e Rin imediatamente aceitara. Dissera a ele e para si mesma que aceitava apenas porque não dispunha de dinheiro suficiente para pegar um táxi àquela medida da cidade. O que não era mentira.

Mas estar no mesmo local que ele, e ainda mais, apenas com ele, chegava a ser algo astuciosamente interessante e provocante.

E Rin adorava provocações.

Mal sentiu quando o carro parou, tamanha era sua atenção ao canto inferior do carro. Virou-se apenas quando palavras foram endereçadas á si. Palavras que não havia de maneira algumas entendido. Ou talvez não quisesse entender.

- É você. – Rin escutou o tom forte e frio de ser chefe falar a ela.

- Eu o quê? – ela perguntou assustada com a repentina frase, virando-se para ele, levando uma de suas mãos à seu coração que batia estranhamente acelerado.

- Você é a minha escolhida, Rin. – ele encarou os olhos chocolates dela, olhos arregalados agora.

- S-sua escolhida? – ela gaguejou ao repetir.

- Rin… - ele passou os longos dedos pelas têmporas. – Como deve saber, meus relacionamentos são estabelecidos apenas por status. Assim, logo que me separei de Sara, a situação ficou totalmente propícia à mídia. E você não sabe o quanto eu odeio isso.

Rin permaneceu parada, ainda recuperando-se do repentino choque que sentira com aquelas palavras. Como sempre Sesshoumaru fora repentino. E como sempre, deixara-a sem palavra alguma.

- É por isso que a peço em namoro. – ele levou sua mão de encontro aos dedos finos da garota, se afastaram com o toque.

Rin permaneceu estática, sentindo como se uma corrente elétrica passasse por si ao sentir-se momentaneamente tocada por ele. Afastara a mão sem ao menos perceber, mas aquela separação não durara muito, já que Sesshoumaru fora mais rápido e segurara-lhe novamente, desta vez, o mais firmemente que pôde.

Ele encarava-a fortemente, procurando algum traço que a denunciasse naquela firme face, tão desordenada agora.

- Não seria muito bem um namoro. – ele explicou, vendo o retroceder dela. – Como disse antes, é apenas status. Você não dever fazer nada que não queira. – falou cautelosamente.

- N-namoro…? – pronunciou finalmente, ainda que gaguejando.

- Exatamente. – ele levou as costas da mão à face agora fria dela, contornando-a suavemente. – Algo de fachada.

- Eu… - ela respirou fundo antes de continuar, separando-se do toque dos dedos dele. – Sinto muito, Taisho-san… - voltara com a formalidade. – Demo… Gosto de outra pessoa.

- Huh. – ele deu um meio sorriso. – Sei disso. –confirmou o que ela dissera. – Mas também sei que ele não gosta de você.

O simples comentário revirara-lhe o estômago de tal maneira que Rin precisara segurar-se momentaneamente no encosto da cadeira em que estava sentada.

- O que você sabe sobre a minha vida? – ela lhe perguntou com um resquício da raiva na voz aveludada.

- O suficiente para afirmar que deveria aceitar esta proposta. – Sesshoumaru disse. – Afinal, deveria sentir-se lisonjeada com isso.

Rin voltara a encarar-lhe, abrindo a porta com a mão que estava sem utilidades e pondo uma perna para fora.

- Não aceito. – disse veemente, pondo o resto do corpo para fora do carro, e distanciando-se o mais que pôde dali. Estava em frente de seu apartamento, e não poderia recuar de forma alguma. Não diante daquele homem arrogante.

Sesshoumaru permaneceu parado no mesmo lugar, observando os lentos mas furiosos passos que Rin dava em direção à porta de entrada do prédio. Sorriu. Afinal, as coisas não seriam tão fáceis como ele imaginava que seria.

E isso, era um prêmio para ele.

Apenas alguns dias. Era isso que ele disponibilizava para ela. E tinha certeza que seria tempo suficiente para convencê-la.


As respostas aos reviews:

Sandramonte: Que bom que está gostando da história! E na verdade, ele sentiu ciúmes dela ao vê-la com o Bankotsu. Mas ele não pensou desta forma, ne? Kissus e arigatou pelo review! ^_^

Luh: Que bom que você gostou do final! E como assim arrematou um beijo que você tinha lido em outra fic?

