Chapter 4: Beware! Now fall the shadows of the night
Não havia tido resposta no correio do café da manhã, mas realmente não esperava uma tão rápido... ou jamais, talvez. Havia feito seus melhores esforços para não olhá-lo toda hora, em busca de um sinal qualquer de que tinha lido sua carta, mas notou, em uma de suas breves olhadelas, que parecia outra vez o mesmo Malfoy de sempre, um pouco mais atrativo, talvez, mas sem o cansanço do dia anterior, voltava a ser todo ele: pálido, aristocrático, delicado... e venenosamente letal em seu interior.
O resto dos Sonserinos voltavam a olha-lo com a adoração de sempre, certamente, mas alem disso também descubriu olhadas furtivas e cuchichos por parte das garotas das outras mesas.
//Olha... Malfoy aumentou seu prestigio como "Cara mal do colegio", essa tinha que anotar para as minhas "oh-tão-fantásticas" réplicas//
- Harry! Harry!! – Ron sacudia a manga da sua capa – Desperta cara... Harry!! – se inclinou até seu ouvido e comentou, em uma ótima imitação do rosnado de Snape – Senhor Potter, cinco pontos a menos para Grifinória!
- Quê? Como?? – comentou saindo de seus pensamentos – Ah, muito engraçado, Ron. Falando sério, creio que essa imitação é tão boa que poderia faze-la a Snape, garanto que se quebra de tanto dar risada...
- Hmpft. Além de que faço o esforço de te despertar... Com esse sono todo não vai absorver conhecimentos na aula! – disse com um beicinho fingido, piscando um olho.
- Muito bem os dois, mas como não nos levantamos não chegamos a aula! – cortou Hermione.
Se levantaram e se dirigiram até a porta, e caminhando Harry notou a mesma sensação de duas noites atrás: o olhar de Draco cravado em suas costas de forma intensa, mas quando se virou, o loiro parecia ocupado falando com Emilia Bullstrode.
As aulas de sexta passaram voando, concentrado como estava em sua missão daquela noite: arrecadar informação sobre o tema na biblioteca. Durante o almoço e a janta, Harry conseguiu surpreender Draco uma par de vezes, virandosse e surpreendendo o olhando até a mesa da Grifinória com uma estranha expressão pensativa em seus olhos, mas na maioria das vezes notava seu olhar cravado em suas costas e quando acabava de girar-se o outro parecia totalmente despreocupado do que pasava nas outras mesas, era desanimador.
Tão rápido como pode, coisa não muito fácil em uma sexta-feira a noite na Torre de Grifinória, fugiu da Sala Comunal com sua Capa da Invisibilidade, e desceu até a biblioteca. Não era muito comun que se dirigisse até ali no meio da noite, de fato só numas ocasiões e em caso de extrema necessidade, e ésta devia ser a primeira na que não havia ninguém petrificado ou em perigo iminente... esperava.
A biblioteca estava menos iluminada que em horas letivas, mas ainda assim havia luz suficiente para que não necessitasse de um"Lumos". Tirou o pesado índice de livros da mesa da bibliotecária e se pôs, com um arregaçamento mental de mangas, mãos a obra. No catálogo não havia muitas referências aos vampiros, e eram sobre tudo menções em livros com feitiços de defesa e proteção. Só tinha dois que prometiam, e ambos na Seção Reseservada, o que Harry havia esperado: um capítulo em um livro titulado Maleficarum Occultum Bestiarium, e um livro chamado E caem as sombras da noite: o papel dos vampiros na história mágica.
Nossa, parece que não era algo que se escrevesse muito. Agitou sua varinha, e entonou um feitiço para protegersse das possiveis alarmes da Seção Reservada. Não seria bom que alerta-se ninguém e que logo estivesse que explicar seu súbito interesse por vampiros, sem trabalhos nem deveres de DCAT ainda por cima. Atraeria a atenção sobre o tema, coisa muito pouco desejável, certo?
