Capitulo IV
Enquanto olhava sem ver os atores no palco, Kagome lembrou-se do que Sango havia dito no casamento de Rin:
— Você vai saber quando encontrá-lo.
Mas ela não havia sabido. Fora preciso a interferência de Kouga, que estava longe de ser o homem mais perceptivo, para mostrar o óbvio e agora a vida dela mudara para sempre.
O que faria? Todas as outras vezes em que não soubera o que fazer, ela falara com Inuyasha. Kagome temia estragar a amizade para sempre. Inuyasha estava com Kikyou, lembrou-se. E ela teria que aceitar o fato de serem apenas amigos e fazer um esforço para gostar de Kikyou. Não seria fácil, mas ela tentaria.
Talvez não conseguisse dizer a Inuyasha como a sua vida havia mudado, mas contaria a ele sobre Kouga. Era idiota continuar fingindo. Nunca mentira para Inuyasha antes e aquilo não era certo. Se fossem amigos, como sempre haviam sido, ela simplesmente admitiria que Kouga não era o homem ideal.
Mas nas semanas que se seguiram, não pareceu haver oportunidade. E apesar da determinação de tentar gostar de Kikyou, achava que não seria capaz de agüentar a compaixão da outra. Ou, ainda pior: sua compreensão.
Assim, quando recebeu o e-mail de Inuyasha dizendo que Kikyou ia sair com velhos amigos e sugerindo que eles dois se encontrassem para um drinque na noite seguinte, Kagome concluiu que seria sua melhor chance de endireitar as coisas. Algumas delas, pelo menos.
Perfeitamente, respondeu ela por e-mail. "Parece que faz anos que não conversamos e eu tenho muito o que lhe contar. A hora de sempre, no lugar de sempre?"
"Também tenho novidades", respondeu Inuyasha na mesma hora. Até amanhã.
No dia seguinte, excepcionalmente, chegou ao bar dez minutos adiantada. Enquanto esperava, pediu uma bebida e sentou-se, girando o copo nervosamente nas mãos.
Kagome sentiu o coração disparar. Era uma sorte que ele não tivesse ido direto para ela porque ela não teria conseguido nem falar. Torcera tanto para que aquilo fosse uma ilusão, mas a verdade era que estava mesmo apaixonada por ele.
Inuyasha podia não ser o mais bem vestido, mas sua presença transpirava poder e ele foi servido em bem menos tempo que Kagome. No instante seguinte, virou-se, com uma garrafa de cerveja na mão, em busca de uma mesa.
Kagome engoliu em seco e acenou para atrair a atenção dele.
— Kagome! — exclamou ele, surpreso, inclinando-se para beijá-la. — Você chegou na hora? O que aconteceu?
"Eu estou apaixonada por você."
Ela sentiu o rosto formigar onde ele beijara. Estava profundamente envergonhada.
— Estava tudo tranqüilo no trabalho e eu saí mais cedo — disse ela.
— Tranqüilo, no mundo das relações públicas? — perguntou ele, sentando-se de frente para ela. — Não é possível! Saúde — disse, estendendo a garrafa para ela. — Você está ótima.
— Você também.
— Como vai você? — perguntou ele.
— Ótima. E você?
— Bem.
Aquilo era terrível. Kagome sentiu vontade de chorar. Sempre havia sido tão fácil conversar com ele. Eles pediam uma bebida e passavam o resto da noite rindo, falando e se provocando e agora estavam ali, sendo educados um com o outro.
— Você ainda vai para as lhas Seychelles?
Inuyasha assentiu. Era evidente que estava sentindo o clima estranho.
— Em duas semanas — disse.
— Sorte a sua. Eu gostaria de poder dar uma fugida em novembro. Fica tão cinzento por aqui.
Agora estavam reduzidos a falar do tempo! Inuyasha nem tentou entrar naquele assunto. Em vez disso, bebeu um gole da cerveja e deixou um silêncio incômodo se instalar.
Kagome brincou com o copo. Deveria estar contando a ele sobre Kouga, mas não sabia como fazê-lo sem dizer-lhe que seus sentimentos haviam mudado e se Inuyasha insistisse muito no assunto, logo perceberia o que havia mudado e o porquê e... Deus... talvez fosse melhor não dizer nada...
— E então? — perguntou Inuyasha meio tenso. — Quais são as novidades? Você disse que tinha muito o que me contar.
— Comece você — disse Kagome rapidamente. — Você disse que também tinha novidades.
— É. E tenho.