- Eu sei como é isso… Essas fanfic's nada inocentes transformam uma pessoa, ne? ^_^.

- Quanto ao Miroku… Eu não consigo escrever uma fic e deixar alguns personagens de fora. Você pode perceber que sempre um secundário vai aparecer. Em Perda de Identidade quem apareceu foi o Kohaku. Em E se fosse verdade...? foi o Bankotsu, e agora ele 'tá aparecendo de novo. Não sei deixar o Miroku e a Sango fora das histórias. Por isso vou logo adiantando: todos os casais terão sua passagem, mas pelo romance ser especificamente Sesshoumaru e Rin, os outros terão menos ênfase, principalmente Miroku e Sango (leve em conta que a Sango ainda nem apareceu, e eu não sei quando o Miroku vai aparecer de novo).

- É! A Kagome-chan 'tá bem barraqueira aqui. ^_^. É porque no fundo ela sabe que o Inu Yasha gosta dela, então não tem medo de falar essas coisas, sabe?

- Com certeza o Sesshoumaru é muito mais bonito que o Bankotsu. Mas a história teve que ser assim, ne… Mas nem se preocupe! ^_^. Você já viu o que aconteceu neste capítulo, e viu no anterior que a Rin, querendo ou não, sente algum tipo de atração pelo Sesshy. As coisas tão começando a se desenrolar, ne? Kissus e arigatou pelo review. ^_^.

Lore Yuki: Já deu pra perceber quais são as segundas intenções, ne? ^_^. E realmente, eu também não consigo imaginar o Sesshy dançando musica eletrônica.

- Na verdade, eu não cheguei a postar esta minha fic. Ela está até hoje aqui no meu PC, mas totalmente parada. Pois é, empolgação demais… Eu acho que essa fic teria pelo menos uns trinta capítulos, e é muita coisa. E ao contrário do que você disse (escreveu ¬¬''), a fic 'tava tão lenta, mas tão lenta, que não dava mais pra agüentar. Pra você ter idéia, tinha Sesshoumaru e Rin, Inu Yasha e Kagome, Sango e Miroku, Toga e Izayoi, o Suikotsu, a Kagura, o Kohaku, o Kouga e ainda por cima um médico bonitão que a gente inventou pra Rin (todos tentando atrapalhar os outros). Era muita gente, e ao contrário do que eu faço agora, todos eles apareciam no mesmo capítulo. Muita complicação… E saiba que eu realmente pensei em reescrever ela, mas sabe o que acontece? Eu já tenho outras fics pra ficarem no lugar dessas. E posso garantir que já é bastante complicado pra mim escrever essas três pra postar todo o mês. Mas, fazer o quê…

- Como assim "leve um e pague dois"? Ah! Você podia me dar uma idéia de como ela poderia dar trabalho pra ele? Como eu disse antes, eu 'tô meio sem idéia, sabe…

- Que bom que você vai ler Perda de Identidade! Consegui!!! ^_^. Huahuhuaa! Que bom saber que vai adicionar aos favoritos! Kissus e arigatou pelo review.

Rukia-hime: Pois é, por vontade própria (pelo menos por causa da Rin, ne)^_^. E você pensa que eu iria realmente perder a chance de mostrar para vocês o fora que ele deu na Kagura? Huahuhuhauha. Não mesmo! ^_^. Quanto à parte de conquistar a Rin… Leia o próximo capítulo, OK? ^_^. Kissus e arigatou pelo review.

Agradeço a todos os reviews mandados, e espero que estejam gostando da história, OK?

Ah, e quem assistiu Crepúsculo levanta a mão, porque a minha já 'tá levantada. ^_^

Gente, eu A-M-E-I! Só não digo que foi tão bom porque eu li o livro antes (e convenhamos, ler o livro sempre é bem melhor). Edward é meu… =B

Ah, e vou logo avisando: caso vocês olhem o meu "novo profile", verão que lá está uma lista dos fanfic's que ficarão no lugar destes que atualmente estão sendo postados. E Moon Knights, que ficará no lugar desta fic, será baseada em Crepúsculo, tá?

Kissus,

Ja ne.