O primeiro livro era enorme, e tremendamente pesado. Sem duvida havia muitas criaturas das trevas no mundo, e seguramente vinham todas elas no maciço volume. Mas a que neste momento atraia sua atenção tinha um pequeno capítulo até o começo do livro, entitulado: "Vampiros: reid das Criaturas das Trevas". O colocou no chão, com grande esforço de seus braços, e se acomodou como pode para ler:
-- O conhecimento sobre estas criaturas é limitado, baseado sobre tudo em lendas e nos escassos relatos de sobreviventes a seus ataques. Som umas das poucas criaturas mágicas conhecidas pelos trouxas, mesmo que seu conhecimento delas é ainda mais distorcido que o nosso...--
Harry pulou o largo páragrafo explicando a mitologia trouxa sobre o assunto, e releu a primeira frase: "sobreviventes a seus ataques", com um arrepio recorrendo sua espinha.
-- Pode-se identificar a um vampiro pela pele pálida, os olhos com poder de hipnotizar a suas vitimas, voluntaria ou involuntariamente, a voz argentina que também tem um componente hipnótico marcado, e certamente os dois pequenos caninos muito afiados na arcadia dentaria superior. Certamente, estas marcas físicas não servem de muita ajuda já que são capazes de usar um feitiço de glamour de forma inata para dissimulalas.
Quando se acham imóveis, sua figura tem, segundo testemunhas, uma certa qualidade de ocultamento: o olhar vago sobre ela de forma incômoda, e o sujeito, se não sabe da presência do vampiro, tende a não reparar nela. Seus movimentos podem ser outra caracteristica delatora, mesmo que são fácilmente dissimulados. Se movem de forma graciosa e arejado, com movimentos fluentes e rápidos, parte de seu magnetismo pessoal. Capazes de mover-se numa velocidadr maior da que registra o olho humano, é uma característica das mais letais que posuem--.
Então foi isso o que havia acontecido quando Draco tinha levantado e se aproximado de Dumbledore. Não era de se estranhar que tivesse dado um passo atrás, //O estranho era que não saiu correndo// pensou, mostrando uma expressão preocupada.
-- Criaturas de poderosa magia, existem testemunhos que afirmam que são capazes de voar por sua própria conta, mediante complexos feitiços de levitação internos que realizan da mesma forma inconsciente que o glamour. São capazes de canalizar a Magia Negra, realizando poderosos feitiços de magia negra sem a necessidade de concentração ou varinha, e se em seu estado anterior eram magos ou bruxas, continuam realizando magia como antes, sem serem afetados.
Graças a ese poder de catalização, seu sangue é um ingrediente muit apreciado em várias Poções de alto nivel. Mas não é a única propiedade atribuida a sue sangue. Os vampiros posuem uma alta capacidade de autocura, e seu sangue tem propiedades curativas similares a das lágrimas de Fênix, mesmo que seu uso neste sentido é quase nulo devido ao altíssimo valor que alcança no mercado de Poções.
Sua obtenção é realmente difícil, já que os vampiros, ao ser criaturas sem vida no sentido que a entendemos, com corpos mortos, ou mais corretamente, escassos, não posuem circulação sanguínea na maioría das ocasiões. Cortes ou feridas não fazem brotar uma só gota de sangue. Só quando se veêm angustiados por uma emoção intensa, a magia do vampiro provoca uma especie de resurreição dos tecidos, e com ele a fluidez e possivel obtenção do sangue. Também existe uma ligeira circulação quando se alimentam, mas o sangue, ao ser em sua maior parte o da vítima, é muito menos potente.--
Por isso o diretor lhe havia dado aquela toalha para Malfoy, para recolher suas lágrimas... Se Snape se enterava um desmaio de cobiça, seguramente.
