A Feiticeira – Terras da meia-noite
Capítulo Quatro
Sentei na mesa e fiquei observando a Kuana limpar aquela cozinha imunda e com cheiro de vinho. Ugh.
- Você gosta do Paulinho. – afirmei.
- O que? Não. Não. – ela falou toda embaraçada e dava vários sorrisinhos nervosos. – Por quê? Esta na cara? – perguntou se sentando na cadeira ao meu lado.
Afirmei com a cabeça.
- Você é uma péssima mentirosa. Gosto disso. – sorri para ela e lhe dei uma piscadela.
- Eu não sou péssima mentirosa. – ela ficou na defensiva.
- Ta certo. Não esta aqui quem falou. – falei minhas mãos para o alto me rendendo. Nós rimos.
- Vem borá para o nosso quarto. La é mais seguro. – ela falou.
Até que minha colega de quarto era legal. Sai,os da cozinha e passamos pelo corredor que dava a dois cômodos da casa, a direita dava para uma escada e na esquerda tinha um pequeno corredor e uma porta de vidro, que era para o jardim, eu acho. Não fomos nem para a esquerda nem para a direita, seguimos em frente, que ia para sala. Erik estava sentado no sofá menor com a Kylie em suas pernas, enfiando a língua na boca dele e vice versa. Kuana fez uma cara de nojo.
- Vocês dois se comportem. Temos uma pessoa nova na casa esperava ate amanhã para ela se acostumar com a gente. – disse seria. Os dois nem se descolaram ou algo parecido, era como se ela fosse invisível.
- Deixa eles. Ta sou acostumada com esses tipos de coisas. – falei.
Ela arregalou os olhos para mim.
- Eu estava colocando uma fezinha em vocês, porem você só tem a cara mesmo. – falou indignada.
Arregalei os meus olhos.
- Eu? Sou uma santa! Não esta vendo a argolinha em cima da minha cabeça? – disse ironicamente. Ela riu.
- Essa argola esta um pouco torta. Anja. – ela disse irônica. E eles continuaram do mesmo jeito. Eles têm fôlego para dar e vender.
Subimos as escadas que fica logo à frente. Andamos silenciosas ate chegarmos ao nosso quarto.
- E ai! Sobre aquele assunto. Esta na cara mesmo? – perguntou Kuana.
- Aham. E se é o que estou pensando. Você gosta dele desde que ele colocou os pés aqui1 Não é? – falei.
- Na verdade. Não. Nós começamos amigos, quando ele viajou para ver os seus pais. Eu senti tanto a falta dele, e foi então que eu percebi que estava apaixonada por ele. – ela disse com um ar todo apaixonado. – Porem é um saco, porque ele fica dando em cima da Tayla. Eu gosto dela, mas ela é uma vadia que vive dando em cima de todos os garotos bonitos da escola.- rimos. – Ele não gosta de mim para namorar e sim como amiga. Às vezes eu acho que ele só é meu amigo para tirar proveito da minha bondade e nem agradece. E é nessas horas que me dar vontade de na cara dele. – ela suspirou. – Eu o amo e o odeio! Não sei com qual opção ficar. – Kuana totalmente desabafou.
- Só vou lhe fazer uma pergunta. Será que ele te merece? – falei seria. Eu a peguei de surpresa, ela ficou toda agitada.
- Sinceramete Kuana. Me responda. Ele te merece? – repeti.
- Não. – ela deu de ombros.
- Então. Porque você esta se matando por uma pessoa, que so tira vantagem de você? E por experiencia propria eu te digo: Saia dessa amiga. Você é bonita e aposto que tem varios meninos querendo ficar com você, e você aqui, chorando por um cara que é só seu amigo para tirar vantagens da sua bondade. – falei honestamente tudo o que eu achava sobre o assunto.
- É, você tem razão. Eu vou me desencanar de le e arranjar outro. – falou Kuana.
- É assim que eu gosto de ver. – rimos.
Ficamos ate onze horas da noite conversando varias coisas.
- Affz! Já é onze horas. Temos que dormir. Amanha vamos ter que acordar de seis horas. O seu avô pega no pé em? – disse Kuana.
- É. Aquele chato. – falei.
Suspiramos juntas.
- Ate amanhã. – falou Kuana.
- Ate. – falei sonolenta.
Fui par cama, deitei e dormi só de pensar que amanhã eu viria o chato do Louis.
