Vampire Tales Vol 1

Família parte 1

Disclaimer: Death Note e seus personagens não me pertencem. Mas eu pedi o Near em casamento, e o danado fugiu com o MelloXD

Fic criada de fã para fã. Yaoi, se não gostar bom já sabe né?

Universo Alternativo.

1- Criança da noite - Um jovem vampiro recem iniciado.

2- Abraço - Na cultura dos vampíros é assim que denominam a arte de trasformar humanos em vampiros. Alguns vulgarmente chamam de beijo.

3- Um vampiro quando oferece seu sangue a um humano, após algumas dosagens este se torna viciado. O humano que consome o sangue de um vampíro pode vir a ter poderes ou não. Contudo se torna servo do vampiro que o aliciou.

4- Um humano somente é transformado em vampiro se este ao morde-lo misturar uma mínima parcela de seu próprio sangue ao do seu escolhido. Contudo se o escolhido já for um servo viciado, apenas a mordida já é o bastante para torna-lo um vampiro

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Alemãnha 1815

O vasto salão mal iluminado que lembrava um colíseu estava lotado. Vampiros de todas as partes do mundo reunidas cada um representando sua família(clã). Um lugar que cheirava a terra seca e morte.

No centro um homem magro e impecávelmente vestido aparentando não mais que sessenta anos iniciava uma oratória para todos que se amontoavam em volta.

Embora já estivesse acostumado Mihael Keehl odiava aquelas reuniões. Difícilmente chegavam a um consenço e uns sempre acabavam por se achar melhores que os outros. Se perguntava incessantemente porque se deixara convencer por Wammy a ir até aquele lugar.

- Caros senhores... - começou Wammy. pigarreou e completou. -...e senhoras... Estamos aqui hoje para discutir os estranhos desaparecimentos que começaram a ocorrer em nossas famílias.

- Eles foram mortos!! - alguém gritou. e um sonoro burburinho tomou conta do salão.

- Disto ainda não temos certeza. - ponderou Wammy.

- E nem teremos!! - gritou uma moça de longe. - ... a menos que haja uma testemunha!!

- Certamente... - disse Wammy tentando prosseguir.

O jovem loiro assistia Wammy lidar com todos e prosseguir pacientemente. O terno embora estivesse desajustado caia bem ao rapaz. As mangas da camisa denunciavam sua origem. Cada família possuía um aspecto único. Que as tornavam distintas umas das outras.

Cansado de tudo Mihael deixou o salão e partiu para onde estavam hospedados. Na recepção a jovem balconista que estava quase cochilando ao notar a presença do rapaz pôs- se imediatamente desperta.

- Boa noite. - disse a jovem que o olhava encantada.

- Preciso que envie um telegrama pela manhã.

- Sim senhor!

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Londres 1815

A neblina tomava conta das ruas escuras e mal iluminadas. Uma noite quente e ainda faltava muito para o verão chegar. Nate sentado na poltrona frente uma mesinha tamborilava suavemente os dedos no tabuleiro de xadrez, odiava noites como aquela.

O dia também fora quente, como se as estações estivessem desreguladas. Era outono mas fazia calor como verão. Estava agitado, não sabia a razão. Todos dormiam, a janela permanecia aberta numa esperança de que fosse contemplado com uma brisa fresca.

Abriu os botões da camisa branca deixando a pele excessivamente pálida exposta, era pelo menos dois números maiores que o seu, as mangas cobriam-lhe as mãos algumas vezes. A calça era igualmente folgada e clara, gostava de roupas assim, mesmo sua mãe tendo-lhe dito que isso o fazia parecer ainda menor. Não era um rapaz alto muito menos musculoso, nem dado a grandes atividades físicas. Se saia bem nos esportes para a surpresa de muitos.

Lia muitos livros, em tempo relativamente curto. Sua mente era brilhante e não precisou fazer muita força para tal reconhecimento.

Não conseguia dormir naquela noite, uma estranha sensação invadia seu corpo como uma corrente que o tornava inquieto. Coisa pouco comum se tratando dele.