-- Mesmo que é um fato confirmado que os vampiros podem criar novos vampiros a partir de humanos (mesmo que ligeiramente menos poderosos que os vampiros de puro sangue), além de ter descendencia entre eles, são criaturas muito reservadas, e dado o raro dessas ocasiões e o privadamente que se pratica, não se conhece o método utilizado para o primeiro caso, tãopouco sobre o segundo. Contudo, se sabe que é tremendamente petigoso para ambos, vampiro e humano, já que algumas vezes se tenho achado ambos corpos jacendo numa poça de sangue, e por isso se supõe que intervem este fluído de um modo ou ootro. Na mitologia trouxa,--
Outro páragrafo sobre o estereotipo cultural da criação de um novo vampiro na sociedade não mágica, que Harry pulou sem pensar duas vezes: inclusive vivendo debaixo de uma escada havia ouvido historias, e assistido algum filme onde saiam atores mau maquiados e vestidos com capas negras e forro vermelho.
-- Um vampiro pode reproduzirsse com magos ou bruxas (não se conhece, porém, nenhum caso em que o parceiro fosse trouxa, e se pressupõe que a magia do casal tem muito que a ver nessas ocasiões), mesmo que é difícil e deve estar implicada uma profunda emoção como no caso da circulação sanguínea, e gerar descendentes, que serão básicamente humanos, mesmo que com algumas características herdadas do vampiro. Não é algo comum, mesmo que se tenha rumores que familias antigas de puro sangue tem algo de sangue de vampiro correndo por suas veias, mas não está confirmado por sua parte, temerosas da reputação de instaveis e cruéis destes individuos misturados.
A respeito de seu caráter, são criaturas de caráter volátil, com pouco ou nenhum auto-controle, hedonistas e pouco interessadas nos assuntos humanos. São assassinos sem escrúpulos morais, caçadores letais, de natureza viciosa a maioria das vezes, que se satisfazem em matar, caçar, machucar, e humilhar pessoas ou animais, sem pensar nas consequencias morais de seus atos. Aqueles que foram humanos antes tendem a exercer um maior controle sobre eles mesmos e seus congêneres, mas seguem sendo muiyo temperamentais. Afortunadamente, tendem a viver em zonas afastadas dos mortais, ou melhor os mortais sempre tenderam a não viver muito perto, como no caso dos Gigantes.
São muito reservados, e não tratam muito com os mortais a outro nivel que não seja a caça, mas às vezes surgem amizades com humanos, e o vampiro protegerá ao humano de outros de sua raça, confiando neste de forma muito intensa, quase um vínculo. Esta é outra das razões pela informação é tão reduzida: um mortal não arriscará a ira do vampiro se trair essa confiança. Se já são letais quando não tem mais razão que a caça e alimentação, sua ira é uma sentença quase segura de morte, sendo temida até pelos Senhores das Trevas.
Odiados e temidos desde sempre, não só interferem em nossos assuntos, mas se conhecem casos e épocas em que se aliaram com os Senhores dass Trevas em troca de uma oportunidadr de intervir nas matanças, assassinatos, etc, o que acrecentou uma reputação já sozinha maligna.
Não se conhece muito mais sobre as características do vampiro, mas é interessante mencionar os métodos de defesa e ataque. Não tem nada a ver com os métodos Trouxas exceto em dois pontos: o sol e o alho são efetivos contra eles, o primeiro para elimina-los e o segundo para repeli-los, mesmo que seja mais efetivo feitiços de bloqueio poderosos, as vezes limitados na Magia das Trevas. Para destrui-los, a decapitação ou o fogo (mas este deverá ser intenso), são outras das opições. O resto de feitiços pode funcionar para retarda-los ou atrdoa-los, mas seu efeito, contra umas criaturas mágicas tão poderosas, é limitado.--
E aquilo era tudo? Um pouco de páginas com "se supõe" e "se cre" na mitade das frases? E ah, claro, com "assassinos natos", "viciosos" e "sem arrependimentos", o que melhorava muito o assunto...
//Realmente, Potter, acredita que alguém vá ser voluntarar para realizar trabalho de campo com eles? Provavemlente até Hagrid teria medo.//
Credo. Sua voz interior começava a soar como Malfoy. O mesmo Malfoy que poderia ter atacado sem pensar em nada no outro dia. Dumbledore não havia sido precavido ao não separar a mão de sua varinha, teria sido suicidio por não te-la agarrado e empunhado-a. Não era são estar no mesma lugar que um vampiro que tenha perdido o controle dos nervos. Nem, segundo o livro, no mesma lugar em qualquer outra situação.