Ele parecia quase tão hesitante quanto ela. Era evidente que também não sabia por onde começar. Kagome sentiu um ligeiro frio no estômago.
— É bom ou ruim? — perguntou, tentando suavizar as coisas.
— Bom — disse Inuyasha depois de uma pequena hesitação.
— Você não parece muito seguro.
— Mas é bom. Definitivamente bom.
— Tem algo a ver com trabalho? — perguntou ela, curiosa.
— Não — respondeu ele, dando mais um gole na cerveja.
— E então? — pressionou, soando como a velha Kagome e não a Kagome tímida e retraída, sentada diante dele apenas um momento antes. —Você vai me contar ou eu vou ter que adivinhar?
— Kikyou e eu vamos nos casar.
Inuyasha estremeceu ao ver que pronunciara a frase como se sentisse culpa ou algo assim. Devia ter falado com mais cuidado.
Ele olhou para Kagome, sem saber como ela reagiria. Ela parecia petrificada e por um segundo ou dois, sua expressão era totalmente neutra. Então, os olhos azuis baixaram para o vinho e ela olhou a taça alguns momentos até Inuyasha começar a imaginar se ela o ouvira.
— Kagome? — chamou. Mas ela já havia erguido os olhos e havia um sorriso radiante em seu rosto.
— Ora... parabéns! — exclamou, num tom que combinava com o sorriso. Em seguida, debruçou-se na mesa para beijá-lo.
— Quando isso aconteceu? — perguntou ela, recostando-se na cadeira. Apesar do sorriso que começava a incomodar Inuyasha, ela parecia exatamente a mesma.
Havia algo errado naquele sorriso, mas Inuyasha não saberia dizer o quê.
— Na semana passada.
Haviam acabado de assinar um grande contrato e todos na empresa haviam saído para comemorar. Quando chegaram em casa, Inuyasha tentou dizer a Kikyou o quanto apreciara o que ela havia feito. Não havia dúvida de que a atuação dela fora decisiva. Ela era muito hábil em marketing e sua experiência com clientes como a CBC havia mudado os rumos da empresa, levando-os a uma nova fase, muito mais próspera. Fora importante assinar aquele contrato e se eles conseguissem fechar o acordo também com a CBC, o futuro estaria garantido.
— Nós não teríamos conseguido sem você — dissera ele, embalado pela euforia dos funcionários. — Nós formamos uma equipe e tanto.
— Acho que você e eu formamos uma equipe e tanto, o que quer que estejamos fazendo — dissera ela, sorrindo. — Por que não tornamos isso permanente?
Inuyasha não conseguira pensar em por que não. Kikyou era bonita, inteligente e tinha os mesmos interesses que ele. Inuyasha sabia que podiam viver juntos. Kikyou era muito fácil de se conviver.
Kagome, por exemplo, o deixaria louco. Ela nunca fecharia as gavetas e nem as tampas das garrafas e deixaria roupas espalhadas por todo lado. Depois, abarrotaria o banheiro de Inuyasha com cosméticos, monopolizaria seu telefone e dominaria a cozinha para preparar pratos elaborados, metade dos quais terminaria no lixo.
Não havia nada parecido com Kikyou. Inuyasha não conseguia pensar em alguém que se adaptasse tão bem a sua vida quanto ela.
Fazia anos que Kagome dizia que ele não tinha jeito para romance, mas Inuyasha não se incomodava. Os românticos, como Kagome, tinham aquela visão rósea e, na opinião de Inuyasha, totalmente equivocada dos relacionamentos. Eles queriam que tudo fosse perfeito e a vida estava longe disso.
Kagome olhava para ele, com dor nos olhos azuis.
— Por que você não me contou?
— Eu quis falar pessoalmente — disse Inuyasha, num tom estranho. — Ainda não contei para ninguém.
— Por que não?
— Eu queria que você fosse a primeira a saber. — Ele olhou-a, ansioso. — Eu sei que é um pouco repentino, mas o que você acha?
O sorriso de Kagome oscilou um pouco mas ela respirou fundo e disse:
—- Eu acho que é uma ótima notícia, Inuyasha. Fico muito feliz por vocês.
— Você gosta dela, não é?
— E claro — mentiu Kagome, com o sorriso cada vez mais fixo no rosto. De repente, um novo silêncio ameaçador se instalou. — E quando vai ser o casamento? — perguntou ela, apressada.
— Nós ainda não marcamos a data.
— E vocês vão fazer uma cerimônia tradicional ou algo diferente?