Um sussurro pôde ser ouvido, mas julgou ser fruto da própria imaginação. Lançou-se na cama fechando os olhos, até a tão esperada brisa fresca entrar no quarto suavizando o calor. Quando então um torpor invadiu-lhe os sentidos, tudo parecia lento. Seus músculos se relaxaram e sua respiração ficou mais suave. Seu peito subia e descia lentamente, sentiu que não estava só naquele instante mas não tinha forças para se mover. Os braços permaneceram esticados, suas mãos próximas aos quadril

A presença ficou mais forte, sua visão estava desfocada a escuridão do quarto apenas piorava a situação. Não conseguia falar, seus lábios se entreabriram numa tentativa muda de falar algo ou chamar alguem. Mas nenhum som foi capaz de emitir e assim permaneceu. Passaram-se alguns segundos para que sentisse um corpo frio sob o seu, mas sua visão distorcida não conseguia identificar. Sentiu seu corpo ser envolvido num abraço firme, um arrepio percorreu-lhe fazendo-o se sentir quente como nunca havia sentido antes. Palavras suaves foram sussurradas em seu ouvido. Sua cabeça pendeu para trás levemente espondo o pescoço pálido enquanto envolvido naquele abraço seu corpo era tocado.

Começou a ofegar, o suor fino escorreu-lhe da testa pelo canto da face que foi secado suavemente. Sentia-se em chamas sua mente não raciocinava mais, tudo parecia ter desaparecido ao seu redor, nada mais importava. Estava a merce de algo ou alguém que nem ao menos sabia identificar, o medo e a excitação se confundiam. Até sentir algo cravar em seu pescoço, doía mas ao mesmo tempo era tão bom que não conseguiu conter um longo gemido involuntário.

Nate despertou do sonho sentindo o local onde Lawliet o mordera à um mês e meio latejar, tocou com a palma da mão levemente pensativo. Começou a ter o mesmo tipo de sonho com estrema frequência, desde que presenciara Raito ser subjugado por Lawliet.

Não se lembrava do dia em que despertou para a eternidade muito menos de como havia acontecido, tudo o que tinha era os sonhos que variavam mas neles ele sempre era um mortal e sempre terminava da mesma forma.

Era tudo muito vago, apenas lembrava-se de que um belo dia despertara nos braços de Lawliet sentia muita fome. Lhe foi oferecido um cálice de um líquido vermelho que posteriormente foi dito-lhe que se tratava de sangue. Sua condição foi explicada e ele nem teve ao menos chance de protestar.

Lawliet era calmo, frio e muitas vezes generoso. Mas havia qualquer coisa de obscura que nem mesmo toda a sagaciadade de Nate era capaz de alcançar. Raito já estava na "vida" de Lawliet e muitas vezes se perguntou se a acidez do mortal consigo não se tratava de ciúmes.

Nate tinha dificuldades para se desvencilhar de sua mortalidade. Ainda dormia na cama apesar de Lawliet já o ter apontado-lhe os riscos e cuidados necessários para o tal. Assim como os horarios em que poderia circular e os perigos do dia e esposição solar.

Também não dispensava o banho, um dos poucos hábitos mortais que Lawliet igualmente conservava.

Perdido em pensamentos estranhou que o tal cálice com o líquido vermelho ainda não se encontrava ali como de costume. Ficou enrolando uma mecha do cabelo.

- Lawliet o que pretende? - perguntou baixinho a sí mesmo.

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Lawliet abriu o caixão lentamente após despertar, estava ansioso. A sala secreta sem janelas ou portas não possuia cheiro. Caminhou até uma parede e empurrou o falso tijolo abrindo uma passagem que dava para o seu quarto. Ninguém sabia da existencia da sala, e assim preferia. Primava pela própria segurança.

Se perguntou se Nate já acordara e sua reação ao ver que estava sem alimento. Já fazia um mês que fizera dele sua criança e estava na hora de ensina-lo algumas coisas. Sorriu por antecipação, "vai ser divertido!" pensou.

Atravessou o vasto salão ao ser parado por uma criança com um envelope na mão. Ela nada disse apenas parou diante dele com o bracinho esticado, uma criança gordinha, devia ter no máximo cinco anos.

Ele arqueou as sombrancelhas surpreso, ela parecia apreensiva.

- Coles.. colespondenxia... - ela finalmente disse, a palavra saiu com dificuldade e o som saiu engraçado. Ele não conseguiu conter a gargalhada que ecoou pelo salão, instintivamente ela se encolheu.

- Muito obrigado!. - disse ele suavemente com um largo sorriso tomando o envelope das mãos pequenas. - Mas não é hora da mocinha estar na cama?

- Uhum! - ela acentiu um pouco mais relaxada. - Boa noiti. - e partiu.

- Boa noite. - disse ele observando ela sumir em direção a cozinha.