Pois ainda mais com Malfoy, que não necessitava de nada para ser letal... mesmo que tinha a sensacão de que não lhe ia ocurrer nada. Não sabia por que, mas parecia que a experiencia havia mudado Draco Malfoy mais do que imaginava, ou talvez já estava ali antes esse Draco, e havia feito que pudessem ve-lo... Além do que, ele havia prometido a Dumbledore, não é verdade?
Fechou o livro com um suspiro, o colocou em seu lugar e procurou o outro. Afortunadamente, o livro de historia era um pequeno livrinho com capas negras e letras de página de rosto vermelhas.
//Parece que o marketing começa a infiltrarsse nas editoras do mundo mágico.//
Mais sorte ainda, o livro estava coberto de uma generosa camada de pó, o que indicava que seguramente não era um dos "best sellers" da Seção Reservada. Decidiu que o chão frio da biblioteca não voltaria a ser tocado pela sua bunda aquela noite. O levaria consigo, o leria essa noite e amanhã de noite o devolveria, e ninguém notaria nada com um pouco de sorte.
Exceto por um rápido encontro com Filch em um dos corredores, nada para ser castigado já que a Capa estava bem presa, não teve muitos problemas em voltar a sua sala comunal. Estava ainda com alguns alunos, afinal era sexta a noite, e voltavam de seus citas na Torre de Astronomía, assim que não era o melhor lugar para tirar um livro "emprestado" e porsse a ler. Conseguiu escapar a seu dormitorio, que àquelas horas já estava no silencio das respirações profundas, e se lançou em cima de sua cama com um sólido "thump!", dispondo-se a ler.
Meia hora mais tarde, um golpe na janela o tirou de sua distração nas páginas do livro. Resumidamente, mesmo que muitas das datas e nomes eram desconhecidos (havia "vegetado" na maior parte das aulas de Historia desde que entrou em Hogwarts), o papel dos vampiros se resumia em Problemas. Desde assassinos a soldo, passando por mercenarios, líderes de revoltas e malvados sem motivo, a braços direitos de Senhores das Trevas, só intervinham para causa-los. Eram como criancinhas inconscientes, só que seus jogos eram muito mais sangrentos e perigosos.
Seu estômago já estava um pouco revoltado depois de tais detalhadas descrições das carnificinas (sem duvida a razão por estar na Seção Reservada), mas o susto que tomou ao ver a uma coruja do colegio na janela, não contribuiu a acalma-lo nenhum pouco.
Se aproximou e abriu a janela para que entrasse, e voou diretamente a posar em sua cama, extendendo a pata com um gesto ligeiramente arrogante e exigente. Estupendo. Sua amiga, a coruja ofendida. Harry já não teve duvida alguma de quem enviava a carta.
Com dedos mecanicos, desatou o nó que a unia a sua pata, e separou imediatamente, com ar apressado. Em vez de abrir o pergaminho e ler a resposta de Malfoy, ficou observando com detenimento o cordel. Com fios de seda verde e prata, era tipicamente Sonserino usar seda para prender uma mensagem, algo menos seria rebaixarsse e...
//Harry, idiota, abre já o pergaminho, ou tem tanto medo da resposta? Ao menos não te enviou um berrador...//
Reconheceu que sim, sim tinha medo da resposta. Não do que diria, mas sim o que implicaria. Em que estava se metendo? Agora que conhecia algo mais do que Malfoy podia fazer, não parecia tão boa idea aumentar sua relação. Tinha medo de que as coisas mudassem, e de que não mudassem, mas na verdade, do que tinha mais medo nesses momentos, era do que agora era Draco Malfoy.