— Isso depende de Kikyou. Mas acho que ela ainda não planejou nada.
Kagome estava começando a sentir o maxilar doer pelo esforço de manter o sorriso.
— Eu posso ser sua madrinha? É um bom papel para a melhor amiga, não?
Inuyasha olhou-a e sorriu, assentindo.
— Bem, isso exige mais um drinque. — Ela esvaziou o copo com uma ponta de desespero. — Desta vez, eu vou tomar um champanhe!
— Eu vou buscar — disse Inuyasha, levantando-se. — Você fica aqui.
Kagome sentiu um alívio imenso por poder parar de sorrir. Também estava tremendo. Precisara de todas as suas forças para parecer feliz quando se sentia tão arrasada por dentro.
Ela sabia que aquilo estava para acontecer. No momento em que ele hesitara em contar as novidades, havia pressentido. Mas em vez de gritar de desespero, Kagome mantivera o sorriso, por mais difícil que fosse.
Inuyasha não podia saber o que ela estava sentindo. Não podia nem desconfiar. Ele ficaria constrangido, e apesar de aquilo não mudar seus sentimentos por Kikyou, talvez não se sentisse à vontade para comemorar e Kagome não achava aquilo justo. Assim, quando Inuyasha retornou com uma garrafa de champanhe num balde de gelo, ela voltou a estampar o sorriso no rosto.
— Pronto. Agora estamos entrando no clima — disse ela, quando ele tirou a rolha da garrafa sem nenhum sinal de afetação e serviu duas taças. — Parabéns, Inuyasha.
— Obrigado, Kagome — disse ele, relaxando. — Eu sei que é besteira, mas estava preocupado em contar-lhe.
— Não devia. Você sabe que eu só quero a sua felicidade.
— Nós ainda vamos ser amigos, não é?
— É claro. Mas agora, quem vai se casar comigo quando eu fizer quarenta anos e ninguém mais me quiser? — Kagome manteve o sorriso para mostrar que estava brincando. — Eu tinha confiado em você!
— Isso não vai acontecer — respondeu ele. — Desde que eu a conheço, sempre houve uma fila de homens desesperados para mostrar o quanto a desejam. E quanto a Kouga?
Kagome estudou seu champanhe.
— Ah, bem, digamos que o primeiro lugar da fila está vago. A expressão de Inuyasha mudou e ele colocou o copo na mesa.
— Como?
— Eu lamento mas as minhas notícias não são tão emocionantes como as suas. Kouga e eu terminamos.
— Mas você parecia tão feliz com ele. Você o achava perfeito! O que aconteceu?
— Ora, você sabe... — Kagome deu de ombros.
— Não —- disse Inuyasha. — Conte-me.
— Não foi nada em especial — disse ela, evitando olhá-lo.
Havia decidido contar a Inuyasha a verdade sobre Kouga, mas aquilo havia sido antes de ele dizer que ia se casar com Kikyou. Agora, tudo havia mudado. Se Inuyasha achasse que a decisão havia sido mútua, começaria a se perguntar por que Kagome estava tão infeliz e ela não queria que ele entrasse nesse terreno. Inuyasha a conhecia bem demais.
Não. Era melhor que ele achasse que ela ainda amava Kouga. Isso explicaria por que ela estava diferente e lhe daria uma boa desculpa para parar de sorrir, o que seria um alívio imenso.
— Kouga não está pronto para se comprometer — disse ela a Inuyasha. Isso, pelo menos, era verdade. Os dois nunca haviam discutido o fato e Kouga não parecia mais ansioso para se casar que a própria Kagome. — Ele gosta muito de ser um solteiro cobiçado.
Aquilo também era verdade. Kouga a achava atraente e ela combinara bem com o estilo de vida dele, mas nunca a amara. Essa era uma das razões por que continuavam se dando tão bem.
— As coisas estavam ficando intensas demais para ele — explicou.
— E esse não é o seu estilo? — perguntou Inuyasha, erguendo a sobrancelha.
— Eu sei. Irônico, não é? Por todos esses anos, eu dispensei homens que começaram a me sufocar e agora estou provando do meu próprio veneno. — Kagome forçou um sorriso. — Só falta você me dizer que é bem feito!
— Não. Vou lhe dizer que nunca achei Kouga bom o bastante para você. Eu sei que você o achava perfeito, mas ele nitidamente não tem gosto. Você vai achar alguém muito melhor — ele afirmou, confiante.