O vampiro caminhou até seu escritório, não entrava lá desde o pequeno desentendimento com Raito a alguns dias atrás. Relembrou da cena levemente e sentou na poltrona. Acendeu o abajur e abriu o telegrama. Não pôde conter a surpresa:

"Lawliet.

A reunião com a família foi insuportável como sempre.

Tenho péssimas notícias.

Estarei devolta em breve.

Keehl"

Apesar do telegrama sucinto Lawliet sentiu-se contente com a notícia da chegada de sua criança e se perguntou como reagiria ao conhecer Nate. Fazia quase um ano que não via Mihael. Normalmente as viagens para outros continentes eram longas, levavam semanas, algumas até meses. Para pessoas normais era fácil mas para vampiros sempre foi necessário cuidados a mais ou seria impossível.

Lawliet evitava viagens, lembrava da última que fizera. Precisou usar um mortal para que pudesse ser levado como um parente morto. A viagem foi mais longa do que deveria, a peste tomou conta da maioria dos ocupantes e quando finalmente o navio chegou ao seu destino todos estavam mortos. Estava faminto, não pôde se alimentar dos doentes.

Precisou de muita cautela para sair de lá com o caixão e desejou jamais ter de viajar novamente.

Amassou o telegrama jogando-o no fogo da pequena lareira.

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Deviam ser quase duas da madrugada pensou Nate olhando o céu pela janela. Estava começando a se sentir impaciênte e sabia bem a razão daquilo. Imaginou se não se tratava de algum tipo de represália pelos dias que se recusara a se alimentar e que Lawliet esperaria que ele fizesse alguma pergunta. Mas estava decidido a não fazer. Como de costume quando ficava em jejum seus sentidos se tornavam ainda mais aguçados e o autocontrole mais difícil de manter.

Podia ouvir os passos vindo do andar debaixo, sabia que era Lawliet e que ele vinha a seu encontro. Momentos depois a porta se abriu vagarosamente o pálido homem de cabelos escuros em total desalinho nada disse no momento em que entrou.

- Como vai L? - perguntou Nate. Era impossível ser indiferente a presença dele.

- Melhor do que você pelo que posso perceber. - disse Lawliet secamente. Não havia sarcasmo na frase, o corpo de Nate já dava sinais da necessidade de alimento. Por alguma razão que soou desconhecida para o moreno, Nate parecia em piores condições do que das vezes em que fazia jejum voluntário. O rosto pálido que outrora possuía um aspecto sóbrio e angelical, parecia carregado e muito próximo da morte. Sua pele parecia demasiado opaca.

Nate nada disse apenas continuou a enrolar a mecha do cabelo.

- Andou fazendo algum tipo de esforço? - Lawliet tentava compreender a situação.

- Esforço? - Nate finalmente encarou-o mas sem entender exatamente o que Lawliet queria.

- Você parece esgotado. - Não havia emoção nas palavras de Lawliet.

- Me sinto esgotado... - havia qualquer coisa no tom de voz de Nate que deixou Lawliet alerta. - ... aonde pretende chegar?

- Queria que estivesse com fome. Apenas não esperava que tão poucas horas fossem te deixar nesse estado.

- Poucas horas? - Nate deixou escapar uma risada discreta. - Não me alimento a quatro dias!!

Os olhos de Lawliet se arregalaram involuntáriamente com a surpresa, com certeza um tempo tão extenso não estava em seus planos. "Raito... só podia ser..."

- Porque não disse nada?

- Não achei necessário.

- Então o que iria acontecer? Iria te encontrar morto?

- Talvez. - disse Nate hesitante ouvindo um tamborilar distante. Sentindo um estranho desejo, nunca tinha esperimentado tal sensação. Reparou no mais velho como nunca havia feito antes, cada detalhe, desde os contornos da face até os pés.

- Primeiro você irá se alimentar, depois eu...

Antes que Lawliet fosse capaz de completar a frase Nate pulou pela janela, tão rápido o fez que o moreno se surprendeu com tamânha agilidade em tal estado. Em poucos minutos Nate atravessou os portões e ganhou a rua.

Lawliet permanceu estático alguns instantes antes de partir em seu encalço.

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Por hora eu encerro esse crime por aqui. Bjos Janao pelo apoio.

O próximo já está em andamento, se não for pedir muito me mandem um rewiew, que para mim é tão bom qto chocolate.

Bjão amores.

Ps: qualquer mancada me avisem eu não revisei esse cap por falta de tempo e paciência bjinhus.