Continua
Err.. bem desculpe por não ter colocado antes, eu me esqueci .__. Aiaiaiai Espero q tenham gostado, besos
Não havia tido resposta no correio do café da manhã, mas realmente não esperava uma tão rápido... ou jamais, talvez. Havia feito seus melhores esforços para não olhá-lo toda hora, em busca de um sinal qualquer de que tinha lido sua carta, mas notou, em uma de suas breves olhadelas, que parecia outra vez o mesmo Malfoy de sempre, um pouco mais atrativo, talvez, mas sem o cansanço do dia anterior, voltava a ser todo ele: pálido, aristocrático, delicado... e venenosamente letal em seu interior.
O resto dos Sonserinos voltavam a olha-lo com a adoração de sempre, certamente, mas alem disso também descubriu olhadas furtivas e cuchichos por parte das garotas das outras mesas.
//Olha... Malfoy aumentou seu prestigio como "Cara mal do colegio", essa tinha que anotar para as minhas "oh-tão-fantásticas" réplicas//
- Harry! Harry!! – Ron sacudia a manga da sua capa – Desperta cara... Harry!! – se inclinou até seu ouvido e comentou, em uma ótima imitação do rosnado de Snape – Senhor Potter, cinco pontos a menos para Grifinória!
- Quê? Como?? – comentou saindo de seus pensamentos – Ah, muito engraçado, Ron. Falando sério, creio que essa imitação é tão boa que poderia faze-la a Snape, garanto que se quebra de tanto dar risada...
- Hmpft. Além de que faço o esforço de te despertar... Com esse sono todo não vai absorver conhecimentos na aula! – disse com um beicinho fingido, piscando um olho.
- Muito bem os dois, mas como não nos levantamos não chegamos a aula! – cortou Hermione.
Se levantaram e se dirigiram até a porta, e caminhando Harry notou a mesma sensação de duas noites atrás: o olhar de Draco cravado em suas costas de forma intensa, mas quando se virou, o loiro parecia ocupado falando com Emilia Bullstrode.
As aulas de sexta passaram voando, concentrado como estava em sua missão daquela noite: arrecadar informação sobre o tema na biblioteca. Durante o almoço e a janta, Harry conseguiu surpreender Draco uma par de vezes, virandosse e surpreendendo o olhando até a mesa da Grifinória com uma estranha expressão pensativa em seus olhos, mas na maioria das vezes notava seu olhar cravado em suas costas e quando acabava de girar-se o outro parecia totalmente despreocupado do que pasava nas outras mesas, era desanimador.
Tão rápido como pode, coisa não muito fácil em uma sexta-feira a noite na Torre de Grifinória, fugiu da Sala Comunal com sua Capa da Invisibilidade, e desceu até a biblioteca. Não era muito comun que se dirigisse até ali no meio da noite, de fato só numas ocasiões e em caso de extrema necessidade, e ésta devia ser a primeira na que não havia ninguém petrificado ou em perigo iminente... esperava.
A biblioteca estava menos iluminada que em horas letivas, mas ainda assim havia luz suficiente para que não necessitasse de um"Lumos". Tirou o pesado índice de livros da mesa da bibliotecária e se pôs, com um arregaçamento mental de mangas, mãos a obra. No catálogo não havia muitas referências aos vampiros, e eram sobre tudo menções em livros com feitiços de defesa e proteção. Só tinha dois que prometiam, e ambos na Seção Reseservada, o que Harry havia esperado: um capítulo em um livro titulado Maleficarum Occultum Bestiarium, e um livro chamado E caem as sombras da noite: o papel dos vampiros na história mágica.
Nossa, parece que não era algo que se escrevesse muito. Agitou sua varinha, e entonou um feitiço para protegersse das possiveis alarmes da Seção Reservada. Não seria bom que alerta-se ninguém e que logo estivesse que explicar seu súbito interesse por vampiros, sem trabalhos nem deveres de DCAT ainda por cima. Atraeria a atenção sobre o tema, coisa muito pouco desejável, certo?