— O problema é que eu não quero alguém melhor — disse ela baixinho. — Só há um homem que eu quero.
— Kagome... — Inuyasha franziu o cenho. — Isso parece grave.
— Eu acho que é. — Ela girou o copo entre os dedos, incapaz de encará-lo. — Eu sei que já me apaixonei antes, mas isso é diferente. É mais do que gostar de um homem que tem um carro bacana e que pode me divertir. Isso é como querer alguém com cada fibra do meu ser e querer estar com ele e tocá-lo, sabendo que eu perdi a chance. É tarde demais — concluiu ela, triste.
— Será que é mesmo?
Kagome ergueu os olhos do copo e encarou-o, tão querido e conhecido e, de repente, tão incrivelmente belo. E tão comprometido com Kikyou.
Ela engoliu em seco e assentiu, incapaz de falar. Sem dizer nada, Inuyasha se levantou, sentou-se ao lado dela e abraçou-a.
— Pobre Kagome — disse, gentilmente. — Você está sofrendo? Para seu horror, Kagome sentiu uma lágrima e depois outra no canto dos olhos. Aflita, tentou afastá-la com ás costas das mãos, mas elas só passaram a escorrer mais rápido.
— Eu vou superar — disse, insegura.
— Eu não sabia, Kah-chan — Inuyasha falou, abraçando-a com mais força, o que só piorou a situação.
Kagome sentiu vontade de recostar-se nele, mas corria o risco de perder de vez o controle. Queria beijá-lo e implorar para que ele não se casasse com Kikyou. Diria que ele era o único homem que amava, o beijaria com paixão e faria amor com ele ali mesmo, desde que ele jurasse que nunca mais a deixaria.
A idéia de como o contido Inuyasha reagiria a uma cena tão melodramática foi suficiente para fazer Kagome sorrir.
— Eu vou ficar bem — ela afirmou, afastando-se um pouco para pagar um lenço.
— Você quer que eu mate Kouga? — perguntou Inuyasha. — Se quiser, eu mato.
— Obrigada, mas acho que isso não ajudaria — disse ela, sorrindo. — Até porque a culpa não é dele. Ele não tem culpa sobre o que eu sinto.
— Ele poderia lhe dar uma chance. Kagome meneou a cabeça.
— Eu tive a minha chance e a desperdicei. — Ela enxugou o rosto com o lenço e tratou de restaurar o sorriso. — Eu sinto muito — falou, empertigando-se na cadeira. — Não pretendia fazer esse escândalo. Devíamos estar comemorando o seu noivado. — Ela estendeu o copo. — Vamos tomar mais champanhe!
Inuyasha completou as taças obedientemente, mas estava preocupado com Kagome. Pelo menos, agora sabia o motivo da tensão por trás daquele sorriso.
Não estivera brincando totalmente quando se oferecera para matar Kouga. Odiava vê-la sofrer. E qual seria o problema com Kouga para rejeitar alguém como Kagome? Uma mulher linda, inteligente, espirituosa, de pernas maravilhosas e com hipnóticos olhos Negros? Era verdade que às vezes ela conseguia ser muito frívola, mas quando queria, era muito inteligente e perspicaz. Agora, por exemplo, estava ligeiramente corada e seus olhos brilhavam de dor, mas ela continuava fingindo que estava tudo bem. Inuyasha teve o impulso de abraçá-la de novo, mas como havia sentido uma certa resistência antes, preferiu não agir.
Além do mais, não eram os braços dele que ela desejava, certo?
— Vamos fazer uma festa para comemorar o seu noivado — disse ela.
— Você sabe que eu não sou muito de festas.
— Está bem — concordou ela. — E que tal um jantar, como o que fizemos para Sango e Rin quando elas ficaram noivas? Será que Kikyou vai gostar?
Kikyou! De repente, Inuyasha deu-se conta que esquecera completamente de Kikyou nos últimos minutos.
— Ah, sim, é claro que sim — disse, meio sem jeito.
— Ótimo. Então, está combinado. Que tal no próximo fim de semana? Vou falar com Sango e Rin e lhe mandarei um e-mail com a data — Kagome ergueu a taça novamente. — Saúde!
Kagome era a única culpada por não reconhecer a importância de Inuyasha antes. Mal podia pensar nos vários anos em que se pavoneara com os homens mais lindos da cidade, certa de que Inuyasha estaria lá se ela se entediasse, se quisesse conforto ou uma boa risada.
O fato era que ele havia sido seu melhor amigo por anos a fio e agora ela agiria a contento. Guardaria seus sentimentos para si, se alegraria por ele e faria o que estivesse ao seu alcance para comemorar.
Kagome planejou um jantar espetacular que ninguém jamais esqueceria, mas acabou tendo que ligar para Rin para implorar para a amiga vir ajudá-la antes que todos chegassem.
— Tem que ser uma coisa tão sofisticada? — perguntou Rin, erguendo as sobrancelhas ao estudar o cardápio que Kagome havia elaborado há dias.
— Eu quero que seja memorável.
— Certamente será, ainda mais se você não conseguir fazer. O que é uma croquembouche, pelo amor de Deus?
— Uma pilha de profiteroles cheios de creme. Na receita tradicional, as carolinas ficam equilibradas com fios de açúcar caramelado, mas eu pensei em usar chocolate — disse Kagome. — Só que parece que não deu muito certo.
Aflita, ela contemplou a pirâmide que passara horas fazendo na noite anterior. As bolinhas leves como uma nuvem da receita haviam ficado com o aspecto de panqueca. Seria um pesadelo recheá-las com creme e quase impossível empilhá-las.
— Sei... — Rin examinou-as sem dizer nada e voltou ao cardápio. — O que mais? Canapés, suflês individuais, lagosta... Você não poderia ter escolhido pelo menos um prato que não fosse complicado?
Kagome suspirou.
— Na hora, eu achei que fosse uma boa idéia.
— Inuyasha ficaria feliz até com uma lata de feijão!
— Eu sei — disse ela, guardando alguns livros de receitas para limpar um pouco a área. — Mas ele tem que saber que eu fiz um esforço especial por Kikyou.
Rin colocou o avental e amarrou-o nas costas.
— Porque você odeia o fato de ele estar se casando com ela.
— Sim... não! — corrigiu-se Kagome, depressa. Em seguida, parou, percebendo que era uma besteira tentar enganar Rin.
— Está tão óbvio assim?
— Para nós, está, querida. Nós a conhecemos há muito tempo. Kagome mordeu o lábio.
— Inuyasha também.
— Sim, mas é diferente. Apesar de ele poder ser muito perceptivo às vezes, ele continua sendo um homem e provavelmente nem desconfia que você não gosta de Kikyou.
— E eu não quero que ele saiba, Rin. Ele vai ficar magoado.
— Você não acha que Kikyou é a pessoa certa para ele?
— Você acha?
Rin pensou por um momento.
— Eu mal posso acreditar que ele vá se casar com ela — admitiu. — Acho que eu e Sango sempre acreditamos que você e Inuyasha acabariam juntos.
Kagome, que estava abrindo a embalagem que continha cogumelos, ficou grata por estar de costas para Rin.
— Agora é tarde demais para isso — disse, num tom forçosamente despreocupado.
Rin pegou uma tábua e os cogumelos e começou a cortá-los em silêncio.
— Talvez Inuyasha não se case com ela.
— Inuyasha é um homem de palavra — disse Kagome, resignada.
— Se ele resolveu se casar com Kikyou, é o que vai acontecer.
— Mas Kikyou pode mudar de idéia — sugeriu Rin, esperançosa.
Mas não havia o menor sinal daquilo quando Kikyou e Inuyasha chegaram para o jantar. Ela estava deslumbrante num vestido de seda verde, cheia de planos para o casamento e com um anel de brilhante no dedo.
— É lindo — Kagome elogiou, admirando a jóia.
— Inuyasha me levou à joalheria no fim de semana. Eu levei horas para decidir qual era o que queria, não foi, Inuyasha?
— Horas — concordou ele. Kikyou riu e abraçou-o.
— Pobre Inuyasha. No fim, ele estava ficando entediado. Você sabe como ele é, Kagome!
Kagome entregou a Kikyou uma taça de champanhe sem olhar para Inuyasha.
— Sim — disse. — Eu sei como ele é.
-O-O-O-O-O-O-O-O-O-O-O-O-O-O-O-O-O-O-O-O-
Poxa gente, morri de pena nessa parte ç.ç!!
Ah tadinha da Kah-chan, o inu-baka deixou ela muito triste quando disse q vai casar com a kikynojo u.u
E ela lá toda apaixonada por ele, e ainda tendo q colocar a culpa no Kouga para n dizer q toda essa tristeza eh por ele.
E o pior, ainda faz um jantar p comemorar, nhyaaaa q garota boazinha, se fosse ela colocava veneno XD!!!
Kissus lindas, sexta tem mais ^^!!