O primeiro livro era enorme, e tremendamente pesado. Sem duvida havia muitas criaturas das trevas no mundo, e seguramente vinham todas elas no maciço volume. Mas a que neste momento atraia sua atenção tinha um pequeno capítulo até o começo do livro, entitulado: "Vampiros: reid das Criaturas das Trevas". O colocou no chão, com grande esforço de seus braços, e se acomodou como pode para ler:
-- O conhecimento sobre estas criaturas é limitado, baseado sobre tudo em lendas e nos escassos relatos de sobreviventes a seus ataques. Som umas das poucas criaturas mágicas conhecidas pelos trouxas, mesmo que seu conhecimento delas é ainda mais distorcido que o nosso...--
Harry pulou o largo páragrafo explicando a mitologia trouxa sobre o assunto, e releu a primeira frase: "sobreviventes a seus ataques", com um arrepio recorrendo sua espinha.
-- Pode-se identificar a um vampiro pela pele pálida, os olhos com poder de hipnotizar a suas vitimas, voluntaria ou involuntariamente, a voz argentina que também tem um componente hipnótico marcado, e certamente os dois pequenos caninos muito afiados na arcadia dentaria superior. Certamente, estas marcas físicas não servem de muita ajuda já que são capazes de usar um feitiço de glamour de forma inata para dissimulalas.
Quando se acham imóveis, sua figura tem, segundo testemunhas, uma certa qualidade de ocultamento: o olhar vago sobre ela de forma incômoda, e o sujeito, se não sabe da presência do vampiro, tende a não reparar nela. Seus movimentos podem ser outra caracteristica delatora, mesmo que são fácilmente dissimulados. Se movem de forma graciosa e arejado, com movimentos fluentes e rápidos, parte de seu magnetismo pessoal. Capazes de mover-se numa velocidadr maior da que registra o olho humano, é uma característica das mais letais que posuem--.
Então foi isso o que havia acontecido quando Draco tinha levantado e se aproximado de Dumbledore. Não era de se estranhar que tivesse dado um passo atrás, //O estranho era que não saiu correndo// pensou, mostrando uma expressão preocupada.
-- Criaturas de poderosa magia, existem testemunhos que afirmam que são capazes de voar por sua própria conta, mediante complexos feitiços de levitação internos que realizan da mesma forma inconsciente que o glamour. São capazes de canalizar a Magia Negra, realizando poderosos feitiços de magia negra sem a necessidade de concentração ou varinha, e se em seu estado anterior eram magos ou bruxas, continuam realizando magia como antes, sem serem afetados.
Graças a ese poder de catalização, seu sangue é um ingrediente muit apreciado em várias Poções de alto nivel. Mas não é a única propiedade atribuida a sue sangue. Os vampiros posuem uma alta capacidade de autocura, e seu sangue tem propiedades curativas similares a das lágrimas de Fênix, mesmo que seu uso neste sentido é quase nulo devido ao altíssimo valor que alcança no mercado de Poções.
Sua obtenção é realmente difícil, já que os vampiros, ao ser criaturas sem vida no sentido que a entendemos, com corpos mortos, ou mais corretamente, escassos, não posuem circulação sanguínea na maioría das ocasiões. Cortes ou feridas não fazem brotar uma só gota de sangue. Só quando se veêm angustiados por uma emoção intensa, a magia do vampiro provoca uma especie de resurreição dos tecidos, e com ele a fluidez e possivel obtenção do sangue. Também existe uma ligeira circulação quando se alimentam, mas o sangue, ao ser em sua maior parte o da vítima, é muito menos potente.--
Por isso o diretor lhe havia dado aquela toalha para Malfoy, para recolher suas lágrimas... Se Snape se enterava um desmaio de cobiça, seguramente.
-- Mesmo que é um fato confirmado que os vampiros podem criar novos vampiros a partir de humanos (mesmo que ligeiramente menos poderosos que os vampiros de puro sangue), além de ter descendencia entre eles, são criaturas muito reservadas, e dado o raro dessas ocasiões e o privadamente que se pratica, não se conhece o método utilizado para o primeiro caso, tãopouco sobre o segundo. Contudo, se sabe que é tremendamente petigoso para ambos, vampiro e humano, já que algumas vezes se tenho achado ambos corpos jacendo numa poça de sangue, e por isso se supõe que intervem este fluído de um modo ou ootro. Na mitologia trouxa,--
Outro páragrafo sobre o estereotipo cultural da criação de um novo vampiro na sociedade não mágica, que Harry pulou sem pensar duas vezes: inclusive vivendo debaixo de uma escada havia ouvido historias, e assistido algum filme onde saiam atores mau maquiados e vestidos com capas negras e forro vermelho.
-- Um vampiro pode reproduzirsse com magos ou bruxas (não se conhece, porém, nenhum caso em que o parceiro fosse trouxa, e se pressupõe que a magia do casal tem muito que a ver nessas ocasiões), mesmo que é difícil e deve estar implicada uma profunda emoção como no caso da circulação sanguínea, e gerar descendentes, que serão básicamente humanos, mesmo que com algumas características herdadas do vampiro. Não é algo comum, mesmo que se tenha rumores que familias antigas de puro sangue tem algo de sangue de vampiro correndo por suas veias, mas não está confirmado por sua parte, temerosas da reputação de instaveis e cruéis destes individuos misturados.
A respeito de seu caráter, são criaturas de caráter volátil, com pouco ou nenhum auto-controle, hedonistas e pouco interessadas nos assuntos humanos. São assassinos sem escrúpulos morais, caçadores letais, de natureza viciosa a maioria das vezes, que se satisfazem em matar, caçar, machucar, e humilhar pessoas ou animais, sem pensar nas consequencias morais de seus atos. Aqueles que foram humanos antes tendem a exercer um maior controle sobre eles mesmos e seus congêneres, mas seguem sendo muiyo temperamentais. Afortunadamente, tendem a viver em zonas afastadas dos mortais, ou melhor os mortais sempre tenderam a não viver muito perto, como no caso dos Gigantes.
São muito reservados, e não tratam muito com os mortais a outro nivel que não seja a caça, mas às vezes surgem amizades com humanos, e o vampiro protegerá ao humano de outros de sua raça, confiando neste de forma muito intensa, quase um vínculo. Esta é outra das razões pela informação é tão reduzida: um mortal não arriscará a ira do vampiro se trair essa confiança. Se já são letais quando não tem mais razão que a caça e alimentação, sua ira é uma sentença quase segura de morte, sendo temida até pelos Senhores das Trevas.
Odiados e temidos desde sempre, não só interferem em nossos assuntos, mas se conhecem casos e épocas em que se aliaram com os Senhores dass Trevas em troca de uma oportunidadr de intervir nas matanças, assassinatos, etc, o que acrecentou uma reputação já sozinha maligna.
Não se conhece muito mais sobre as características do vampiro, mas é interessante mencionar os métodos de defesa e ataque. Não tem nada a ver com os métodos Trouxas exceto em dois pontos: o sol e o alho são efetivos contra eles, o primeiro para elimina-los e o segundo para repeli-los, mesmo que seja mais efetivo feitiços de bloqueio poderosos, as vezes limitados na Magia das Trevas. Para destrui-los, a decapitação ou o fogo (mas este deverá ser intenso), são outras das opições. O resto de feitiços pode funcionar para retarda-los ou atrdoa-los, mas seu efeito, contra umas criaturas mágicas tão poderosas, é limitado.--
E aquilo era tudo? Um pouco de páginas com "se supõe" e "se cre" na mitade das frases? E ah, claro, com "assassinos natos", "viciosos" e "sem arrependimentos", o que melhorava muito o assunto...
//Realmente, Potter, acredita que alguém vá ser voluntarar para realizar trabalho de campo com eles? Provavemlente até Hagrid teria medo.//
Credo. Sua voz interior começava a soar como Malfoy. O mesmo Malfoy que poderia ter atacado sem pensar em nada no outro dia. Dumbledore não havia sido precavido ao não separar a mão de sua varinha, teria sido suicidio por não te-la agarrado e empunhado-a. Não era são estar no mesma lugar que um vampiro que tenha perdido o controle dos nervos. Nem, segundo o livro, no mesma lugar em qualquer outra situação.
Pois ainda mais com Malfoy, que não necessitava de nada para ser letal... mesmo que tinha a sensacão de que não lhe ia ocurrer nada. Não sabia por que, mas parecia que a experiencia havia mudado Draco Malfoy mais do que imaginava, ou talvez já estava ali antes esse Draco, e havia feito que pudessem ve-lo... Além do que, ele havia prometido a Dumbledore, não é verdade?
Fechou o livro com um suspiro, o colocou em seu lugar e procurou o outro. Afortunadamente, o livro de historia era um pequeno livrinho com capas negras e letras de página de rosto vermelhas.
//Parece que o marketing começa a infiltrarsse nas editoras do mundo mágico.//
Mais sorte ainda, o livro estava coberto de uma generosa camada de pó, o que indicava que seguramente não era um dos "best sellers" da Seção Reservada. Decidiu que o chão frio da biblioteca não voltaria a ser tocado pela sua bunda aquela noite. O levaria consigo, o leria essa noite e amanhã de noite o devolveria, e ninguém notaria nada com um pouco de sorte.
Exceto por um rápido encontro com Filch em um dos corredores, nada para ser castigado já que a Capa estava bem presa, não teve muitos problemas em voltar a sua sala comunal. Estava ainda com alguns alunos, afinal era sexta a noite, e voltavam de seus citas na Torre de Astronomía, assim que não era o melhor lugar para tirar um livro "emprestado" e porsse a ler. Conseguiu escapar a seu dormitorio, que àquelas horas já estava no silencio das respirações profundas, e se lançou em cima de sua cama com um sólido "thump!", dispondo-se a ler.
Meia hora mais tarde, um golpe na janela o tirou de sua distração nas páginas do livro. Resumidamente, mesmo que muitas das datas e nomes eram desconhecidos (havia "vegetado" na maior parte das aulas de Historia desde que entrou em Hogwarts), o papel dos vampiros se resumia em Problemas. Desde assassinos a soldo, passando por mercenarios, líderes de revoltas e malvados sem motivo, a braços direitos de Senhores das Trevas, só intervinham para causa-los. Eram como criancinhas inconscientes, só que seus jogos eram muito mais sangrentos e perigosos.
Seu estômago já estava um pouco revoltado depois de tais detalhadas descrições das carnificinas (sem duvida a razão por estar na Seção Reservada), mas o susto que tomou ao ver a uma coruja do colegio na janela, não contribuiu a acalma-lo nenhum pouco.
Se aproximou e abriu a janela para que entrasse, e voou diretamente a posar em sua cama, extendendo a pata com um gesto ligeiramente arrogante e exigente. Estupendo. Sua amiga, a coruja ofendida. Harry já não teve duvida alguma de quem enviava a carta.
Com dedos mecanicos, desatou o nó que a unia a sua pata, e separou imediatamente, com ar apressado. Em vez de abrir o pergaminho e ler a resposta de Malfoy, ficou observando com detenimento o cordel. Com fios de seda verde e prata, era tipicamente Sonserino usar seda para prender uma mensagem, algo menos seria rebaixarsse e...
//Harry, idiota, abre já o pergaminho, ou tem tanto medo da resposta? Ao menos não te enviou um berrador...//
Reconheceu que sim, sim tinha medo da resposta. Não do que diria, mas sim o que implicaria. Em que estava se metendo? Agora que conhecia algo mais do que Malfoy podia fazer, não parecia tão boa idea aumentar sua relação. Tinha medo de que as coisas mudassem, e de que não mudassem, mas na verdade, do que tinha mais medo nesses momentos, era do que agora era Draco Malfoy.
Continua
Err.. bem desculpe por não ter colocado antes, eu me esqueci .__. Aiaiaiai Espero q tenham gostado, besos
